Filosofanças Femininas

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(Contexto: Em algum lugar do passado, duas amigas em crise existencial conversam no MSN…)

A
(Suspirando, com carinha triste, fazendo beicinho, e bem desanimada)
– Às vezes eu acho a minha vida tão sem sentido… Às vezes tenho a impressão que estou apenas “sobrevivendo”…

B
(Pensativa, coloca a mão no queixo, pensa na sua própria vida…)
– Entendo como se sente… E no final das contas, a vida da gente se resume a isso mesmo, sobreviver.

A
(Agora já irritada, com um tom de revolta nas palavras e fogo no olhar.)
– Mas não pode ser assim!

B
(Continando a filosofar…)
– … Trabalhar pra sobreviver… sobreviver pra trabalhar … pra sobreviver…

A
(Chegando a uma conclusão nada conclusiva, quanto menos agradável, faz cara de desânimo conformador.)
– Então, dos 25 aos 30, a gente passa por essa crise existencial.

B
(Continua viajando na maionese!)
– E tudo vira um ciclo q é só isso e mais nada. É foda, mas a gente tem que encontrar as pequenas coisas que nos cercam e nos dão um pequeno momento de alegria, e se fixar nisso… Como esta rosa que eu tirei foto lá no sítio da Amanda.

(Envia a foto da rosa pelo MSN…)

Rosa

(B Continua a falar…)
Todo dia eu olho pra ela e acredito que a natureza é algo divino, e que a humanidade faz tantas coisas boas, como máquinas fotográficas digitais capazes de nos fazer captar aquele momento, aquele minúsculo detalhe na imensidão do universo e guardá-los conosco pra sempre, não apenas na memória.

A
(Dá um suspiro mais profundo porém rápido, observa a imagem da rosa, lê repetidas vezes o que A acabou de dizer, pensa nas pequenas alegrias de sua vida…)
– É muito bonito isso que vc me disse, me deixou mais tranqüila… Já é uma razão para não apenas sobreviver… rsrsrs

B
(Confiante com a resposta da amiga, viaja ainda mais na batatinha, como se isso fosse possível!)
– Pois é. Só o dom q a gente tem de escrever, de pensar, e de não ser mais um dos 97% de analfabetos e semi-analfabetos do nosso país, a nossa sensibilidade e inteligência, etc… Isto torna a nossa existência um pouco mais aliviante, pelo menos serve pra engordar as estatísticas… hehehe
Nossa, como estou inspirada hoje!!!

A
(Empolgada com a viagem de B.)
– Pois é! Mas é você que tem razão!

B
(Começa a ficar tristinha, pensando os apertos por que vem passando.)
– Ai amiga, temos q fazer a nossa vida ficar mais light, porque as coisas já são tão difíceis, né?

A
(Volta ao status quo ante, deprimida, em crise existencial.)
– É verdade, não podemos nos cobrar demais, pq às vezes a vida é isso mesmo… Sobreviver.

B
(Mais desanimada ainda que A.)
– Pois é… E não podemos querer mais nada…

A
(Recebe o telefonema de um gatinho convidando-a para sair, e já fica animadinha, com um sorriso maroto no canto da boca.)
– … E perpetuar a espécie! hahahahaha Porque isso é instinto, fazer o quê?

B
(Já recomposta, após dar uma gargalhada em alto e bom som ao ler o que A acabara de escrever!)
– Já que temos esta vida, devemos tentar torná-la menos sofrida, mais alegre, menos dura e mais leve, menos triste e mais colorida…

A
(Mais relaxada, resolve abrir o jogo.)
– Acho que eu estou assim mal humorada porque vesti o meu terninho verde… rsrsrs… E ele ainda está meio apertado, hahaha!

B
(Lembra que aconteceu a mesma coisa consigo na semana anterior, e sorri de um canto da orelha até a outra…)
– hahahahahahahaha Deve ser!

Texto por: Ana.

Vida que segue

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Caros leitores,

Viemos, por meio deste, anunciar que a partir de agora nosso blog contará apenas com 03 (três) colaboradoras: Ana, Bela e Dô.

Para quem é novo por aqui, contaremos um pouco da nossa história. Começamos em Agosto de 2004 com este espaço, no início eram apenas Ana, Lú e Dô as autoras do blog. Nos conhecemos num escritório onde trabalhávamos juntas, e logo bateu aquela identificação, e daí brotou uma amizade que perdurará no tempo, com certeza. Claro que já tivemos nossos altos e baixos, nossas discussões e briguinhas, afinal de contas, somos mulheres, e todo mundo sabe como é difícil um relacionamento entre amigas. No entanto, o carinho que nos uniu sempre persistiu, ainda que, atualmente, cada uma tenha tomado seu próprio caminho, estando trabalhando em locais diferentes.

Criamos, então, o “Mineiras, Uai!”. Primeiramente, no intuito de não perder o contato entre a gente, como uma forma de trocar experiências, contar nossos casos, saber notícias umas das outras, falar um pouco da gente, de nossa cidade, de nosso cotidiano, etc e tal. Com o tempo, com as visitas e comentários de vocês, caros leitores, sempre nos incentivando a escrever mais e mais e a criar, nasceu aqui uma espécie de, por que não dizer, literatura bloguística. Cada uma com seu estilo, suas idéias, e fomos amadurecendo com o tempo, e o blog criou, assim, identidade e vida próprias.

Em março do ano passado (2006), a Bela nos brindou com sua companhia de escrita, enriquecendo ainda mais a qualidade do blog. Além de ter sido colega e amiga da Ana desde a época do colégio e da faculdade, ela sempre esteve junto com a gente, desde a criação, comentando, lendo, incentivando, e acompanhando desde o nascimento da idéia à evolução do blog, por isso mereceu o convite, e está aqui desde então! E assim temos seguido com nossas aventuras por esta blogosfera afora…

Sendo assim, na última semana a nos anunciou sua decisão de deixar o “Mineiras, Uai!” como escritora, e continuar por aqui como leitora, fã, “comentadora”, etc, etc e etc. Tomamos a liberdade de transcrever aqui alguns trechos de sua cartinha de adeus:

“[…] Nosso blog é incrível, já escrevi muito sobre todos os assuntos, vida pessoal, profissional, aniversários, textos culturais, outros sem graça, mas cada texto meu realmente teve a minha marca.

[…]

Valeu demais! Valeram todos os risos que dei com o blog, todos os textos que escrevi, as vezes que me emocionei, as vezes também que xinguei e não vou falar dos comentários, porque continuarei lendo e comentando nos textos, claro e sempre!

Espero que não me critiquem, o que escrevo é de coração.
Amo todas vocês, muitoooo!!!

Beijos, Lú.

PS: essa também não é uma carta de despedida, não precisam chorar… Em encontros casuais eu verei todas vocês, né?”

Pois então, querida Lú, é claro que você fará muita falta por aqui, mas como você mesma disse, VALEU DEMAIS, e saiba que você sempre foi e sempre será uma MINEIRA, UAI!

E vocês, leitores, podem nos invejar, pois esta mineirinha continuará sendo vista pessoalmente, abraçada e beijada por nós três, enquanto que vocês terão que se contentar apenas com as fotos, textos antigos e comentários… C’est la vie, não se pode ter tudo ao mesmo tempo, não é mesmo? 😉

Beijos,

Mineiras, Uai!

Ana, Bela, Dô.

(Foto: Ana. Arte: Gravata.)

1 Casamento e 4 Funerais

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Quem não gosta de festa de casamento? (Dos outros, principalmente, pois não dói o nosso bolso…)

Ver aquela decoração maravilhosa, bebericar vinho, champagne, whisky, cerveja… Comer salgadinhos maravilhosos, jantares sofisticados, isso sem falar nos bombons e sobremesas sempre de babar… E a mesa de café da manhã? Munida de trufas de diversos sabores, biscoitinhos amanteigados, e licores diversos… Ahhhh! Eu adoro este pecado da gula!

As cerimônias tradicionais de casamento não são menos bonitas e sofisticadas que as recepções que as acompanham, mas confesso que me atraio mais por casamentos em chácaras ou sítios, destes em que já acontece tudo num local só: da cerimônia religiosa ao baile.

Pois a expectativa no final do ano passado era de que, nestes seis primeiros meses do ano, eu iria em 4 casamentos, seria praticamente 1 por mês, e haja laquê no cabelo, haja manicure, haja roupas e haja dieta para caber nelas depois de tanta festa, né? No final das contas, passados alguns problemas de ordem pessoal, estes 4 casamentos se transformaram, até o presente momento, em apenas um, o qual ocorreu neste sábado à noite. Não falarei aqui dos funerais, ainda bem que não houve nenhum até o presente momento, o título foi apenas uma alusão ao filme de comédia britânico, “4 Casamentos e 1 Funeral”, que lançou ao estrelato o inglês Hugh Grant, aclamado por minha mãe como “aquele gato”.

A cerimônia que fomos, tradicionalíssima, aconteceu na gigantesca e solene nave da Basílica de Nossa Senhora de Lourdes. Com direito a coral, quarteto de cordas, e órgão tubular… A igreja fica na movimentada Rua da Bahia, próxima à Faculdade de Direito da UFMG e à Praça da Liberdade, endereço nobre e concorrido pelas noivas mineiras. Estacionamento próximo ao templo é coisa quase impossível, e por isto meu pai nos deixou na porta enquanto procuraria por uma vaga, não sem antes recomendar, com muito zelo, que escolhêssemos o canto DIREITO da Igreja, o lado do noivo, de quem éramos convidados. Tudo isto para que fosse mais fácil a nossa localização pelo “choffeur” (meu pai), quando ele entrasse na igreja.

Já chegamos com alguns minutos de atraso. Os padrinhos e o noivo já tinham entrado, a noiva já estava na porta, recebendo os últimos retoques, esperando para entrar e atravessar a nave da Basílica a caminho do altar com seu véu branco de 7 metros (será isso tudo?), onde encontraria o homem com quem escolheu passar o resto de sua vida, perante uma gigantesca imagem de Nossa Senhora de Lourdes adornada com um igualmente enorme halo luminoso e brilhante sobre a cabeça. Nos encaminhamos para o lado DIREITO, tomando o cuidado de entrar já pela porta da DIREITA, para não ter que atravessar o caminho a ser percorrido pela nubente. Escolhemos nosso banco, o antepenúltimo, já pensando na facilidade de sermos vistos por meu pai, assim que ele chegasse lá.

Até que… Tan-tan-tan-tan… Tan-tan-tan-tan… (Dá início a Marcha Nupcial). Ouço de meu irmão, sério, com seu sarcasmo peculiar: “Olha o noivo ali, olha!” Todos que estavam por perto se alarmaram, mirando na direção em que ele apontava com o olhar. E eis que avistamos um senhor de parca estatura, em seu terno preto risca de giz, do lado ESQUERDO da igreja, passa em frente à porta (que apenas alguns segundos depois se abriu para a noiva), atravessa e pisa no tapete vermelho, olhando para os convivas, e se encaminha em nossa direção. Não pode ser! O meu choro, que sempre chega nesta hora da entrada da noiva e do início da música que todas as mulheres sabem de cor, desde o seu nascimento, foi substituído por uma vontade quase que incontrolável de dar uma gargalhada daquelas! O tal “noivo” de que meu irmão falara, era meu próprio pai!!! Todos viram a gafe, muitos seguraram o riso, como eu…

Para completar o “espetáculo”, eu e minha mãe, com crise de tosse, bem na hora do SIM, éramos respondidas por um companheiro de doença, sentado bem atrás de nós. A seqüência era a seguinte: primeiro eu, cof-cof. Depois mamãe: cof-cof-cof-cof. Depois o senhor, do banco de trás: cof-cof-cof-cof-cof-cooooooof, terminando com um sonoro raspar de garganta, escarrando…

Só seria mais tétrico, caso os minúsculos pagens e damas de honra tivessem realmente derrubado o Ciro Pascal, enorme vela amarela apoiada numa pequena coluna, que se balançava de um lado para o outro, a cada esbarrada de perna dos pequeninos, que se recusavam a ficar quietos. Nossa vizinha, também convidada da festa, ao sair da igreja quebrou os dois saltos de seu escarpin salto 12cm! Foi socorrida pela equipe de manutenção do buffet, que lhe emprestou uma sandália havaiana azul royal, nada a ver com sua roupa, de cor creme. Minha mãe perdeu a pulseira de ouro branco com zircônios, no meio da dança no salão Versailles da casa de recepções…

Como ela mesma diz, entre mortos e feridos, todos se salvaram, vão-se os anéis, ficam-se os dedos… A cerimônia foi linda, a festa idem, impecável, com decoração maravilhosa, de babar mesmo, buffet digno de aplausos…

E que os noivos sejam felizes para sempre!

Ana.

(Foto: ClCosta.)

E se você não for à saideira…….

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Eu sugiro que assistam à peça teatral “Os monólogos da vagina“, com Tânia Alves, Fafy Siqueira e Betina Viana. Direção de Miguel Falabela.
A peça ficará em cartaz hoje (dia 18) e amanhã, às 21:30, no Music Hall.
E apesar de ser uma grande produção, o preçinho é camarada, entre R$ 20,00 e R$ 60,00, vendendo meia entrada também.
Eu recomendo, pois já assisti duas vezes e ainda irei amanhã!
Um ótimo fds a todos!

Lú.

Desce mais a SAIDEIRA!!!

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É pessoas, o “Comida di Buteco” está chegando ao fim. Mas não sem antes fazer com que tomemos a saideira, a última cervejinha geladáça, com aquele tira-gosto fenomenal que pudemos provar durante o festival…

Nos vemos lá então, na Festa “A Saideira“!

Ana.

De mulher para mulher

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Belo Horizonte, 14 de maio de 2007.

Renata,

Como você está? Eu vou indo…

Sábado eu estava muito carente… Acordei e fui direto ao banheiro, lavar o rosto. O ácido glicólico que venho passando todos as noites finalmente tem dado algum efeito, pois creio que minha cútis tem se tornado cada dia mais fina e clara.

A água gelada que me molhava as bochechas e as mãos misturaram-se com gotas outras, cálidas e salgadas: lágrimas que brotavam de minha alma maltratada e só. Este choro matinal repentino me apertou a garganta, e trouxe um gosto amargo à boca. Apesar de ter bebido um bocado também na noite anterior, era diferente, mais doído, mais sentido.

Aproveitei o ensejo e escovei os dentes. Até minha escova também me fazia lembrar dele: é elétrica e de sua cor preferida, e fora um presente dado poucos meses atrás. A única lembrança guardada, também, a de mais prática utilidade.

Sentei-me à mesa para o desjejum. Servi-me de café preto e forte num copo de vidro, destes americanos. Era também assim também que ele bebia, dispensando a xícara e o pires, coisas de ingleses frescos, segundo seus ilógicos pensamentos. Vai entender…

Levei o copo fumegante à boca, nem aguardei que o líquido negro esfriasse um pouco, e também, esqueci de assoprar a fumaça que teimava em subir e condensar nas bordas do vidro. Sorvi a bebida. Eca, amargo! Resmunguei em voz alta. Esqueci o adoçante… 7 gotas, como minha mãe me ensinara há tantos anos. Assim o fiz, repetindo esta cena, que protagonizava todos os dias pelas manhãs: contei 1, 2, 3, espremi bem o vidro, saiu logo um jato. Ah, no total devem ter sido 7 gotas. Misturei e tornei a beber. Queimei a língua novamente, como era de se esperar. Um dia ainda terei uma doença grave de tanto sapecar minha língua, pensei, dando de ombros, enquanto passava a manteiga na torrada, recém assada.

Nem consegui morder o pão. Uma torrente de lembranças assolou meu ser, e o café, antes doce pelo aspartame, tornou-se salgado e amargo. Tudo outra vez… A partir daí, não enxerguei mais nada, mergulhando cada vez mais fundo em meu pranto de solidão.

Não sei quanto tempo se passou, mas de súbito, ouvi uma voz. Reconheci: mamãe me chamava e acariciava meus cabelos, ainda despenteados. Filha, lave o rosto, está inchado! Você me parece horrível… Precisamos fazer alguma coisa… Foi o que ela me disse, sempre conscienciosa, direta e firme, mas nem por isso, pouco terna.

Respirei fundo, levantando a cabeça. Doíam-me as têmporas. Assoei o nariz de uma só vez, como que expulsando de mim aquela dor, o que me fazia sofrer. Limpei com o papel toalha, por nós utilizado à mesa como guardanapo.

É mãe, vamos fazer compras! E abrimos os sorrisos, e nos abraçamos, e nos entendemos, e nos cuidamos.

Após R$ 767,45 a menos em minha conta-corrente, fiquei bem, e o meu guarda-roupas, mais cheio. Nada como um dia no shopping para melhorar o humor de qualquer mulher na TPM!

Cuide-se, minha amiga. Espero notícias suas.

Um beijo,

Geórgia.

... 2007 ...

(Foto by lluma2007.)

Texto por: Ana.

Desabafo…

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Pessoal, vocês me perdoem, mas tem algo bem angustiante me afligindo e eu preciso urgente desabafar.

A maioria das pessoas define o interesseiro como aquele que usa de suas amizades e familiares para obter vantagens e benefícios quando estes lhe são convenientes. Para o Aurélio, interesseiro é aquele movido única e exclusivamente pelo seu próprio interesse pessoal, ou seja, o egoísta. Mas para mim, o interesseiro é o ser humano mais ignóbil, desprezível e execrável que existe na face da Terra.

Para o interesseiro, você só existe quando ele precisa de você. Para o interesseiro, seu tempo e seu trabalho não valem nada quando se trata de “quebrar um galho” para ele. Para o interesseiro, a amizade tem hora marcada (a dele, é claro!). Para o interesseiro, o seu problema não existe, mas o dele é sempre URGENTE. E ele estará sempre pronto a pedir um “favorzinho”: ele jamais se rebaixaria a sujar seus sapatinhos na lama, pois sempre há um idiota pronto para carregá-lo no colo.

E pior que “amigo” é parente interesseiro: do amigo você se livra com um belo pontapé no traseiro, agora, do parente interesseiro você só fica livre quando ele bate as botas! E isso se ele resolver rasgar o CPF antes de você, óbvio!

Quer saber, da próxima vez que um interesseiro me pedir um “favor” eu vou responder: “Vá pedir pro João Sem Braço!”. Se eu não disser nada pior.

Humpf!

Pronto. Era isso.

Bela

SER MÃE

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(Foto by Ana.)


É enxergar com o coração
É música, é dança, é bonança

Ser mãe é não ter sono, nem cansaço
Plantar, adubar e colher

Ser mãe é cantar a felicidade
É ser poeta e também profeta

Ser mãe é falar o necessário
É calar, é olhar, é entender

Ser mãe é abraçar,
É acarinhar, é ninar
É ter a sabedoria dos deuses
A paciência do tempo
É não ter contratempo

Ser mãe é ser anjo
É loucura, é aventura permanente

Ser mãe é viver cercada de amor
É o início, é o meio e jamais o fim.

Ser mãe é ser assim…
(- Autor desconhecido -)

Não poderíamos deixar passar em branco essa data tão especial…
Sem nossas mães não estariamos aqui…

Um beijo no coração de cada mãe,

Mineiras uai!

Lú, Ana, Do e Bela.

Quando o gato sai…

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… Os ratos fazem a festa, certo? ERRADO! Os relatos abaixo comprovam que, para toda lei, Murphy tem uma exceção!
Pois então, ontem veio pelo correio eletrônico um anúncio de que no dia de hoje ficaríamos sem luz, das 10:30h às 12:30h, aproximadamente. Sem contar que, normalmente, às sextas-feiras nosso chefe só trabalha na parte da tarde… Combinei, então, com minha colega de trabalho (e mais nova “amiga de infância”) que sairíamos para “almoçar” às 11h (aproveitando do fato de que a catraca eletrônica que marca o ponto não estaria funcionando), e faríamos diversos passeios na rua, até 14h – horário limite para passar o cartão no retorno do “almoço”.
Explicarei melhor: a alguns quarteirões do trabalho, além de diversos restaurantes bons, e vários salões de beleza, há também, adivinhem… tchan-tchan-tchan-tchan… (Pensem comigo: ‘mulher’ rima com o quê?)… uma FEIRINHA!!! E bem na sexta-feira ocorre a melhor da região: a Feira de Flores (que também vende um tiquim de artesanato)! Então o plano era o seguinte: sorrateiramente, nos esgueiraríamos para fora do edifício de labuta e iríamos primeiramente ao banco, para sacar a bufunfa que gastaríamos. De lá, é claro, direto para o salão fazer as unhas – já que final de semana é dia de estar com as mãos e pés mais caprichados…

Após, iríamos a um restaurante self-service lá perto da feirinha – o melhor e mais caro, para os nossos padrões da região. (Nham… nham…. Só de pensar nas maravilhosas comidinhas e mais de 20 tipos de sobremesas de lá, ficamos com água na boca!) Após a ‘orgia gastronômica’, feirinha de artesanato, comprar umas bijoux – brincos colares – e de quebra, dar uma olhadela nas roupas das artesãs, que lá expõem o trabalho. Por fim, subiríamos a avenida para olhar as flores, planejávamos comprar alguns vasos bonitos, quem sabe de orquídeas, para enfeitar nosso habitat trabalhador, em comemoração à nova sala e novos móveis adquiridos em virtude da mudança ocorrida no fim-de-semana.

Eu ainda pretendia passar em outro banco, depositar os dinheirinhos remanescentes na “caderneta de poupança”, pois apesar de mulher e consumista (pleonasmo dos grandes!), tenho o bom hábito de fazer minhas reservas financeiras para planos, viagens, e eventuais emergências futuras. Sendo assim, fomos levadas a crer que 3 horas seriam mais que suficientes para satisfazer nossos desejos capitalistas e necessidades fisiológicas…

Eis que o dia de hoje chegou, amanheceu com o céu azul e o sol forte, e com as promessas de um dia divertido no trabalho e fora dele… Mas tudo não passava de ilusão… A começar pelo clima, que apesar do dia claro, os termômetros marcavam a temperatura ambiente de 16ºC, com sensação térmica de 13ºC… E Murphy mais uma vez resolveu emplacar sua lei.

Para começar, logo hoje o chefe veio trabalhar de manhã. Até aí, um problema contornável, pois ele logo avisou que não voltaria mais após o almoço. De fato, ficamos sem energia elétrica, embora a falta de luz tenha durado apenas uns 20 minutos, das 10:40 às 11h. Adeus salão de beleza… Adeus “almoço” das 11h às 14h…

Saímos para almoçar no horário habitual, às 12:45h, e só de teimosia comemos rapidamente num restaurante natureba lá longe, ao lado da feirinha. Como boas trabalhadoras (ou seja, pobres), não compramos nada de artesanato e bijuterias, e na Feira de Flores nos contentamos com dois vasos bem mais em conta que as cobiçadas Phalaenopsis: crisântemos cor-de-rosa para a nossa sala, e amarelos para a sala do chefe (porque um pouco de puxa-saquismo não faz mal a ninguém…).

Na correria da volta, quase perdemos o horário de entrada no trabalho, 14:00:43 foi o que marcava o relógio quando passei o meu crachá!

Ana.

Xeque-Mate!

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Pode parecer prepotência escrever sobre algo de que não tenho conhecimento. É assim mesmo, que me sinto ao falar sobre o xadrez, um jogo tão charmoso, difícil e destacado pelo poder. Mas só preciso do “xeque-mate” – expressão usada para encurralar o rei ou matá-lo. Para tanto, alguém precisa fazê-lo, ou melhor, alguém está encurralando, vencendo, derrubando o adversário, matando, massacrando, se dando bem.

Bem, onde estou querendo chegar? É fácil, é que esse fim de semana, eu e Anita, acompanhadas de 2 taças de vinho, assistimos ao filme escrito e dirigido pelo expert , Woody Allen: simplesmente, perfect, brilliant, marvellous, lovely and 100% english -“Macht Point”!

A vida é mesmo um jogo, me sinto numa partida, em que você tem a sorte de tomar decisões que vão te fazer feliz e também poderá correr o risco da má sorte, em que certas decisões precipitadas podem trazer felicidades instantâneas, aparentes, e na verdade poderá ser a coisa mais errônea da sua vida, trazendo dores de cabeça futuras regadas de muita insônia, arrependimento e até uma insatisfação eterna… Enquanto, por outro lado, quem aparentemente saiu perdendo, pode ser grato toda a vida por uma atitude que o adversário, supostamente vencedor, tomou, e o ganhador acabou sendo você, o perdedor oficial.

Ai, ai, esta vida de meu Deus! Será que é tão complicado assim ou o ser humano é quem complica tudo? Mas também acho que o que acontece tem que acontecer, é necessário para crescimento e para fortalecimento.

É bem isso mesmo! Imagine só, você numa partida de tênis, onde você, o jogador, está no completo equilíbrio e seguro, e de repende a bola toca na rede e por alguns segundos, ela fica no ar, e logo vem a insegurança, a ansiedade, o medo, pois, se cair de um lado você ganha, ou se for do outro, você perde.

Mas por outro ângulo, na vitória você perde momentos simples da sua vida que poderia proporcionar a felicidade mais completa. Por exemplo, se você ganha sempre, torna-se famoso, ganha poder, dinheiro, mas por outro lado, perde o conforto, tranqüilidade e a vontade de querer fazer o que consideramos pequeno, mas, inesquecível. Como tomar um sorvete a dois, dar um beijão no seu amor em pleno sinal de trânsito, quando ouve uma música e olha ao seu lado o amor da sua vida dando pulos de alegria , dizendo que a música é mais linda do mundo e achar lindo (ouvindo isso, com quase todas as outras músicas, e a freqüência que só você suporta! rs), adorar ver os desastres atrapalhados do seu lindo amor e por aí vai. Acaba perdendo também a sua própria liberdade, a menos que tudo seja agendado e ponto. Do outro lado, você perde oficialmente, não se torna tão poderoso, não se torna milionário, mas é privilegiado por usufruir de momentos tão simples da vida, que nem precisam ser citados por aqui, e podemos falar com letras bem maiúsculas – NÃO TROCARÍAMOS POR NADA!

Macht Point“, mostra exatamente isso tudo que escrevi acima. Resumindo:

O mocinho, levado pela covardia, ambição e poder, acaba dando um tiro no escuro, comprometendo-se em ser, o poderoso, o estável, o milionário, o ganhador e ao mesmo tempo está sujeito à infelicidade, uma dor que ele poderá dividir consigo mesmo e mais ninguém.
Submetido ao esteriótipo de família, onde todos pensam ser, ideal.
Mas a consciência só sossega quando você morre e às vezes, nem assim!
Então, numa partida, você ganha ou perde, ou não, necessariamante….

Por isso: “AME E VALORIZE AS COISAS SIMPLES DA VIDA!”

Observação: Não galera, essa aí na foto, não é a atriz do filme não, pode até parecer… hahaha Ai ai, quisera, Scarlett Jonhansson, ser eu. Ela iria amar. Ela até que se parece um pouquinho com a Dodozinha aqui, não é? hahaha!!!! Mas, na fotita a cima, sou eu mesma na cidade cinzenta de Londres…

Bjocas da Dod´s!!!!