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Jeitinho Irritante

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Não adianta. Quando estou naqueles dias, um fio de cabelo na minha sopa pode virar a bomba H. Uma frase do Mainardi que você lê na Veja de manhã pode virar uma entrevista interminável com Dunga (?), que por sua vez transforma-se num bate boca sem pé nem cabeça com seu irmão, ou seu pai, ou os dois juntos, ou… Ah! Com quem estiver na frente.

Portanto, se não quiser provocar este tipo de coisa, respeite o direito único e incontestável de uma mulher de pelo menos lavar o rosto de manhã, sem ter que ouvir o “Foda-se, já estou debaixo do chuveiro, agora se vira.”.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Meus sais!!!

Sabe o que é mais engraçado? É que é sempre neste tipo de dia que ocorrem as coisas mais inusitadas: um engarrafamento na subida – em rua com inclinação de 50º – uma motoca que faz a curva da esquina sem nem verificar se vem carro ou não, perguntas impertinentes vindas de quem você menos esperava escutá-las…

Mas o mais irritante ainda, nestes, ou em quaisquer outros dias, é perceber o quão são egoístas as pessoas, o quanto o brasileiro fica querendo se dar bem passando em cima de outros, até mesmo de leis, e etc. Outro dia mesmo no trabalho me apareceu um administrador municipal querendo, a todo custo, me convencer de que ele poderia contratar determinada empresa sem realizar licitação. Para quem não conhece direito público, vou explicar: LICITAÇÃO É REGRA, E NÃO EXCEÇÃO. Portanto, se você trabalha na administração pública, saiba que serão pouquíssimas as vezes em que poderá contratar algo, ou alguém, sem realizar a tal da licitação pública. Simplesmente, conforme-se. É a única coisa que tenho a dizer. Não há jeitinho que se arranje.

No caso desse sujeito mesmo, não tinha jeito. Até o Tribunal de Contas já tinha expedido diversas notas proibindo a contratação direta em casos como o dele. E o mesmo cismou de me falar que esta só poderia ser uma regra minha…

Jeitinho brasileiro… Não dá. Pra mim, é o fim da picada.

Ô jeitinho irritante!!!

08 Agosto 2006
Charge de Oldack Esteves – Publicada no Estado de Minas, 08/08/2006.

Ana.

As últimas da Copa

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Para muitas mulheres, as regras do futebol são tão difíceis de entender quanto um motor de carro. Resultado? Gozação certa da ala masculina sempre que o time entra em campo. Mas não se desespere…
Já que a Copa do Mundo termina hoje, e em breve o Mineiras voltará com a sua programação normal (ufa!), separei algumas frases típicas do mundo futebolístico para você utilizar hoje ainda, enquanto torce pra Itália ser tetra e para o Zidane se aposentar… E mais, aproveitando o reinício do Brasileirão (no meu caso, série B, humpf), são frases para você usar em qualquer partida de futebol, e para provar que, com jeitinho, futebol e salto alto podem, sim, combinar – e muito!

1. A jogada deve passar da defesa para o meio-de-campo, e não da defesa para o ataque
A frase é um lema anti-chutão. Distante do gol, o jogador ataca praticamente sem direção e o goleiro tem chances de agarrar com mais facilidade. Além disso, normalmente é no meio-de-campo que ficam os atletas mais habilidosos, como o Ronaldinho Gaúcho.

2. O time deve jogar pelas laterais
Essa é quase uma regra do futebol bem jogado. Solte o comentário quando perceber que o seu time está com dificuldade para chegar ao gol adversário – na entrada da área, ficam os zagueiros (responsáveis pela defesa). Por isso, o trânsito nas laterais costuma ser um pouco mais livre. (Contanto que os laterais não sejam o Cafu e o Roberto Carlos…)

3. O time deve adiantar a marcação
Solte essa quando notar que os jogadores para quem você torce estão plantados no próprio campo, esperando o ataque adversário. “Adiantar a marcação” nada mais é que propor aos atacantes que marquem os zagueiros, obrigados a reagir com os chutes de longa distância – isso facilita as roubadas de bola. (Ex: Time inteiro do Brasil no jogo contra a França, blergh!)

4. Essa torcida está apática demais
O placar está provocando lágrimas e xingamentos? Diga que, em parte, a culpa é da torcida, que deveria se comportar como o décimo segundo jogador. Com esse comentário, ninguém mais irá duvidar da sua intimdade com o esporte. (Ex: Torcida do Brasil na Copa do Mundo da Alemanha…)

5. O técnico tem um monte de jogador bom no banco e não mexe
O banco de reservas pode ter até 12 jogadores. Apelar para eles sempre pode ser uma boa saída para melhorar o desempenho – ainda mais com substitutos do naipe de Robinho e Juninho Pernambucano esperando ansiosos uma chance para animar o time. (Ex: Parreira.)

6. O juiz estava mal posicionado
A frase é um coringa para situações ameaçadoras: faltas, escanteios e até pênaltis contra seu time podem ser explicados a partir da incompetência do juiz que, posicionado longe da jogada, teria apitado indevidamente. O comentário fará ainda mais sucesso nos casos de impedimento – infração famosa, marcada quando o jogador de um time está no campo inimigo e toca na bola sem ter, no mínimo, dois adversários na mesma linha ou à frente. (Ex: No gol do Adriano contra o Japão, tanto que foi impedimento e o juiz e o bandeirinha não marcaram.)

7. O técnico está muito quieto no banco
Seu time está uma fracasso e você não faz a mínima idéia do tipo de problema que está ocorrendo? Tasque a culpa na inanição do técnico, dizendo que ele deveria gritar mais com os jogadores, exigindo mais empenho e motivação. (Ex: Parreira.)

8. A equipe deveria explorar melhor as jogadas aéreas
Quando reparar uma disputa confusa pela posse de bola na região próxima ao gol, saia com essa. As cabeceadas, apesar de mais imprecisas do que um bom chute, dificultam a ação dos marcadores e, por tabela, as roubadas de bola que impedem o gol.

9. O rendimento do time vai depender da preleção
Antes de qualquer jogo, o técnico costuma fazer uma palestra no vestiário, animando os jogadores – é a chamada preleção. Em partidas muito equilbradas e cheias de catimba (caso de Brasil e Argentina, por exemplo), essa conversa ganha importância fundamental. Uma citação assim mostra que você conhece inclusive os bastidores de uma partida. (Contanto que o técnico não utilize “Epitáfio”, dos Titãs, como música motivadora…)

Ana.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/especiais/copa/mat_01a.htm

As últimas da Copa

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Para muitas mulheres, as regras do futebol são tão difíceis de entender quanto um motor de carro. Resultado? Gozação certa da ala masculina sempre que o time entra em campo. Mas não se desespere…
Já que a Copa do Mundo termina hoje, e em breve o Mineiras voltará com a sua programação normal (ufa!), separei algumas frases típicas do mundo futebolístico para você utilizar hoje ainda, enquanto torce pra Itália ser tetra e para o Zidane se aposentar… E mais, aproveitando o reinício do Brasileirão (no meu caso, série B, humpf), são frases para você usar em qualquer partida de futebol, e para provar que, com jeitinho, futebol e salto alto podem, sim, combinar – e muito!

1. A jogada deve passar da defesa para o meio-de-campo, e não da defesa para o ataque
A frase é um lema anti-chutão. Distante do gol, o jogador ataca praticamente sem direção e o goleiro tem chances de agarrar com mais facilidade. Além disso, normalmente é no meio-de-campo que ficam os atletas mais habilidosos, como o Ronaldinho Gaúcho.

2. O time deve jogar pelas laterais
Essa é quase uma regra do futebol bem jogado. Solte o comentário quando perceber que o seu time está com dificuldade para chegar ao gol adversário – na entrada da área, ficam os zagueiros (responsáveis pela defesa). Por isso, o trânsito nas laterais costuma ser um pouco mais livre. (Contanto que os laterais não sejam o Cafu e o Roberto Carlos…)

3. O time deve adiantar a marcação
Solte essa quando notar que os jogadores para quem você torce estão plantados no próprio campo, esperando o ataque adversário. “Adiantar a marcação” nada mais é que propor aos atacantes que marquem os zagueiros, obrigados a reagir com os chutes de longa distância – isso facilita as roubadas de bola. (Ex: Time inteiro do Brasil no jogo contra a França, blergh!)

4. Essa torcida está apática demais
O placar está provocando lágrimas e xingamentos? Diga que, em parte, a culpa é da torcida, que deveria se comportar como o décimo segundo jogador. Com esse comentário, ninguém mais irá duvidar da sua intimdade com o esporte. (Ex: Torcida do Brasil na Copa do Mundo da Alemanha…)

5. O técnico tem um monte de jogador bom no banco e não mexe
O banco de reservas pode ter até 12 jogadores. Apelar para eles sempre pode ser uma boa saída para melhorar o desempenho – ainda mais com substitutos do naipe de Robinho e Juninho Pernambucano esperando ansiosos uma chance para animar o time. (Ex: Parreira.)

6. O juiz estava mal posicionado
A frase é um coringa para situações ameaçadoras: faltas, escanteios e até pênaltis contra seu time podem ser explicados a partir da incompetência do juiz que, posicionado longe da jogada, teria apitado indevidamente. O comentário fará ainda mais sucesso nos casos de impedimento – infração famosa, marcada quando o jogador de um time está no campo inimigo e toca na bola sem ter, no mínimo, dois adversários na mesma linha ou à frente. (Ex: No gol do Adriano contra o Japão, tanto que foi impedimento e o juiz e o bandeirinha não marcaram.)

7. O técnico está muito quieto no banco
Seu time está uma fracasso e você não faz a mínima idéia do tipo de problema que está ocorrendo? Tasque a culpa na inanição do técnico, dizendo que ele deveria gritar mais com os jogadores, exigindo mais empenho e motivação. (Ex: Parreira.)

8. A equipe deveria explorar melhor as jogadas aéreas
Quando reparar uma disputa confusa pela posse de bola na região próxima ao gol, saia com essa. As cabeceadas, apesar de mais imprecisas do que um bom chute, dificultam a ação dos marcadores e, por tabela, as roubadas de bola que impedem o gol.

9. O rendimento do time vai depender da preleção
Antes de qualquer jogo, o técnico costuma fazer uma palestra no vestiário, animando os jogadores – é a chamada preleção. Em partidas muito equilbradas e cheias de catimba (caso de Brasil e Argentina, por exemplo), essa conversa ganha importância fundamental. Uma citação assim mostra que você conhece inclusive os bastidores de uma partida. (Contanto que o técnico não utilize “Epitáfio”, dos Titãs, como música motivadora…)

Ana.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/especiais/copa/mat_01a.htm

Só mais 5 minutinhos…

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GOL_01

Faço das palavras do Imbróglio Carioca, as minhas.

E já que a Vaca foi pro brejo mesmo, a única taça que veremos daqui de Belo Horizonte é esta:

Vaca da Taça

Numa hora dessas eu queria ser italiana, só pra ver a minha seleção ganhando hoje, na pura raça, nos últimos 2 minutos do 2º tempo da prorrogação, fazendo dois golaços e eliminando a Alemanha, dona da casa…

E amanhã eu sou Portuguesa, apesar de toda a propaganda forçada da “Rede Bobo” dizendo que o Felipão é o Brasil na Copa do Mundo, e blá-blá-blá, o que importa é ver a França perder, diz aí?

Até 2010.

Ana.

Ps.1: Em breve voltaremos com nossa programação e aparência normais, após o ressacão da eliminação, e do fim da Copa do Mundo.

Ps.2: Quem quiser ver toda a seqüência do gol da França em cima do Brasil, em 09 slides do nosso tira-teima, é só mandar um e-mail pro mineirasuai@gmail.com que nós encaminharemos…

História dos Pintos

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Meus caros leitores,

Não se espantem! A história que vou lhes contar é a história dos PINTOS. Sim, dos pintos! Vocês não leram errado não, mentes poluídas! Estou falando dos pintos, daqueles pequenos, arredondados e amarelos… Até agora estão pensando besteira? Ok, vocês venceram, vou abrir o jogo! Pintinhos de galinha, que nascem do ovo, e fazem piu-piu…

E já vou avisando… Não me assustarei caso uns de vocês se se lembrem de casos parecidos, de um tio de um amigo da prima da sua vizinha… Mas não hesitem em compartilhar conosco suas experiências, utilizando nossos comentários!

Ok, ok, sem mais enrolação, vamos ao que interessa!
Meus irmãos, Ângelo e Léo, quando eram crianças peraltas, ganharam 02 pintinhos (filhotes de galinha, gente, por favor!) numa feira de filhotes de animais, que todo ano acontecia no estacionamento do BH Shopping. (Isto naquela época, em que ainda fazíamos fila pra assistir “E.T” ou “Os Trapalhões no Rabo do Cometa” nos já extintos Center 01 ou Center 02…)

O ponto alto da tal feira para nós, crianças da década de 80, era exatamente o final – quando eram distribuídos os tais pintinhos – motivo pelo qual meus irmãos sempre passavam correndo pelo labirinto de stands da feira sem ver nada só pra pegar o “melhor pintinho”! (Nossa, meus pais passavam cada vergonha tendo de se desculpar ás vítimas que eles derrubavam no chão pelo caminho…)
Pois de tanto escolher, eis que chegamos em casa com os amigos Adolpho e Wellington, que piavam sem parar! Já chegaram com toda a pose, ganhando um “apartamento” próprio para pintos: uma caixa grande de papelão que minha mãe elaborou junto com Ângelo e Léo, andares, escadas, quartos, banheiro, etc, só para que Wellington e Adolpho se sentirem bem confortáveis. E não é que os dois só iam dormir depois que mamãe se despedia deles?

Até que o tempo passa, o tempo voa… E Adolpho e Wellington começam a querer explorar a região além muro de papelão – a nossa sala e os sofás brancos de mamãe. Já eram dois franguinhos simpáticos, brancos (suas penas antes eram amarelas), mas os meninos se recusavam a doá-los para nossa tia Ziláh, que até hoje tem um galinheiro no quintal de sua casa, no Nova Floresta. No entanto, a situação meio que fugiu do controle, e após muita conversa e negociação, a mudança de Adolpho e Wellington para a casa de Tia Ziláh se concretizou num sábado, com um almoço bem farto na casa dela, festinha de despedida para os franguinhos e uma ou outra cara fechada por parte de meus irmãos.

Um belo dia, tia Ziláh liga:
– Tenho um anúnio a fazer, não sei se vocês vão gostar muito…
– Ai meu Deus do céu! Adolpho e Wellington morreram, tia Ziláh? Perguntou minha mãe, já entrando em desespero.
– Não, não! hihihihihi É que não é Adolpho e Wellington não, Amélia, porque o Wellington é mulher! Ou melhor, o Wellington é uma galinha! Ele botou um ovo hoje de manhã!

E então Wellington virou Erundina, a namorada do Adolpho. O nome dela foi inspirado na ex-prefeita de São Paulo. Não, elas não se pareciam, e nem foi no intuito de fazer qualquer piadinha política, mesmo porque, naquela época, nem consciência política tínhamos. O nome meus irmãos gostaram e pronto!

Íamos todos os sábados na casa da Tia Ziláh para almoçarmos com ela e os meninos brincarem com Adolpho e Erundina. Até que, num sábado qualquer, após o almoço – um frango com quiabo muito gostoso que a Tia Ziláh fez – os meninos descem para o quintal… Até que Ângelo vem correndo, gritando, muito vermelho após subir os 30 degraus de cimento que levam a área de serviço ao quintal.
– Mãe! Pai! O Adolpho sumiu! Adolpho sumiu!
– Uai, eu vi ele lá hoje de manhã, Ângelo, quando fui pegar o ovo da Erundina… Ele estava aí até agorinha mesmo, você não viu não? Disse tia Ziláh, com a cara mais lavada do mundo…

Mamãe lança um olhar fulminante pra ela! Então entendemos tudo…
O frango com quiabo era galo com quiabo! Ou melhor, Adolpho com quiabo!

Houve algum choro, sim, claro, mas a barriga cheia de comida gostosa confortou os olhares lacrimosos de Ângelo e Léo.

Tia Ziláh ficou feliz porque ganhou uma galinha e não teve mais o galo cantando toda madrugada, e tentando “molestar sexualmente” suas colegas de galinheiro.

Erundina viveu bastante, botou muito, e acabou morrendo de velha.

Ângelo e Léo continaram dando nomes estranhos aos seus animais de estimação… Vide Adamastor Pitaco e cia ltda…

11/11/2005 *Juanita*
Vai entender!

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Texto inspirado na Maricota da Roma Dewey!

Becitos a todos!

Ana Letícia

Ps.: Esta semana promete! Relatos de uma “virgem no Rio“, com Lu e suas impressões e aventuras sobre a cidade maravilhosa; e Dô, uma cipotanense nas “Oropa” (mais precisamente na terra da Rainha ElizabethLondres, U.K) prometeu um texto com notícias… Vamos ver se a promessa será cumprida!

Broa de Fubá

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Broa de Fubá

Vocês pediram, minha mãe permitiu, e eu publiquei a receita:

BROA DE FUBÁ CREMOSA

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 1 copo de fubá (200 g)
  • 1 copo (200 g) de queijo ralado (canastra, meia-cura)
  • 1/2 copo de coco ralado (mais ou menos 50 g)
  • 1 copo de açúcar (200 g)
  • 1 copo de óleo de soja (200 ml)
  • 1 copo de leite frio (200 ml)
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 3 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa bem cheia de fermento em pó
  • Açúcar refinado e canela em pó para polvilhar a gosto.

Numa vasilha, misturar o queijo e o coco ralados, junto ao fubá. Reservar.

No liquidificador, bater os ovos com óleo, leite, farinha de trigo, açúcar e sal. Despejar na vasilha com os secos (queijo + coco + fubá) e misturar bem. Por último, acrescentar a colher bem cheia de fermento em pó à massa.

Despejar tudo num tabuleiro retangular médio, untado e enfarinhado.

Assar por 30 a 40 minutos em forno pré-aquecido a 180ºC.

Misturar o açúcar refinado com a canela em pó e polvilhar em cima da broa já assada, antes de servir.

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Não é fácil? Experimentem e depois me contem o resultado!

Ana Letícia
@analeticia

Mulheres e Mineiras

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Pessoas,

Ontem teria sido meu dia de publicar algum texto por aqui. Mas isso não vem ao caso, pois sexta-feira era dia da Donária e a mesma se esquivou de seus afazeres também (mais uma vez…). A verdade é que lembrei-me do dia de hoje – 08 de Março – e achei melhor escrever algo no Dia Internacional da Mulher, uma vez que representamos toda uma “classe” de mulheres e mineiras no mundo “bloguístico”. (Mentira, é que ontem não tive tempo mesmo!)

Pra variar, falta-me inspiração… Mas não é preciso apenas 10% de inspiração e 90% de transpiração??? Vai ver que estou é preguiçosa mesmo…. Ah, mas hoje é meu dia, então posso, certo?

Recebi este texto lindo do Iunes Salomão, amigo e ex-colega da turma de faculdade, e tomei a liberdade de publicá-lo aqui, ainda que sem o consentimento dele (por favor, Iunes, não venha me cobrar direitos autorais, heim?).

Mulheres

Em quantas faces se enconde,
a beleza da mulher?
Esta pergunta não se responde,
nem o mais sábio sequer.

A mulher é ímpar,
em qualquer condição.
Faz do grotesco seu par,
e das “tripas, coração”.

Procura sempre o caminho,
mesmo estando na pobreza.
Com equilíbrio e carinho,
na alegria e na tristeza.

Carrega o filho no ventre,
depois o carrega nos braços.
Nos seios ela o nutre,
ensina-lhe os primeiros passos.

Ninguém no mundo é tão hábil,
em amar com tanta entrega.
A mulher, sexo frágil,
o mundo inteiro carrega.

Dona de casa e profissional,
procurando o sustento dos seus.
Força e raça excepcional,
Dom dado por Deus.

Há sempre aqueles que desprezam,
tamanha dedicação.
Na verdade eles invejam,
tanta aptidão.

Reflexos da Virgem Maria,
anjos, na terra encarnados.
Dos homens, amiga e guia,
herdeira de Sacros legados.

Parabéns, Mulheres pelo seu dia!

Iunes Salomão
08/Março/2005

Em compensação, Alessandro Franco, outro membro de nossa comunidade de ex-colegas da Fac. Direito da UFMG, me mandou isso:

“Prezados,

Hoje, dia internacional da mulher, resolvemos tecer algumas considerações sobre as causas de existir o dia internacional da mulher, enquanto todos os demais são os dias internacionais dos homens.

Vocês acham que é fácil ser homem?

1) Quem é obrigado a erguer os pés quando ela está fazendo faxina?
R: O prestativo homem!

2) Quem se veste como pingüim no dia do matrimônio?
R: O humilde homem!

3) Quem é que, apesar do cansaço e do stress, jamais poderá fingir um orgasmo?
R: O sincero homem!

4) Quem é obrigado a sustentar a amante esbanjadora?
R: O abnegado homem!

5) Quem se expõe ao stress por chegar em casa e não encontrar a comida quentinha, as crianças com o banho tomado, a roupa lavada, a cozinha limpa e o drink já posto sobre a mesa?
R: O doce homem!

6) Quem corre o risco de ser assaltado e morto na saída da boate, cada vez que participa dessas reuniões noturnas com os amigos, enquanto a mulher está bem segura em casa na sua caminha?
R: O desprotegido homem!

7) Quem é o encarregado de matar as baratas da casa?
R: O valente homem!

8) Quem segura a ´´cauda do rojão´´ quando chega em casa com marca de batom na camisa e é obrigado a dar explicações que nunca são aceitas?
R: O incompreendido homem!

9) Quem é que toma banho e se veste em menos de vinte minutos?
R: O ágil homem!

10) Quem é que tem de gastar consideráveis somas em dinheiro comprando presentes para o dia das mães, da esposa, da secretária e outras festas inventadas pelo homem para satisfazer à mulher?
R: O dadivoso homem!

11) Quem jamais conta uma mentira?
R: O ético homem!

12) Quem é obrigado a ver a mulher com os rolinhos nos cabelos e a cara cheia de cremes?
R: O compreensivo homem!

13) Quem tem que passar por uma TPM calado todo mês?
R: O calmo homem!”

Brincadeiras de parte, fica aqui a homenagem de 3 mulheres, mineiras, a todas as mulheres do mundo, lembrando de nosso importante papel na sociedade de hoje, como profissionais, mães, irmãs, donas-de-casa, namoradas, esposas… E quem é que disse que não dá pra “chupar cana e assoviar” ao mesmo tempo?

Ana Letícia

CARNAHELL III – O retorno

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3a. (e última) Parte – Para quem achou que o pesadelo já tinha terminado…

Depois de curtirmos bem a praia lotada do Recreio (porque não conseguimos chegar à prainha de tanto engarrafamento) – e quando digo lotada, é sendo disputado cada pedacinho de areia – e almoçarmos muito bem num restaurante da moda na Barra, pegamos estrada rumo a Macaé.

Quer dizer, só pegamos a estrada mesmo após nos perdermos em plena linha amarela (entramos em locais meio barra pesada) – o Cris se atrapalhou seguindo o Léo no trânsito carioca – e passarmos, por TRÊS VEZES, no MESMO PEDÁGIO!!! Acreditem se quiser, o atendente ficou até com dó e nos deixou passar na lateral (onde não tem cancela), por duas vezes…

Uma vez chegando à Via Lagos, acreditamos estar tudo numa nice, numa boa, pois nada de PIOR poderia nos acontecer…

Mais uma vez, estávamos enganados. Ao chegar à casa dos rapazes em Macaé, encontramos os quartos todos bagunçados, cheios de roupas misturadas (mulher, homem, calcinha, meia, calça jeans), a cozinha e a sala sujas, o chão e a parede meladas de gordura, a geladeira vazia… O que poderia ter causado aquilo??? Furacão? (Em pleno Rio de Janeiro… meio difícil.) Tsunami? (hã-hã, a casa ficava um pouco longe da orla, e no Brasil, né gente, não na Ásia.) Arrombamento? (Pois é, seria a explicação mais plausível)… O detalhe é que nos esquecemos de um figura que também morava na casa chamado Bill, e que tinha dito que iria viajar, pois sabia que estávamos indo pra lá no Carnaval.

O peça rara (e ultra folgado) se “esqueceu” que a casa teria visita das namoradas e chamou TODOS os seus primos e primas pra aproveitar a casa… E foi o que fizeram, né!? Rolou a maior briga entre todo mundo, mas no fim deu tudo certo. Os primos e primas do Bill dormiram juntos, no quarto dele – o que seria até muita sacanagem se não fosse o quarto dele o único da casa com ar-condicionado…

Nos dias que se seguiram, segunda e terça, passamos um Carnaval tranquilo, dentro dos padrões Macaenses, claro, ou seja: sol de rachar e engarrafamentos monstruosos. Para vocês terem uma ideia, gastamos umas 6 horas de Arraial do Cabo até Macaé…. (Haja paciência!!!). Tinha motorista utilizando o acostamento da pista da contra-mão para passar na frente dos outros, algo inimaginável para os padrões mineiros de dirigir.

A Aninha teria que ir embora na 3a à noite, pois teria que trabalhar na 4ª feira de cinzas. Então, resolvemos ir naquele dia para Búzios, pois era mais perto de Macaé e ela ainda não conhecia. O dia foi maravilhoso, o mar maravilhoso, algumas pessoas conhecidas, muita cerveja, peixe, etc. Deveriam ser umas 16h, quando a Aninha pediu p/ o Cris para ver sua passagem de volta para BH, que ele havia comprado pra ela na 6a feira anterior ao Carnaval. Foi aí que ocorreu a nossa última e mais traumática aventura (tá bom, a do assalto a mão armada no túnel traumatizou mais, eu admito) do Carnaval de 2005…

O Cris não conferiu a data da passagem na hora da compra, e o atendente da empresa de ônibus vendeu pra ele passagem para a sexta-feira!!! Para o mesmo dia em que ele estava comprando a passagem!!! E o dia que estava sendo tão maravilhoso, se transformou em uma tormenta sem fim! E foi um tal de liga pra empresa, liga pra Rodoviária, grita daqui, cara emburrada de lá, eu e o namorado no meio do fogo cruzado tentando aliviar a atmosfera, que não estava nada boa.

Por fim, depois de muuuuuito stress e correria, às 18:30h conseguimos convencer o atendente a nos ceder, de favor, um lugar no ônibus das 19h de Macaé para BH que, por um milagre, não estava completamente lotado ainda.

No final das contas, deu “tudo” certo e o resto do meu feriadão foi excelente, com direito à Praia de Costa Azul (Rio das Ostras) na 4a de cinzas, 5a, 6a , sábado e domingo!!! Uhuuuuuulllll! 😀

Enfim, um final feliz, né gente? Acho que eu mereci, depois de tanto sofrimento!!! Ufa!

Ana

************ THE END **************

Cliquem para ler toda a “saga” Carnahell:

1a. Parte;

2a Parte.

CARNAHELL – A saga continua…

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2a. PARTE – “POLÍCIA OU LADRÃO?”

Após uma “maravilhosa” (só que não) noite sono ao som do “caminhão-ar-condicionado” (porque o ar-condicionado do quarto do Hotel Rodoviário mais parecia uma turbina ligada no nosso ouvido – detalhe é que pagamos mais caro para ter um quarto com ar!), retornamos à Rodoviária para pegar o ônibus que sairia para Macaé às 09:30h. No entanto, TODOS os carros estavam atrasados mais de 3 horas, igual à noite anterior, e provavelmente o nosso partiria só depois do meio-dia.

Desnorteados com o calor, quase pisamos em cima da Aninha sentada em cima de sua mala, no enorme saguão da Rodoviária, lotada de gente. Ela é namorada do Cris, amigo do meu namorado, residente de Macaé, que também iria passar o Carnaval conosco. Aninha saiu de BH com destino para o Rio na noite da sexta-feira, e só tinha conseguido passagem de ônibus Rio/Macaé saindo às 17h. O Cris então decidiu ir de carro para o Rio, para buscar a Ana no Rio. E por carro, leia-se o “Todynho” – companheiro de aventuras (= UNO MILLE, 1900 e antigamente, cor de leite com Toddy). Provavelmente, ele chegaria no Rio às 12:00h, por isso, mais uma vez devolvemos nossas passagens e resolvemos esperar nossa carona.

O namorado teve a brilhante ideia de ligar pro Léo, amigo dele do trabalho, para passarmos juntos a tarde no Rio, voltando pra Macaé somente à noite. Feito o contato, o Cris chegou no Rio, Léo e Letícia (esposa dele) na Rodoviária para nos guiar no trânsito caótico, rumo ao Barra Shopping. “Coisa de mineiro, merrrrmo!” – disse o casal carioca quando sugerimos almoçar no shopping. Mas de fato seria mais prático, já que meu namorado poderia aproveitar para comprar uma bermuda e uma camiseta – visto que estava apenas com a roupa do corpo, pois tinha saído direto do trabalho (em Macaé) com destino ao Rio, na noite anterior.

Na saída do shopping, ao chegarmos no carro parado dentro do estacionamento… Surpresa desagradável: algum espírito de porco furou o pneu do Toddynho, e tivemos que fazer a troca do pneu lá mesmo, sol a pino, barriga cheia, morrendo de vontade de ir para a praia. Mas o Toddynho é isso aí, “companheiraço”…

Depois do almoço e das compras, da troca do pneu, para onde fomos?????? Onde 4 mineiros e 2 cariocas poderiam ir em pleno sábado de carnaval, duas da tarde, sol de rachar???? Obviamente, para a PRAIA. Ficamos batendo altos papos na Barra, até que olhamos no relógio e vimos que já eram quase 8h da noite!!! (Detalhe que ainda tinha sol quente esse horário – Rio é Rio, né, minha gente).

Ante à triste constatação de que chegaríamos a Macaé para lá de meia-noite, e que viajaríamos de noite, sujos de mar e areia (porque mineiro que é mineiro, quando vai à praia tem que nadar para “pegar jacaré”), o Léo nos ofereceu a casa dele para passarmos a noite! Então, poderíamos curtir a noite carioca, a praia do dia seguinte e viajar logo depois do almoço, com céu claro. Aceitamos, com muito prazer.

O programa da noite foi na Lagoa Rodrigo de Freitas, lugar agradabilíssimo, super charmoso, jantar à luz de velas, Bossa Nova ao vivo tocando e, não podia faltar, uma cervejinha long neck ao preço “módico” de R$ 5,00 (neste quesito, ninguém merece!!!). Dormimos super bem e tomamos um café da manhã REAL – digno da realeza mesmo – na casa dos cariocas, com direito até a queijo-de-minas e pão-de-queijo, para não sentirmos “abstinência”. 😉

O dia começara muito bem, obrigada, e resolvemos ir à Prainha, ou Grumari, praias liiiindas, mas super distantes do centro da cidade, beeeem depois da Barra. Mas a aventura não ficou só por aí, por incrível que pareça. Antes de sair do túnel Rebouças, notamos um carro de polícia, com a sirene ligada, vindo atrás de nosso amigo Toddy, como que em perseguição implacável. Como motoristas educados, pegamos logo a pista da direita para dar passagem às “autoridades”. Qual não foi a nossa surpresa (para não dizer desespero mesmo) quando o carro de polícia se emparelhou com o nosso, e os policiais, com escopetas e metralhadoras em punho, nos fizeram sinais para encostar o carro, gritando e gesticulando. Paramos o carro, o Léo parou o dele mais à frente. O policial olhou bem dentro do carro, mandou o Cris sair e levar consigo os documentos. Neste meio tempo, o Léo saiu do carro dele e começou a andar na direção do nosso. O Policial se assustou, pôs a mão sobre a arma da cintura, e perguntou quem era. Cris respondeu que era um amigo, carioca mesmo, e que trabalhavam juntos. Ao ouvir isso, imediatamente o guarda guardou a pistola e voltou correndo pra viatura, nos mandando embora, que estava tudo ok, e arrancou logo o carro. Por um instante, ficamos sem entender muita coisa, mas depois de conversarmos com o Léo, descobrimos que estávamos prestes a ser… ASSALTADOS. Tristeza sem fim! Ele mesmo (Léo), já tinha sofrido 2 assaltos da mesma forma, há poucos meses!!!

Ahhhhh… Fala sério!!!

Ana.

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1ª parte;

3ª parte (final).

CARNAHELL

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1a. PARTE – “HOTEL CALIFORNIA”

Não fosse o calor que faz no Rio de Janeiro, o engarrafamento na entrada da cidade tira a paciência de qualquer mortal (menos dos próprios cariocas, pois estes não se estressam com nada).

Não, não estou falando mal do Rio. Adoro aquela cidade, que é realmente maravilhosa, haja vista alguns posts passados. O desfile das escolas de samba é deslumbrante, não há dúvidas. Os bloquinhos são divertidíssimos! Mas voltar ao Rio para passar o Carnaval novamente, para mim e para mais 3 pessoas em particular, já será um caso a se pensar…

Em 2003, assim como este ano, resolvi passar o Carnaval em Macaé-RJ, com meu namorado. No entanto, deixei para comprar a passagem um pouco em cima da hora, e já não havia mais lugares nos ônibus que fazem o trajeto direto BH/Macaé. O jeito foi ir pro Rio, e de lá pegar um outro ônibus para Macaé. Segundo meu namorado, claro que teria passagem para Macaé, sai ônibus do Rio para aquela cidade de hora em hora, etc e tal, não precisava se preocupar, imagina!

Chegando na Rodoviária “Novo Rio”, lá pelas 19h, um calor de mais ou menos 42 graus, o lugar parecia um formigueiro, nunca vi tanta gente em toda a minha vida. Agorafobia define. Adivinha se tinha passagem para Macaé? Necas… Somente lugares EM PÉ (pelo mesmo preço das poltronas, lógico), que sairia somente às 00:15h. O jeito foi ficar por lá esperando quase 4h. Meu namorado ficou muito preocupado comigo, e o coitado foi pro Rio me encontrar, saindo de ônibus, de Macaé, mais ou menos às 17:30h. Geralmente, o trajeto dura 3 horas… Mas como estávamos em plena “sexta-feira” de Carnaval, ele somente chegou no Rio às 00:05h!!! Eu já estava completamente apavorada, pois pelo horário marcado, o ônibus já sairia para Macaé em apenas 10 minutos! Descemos juntos correndo a rampa para o desembarque… eu com, minhas malas e o namorado somente com a roupa do corpo (afinal, não haveria nenhuma necessidade de ele levar mala para si).

Triste engano! Nem na plataforma de embarque conseguimos chegar, a rampa que nos levaria até lá estava congestionada de tanta gente! Fiquei parada no local enquanto meu namorado tentava descobrir se o ônibus já teria saído, e tal. Para o nosso desespero, todas as linhas estavam mais de 3 horas atrasadas! Já era mais de 0h de sábado e os ônibus das 21h de sexta ainda nem tinham chegado lá para embarcar seus passageiros! Neste momento, quase tive um colapso. Não me aguentava em pé, não aguentava mais ficar sentada, pois já tinha viajado o dia inteiro, precisava urgentemente de um banho e de uma cama. O namorado ficou com dó, viu o meu estado e então resolvemos devolver as passagens, passar a noite num hotel ali por perto e ir para Macaé de manhã.

Alguém, aí já ouviu aquela música “Hotel California“? Pois era mais ou menos daquele jeito o “Hotel Rodoviário”, exatamente ao lado da Rodoviária, e estilo aquelas pocilgas da Av. Paraná (de BH), “apartamentos com água quente”… Credo! No meu estado de total letargia, vencida pelo esgotamento físico daquela viagem até então desastrosa, o banho e a cama foram mais que suficientes para me fazer aprofundar no sono… Mas para o namorado, que mede 1,84m, o pé-direito do quarto de 1,80m não o deixaram nem respirar!

Se pensam que já acabou nosso sofrimento, não se enganem, a história continua, e acreditem, cada vez pior…

Ana.

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