Arquivo da categoria: Mundo Feminino

Mais 30

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Pensava que quando o dia chegasse, fosse me sentir diferente. De fato, dá um certo tremor nas pernas, a gente se olha no espelho e por mais que se veja igual a todos os dias, o olhar minucioso enxerga coisas que não existem em lugares não imaginados.

Mas é sério, há anos pensava que, ao acordar neste dia, veria alguma transformação radical em mim. Pensava que me sentiria (mais) adulta, (mais) inteligente, (mais) mulher. Pensava que estaria ou mais feia ou mais bonita, ou mais magra ou mais gorda. Pensava que ficaria loira ou que não estaria ali.

Já cheguei a pensar que nunca estaria me olhando naquele espelho daquele quarto naquele exato ponto geográfico. Que talvez eu já tivesse cabelos brancos ou muitas tranças, rodopiando longe daqui. Que teria filhos e que eles já teriam meus netos.

Pensei que o mundo seria diferente… Mais colorido? Mais preto e branco?

A verdade é que o mundo já mudou. Já foi multicor e já foi cinza tantas vezes pelos meus olhos. Eu já mudei. Já emagreci e engordei feito sanfona em festa de São João, já pintei meus cabelos sem estarem brancos e há dias em que me acho bela, noutros, nem tanto.

A verdade é que já sou adulta e mulher, que minha inteligência deixa a desejar em alguns momentos, pois não sou nenhum Einstein. Já me aceito assim, nem bonita nem feia, um dia fatal, outro normal, gata borralheira ou cinderela, brava, calma, baixa, chique, simples. Minhas pernas já não são mais as mesmas, assim como minha flexibilidade também já teve dias melhores.

Mas hoje não estou velha. Nem sábia. Nem gorda. Nem magra.

Mas… Estou preparada: que venham mais 30!

Ana.

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Preciso dizer mais alguma coisa?

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Mamãe

“Mamãe,

Você é tan linda, mais tan linda, que parece uma tolipa vermelia no jardim!”

(Eu, quando tinha 6 anos.)

Ana Letícia.

Foto: Minha mãe, 2008.

Aonde vamos chegar?

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Como se não bastasse:

1) usar salto alto e ou sapatos desconfortáveis;
2) colocar silicone, fazer lipo-aspiração, cirurgia plástica e afins;
3) usar make-up;
4) passar ácido no rosto, fazer limpeza de pele de quando em quando e ainda por cima, peeling;
5) usar roupas apertadas e ou desconfortáveis;
5) por causa do n° 4, fazer dieta pra caber nas roupas;
6) malhar – idem n° 5;
7) passar formol no cabelo pra acalmar as madeixas;
8) gastar horrores por mês pra ficar na moda, bonita, em forma, arrumada, etc;
9) ficar menstruada todo mês, com direito a cólicas;
10) ter TPM todo mês;
11) usar sutiã;
12) fazer manicure e pedicure (acreditem em mim, é um saco, dá a maior gastura);
13) depilar “as partes”;
14) engravidar, carregar um bebê na barriga por 9 meses, deixando-a potencialmente flácida e com estrias, e ainda sentir as dores do parto, amamentar (vendo os peitos murcharem e caírem vertiginosamente)…
15) ser gostosa, inteligente, trabalhadora, cuidar da casa, dos filhos, do marido, pagar as próprias contas, chupar cana e assoviar ao mesmo tempo…………………………….;
etc etc etc etc…

Ainda me inventaram um tal batom para inchar e tornar os lábios mais quentes…. (sim, no sentido da temperatura…)
Meda disso, gentem!

E ainda ouço uma dessas hoje à tarde: “O batom é pra usar na boca, tá?”

G-zúis! Onde vamos parar? Parem o mundo que eu quero descer…
(rs)

Becitos miles (pois este post me lembrou minha amiga Roma Dewey… por onde andará?), sem o tal batom, diga-se de passagem. 😉

Ana.

Paixonite

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Todos os dias, tenho o hábito de descer até a portaria do meu prédio pra observar o movimento. No interior era assim, mas íamos pra janela ou pro alpendre de casa namorar, conversar, ou só olhar a rua mesmo. Aqui na cidade grande, da janela do meu apartamento – meu não, do Maurício, meu filho – é muito alto, e a copa das árvores atrapalham minha visão, que já não é das melhores.

Então um dia eu o vi. Um pouco mais jovem que eu, alto, forte. Cabelo grisalho, sempre muito bem penteados para trás. Um pão!!! Fiquei observando ele passar por mim e, para minha surpresa, chamou-me pelo nome!!!
– Maria!
– Oi… Sorri, meio sem graça, com as faces rubras.

Ele passou. Atravessou a rua e entrou no prédio da frente. Então ele morava ali! Passei a esperá-lo todos os dias. E sempre era assim. E assim fui me encantando a cada dia mais, me apaixonei por aquele homem misterioso que sabia meu nome sei lá como… Todo dia nos cumprimentávamos daquela forma. E todo dia eu me empetecava mais: passava batom e talco, colocava meu melhor vestido.

Outro dia, voltando do sacolão, nos encontramos. Frente a frente!
– Maria!
– Oi, tudo bem?
– Como vai você? E o Maurício, está bem?

E engatamos uma conversa muito agradável. Foi aí que descobri que ele se chamava Adalberto, e que era também viúvo, assim como eu. Muito inteligente e delicado. Me tratou tão bem! Mal poderia ele imaginar que eu, logo eu, estaria morrendo de amores por ele… Sonhando com aquele momento há tanto tempo… Sonhando tantas coisas mais. Até que…

– Maria… Posso passar lá na sua casa mais tarde? Pra conversarmos mais… E também eu quero falar com o Maurício, se ele concorda que conversemos mais…
– Claro! Pode ir. (Respondi, eufórica…)
– Sim, então passo lá mais tarde, tá bem?

Voltei pra casa correndo, nem guardei as compras. Maurício me disse que precisaria sair pra pagar umas contas no banco. Resolvi tomar meu banho logo, para esperar o Adalberto chegar. Parecia uma adolescente. O coração até palpitando! Preparei uma roupa bem bonita, estendi em cima da cama para vesti-la assim que me banhasse. Já estava debaixo do chuveiro, toda molhada, quando escuto o barulho do interfone. Era o Adalberto, claro. Tive certeza de pronto. E ele insistiu. Insistiu. Tocou váááárias vezes. E eu lá, rezando para que Maurício chegasse logo para abrir a porta, pois eu não podia sair do banho sem roupa! Não queria atender ao interfone assim. Como sofri naqueles minutos!!!

Até que… o interfone cessou.

Saí do banho, me arrumei. Pensei que ele fosse voltar. Esperei, esperei, esperei o interfone tocar novamente. Maurício voltou do banco. Nada de Adalberto. O sol se pôs no horizonte, nada de Adalberto. Não quis nem comer, esperando por Adalberto. Fui dormir, nada de Adalberto aparecer, ou ligar, ou dar sinal de vida.

No dia seguinte, esperei por ele na portaria do prédio, como de costume. Ele não apareceu, e nem no dia seguinte, e nem no outro, nem na semana seguinte. Já tem 1 mês que não vejo o Adalberto. Estou em frangalhos. Estou deprimida de paixão. Amar dói demais, gente! Vocês nem imaginam como meu coração está apertado. Só penso no Adalberto…

Por favor, alguém aí conhece o Adalberto?

***

Se é verdade ou não, já nem sei. Mas a história foi contada, mui detalhadamente, pela própria Dona Maria, uma senhora na casa de seus 80 anos, lúcida e lépida, freqüentadora e vizinha do salão de beleza aqui no bairro… Fiquei emocionada com tanta vida, tanta vontade de amar, de viver, de ser feliz, tanta falta de medo, e tanta abundância de emoções naquela mulher extraordinária.

🙂

Ah! E se alguém conhecer o Adalberto, me avise antes que Dona Maria morra de amores…

Ana.
(Foto: La Mariposa.)

HOMENS: Ogro do Pântano x Troglodita Highlander

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Buzz Lightyear de Lego, em tamanho real!

Queridas leitoras,

Ser mulher no século XXI não é fácil, ser homem também não deve ser. Entretanto, há certos hábitos masculinos que incomodam e assustam profundamente qualquer dama moderna, antiga ou até mesmo da idade média. (Isso para não dizer que qualquer uma broxa vendo isso, e cai por terra toda e qualquer possibilidade de “créu”, já que o monossílabo está na moda atualmente…)

Pois então. Pensando no bem estar das mulheres que lêem este blog, no telecoteco depois do jantarzinho romântico e, é claro, na boa imagem dos machos de plantão que me prestigiam por aqui, classifiquei os homens em duas “catigurias”:

  • Ogro do Pântano – faz tudo de nojento que quase todo homem faz. Apesar de todos saberem que tais atos (ou a falta deles) seriam o cúmulo da nojeira, tais são socialmente aceitas desde a idade da pedra, infelizmente;
  • Troglodita Highlander – a famosa “visão do inferno” para uma mulher. Não só faz coisas nojentas, como também consegue potencializá-las a níveis nunca dantes imaginados. Ânsia de vômito e antipatia mortal é o mínimo que pode causar em qualquer mulher normal.

Preparados? Apontados? Então segura na mão de Deus e vem comigo!

– Homem coçando o saco em local público: Ogro do Pântano
– Homem coçando o saco por dentro da calça em locais públicos: Troglodita Highlander

– Homem palitando os dentes em público: Ogro do Pântano
– Homem palitando os dentes em público, porém colocando a mão por cima achando que despista alguma coisa: Troglodita Highlander

– Homem que rói unha: Ogro do Pântano
– Homem que rói unha, coça o saco, e rói unha novamente: Troglodita Highlander

– Homem com as unhas do pé grandes: Ogro do Pântano
– Homem com as unhas do pé grandes, com micose, fungos e o pé sujo e com chulé: Troglodita Highlander

– Homem com cabelinhos saindo para fora do nariz e da orelha: Ogro do Pântano
– Homem que fica tentando retirar com a sua pinça de sobrancelha, na sua frente, no espelhinho do carro, os cabelinhos que ficam saindo para fora do nariz e da orelha: Troglodita Highlander

– Homem que arrota alto e em público: Ogro do Pântano
– Homem que arrota alto, em público, e em cima de você, assoprando na sua cara para espalhar o “cheirinho”: Troglodita Highlander

– Homem que fica observando e admirando a camisinha usada na sua frente: Ogro do Pântano
– Homem que enche a camisinha usada de água e aperta, brincando como se fosse um balão: Troglodita Highlander

– Homem que usa cueca furada: Ogro do Pântano
– Homem que usa cueca velha, poída, furada e patacada (a famosa freada de caminhão): Troglodita Highlander

– Homem que não tira a meia pra transar: Ogro do Pântano
– Homem que só abre a braguilha da calça na hora agá: Troglodita Highlander

– Homem que não usa fio dental: Ogro do Pântano
– Homem que passa fio dental deixando a sujeira pipocar em quem está do lado e ou come a sujeira que sai no fio dental, em cima da cama: Troglodita Highlander

– Homem que joga a roupa usada no chão, do jeito que tirou do corpo, toda embolada e vai empilhando: Ogro do Pântano
– Homem que acha que é obrigação da mulher catar a roupa suja dele jogada e embolada no chão: Troglodita Highlander

– Homem que não abre a porta pra deixar a mulher passar: Ogro do Pântano
– Homem que fecha a porta na cara da mulher depois de passar primeiro (ou seja, nem segura a porta pra pobre passar): Troglodita Highlander

– Homem que dá dinheiro pra mulher comprar o próprio presente de Natal ou aniversário: Ogro do Pântano
– Homem que simplesmente esquece e ou ignora tais ocasiões: Troglodita Highlander

– Homem que esquece o nome dos parentes da mulher: Ogro do Pântano
– Homem que esquece o nome dos parentes da mulher e ainda por cima chama todos eles de “tiozão/tiazona”: Troglodita Highlander

Ahhh, tá bom, né, acho que deu pra sentir o clima… (E ainda assim a gente continua insistindo! risos)

‘Té mais!

Ana.

Obs. 1: Este texto não seria escrito não fosse pela colaboração e as boas risadas junto com minha amiga e Bela.
Obs. 2: É claro que sei que não existe homem perfeito. Ou melhor, se é que existe, deve ser gay. Mas não custa nada prestar um pouquinho de atenção nas próprias ações, ser mais asseado e ter mais consideração com a gata que está com você! 😉

(Foto e texto: Ana Letícia.)

Da dor de se amar demais

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Poderia me abstrair de tudo e dizer, e acreditar, simplesmente, que me basta um amor tolo, como o tempo de duração do filamento de uma lâmpada comum, tácito, plácido, de desejo, pura e simples, explícito em tons pastéis, lânguido e preguiçoso. Não, não posso. Não sou assim.

Não costumo economizar. Há de sobra empolgação, falta de noção. Sou moça de horas, de dias, de anos, anos-luz. Mulher da dor de se amar demais e de se entregar, de ser perfeccionista com tudo o que faço e sinto.

Não há nada pela metade. Meias-palavras, meia foda, meia-calça. Meia-luz, pode até ser. Mas nem 8, nem 80. Ou é ZERO, ou é CEM. E vou de 1 segundo a 1000 km/h (e vice-versa) de olhos fechados, na fração de um momento, na feição, na emoção, no olhar, na letra, na ponta dos pés, no pingo do i. E é aí que mora o perigo!

E de tanto querer, há tanto sofrer. Tanta responsabilidade, tanta dor. E há tanto prazer… E há o lembrar, e há o sentir, e há o cheirar, e há o gostar. Pois não há amor sem gosto, lembrança sem cheiro, música sem gozo.

E depois daquele beijo, há a quebra. Há o limite ultrapassado, e tudo se torna tão bom quanto uma fotografia perfeita, a luz que aquece e ilumina seus loiros pelos, como num quadro de um filme, como um filamento de ouro deliberadamente largado, esquecido, sobre suas vestes… E tudo fica tão engraçado quanto numa comédia de palhaços tristes, tão natural quanto deitar na relva e sentir o cheiro da chuva, acariciar seu cão, dormir abraçadinho, mesmo quando não se está com sono, comer banana com queijo e lamber o fundo do prato até não sobrar um resquício de amor sequer.

Ana.

Texto e Foto: Ipê Amarelo: by Ana Letícia.

Plano Dentário

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Impressionantes são as torturas a que nos submetemos…

Como se não bastasse ter nascido mulher, quase na virada do século XX para o XXI, com o rompimento de diversos paradigmas, e vivendo os conflitos que a sociedade nos impõe, essa coisa de ser bonita e feminina, namorada, esposa, mãe, e ainda por cima, ser inteligente, independente e ter sucesso profissional, ainda temos alguns desconfortos extras.

Nem falo aqui sobre TPM, aí seria desgraça demais. Salto-alto, soutien, depilação… Está bom ou querem mais? Ainda por cima me inventaram o tal do aparelho dentário. E os exames que têm q ser feitos para colocá-lo.

Thousand Miles. Toca meu celular. É a música do despertador. 7 horas. Queria dormir mais… Pra quê fui beber ontem? Ai. Minha cabeça dói. Tenho que dar um jeito no bafo de cabo de guarda-chuva, senão o técnico da clínica vai até desmaiar. Ops! Quase caí. Sei lá, estou meio sem equilíbrio hoje. Será por quê?

Preciso de café. E água. Litros dela. Nunca mais eu bebo. Se bem que sábado tenho o casamento da “Diabárbara” com o “Fuinha” e terei que abrir uma exceção no Prosecco… E o aniversário da Delita na 3ª feira que vem e vai ser naquele restaurante especializado em champagnes e espumantes… E o show do Chapéu Panamá na 5ª… Aff! Concentração. Água, café… Anda Ana, passe uma água no rosto. Puts, que olheira… Tenho que voltar com os cosméticos da dermatologista urgente! Banho. Isso, preciso de um banho para acabar com este cheiro de álcool que estou exalando.

Alma renovada, banho tomado. Perfume ok. Escovar os dentes. Uma, duas, logo três vezes. Nem Listerine hoje pode dar conta do recado. Pego a chave do carro. Será que tenho condições de dirigir? Ai meu pé! Tropecei na porta do elevador… Agora não dá mais tempo de voltar para pegar um Band’Aid. Já estou atrasada!!!

Oba! Vaga na porta! Bem que no papel com o pedido de exame falava que tinha estacionamento para clientes. Que rua mais apertada, não são nem 8h da manhã e já está lotada de carros! E ainda por cima é rua sem-saída…

Bom dia, moço, tudo bem? Vocês têm algum convênio aí? Não, o meu é não é nenhum desses aí. Vai ter que ser particular mesmo. Quanto dá? R$ 60,00??? Meu Deus do céu… Moço, você não vai acreditar… Ou melhor, moço, você vai ter que acreditar. Hoje é sexta-feira, são 8:15h da manhã, eu fui dormir ontem às 4h, e esqueci tudo em casa. Como tudo? Uai, estou sem dinheiro e sem talão de cheques aqui. Ah, aceita cartão de crédito? Beleza então. Toma aqui o meu… Ihhh, moço, deixei o cartão na outra bolsa. Pra quê serve esta carteira vermelha aqui? Ahhhh moço, não faz pergunta difícil não! Posso fazer o seguinte: deixo minha identidade aqui e de noite passo pra pagar e buscá-la, ok? Isso, fale com a gerente… Ela deixou? Ah, que bom. Ok, aguardo você me chamar então.

É aqui que eu sento? Ai moço, está machucando minha gengiva!!! Que troço de plástico duro é esse que você está enfiando na minha boca? Ah! É a chapa pro Raio-X… Ô moço, xô te falar um negócio, está osso ficar aqui com a cabeça torta e esse trem enorme dentro da minha boca, ferindo tudo… O que é isso que está apontado pra minha cabeça??? Credo, parece uma espingarda. Ah, é o próprio aparelho de Raio-X… Pronto? Ufa! Uai, como não doeu nada? É claro que doeu, moço, esse negócio é praticamente uma faca de plástico cortando minha boca por dentro…

É pra ficar quietinha aqui nesta cadeira? Tudo bem… Se eu dormir você me acorda. É que meu olho está pesado, sabe… Dor de cabeça. Zzzzzzzzzzz…

Ahn? Ahn? Onde? Como? Ah… É você, moço… É pra abrir a boca? Isso parece um bico de pato… Tem uma gosma branca aqui moço, é nojento. Ah tá, é pra fazer o molde… Aiiii, estou engasgando! Juro que essa coisa está escorrendo pela minha garganta! Ai moço, vai demorar muito? Só mais 2 minutinhos? Aff, queria ver se fosse você com essa cola encostando na sua glote…

Moço, já está na hora de tirar?

E agora? Posso tirar?

Ai moço, tira isso, por favor!

Aiiiii!!! Não arranca meus dentes junto com isso não!!! Grudou na minha língua, eca, eca. Posso ir embora, né! Ah não…? Ainda tem o da parte de baixo? Aaaaaaaahhhhhhhhh!

Ana.

19 comportamentos femininos que (quase) todos os homens odeiam

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Abre parêntesis. Este texto vai para os meus queridos, amados, idolatrados, salve-salve, leitores do sexo masculino que freqüentam este blog; para todos aqueles que se sentiram injustiçados, ou quem sabe se identificaram com alguns (ou todos?) dos 54 quesitos do texto anterior; para o caro leitor que se revoltou contra esta reles plebéia que vos fala; e mais, para você, homem deste meu Brasil varonil, que não tem coragem de comentar ou até mesmo admitir que lê este blog; ou ainda você, que chegou aqui procurando fotos sensuais de garotas mineiras no google (e não encontrou)
Também dedico este texto às nobres mulheres que lêem, comentam e dão risadas, choram, se divertem e se emocionam com este blog; a você, querida amiga, que não sabe porque irrita tanto seu homem; ou que não se conforma em ser um repelente vivo de machos… Fecha parêntesis.

1. Fazer listinha para tudo.
Pois é, a gente faz listinha pra tudo mesmo… Listinha para o sacolão, listinha para o supermercado, listinha dos livros que quer ler, listinhas dos presentes de Natal, e o pior: listinha de comportamentos masculinos que nos irritam!

2. Reclamar de hábitos masculinos por serem tipicamente masculinos.
É verdade que deixar a tampa do vaso sanitário levantada, a toalha molhada em cima da cama, e a cueca suja jogada no chão do banheiro nos irritam mesmo. Só que não adianta ficarmos reclamando disso eternamente, afinal, são comportamentos tipicamente masculinos, inerentes à personalidade de qualquer varão “normal”. São esses deslizes irritantes que eles cometem que fazem deles o que são, tão diferentes de nós, e por isso mesmo, tão irresistíveis!

3. Esnobar o cara quando ele fica te ligando direto, e reclamar (e até chorar) nos dias em que ele não liga.
O negócio é o seguinte: as mulheres gostam de atenção. Mas tudo que é em excesso é ruim. Ligar demais é ruim, ligar de menos também. Mas esnobar o cara só porque ele está afim de você, e você não está afim dele… aí já é sacanagem. Melhor abrir o jogo de uma vez, ou então, se for namorado, combinar de se falar às tantas horas somente, X vezes por dia, porque senão enche o saco mesmo. Quando ele não te ligar, não se estresse. Todo mundo precisa de um tempo, de ter seu próprio espaço. Você também não precisa do seu?

4. Dar ouvidos a conversas de amigas solteiras (ou insatisfeitas com seus homens), e que fazem questão de ficar ensebando o seu relacionamento.
Pois é. Aí é difícil mesmo evitar. No entanto, a gente tem que ter em mente que o que conta mesmo em matéria de relacionamento é a nossa opinião, o nosso coração. Cada um é de um jeito, e as pessoas muitas vezes dão conselhos ruins (porque se conselho fosse bom, a gente vendia…). Já ouviu aquele ditado: em briga de marido e mulher não se mete a colher? É bem por aí…

5. Querer mudar o estilo (ou a falta de.) de seu namorado.
Não adianta querer que ele use aquela camiseta pink descoladíssima da Calvin Klein que você pagou o olho da cara para presenteá-lo, pois ele sempre terá que ter a última palavra no quesito roupa. E teimará em usar a camisa surrada dele do Wolwerine, ou aquela outra com o desenhozinho “Xô Stress” (que ele comprou há 10 anos quando foi à Bahia)… Mesmo que para você ele não tenha nenhum estilo, isto, por si só, já é um estilo. Viva com isso!

6. Perguntar pra ele se você está gorda.
Acredite, todo homem odeia isso, sem exceção. Sabem por quê? Porque eles simplesmente não sabem o quê responder. Se você realmente estiver um pouco acima do peso e ele responder que sim, está gorda, pronto, divórcio na certa. Se ele disser que você tem a cinturinha da Barbie, quando você sabe que é mentira (pois isso é humanamente impossível), vai rolar stress do mesmo jeito. Então, minha amiga, confie no seu taco, se ache a gostosona, e não pergunte!

7. Perguntar a ele que roupa você deve vestir.
Nananinanão. Nunca pergunte isso. Homem não entende nada de moda (nem da masculina), não sabe nem a hora em que está com fome, e você ainda quer que ele escolha entre o vestidinho floral ou a calça jeans com bata frente única? Sem contar que a melhor roupa para você usar, na cabeça dele, é a mais fácil de despir!!! Neste caso, novamente, vale a regra do confie no seu taco. Ele te achará linda de qualquer jeito.

8. Tomar banho de perfume.
Não vá pensando que quanto mais eau de toillete você passar, mais linda seu homem vai te achar. Acredite: ele prefere você sujinha, com aquele cheirinho de “fêmea”, que exalando J’Adore. Sejamos realistas: se você não consegue ficar sem usar perfumes, seja ao menos comedida.

9. Cismar que em qualquer angu tem caroço.
Mulher tem essa mania de cismar com qualquer coisinha.
– achar que ele vai encontrar a “princesa encantada” no boteco copo-sujo;
– achar que está cheio de mulher dando mole no campo society;
– achar que se ele falou A, é porque ele quis dizer B.
É aquela coisa de sempre querer encontrar chifre em cabeça de cavalo, cachorro no mato e caroço no angu. É que a gente esquece que homem tem um modo de pensar totalmente diferente de mulher… Se a gente não cismasse tanto, a vida seria bem mais fácil, para ambos os lados!

10. Ciúmes.
Aí é que mora o perigo. Este sentimento besta, possessivo e infantil, que nos faz subir pelas paredes, xingar a própria mãe, arrancar os cabelos e amaldiçoar até a 5ª geração dele. Não adianta querer competir com os amigos ou a família dele, meu bem, você vai perder. Sempre. Exemplos de chiliques por ciúmes mega irritantes:
– achar que ele está comendo toda mulher com que trava um mísero diálogo;
– achar que, quando ele dá licença para uma moça passar na frente no ônibus ou em qualquer outro tipo de fila, está querendo comê-la.

11. Querer que ele perceba de cara a sua mais recente “mudança radical”.
E por mudança radical, entenda: cortar a unha do mindinho do pé ou fazer a sobrancelha. Acredite, a não ser que você tenha o cabelo grande batendo na bunda, e resolver fazer um corte a lá Joãozinho, ou que pinte seus cabelos pretíssimos de loiro oxigenado, é impossível para um homem macho-chô notar qualquer diferença em você. Pode até ser que ele te ache mais bonita, diferente… Mas nunca, nunquinha, descobrirá sozinho o porquê. Nem adianta brigar, just deal with it!

12. Lavar a própria lingerie no chuveiro e deixá-la dependurada na torneira do box.
É verdade. Por mais linda que você fique com a sua calcinha e seu soutien, entenda que elas ficam bonitas no seu corpor, e não molhadas a secar no box do banheiro. Eles sabem que estão limpas, mas mesmo assim têm nojo e acham isso horrível! Melhor levar pra área de serviço e pôr para secar no varal, e assim evitar constrangimentos e encolhimentos indesejados (com trocadilho).

13. Querer conversar na hora do jogo de futebol.
Nesta hora, os homens simplesmente não querem conversar. Não adianta dizer que a casa está pegando fogo, ou que sua mãe teve um ataque cardíaco, ou ainda, que a sua lipo ficará em “só” R$ 10.000,00. Futebol é futebol. São 23 homens em campo por causa de uma bola. Mas é futebol, ponto. E não se fala mais nisso.

14. Falar mal da mãe dele, para ele.
Todo homem tem aquele complexozinho básico de Édipo, e suas mães, por mais jararacas que sejam, serão sempre as Deusas do universo, as mais perfeitas, lindas, maravilhosas e angelicais criaturas que o Todo Poderoso já criou. Se não quiser ficar solteira, melhor fechar o bico, tratar bem a sogra, e não falar um A sobre ela (com ele).

15. Falar mal dos amigos dele, para ele.
Idem acima. Acredite, seu homem sabe que os amigos dele são isso e aquilo, que eles são as piores pestes do mundo, são escrotos, mal-educados, fedorentos e só falam putaria. Mas são os amigos dele, poxa! E como já foi dito alhures, nem pense em competir ou difamar!

16. Adorar fazer compras, a qualquer hora, em qualquer lugar.
Pode ser na feirinha da rua de baixo, na galeria da esquina ou no shopping. Até em supermercado e farmácia mulher adora comprar. Parar na frente de qualquer vitrine iluminada, e obrigar seu homem a parar junto, para ele é muito irritante, o tanto quanto possa ser irritante para você ficar assistindo o jogo do XV de Piracicaba x Democrata de Sete Lagoas.

17. Achar que sempre está certa numa briga do casal.
É claro que, em 99% das vezes, estamos certas. Mas não custa nada ter um pouquinho de humildade para entender e ouvir o lado dele. Vai que o 1% resolve dar o ar de sua graça? Neste caso tem que admitir que estava errada e colocar o rabo entre as pernas mesmo.

18. Ser sensível ao extremo.
Homens gostam de mulheres sensíveis e carinhosas. Mas acham ridículo e irritante mulher que chora por qualquer coisinha! Controle seus nervos, amiga, mas seja você mesma e não perca a sua essência, jamais!

19. Usar de manifestação oral indireta para falar de nossas vontades.
Ao invés de sermos diretas, temos mania de só dizer as coisas indiretamente, e isto é extremamente trabalhoso e irritante para qualquer homem, que tem que ficar raciocinando e tentando decifrar nossas vontades a todo tempo. Por exemplo, dizer “Ai amor, estou toda arrepiada com este ventinho gelado!” Ao invés de pedir, simplesmente, para ele fechar a janela.


Só lembrei destes 19… Sugestões?

Ana.

Ps.: Agradecimentos especiais aos meus colaboradores, que deram algumas idéias:
Rodolfo Barreto (no item 1);
Queiroz (nos itens 2, 3, 4 e 17);
Thiago (nos itens 9, 10 e 19).

54 Comportamentos masculinos que quase todas as mulheres odeiam:

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  1. Sempre tentar te levar pra cama no primeiro encontro;
  2. Sempre tentar te levar pra cama no segundo encontro;
  3. Sempre tentar te levar pra cama no terceiro encontro;
  4. Não fazer bem as preliminares;
  5. Dormir logo após o sexo;
  6. Ir embora logo após o sexo;
  7. Falar que vai ligar e não ligar;
  8. Não atender ou “dar end” no celular;
  9. Não responder seus e-mails ou mensagens no celular;
  10. Não retornar sua ligação;
  11. Não deixar recado na secretária eletrônica;
  12. Responder seus e-mails ou mensagens no celular monossilabicamente;
  13. Não falar nunca sobre os próprios sentimentos;
  14. Não admitir que gosta de você;
  15. Ficar te “cozinhando”;
  16. Sumir o final de semana inteiro sem dar notícias, e aparecer na 2ª feira com a maior cara dura, como se nada tivesse acontecido;
  17. Jogar verde para colher maduro sobre tudo;
  18. Sair com você com a mesma roupa com que foi ao estádio de futebol sem nem tomar banho;
  19. Sempre preferir assistir a qualquer jogo de futebol, ainda que seja do XV de Piracicaba contra o Democrata de Sete Lagoas, a conversar com você;
  20. Tomar cerveja junto com todas as refeições, todos os dias;
  21. Roncar alto, sem parar;
  22. Arrotar alto na sua frente, de propósito;
  23. Peidar alto na sua frente, de propósito;
  24. Palitar os dentes;
  25. Roer as unhas;
  26. Não cortar/cuidar das unhas dos pés e ou das mãos;
  27. Não fazer a barba regularmente;
  28. Não retirar os pelos da monocelha;
  29. Não fazer limpeza de pele;
  30. Usar meias furadas, velhas e relaxadas;
  31. Usar cuecas feias e velhas;
  32. Usar meias brancas com sapatos e calças de cor escura;
  33. Atrasar para o encontro;
  34. Usar camiseta regata ou bermuda para sair à noite;
  35. Sempre discordar de você;
  36. Omitir fatos e ou contar mentiras bobas;
  37. Balbuciar “an-han” pra todas as frases que você diz, sem estar ouvindo nada, na realidade;
  38. Te puxar pelo braço com toda a velocidade para que você não pare para ver vitrines no shopping;
  39. Cultivar a barriga, sem ligar a mínima para fazer uma dieta ou ir à academia;
  40. Comer assistindo televisão, lendo jornal ou revista, sem te dar atenção;
  41. Ser machista;
  42. Não reparar seu novo corte de cabelo, sua roupa nova ou em como você emagreceu;
  43. Não lavar a louça após o jantar sem você ter que pedir;
  44. Não lavar as próprias cuecas e meias;
  45. Contar vantagens sobre si mesmo o tempo todo;
  46. Não gostar de ler;
  47. Não gostar de música;
  48. Não gostar de dançar;
  49. Ficar contando casos sobre as ex-namoradas;
  50. Não falar nada sobre as ex-namoradas;
  51. Ser racional e insensível ao extremo;
  52. Não saber fazer compras no supermercado seguindo a lista;
  53. Nunca fazer pesquisa de preços para comprar nada;
  54. Não gostar de fazer compras…

Ana.

Ps.: A lista acima não é numerus clausus, aceito contribuições via e-mail ou caixa de comentários.

CONFLITOS ARMADOS – vol. II

Padrão

Trabalho x Viagens

Pausa. Tomei um café (péssimo, por sinal) com adoçante, é claro. Comi uma bolacha integral. Light, é claro. 😉
Tento ver o infinito. Só reparo no parapeito da janela… A floreira de cima tem uma goteira, que chega a formar estalactites… As gotículas que pingam na floreira de baixo, estão a formar estalagmites…
Aula de geografia no trabalho (?), e eu aqui viajando!

Aninha x Ana

Introspecção e reflexão no dia de hoje. Um pouco down, talvez. Tento abraçar o mundo com minhas mãos, mas só posso dar um passo de cada vez. Quero resolver o problema dos outros, os meus não. Mas só consigo mesmo é ser uma chata.
Desculpem minha crise… já já, passa.

Tudo para me esconder e disfarçar… Por que será que eu faço isso?

Cazuza x Cássia Eller

“Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

Que ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio pra dar alegria

(Tá, agora eu consegui ficar deprê. :-P)

Ana.