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Ruindows

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Como se não bastasse a obrigação de ter que pagar por ser meros cobaias da Microsoft, como ratinhos de laboratório que gastam uma nota preta para testar os mais novos truques e ganhar míseros pedaços de ração num spa da pior qualidade, ainda temos que presenciar erros grotescos em tais produtos que somos obrigados a consumir. Digo obrigados pois a grande maioria de nós não tem grana para comprar um MAC, ou ainda não tem a santa paciência pra utilizar um Linux.No caso que relatarei aqui, foi até bem engraçado. Estávamos no trabalho, eu em meio aos editais de licitação e processos de recursos e convênios e contratos administrativos, e minha amiga Gil – que trabalha comigo – redigia uma Nota Jurídica meio complexazinha, acerca da tredestinação, cessão de uso, doação de imóvel, trespasse, e outras questões mais de direito reais na Administração Pública. Eis que a mesma comete um pequeno deslize ortográfico, por pura desatenção. Escreveu TRESPASSE sem o primeiro “S”, ou seja, digitou TREPASSE. E continuou a escrever. Eis que a mesma percebe que tal palavra fica sublinhada de verde no Word. Não percebendo de plano seu engano, clica com o botão direito do mouse em cima da palavra, a fim de verificar a sugestão gramatical do programa para a correta escrita do termo.

Vejam com os próprios olhos o “Print Screen” que eu tive que dar da tela, após os aproximadamente 30 minutos de crise de riso que nos acometeu:

Trepasse

(Clique aqui para ver a tela em tamanho original.)

Reparem que, como se não bastasse a mente poluída do técnico em informática que “alimentou” o banco de dados do programa, ainda há um erro horroroso de ortografia:tivesse RELAÇÕE sexuais“. Ora, não seria RELAÇÕES SEXUAIS!? Ou RELAÇÃO SEXUAL!?

Pois é, acho que acabamos descobrindo, sem querer, mais um bug do “Ruindows”. Ou então o meu PC de casa e os do serviço são do Paraguai…

Ainda não acreditam?

Pois façam o teste no Word de vocês e depois contem aqui o que ocorreu!

Ana.

Ps.: Mais sobre horrorosos erros de português no Imprensa Marrom, aqui e aqui. Genial!

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Update!!! – 16.09.2007

Soié está de volta… com a corda toda!!!

Plano Dentário

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Impressionantes são as torturas a que nos submetemos…

Como se não bastasse ter nascido mulher, quase na virada do século XX para o XXI, com o rompimento de diversos paradigmas, e vivendo os conflitos que a sociedade nos impõe, essa coisa de ser bonita e feminina, namorada, esposa, mãe, e ainda por cima, ser inteligente, independente e ter sucesso profissional, ainda temos alguns desconfortos extras.

Nem falo aqui sobre TPM, aí seria desgraça demais. Salto-alto, soutien, depilação… Está bom ou querem mais? Ainda por cima me inventaram o tal do aparelho dentário. E os exames que têm q ser feitos para colocá-lo.

Thousand Miles. Toca meu celular. É a música do despertador. 7 horas. Queria dormir mais… Pra quê fui beber ontem? Ai. Minha cabeça dói. Tenho que dar um jeito no bafo de cabo de guarda-chuva, senão o técnico da clínica vai até desmaiar. Ops! Quase caí. Sei lá, estou meio sem equilíbrio hoje. Será por quê?

Preciso de café. E água. Litros dela. Nunca mais eu bebo. Se bem que sábado tenho o casamento da “Diabárbara” com o “Fuinha” e terei que abrir uma exceção no Prosecco… E o aniversário da Delita na 3ª feira que vem e vai ser naquele restaurante especializado em champagnes e espumantes… E o show do Chapéu Panamá na 5ª… Aff! Concentração. Água, café… Anda Ana, passe uma água no rosto. Puts, que olheira… Tenho que voltar com os cosméticos da dermatologista urgente! Banho. Isso, preciso de um banho para acabar com este cheiro de álcool que estou exalando.

Alma renovada, banho tomado. Perfume ok. Escovar os dentes. Uma, duas, logo três vezes. Nem Listerine hoje pode dar conta do recado. Pego a chave do carro. Será que tenho condições de dirigir? Ai meu pé! Tropecei na porta do elevador… Agora não dá mais tempo de voltar para pegar um Band’Aid. Já estou atrasada!!!

Oba! Vaga na porta! Bem que no papel com o pedido de exame falava que tinha estacionamento para clientes. Que rua mais apertada, não são nem 8h da manhã e já está lotada de carros! E ainda por cima é rua sem-saída…

Bom dia, moço, tudo bem? Vocês têm algum convênio aí? Não, o meu é não é nenhum desses aí. Vai ter que ser particular mesmo. Quanto dá? R$ 60,00??? Meu Deus do céu… Moço, você não vai acreditar… Ou melhor, moço, você vai ter que acreditar. Hoje é sexta-feira, são 8:15h da manhã, eu fui dormir ontem às 4h, e esqueci tudo em casa. Como tudo? Uai, estou sem dinheiro e sem talão de cheques aqui. Ah, aceita cartão de crédito? Beleza então. Toma aqui o meu… Ihhh, moço, deixei o cartão na outra bolsa. Pra quê serve esta carteira vermelha aqui? Ahhhh moço, não faz pergunta difícil não! Posso fazer o seguinte: deixo minha identidade aqui e de noite passo pra pagar e buscá-la, ok? Isso, fale com a gerente… Ela deixou? Ah, que bom. Ok, aguardo você me chamar então.

É aqui que eu sento? Ai moço, está machucando minha gengiva!!! Que troço de plástico duro é esse que você está enfiando na minha boca? Ah! É a chapa pro Raio-X… Ô moço, xô te falar um negócio, está osso ficar aqui com a cabeça torta e esse trem enorme dentro da minha boca, ferindo tudo… O que é isso que está apontado pra minha cabeça??? Credo, parece uma espingarda. Ah, é o próprio aparelho de Raio-X… Pronto? Ufa! Uai, como não doeu nada? É claro que doeu, moço, esse negócio é praticamente uma faca de plástico cortando minha boca por dentro…

É pra ficar quietinha aqui nesta cadeira? Tudo bem… Se eu dormir você me acorda. É que meu olho está pesado, sabe… Dor de cabeça. Zzzzzzzzzzz…

Ahn? Ahn? Onde? Como? Ah… É você, moço… É pra abrir a boca? Isso parece um bico de pato… Tem uma gosma branca aqui moço, é nojento. Ah tá, é pra fazer o molde… Aiiii, estou engasgando! Juro que essa coisa está escorrendo pela minha garganta! Ai moço, vai demorar muito? Só mais 2 minutinhos? Aff, queria ver se fosse você com essa cola encostando na sua glote…

Moço, já está na hora de tirar?

E agora? Posso tirar?

Ai moço, tira isso, por favor!

Aiiiii!!! Não arranca meus dentes junto com isso não!!! Grudou na minha língua, eca, eca. Posso ir embora, né! Ah não…? Ainda tem o da parte de baixo? Aaaaaaaahhhhhhhhh!

Ana.

Ding-dong

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Não tenho pretensão de escrever um monólogo, nem sobre o amor, nem sobre a solidão, sobre decepções ou devaneios, nem sobre dinheiro, pobreza de espírito ou alma rala. Não pretendo escrever qualquer coisa com um estilo literário qualquer. Não quero livros, poemas, hinos, contos. Quero pensamentos recorrentes, reflexões, sobre coisas que simplesmente… acontecem. Quem quiser que leia.

Sou jovem sim, porém já vivenciei o amor. Houve muita e arrebatadora paixão, muita confusão, muitos pés trocados pelas mãos, porém… Sim, houve amor. Sinto coisas, muitas coisas, lindas e boas… Seria o amor batendo em minha porta? Tenho medo de atender, mas não tenho medo de viver.

Quero-o em sua ofegante plenitude, porém não sem alguns eventuais obstáculos. Eles me estimulam e instigam. Chego a pensar… Seriam eles sinais de que está tudo errado e então, eu não deveria abrir a porta? Ou apenas tentam me mostrar que o erro está em esperar demasiado antes de girar a maçaneta e deixar entrar aquele que me chama tão insistentemente? Podem ainda estar dizendo: “É isso aí… Siga em frente! Ame! Viva!”!

A vida é cheia de encruzilhadas… Sempre foi assim para mim, para nós. E não há de ser diferente. Ou sim? Os caminhos se bifurcam quando menos se espera, nos deixam sem saber o que fazer, qual decisão tomar, por onde andar: descer a montanha, passar por dentro da cachoeira de águas brancas e se jogar no precipício de nuvens de algodão-doce e corações flutuantes; ou subir aquele morro ali, nadar num profundo lago de água pura e azul de calmaria, depois atravessar a pequenina ponte de madeira de um jardim japonês e chegar numa plantação de milho e eucaliptos com aroma de lavanda e erva-doce?

Está ventando e sinto frio. A água quente provoca vapor suficiente para embaçar minha imagem no espelho. O banheiro é todo branco e brumas, agora. Fecho-me e espero, observando a água a pingar.
A pingar.
A pingar.

E a campainha a tocar.
A tocar.
A tocar.

Que horas são?

Ana.

Simples Assim

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Será que para se sentir plenamente feliz e realizada, a pessoa tem que seguir determinados padrões da sociedade? Como por exemplo: obter sucesso profissional primeiro, depois casar e ter filhos… Não basta apenas encontrar e viver um grande amor? Eu sei, ninguém se alimenta de prana, amor não enche barriga (a não ser de filhos), e o mundo é movido a dinheiro, blá, blá, blá.

Mas quem foi o idiota que determinou que, para se poder viver um grande amor, é necessário ter dinheiro antes? Quem foi que disse que só se é possível amar e se deixar ser amado quando se tem dinheiro no bolso?

Pois eu digo que dinheiro não traz felicidade. É claro que facilita muita coisa, mas eu ainda acredito MAIS no amor. Acredito que é possível ser feliz e sobreviver com pouco, mas com um grande amor do seu lado. Não quero ser rica, não tenho grandes aspirações financeiras, não quero ser Presidente da República, não quero ser famosa, pop star, não quero ser top model, e nem muito menos ser modelo de comportamento para ninguém.

Não quero ter dinheiro e não ter amor. Não quero viver a vida inteira sozinha, procurando alguém para amar. Também não quero que este alguém me venha pronto, de mão beijada, grátis dado. Tudo que vem fácil, vai fácil…

Quero que ele venha de vontade própria, que me convide a ser dele, e que não me prometa riquezas, mas sim que me proponha ter uma vida de dificuldades e pobreza, que serão superadas com o nosso trabalho, com o nosso amor.
Não quero festas, pompa e circunstância.
Quero simplicidade.
Quero amor.

Texto e foto: Ana.

19 comportamentos femininos que (quase) todos os homens odeiam

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Abre parêntesis. Este texto vai para os meus queridos, amados, idolatrados, salve-salve, leitores do sexo masculino que freqüentam este blog; para todos aqueles que se sentiram injustiçados, ou quem sabe se identificaram com alguns (ou todos?) dos 54 quesitos do texto anterior; para o caro leitor que se revoltou contra esta reles plebéia que vos fala; e mais, para você, homem deste meu Brasil varonil, que não tem coragem de comentar ou até mesmo admitir que lê este blog; ou ainda você, que chegou aqui procurando fotos sensuais de garotas mineiras no google (e não encontrou)
Também dedico este texto às nobres mulheres que lêem, comentam e dão risadas, choram, se divertem e se emocionam com este blog; a você, querida amiga, que não sabe porque irrita tanto seu homem; ou que não se conforma em ser um repelente vivo de machos… Fecha parêntesis.

1. Fazer listinha para tudo.
Pois é, a gente faz listinha pra tudo mesmo… Listinha para o sacolão, listinha para o supermercado, listinha dos livros que quer ler, listinhas dos presentes de Natal, e o pior: listinha de comportamentos masculinos que nos irritam!

2. Reclamar de hábitos masculinos por serem tipicamente masculinos.
É verdade que deixar a tampa do vaso sanitário levantada, a toalha molhada em cima da cama, e a cueca suja jogada no chão do banheiro nos irritam mesmo. Só que não adianta ficarmos reclamando disso eternamente, afinal, são comportamentos tipicamente masculinos, inerentes à personalidade de qualquer varão “normal”. São esses deslizes irritantes que eles cometem que fazem deles o que são, tão diferentes de nós, e por isso mesmo, tão irresistíveis!

3. Esnobar o cara quando ele fica te ligando direto, e reclamar (e até chorar) nos dias em que ele não liga.
O negócio é o seguinte: as mulheres gostam de atenção. Mas tudo que é em excesso é ruim. Ligar demais é ruim, ligar de menos também. Mas esnobar o cara só porque ele está afim de você, e você não está afim dele… aí já é sacanagem. Melhor abrir o jogo de uma vez, ou então, se for namorado, combinar de se falar às tantas horas somente, X vezes por dia, porque senão enche o saco mesmo. Quando ele não te ligar, não se estresse. Todo mundo precisa de um tempo, de ter seu próprio espaço. Você também não precisa do seu?

4. Dar ouvidos a conversas de amigas solteiras (ou insatisfeitas com seus homens), e que fazem questão de ficar ensebando o seu relacionamento.
Pois é. Aí é difícil mesmo evitar. No entanto, a gente tem que ter em mente que o que conta mesmo em matéria de relacionamento é a nossa opinião, o nosso coração. Cada um é de um jeito, e as pessoas muitas vezes dão conselhos ruins (porque se conselho fosse bom, a gente vendia…). Já ouviu aquele ditado: em briga de marido e mulher não se mete a colher? É bem por aí…

5. Querer mudar o estilo (ou a falta de.) de seu namorado.
Não adianta querer que ele use aquela camiseta pink descoladíssima da Calvin Klein que você pagou o olho da cara para presenteá-lo, pois ele sempre terá que ter a última palavra no quesito roupa. E teimará em usar a camisa surrada dele do Wolwerine, ou aquela outra com o desenhozinho “Xô Stress” (que ele comprou há 10 anos quando foi à Bahia)… Mesmo que para você ele não tenha nenhum estilo, isto, por si só, já é um estilo. Viva com isso!

6. Perguntar pra ele se você está gorda.
Acredite, todo homem odeia isso, sem exceção. Sabem por quê? Porque eles simplesmente não sabem o quê responder. Se você realmente estiver um pouco acima do peso e ele responder que sim, está gorda, pronto, divórcio na certa. Se ele disser que você tem a cinturinha da Barbie, quando você sabe que é mentira (pois isso é humanamente impossível), vai rolar stress do mesmo jeito. Então, minha amiga, confie no seu taco, se ache a gostosona, e não pergunte!

7. Perguntar a ele que roupa você deve vestir.
Nananinanão. Nunca pergunte isso. Homem não entende nada de moda (nem da masculina), não sabe nem a hora em que está com fome, e você ainda quer que ele escolha entre o vestidinho floral ou a calça jeans com bata frente única? Sem contar que a melhor roupa para você usar, na cabeça dele, é a mais fácil de despir!!! Neste caso, novamente, vale a regra do confie no seu taco. Ele te achará linda de qualquer jeito.

8. Tomar banho de perfume.
Não vá pensando que quanto mais eau de toillete você passar, mais linda seu homem vai te achar. Acredite: ele prefere você sujinha, com aquele cheirinho de “fêmea”, que exalando J’Adore. Sejamos realistas: se você não consegue ficar sem usar perfumes, seja ao menos comedida.

9. Cismar que em qualquer angu tem caroço.
Mulher tem essa mania de cismar com qualquer coisinha.
– achar que ele vai encontrar a “princesa encantada” no boteco copo-sujo;
– achar que está cheio de mulher dando mole no campo society;
– achar que se ele falou A, é porque ele quis dizer B.
É aquela coisa de sempre querer encontrar chifre em cabeça de cavalo, cachorro no mato e caroço no angu. É que a gente esquece que homem tem um modo de pensar totalmente diferente de mulher… Se a gente não cismasse tanto, a vida seria bem mais fácil, para ambos os lados!

10. Ciúmes.
Aí é que mora o perigo. Este sentimento besta, possessivo e infantil, que nos faz subir pelas paredes, xingar a própria mãe, arrancar os cabelos e amaldiçoar até a 5ª geração dele. Não adianta querer competir com os amigos ou a família dele, meu bem, você vai perder. Sempre. Exemplos de chiliques por ciúmes mega irritantes:
– achar que ele está comendo toda mulher com que trava um mísero diálogo;
– achar que, quando ele dá licença para uma moça passar na frente no ônibus ou em qualquer outro tipo de fila, está querendo comê-la.

11. Querer que ele perceba de cara a sua mais recente “mudança radical”.
E por mudança radical, entenda: cortar a unha do mindinho do pé ou fazer a sobrancelha. Acredite, a não ser que você tenha o cabelo grande batendo na bunda, e resolver fazer um corte a lá Joãozinho, ou que pinte seus cabelos pretíssimos de loiro oxigenado, é impossível para um homem macho-chô notar qualquer diferença em você. Pode até ser que ele te ache mais bonita, diferente… Mas nunca, nunquinha, descobrirá sozinho o porquê. Nem adianta brigar, just deal with it!

12. Lavar a própria lingerie no chuveiro e deixá-la dependurada na torneira do box.
É verdade. Por mais linda que você fique com a sua calcinha e seu soutien, entenda que elas ficam bonitas no seu corpor, e não molhadas a secar no box do banheiro. Eles sabem que estão limpas, mas mesmo assim têm nojo e acham isso horrível! Melhor levar pra área de serviço e pôr para secar no varal, e assim evitar constrangimentos e encolhimentos indesejados (com trocadilho).

13. Querer conversar na hora do jogo de futebol.
Nesta hora, os homens simplesmente não querem conversar. Não adianta dizer que a casa está pegando fogo, ou que sua mãe teve um ataque cardíaco, ou ainda, que a sua lipo ficará em “só” R$ 10.000,00. Futebol é futebol. São 23 homens em campo por causa de uma bola. Mas é futebol, ponto. E não se fala mais nisso.

14. Falar mal da mãe dele, para ele.
Todo homem tem aquele complexozinho básico de Édipo, e suas mães, por mais jararacas que sejam, serão sempre as Deusas do universo, as mais perfeitas, lindas, maravilhosas e angelicais criaturas que o Todo Poderoso já criou. Se não quiser ficar solteira, melhor fechar o bico, tratar bem a sogra, e não falar um A sobre ela (com ele).

15. Falar mal dos amigos dele, para ele.
Idem acima. Acredite, seu homem sabe que os amigos dele são isso e aquilo, que eles são as piores pestes do mundo, são escrotos, mal-educados, fedorentos e só falam putaria. Mas são os amigos dele, poxa! E como já foi dito alhures, nem pense em competir ou difamar!

16. Adorar fazer compras, a qualquer hora, em qualquer lugar.
Pode ser na feirinha da rua de baixo, na galeria da esquina ou no shopping. Até em supermercado e farmácia mulher adora comprar. Parar na frente de qualquer vitrine iluminada, e obrigar seu homem a parar junto, para ele é muito irritante, o tanto quanto possa ser irritante para você ficar assistindo o jogo do XV de Piracicaba x Democrata de Sete Lagoas.

17. Achar que sempre está certa numa briga do casal.
É claro que, em 99% das vezes, estamos certas. Mas não custa nada ter um pouquinho de humildade para entender e ouvir o lado dele. Vai que o 1% resolve dar o ar de sua graça? Neste caso tem que admitir que estava errada e colocar o rabo entre as pernas mesmo.

18. Ser sensível ao extremo.
Homens gostam de mulheres sensíveis e carinhosas. Mas acham ridículo e irritante mulher que chora por qualquer coisinha! Controle seus nervos, amiga, mas seja você mesma e não perca a sua essência, jamais!

19. Usar de manifestação oral indireta para falar de nossas vontades.
Ao invés de sermos diretas, temos mania de só dizer as coisas indiretamente, e isto é extremamente trabalhoso e irritante para qualquer homem, que tem que ficar raciocinando e tentando decifrar nossas vontades a todo tempo. Por exemplo, dizer “Ai amor, estou toda arrepiada com este ventinho gelado!” Ao invés de pedir, simplesmente, para ele fechar a janela.


Só lembrei destes 19… Sugestões?

Ana.

Ps.: Agradecimentos especiais aos meus colaboradores, que deram algumas idéias:
Rodolfo Barreto (no item 1);
Queiroz (nos itens 2, 3, 4 e 17);
Thiago (nos itens 9, 10 e 19).

5.000 minutos

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(Versão em Português para “5.000 minutes“)

Fibras

Gosto de mel e gotas de chuva
Cheiro de flores do campo e grama molhada
Minha casa chama por meu nome
Escrito em pétalas por gotas de orvalho douradas
Como medalhas de metal que flutuam em seu mar
Azul e branco

Às longas conversas
Brindarei
Ao longo beijo
Direi:
5.000 minutos não são o bastante
5.000 beijos são o que eu quero
A cada noite
A cada raio de sol
Até o vento varrer a alma
E a lua sussurrar frias palavras de prata
E a noite pular de fora de seus sonhos

Até lá
Brilhante e calma em seus braços
Um pequeno inseto clamando por uma gota
Apenas um gostinho
De mel…

Gosto de mel…
Muito mais doce que vinho.

Ana.

(texto e foto)

54 Comportamentos masculinos que quase todas as mulheres odeiam:

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  1. Sempre tentar te levar pra cama no primeiro encontro;
  2. Sempre tentar te levar pra cama no segundo encontro;
  3. Sempre tentar te levar pra cama no terceiro encontro;
  4. Não fazer bem as preliminares;
  5. Dormir logo após o sexo;
  6. Ir embora logo após o sexo;
  7. Falar que vai ligar e não ligar;
  8. Não atender ou “dar end” no celular;
  9. Não responder seus e-mails ou mensagens no celular;
  10. Não retornar sua ligação;
  11. Não deixar recado na secretária eletrônica;
  12. Responder seus e-mails ou mensagens no celular monossilabicamente;
  13. Não falar nunca sobre os próprios sentimentos;
  14. Não admitir que gosta de você;
  15. Ficar te “cozinhando”;
  16. Sumir o final de semana inteiro sem dar notícias, e aparecer na 2ª feira com a maior cara dura, como se nada tivesse acontecido;
  17. Jogar verde para colher maduro sobre tudo;
  18. Sair com você com a mesma roupa com que foi ao estádio de futebol sem nem tomar banho;
  19. Sempre preferir assistir a qualquer jogo de futebol, ainda que seja do XV de Piracicaba contra o Democrata de Sete Lagoas, a conversar com você;
  20. Tomar cerveja junto com todas as refeições, todos os dias;
  21. Roncar alto, sem parar;
  22. Arrotar alto na sua frente, de propósito;
  23. Peidar alto na sua frente, de propósito;
  24. Palitar os dentes;
  25. Roer as unhas;
  26. Não cortar/cuidar das unhas dos pés e ou das mãos;
  27. Não fazer a barba regularmente;
  28. Não retirar os pelos da monocelha;
  29. Não fazer limpeza de pele;
  30. Usar meias furadas, velhas e relaxadas;
  31. Usar cuecas feias e velhas;
  32. Usar meias brancas com sapatos e calças de cor escura;
  33. Atrasar para o encontro;
  34. Usar camiseta regata ou bermuda para sair à noite;
  35. Sempre discordar de você;
  36. Omitir fatos e ou contar mentiras bobas;
  37. Balbuciar “an-han” pra todas as frases que você diz, sem estar ouvindo nada, na realidade;
  38. Te puxar pelo braço com toda a velocidade para que você não pare para ver vitrines no shopping;
  39. Cultivar a barriga, sem ligar a mínima para fazer uma dieta ou ir à academia;
  40. Comer assistindo televisão, lendo jornal ou revista, sem te dar atenção;
  41. Ser machista;
  42. Não reparar seu novo corte de cabelo, sua roupa nova ou em como você emagreceu;
  43. Não lavar a louça após o jantar sem você ter que pedir;
  44. Não lavar as próprias cuecas e meias;
  45. Contar vantagens sobre si mesmo o tempo todo;
  46. Não gostar de ler;
  47. Não gostar de música;
  48. Não gostar de dançar;
  49. Ficar contando casos sobre as ex-namoradas;
  50. Não falar nada sobre as ex-namoradas;
  51. Ser racional e insensível ao extremo;
  52. Não saber fazer compras no supermercado seguindo a lista;
  53. Nunca fazer pesquisa de preços para comprar nada;
  54. Não gostar de fazer compras…

Ana.

Ps.: A lista acima não é numerus clausus, aceito contribuições via e-mail ou caixa de comentários.

CONFLITOS ARMADOS – vol. II

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Trabalho x Viagens

Pausa. Tomei um café (péssimo, por sinal) com adoçante, é claro. Comi uma bolacha integral. Light, é claro. 😉
Tento ver o infinito. Só reparo no parapeito da janela… A floreira de cima tem uma goteira, que chega a formar estalactites… As gotículas que pingam na floreira de baixo, estão a formar estalagmites…
Aula de geografia no trabalho (?), e eu aqui viajando!

Aninha x Ana

Introspecção e reflexão no dia de hoje. Um pouco down, talvez. Tento abraçar o mundo com minhas mãos, mas só posso dar um passo de cada vez. Quero resolver o problema dos outros, os meus não. Mas só consigo mesmo é ser uma chata.
Desculpem minha crise… já já, passa.

Tudo para me esconder e disfarçar… Por que será que eu faço isso?

Cazuza x Cássia Eller

“Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

Que ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio pra dar alegria

(Tá, agora eu consegui ficar deprê. :-P)

Ana.

Judite e o Toco

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Coisas pitorescas ocorrem em todas as famílias… Mas nunca vi uma tão inclinada para essas coisas quanto a minha. Teve o episódio da morte do hamster que não morreu, teve a gafe do “noivo” que meu pai cometeu outro dia num casamento, teve a história dos pintos, teve meu avô que sumiu no meio do mar de Iriri… Ah… São tantas coisas que nem dá pra contar aqui sem escrever um livro, sem exageros.

É claro que ter um irmão veterinário, com vocação para cientista, ajuda muito para que tais acontecimentos esdrúxulos ocorram com mais freqüência. Afinal de contas, quem, além dele, é que teria disposição para passar as noites em claro fazendo experiências com o casal de hamsters (mamíferos de hábitos primariamente noturnos), até descobrir o ciclo reprodutor da fêmea, obviamente fazendo com que a mesma ficasse prenhe?

Pois agora o alvo de maior interesse de meu irmão, na faculdade, no trabalho, e pasmem, em casa, é a piscicultura. Não, meus amigos, não possuímos um tanque aqui em casa com golfinhos, arraias e tubarões, mas sim um pequenino aquário metodicamente cultivado por ele com espécies simples de peixinhos de água doce. Costumavam viver lá até dois camarõezinhos, batizados por minha mãe de Gilberto e Wellington (foto ao lado). No entanto, os mesmos foram devorados por um surubim maldito, denominado Marinho (adivinhem quem deu o nome?).

Outro dia fui entrando no carro e vi um morcego enroscado no banco do passageiro… Quase dei um grito! Encostei com a ponta da chave, e o “bicho” estava duro… Olhei mais de perto e… era um toco, de madeira mesmo, sem maldade gente, por favor. Descobri depois que meu irmão o tinha ganhado de presente de um amigo – veterinário também, óbvio – para ornamentação do aquário. Sendo assim, o dito cujo foi trazido para casa para fazer o “tratamento” do tronco, ou toco, como preferirem, para poder se juntar aos peixes e plantas aquáticas. Peraí… tratamento? Sim, meus amigos, tratamento que inclui: banho no cloro com água por 24 horas, fervuras e mais fervuras, trocas e mais trocas de água, até esta ficar limpa.

O que não sabíamos era que, após o “banho de cloro”, o tronco ficaria… BRANCO! Todos ficamos horrorizados com a feiúra do toco russo… Será que ele teria descorado? Eu heim!? Minha mãe quase morreu do coração, e foi muito aflita falar sobre isso com meu irmão. É que ela é a auxiliar de laboratório preferida dele, segue rigorosamente todas as instruções do cientista para as experiências feitas em casa.

– Calma mãe, se este toco não voltar a ser marrom, meu nome é JUDITE! Respondeu ele, com convicção.

Sendo assim, durante uma semana o “toco cru pegando fogo” de meu irmão “Judite” foi fervido por horas no enorme balde de alumínio, no fogão daqui de casa… E não é que o tal foi voltando à cor originária? Hoje já está pretim, pretim…

E o toco acabou sendo batizado de Judite, meu irmão continuou se chamando Ângelo, e continuou colocando nomes estranhos em seus bichinhos de estimação… A nova hamster, por exemplo, chama-se “Pristica”!

É… vai entender!?

Ana.

P.s.: Brincadeiras à parte, esta história de piscicultura é coisa séria… O laboratório da UFMG é um dos mais conceituados do Brasil nesta área, meu irmão já tem vários trabalhos publicados e apresentações em congressos pelo país inteiro! É… os surubins e abadejos que se cuidem!

Fotos por Ângelo – meu irmão

CONFLITOS ARMADOS – vol. I

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Patroas x Domésticas

Minha blusa de liganete preta, novinha, que eu nem terminei de pagar ainda e só usei uma vez, está estragada, queimada de ferro de passar roupa, com fios puxados e esgarçada em algumas partes. Preciso dizer mais? No further comments.

Homens x Mulheres

Cueca. Calcinha, calcinha de renda, de algodão, de lycra, de cotton, calcinha de lacinho, calçola, fio-dental.

Meia. Meia-calça, meia soquete, meia de ginástica, meia de ballet, meia 7/8, meia fina, meia grossa, meia com bumbum, meia sem a ponteira, meia que emagrece, meia que tira celulite, meia que comprime a barriga, meias Kendall.
Calça comprida. Calça jeans, calça cigarrete, calça social, calça corsário, calça preta, calça de ginástica, calça bailarina, calça pantalona, calça boca-de-sino, calça pescador.
Pente. Escova de pentear, escova de escovar, secador de cabelos, chapinha, pente de madeira, pente-fino.
Sunga. Biquíni, maiô, bolsa de praia, protetor solar, canga, cadeira, guarda-sol, óculos escuro, creme para pentear os cabelos, toalha, saída de praia.
Tênis. Scarpin, salto-agulha, plataforma, sandália de dedo, channel, bota de cano alto, bota de cabo baixo, bota peter-pan, sapato bonequinha, sapatilha, anabela.
Carteira. Bolsa, espelho, caneta, bloquinho de papel, telefone celular, carregador, batom, gloss, corretivo, blush, rímel, lápis de olho, o.b., modess, escova, pente, óculos, óculos escuros, desodorante, neosaldina.
Ponto final. Et cetera.
Desejo x Ideal x Realidade
O desejo é o inimigo da realidade. Porque eu digo isso? Ora, pois quando desejamos algo, criamos em nossa mente um ideal de situação, tentamos planejar tudo para alcançarmos este ideal. No entanto nos esquecemos que, por ser IDEAL, nunca se tornará realidade, já que se situa no plano das idéias, e o que está na mente, não está na realidade.

A situação ideal, a circunstância ideal, utópica, nunca existirá. E sempre colocamos e criamos situações por trás de circunstâncias, e vice-versa, como se nós mesmos impuséssemos obstáculos instransponíveis para o alcance daquele desejo. Aí é que eu pergunto: será que realmente desejamos aquilo que pensamos desejar? Se ao criarmos estas barreiras esperando que o ideal ocorra – e este, por ser utópico, nunca se realizará – significa que não obteremos o que desejamos, e, sabendo disso, é possível concluir que, na verdade, não o desejamos tanto assim… Pois, se realmente quiséssemos com todas as nossas forças, não nos boicotaríamos tanto, impondo tantas dificuldades para nós mesmos e para os outros.

(To be continued… or not.)

Texto, foto e viagem na maionese por: Ana.