Devaneios de uma Rapariga

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PRIVACIDADE X INTERNET

A internet chegou e revolucionou os meios de comunicação: rádio, televisão, aparelhos celular… Tudo se tornou obsoleto frente ao poder de integração e comunicação da www. Ontem escrevíamos cartas… Hoje enviamos e-mail. Antes líamos o jornal na banca, hoje o fazemos on-line… Antes telefonávamos para bater-papo, hoje é ICQ, MSN ou Chats… Ontem as pessoas saíam de casa, agora fazem suas compras no “submarino”. Nem as paqueras ocorrem mais nos bares, namoros e noivados são feitos via net! Diário? Agenda? Álbum de fotografias? Quê isso? Blogs, Fotologs, diários virtuais.

A facilidade de trocar informações impressionou, principalmente com o advento do Orkut, e sua “descoberta” pelos brasileiros (já somos maioria…). Nesta “rede de relacionamentos” (network) é possível reencontrar amigos de infância, parentes longínquos, colegas de maternal, turma da faculdade, e o que mais você imaginar (até profile de cachorrinhos e gatinhos existem por lá). É aí que a gente até pensa: “Que coisa maravilhosa é a tecnologia! Que rapidez, que precisão, que poderoso meio de comunicação!” Mas as conseqüências de tanta facilidade e da inserção de uma grande quantidade de informações pessoais podem ser problemas a vista…

A Lu já falou aqui sobre os hackers, os piratas da rede, decodificadores de senhas e invasores de microcomputadores, que podem instalar um “simples” vírus em seu PC ou até sacar todo o seu dinheiro do banco via internet…

Mas não vamos chover no molhado. Estou falando aqui de uma coisa muito mais íntima que um vírus de computador, ou que perder meus míseros reais de minha pobre (e devedora) conta bancária. O CIÚME!

Sim, esta verdadeira PRAGA que pode assolar o mundo dos relacionamentos (reais e virtuais)… As pessoas que sofrem deste mal se envolvem constantemente em brigas, pois não têm a capacidade de diferenciar uma simples amizade, ou até um certo coleguismo, de uma paquera, interpretando tudo com INFIDELIDADE!

Acreditem, isso ocorreu! Um relacionamento terminou por causa do Orkut. Calma lá, não foi o meu não! (O “Amor” vai muito bem, obrigada!), mas o de uma amiga! Tudo porque o affair dela interpretou mal um “scrap” (recado) deixado em seu Orkut, lendo a tal mensagem antes mesmo da minha amiga! A coitada ficou arrasada, e com razão, pois eu juro pra vocês que as mensagem era completamente inocentes, de amizade, nada a ver, desprovidas de quaisquer “segundas” intenções! Infelizmente, algumas pessoas acham que seus namorados(as) são sua propriedade, e ninguém mais pode ter carinho, afeição, amizade, muito menos amor (de amigo) por seu(sua) amado(a).

Sim pessoas, é triste, mas acontece. E aconteceu. Não sei se vai ter remédio, muito menos se com um ciúme doentio como esse vale à pena continuar um relacionamento. Mas temos que admitir que a devassa de nossa vida pessoal na internet, em geral, acontece mesmo, é real. No Orkut, por exemplo, só o fato de todos da rede poderem ler todas as mensagens que seus amigos e conhecidos te enviam como scrap é uma falha muito grande no sistema. Acredito que antes de o escrito ser publicado e ficar visível a todos a pessoa que está recebendo o recado deveria ser avisada de alguma forma, poder ler em primeira mão, e aceitar ou não que aquilo ficasse publicado ao Deus dará no seu perfil, mais ou menos com o que ocorre com os “testimonials”.

As palavras têm poder. Li num blog um texto muito interessante – do dia 15 de março de 2005 – justamente sobre a interpretação das palavras que são escritas. Estas só fazem sentidos a quem as escreveu, a interpretação que cada um dá a um texto é pessoal e inerente à “bagagem” que cada um traz consigo. Aqui mesmo, no blog, já fomos alvo de más interpretações, rendendo uma discussão que “deu pano pra manga”, em virtude de coisas que aqui escrevemos, sem qualquer maldade.

Portanto, muito cuidado com o que escrevem por aí!

Bom final de semana a todos,

Ana Letícia

Ps.: Este post foi escrito a pedido…

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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