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L’adieu a Belle

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A hesitação em publicar aqui as seguintes palavras refletem a a tristeza de dizer adeus…

Uma grande amiga, uma maravilhosa escritora, que prima pela perfeição em tudo que fala ou faz.

Pois é, pessoas, a Bela decidiu não mais publicar seus escritos por aqui… Quem quiser ler mais de suas palavras terá que aguardar… Quem sabe um livro? Uma peça processual? Uma sentença?

Vindo da Belle, não duvido de nada, esta garota talentosa, inteligente e muito perspicaz promete uma carreira de sucesso, uma vida de brilhos e brios, perfeita, como ela é!

Então, amiga Bela, obrigada por todos os textos, todos os helps, pela companhia, pela compreensão e paciência…

Beijos das…

Mineiras, Uai!

Ana e Dô.
(Que já foram 3, foram 4, ficaram 3 novamente, e agora são só 2!)

Candy

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O nome nos remete a algo doce, suave, ao sabor de alguma delícia açucarada que derrete lentamente no céu da boca. E assim Candy parece ser. Ela é jovem, bonita, uma pintora talentosa. É querida pelos pais e amada por Dan. Mas Dan e Candy não são um casal como outro qualquer. São um casal de viciados em drogas pesadas que tentam levar uma vida comum, incluindo casamento e filhos.

Mas a vida se encarrega de mostrar a eles que os problemas devem ser encarados de frente, com coragem e perseverança, e que todas nossas ações e escolhas um dia nos serão cobradas. Tudo tem seu preço, e a realidade não tem pausa que nos permita parar e refletir sobre o estrago que causamos à nossa existência.
O filme australiano Candy nos leva ao céu, à terra e ao inferno com o casal vivido por Abbie Cornish e Heath Ledger, ilustrando com maestria como o império da droga é capaz de aniquilar os desejos, as fantasias, a ambição e a esperança de um ser humano.
Mas não se enganem: Candy não é doce. Pelo contrário, saí do cinema com um gosto amargo na boca e um aperto no coração. Não há nada mais aterrorizante que o espetáculo da juventude desperdiçada.

Pra quem é de Belo Horizonte, Candy está em cartaz no Usina, Rua Aimorés 2424, Santo Agostinho.

Candy, Austrália, 2006. Direção: Neil Armfield. A produção também conta com o excelente Geoffrey Rush no elenco.


BELA

Paixões cinematográficas

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Isso sempre acontece comigo: eu me apaixono por personagens! Seja em filmes ou em livros, vira e mexe eu me vejo suspirando pelos “mocinhos” da ficção. Em filmes, com a ajuda dos atores, fica muito mais fácil me apaixonar, claro, e eu costumo usar como desculpa a qualidade dos filmes para me deliciar vendo e revendo as aventuras (e desventuras) dos meus queridos:

Dickie Greenleaf

Ele ama jazz, toca saxofone, tem um barco e uma casa na praia. Tem muitos amigos, vida social movimentada, estilo para se vestir, o bom gosto e a desprecupação daqueles privilegiados que sabem desfrutar o que a vida tem de melhor. Como bem definiu uma personagem de O Talentoso Ripley, “quando Dickie olha para você, o céu se ilumina, tudo fica maravilhoso”. Tirando a parte de que não faz nada da vida e vive às custas do papai, Dickie, encarnado por Jude Law, me conquistou sem um mínimo de esforço. Basta ouvir os acordes de “Tu vuò fa l´americano” para eu me derreter, e olha que essa paixão já tem lá os seus dez anos…

Rhett Butler

Inteligente, sarcástico, perspicaz, debochado, personalidade é o que não falta ao herói de E o vento levou, interpretado magistralmente pelo saudoso Clark Gable (e o bigodinho dele é um charme, não é?). Mas ele não me engana: a sua vontade de escandalizar a sociedade dizendo tudo o que passa pela sua cabeça e rejeitar todas as imposições da moral e dos bons costumes não passa de uma profunda carência de amor feminino. Nada que não se resolva com um bom cafuné. Decididamente, não há mulher mais burra que aquela Scarlett O´Hara!

Átila

Eu sei muito bem que o verdadeiro Átila era um baixinho invocado. Ainda dizem as más línguas, ou melhor, as fontes históricas, que o Rei dos Hunos não atingia o metro e meio. Mas o Atila vivido pelo Gerald Butler é bem diferente, e põe diferente nisso! Másculo, olhos azuis, cabelos longos, olhos azuis, corajoso, olhos azuis, e ainda por cima dedicado à mulher que ama. Precisa de mais alguma coisa?


Buddy Threadgood

Interpretado pelo fofinho Chris O´Donnell, Buddy aparece no máximo uns cinco minutos em Tomates Verdes Fritos, mas foi o suficiente para eu sucumbir ao seu sorriso com covinhas, à sua simpatia e ao seu jeito brincalhão. Nem vou falar muito dele, pois isso me deixa triste, muito triste. Quem viu o filme sabe o porquê.
Willoughby

Apesar de se revelar um mau-caráter no decorrer de Razão e Sensibilidade, não há como resistir à sua primeira aparição no filme, montado em um cavalo branco, no meio de uma tempestade. Seu porte elegante aliado às maneiras de gentleman, como trazer flores e carregar no colo donzelas machucadas, contribuem consideravelmente para o aumentar seu sex-appeal. Sem contar que ele leva uma edição dos sonetos do Shakespeare no bolso e os recita de cor! Mas, como eu já disse, ele não é flor que se cheire. Uma pena!

Aladim

A Disney acertou em cheio ao criar o simpático “protagonista” do desenho Aladim! O hilário gênio dublado por Robin Williams até tentou, mas não conseguiu roubar a cena do herói deliciosamente trambiqueiro. A paixão era tão forte que eu chegava ao cúmulo de pausar a imagem do Aladim na TV, pregar uma folha em branco na tela e desenhar o contorno do rosto para colar na parede do quarto, acreditam? Mas podem me dar um desconto, pois eu tinha “apenas” uns treze anos.

Decididamente, há coisas que nem Freud explica…

Texto por: BELA

Vide Bula

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Já está provado, sem os homens a vida seria muito sem graça. Quem abriria os potes ou trocaria as lâmpadas da casa, consertaria o ferro de passar roupa e cortaria o Peru no dia do Natal? A não ser que você seja fã incondicional da saladinha sem azeitona e sem palmito, da sala sem iluminação e das roupas amarrotadas, deve começar a dar valor ao homem na sua casa.

No entanto, sabemos que lidar com os seres heterossexuais do sexo masculino não é tarefa das mais simples, nem das mais doces. Não é como tomar um xarope com sabor de cereja, por exemplo, mas também não chega a ser tão amargo quanto uma dipirona sódica. Mas uma coisa que todas nós temos certeza, é a de que no que se trata de lidar com nossos homens não poderá faltar uma neosaldinazinha básica dentro da bolsa! (Isso para não falar no Prozac, item obrigatório, of course!)

Nestes termos, nós, as “Mineiras, Uai!”, resolvemos facilitar a tarefa de todas, compilando as melhores dicas neste pequeno “Manual de Instruções” que conseguimos amealhar com nossa modesta (ok, não tão modesta assim) experiência.

“Manual de Instruções:
Namorado – Como usar e abusar em diversas situações”
Recebendo uma massagem

Nunca peça de cara: “benzinho, me faz uma massagem?” Porque o puro e simples pedido afasta imediatamente o namorado, que alegará uma dor de cabeça, ou dor nas juntas, enfim, qualquer outro mal imaginário que o impeça de fazer uma massagem gostosinha.

Nesse caso proponha uma competição de quem é o melhor massagista. Homens adoram competição. Diga que a sua massagem é a melhor do mundo, beeem melhor que a dele, a mais demorada, a mais relaxante. Prepare-se para vê-lo caprichar!

Escolhendo o restaurante

Não diga: “vamos naquele restaurante carésimo comer souflé?”. Mas sim, peça para ele verificar se seu souflé não é mais gostoso que o daquele restaurante. É óbvio, que ele vai de cara vai dizer que o seu é muito melhor. Aí é que está o ó do borogodó, minha amiga. A partir daí, você promete que, caso vocês vão àquele restaurante chiquérrimo e carésimo, fará para ele a sua receita do tal souflé em um jantar super romântico e especial no próximo final de semana, no qual você financiará tudo, e ele será servido como um rei. De quebra, garantimos que ele ainda vai pagar a conta do restaurante chique!

Festas de família

Quando se trata de festa de família, nunca comece assim: “Ou você vai no casamento da sobrinha da prima da minha tia avó ou eu termino com você!”

Regra número um: não ameace. Namorados odeiam ser ameaçados, pois não há nada pior para um homem que ser coagido a fazer algo que ele não quer. Ameaçar terminar, então, é a pior saída, pois você corre o risco de ele aceitar o término, e tudo fica pior pra você.

Regra número dois: faça uma boa introdução ao assunto. Comente como você adora recepções de casamento, que sempre tem comida boa e bebidas de graça, sem contar com a música que sempre faz vocês se animarem e dançarem até, e também como é engraçado ficar reparando no mico que as pessoas passam, e nas roupas barangas que as outras mulheres usam, e por aí vai.

Regra número três: o convite. Quando ele já estiver bem animadinho, interagindo com o assunto após sua breve introdução, diga assim: “Nossa! Por falar em casamento, acabei de me lembrar! Dia tal será o casamento de fulaninha, sabe, você a conhece, uma gente boa demais, engraçada, filha da prima da minha tia avó, Tia Ciclana! Aquela, amor, que faz o bolo prestígio com cobertura de trufa que você a-d-o-r-a! Não é o máximo? A gente vai se divertir, beber e comer horrores!”

Garantimos que ele estará dando pulinhos de alegria neste momento, e fará questão de te ajudar a comprar o presente!

Censurando a roupa

Não diga: “Você não vai usar regata pra sair comigo sábado à noite!”

Apenas explique ao seu namorado que ele pode sim, usar a roupa que quiser para ir ao cinema com você, desde que, se ele usar regata, que depile os pêlos das axilas, assim como você o faz.

Roupa descombinada, então, é um grande problema, mas você não deve expressar de forma alguma o seu espanto o modelito do rapaz fazendo caretas, torcendo o nariz, ou mesmo fazendo alguma crítica construtiva. Ser direta nesse caso é comprar briga na certa. Comente educadamente, sem ironias: “Meu lindo, não sabia que você era daltônico!” Ele vai se espantar, confirmar que não é daltônico e perguntar inocentemente: “Por que???” aí você pode dizer cuidadosamente que calça marrom não combina com blusa xadrez azul, verde e rosa e tênis vermelho com amarelo fosforescente.

A escolha do filme

Não recuse categoricamente a ver “Vermes Sanguinários 6 – A volta dos que não foram”.

Tenha em mente – muita atenção nesta hora, dissemos EM MENTE – o que você gostaria de ver como primeira opção, por exemplo, o lançamento “A pequena Miss Sunshine”, ou “A Marcha dos Pingüins”. Aí, insista para alugar algo bem meloso e ultrapassado, tipo “E o Vento Levou”, “O Casamento de Meu Melhor Amigo”, ou “Tomates Verdes Fritos”. Acredite, ele vai tentar negociar com você – homens são mestres nisso – e acabará ficando feliz da vida em assistir os filmes que você já tinha em mente desde sempre!

A escolha da programação num dia especial

A maioria absoluta dos homens só pensa em três coisas, além de sexo: a) cerveja; b) futebol; e c) mulher – necessariamente nessa ordem. Como ele já está com você, não esquente a cabeça com o item c. Vale a regrinha do filme… Concentre-se bastante, antes de saírem de casa para aquele dia especial, pensando no que você gostaria de fazer – o que já exclui, obviamente, ir a algum “boteco copo sujo” e, claro, ir ao Mineirão assistir Democrata x Vila Nova. Desta feita, sugira um local que você sabe que ele não gostaria de ir de jeito nenhum, e prepare-se para negociar, minha filha!

DR – Discutindo a Relação

O DR nunca é tarefa fácil, nem para as pós-graduadas no assunto. Saiba que não existe boa hora para isso, não existem palavras ou frases feitas, ensaio, nada disso, só piorará a situação. O DR não precisa ser ruim, para decidir nada, pode ser apenas uma forma de trocarem idéias mais profundas, fazerem planos mais concretos, esclarecerem algumas situações. Portanto, não deixe de ser bastante carinhosa e autêntica, falando sempre do seu sentimento, de forma cuidadosa para não magoá-lo à toa!

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Bom, sabemos que não somos experts no assunto, afinal de contas, sempre erramos e quebramos a cara, e tentamos novamente, e quebramos a cara de novo etc, etc, et all… Afinal de contas, relacionamento amoroso não é uma ciência exata, é preciso ter muita calma, paciência, bom senso, diálogo…

E no clima comercial-romântico que se instalou em todas as vitrines ultimamente, bom dia dos namorados (para não dizer, ‘dia dos embasbacados’) a todas!

Ana e Bela
Mineiras, Uai!

Ps.: Aceitamos colaborações ao presente “Manual” via e-mail ou caixa de comentários abaixo!

Se eu fosse…

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Se eu fosse uma planta, não seria espinhosa como uma rosa nem espaçosa como uma samambaia. Acho que eu seria um girassol, com raízes fortes plantadas na terra, cabeça erguida, olhando para o sol.

Se eu fosse um animal, não seria cruel como um tubarão nem fria como uma cobra. Acho que seria afável e confiante como gatinho dormindo num canto do sofá.
Se eu fosse uma cidade, não poderia ser cosmopolita como Londres nem luminosa como Paris. Acho que seria tranqüila e calorosa como Belo Horizonte.

Se eu fosse um dia da semana, não poderia ser tão promissora quanto uma sexta-feira, mas também não tão entediante quanto um domingo… Acho que eu acabaria sendo banal como uma quarta-feira.
Se eu fosse uma música, não seria tradicional como o hino nacional nem tão cacofônica como um funk carioca. Talvez eu seria uma ária de Ópera, de preferência saída de La Traviata.

Se eu fosse uma estação, não seria alegre e esverdeada como a primavera nem tão gelada quanto um inverno rigoroso. Acho que eu seria um outono dourado, com muitos aromas pairando pelo ar.

Agora, se eu fosse um feriado, com certeza escolheria uma sexta-feira no calendário, porque feriado em quinta feira é uma chatice, principalmente quando a maioria emenda e uns poucos ficam mofando em seus escritórios!

Bom feriado para todos, menos pra mim, que sobrei aqui…

Beijos,
Bela.

Investimentos

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Dinheiro BEM GASTO, para mim, é aquele utilizado para a compra de livros, CDs e DVDs.

Todo mês reservo uma verba para isso, mas, é claro, às vezes eu acabo extrapolando(os livros no Brasil são exorbitantemente caros!), como esse mês, por exemplo. Mas estou longe de me arrepender, pois acabei me apaixonando pelas minhas últimas aquisições, ou investimentos, se preferirem:

DVD Assim Caminha a Humanidade (Giant- 1956)
Apenas por ser o último trabalho do James Dean já vale a pena (o “rebelde sem causa” morreu tragicamente antes da produção terminar). O filme é passado no Texas, aproximadamente entre os anos 20 e 40, e conta a história de várias gerações de uma família poderosa, que vive da exploração de uma enorme fazenda. O personagem de James Dean é um cowboy empregado da fazenda que vê sua sorte mudar ao herdar um pequeno terreno no meio das terras do patrão. Esta herança muda irremediavelmente sua vida, assim como a de todos que o cercam. O resto da história você só vai saber vendo o filme, pois eu não quero estragar o prazer de ninguém! O filme ganhou o Oscar de melhor diretor e foi indicado ao prêmio em outras nove categorias, e, mais importamte que tudo isso, ganhou o lugar de honra entre os meus filmes prediletos! (Ponto alto 1: Um CD inteirinho de extras! Ponto alto 2: Comprei o DVD em uma promoção, numa loja no centro da cidade, pagando por ele menos de um terço do valor normal!)

Livro – Madame de Pompadour – Christine Pevitt Algrant
Comprei esse livro às cegas, sem nenhuma recomendação, em uma das minhas andanças pelas livrarias (muito bem acompanhada pela Anita, por sinal). Desde que eu me apaixonei por biografias estava querendo ler uma da Madame de Pompadour, a favorita do rei francês Luís XV, mas não tinha conhecimento de nenhuma publicada no Brasil. Assim que bati os olhos nesse livro, não hesitei em comprá-lo, após verificar que a autora é uma historiadora inglesa reconhecida internacionalmente. Não me arrependi! Esta biografia é rica em detalhes tanto do contexto político quanto cultural dos anos que antecederam a Revolução Francesa, traça um painel fascinante da corte de Versalhes, dos hábitos da nobreza, e de como eram tratados os assuntos do Estado nesses últimos anos do absolutismo na França. Inclusive, a autora não restringe a narrativa apenas à pessoa da Madame de Pompadour, mas, pelo contrário, nos apresenta aos demais personagens ilustres da época, como o próprio Luís XV, os intelectuais Voltaire, Rousseau, Diderot, etc. Uma coisa que me impressionou muito foi a quantidade de mulheres da família real e da corte que morriam no parto ou em complicações pós-parto! Assim como as mulheres, as criancinhas também morriam como moscas, em decorrência da inexistência de diagnósticos e tratamentos eficazes (naquela época, quando uma pessoa ficava doente, a primeira providência dos médicos era “sangrar” o paciente, para “purificar o sangue“. A consequência disso, obviamente, era o imediato enfraquecimento da pessoa, que, já debilitada, não tinha mais forças para resistir nem a uma simples infeccção!) E olha que o livro se restringe a mencionar as mulheres da classe privilegiada, a realeza, imaginem então como era nas classes menos privilegiadas! Enfim, o livro é muito bem escrito e surpreendentemente bem traduzido, uma leitura prazerosa e enriquecedora!

CD Chet Baker – Jazz´ round Midnight

Acho que após o advento do E-Mule, eu sou uma das poucas consumidoras de CDs, mas quando eu gosto do artista, não consigo me contentar com um pirata ou simplesmente “baixar”. Esse CD não é nenhuma novidade, mas para os amantes de Jazz é uma obra imprescindível, pois reúne as melhores interpretações do Chet Baker, dentre elas a música mais romântica do mundo , na minha modesta opinião, a belíssima Easy Living! É a trilha sonora perfeita para um jantar a dois à luz de velas, para namorar em frente à lareira tomando um vinhozinho, ou, simplesmente para ouvir em um momento de reflexão individual, para descontrair.
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É isso aí, gente: dinheiro vai, dinheiro volta, mas o que você guarda na sua cabeça, isso ninguém pode tirar de você.

Bela.

Desabafo…

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Pessoal, vocês me perdoem, mas tem algo bem angustiante me afligindo e eu preciso urgente desabafar.

A maioria das pessoas define o interesseiro como aquele que usa de suas amizades e familiares para obter vantagens e benefícios quando estes lhe são convenientes. Para o Aurélio, interesseiro é aquele movido única e exclusivamente pelo seu próprio interesse pessoal, ou seja, o egoísta. Mas para mim, o interesseiro é o ser humano mais ignóbil, desprezível e execrável que existe na face da Terra.

Para o interesseiro, você só existe quando ele precisa de você. Para o interesseiro, seu tempo e seu trabalho não valem nada quando se trata de “quebrar um galho” para ele. Para o interesseiro, a amizade tem hora marcada (a dele, é claro!). Para o interesseiro, o seu problema não existe, mas o dele é sempre URGENTE. E ele estará sempre pronto a pedir um “favorzinho”: ele jamais se rebaixaria a sujar seus sapatinhos na lama, pois sempre há um idiota pronto para carregá-lo no colo.

E pior que “amigo” é parente interesseiro: do amigo você se livra com um belo pontapé no traseiro, agora, do parente interesseiro você só fica livre quando ele bate as botas! E isso se ele resolver rasgar o CPF antes de você, óbvio!

Quer saber, da próxima vez que um interesseiro me pedir um “favor” eu vou responder: “Vá pedir pro João Sem Braço!”. Se eu não disser nada pior.

Humpf!

Pronto. Era isso.

Bela

Simplesmente… BELA!

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Desde o dia 13 de março de 2006, o “Mineiras, Uai!” inovou em sua formação original, apresentando à world wide web sua mais recente integrante no nosso mundinho bloguístico…

Como não poderia ser diferente, com sua inteligência, delicadeza e elegância ela vem trazendo ao blog novas idéias, novos textos, novos conhecimentos… Tudo com sua irreverência e sabedoria características!

E hoje, caros leitores, 08 de maio de 2007, festejamos mais um ano de vida desta pessoinha linda que, desde o princípio dos tempos deste site (nos idos de agosto de 2004), tem sido uma presença constante, uma mão amiga, um comentário certeiro e inteligente, e agora, há pouco mais de 01 ano, um membro imprescindível e querido neste espaço cibernético que vocês acompanham…

FELIZ ANIVERSÁRIO, BELA!!!

VOCÊ É MUITO IMPORTANTE PARA NÓS!!!


Bela

Gestos delicados em mãos de menina
Moça tatuada, com olhar certeiro
Suas palavras não mentem, jamais.
Escreve sua alma como quem diz um verso.
Canta e encanta, moça, menina…
És bela,
Izabela!

(Poema por Ana.)


Beijos,

Ana, Dô, Lú.

Uma rainha

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Há meses eu aguardava a estréia do filme Maria Antonieta da Sofia Coppola, e finalmente consegui assistí-lo semana passada.

Não decepcionou, pelo contrário, mas deixou um gostinho de quero mais no final, pois termina exatamente na melhor parte da história da rainha francesa, quando a família real é expulsa de Versallhes e fica à mercê dos revolucionários. É verdade que o filme deixa apenas entrever que a rainha foi uma personagem de um dos fatos históricos mais importantes da humanidade, e isso é imperdoável.

Maria Antonieta sempre foi uma personalidade controvertida. Desde que chegou à corte de Versalhes para se casar com o herdeiro do trono foi alvo das críticas e sátiras do povo francês, por simbolizar o luxo, a extravagância e a arrogância da aristocracia, tudo isso aliado ao fato de ser estrangeira, proveniente de uma das famílias mais poderosas da Europa, os Habsburgo.

A controvérsia começou ainda na época de sua morte, no fim do século XVIII: de um lado, tida como símbolo da arrogância da monarquia francesa e das falidas instituições do antigo regime, e de outro, admirada como uma mártir, sacrificada por fanáticos que se voltaram contra a ordem das coisas. Esse foi o objetivo dos biográfos de Maria Antonieta, resgatar a sua imagem como monarca, como representante de uma classe, e como mulher, com as limitações prórias de seu sexo na realidade histórica e cultural em que viveu.

O filme foi um pouco menos realista do que eu imaginava, sobretudo no que se refere às roupas, penteados e maquiagem usados na corte francesa na época. Talvez pela provável rejeição dos expectadores com o excesso de cabelos empoados (exigência imprescindível para frequentar a corte) e maquiagem carregada… Mas a produção também surpreende positivamente pelos toques de atualidade com músicas modernas e a incrível cena que foca um par de All Star no meio dos vários sapatos cheios de firulas da Rainha.

Mas acredito que o objetivo do filme tenha sido mostrar a rainha como mulher, em sua vida privada e íntima, ilustrando a máxima de que toda pessoa é o fruto de seu meio.

Maria Antonieta foi educada desde criança para ser um símbolo do poder das famílias reais, um ventre que traria ao mundo um herdeiro do trono francês, dando continuidade às linhagens e aos privilégios das classes dominantes. Com a perda de seu trono, Maria Antonieta pedeu tudo. Sua posição, sua fortuna, sua família e o respeito de seus súditos. E foi com muita coragem que ela viveu seus últimos anos de vida, suportando as humilhações dos revolucionários e as privações diárias a que era submetida, assim como a separação de sua família, a execução de seu marido, e seu próprio julgamento. E foi essa parte que o filme não mostrou…

Enfim, nos últimos anos, historiadores têm se esforçado para trazer à tona uma imagem mais equilibrada da rainha, nos mostrando que Maria Antonieta não foi uma mulher fútil e ingênua, como se imaginava, mas uma mestra em usar o glamour como arma para se firmar numa corte estranha e hostil, e uma mulher que lutou enquanto pôde por sua realização pessoal.

Virar ícone de uma época é destino para poucos, e assim aconteceu com Maria Antonieta. Por isso, conhecer um pouco da triste história de uma mulher que não soube reinar, mas que a tragédia conseguiu tornar uma grande mártir merece uma ida ao cinema (ou à locadora, em breve) e, obviamente, às livrarias.

***

As biografias mais completas e interessantes são as seguintes:

Maria Antonieta, Antonia Fraser (foto da mais recente edição) – Esta foi a biografia utilizada na elaboração do roteiro do filme de Sofia Coppola. A recente edição em português é bem traduzida e traz interessantes fotos das pessoas mais íntimas do círculo social da rainha. É bastante rica em detalhes, sem ser cansativa

Maria Antonieta, Evelyne Lever – Especialista na análise e compilação da correspondência de Maria Antonieta, a historiadora francesa traça um perfil da rainha baseado nas cartas enviadas a familiares e documentos oficiais.

Maria Antonieta, Stefan Zweig – É um trabalho mais conservador, que foca mais a rainha como personalidade pública, deixando em segundo plano sua vida íntima. É uma biografia que deve ser valorizada pelo rigor e exatidão históricos do período.

Texto por Bela.

Olha quem está miando…

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Eu não entendo os humanos! Venho me esforçando há alguns anos, e ainda não consegui tirar nenhuma conclusão sobre seu comportamento bizarro.

Antes de tudo, os humanos se dividem em duas categorias: os que gostam de gatos e os que nos detestam. Sim, porque nesse caso não existe meio termo: ninguém é indiferente a um felino.

Mas, como eu ia dizendo, foi um humano que me jogou na rua, me separando dos meus irmãozinhos. Mas também foi um humano que me recolheu lá no meio da trincheira cheia de carros, molhado de chuva e esfomeado. Ele cuidou de mim com carinho, mas como na casa dele tinha um cachorro (eca!) que não gostou de mim, não pude ficar com ele.

Os humanos se acham muito espertos, mas esse, apesar de muito bonzinho, achou que eu era fêmea e me chamava de Bel. Até que um dia chegaram duas moças lá na casa dele, me pegaram no colo e me levaram embora numa caixa. Achei que elas eram simpáticas, mas elas me entregaram para um humano grande e sem pêlos na cabeça que me espetou com uma injeção, mexeu dentro das minhas orelhas e da minha boca, levantou o meu rabo para olhar o que tinha embaixo. Detestei, mas pelo menos ele descobriu que eu sou macho, pois isso já estava começando a me incomodar. Depois disso, as duas moças me levaram para a casa delas, me deram um pote com água e outro pote com ração. Nesse lugar também tinha outros dois humanos. Gostei deles de cara, até deitei no colo deles no mesmo dia! Nesse dia eu também ganhei um nome decente: Miró!

É, as duas moças até que eram legais…

Alguns humanos dizem que os gatos não gostam de pessoas, que são traiçoeiros, mas estão redondamente enganados! Falam isso porque nunca conviveram com gatos, e não sabem como podemos ser carinhosos, meigos e companheiros. Por coincidência, são esses mesmos humanos que falam que odeiam gatos. Por que será?

Mas, voltando a falar dos humanos, eu reparei que eles são cheios de manias.

Por exemplo, eles gostam de entrar na água! Não dá pra entender… Água é bom pra beber, pra brincar, mas entrar debaixo daquele jato uma vez por dia ultrapassa a minha felina compreensão! Não sei porquê eles não aprendem comigo a usar a língua para se limpar, é muito mais divertido e econômico.

Também não sei como eles conseguem passar tantas horas na frente daquela caixa barulhenta que fica lá na sala. Eu só acho interessante dormir em cima porque é quentinho. Mas quando meu rabo passa na frente, sei que vou ser xingado. Ah, mas é tão divertido ver a cara de raiva dos humanos! Eles também têm acessos de raiva quando eu deito em cima do livro que eles estão lendo, afio as unhas nas cadeiras da sala de visitas ou tento andar no parapeito das janelas!

Outra coisa que eu não entendo é por que eles passam o dia todo fora de casa quando é muito mais legal ficar cochilando na cama ou no sofá! Mas os humanos, pelo menos os meus, saem cedo e só voltam de noite pra casa. São uns bobos.

Olha, para terminar, só quero deixar bem claro que apesar de eu achar vocês um tanto esquisitinhos, adoro receber carinho e deitar em um colo, e sou muito grato por isso. E para aqueles que dizem não gostar de gatos, vocês não sabem o que estão perdendo!

Esses humanos…

Me dão carinho, comida, ratinhos de pelúcia…

Acho que eu sou um Deus!
Texto por: BELA