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HOMENS: Ogro do Pântano x Troglodita Highlander

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Buzz Lightyear de Lego, em tamanho real!

Queridas leitoras,

Ser mulher no século XXI não é fácil, ser homem também não deve ser. Entretanto, há certos hábitos masculinos que incomodam e assustam profundamente qualquer dama moderna, antiga ou até mesmo da idade média. (Isso para não dizer que qualquer uma broxa vendo isso, e cai por terra toda e qualquer possibilidade de “créu”, já que o monossílabo está na moda atualmente…)

Pois então. Pensando no bem estar das mulheres que lêem este blog, no telecoteco depois do jantarzinho romântico e, é claro, na boa imagem dos machos de plantão que me prestigiam por aqui, classifiquei os homens em duas “catigurias”:

  • Ogro do Pântano – faz tudo de nojento que quase todo homem faz. Apesar de todos saberem que tais atos (ou a falta deles) seriam o cúmulo da nojeira, tais são socialmente aceitas desde a idade da pedra, infelizmente;
  • Troglodita Highlander – a famosa “visão do inferno” para uma mulher. Não só faz coisas nojentas, como também consegue potencializá-las a níveis nunca dantes imaginados. Ânsia de vômito e antipatia mortal é o mínimo que pode causar em qualquer mulher normal.

Preparados? Apontados? Então segura na mão de Deus e vem comigo!

– Homem coçando o saco em local público: Ogro do Pântano
– Homem coçando o saco por dentro da calça em locais públicos: Troglodita Highlander

– Homem palitando os dentes em público: Ogro do Pântano
– Homem palitando os dentes em público, porém colocando a mão por cima achando que despista alguma coisa: Troglodita Highlander

– Homem que rói unha: Ogro do Pântano
– Homem que rói unha, coça o saco, e rói unha novamente: Troglodita Highlander

– Homem com as unhas do pé grandes: Ogro do Pântano
– Homem com as unhas do pé grandes, com micose, fungos e o pé sujo e com chulé: Troglodita Highlander

– Homem com cabelinhos saindo para fora do nariz e da orelha: Ogro do Pântano
– Homem que fica tentando retirar com a sua pinça de sobrancelha, na sua frente, no espelhinho do carro, os cabelinhos que ficam saindo para fora do nariz e da orelha: Troglodita Highlander

– Homem que arrota alto e em público: Ogro do Pântano
– Homem que arrota alto, em público, e em cima de você, assoprando na sua cara para espalhar o “cheirinho”: Troglodita Highlander

– Homem que fica observando e admirando a camisinha usada na sua frente: Ogro do Pântano
– Homem que enche a camisinha usada de água e aperta, brincando como se fosse um balão: Troglodita Highlander

– Homem que usa cueca furada: Ogro do Pântano
– Homem que usa cueca velha, poída, furada e patacada (a famosa freada de caminhão): Troglodita Highlander

– Homem que não tira a meia pra transar: Ogro do Pântano
– Homem que só abre a braguilha da calça na hora agá: Troglodita Highlander

– Homem que não usa fio dental: Ogro do Pântano
– Homem que passa fio dental deixando a sujeira pipocar em quem está do lado e ou come a sujeira que sai no fio dental, em cima da cama: Troglodita Highlander

– Homem que joga a roupa usada no chão, do jeito que tirou do corpo, toda embolada e vai empilhando: Ogro do Pântano
– Homem que acha que é obrigação da mulher catar a roupa suja dele jogada e embolada no chão: Troglodita Highlander

– Homem que não abre a porta pra deixar a mulher passar: Ogro do Pântano
– Homem que fecha a porta na cara da mulher depois de passar primeiro (ou seja, nem segura a porta pra pobre passar): Troglodita Highlander

– Homem que dá dinheiro pra mulher comprar o próprio presente de Natal ou aniversário: Ogro do Pântano
– Homem que simplesmente esquece e ou ignora tais ocasiões: Troglodita Highlander

– Homem que esquece o nome dos parentes da mulher: Ogro do Pântano
– Homem que esquece o nome dos parentes da mulher e ainda por cima chama todos eles de “tiozão/tiazona”: Troglodita Highlander

Ahhh, tá bom, né, acho que deu pra sentir o clima… (E ainda assim a gente continua insistindo! risos)

‘Té mais!

Ana.

Obs. 1: Este texto não seria escrito não fosse pela colaboração e as boas risadas junto com minha amiga e Bela.
Obs. 2: É claro que sei que não existe homem perfeito. Ou melhor, se é que existe, deve ser gay. Mas não custa nada prestar um pouquinho de atenção nas próprias ações, ser mais asseado e ter mais consideração com a gata que está com você! 😉

(Foto e texto: Ana Letícia.)

Concreto em flor

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Saudade não se fabrica, saudade é presente no ausente, é constante, é cheio de vazio. Não é feita de tijolos de lembranças, nem de pingos de suor. É de pedras no meio do caminho, de poeira de sol, de estrelas no céu, de conta-gotas de mar. Saudade é concreta, saudade é companheira. É coisa, palpável, não se lava, se carrega consigo, como uma roupa que nunca se despe.

De vez em quando a saudade te engana, diz que vai embora. Aí fica escondida atrás da porta, só te esperando voltar da rua, pra te ver nua e exausta e frágil e sem graça. Te assusta quando te toma de assalto, pula em frente e te rouba tudo o que é mais seguro. Invade sua bolsa de pele humana, e te torna menos gente do que já é. Explode em sua cara santa um sorriso sarcástico, te nega, te condena, te oprime. É amiga dos minutos, daqueles em que não se tem nada pra fazer. É silenciosa no chegar e alarmante no ficar. É bicho, renegado, nunca se vê mas sempre te segue como uma sombra na penumbra.

Nunca vai embora? Nunca se supre? Não se substitui? Apenas permanece ali, perene, quieta, latente. Enchente nos períodos de pororoca emocional, chuvas intermitentes que assolam a região do pensar, o vale do sonhar, e o norte do estado do vagar. Até que vem a seca que te resseca por dentro, te suga as energias todas e te fazem sucumbir a ela, a saudade, novamente.

Um broto verde surge em meio à lama do rio seco. Um fio de teia de aranha se enfeita de orvalho, como um colar de pérolas no colo de uma moça da realeza. E a libélula pisca os olhos – se é que libélulas piscam os olhos – e se lembra que viver é sofrer, viver é doer, é sentir, é sonhar, é morrer a cada segundo e ressuscitar no instante seguinte ao inspirar perfume de gardênias, mel em flor e baunilha fresca!

Peço licença aos meus devaneios e me pego a caminhar por entre praças, ruas e carros. Algumas buzinas e gotas da chuva que já vem. Nem me importo. Estou na chuva é pra me molhar.

Ana.

Eu vejo

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Red flower

Eu vejo a pureza nos olhos da criança, vejo a vida nos olhos do idoso. Vejo quanto tempo se passou, quanto tempo vai passar. Vejo a alegria e a dor, vejo amor, vejo luz, vejo o passado e o futuro, a cavalo.

Vejo que basta uma gota de sol pra transbordar o sentimento, uma mão na mão do amigo pra debulhar lágrimas, silêncio e sorte. Vejo a chuva ao longe, chegando devagarinho, e vejo o tímido luar querendo nascer depois do sol morrer. Vejo laços se formando, me envolvendo, acalentando, laços fracos, laços de fita vermelha e branca, laços com nós, apertados nós, entre nossos mundos e fundos.

Vejo a serra ao fundo, a neblina mansa, branca massa de ar frio que me seca o cabelo e chega como fios brancos na velhice da montanha tardia. Cãs de dúvida e preocupação…

Vejo e antevejo sonhos, o amanhã que já vai chegar, a rotina a retomar. Vejo gritos e sussuros roucos, vejo beijos poucos e trabalho a galopar. Vejo um terno a se formar, termo a reciclar, eterno suspiro de uma mente a relembrar, vejo a tela, a vela, a dipirona e o colar. Vejo a gota a brotar no seio da pétala, do pêssego, do bêbado a cambalear.

E vejo como é simples o amar. Como é puro e é belo o sonhar. Vejo como é fácil e difícil ao mesmo tempo o cuidar. Vejo a vida a passar e o tempo a cacarejar.

Triiiimmmmmmmm… É o alarme a soar. O bolo deve estar assado, não pode queimar.

Ana.

(Texto e foto – Modelo: Maria Eduarda, minha priminha.)


***

Extra! Extra!

Hoje é a minha estréia no MACABELAGEM, o “blog literário” do Projeto Macabéa… Confiram, é um minutinho só! 😉

Inté…

Ana.

Arsênico na relação

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Então levantou-se, abriu a porta e, como quem não quer nada, sorriu. Sorriu como se nunca tivesse sorrido antes. Sorriu escancarando os dentes, abrindo bem a boca, deixando ver a língua bem vermelha, sentindo o bafo do último jantar – sopa de ervilha com bacon – soltando gargalhadas, uma atrás da outra, preenchendo o vazio do lugar que deixava em mim, reconhecendo em meus olhos lacrimosos a felicidade que um dia tivemos. Riu pra mim, riu de mim. Zombou de mim.
E num rompante de ódio e poder e excitação, quis correr ao seu encontro com a gana de um canibal. Queria comê-lo vivo, queria trucidar e retirar toda sua pele, queria que sofresse, e que sentisse a dor de estar me perdendo, pra sempre. Queria que reconhecesse que a culpa não foi minha, mas sim dele, o tempo todo. Gritei. Esgoelei. Joguei um vaso de porcelana em sua direção, que quebrou da quina da estante. Ele continuou rindo. Como você é ridícula – pensou. Pensei o mesmo, mas ao menos uma ridícula com razão, uma ridícula revoltada. E ele provocando.
Saiu sorrindo dali, como um psicopata deixa sua vítima escalpelada, maltratada, morta, esfaqueada, largada no meio do nada, sem sentir o menor remorso. Fechou a porta e não olhou pra trás. Permaneci ainda sentada na cama, chorando e vazia, com menos um vaso de porcelana. Com cacos pra catar, meus e os da peça de decoração, claro. Sem reação. Sem ninguém.
15 minutos depois o telefone tocou. Era ele. Atendi de birra, só pra ver o que mais tinha a me dizer. Logo descobri que não deveria ter perdido meu tempo. Disse que mandaria o boy do escritório trazer o meu aparelho de som e a escova-de-dentes – que estavam na casa dele – na segunda-feira. Mandei-o tomar naquele lugar.
(Um vidro de arsênico até que cairia bem numa hora dessas. Mas não, ele não merecia isso tudo.)
Liguei pro carinha da academia e combinei uma caminhada em volta da lagoa. Lavei o rosto, respirei fundo, e lá fui eu. Renovada, remarcada, remoída, re-amada.
Ana.
(texto e foto)
Ps.: Para minha amiga M.

Sinuca de Bico

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Sinuca!

Se você pensa que é só brincadeira
Peraí meu irmão, que tu tá errado
Entrei numa sinuca de bico de bobeira
E acabei saindo todo atazanado

Pode crer colega, fui jogar com uns caras feras
Numa maré de azar – você pode acreditar
Apostei tudo que eu tinha na carteira:
O cachorro, a mulher, a empregada

O cabra veio com o taco diamante
Me esnobou, jogou tudo e mais um pouco
Perdi a fé… Perdi a mulher amada
E no fim paguei ainda a cachaça!

E tem mais coisa, tu nem vai acreditar
Embriagado – desesperado – desorientado
Apostei a gema preciosa que sobrara

Sem as calças sem a carteira e a cabeça furada
Aqui estou:
Sem vida
Sem filha
Sem nada.

Ana.

(foto e texto)

Estação, ferrovia, estação

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Ouço um barulho muito alto soando longe, forte e vigoroso. Parecia um apito. E era: o trem iria partir. Corri pra estação, que eu cismava de chamar de “rodoviária”. Ferroviária, Ana, ferroviária.
A máquina, toda antiga e lustrosa, uma panela de pressão gigantesca e antiga, bufava vapor com cheiro de óleo queimado. A criançada toda empoleirada, os ambulantes vendendo cocada e entregando papéis, alguns vestidos com roupas antigas, de época. Outros sorridentes, tentavam seduzir pelo carisma. “Vamos dar um passeio de van quando chegar lá, doutor! Senhorita bonita, você vem também, viu?” Não, obrigada. Eu nem me dava o trabalho de responder. Nada daquilo me era novidade, mas trazia à mente lembranças de dias não tão distantes. Memória olfativa, visual, de sensações de um tempo em que tudo parecia mais fácil e mais incerto, mais feliz e mais nebuloso, ao mesmo tempo de maior expectativa… E como poderia prever que lá estaria eu outra vez?
Vagões de madeira, bancos duros e estreitos. Será que o povo naquela época era mais magro? Ou será que era mais gordo, e que aquelas poltronas eram somente para uma pessoa? Pensei. O rapaz que marcava os bilhetes informou que as cadeiras almofadadas já tinham sido todas ocupadas, e me contentei com aquele retorno no tempo. Afinal de contas, trem não balança tanto assim.
Os olhos, tais como câmeras nervosas de paparazzi em ação, não perdiam um ângulo sequer. De um lado, do outro, a estrada – ferrovia, Ana, ferrovia – cortava caminhos e desvendava paisagens que somente guardo na mente e no coração. A serra nos acompanhando, os campos, as matas, os riachos, as pontes, as flores… E de repente, uma invasão de sementes de dente-de-leão voa pelo ar de dentro da cabine e o sol, que já se deitava meio de lado, iluminava as faíscas de vida que brincavam por ali, como fadinhas preguiçosas.
Um sorriso no meu cabelo, um girassol no meu vestido, a montanha azul da cor do seu sol, bordado de suor e dor. Vento de estrelas, sinos invadindo o espaço, e uma fada pousou em meu nariz. Assoprei, voou longe a danada, e foi dizer que eu estou chegando… Que um dia eu chego lá!
Na estação, Ana. Na estação.
Onde a vida se repete.
Ana.

ERRATA

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O mundo lá fora

– Calma, aí. Quem foi que disse que eu quero te namorar, te prender, te amarrar? Tem que me conhecer primeiro, curtir, ver se gosta de verdade. Namoro pra mim é coisa séria, não é pra passar o tempo, por comodismo, só pra estar com alguém. E nada impede que sejamos amigos como sempre fomos, que saiamos juntos. Nada impede que a gente fique junto de vez em quando, que você me beije como sempre fez, que me olhe como sempre olhou. Sem este medo no olhar. Sem achar que eu sou uma vampira que quer te caçar e te levar pra sempre do mundo dos mortais. As coisas não são assim. Eu não sou assim. Visto a máscara de mulher fatal, mas não passo de uma chapeuzinho-vermelho assustada, com medo do lobo-mau. Com medo do bosque escuro, do caminho tortuoso e dos barulhos do além.

– Calma aí. Quem foi que disse que eu fujo de você? Não fujo nunca. Ouviu bem? Nunca. Mas você tem que me entender, por favor, me compreenda. Tenho que pensar ainda. Mas eu gosto de você. Gosto muito. E confio em você, demais da conta. Eu sei que não é vampira, sei bem o que pode fazer e que pode me fazer feliz. É rara, é iluminada, é especial. Sinto-me lisonjeado só de te conhecer, só por ser minha amiga, entre outras coisas, claro. Mas não sei ainda como agir, o que fazer, como fazer.

– É, não sabe mesmo. E eu só sei que está fazendo tudo errado.

(E então ela virou as costas, fechou a porta e saiu pro mundo, para nunca mais voltar.)

Ana.

(Texto e foto.)

Coisas boas de fazer quando se está de férias:

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Coisas boas...

1) Ir ao cinema;
2) Assistir televisão debaixo do edredon o dia inteiro;
3) Conversar no telefone por horas a fio;
4) Vadiar pela net;
5) Encontrar com os amigos e amigas num boteco;
6) Ir à praia;
7) Visitar os avós;
8) Namorar;
9) Sair à noite de 2ª a 2ª;
10) Exibir o bronzeado na rua;
11) Ir ao clube tomar sol;
12) Acampar;
13) Ir à cachoeira;
14) Não ir à academia;
15) Comer brigadeiro de colher;
16) Comer pipoca;
17) Fazer churrasco todo final de semana;
18) Tomar cerveja gelada na hora que der na telha;
19) Não trabalhar;
20) Viajar durante 15 dias;
21) Ler um bom livro;
22) Dormir tarde e acordar tarde… dormir muito!

Dos 22 itens listados acima, não fiz nenhum ainda. Afinal de contas…

EU NÃO ESTOU DE FÉRIAS!
Aaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
(E que venha o carnaval…)

Ana.
(Texto e foto.)

May

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A May, do “Quase Diário“, deu de presente este selo pro Mineiras… Obrigada May!

Ela descobriu o blog por acaso, no Google, procurando receita de broa de fubá… Acreditem ou não, aqui até disso se encontra!

(Tá bom, tá bom. Aí vai o link. Só não babem no teclado fazfavô.)

Aproveito para indicar alguns cantos por onde tenho andado ultimamente…

Versos de Falópio
Mulheres sob Descontrole
Ponto de Fuga
Namastê
Café com Creme
Lá no mundo de Lá
Conto Graccista
Bico de Pena

Boa leitura!

Ana.

OVO

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Sampoo pra hidratar
Gema pra dourar
Casca pra endurecer
Clara pra nevar
Ovo pra fritar
Omelete pra nutrir
Mexido pra rechear
Inteiro pra assar
Batido pra beber
Decorado pra enfeitar
Chocolate pra engordar
Chocado pra nascer
Neve pra afofar
Rabanada pra saborear
Bolo pra fazer crescer
Maduro pra fecundar
Codorna pra resolver
Assado pra suspirar
Cabeça pra aniversariar
Fazer pensar
Crescer
Nascer
Endurecer
Sofrer
Realizar
Quebrar
Exorcizar.

Ana.

Imagem retirada da internet, deste site.