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Torção e Distorção

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Containers e carro em movinento... #RJ #porto #rio

O não pertencer a lugar nenhum
E a ninguém
O não saber o que virá
Ou sentir
O não poder interpretar
Como agir
Ser forte e frágil
Alegre e triste
Ao mesmo tempo agora
E sempre
Ser poeta ou realista
Bailarina ou pessimista
Duas faces numa mesma moeda
Reluzente e suja
Valiosa e ordinariamente incomum
Ser
ou não ser
eu?

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

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Entre o destino e o delírio

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Arte de rua no #Sudoeste #Brasília #DF
Os acontecimentos dos últimos dias
Semanas
Meses
Me fazem crer que existe uma força maior
Que nos guia
E nos prega algumas peças
Seria o destino?
A gente se arma de amarras
Pra quê?
Ele vem (o destino?)
e as desata
Joga no lixo
Pisa e sacrifica
Aí você para e vê quanta força
e esforço
e pressa
Foram empregados
E pensa que aquilo tudo é natural
Mas e se a gente foi programado para ser assim?
Morrer assim?
E como fugir das armadilhas
E do fogo
Que te aprisiona?
Te domina e te cerca os pensamentos
Não consigo me acostumar com a ausência
Pois a presença me olha
Acachapante
E me joga na cara a realidade
Que um dia foi
A verdade que já é
Delirantemente
Humana
Fatal
E está morrendo… de calor.

Recados do Céu e da Terra

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Para meu grande amigo, primo, poeta, João, onde quer que você esteja…

JoaoViolao

Recado do Céu
“… ele fez uma poesia que bailasse sobre cada retina e que desfilasse toda a sua beleza em versos tantos. No seu juízo mais que perfeito, modelou com traços lapidados a sua criatividade. Seu recado veio em forma de vida, de olhar atento, sorriso vibrante e da cala, da fala precisas, mas que naturalmente abraçou, sentiu, beijou, amou, viveu a Terra.”

Recado da Terra
“… usou suas palavras fetais, vitais e fatais para escrever toda a sua natureza de forma que jorrasse os tempos e falasse com as estrelas em tantos versos. Com a perda do tino criou universos à sua majestade. Seu recado veio em forma de vida, de olhar tímido e sorriso constante, da fala e da cala sinceras, mas que naturalmente abraçou, sentiu, beijou, amou, viveu o Céu.”

Trechos de “Tantos Versos Tantos”, por João Lenjob, aos 15/04/2011.

João

Substantivo masculino, singular, complexo
Nome próprio do pai
Jeito próprio do filho
Sorriso constante, aberto
Sentimento transparente, transbordante
Como definir João?
Como não lembrar João?
Como esquecer João?
João não se esquece
É presença confiante
É vida, gana, festa, acontecimentos
Amizade para tantos quantos cabiam em seu coração
E eram muitos…
Poesia viva com jeito de menino
Música madura em palavras
Empolgação em cada gota de suor ou de lágrimas
Felicidade em minúsculas, pequenas coisas
Capazes de transformar um dia cinzento num belo arco-íris em seus versos
AMOR
Em maiúsculas.

Ana

(Texto por Ana Letícia.)

* Outras homenagens ao João:
Castelo do Poeta – Mima Carfer
Olha o Semblante – Thiago Quintella de Mattos
– Meu Flickr

Reminiscências

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Abaporus revisited edition! Achei o máximo a exposição dos alunos fo Colégio #CIMAN! #arte #pintura #Tarsila #Abaporu
Não sei se é disfarce ou sei lá o quê.
Essa coisa que me encanta e assusta, a novidade que chega (ou não)…
E quem vem lá?
Não vejo, não posso ver.
Por aqui, apenas restam molduras e trejeitos,
Reminiscências em cadernos, realidades ocultas… Incultas?
Verdadeiras tratativas criam objetos impossíveis, impassíveis.
E é assim: vivendo no acaso, brincando descompassadamente, catando desencontros.
E por acaso extrapolei o limite?
Passei da conta?
Pirei na batatinha?
Só sei que amei
Que amei
Que amei
Que
Amei
Amém.

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia)

Sapatilhas e sonhos

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Hoje eu acordei com vontade de dançar
Sonhei que rodopiava e saltava, entre fouettés e grand jetés
Sapatilha furada de tanto ensaiar
Sonho de menina sobre pontas
Fitas de cetim e meia calça cor-de-rosa
Uma bailarina é uma bailarina o tempo todo
Saia, coque, arranjo de cabelo
E a maquiagem não pode faltar
Ser lúdico e musical
Ser leve e atemporal
Clássico ou contemporâneo
Ser etéreo e enérgico
Forte e frágil
Dançar é respirar

Ana.

Feliz dia da(o) bailarina(a) aos que dançam, aos que assistem, aos que gostam e admiram, aos que fotografam e aos que sonham!

(Texto e foto: Ana Letícia)

Poema fajuto

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Ganhei na exposição "Guayasamin" no Museu Nacional há mais de 1 semana e está viva até hoje!  #rosa #rose #flower

Escrevi um poema bonito
Poema ou poesia?
Texto escrito e narrado
Polido e podado
Guardei num cantinho da estante
Pra depois espiar
E quede ele?
Leinvem lá?
Escondeu atrás dum livro
Esperto que só
Não sai de jeito maneira
Tímido de dar dó
Como é que pode fugir assim de quem te criou?
Vê se toma tenência
Cresça e apareça
Poema poeminha
De bonzinho, só a cara!

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

Ir

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A #serra de #petropolis é #azul! #rj

Minha vida é um rio
Que corre e não se vê
Invisível aos ouvidos e aos que sentem
É um descontentamento de repente
Com a dor que desatina a doer

Minha vida vai,
Sem dó
Nem piedade
Com a luz do dia e da Lua
a iluminar meus pensamentos
E se eu não quiser
Mais que bem quiser
Se deixar ferir o que já foi ferido
(Ferida aberta não cicatriza mais)
Vou guardar aqueles escritos que um dia não publiquei
Vou esconder as palavras que um dia engoli.

E se meu rio corre como o Sol
Hei de crescer no leste
Hei de morrer no oeste de todo dia
E envelhecer naufragada no meu mar particular.

Ou é a pia que pinga
Ou a marvada (pinga) que vaza
Pelos meus poros
Sonoros
Pesares.

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

Voltando…

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Flor e luz

Então voltei à caneta e caderno.
Tenho pensado o porquê de, ultimamente, estar resistindo tanto a isto. Escrever.
À mão livre. Com a tinta escorrendo pensamentos no papel branco. Coloco desculpas na falta de tempo. No trabalho. Na rotina. No sono. No vinho.
Mas a verdade é a dor. Não é nada grave. Não é nada crônico.
Mas é física essa dor.
Acho que é a dor de ter as palavras e sentimentos hermeticamente calculados entre margens, logotipos, páginas numeradas e pareceres esteticamente organizados, assim como os pensamentos juridicamente treinados.
A dor é de tanto digitar. Enquanto uma mão digita, a escrita sofre, destreinada que só ela.
A letra, antes redonda, agora se acostumou obtusa, angulosa e desleixada, só sabe rubricar páginas e assinar em linhas tênues e contínuas, acima de meu nome.
Que coisa louca é essa tal de tecnologia, que nos liberta e aprisiona, tudo ao mesmo tempo. São tantos interesses, passatempos, jogos, vídeos, que, de tão variados, se tornam dependentes de nós mesmos, de nosso tempo, da nossa boa vontade.
Que rede social é essa, em que todos se apresentam felizes?
Prefiro o contato social, fazer o social, ser social.
As socialites que me perdoem, mas não é delas que estou falando.
As socialistas que me perdoem, mas beleza é fundamental. (E o socialismo já acabou, não é mesmo?)
E, de tanto escrever assim, agora, caneta no papel, tinta e pensamento, lá vem ela. A dor. Que me fatiga os dedos e músculos das falanges da mão destra.
Enfim me despeço, entre rabiscos quase ilegíveis.
Preciso digitar.

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

Resta Um

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Morar sozinha tem dessas coisas…
– acordar na hora que quer, arrumar a cama beeeem esticadinha e se sentir uma rainha ao deitar, sujar pouquíssimas louças, não ter que conversar com ninguém na hora do mau humor, ouvir o som no volume que mais te der prazer, não ter que dividir o controle remoto da TV com ninguém, ir dormir bem tarde sem que ninguém reclame, gastar horas na internet sem ter que dividir o computador com outra pessoa, tomar café da manhã ao meio dia e almoçar depois das 17h, ter 400 livros ao mesmo tempo em cima da mesa lateral da cama sem que guardem de volta na estante sem que você peça, saber onde estão guardadas todas as coisas…
– acordar sozinha, arrumar a cama pra ninguém, não ter ingredientes necessários para cozinhar, morrer de saudades de arroz e feijão com gosto de casa, não ter com quem conversar, ninguém te esperar para dormir, tomar café da manhã sozinha, almoçar sozinha, não ter outra coisa pra fazer que não seja ficar no computador, assistir filmes sem ter um travesseiro humano para recostar, descobrir que os gêneros alimentícios perecíveis de fato perecem quando não consumidos…

Tudo na vida tem os prós e os contras, o que é bom num dia pode ser a pior coisa do mundo em outros. O jeito é continuar a sobreviver!

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

Atividades externas:

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Ana Letícia.
@analeticia