Quando o gato sai…

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… Os ratos fazem a festa, certo? ERRADO! Os relatos abaixo comprovam que, para toda lei, Murphy tem uma exceção!
Pois então, ontem veio pelo correio eletrônico um anúncio de que no dia de hoje ficaríamos sem luz, das 10:30h às 12:30h, aproximadamente. Sem contar que, normalmente, às sextas-feiras nosso chefe só trabalha na parte da tarde… Combinei, então, com minha colega de trabalho (e mais nova “amiga de infância”) que sairíamos para “almoçar” às 11h (aproveitando do fato de que a catraca eletrônica que marca o ponto não estaria funcionando), e faríamos diversos passeios na rua, até 14h – horário limite para passar o cartão no retorno do “almoço”.
Explicarei melhor: a alguns quarteirões do trabalho, além de diversos restaurantes bons, e vários salões de beleza, há também, adivinhem… tchan-tchan-tchan-tchan… (Pensem comigo: ‘mulher’ rima com o quê?)… uma FEIRINHA!!! E bem na sexta-feira ocorre a melhor da região: a Feira de Flores (que também vende um tiquim de artesanato)! Então o plano era o seguinte: sorrateiramente, nos esgueiraríamos para fora do edifício de labuta e iríamos primeiramente ao banco, para sacar a bufunfa que gastaríamos. De lá, é claro, direto para o salão fazer as unhas – já que final de semana é dia de estar com as mãos e pés mais caprichados…

Após, iríamos a um restaurante self-service lá perto da feirinha – o melhor e mais caro, para os nossos padrões da região. (Nham… nham…. Só de pensar nas maravilhosas comidinhas e mais de 20 tipos de sobremesas de lá, ficamos com água na boca!) Após a ‘orgia gastronômica’, feirinha de artesanato, comprar umas bijoux – brincos colares – e de quebra, dar uma olhadela nas roupas das artesãs, que lá expõem o trabalho. Por fim, subiríamos a avenida para olhar as flores, planejávamos comprar alguns vasos bonitos, quem sabe de orquídeas, para enfeitar nosso habitat trabalhador, em comemoração à nova sala e novos móveis adquiridos em virtude da mudança ocorrida no fim-de-semana.

Eu ainda pretendia passar em outro banco, depositar os dinheirinhos remanescentes na “caderneta de poupança”, pois apesar de mulher e consumista (pleonasmo dos grandes!), tenho o bom hábito de fazer minhas reservas financeiras para planos, viagens, e eventuais emergências futuras. Sendo assim, fomos levadas a crer que 3 horas seriam mais que suficientes para satisfazer nossos desejos capitalistas e necessidades fisiológicas…

Eis que o dia de hoje chegou, amanheceu com o céu azul e o sol forte, e com as promessas de um dia divertido no trabalho e fora dele… Mas tudo não passava de ilusão… A começar pelo clima, que apesar do dia claro, os termômetros marcavam a temperatura ambiente de 16ºC, com sensação térmica de 13ºC… E Murphy mais uma vez resolveu emplacar sua lei.

Para começar, logo hoje o chefe veio trabalhar de manhã. Até aí, um problema contornável, pois ele logo avisou que não voltaria mais após o almoço. De fato, ficamos sem energia elétrica, embora a falta de luz tenha durado apenas uns 20 minutos, das 10:40 às 11h. Adeus salão de beleza… Adeus “almoço” das 11h às 14h…

Saímos para almoçar no horário habitual, às 12:45h, e só de teimosia comemos rapidamente num restaurante natureba lá longe, ao lado da feirinha. Como boas trabalhadoras (ou seja, pobres), não compramos nada de artesanato e bijuterias, e na Feira de Flores nos contentamos com dois vasos bem mais em conta que as cobiçadas Phalaenopsis: crisântemos cor-de-rosa para a nossa sala, e amarelos para a sala do chefe (porque um pouco de puxa-saquismo não faz mal a ninguém…).

Na correria da volta, quase perdemos o horário de entrada no trabalho, 14:00:43 foi o que marcava o relógio quando passei o meu crachá!

Ana.
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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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