Arquivo da tag: Cultura

O Castelo

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E o CASTELO DO POETA está no ar!

Trata-se de um portal alternativo, um canal de arte, cultura, eventos, cinema, poesia, literatura, entre outros, capitaneado pelo poeta João Lenjob.

Em breve colaborarei por lá…

Acessem e divirtam-se!

www.castelodopoeta.blogspot.com

O Castelo do Poeta

Ana.

TRAPICHES # 1 !

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TRAPICHES

Está no ar!!!

O n° 1 da TRAPICHES, a revista eletrônica sobre arte e cultura do nosso Projeto Macabéa, acaba de ser lançada! Agora vocês podem navegar à vontade pelas 22 matérias, dividas pelas seções: Grãos, A Granel, Boneca de Pano, Olho Mágico, Secos e Molhados, Presentes Finos e Perfumaria. Há de tudo um muito: entrevistas, crônicas, contos, poemas, críticas, etc… E ainda tem o Extrapiches, que traz o nosso Cais, sempre com uma seleção de 10 blogs indicados pela Revista. Se quiser, aproveite e inscreva-se no 1° Concurso Literário e mostre seu talento.

Enfim… É muita coisa!

Acessem aqui: www.trapiches.com.br, e boa leitura!

Trapiches, O Poema
Por Paulo D’Auria
Trapiches trapézios entre a terra e o mar, Linha de pescar trapizongas no cosmo, Cosmopolita zurrar, Zorra no cosmódromo, Pó de estrelas, Pó de arroz, Cais do caos.

Tra-pixote chupando picolé,
Cabloco coçando o pé,
Folk-lore,
Urbs-lore,
Urblore.
Piracema tra-pirética,
Pororoca tra-pirática à beira do ar,
À beira do espaço sider-all.

Atracadouro,
Atraca ouro,
Atraca all,
All q mia,
Que late,
Que ruge,
Q-bom,
Q-boa,
Q-suco,
Garapa no quilombo,
Batucada na congada,
Jegue na jangada,
Mula desempacada.
Balaio de mico-leão listrado, de gato, de cão vira-lata na raça.

Abracadabra,
Farol que surge tra-pichando mil mega píxels no muro das idéias, Ar-chote, xote, xaxado, Achado.

Armazém, arma-cem,
Dispensa indispensável,
Trampolim fígado e rins,
Swimming pool cérebro e vísceras,
Maníaco do parque com Jack the Ripper,
Brainstorming com Bram Stoker
Destrinchando,
Reliquidificando,
Canibalizando,
Regurgitando
Engenho e arte.
Caldeirada do diabo,
Botocuda na caruda,
Mungunzá com quiabo.
A canção que Maria oferece a João.

Colcha de retalhos,
Filha de Macabéa com Jerico,
Diga ao povo que fico.

Você já leu a Trapiches, nego?
Não?
Então lê!

Ana.

Sábado de sol

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É flor, é fada, é sorriso e carinho. Palhaça, circense, mágica e pé no caminho. Alessandra é tudo isso, e muito mais. Origami, artesanato, mandalas, bijoux, faz pose e figurino! Dá asas à imaginação, e com sua varinha de condão, cria e dá vida a histórias, máscaras e fantoches. A criançada adora, e quando digo criançada, refiro-me a qualquer ser humano dos 0 aos 100 anos.
Seu brilho contagia e encanta. É musa, é dança, é música e palavras, melodia sem som. Arte na veia, na vida, no olhar. Pedagoga na formação, é luz e emoção. E por alguns instantes, viramos crianças novamente. Por suas mãos viramos flor, borboleta, beija-flor, palhaços, bailarinos e atriz. Fomos fadas, fomos felizes! E de Chaplin brincamos de modelo e de cantores. Pelo jardim perambulamos, entre flores e amores. Fomos lúdicos, dádivas de um sábado sem trágicas notícias, apenas um calor aconchegante com cheiro de chuva e testas molhadas de suor e de empolgação.

Guaraná, bolacha torradinha, aconchego no quintal e recepção calorosa. Ao fim, uma cerveja gelada, bom papo, e pé na estrada. Adeus aos cactus, à menina luz. Suculentas e flores de pedra, queremos mais shows! Mandamos um telegrama e você monta a criação, espalhando sorrisos de cara pintada e pé no chão.

Ana.

Ps. 1 – Post homenagem à Alessandra Batista, do Cria.Ativos. Imperdível!
Ps. 2 – Foto: Patrícia Batista. Da esq. para a dir.: João Lenjob, eu, Alessandra Batista e Alê Quites. Maquiagem: Alessandra Batista.

CONGADO

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CONGADO
(Para meu primo Haroldo.)

Vem tum-tum
Tum-tum chegou
Passa tum-tum
Que eu tô aqui

Ilê tum-tum
Tum-tum lá vem
Bate tum-tum
Que eu bato também

Tum-tum é rei
Rainha também
Tum-tum é de pedra
De sal e de água
Tum-tum vem da terra
Princesa de África
Tum-tum vem do solo
De mãe, de pai

Tum-tum é de ouro
Minério de ferro
Bate tum-tum
Que eu bato também.

Texto, foto e vídeo: Ana

CHAPÉU PANAMÁ: Gravação do CD – Ao Vivo

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Chapéu Panamá

PROJETO MACABÉA

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“Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.” (Clarice Lispector – A Hora da Estrela.)

Me chamem de louca. Mas ao menos não estou sozinha. Existe toda uma corja ao meu lado, um bando de malucos que amam, respiram, vivem, sentem, querem, respeitam, criticam, escutam, veneram, lêem, trabalham… CULTURA! (Vejam a listinha “básica” do Comitê Gestor, aí na barra lateral.)

E não é que o projeto está começando a sair do papel? O Macabéa está começando a tomar corpo, forma, cores, rostos, nomes. E tem tudo para ser um sucesso… Sabem por quê?

O Macabéa será, de início, um site/blog que tenha a capacidade de ser uma revista sem deixar de ser um simples blog. Será um portal especializado na divulgação e discussão das tendências do meio e das inovações na criação artística. Um projeto que tenha a aptidão para ser um portal cultural sem se perder em armadilhas técnicas e dificuldades operacionais. Que possa ser divulgado com facilidade e tenha a destreza de reunir pessoas afins e leitores desavisados. Que sirva para Josés e Serafins, para blogueiros viciados a poetas, literatas, artistas, estudantes e jovens em fase de inclusão digital. Acima de tudo nosso projeto deve gerar conhecimento, entretenimento, interatividade, inovação e um perfume de cidadania. (Palavras do pai da coisa: André Oliveira.)

Gostaram? Pois então aguardem as cenas dos próximos capítulos…

Ana.

Coisinhas

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Mais uma vez, divulgamos aqui o lançamento do livro “Mulher de Minutos“, da Mônica Montone.
Dia 10/10 – 4ª feira que vem, no charmosíssimo e tudo de bom “Alexandrina Café”, à Rua Pernambuco, 797 – Savassi. (Em frente ao “Santa Fé”, ao lado do “Vila Arábia” e do “Mosteiro”.)

Começará a partir das 19h, e às 20:30h a Mônica fará uma performance artística exclusiva, “Poesia em Movimento“.

Preciso falar que é imperdível, e que é armação do “Mineiras & Alvarenga Productions Inc. Ltda.”, e com o apoio da Cachaça Âmbar e do blog Fábrica de Histórias???

Não aceitamos desculpas. Queremos ver todo mundo lá!
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Necessário é, ainda, registrar aqui e agradecer pelo carinho e o reconhecimento de:

Marília, mais uma vez, que nos certificou como “Melhores Momentos Virtuais”…
– E Erika, toda chique com selinho próprio e tudo, que nos disse que o Mineiras, Uai é, definitivamente, o lugar “pronquela” vai, ou melhor, Proncovô, ou melhor… Ah! Vejam por vocês mesmos!

*** UPDATE 05.10.2007 ***

– A Lila do “Bem Família” mandou mais este selo de presente pra nós:

Valeeeeeuuuuuu!!! 😀

Mineiras, Uai!

DICA DE TEATRO

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Nany People salvou meu casamento

Depois de quase dez anos longe dos palcos, a drag queen Nany People volta com o espetáculo “Nany People salvou meu casamento”. A peça discute sobre o relacionamento entre seres humanos e a necessidade de se ouvir ao que os outros têm a dizer. Os problemas e questões são mostrados com leveza e muito bom-humor.

Assisti a essa peça ontem, no Teatro Alterosa, e recomendo a todos: aos casados, aos divorciados, aos que vão se casar e aos que nunca se casarão!

Hoje é o último dia da peça em BH, que depois irá para o Paraná, e quem sabe até o final do ano volta a Minas.

As pessoas de Poços de Caldas também foram privilegiadas com a estréia da peça em sua cidade no fim de semana passado.

Data: de 22/06 até 24/06
Local: Teatro Alterosa
Horário: sexta-feira e sábado, às 21h. Domingo, às 19h.
Duração: 1h30.
Valor: R$ 36,00 (inteira) ou R$ 18,00 (meia-entrada).
(Assinantes do Jornal Estado de Minas possuem 20% de desconto no valor da inteira.)
Info: (31) 3237-6611.

Beijos,

Lú. (isso mesmo, entrei aqui pra bisbilhotar e não resisti a deixar meu recado…)

Candy

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O nome nos remete a algo doce, suave, ao sabor de alguma delícia açucarada que derrete lentamente no céu da boca. E assim Candy parece ser. Ela é jovem, bonita, uma pintora talentosa. É querida pelos pais e amada por Dan. Mas Dan e Candy não são um casal como outro qualquer. São um casal de viciados em drogas pesadas que tentam levar uma vida comum, incluindo casamento e filhos.

Mas a vida se encarrega de mostrar a eles que os problemas devem ser encarados de frente, com coragem e perseverança, e que todas nossas ações e escolhas um dia nos serão cobradas. Tudo tem seu preço, e a realidade não tem pausa que nos permita parar e refletir sobre o estrago que causamos à nossa existência.
O filme australiano Candy nos leva ao céu, à terra e ao inferno com o casal vivido por Abbie Cornish e Heath Ledger, ilustrando com maestria como o império da droga é capaz de aniquilar os desejos, as fantasias, a ambição e a esperança de um ser humano.
Mas não se enganem: Candy não é doce. Pelo contrário, saí do cinema com um gosto amargo na boca e um aperto no coração. Não há nada mais aterrorizante que o espetáculo da juventude desperdiçada.

Pra quem é de Belo Horizonte, Candy está em cartaz no Usina, Rua Aimorés 2424, Santo Agostinho.

Candy, Austrália, 2006. Direção: Neil Armfield. A produção também conta com o excelente Geoffrey Rush no elenco.


BELA

Investimentos

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Dinheiro BEM GASTO, para mim, é aquele utilizado para a compra de livros, CDs e DVDs.

Todo mês reservo uma verba para isso, mas, é claro, às vezes eu acabo extrapolando(os livros no Brasil são exorbitantemente caros!), como esse mês, por exemplo. Mas estou longe de me arrepender, pois acabei me apaixonando pelas minhas últimas aquisições, ou investimentos, se preferirem:

DVD Assim Caminha a Humanidade (Giant- 1956)
Apenas por ser o último trabalho do James Dean já vale a pena (o “rebelde sem causa” morreu tragicamente antes da produção terminar). O filme é passado no Texas, aproximadamente entre os anos 20 e 40, e conta a história de várias gerações de uma família poderosa, que vive da exploração de uma enorme fazenda. O personagem de James Dean é um cowboy empregado da fazenda que vê sua sorte mudar ao herdar um pequeno terreno no meio das terras do patrão. Esta herança muda irremediavelmente sua vida, assim como a de todos que o cercam. O resto da história você só vai saber vendo o filme, pois eu não quero estragar o prazer de ninguém! O filme ganhou o Oscar de melhor diretor e foi indicado ao prêmio em outras nove categorias, e, mais importamte que tudo isso, ganhou o lugar de honra entre os meus filmes prediletos! (Ponto alto 1: Um CD inteirinho de extras! Ponto alto 2: Comprei o DVD em uma promoção, numa loja no centro da cidade, pagando por ele menos de um terço do valor normal!)

Livro – Madame de Pompadour – Christine Pevitt Algrant
Comprei esse livro às cegas, sem nenhuma recomendação, em uma das minhas andanças pelas livrarias (muito bem acompanhada pela Anita, por sinal). Desde que eu me apaixonei por biografias estava querendo ler uma da Madame de Pompadour, a favorita do rei francês Luís XV, mas não tinha conhecimento de nenhuma publicada no Brasil. Assim que bati os olhos nesse livro, não hesitei em comprá-lo, após verificar que a autora é uma historiadora inglesa reconhecida internacionalmente. Não me arrependi! Esta biografia é rica em detalhes tanto do contexto político quanto cultural dos anos que antecederam a Revolução Francesa, traça um painel fascinante da corte de Versalhes, dos hábitos da nobreza, e de como eram tratados os assuntos do Estado nesses últimos anos do absolutismo na França. Inclusive, a autora não restringe a narrativa apenas à pessoa da Madame de Pompadour, mas, pelo contrário, nos apresenta aos demais personagens ilustres da época, como o próprio Luís XV, os intelectuais Voltaire, Rousseau, Diderot, etc. Uma coisa que me impressionou muito foi a quantidade de mulheres da família real e da corte que morriam no parto ou em complicações pós-parto! Assim como as mulheres, as criancinhas também morriam como moscas, em decorrência da inexistência de diagnósticos e tratamentos eficazes (naquela época, quando uma pessoa ficava doente, a primeira providência dos médicos era “sangrar” o paciente, para “purificar o sangue“. A consequência disso, obviamente, era o imediato enfraquecimento da pessoa, que, já debilitada, não tinha mais forças para resistir nem a uma simples infeccção!) E olha que o livro se restringe a mencionar as mulheres da classe privilegiada, a realeza, imaginem então como era nas classes menos privilegiadas! Enfim, o livro é muito bem escrito e surpreendentemente bem traduzido, uma leitura prazerosa e enriquecedora!

CD Chet Baker – Jazz´ round Midnight

Acho que após o advento do E-Mule, eu sou uma das poucas consumidoras de CDs, mas quando eu gosto do artista, não consigo me contentar com um pirata ou simplesmente “baixar”. Esse CD não é nenhuma novidade, mas para os amantes de Jazz é uma obra imprescindível, pois reúne as melhores interpretações do Chet Baker, dentre elas a música mais romântica do mundo , na minha modesta opinião, a belíssima Easy Living! É a trilha sonora perfeita para um jantar a dois à luz de velas, para namorar em frente à lareira tomando um vinhozinho, ou, simplesmente para ouvir em um momento de reflexão individual, para descontrair.
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É isso aí, gente: dinheiro vai, dinheiro volta, mas o que você guarda na sua cabeça, isso ninguém pode tirar de você.

Bela.