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Coisas boas de fazer quando se está de férias:

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Coisas boas...

1) Ir ao cinema;
2) Assistir televisão debaixo do edredon o dia inteiro;
3) Conversar no telefone por horas a fio;
4) Vadiar pela net;
5) Encontrar com os amigos e amigas num boteco;
6) Ir à praia;
7) Visitar os avós;
8) Namorar;
9) Sair à noite de 2ª a 2ª;
10) Exibir o bronzeado na rua;
11) Ir ao clube tomar sol;
12) Acampar;
13) Ir à cachoeira;
14) Não ir à academia;
15) Comer brigadeiro de colher;
16) Comer pipoca;
17) Fazer churrasco todo final de semana;
18) Tomar cerveja gelada na hora que der na telha;
19) Não trabalhar;
20) Viajar durante 15 dias;
21) Ler um bom livro;
22) Dormir tarde e acordar tarde… dormir muito!

Dos 22 itens listados acima, não fiz nenhum ainda. Afinal de contas…

EU NÃO ESTOU DE FÉRIAS!
Aaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
(E que venha o carnaval…)

Ana.
(Texto e foto.)

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Plano Dentário

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Impressionantes são as torturas a que nos submetemos…

Como se não bastasse ter nascido mulher, quase na virada do século XX para o XXI, com o rompimento de diversos paradigmas, e vivendo os conflitos que a sociedade nos impõe, essa coisa de ser bonita e feminina, namorada, esposa, mãe, e ainda por cima, ser inteligente, independente e ter sucesso profissional, ainda temos alguns desconfortos extras.

Nem falo aqui sobre TPM, aí seria desgraça demais. Salto-alto, soutien, depilação… Está bom ou querem mais? Ainda por cima me inventaram o tal do aparelho dentário. E os exames que têm q ser feitos para colocá-lo.

Thousand Miles. Toca meu celular. É a música do despertador. 7 horas. Queria dormir mais… Pra quê fui beber ontem? Ai. Minha cabeça dói. Tenho que dar um jeito no bafo de cabo de guarda-chuva, senão o técnico da clínica vai até desmaiar. Ops! Quase caí. Sei lá, estou meio sem equilíbrio hoje. Será por quê?

Preciso de café. E água. Litros dela. Nunca mais eu bebo. Se bem que sábado tenho o casamento da “Diabárbara” com o “Fuinha” e terei que abrir uma exceção no Prosecco… E o aniversário da Delita na 3ª feira que vem e vai ser naquele restaurante especializado em champagnes e espumantes… E o show do Chapéu Panamá na 5ª… Aff! Concentração. Água, café… Anda Ana, passe uma água no rosto. Puts, que olheira… Tenho que voltar com os cosméticos da dermatologista urgente! Banho. Isso, preciso de um banho para acabar com este cheiro de álcool que estou exalando.

Alma renovada, banho tomado. Perfume ok. Escovar os dentes. Uma, duas, logo três vezes. Nem Listerine hoje pode dar conta do recado. Pego a chave do carro. Será que tenho condições de dirigir? Ai meu pé! Tropecei na porta do elevador… Agora não dá mais tempo de voltar para pegar um Band’Aid. Já estou atrasada!!!

Oba! Vaga na porta! Bem que no papel com o pedido de exame falava que tinha estacionamento para clientes. Que rua mais apertada, não são nem 8h da manhã e já está lotada de carros! E ainda por cima é rua sem-saída…

Bom dia, moço, tudo bem? Vocês têm algum convênio aí? Não, o meu é não é nenhum desses aí. Vai ter que ser particular mesmo. Quanto dá? R$ 60,00??? Meu Deus do céu… Moço, você não vai acreditar… Ou melhor, moço, você vai ter que acreditar. Hoje é sexta-feira, são 8:15h da manhã, eu fui dormir ontem às 4h, e esqueci tudo em casa. Como tudo? Uai, estou sem dinheiro e sem talão de cheques aqui. Ah, aceita cartão de crédito? Beleza então. Toma aqui o meu… Ihhh, moço, deixei o cartão na outra bolsa. Pra quê serve esta carteira vermelha aqui? Ahhhh moço, não faz pergunta difícil não! Posso fazer o seguinte: deixo minha identidade aqui e de noite passo pra pagar e buscá-la, ok? Isso, fale com a gerente… Ela deixou? Ah, que bom. Ok, aguardo você me chamar então.

É aqui que eu sento? Ai moço, está machucando minha gengiva!!! Que troço de plástico duro é esse que você está enfiando na minha boca? Ah! É a chapa pro Raio-X… Ô moço, xô te falar um negócio, está osso ficar aqui com a cabeça torta e esse trem enorme dentro da minha boca, ferindo tudo… O que é isso que está apontado pra minha cabeça??? Credo, parece uma espingarda. Ah, é o próprio aparelho de Raio-X… Pronto? Ufa! Uai, como não doeu nada? É claro que doeu, moço, esse negócio é praticamente uma faca de plástico cortando minha boca por dentro…

É pra ficar quietinha aqui nesta cadeira? Tudo bem… Se eu dormir você me acorda. É que meu olho está pesado, sabe… Dor de cabeça. Zzzzzzzzzzz…

Ahn? Ahn? Onde? Como? Ah… É você, moço… É pra abrir a boca? Isso parece um bico de pato… Tem uma gosma branca aqui moço, é nojento. Ah tá, é pra fazer o molde… Aiiii, estou engasgando! Juro que essa coisa está escorrendo pela minha garganta! Ai moço, vai demorar muito? Só mais 2 minutinhos? Aff, queria ver se fosse você com essa cola encostando na sua glote…

Moço, já está na hora de tirar?

E agora? Posso tirar?

Ai moço, tira isso, por favor!

Aiiiii!!! Não arranca meus dentes junto com isso não!!! Grudou na minha língua, eca, eca. Posso ir embora, né! Ah não…? Ainda tem o da parte de baixo? Aaaaaaaahhhhhhhhh!

Ana.

Quando o gato sai…

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… Os ratos fazem a festa, certo? ERRADO! Os relatos abaixo comprovam que, para toda lei, Murphy tem uma exceção!
Pois então, ontem veio pelo correio eletrônico um anúncio de que no dia de hoje ficaríamos sem luz, das 10:30h às 12:30h, aproximadamente. Sem contar que, normalmente, às sextas-feiras nosso chefe só trabalha na parte da tarde… Combinei, então, com minha colega de trabalho (e mais nova “amiga de infância”) que sairíamos para “almoçar” às 11h (aproveitando do fato de que a catraca eletrônica que marca o ponto não estaria funcionando), e faríamos diversos passeios na rua, até 14h – horário limite para passar o cartão no retorno do “almoço”.
Explicarei melhor: a alguns quarteirões do trabalho, além de diversos restaurantes bons, e vários salões de beleza, há também, adivinhem… tchan-tchan-tchan-tchan… (Pensem comigo: ‘mulher’ rima com o quê?)… uma FEIRINHA!!! E bem na sexta-feira ocorre a melhor da região: a Feira de Flores (que também vende um tiquim de artesanato)! Então o plano era o seguinte: sorrateiramente, nos esgueiraríamos para fora do edifício de labuta e iríamos primeiramente ao banco, para sacar a bufunfa que gastaríamos. De lá, é claro, direto para o salão fazer as unhas – já que final de semana é dia de estar com as mãos e pés mais caprichados…

Após, iríamos a um restaurante self-service lá perto da feirinha – o melhor e mais caro, para os nossos padrões da região. (Nham… nham…. Só de pensar nas maravilhosas comidinhas e mais de 20 tipos de sobremesas de lá, ficamos com água na boca!) Após a ‘orgia gastronômica’, feirinha de artesanato, comprar umas bijoux – brincos colares – e de quebra, dar uma olhadela nas roupas das artesãs, que lá expõem o trabalho. Por fim, subiríamos a avenida para olhar as flores, planejávamos comprar alguns vasos bonitos, quem sabe de orquídeas, para enfeitar nosso habitat trabalhador, em comemoração à nova sala e novos móveis adquiridos em virtude da mudança ocorrida no fim-de-semana.

Eu ainda pretendia passar em outro banco, depositar os dinheirinhos remanescentes na “caderneta de poupança”, pois apesar de mulher e consumista (pleonasmo dos grandes!), tenho o bom hábito de fazer minhas reservas financeiras para planos, viagens, e eventuais emergências futuras. Sendo assim, fomos levadas a crer que 3 horas seriam mais que suficientes para satisfazer nossos desejos capitalistas e necessidades fisiológicas…

Eis que o dia de hoje chegou, amanheceu com o céu azul e o sol forte, e com as promessas de um dia divertido no trabalho e fora dele… Mas tudo não passava de ilusão… A começar pelo clima, que apesar do dia claro, os termômetros marcavam a temperatura ambiente de 16ºC, com sensação térmica de 13ºC… E Murphy mais uma vez resolveu emplacar sua lei.

Para começar, logo hoje o chefe veio trabalhar de manhã. Até aí, um problema contornável, pois ele logo avisou que não voltaria mais após o almoço. De fato, ficamos sem energia elétrica, embora a falta de luz tenha durado apenas uns 20 minutos, das 10:40 às 11h. Adeus salão de beleza… Adeus “almoço” das 11h às 14h…

Saímos para almoçar no horário habitual, às 12:45h, e só de teimosia comemos rapidamente num restaurante natureba lá longe, ao lado da feirinha. Como boas trabalhadoras (ou seja, pobres), não compramos nada de artesanato e bijuterias, e na Feira de Flores nos contentamos com dois vasos bem mais em conta que as cobiçadas Phalaenopsis: crisântemos cor-de-rosa para a nossa sala, e amarelos para a sala do chefe (porque um pouco de puxa-saquismo não faz mal a ninguém…).

Na correria da volta, quase perdemos o horário de entrada no trabalho, 14:00:43 foi o que marcava o relógio quando passei o meu crachá!

Ana.