Arquivo da categoria: Causos

Trem Mineiro

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Após um final de semana de encontros, risadas, gols (na mesa de Totó – claro!), ovos de chocolate, churrasco, etc, etc… Começamos bem a semana, com um texto da Dô, hilariante! Havia muito tempo que essa menina Dô-doidinha não escrevia (regularmente) por aqui… A Lu, antes, ficava “macha” no escritório com ela, quando ela faltava um dia de post: “Ah, Dô, é muita irresponsabilidade, se for continuar assim eu também nem vou querer mais saber desse tal de blog mais também não!” Hoje em dia, a coitada da Lu não tem ninguém mais prá reclamar, pois a Dô também saiu do escritório…

Depois de “um longo e tenebroso inverno”, ter reencontrado minhas amigas este final de semana foi um “trem” danado de bão, sô! E é aí que paro prá pensar, de onde é que vem esse “trem” chamado “trem” que a gente tanto fala! Matutei, matutei, e lembrei-me do “FORRÓ”, que é uma expressão surgida do “For All”, a festa que era “PARA TODOS”, que os ingleses que trabalhavam por estas bandas de cá (nas minerações ou na construção de ferrovias) organizavam para entreter e se entrosar com o povo local. Daí, FOR ALL = FORRÓ!

Mas, e o “trem” nosso de cada dia? Procurei no Houaiss, e vejam o que encontrei:

“1 agrupamento de pessoas que, munidas de mantimentos, bagagens etc. acompanham outra(s) em jornadas ger. longas; comitiva, séquito, caravana 1.1 mil nas manobras militares ou em guerras, acompanhamento que se faz, por meio de navios, veículos automotores etc., de mercadoria como munições, provisões etc., a fim de assegurar que chegue sem riscos a seu destino 2 p.met. reunião de objetos levados em viagem; bagagem 3 veículo de tração animal e de quatro rodas, us. no transporte de pessoas; carruagem, sege 4 (sXX) fer B série de carros e vagões engatados entre si e movidos por uma locomotiva; trem de ferro, comboio 5 ritmo, passo, velocidade 6 o conjunto dos móveis de uma residência 7 conjunto das peças de roupa com que alguém se veste; traje, vestuário 8 o conjunto dos utensílios utilizados em determinada tarefa 9 MG GO TO infrm. ; 9.1 ; 9.2 processo, situação 9.3 mal físico 9.4 notícia, novidade 9.5 mesmo que expletivamente (eta trem); coisa, treco, troço F tb. us. no pl. 10 MG GO TO infrm. o que agrada em excesso 11 GO TO infrm. pej. pessoa ou coisa de atributos negativos; traste n adj.2g.2n. MG infrm. pej. 12 que não tem valor ou préstimo (diz-se de pessoa ou coisa); imprestável, inútil ± t. da alegria (d1980) B pej. criação irregular de cargos públicos, comissões; série de contratações e promoções no serviço público de apadrinhados não concursados — t. da esquadra mar conjunto de navios de apoio e reparos da esquadra — t. de cozinha B infrm. m.q. bateria de cozinha — t. de ferro fer B m.q. trem — t. de guerra mil conjunto de petrechos que acompanham uma força terrestre em campanha — t. de ondas fís m.q. pacote de ondas — t. misto fer trem de carga e passageiros F tb. se diz apenas misto ¤ etim ing. train (a1824) ‘conjunto de vagões interligados incluindo uma locomotiva que os traciona’, do fr. train ‘ato de puxar, arrastar, tirar’, regr. de traîner (1160) ‘puxar, tirar, arrastar’, lat.vulg. tragináre ‘id.’, de *tragère por trahère ‘puxar, tirar, arrastar’; ver traz-; f.hist. 1721 trein”


Mais uma vez, a presença dos ingleses, que fizeram incorporar o seu “train” na nossa língua, tendo sido transformado no nosso “trem” mineiro. Pois é, mas não foi preciso matutar tanto assim não… Tia Sheila envou-me este texto, por e-mail, e veio bem a calhar, ao menos divertir os pensamentos da tola que vos fala:

“O Verdadeiro Significado Da Palavra TREM

Interessante que o assunto mineirês veio à tona logo no dia em que alguns transtornos foram causados pelo seu desconhecimento por parte de alguns jornalistas, que escreveram a seguinte manchete: – ‘Trens batem de frente em Minas.’
Os mineiros, obviamente, não deram a devida importância, já que para eles isto quer dizer apenas que duas coisas bateram… Poderia ter sido: dois carros, um carro e uma moto, uma carroça e um carro de boi; ou até mesmo um choque entre uma mala de viagem e a mesa de jantar.
Movido pela curiosidade, resolvi então consultar o dicionário. E vejam o que diz:

trem [Do fr. train.] S. m.
1. Conjunto de objetos que formam a bagagem de um viajante. 2. Comitiva,séquito. 3. Mobiliário duma casa. 4. Conjunto de objetos apropriados para certos serviços. 5. Carruagem, sege. 6. Vestuário, traje, trajo. 7. Mar. G. Bras. Grupamento de navios auxiliares destinados aos serviços (reparos, abastecimento, etc.) de uma esquadra. 8.Bras. Comboio ferroviário; trem de ferro. 9.Bras. Bateria de cozinha. 10.Bras. MG C.O. Pop. Qualquer objeto ou coisa; coisa, negócio, treco, troço: ‘ensopando o arroz e abusando da pimenta, trem especial, apanhado ali mesmo, na horta.’ Humberto Crispim Borges, Cacho de Tucum, p. 186). 11.Bras. MG S. Fam. Indivíduo sem préstimo, ou de mau caráter; traste.

Vejam que o sentido de comboio ferroviário é apenas o 8º , e ainda é considerado um brasileirismo.
Comentei o fato com um amigo especialista em etimologia, que me esclareceu a questão: o comboio ferroviário recebeu o nome de trem justamente porque trazia, porque transportava, os trens das pessoas. Vale lembrar que nessa época o Brasil possuía uma malha ferroviária com relativa capilaridade, e o transporte ferroviário era o mais importante. Assim, era natural que as pessoas fizessem essa associação.

Moral da estória: O mineiro é , antes de tudo , um erudito . Além de erudito , ainda é humilde e aceita que o pessoal dos outros estados tripudie da forma como usa a palavra trem. Na verdade , acho que isso faz parte do ‘espírito cristão do mineiro’. Ele escuta as gozações e pensa : que sejam perdoados pois não sabem o que dizem.”
(AUTOR DESCONHECIDO)

Pois é isso aí, deixo a vocês, agora, que tirem suas próprias conclusões. Achei meio forçado falar que os comboios ferroviários passaram a ser chamados de trens em virtude da carga que transportavam, pois a própria etimologia da palavra nos levra a crer o contrário. De qualquer forma, continuo aqui, escrevendo meus “trem”, visitando os “trens” docês, rindo dos “trem” que a Donária apronta, etc, etc…

Ana Letícia

Trem Mineiro

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Após um final de semana de encontros, risadas, gols (na mesa de Totó – claro!), ovos de chocolate, churrasco, etc, etc… Começamos bem a semana, com um texto da Dô, hilariante! Havia muito tempo que essa menina Dô-doidinha não escrevia (regularmente) por aqui… A Lu, antes, ficava “macha” no escritório com ela, quando ela faltava um dia de post: “Ah, Dô, é muita irresponsabilidade, se for continuar assim eu também nem vou querer mais saber desse tal de blog mais também não!” Hoje em dia, a coitada da Lu não tem ninguém mais prá reclamar, pois a Dô também saiu do escritório…

Depois de “um longo e tenebroso inverno”, ter reencontrado minhas amigas este final de semana foi um “trem” danado de bão, sô! E é aí que paro prá pensar, de onde é que vem esse “trem” chamado “trem” que a gente tanto fala! Matutei, matutei, e lembrei-me do “FORRÓ”, que é uma expressão surgida do “For All”, a festa que era “PARA TODOS”, que os ingleses que trabalhavam por estas bandas de cá (nas minerações ou na construção de ferrovias) organizavam para entreter e se entrosar com o povo local. Daí, FOR ALL = FORRÓ!

Mas, e o “trem” nosso de cada dia? Procurei no Houaiss, e vejam o que encontrei:

“1 agrupamento de pessoas que, munidas de mantimentos, bagagens etc. acompanham outra(s) em jornadas ger. longas; comitiva, séquito, caravana 1.1 mil nas manobras militares ou em guerras, acompanhamento que se faz, por meio de navios, veículos automotores etc., de mercadoria como munições, provisões etc., a fim de assegurar que chegue sem riscos a seu destino 2 p.met. reunião de objetos levados em viagem; bagagem 3 veículo de tração animal e de quatro rodas, us. no transporte de pessoas; carruagem, sege 4 (sXX) fer B série de carros e vagões engatados entre si e movidos por uma locomotiva; trem de ferro, comboio 5 ritmo, passo, velocidade 6 o conjunto dos móveis de uma residência 7 conjunto das peças de roupa com que alguém se veste; traje, vestuário 8 o conjunto dos utensílios utilizados em determinada tarefa 9 MG GO TO infrm. ; 9.1 ; 9.2 processo, situação 9.3 mal físico 9.4 notícia, novidade 9.5 mesmo que expletivamente (eta trem); coisa, treco, troço F tb. us. no pl. 10 MG GO TO infrm. o que agrada em excesso 11 GO TO infrm. pej. pessoa ou coisa de atributos negativos; traste n adj.2g.2n. MG infrm. pej. 12 que não tem valor ou préstimo (diz-se de pessoa ou coisa); imprestável, inútil ± t. da alegria (d1980) B pej. criação irregular de cargos públicos, comissões; série de contratações e promoções no serviço público de apadrinhados não concursados — t. da esquadra mar conjunto de navios de apoio e reparos da esquadra — t. de cozinha B infrm. m.q. bateria de cozinha — t. de ferro fer B m.q. trem — t. de guerra mil conjunto de petrechos que acompanham uma força terrestre em campanha — t. de ondas fís m.q. pacote de ondas — t. misto fer trem de carga e passageiros F tb. se diz apenas misto ¤ etim ing. train (a1824) ‘conjunto de vagões interligados incluindo uma locomotiva que os traciona’, do fr. train ‘ato de puxar, arrastar, tirar’, regr. de traîner (1160) ‘puxar, tirar, arrastar’, lat.vulg. tragináre ‘id.’, de *tragère por trahère ‘puxar, tirar, arrastar’; ver traz-; f.hist. 1721 trein”


Mais uma vez, a presença dos ingleses, que fizeram incorporar o seu “train” na nossa língua, tendo sido transformado no nosso “trem” mineiro. Pois é, mas não foi preciso matutar tanto assim não… Tia Sheila envou-me este texto, por e-mail, e veio bem a calhar, ao menos divertir os pensamentos da tola que vos fala:

“O Verdadeiro Significado Da Palavra TREM

Interessante que o assunto mineirês veio à tona logo no dia em que alguns transtornos foram causados pelo seu desconhecimento por parte de alguns jornalistas, que escreveram a seguinte manchete: – ‘Trens batem de frente em Minas.’
Os mineiros, obviamente, não deram a devida importância, já que para eles isto quer dizer apenas que duas coisas bateram… Poderia ter sido: dois carros, um carro e uma moto, uma carroça e um carro de boi; ou até mesmo um choque entre uma mala de viagem e a mesa de jantar.
Movido pela curiosidade, resolvi então consultar o dicionário. E vejam o que diz:

trem [Do fr. train.] S. m.
1. Conjunto de objetos que formam a bagagem de um viajante. 2. Comitiva,séquito. 3. Mobiliário duma casa. 4. Conjunto de objetos apropriados para certos serviços. 5. Carruagem, sege. 6. Vestuário, traje, trajo. 7. Mar. G. Bras. Grupamento de navios auxiliares destinados aos serviços (reparos, abastecimento, etc.) de uma esquadra. 8.Bras. Comboio ferroviário; trem de ferro. 9.Bras. Bateria de cozinha. 10.Bras. MG C.O. Pop. Qualquer objeto ou coisa; coisa, negócio, treco, troço: ‘ensopando o arroz e abusando da pimenta, trem especial, apanhado ali mesmo, na horta.’ Humberto Crispim Borges, Cacho de Tucum, p. 186). 11.Bras. MG S. Fam. Indivíduo sem préstimo, ou de mau caráter; traste.

Vejam que o sentido de comboio ferroviário é apenas o 8º , e ainda é considerado um brasileirismo.
Comentei o fato com um amigo especialista em etimologia, que me esclareceu a questão: o comboio ferroviário recebeu o nome de trem justamente porque trazia, porque transportava, os trens das pessoas. Vale lembrar que nessa época o Brasil possuía uma malha ferroviária com relativa capilaridade, e o transporte ferroviário era o mais importante. Assim, era natural que as pessoas fizessem essa associação.

Moral da estória: O mineiro é , antes de tudo , um erudito . Além de erudito , ainda é humilde e aceita que o pessoal dos outros estados tripudie da forma como usa a palavra trem. Na verdade , acho que isso faz parte do ‘espírito cristão do mineiro’. Ele escuta as gozações e pensa : que sejam perdoados pois não sabem o que dizem.”
(AUTOR DESCONHECIDO)

Pois é isso aí, deixo a vocês, agora, que tirem suas próprias conclusões. Achei meio forçado falar que os comboios ferroviários passaram a ser chamados de trens em virtude da carga que transportavam, pois a própria etimologia da palavra nos levra a crer o contrário. De qualquer forma, continuo aqui, escrevendo meus “trem”, visitando os “trens” docês, rindo dos “trem” que a Donária apronta, etc, etc…

Ana Letícia

Trem Mineiro

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Após um final de semana de encontros, risadas, gols (na mesa de Totó – claro!), ovos de chocolate, churrasco, etc, etc… Começamos bem a semana, com um texto da Dô, hilariante! Havia muito tempo que essa menina Dô-doidinha não escrevia (regularmente) por aqui… A Lu, antes, ficava “macha” no escritório com ela, quando ela faltava um dia de post: “Ah, Dô, é muita irresponsabilidade, se for continuar assim eu também nem vou querer mais saber desse tal de blog mais também não!” Hoje em dia, a coitada da Lu não tem ninguém mais prá reclamar, pois a Dô também saiu do escritório…

Depois de “um longo e tenebroso inverno”, ter reencontrado minhas amigas este final de semana foi um “trem” danado de bão, sô! E é aí que paro prá pensar, de onde é que vem esse “trem” chamado “trem” que a gente tanto fala! Matutei, matutei, e lembrei-me do “FORRÓ”, que é uma expressão surgida do “For All”, a festa que era “PARA TODOS”, que os ingleses que trabalhavam por estas bandas de cá (nas minerações ou na construção de ferrovias) organizavam para entreter e se entrosar com o povo local. Daí, FOR ALL = FORRÓ!

Mas, e o “trem” nosso de cada dia? Procurei no Houaiss, e vejam o que encontrei:

“1 agrupamento de pessoas que, munidas de mantimentos, bagagens etc. acompanham outra(s) em jornadas ger. longas; comitiva, séquito, caravana 1.1 mil nas manobras militares ou em guerras, acompanhamento que se faz, por meio de navios, veículos automotores etc., de mercadoria como munições, provisões etc., a fim de assegurar que chegue sem riscos a seu destino 2 p.met. reunião de objetos levados em viagem; bagagem 3 veículo de tração animal e de quatro rodas, us. no transporte de pessoas; carruagem, sege 4 (sXX) fer B série de carros e vagões engatados entre si e movidos por uma locomotiva; trem de ferro, comboio 5 ritmo, passo, velocidade 6 o conjunto dos móveis de uma residência 7 conjunto das peças de roupa com que alguém se veste; traje, vestuário 8 o conjunto dos utensílios utilizados em determinada tarefa 9 MG GO TO infrm. ; 9.1 ; 9.2 processo, situação 9.3 mal físico 9.4 notícia, novidade 9.5 mesmo que expletivamente (eta trem); coisa, treco, troço F tb. us. no pl. 10 MG GO TO infrm. o que agrada em excesso 11 GO TO infrm. pej. pessoa ou coisa de atributos negativos; traste n adj.2g.2n. MG infrm. pej. 12 que não tem valor ou préstimo (diz-se de pessoa ou coisa); imprestável, inútil ± t. da alegria (d1980) B pej. criação irregular de cargos públicos, comissões; série de contratações e promoções no serviço público de apadrinhados não concursados — t. da esquadra mar conjunto de navios de apoio e reparos da esquadra — t. de cozinha B infrm. m.q. bateria de cozinha — t. de ferro fer B m.q. trem — t. de guerra mil conjunto de petrechos que acompanham uma força terrestre em campanha — t. de ondas fís m.q. pacote de ondas — t. misto fer trem de carga e passageiros F tb. se diz apenas misto ¤ etim ing. train (a1824) ‘conjunto de vagões interligados incluindo uma locomotiva que os traciona’, do fr. train ‘ato de puxar, arrastar, tirar’, regr. de traîner (1160) ‘puxar, tirar, arrastar’, lat.vulg. tragináre ‘id.’, de *tragère por trahère ‘puxar, tirar, arrastar’; ver traz-; f.hist. 1721 trein”


Mais uma vez, a presença dos ingleses, que fizeram incorporar o seu “train” na nossa língua, tendo sido transformado no nosso “trem” mineiro. Pois é, mas não foi preciso matutar tanto assim não… Tia Sheila envou-me este texto, por e-mail, e veio bem a calhar, ao menos divertir os pensamentos da tola que vos fala:

“O Verdadeiro Significado Da Palavra TREM

Interessante que o assunto mineirês veio à tona logo no dia em que alguns transtornos foram causados pelo seu desconhecimento por parte de alguns jornalistas, que escreveram a seguinte manchete: – ‘Trens batem de frente em Minas.’
Os mineiros, obviamente, não deram a devida importância, já que para eles isto quer dizer apenas que duas coisas bateram… Poderia ter sido: dois carros, um carro e uma moto, uma carroça e um carro de boi; ou até mesmo um choque entre uma mala de viagem e a mesa de jantar.
Movido pela curiosidade, resolvi então consultar o dicionário. E vejam o que diz:

trem [Do fr. train.] S. m.
1. Conjunto de objetos que formam a bagagem de um viajante. 2. Comitiva,séquito. 3. Mobiliário duma casa. 4. Conjunto de objetos apropriados para certos serviços. 5. Carruagem, sege. 6. Vestuário, traje, trajo. 7. Mar. G. Bras. Grupamento de navios auxiliares destinados aos serviços (reparos, abastecimento, etc.) de uma esquadra. 8.Bras. Comboio ferroviário; trem de ferro. 9.Bras. Bateria de cozinha. 10.Bras. MG C.O. Pop. Qualquer objeto ou coisa; coisa, negócio, treco, troço: ‘ensopando o arroz e abusando da pimenta, trem especial, apanhado ali mesmo, na horta.’ Humberto Crispim Borges, Cacho de Tucum, p. 186). 11.Bras. MG S. Fam. Indivíduo sem préstimo, ou de mau caráter; traste.

Vejam que o sentido de comboio ferroviário é apenas o 8º , e ainda é considerado um brasileirismo.
Comentei o fato com um amigo especialista em etimologia, que me esclareceu a questão: o comboio ferroviário recebeu o nome de trem justamente porque trazia, porque transportava, os trens das pessoas. Vale lembrar que nessa época o Brasil possuía uma malha ferroviária com relativa capilaridade, e o transporte ferroviário era o mais importante. Assim, era natural que as pessoas fizessem essa associação.

Moral da estória: O mineiro é , antes de tudo , um erudito . Além de erudito , ainda é humilde e aceita que o pessoal dos outros estados tripudie da forma como usa a palavra trem. Na verdade , acho que isso faz parte do ‘espírito cristão do mineiro’. Ele escuta as gozações e pensa : que sejam perdoados pois não sabem o que dizem.”
(AUTOR DESCONHECIDO)

Pois é isso aí, deixo a vocês, agora, que tirem suas próprias conclusões. Achei meio forçado falar que os comboios ferroviários passaram a ser chamados de trens em virtude da carga que transportavam, pois a própria etimologia da palavra nos levra a crer o contrário. De qualquer forma, continuo aqui, escrevendo meus “trem”, visitando os “trens” docês, rindo dos “trem” que a Donária apronta, etc, etc…

Ana Letícia

"As melhores"!

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13 X 2.
Foi mais ou menos este o placar alcançado por mim e por minha parceira de jogo, a Anita, isso mesmo! Ontem participamos de um “amigo-oculto” de Páscoa, com o pessoal do escritório (onde trabalhávamos – a Lu ainda continua lá). A festa foi no sítio do Ênio (meu ex-chefinho). O sítio é lindo e enorme. Enquanto todos conversavam, comiam e bebiam, eu e a Anita estávamos arrebentando com os “patos” pingados que queriam nos enfrentar na mesa de Totó. A Ana já era campeã, mas euzinha, nunca tinha jogado na minha vida, e modéstia à parte, fui ótima, pois quase não perdemos. Detalhe, que a maioria de nossos adversários eram homens… Coitadinhos dos patinhos!!!

No final, estava até sem emoção, de tanto que ganhávamos e também porque estava difícil de conseguir quem jogasse contra a gente! O povo estava morrendo de medo. Em compensação, não vou nem comentar o meu desastre na mesa de sinuca…

Por incrível que pareça, não bebi uma gota de álcool, só comi muitíssimo, conversei “só um pouquinho”, depois teve o amigo-oculto, e um segundo depois todo mundo foi embora… Muito estranho, pois pensei: “Depois do amigo oculto, a festa vai começar!” Ah, que “deceptude”! Mas, foi ótimo encontrar com pessoas que gosto tanto.

Eu fui para o sítio no carro da Izabela (minha amigona – estagiária do escritório e minha companheira de biritas), foi engraçadíssimo, pois tinha “340” carros indo para o sítio, quando um dava seta, todos os outros “339” faziam a mesma coisa. E para melhorar a situação, a Dona Izabela estava suando frio de tanta vontade de ir ao banheiro, logo na saída de BH. Ela disse: “Ô Dô, será que é muito longe? Porque estou morrendo de vontade de ir ao banheiro!” Conversamos um pouco, e logo depois ela disse: “Ô Dô, eu estou com vontade de fazer o número 2 também!” Pra quem não sabe, o número 1 é fazer xixi e o número 2 é fazer cocô. Foi muito engraçado, pra melhorar a situação, erramos o caminho, paramos em Betim para esperar a Jamile e ainda tivemos que agüentar o lerdo do Ernesto na nossa frente, parecia que o carro dele era igual ao dos “Flintstones”, e que ele estava era caminhando. A Izabelita foi ficando nervosa e começou a falar do Ernesto: “Olha que carro baixo, olha o pneu, tá vazio, será que ele não sabe calibrar os pneus? Que carro esquisito, que lerdeza, ai que vontade de entrar naquele matinho!” Detalhe, para as nossas estórias mais toscas possíveis…

Gente, eu suava e rachava os bicos, junto com a Izabela. Quando chegamos, a Dona Izabela sumiu por pelo menos uns 20 minutos. Depois ela apareceu toda feliz e sorridente.
Pessoal, eu estava usando uma bota, bem longe dos padrões de um patricinha. Eu amo aquela bota, concordo que ela é bem diferente, mas é o sapato mais confortável do mundo (vocês terão oportunidade de ver, nós tiramos algumas fotos); A Mariana cismou com a minha bota e disse que era igualzinha a bota dos Ursinhos Gummy, vocês lembram? Eu estava parecendo uma ursinha Gummy, só faltava beber o suco da fruta gammy (que parecia de framboesa) para eu sair pulando pelo sítio a fora. O pior é que parece mesmo. Ô Mariana, sua infeliz! O povo me encheu o saco, mas entrei na zuação também! Foi o que me salvou… ufa!

Na volta, a Magna (minha ex-chefinha gente boa) e o ogro do Vinícius (estagiário) voltaram conosco. Tivemos que agüentar o Vinícius bêbado, com aquela voz de “homem das cavernas”, sem usar o sinto e todo caído lá na frente…aí, eu comecei a ficar irritada, e enquanto ele não colocou o sinto eu não sosseguei.

Depois casa, Fantástico, BBB (ai, que inútil!), tomar banho, escovar os dentes, fazer xixi e caminha bem quentinha!

Hoje, 06:00h da madrugada já estava de pé para ir para faculdade! Ai meu Deus, começa tudo de novo, o que vai salvar é o feriadão da Semana santa, ô beleza!

Boa semana!

Bjoca da Dodô Gummy!


Adivinhem de quem é a bota do meio???

Devaneios de uma Rapariga

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PRIVACIDADE X INTERNET

A internet chegou e revolucionou os meios de comunicação: rádio, televisão, aparelhos celular… Tudo se tornou obsoleto frente ao poder de integração e comunicação da www. Ontem escrevíamos cartas… Hoje enviamos e-mail. Antes líamos o jornal na banca, hoje o fazemos on-line… Antes telefonávamos para bater-papo, hoje é ICQ, MSN ou Chats… Ontem as pessoas saíam de casa, agora fazem suas compras no “submarino”. Nem as paqueras ocorrem mais nos bares, namoros e noivados são feitos via net! Diário? Agenda? Álbum de fotografias? Quê isso? Blogs, Fotologs, diários virtuais.

A facilidade de trocar informações impressionou, principalmente com o advento do Orkut, e sua “descoberta” pelos brasileiros (já somos maioria…). Nesta “rede de relacionamentos” (network) é possível reencontrar amigos de infância, parentes longínquos, colegas de maternal, turma da faculdade, e o que mais você imaginar (até profile de cachorrinhos e gatinhos existem por lá). É aí que a gente até pensa: “Que coisa maravilhosa é a tecnologia! Que rapidez, que precisão, que poderoso meio de comunicação!” Mas as conseqüências de tanta facilidade e da inserção de uma grande quantidade de informações pessoais podem ser problemas a vista…

A Lu já falou aqui sobre os hackers, os piratas da rede, decodificadores de senhas e invasores de microcomputadores, que podem instalar um “simples” vírus em seu PC ou até sacar todo o seu dinheiro do banco via internet…

Mas não vamos chover no molhado. Estou falando aqui de uma coisa muito mais íntima que um vírus de computador, ou que perder meus míseros reais de minha pobre (e devedora) conta bancária. O CIÚME!

Sim, esta verdadeira PRAGA que pode assolar o mundo dos relacionamentos (reais e virtuais)… As pessoas que sofrem deste mal se envolvem constantemente em brigas, pois não têm a capacidade de diferenciar uma simples amizade, ou até um certo coleguismo, de uma paquera, interpretando tudo com INFIDELIDADE!

Acreditem, isso ocorreu! Um relacionamento terminou por causa do Orkut. Calma lá, não foi o meu não! (O “Amor” vai muito bem, obrigada!), mas o de uma amiga! Tudo porque o affair dela interpretou mal um “scrap” (recado) deixado em seu Orkut, lendo a tal mensagem antes mesmo da minha amiga! A coitada ficou arrasada, e com razão, pois eu juro pra vocês que as mensagem era completamente inocentes, de amizade, nada a ver, desprovidas de quaisquer “segundas” intenções! Infelizmente, algumas pessoas acham que seus namorados(as) são sua propriedade, e ninguém mais pode ter carinho, afeição, amizade, muito menos amor (de amigo) por seu(sua) amado(a).

Sim pessoas, é triste, mas acontece. E aconteceu. Não sei se vai ter remédio, muito menos se com um ciúme doentio como esse vale à pena continuar um relacionamento. Mas temos que admitir que a devassa de nossa vida pessoal na internet, em geral, acontece mesmo, é real. No Orkut, por exemplo, só o fato de todos da rede poderem ler todas as mensagens que seus amigos e conhecidos te enviam como scrap é uma falha muito grande no sistema. Acredito que antes de o escrito ser publicado e ficar visível a todos a pessoa que está recebendo o recado deveria ser avisada de alguma forma, poder ler em primeira mão, e aceitar ou não que aquilo ficasse publicado ao Deus dará no seu perfil, mais ou menos com o que ocorre com os “testimonials”.

As palavras têm poder. Li num blog um texto muito interessante – do dia 15 de março de 2005 – justamente sobre a interpretação das palavras que são escritas. Estas só fazem sentidos a quem as escreveu, a interpretação que cada um dá a um texto é pessoal e inerente à “bagagem” que cada um traz consigo. Aqui mesmo, no blog, já fomos alvo de más interpretações, rendendo uma discussão que “deu pano pra manga”, em virtude de coisas que aqui escrevemos, sem qualquer maldade.

Portanto, muito cuidado com o que escrevem por aí!

Bom final de semana a todos,

Ana Letícia

Ps.: Este post foi escrito a pedido…

Devaneios de uma Rapariga

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PRIVACIDADE X INTERNET

A internet chegou e revolucionou os meios de comunicação: rádio, televisão, aparelhos celular… Tudo se tornou obsoleto frente ao poder de integração e comunicação da www. Ontem escrevíamos cartas… Hoje enviamos e-mail. Antes líamos o jornal na banca, hoje o fazemos on-line… Antes telefonávamos para bater-papo, hoje é ICQ, MSN ou Chats… Ontem as pessoas saíam de casa, agora fazem suas compras no “submarino”. Nem as paqueras ocorrem mais nos bares, namoros e noivados são feitos via net! Diário? Agenda? Álbum de fotografias? Quê isso? Blogs, Fotologs, diários virtuais.

A facilidade de trocar informações impressionou, principalmente com o advento do Orkut, e sua “descoberta” pelos brasileiros (já somos maioria…). Nesta “rede de relacionamentos” (network) é possível reencontrar amigos de infância, parentes longínquos, colegas de maternal, turma da faculdade, e o que mais você imaginar (até profile de cachorrinhos e gatinhos existem por lá). É aí que a gente até pensa: “Que coisa maravilhosa é a tecnologia! Que rapidez, que precisão, que poderoso meio de comunicação!” Mas as conseqüências de tanta facilidade e da inserção de uma grande quantidade de informações pessoais podem ser problemas a vista…

A Lu já falou aqui sobre os hackers, os piratas da rede, decodificadores de senhas e invasores de microcomputadores, que podem instalar um “simples” vírus em seu PC ou até sacar todo o seu dinheiro do banco via internet…

Mas não vamos chover no molhado. Estou falando aqui de uma coisa muito mais íntima que um vírus de computador, ou que perder meus míseros reais de minha pobre (e devedora) conta bancária. O CIÚME!

Sim, esta verdadeira PRAGA que pode assolar o mundo dos relacionamentos (reais e virtuais)… As pessoas que sofrem deste mal se envolvem constantemente em brigas, pois não têm a capacidade de diferenciar uma simples amizade, ou até um certo coleguismo, de uma paquera, interpretando tudo com INFIDELIDADE!

Acreditem, isso ocorreu! Um relacionamento terminou por causa do Orkut. Calma lá, não foi o meu não! (O “Amor” vai muito bem, obrigada!), mas o de uma amiga! Tudo porque o affair dela interpretou mal um “scrap” (recado) deixado em seu Orkut, lendo a tal mensagem antes mesmo da minha amiga! A coitada ficou arrasada, e com razão, pois eu juro pra vocês que as mensagem era completamente inocentes, de amizade, nada a ver, desprovidas de quaisquer “segundas” intenções! Infelizmente, algumas pessoas acham que seus namorados(as) são sua propriedade, e ninguém mais pode ter carinho, afeição, amizade, muito menos amor (de amigo) por seu(sua) amado(a).

Sim pessoas, é triste, mas acontece. E aconteceu. Não sei se vai ter remédio, muito menos se com um ciúme doentio como esse vale à pena continuar um relacionamento. Mas temos que admitir que a devassa de nossa vida pessoal na internet, em geral, acontece mesmo, é real. No Orkut, por exemplo, só o fato de todos da rede poderem ler todas as mensagens que seus amigos e conhecidos te enviam como scrap é uma falha muito grande no sistema. Acredito que antes de o escrito ser publicado e ficar visível a todos a pessoa que está recebendo o recado deveria ser avisada de alguma forma, poder ler em primeira mão, e aceitar ou não que aquilo ficasse publicado ao Deus dará no seu perfil, mais ou menos com o que ocorre com os “testimonials”.

As palavras têm poder. Li num blog um texto muito interessante – do dia 15 de março de 2005 – justamente sobre a interpretação das palavras que são escritas. Estas só fazem sentidos a quem as escreveu, a interpretação que cada um dá a um texto é pessoal e inerente à “bagagem” que cada um traz consigo. Aqui mesmo, no blog, já fomos alvo de más interpretações, rendendo uma discussão que “deu pano pra manga”, em virtude de coisas que aqui escrevemos, sem qualquer maldade.

Portanto, muito cuidado com o que escrevem por aí!

Bom final de semana a todos,

Ana Letícia

Ps.: Este post foi escrito a pedido…

"Maracatu"

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Olá pessoas! Felizes? Aposto que sim.

Semana passada, conheci uma pessoa muito, acho que bacana. Digo acho, porque não o conheci direito. Ele era meu professor da língua que mais “amo” no mundo. Adivinhem? O danado do inglês…eca… Sou obrigada a passar por isso. Eu sei!

Em meio a poucos encontros e todos os desencontros, foi-se embora meu adorável professor – Garret, pro lugar de onde veio – Londres. Viajou no domingo.

Mas, com isso tudo, descobri o e-mail e um site dele. E junto do site a sua obsessão. Assim como a minha obsessão é a Sininho do Peter Pan, a dele é o maracatu.

Todos sabem, de acordo com textos já publicados, por mim no blog, que sou alucinada com música: bossa nova, mpb, jazz, samba, etc. E tinha me esquecido completamente do macatu.

E logo, um inglês que não tem nada a ver com esse ritmo quente é que me fez lembrar de uma das coisas que mais admiro. E lembrando também, que é uma de nossas inúmeras riquezas espalhadas por todo o canto do Brasil.

Lembrei também de um dos episódios mais marcantes da minha vida. Foi quando estava no primeiro período na faculdade e tínhamos que fazer um trabalho sobre Cultura Popular. Enquanto uns fizeram sobre a Marujada, Congado e a Festa de Parintis, um grupo fez sobre o maracatu, o trabalho abalou, literalmente, a faculdade inteira. Pois eles tiveram a incrível idéia de trazer quase todos os integrantes do bloco: Trovão das Minas, o mais importante bloco de maracatu de Minas, para tocar no campus da faculdade.

Em meio a tambores, zabumba e outros inúmeros instrumentos estavam universitários de todos os cursos da faculdade (Administração, Nutrição, Fisioterapia, Engenharia de telecomunicações, Ciência da computação, Geografia, …dentre vários outros), assistindo ao espetáculo, parecia uma festa em pleno período de aula. Foi excelente. Foi melhor ainda, pois conheço uma galera que faz parte do bloco. Tudo de bom.

“Os Maracatus mais antigos do Carnaval do Recife, também conhecidos como Maracatus de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceram da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O mais remoto registro sobre Maracatu data de 1711, de Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e outra, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias para homenagear a coroação do rei: o Maracatu.
Parece que a palavra “maracatu” primeiro designou um instrumento de percussão e, só depois, a dança que se dançava ao som deste instrumento. Os cronistas portugueses chamavam aos “infiéis” de nação, nome que acabou sendo assumido pelo colonizado. Os próprios negros passaram a autodenominar de nações a seus agrupamentos tribais. As nações sobreviventes descendem de organizações de negros deste tipo, e nos seus estandartes escrevem CCMM (Clube Carnavalesco Misto Maracatu).

Para Mário de Andrade a origem da palavra maracatu é americana: maracá=instrumento ameríndio de percussão; catu=bom, bonito em tupi; marã=guerra, confusão. Marãcàtú, e depois maràcàtú valendo como guerra bonita, isto é, reunindo o sentido festivo e o sentido guerreiro no mesmo termo. Para continuar clique aqui.
Caboclos e Guias fazem muitas acrobacias, que parecem com os passos dos frevos de carnavalescos. “
Mário de Andrade descreve a dança das baianas: “Embebedadas pela percussão, dançam lentas, molengas, bamboleando levemente os quartos, num passinho curto, quase inexistente, sem nenhuma figuração dos pés. Os braços, as mãos é que se movem mais, ao contorcer preguiçoso do torso. Vão se erguendo, se abrem, sem nunca se estirarem completamente no ombro, no cotovelo, no pulso, aproveitando as articulações com delícia, para ondularem sempre. Às vezes, o torso parece perder o equilíbrio e lerdamente vai se inclinando para uma banda, e o braço desse lado se abaixa sempre também, acrescentando com equilíbrio o seu valor de peso, ao passo que o outro se ergue e peneira no ar numa circulação contínua e vagarenta…”
Nação do Maracatu Elefante, Recife – Pernambuco

Olha só galera, a Dodô aqui, também é cultura. E vocês? Curtem o som dos batuques?

É incrível, como certas épocas e fases passam em nossas vidas, parece que foi ontem, e mesmo parecendo que foi ontem, precisei da ajuda de álgüem para lembrar. Quanta coisa boa, nós temos para nos apoiar em momentos difíceis.

Se alguém souber de algum show de maracatu imperdível, aqui em BH, por favor, divulguem!!

No mais, fico por aqui ao som de um Maracatu Atômico.
Semana que vem, tem texto novo, ok!

Bjoca da Donária Atômica!

"Maracatu"

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Olá pessoas! Felizes? Aposto que sim.

Semana passada, conheci uma pessoa muito, acho que bacana. Digo acho, porque não o conheci direito. Ele era meu professor da língua que mais “amo” no mundo. Adivinhem? O danado do inglês…eca… Sou obrigada a passar por isso. Eu sei!

Em meio a poucos encontros e todos os desencontros, foi-se embora meu adorável professor – Garret, pro lugar de onde veio – Londres. Viajou no domingo.

Mas, com isso tudo, descobri o e-mail e um site dele. E junto do site a sua obsessão. Assim como a minha obsessão é a Sininho do Peter Pan, a dele é o maracatu.

Todos sabem, de acordo com textos já publicados, por mim no blog, que sou alucinada com música: bossa nova, mpb, jazz, samba, etc. E tinha me esquecido completamente do macatu.

E logo, um inglês que não tem nada a ver com esse ritmo quente é que me fez lembrar de uma das coisas que mais admiro. E lembrando também, que é uma de nossas inúmeras riquezas espalhadas por todo o canto do Brasil.

Lembrei também de um dos episódios mais marcantes da minha vida. Foi quando estava no primeiro período na faculdade e tínhamos que fazer um trabalho sobre Cultura Popular. Enquanto uns fizeram sobre a Marujada, Congado e a Festa de Parintis, um grupo fez sobre o maracatu, o trabalho abalou, literalmente, a faculdade inteira. Pois eles tiveram a incrível idéia de trazer quase todos os integrantes do bloco: Trovão das Minas, o mais importante bloco de maracatu de Minas, para tocar no campus da faculdade.

Em meio a tambores, zabumba e outros inúmeros instrumentos estavam universitários de todos os cursos da faculdade (Administração, Nutrição, Fisioterapia, Engenharia de telecomunicações, Ciência da computação, Geografia, …dentre vários outros), assistindo ao espetáculo, parecia uma festa em pleno período de aula. Foi excelente. Foi melhor ainda, pois conheço uma galera que faz parte do bloco. Tudo de bom.

“Os Maracatus mais antigos do Carnaval do Recife, também conhecidos como Maracatus de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceram da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O mais remoto registro sobre Maracatu data de 1711, de Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e outra, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias para homenagear a coroação do rei: o Maracatu.
Parece que a palavra “maracatu” primeiro designou um instrumento de percussão e, só depois, a dança que se dançava ao som deste instrumento. Os cronistas portugueses chamavam aos “infiéis” de nação, nome que acabou sendo assumido pelo colonizado. Os próprios negros passaram a autodenominar de nações a seus agrupamentos tribais. As nações sobreviventes descendem de organizações de negros deste tipo, e nos seus estandartes escrevem CCMM (Clube Carnavalesco Misto Maracatu).

Para Mário de Andrade a origem da palavra maracatu é americana: maracá=instrumento ameríndio de percussão; catu=bom, bonito em tupi; marã=guerra, confusão. Marãcàtú, e depois maràcàtú valendo como guerra bonita, isto é, reunindo o sentido festivo e o sentido guerreiro no mesmo termo. Para continuar clique aqui.
Caboclos e Guias fazem muitas acrobacias, que parecem com os passos dos frevos de carnavalescos. “
Mário de Andrade descreve a dança das baianas: “Embebedadas pela percussão, dançam lentas, molengas, bamboleando levemente os quartos, num passinho curto, quase inexistente, sem nenhuma figuração dos pés. Os braços, as mãos é que se movem mais, ao contorcer preguiçoso do torso. Vão se erguendo, se abrem, sem nunca se estirarem completamente no ombro, no cotovelo, no pulso, aproveitando as articulações com delícia, para ondularem sempre. Às vezes, o torso parece perder o equilíbrio e lerdamente vai se inclinando para uma banda, e o braço desse lado se abaixa sempre também, acrescentando com equilíbrio o seu valor de peso, ao passo que o outro se ergue e peneira no ar numa circulação contínua e vagarenta…”
Nação do Maracatu Elefante, Recife – Pernambuco

Olha só galera, a Dodô aqui, também é cultura. E vocês? Curtem o som dos batuques?

É incrível, como certas épocas e fases passam em nossas vidas, parece que foi ontem, e mesmo parecendo que foi ontem, precisei da ajuda de álgüem para lembrar. Quanta coisa boa, nós temos para nos apoiar em momentos difíceis.

Se alguém souber de algum show de maracatu imperdível, aqui em BH, por favor, divulguem!!

No mais, fico por aqui ao som de um Maracatu Atômico.
Semana que vem, tem texto novo, ok!

Bjoca da Donária Atômica!

QUEM LÊ, VIAJA!

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Ontem, ao sair do trabalho, fui dar uma voltinha básica num dos shopping mais bonitos daqui, o BH Shopping (quem não gosta de lá?). Dentre todas as lojas, a que me chama mais atenção e na qual eu passo horas olhando os produtos é a Leitura. Realmente eu viajo quando entro nesta loja, fico impressionada com os milhares de livros que tem lá, de todos os tipos e para todos os gostos, bonitos, coloridos, divertidos… de drama, suspense, folhetim, poesia, auto-biografia, religião, noticiário, charges, histórias românticas, educacionais… para ler em casa, no trabalho, no ônibus, numa horinha de folga, num final de semana tranqüilo (lembram-se do Desejo Hedonista?).

Olhando e lendo rapidamente os livros entre uma prateleira e outra, lembrei-me de alguns livros que li e marcaram a minha vida, infância, adolescência e agora o mundo adulto.

Do fundo do baú… recordo-me dos inúmeros “contos de fadas”, contados por meus pais e professores, que me faziam viajar em estórias fascinantes. “Alice no país das maravilhas”, “Branca de Neve e os sete anões”, “O Chapeuzinho Vermelho”, “ O pequeno Polegar”, “A gata borralheira”, “As viagens de Guliver”, “Rapunzel”, “O gato de botas”, dentre tantos outros nos quais eu sempre me equiparava a algum personagem. Coisas de crianças…

Depois de saber leituras básicas, outros tantos desafios apareceram, livros mais grossos, estórias mais emocionantes e então descobri o mundo de um cachorrinho danadinho chamado Samba nos livros de Maria José Dupré: “Cachorrinho Samba” e “Cachorrinho Samba na floresta” me divertiram muito. Um outro livro que sempre relia era “Lambe o dedo e vira a página”, de Ricardo da Cunha Lima. Este livro tinha várias técnicas de linguagem que não me tirava a concentração. Numa das páginas o texto era escrito em forma de um caracol, noutra o único texto era (…) “estava tudo deserto, e realmente não tinha mais nada naquela página.

Da 5ª à 8ª séries adorava os livros que contavam estórias de grupos de amigos, em armações super legais, como “A droga da obediência” e “Pântano de Sangue”, de Pedro Bandeira, que trazia como protagonistas o grupo de estudantes Os Karas. Muito legais! Além destes, livros sobre viagens me faziam literalmente viajar, como “Pepedro nos caminhos da Índia”, de Aparecida Andrés e Maria Helena Andrés, e “Histórias do mundo para crianças”, de Monteiro Lobato.

Amadurecendo mais, a leitura de livros clássicos como “Dom Casmurro” e “Esaú e Jacó”, de Machado de Assis, “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, “Memórias de um sargento de milícias”, de Manoel Antônio de Almeida, “Iracema”, de José de Alencar e “Casa de pensão”, de Aluísio Azevedo, foram introduzidos em minha vida e, então, o gosto pela leitura foi fortalecido e passou a ser uma história de amor. Às vezes passava horas sentada na cama lendo um livro e enquanto não terminasse não fazia outra coisa.

Na fase pré-vestibular, com a quantidade de livros que era necessário ler para entrar pra faculdade, o gosto pela leitura tomou rumos novos, poesias, prosas, contos foram desabrochando em meu mundo. “Laços de família”, de Clarice Lispector, “Estrela da Manhã”, de Manoel Bandeira, “Casa de buginganga”, de Rubens Alves, “Sentimento do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, “A lira dos vinte anos”, de Álvares de Azevedo, “Itinerário de Pasárgada”, de Manuel Bandeira, “O Ateneu”, de Raul Pompéia.

Durante a faculdade, confesso que diminuí a leitura de livros literários, devido aos livros jurídicos que passaram a ter um lugar especial em minha vida (amo o Direito!). Mas foi nesta época que despertei meu interesse pelos escritores mineiros e descobri em Roberto Drummod uma leitura maravilhosa, que recomendo a todos: “Hilda Furacão”, “O cheiro de Deus” e “Os mortos não dançam valsa”.

E daí por diante, outros livros e livros se juntaram a minha coleção especial, de alguns já me lembro vagamente, mas outros ficarão marcados para sempre, como o clássico “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, que sabiamente afirma que (…) “tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas. “Ilusões, as aventuras de um messias indeciso”, de Richard Bach também deixou marcas ao dizer que (…) “somos todos impostores neste mundo, todos fingimos ser alguma coisa que não somos. Não somos corpos andando por aí, não somos átomos nem moléculas, somos idéias imortais e indestrutíveis do Ser, por mais que acreditemos em outras coisas…

De todos os livros que já li, os que mais me marcaram foram os livros que retrataram a vida do povo brasileiro, e destaco aqui “MORTE E VIDA SEVERINA” , de João Cabral de Melo Neto, que com sua forma poética tão bem descreve a vida:

E não há melhor resposta
Que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão como a ocorrida:
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina:
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.

A leitura não é só conhecimento, é educação, é formação.

Boa leitura!

Beijos Lú

QUEM LÊ, VIAJA!

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Ontem, ao sair do trabalho, fui dar uma voltinha básica num dos shopping mais bonitos daqui, o BH Shopping (quem não gosta de lá?). Dentre todas as lojas, a que me chama mais atenção e na qual eu passo horas olhando os produtos é a Leitura. Realmente eu viajo quando entro nesta loja, fico impressionada com os milhares de livros que tem lá, de todos os tipos e para todos os gostos, bonitos, coloridos, divertidos… de drama, suspense, folhetim, poesia, auto-biografia, religião, noticiário, charges, histórias românticas, educacionais… para ler em casa, no trabalho, no ônibus, numa horinha de folga, num final de semana tranqüilo (lembram-se do Desejo Hedonista?).

Olhando e lendo rapidamente os livros entre uma prateleira e outra, lembrei-me de alguns livros que li e marcaram a minha vida, infância, adolescência e agora o mundo adulto.

Do fundo do baú… recordo-me dos inúmeros “contos de fadas”, contados por meus pais e professores, que me faziam viajar em estórias fascinantes. “Alice no país das maravilhas”, “Branca de Neve e os sete anões”, “O Chapeuzinho Vermelho”, “ O pequeno Polegar”, “A gata borralheira”, “As viagens de Guliver”, “Rapunzel”, “O gato de botas”, dentre tantos outros nos quais eu sempre me equiparava a algum personagem. Coisas de crianças…

Depois de saber leituras básicas, outros tantos desafios apareceram, livros mais grossos, estórias mais emocionantes e então descobri o mundo de um cachorrinho danadinho chamado Samba nos livros de Maria José Dupré: “Cachorrinho Samba” e “Cachorrinho Samba na floresta” me divertiram muito. Um outro livro que sempre relia era “Lambe o dedo e vira a página”, de Ricardo da Cunha Lima. Este livro tinha várias técnicas de linguagem que não me tirava a concentração. Numa das páginas o texto era escrito em forma de um caracol, noutra o único texto era (…) “estava tudo deserto, e realmente não tinha mais nada naquela página.

Da 5ª à 8ª séries adorava os livros que contavam estórias de grupos de amigos, em armações super legais, como “A droga da obediência” e “Pântano de Sangue”, de Pedro Bandeira, que trazia como protagonistas o grupo de estudantes Os Karas. Muito legais! Além destes, livros sobre viagens me faziam literalmente viajar, como “Pepedro nos caminhos da Índia”, de Aparecida Andrés e Maria Helena Andrés, e “Histórias do mundo para crianças”, de Monteiro Lobato.

Amadurecendo mais, a leitura de livros clássicos como “Dom Casmurro” e “Esaú e Jacó”, de Machado de Assis, “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, “Memórias de um sargento de milícias”, de Manoel Antônio de Almeida, “Iracema”, de José de Alencar e “Casa de pensão”, de Aluísio Azevedo, foram introduzidos em minha vida e, então, o gosto pela leitura foi fortalecido e passou a ser uma história de amor. Às vezes passava horas sentada na cama lendo um livro e enquanto não terminasse não fazia outra coisa.

Na fase pré-vestibular, com a quantidade de livros que era necessário ler para entrar pra faculdade, o gosto pela leitura tomou rumos novos, poesias, prosas, contos foram desabrochando em meu mundo. “Laços de família”, de Clarice Lispector, “Estrela da Manhã”, de Manoel Bandeira, “Casa de buginganga”, de Rubens Alves, “Sentimento do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, “A lira dos vinte anos”, de Álvares de Azevedo, “Itinerário de Pasárgada”, de Manuel Bandeira, “O Ateneu”, de Raul Pompéia.

Durante a faculdade, confesso que diminuí a leitura de livros literários, devido aos livros jurídicos que passaram a ter um lugar especial em minha vida (amo o Direito!). Mas foi nesta época que despertei meu interesse pelos escritores mineiros e descobri em Roberto Drummod uma leitura maravilhosa, que recomendo a todos: “Hilda Furacão”, “O cheiro de Deus” e “Os mortos não dançam valsa”.

E daí por diante, outros livros e livros se juntaram a minha coleção especial, de alguns já me lembro vagamente, mas outros ficarão marcados para sempre, como o clássico “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, que sabiamente afirma que (…) “tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas. “Ilusões, as aventuras de um messias indeciso”, de Richard Bach também deixou marcas ao dizer que (…) “somos todos impostores neste mundo, todos fingimos ser alguma coisa que não somos. Não somos corpos andando por aí, não somos átomos nem moléculas, somos idéias imortais e indestrutíveis do Ser, por mais que acreditemos em outras coisas…

De todos os livros que já li, os que mais me marcaram foram os livros que retrataram a vida do povo brasileiro, e destaco aqui “MORTE E VIDA SEVERINA” , de João Cabral de Melo Neto, que com sua forma poética tão bem descreve a vida:

E não há melhor resposta
Que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão como a ocorrida:
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina:
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.

A leitura não é só conhecimento, é educação, é formação.

Boa leitura!

Beijos Lú