"Maracatu"

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Olá pessoas! Felizes? Aposto que sim.

Semana passada, conheci uma pessoa muito, acho que bacana. Digo acho, porque não o conheci direito. Ele era meu professor da língua que mais “amo” no mundo. Adivinhem? O danado do inglês…eca… Sou obrigada a passar por isso. Eu sei!

Em meio a poucos encontros e todos os desencontros, foi-se embora meu adorável professor – Garret, pro lugar de onde veio – Londres. Viajou no domingo.

Mas, com isso tudo, descobri o e-mail e um site dele. E junto do site a sua obsessão. Assim como a minha obsessão é a Sininho do Peter Pan, a dele é o maracatu.

Todos sabem, de acordo com textos já publicados, por mim no blog, que sou alucinada com música: bossa nova, mpb, jazz, samba, etc. E tinha me esquecido completamente do macatu.

E logo, um inglês que não tem nada a ver com esse ritmo quente é que me fez lembrar de uma das coisas que mais admiro. E lembrando também, que é uma de nossas inúmeras riquezas espalhadas por todo o canto do Brasil.

Lembrei também de um dos episódios mais marcantes da minha vida. Foi quando estava no primeiro período na faculdade e tínhamos que fazer um trabalho sobre Cultura Popular. Enquanto uns fizeram sobre a Marujada, Congado e a Festa de Parintis, um grupo fez sobre o maracatu, o trabalho abalou, literalmente, a faculdade inteira. Pois eles tiveram a incrível idéia de trazer quase todos os integrantes do bloco: Trovão das Minas, o mais importante bloco de maracatu de Minas, para tocar no campus da faculdade.

Em meio a tambores, zabumba e outros inúmeros instrumentos estavam universitários de todos os cursos da faculdade (Administração, Nutrição, Fisioterapia, Engenharia de telecomunicações, Ciência da computação, Geografia, …dentre vários outros), assistindo ao espetáculo, parecia uma festa em pleno período de aula. Foi excelente. Foi melhor ainda, pois conheço uma galera que faz parte do bloco. Tudo de bom.

“Os Maracatus mais antigos do Carnaval do Recife, também conhecidos como Maracatus de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceram da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O mais remoto registro sobre Maracatu data de 1711, de Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e outra, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias para homenagear a coroação do rei: o Maracatu.
Parece que a palavra “maracatu” primeiro designou um instrumento de percussão e, só depois, a dança que se dançava ao som deste instrumento. Os cronistas portugueses chamavam aos “infiéis” de nação, nome que acabou sendo assumido pelo colonizado. Os próprios negros passaram a autodenominar de nações a seus agrupamentos tribais. As nações sobreviventes descendem de organizações de negros deste tipo, e nos seus estandartes escrevem CCMM (Clube Carnavalesco Misto Maracatu).

Para Mário de Andrade a origem da palavra maracatu é americana: maracá=instrumento ameríndio de percussão; catu=bom, bonito em tupi; marã=guerra, confusão. Marãcàtú, e depois maràcàtú valendo como guerra bonita, isto é, reunindo o sentido festivo e o sentido guerreiro no mesmo termo. Para continuar clique aqui.
Caboclos e Guias fazem muitas acrobacias, que parecem com os passos dos frevos de carnavalescos. “
Mário de Andrade descreve a dança das baianas: “Embebedadas pela percussão, dançam lentas, molengas, bamboleando levemente os quartos, num passinho curto, quase inexistente, sem nenhuma figuração dos pés. Os braços, as mãos é que se movem mais, ao contorcer preguiçoso do torso. Vão se erguendo, se abrem, sem nunca se estirarem completamente no ombro, no cotovelo, no pulso, aproveitando as articulações com delícia, para ondularem sempre. Às vezes, o torso parece perder o equilíbrio e lerdamente vai se inclinando para uma banda, e o braço desse lado se abaixa sempre também, acrescentando com equilíbrio o seu valor de peso, ao passo que o outro se ergue e peneira no ar numa circulação contínua e vagarenta…”
Nação do Maracatu Elefante, Recife – Pernambuco

Olha só galera, a Dodô aqui, também é cultura. E vocês? Curtem o som dos batuques?

É incrível, como certas épocas e fases passam em nossas vidas, parece que foi ontem, e mesmo parecendo que foi ontem, precisei da ajuda de álgüem para lembrar. Quanta coisa boa, nós temos para nos apoiar em momentos difíceis.

Se alguém souber de algum show de maracatu imperdível, aqui em BH, por favor, divulguem!!

No mais, fico por aqui ao som de um Maracatu Atômico.
Semana que vem, tem texto novo, ok!

Bjoca da Donária Atômica!

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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