Devaneios de uma Rapariga

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PRIVACIDADE X INTERNET

A internet chegou e revolucionou os meios de comunicação: rádio, televisão, aparelhos celular… Tudo se tornou obsoleto frente ao poder de integração e comunicação da www. Ontem escrevíamos cartas… Hoje enviamos e-mail. Antes líamos o jornal na banca, hoje o fazemos on-line… Antes telefonávamos para bater-papo, hoje é ICQ, MSN ou Chats… Ontem as pessoas saíam de casa, agora fazem suas compras no “submarino”. Nem as paqueras ocorrem mais nos bares, namoros e noivados são feitos via net! Diário? Agenda? Álbum de fotografias? Quê isso? Blogs, Fotologs, diários virtuais.

A facilidade de trocar informações impressionou, principalmente com o advento do Orkut, e sua “descoberta” pelos brasileiros (já somos maioria…). Nesta “rede de relacionamentos” (network) é possível reencontrar amigos de infância, parentes longínquos, colegas de maternal, turma da faculdade, e o que mais você imaginar (até profile de cachorrinhos e gatinhos existem por lá). É aí que a gente até pensa: “Que coisa maravilhosa é a tecnologia! Que rapidez, que precisão, que poderoso meio de comunicação!” Mas as conseqüências de tanta facilidade e da inserção de uma grande quantidade de informações pessoais podem ser problemas a vista…

A Lu já falou aqui sobre os hackers, os piratas da rede, decodificadores de senhas e invasores de microcomputadores, que podem instalar um “simples” vírus em seu PC ou até sacar todo o seu dinheiro do banco via internet…

Mas não vamos chover no molhado. Estou falando aqui de uma coisa muito mais íntima que um vírus de computador, ou que perder meus míseros reais de minha pobre (e devedora) conta bancária. O CIÚME!

Sim, esta verdadeira PRAGA que pode assolar o mundo dos relacionamentos (reais e virtuais)… As pessoas que sofrem deste mal se envolvem constantemente em brigas, pois não têm a capacidade de diferenciar uma simples amizade, ou até um certo coleguismo, de uma paquera, interpretando tudo com INFIDELIDADE!

Acreditem, isso ocorreu! Um relacionamento terminou por causa do Orkut. Calma lá, não foi o meu não! (O “Amor” vai muito bem, obrigada!), mas o de uma amiga! Tudo porque o affair dela interpretou mal um “scrap” (recado) deixado em seu Orkut, lendo a tal mensagem antes mesmo da minha amiga! A coitada ficou arrasada, e com razão, pois eu juro pra vocês que as mensagem era completamente inocentes, de amizade, nada a ver, desprovidas de quaisquer “segundas” intenções! Infelizmente, algumas pessoas acham que seus namorados(as) são sua propriedade, e ninguém mais pode ter carinho, afeição, amizade, muito menos amor (de amigo) por seu(sua) amado(a).

Sim pessoas, é triste, mas acontece. E aconteceu. Não sei se vai ter remédio, muito menos se com um ciúme doentio como esse vale à pena continuar um relacionamento. Mas temos que admitir que a devassa de nossa vida pessoal na internet, em geral, acontece mesmo, é real. No Orkut, por exemplo, só o fato de todos da rede poderem ler todas as mensagens que seus amigos e conhecidos te enviam como scrap é uma falha muito grande no sistema. Acredito que antes de o escrito ser publicado e ficar visível a todos a pessoa que está recebendo o recado deveria ser avisada de alguma forma, poder ler em primeira mão, e aceitar ou não que aquilo ficasse publicado ao Deus dará no seu perfil, mais ou menos com o que ocorre com os “testimonials”.

As palavras têm poder. Li num blog um texto muito interessante – do dia 15 de março de 2005 – justamente sobre a interpretação das palavras que são escritas. Estas só fazem sentidos a quem as escreveu, a interpretação que cada um dá a um texto é pessoal e inerente à “bagagem” que cada um traz consigo. Aqui mesmo, no blog, já fomos alvo de más interpretações, rendendo uma discussão que “deu pano pra manga”, em virtude de coisas que aqui escrevemos, sem qualquer maldade.

Portanto, muito cuidado com o que escrevem por aí!

Bom final de semana a todos,

Ana Letícia

Ps.: Este post foi escrito a pedido…

"Maracatu"

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Olá pessoas! Felizes? Aposto que sim.

Semana passada, conheci uma pessoa muito, acho que bacana. Digo acho, porque não o conheci direito. Ele era meu professor da língua que mais “amo” no mundo. Adivinhem? O danado do inglês…eca… Sou obrigada a passar por isso. Eu sei!

Em meio a poucos encontros e todos os desencontros, foi-se embora meu adorável professor – Garret, pro lugar de onde veio – Londres. Viajou no domingo.

Mas, com isso tudo, descobri o e-mail e um site dele. E junto do site a sua obsessão. Assim como a minha obsessão é a Sininho do Peter Pan, a dele é o maracatu.

Todos sabem, de acordo com textos já publicados, por mim no blog, que sou alucinada com música: bossa nova, mpb, jazz, samba, etc. E tinha me esquecido completamente do macatu.

E logo, um inglês que não tem nada a ver com esse ritmo quente é que me fez lembrar de uma das coisas que mais admiro. E lembrando também, que é uma de nossas inúmeras riquezas espalhadas por todo o canto do Brasil.

Lembrei também de um dos episódios mais marcantes da minha vida. Foi quando estava no primeiro período na faculdade e tínhamos que fazer um trabalho sobre Cultura Popular. Enquanto uns fizeram sobre a Marujada, Congado e a Festa de Parintis, um grupo fez sobre o maracatu, o trabalho abalou, literalmente, a faculdade inteira. Pois eles tiveram a incrível idéia de trazer quase todos os integrantes do bloco: Trovão das Minas, o mais importante bloco de maracatu de Minas, para tocar no campus da faculdade.

Em meio a tambores, zabumba e outros inúmeros instrumentos estavam universitários de todos os cursos da faculdade (Administração, Nutrição, Fisioterapia, Engenharia de telecomunicações, Ciência da computação, Geografia, …dentre vários outros), assistindo ao espetáculo, parecia uma festa em pleno período de aula. Foi excelente. Foi melhor ainda, pois conheço uma galera que faz parte do bloco. Tudo de bom.

“Os Maracatus mais antigos do Carnaval do Recife, também conhecidos como Maracatus de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceram da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O mais remoto registro sobre Maracatu data de 1711, de Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e outra, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias para homenagear a coroação do rei: o Maracatu.
Parece que a palavra “maracatu” primeiro designou um instrumento de percussão e, só depois, a dança que se dançava ao som deste instrumento. Os cronistas portugueses chamavam aos “infiéis” de nação, nome que acabou sendo assumido pelo colonizado. Os próprios negros passaram a autodenominar de nações a seus agrupamentos tribais. As nações sobreviventes descendem de organizações de negros deste tipo, e nos seus estandartes escrevem CCMM (Clube Carnavalesco Misto Maracatu).

Para Mário de Andrade a origem da palavra maracatu é americana: maracá=instrumento ameríndio de percussão; catu=bom, bonito em tupi; marã=guerra, confusão. Marãcàtú, e depois maràcàtú valendo como guerra bonita, isto é, reunindo o sentido festivo e o sentido guerreiro no mesmo termo. Para continuar clique aqui.
Caboclos e Guias fazem muitas acrobacias, que parecem com os passos dos frevos de carnavalescos. “
Mário de Andrade descreve a dança das baianas: “Embebedadas pela percussão, dançam lentas, molengas, bamboleando levemente os quartos, num passinho curto, quase inexistente, sem nenhuma figuração dos pés. Os braços, as mãos é que se movem mais, ao contorcer preguiçoso do torso. Vão se erguendo, se abrem, sem nunca se estirarem completamente no ombro, no cotovelo, no pulso, aproveitando as articulações com delícia, para ondularem sempre. Às vezes, o torso parece perder o equilíbrio e lerdamente vai se inclinando para uma banda, e o braço desse lado se abaixa sempre também, acrescentando com equilíbrio o seu valor de peso, ao passo que o outro se ergue e peneira no ar numa circulação contínua e vagarenta…”
Nação do Maracatu Elefante, Recife – Pernambuco

Olha só galera, a Dodô aqui, também é cultura. E vocês? Curtem o som dos batuques?

É incrível, como certas épocas e fases passam em nossas vidas, parece que foi ontem, e mesmo parecendo que foi ontem, precisei da ajuda de álgüem para lembrar. Quanta coisa boa, nós temos para nos apoiar em momentos difíceis.

Se alguém souber de algum show de maracatu imperdível, aqui em BH, por favor, divulguem!!

No mais, fico por aqui ao som de um Maracatu Atômico.
Semana que vem, tem texto novo, ok!

Bjoca da Donária Atômica!

"Maracatu"

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Olá pessoas! Felizes? Aposto que sim.

Semana passada, conheci uma pessoa muito, acho que bacana. Digo acho, porque não o conheci direito. Ele era meu professor da língua que mais “amo” no mundo. Adivinhem? O danado do inglês…eca… Sou obrigada a passar por isso. Eu sei!

Em meio a poucos encontros e todos os desencontros, foi-se embora meu adorável professor – Garret, pro lugar de onde veio – Londres. Viajou no domingo.

Mas, com isso tudo, descobri o e-mail e um site dele. E junto do site a sua obsessão. Assim como a minha obsessão é a Sininho do Peter Pan, a dele é o maracatu.

Todos sabem, de acordo com textos já publicados, por mim no blog, que sou alucinada com música: bossa nova, mpb, jazz, samba, etc. E tinha me esquecido completamente do macatu.

E logo, um inglês que não tem nada a ver com esse ritmo quente é que me fez lembrar de uma das coisas que mais admiro. E lembrando também, que é uma de nossas inúmeras riquezas espalhadas por todo o canto do Brasil.

Lembrei também de um dos episódios mais marcantes da minha vida. Foi quando estava no primeiro período na faculdade e tínhamos que fazer um trabalho sobre Cultura Popular. Enquanto uns fizeram sobre a Marujada, Congado e a Festa de Parintis, um grupo fez sobre o maracatu, o trabalho abalou, literalmente, a faculdade inteira. Pois eles tiveram a incrível idéia de trazer quase todos os integrantes do bloco: Trovão das Minas, o mais importante bloco de maracatu de Minas, para tocar no campus da faculdade.

Em meio a tambores, zabumba e outros inúmeros instrumentos estavam universitários de todos os cursos da faculdade (Administração, Nutrição, Fisioterapia, Engenharia de telecomunicações, Ciência da computação, Geografia, …dentre vários outros), assistindo ao espetáculo, parecia uma festa em pleno período de aula. Foi excelente. Foi melhor ainda, pois conheço uma galera que faz parte do bloco. Tudo de bom.

“Os Maracatus mais antigos do Carnaval do Recife, também conhecidos como Maracatus de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceram da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O mais remoto registro sobre Maracatu data de 1711, de Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e outra, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias para homenagear a coroação do rei: o Maracatu.
Parece que a palavra “maracatu” primeiro designou um instrumento de percussão e, só depois, a dança que se dançava ao som deste instrumento. Os cronistas portugueses chamavam aos “infiéis” de nação, nome que acabou sendo assumido pelo colonizado. Os próprios negros passaram a autodenominar de nações a seus agrupamentos tribais. As nações sobreviventes descendem de organizações de negros deste tipo, e nos seus estandartes escrevem CCMM (Clube Carnavalesco Misto Maracatu).

Para Mário de Andrade a origem da palavra maracatu é americana: maracá=instrumento ameríndio de percussão; catu=bom, bonito em tupi; marã=guerra, confusão. Marãcàtú, e depois maràcàtú valendo como guerra bonita, isto é, reunindo o sentido festivo e o sentido guerreiro no mesmo termo. Para continuar clique aqui.
Caboclos e Guias fazem muitas acrobacias, que parecem com os passos dos frevos de carnavalescos. “
Mário de Andrade descreve a dança das baianas: “Embebedadas pela percussão, dançam lentas, molengas, bamboleando levemente os quartos, num passinho curto, quase inexistente, sem nenhuma figuração dos pés. Os braços, as mãos é que se movem mais, ao contorcer preguiçoso do torso. Vão se erguendo, se abrem, sem nunca se estirarem completamente no ombro, no cotovelo, no pulso, aproveitando as articulações com delícia, para ondularem sempre. Às vezes, o torso parece perder o equilíbrio e lerdamente vai se inclinando para uma banda, e o braço desse lado se abaixa sempre também, acrescentando com equilíbrio o seu valor de peso, ao passo que o outro se ergue e peneira no ar numa circulação contínua e vagarenta…”
Nação do Maracatu Elefante, Recife – Pernambuco

Olha só galera, a Dodô aqui, também é cultura. E vocês? Curtem o som dos batuques?

É incrível, como certas épocas e fases passam em nossas vidas, parece que foi ontem, e mesmo parecendo que foi ontem, precisei da ajuda de álgüem para lembrar. Quanta coisa boa, nós temos para nos apoiar em momentos difíceis.

Se alguém souber de algum show de maracatu imperdível, aqui em BH, por favor, divulguem!!

No mais, fico por aqui ao som de um Maracatu Atômico.
Semana que vem, tem texto novo, ok!

Bjoca da Donária Atômica!

QUEM LÊ, VIAJA!

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Ontem, ao sair do trabalho, fui dar uma voltinha básica num dos shopping mais bonitos daqui, o BH Shopping (quem não gosta de lá?). Dentre todas as lojas, a que me chama mais atenção e na qual eu passo horas olhando os produtos é a Leitura. Realmente eu viajo quando entro nesta loja, fico impressionada com os milhares de livros que tem lá, de todos os tipos e para todos os gostos, bonitos, coloridos, divertidos… de drama, suspense, folhetim, poesia, auto-biografia, religião, noticiário, charges, histórias românticas, educacionais… para ler em casa, no trabalho, no ônibus, numa horinha de folga, num final de semana tranqüilo (lembram-se do Desejo Hedonista?).

Olhando e lendo rapidamente os livros entre uma prateleira e outra, lembrei-me de alguns livros que li e marcaram a minha vida, infância, adolescência e agora o mundo adulto.

Do fundo do baú… recordo-me dos inúmeros “contos de fadas”, contados por meus pais e professores, que me faziam viajar em estórias fascinantes. “Alice no país das maravilhas”, “Branca de Neve e os sete anões”, “O Chapeuzinho Vermelho”, “ O pequeno Polegar”, “A gata borralheira”, “As viagens de Guliver”, “Rapunzel”, “O gato de botas”, dentre tantos outros nos quais eu sempre me equiparava a algum personagem. Coisas de crianças…

Depois de saber leituras básicas, outros tantos desafios apareceram, livros mais grossos, estórias mais emocionantes e então descobri o mundo de um cachorrinho danadinho chamado Samba nos livros de Maria José Dupré: “Cachorrinho Samba” e “Cachorrinho Samba na floresta” me divertiram muito. Um outro livro que sempre relia era “Lambe o dedo e vira a página”, de Ricardo da Cunha Lima. Este livro tinha várias técnicas de linguagem que não me tirava a concentração. Numa das páginas o texto era escrito em forma de um caracol, noutra o único texto era (…) “estava tudo deserto, e realmente não tinha mais nada naquela página.

Da 5ª à 8ª séries adorava os livros que contavam estórias de grupos de amigos, em armações super legais, como “A droga da obediência” e “Pântano de Sangue”, de Pedro Bandeira, que trazia como protagonistas o grupo de estudantes Os Karas. Muito legais! Além destes, livros sobre viagens me faziam literalmente viajar, como “Pepedro nos caminhos da Índia”, de Aparecida Andrés e Maria Helena Andrés, e “Histórias do mundo para crianças”, de Monteiro Lobato.

Amadurecendo mais, a leitura de livros clássicos como “Dom Casmurro” e “Esaú e Jacó”, de Machado de Assis, “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, “Memórias de um sargento de milícias”, de Manoel Antônio de Almeida, “Iracema”, de José de Alencar e “Casa de pensão”, de Aluísio Azevedo, foram introduzidos em minha vida e, então, o gosto pela leitura foi fortalecido e passou a ser uma história de amor. Às vezes passava horas sentada na cama lendo um livro e enquanto não terminasse não fazia outra coisa.

Na fase pré-vestibular, com a quantidade de livros que era necessário ler para entrar pra faculdade, o gosto pela leitura tomou rumos novos, poesias, prosas, contos foram desabrochando em meu mundo. “Laços de família”, de Clarice Lispector, “Estrela da Manhã”, de Manoel Bandeira, “Casa de buginganga”, de Rubens Alves, “Sentimento do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, “A lira dos vinte anos”, de Álvares de Azevedo, “Itinerário de Pasárgada”, de Manuel Bandeira, “O Ateneu”, de Raul Pompéia.

Durante a faculdade, confesso que diminuí a leitura de livros literários, devido aos livros jurídicos que passaram a ter um lugar especial em minha vida (amo o Direito!). Mas foi nesta época que despertei meu interesse pelos escritores mineiros e descobri em Roberto Drummod uma leitura maravilhosa, que recomendo a todos: “Hilda Furacão”, “O cheiro de Deus” e “Os mortos não dançam valsa”.

E daí por diante, outros livros e livros se juntaram a minha coleção especial, de alguns já me lembro vagamente, mas outros ficarão marcados para sempre, como o clássico “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, que sabiamente afirma que (…) “tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas. “Ilusões, as aventuras de um messias indeciso”, de Richard Bach também deixou marcas ao dizer que (…) “somos todos impostores neste mundo, todos fingimos ser alguma coisa que não somos. Não somos corpos andando por aí, não somos átomos nem moléculas, somos idéias imortais e indestrutíveis do Ser, por mais que acreditemos em outras coisas…

De todos os livros que já li, os que mais me marcaram foram os livros que retrataram a vida do povo brasileiro, e destaco aqui “MORTE E VIDA SEVERINA” , de João Cabral de Melo Neto, que com sua forma poética tão bem descreve a vida:

E não há melhor resposta
Que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão como a ocorrida:
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina:
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.

A leitura não é só conhecimento, é educação, é formação.

Boa leitura!

Beijos Lú

QUEM LÊ, VIAJA!

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Ontem, ao sair do trabalho, fui dar uma voltinha básica num dos shopping mais bonitos daqui, o BH Shopping (quem não gosta de lá?). Dentre todas as lojas, a que me chama mais atenção e na qual eu passo horas olhando os produtos é a Leitura. Realmente eu viajo quando entro nesta loja, fico impressionada com os milhares de livros que tem lá, de todos os tipos e para todos os gostos, bonitos, coloridos, divertidos… de drama, suspense, folhetim, poesia, auto-biografia, religião, noticiário, charges, histórias românticas, educacionais… para ler em casa, no trabalho, no ônibus, numa horinha de folga, num final de semana tranqüilo (lembram-se do Desejo Hedonista?).

Olhando e lendo rapidamente os livros entre uma prateleira e outra, lembrei-me de alguns livros que li e marcaram a minha vida, infância, adolescência e agora o mundo adulto.

Do fundo do baú… recordo-me dos inúmeros “contos de fadas”, contados por meus pais e professores, que me faziam viajar em estórias fascinantes. “Alice no país das maravilhas”, “Branca de Neve e os sete anões”, “O Chapeuzinho Vermelho”, “ O pequeno Polegar”, “A gata borralheira”, “As viagens de Guliver”, “Rapunzel”, “O gato de botas”, dentre tantos outros nos quais eu sempre me equiparava a algum personagem. Coisas de crianças…

Depois de saber leituras básicas, outros tantos desafios apareceram, livros mais grossos, estórias mais emocionantes e então descobri o mundo de um cachorrinho danadinho chamado Samba nos livros de Maria José Dupré: “Cachorrinho Samba” e “Cachorrinho Samba na floresta” me divertiram muito. Um outro livro que sempre relia era “Lambe o dedo e vira a página”, de Ricardo da Cunha Lima. Este livro tinha várias técnicas de linguagem que não me tirava a concentração. Numa das páginas o texto era escrito em forma de um caracol, noutra o único texto era (…) “estava tudo deserto, e realmente não tinha mais nada naquela página.

Da 5ª à 8ª séries adorava os livros que contavam estórias de grupos de amigos, em armações super legais, como “A droga da obediência” e “Pântano de Sangue”, de Pedro Bandeira, que trazia como protagonistas o grupo de estudantes Os Karas. Muito legais! Além destes, livros sobre viagens me faziam literalmente viajar, como “Pepedro nos caminhos da Índia”, de Aparecida Andrés e Maria Helena Andrés, e “Histórias do mundo para crianças”, de Monteiro Lobato.

Amadurecendo mais, a leitura de livros clássicos como “Dom Casmurro” e “Esaú e Jacó”, de Machado de Assis, “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, “Memórias de um sargento de milícias”, de Manoel Antônio de Almeida, “Iracema”, de José de Alencar e “Casa de pensão”, de Aluísio Azevedo, foram introduzidos em minha vida e, então, o gosto pela leitura foi fortalecido e passou a ser uma história de amor. Às vezes passava horas sentada na cama lendo um livro e enquanto não terminasse não fazia outra coisa.

Na fase pré-vestibular, com a quantidade de livros que era necessário ler para entrar pra faculdade, o gosto pela leitura tomou rumos novos, poesias, prosas, contos foram desabrochando em meu mundo. “Laços de família”, de Clarice Lispector, “Estrela da Manhã”, de Manoel Bandeira, “Casa de buginganga”, de Rubens Alves, “Sentimento do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, “A lira dos vinte anos”, de Álvares de Azevedo, “Itinerário de Pasárgada”, de Manuel Bandeira, “O Ateneu”, de Raul Pompéia.

Durante a faculdade, confesso que diminuí a leitura de livros literários, devido aos livros jurídicos que passaram a ter um lugar especial em minha vida (amo o Direito!). Mas foi nesta época que despertei meu interesse pelos escritores mineiros e descobri em Roberto Drummod uma leitura maravilhosa, que recomendo a todos: “Hilda Furacão”, “O cheiro de Deus” e “Os mortos não dançam valsa”.

E daí por diante, outros livros e livros se juntaram a minha coleção especial, de alguns já me lembro vagamente, mas outros ficarão marcados para sempre, como o clássico “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, que sabiamente afirma que (…) “tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas. “Ilusões, as aventuras de um messias indeciso”, de Richard Bach também deixou marcas ao dizer que (…) “somos todos impostores neste mundo, todos fingimos ser alguma coisa que não somos. Não somos corpos andando por aí, não somos átomos nem moléculas, somos idéias imortais e indestrutíveis do Ser, por mais que acreditemos em outras coisas…

De todos os livros que já li, os que mais me marcaram foram os livros que retrataram a vida do povo brasileiro, e destaco aqui “MORTE E VIDA SEVERINA” , de João Cabral de Melo Neto, que com sua forma poética tão bem descreve a vida:

E não há melhor resposta
Que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão como a ocorrida:
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina:
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.

A leitura não é só conhecimento, é educação, é formação.

Boa leitura!

Beijos Lú

Trash 80´s

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Foi mal, aí, galera, mas eu não consegui me segurar!!!

Changeman: http://web.rjnet.com.br/rafael_lopes/changeband.swf
Jaspion:
http://www.inf.ufrgs.br/~jteichmann/jaspion/daileon.swf

Êta Anos 80 que deixaram saudades, sô!

Divirtam-se!

Ana Letícia

Trash 80´s

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Foi mal, aí, galera, mas eu não consegui me segurar!!!

Changeman: http://web.rjnet.com.br/rafael_lopes/changeband.swf
Jaspion:
http://www.inf.ufrgs.br/~jteichmann/jaspion/daileon.swf

Êta Anos 80 que deixaram saudades, sô!

Divirtam-se!

Ana Letícia

O que aconteceu em BH na última sexta-feira?

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Não era uma “sexta-feira 13”, mas a bruxa estava solta em BH…

Já não bastasse a chuva de dois dias consecutivos, sem parar, sem parar mesmo, na última sexta-feira o trânsito de Belo Horizonte estava caótico, um horror, que tédio!
Feliz e sorridente, depois de sair do escritório em que trabalho (agora sem minhas companheiras Ana e Dô) fui ao IBGE, local em que trabalhei por 02 anos. Revi minha turma, conversei pra caramba, foi muito bom reencontrar velhos e grandes amigos. Fiquei lá das 15 às 17 horas, não foi muito tempo para quem estava sumida uns 04 anos…
Sai do IBGE às 17hs e desci até a Savassi com um amigo, o Thiago, que mora perto da minha casa. Resolvemos descer até lá porque o Thiago iria para a casa do irmão dele, no Palmares, e então, o ônibus 8106, que também passa perto de onde moro, serveria para nós dois.

Apesar da chuva constante, fomos conversando e rindo de várias coisas. O Thiago é um baianinho super legal, choro de rir com ele.
Pegamos o bus às 17:20hs e já na Av. João Pinheiro, em frente ao DETRAN/MG, o trânsito começou a engarrafar… até rimos, pois se em frente ao DETRAN o trânsito era ruim, imagina no resto da cidade… e como estava pior…
O trajeto na Av. João Pinheiro não era muito, uns 05 quarteirões, mas ficamos nada mais, nada menos do que 40 minutos num engarrafamento!
18hs e ainda no congestionamento… o pior ainda estava por vir…
Para o bus entrar na Av. Afonso Pena, gastamos em torno de 30 minutos… haja paciência… já estávamos fazendo aposta de quanto tempo chegaríamos em casa. Para o Thiago umas 19hs, mas eu achava que antes disso. Ledo engano!
Ao sair da Av. Afonso Pena, entramos no viaduto Santa Tereza. Então tudo parou… o motorista abriu as portas, muita gente desceu, ficamos parados lá até as 19horas sem andar nada. Por fim, alguns carros sumiram da pista e o bus chegou até a Av. do Contorno, na Floresta.
Como ali já era bem perto de casa, achei que seria mais rápido. Que nada! O bus não arredou o pé/o pneu. Nenhum carro tinha para onde andar, nem as motos, que disputavam espaço nos passeios com os pedestres que optaram por ir embora para casa à pé.
Eu e o Thiago ainda rindo… mas agora com um riso sarcástico… apreensivo… cansados do calor, da chuva, de ficar sentados naquele banco duro, sentindo fome… também resolvemos descer do bus… já não era sem tempo! Mais de 02 horas dentro do bus fechado (com esse tempo dava para eu sair de BH e chegar na minha querida cidade Curvelo).
Descemos. E a primeira coisa a fazer foi tomar uma cerveja estupidamente gelada no primeiro “butequim” que apareceu na frente. Neste momento, tivemos a noção de todo o congestionamento. Ao longe víamos os faróis ligados, motoristas sem paciência, uma buzinação infernal! Mas fazer o quê, não tinha para onde andar, o que teria acontecido em BH?
Nunca vi engarrafamento igual, já ouvi na TV algumas cenas de São Paulo e imaginei o que milhares de pessoas passam todos os dias. Deixa qualquer um maluco!
Depois de estar de barriga cheia e mais tranqüilos, eu e Thiago resolvemos nos juntar aos inúmeros belorizontinos que andavam pelas ruas e descer à pé o restante do caminho que faltava até em casa (neste momento o Thiago já tinha desistido de ir para a casa do irmão e só queria um banho).
Dei uma ligadinha para casa para avisar onde estava e minha irmã logo disse: “ – Lú, a Carol está presa no trânsito ai perto de você. Encontra com ela e pega carona.”
Beleza! Foi um alívio! Despedi-me do Thiago, que ainda tinha uma boa caminhada pela frente e fui me encontrar com a Carol.
Encontrar? Quase a perco… bem na hora que os agentes da BH Trans liberaram uma parte do trânsito, vi o Crizão namorado da Carol arrancando o carro. Tive que correr pra alcançá-los, mas consegui.
Agora estava tranqüila e segura. Confesso que sou um pouco nervosa e me estresso numa situação caótica como essa. Mas quem não se cansou neste trânsito?
Viemos conversando até em casa, tentando arrumar um jeito de sair do engarrafamento, mas todas as ruas que olhávamos estavam lotadas de carros… e ainda tinham aqueles que, desprevenidos, tiveram a gasolina esgotada. Não foi o nosso caso, graças a Deus, mas o Crizão ficou bem apreensivo quanto a isso.
Exatamente 21horas chegamos em casa.
Nossa, que dia, que trânsito! Quase 04 horas num engarrafamento monstro, gigante!
Nunca imaginei passar por coisa igual!
Explicação para o fato? Ninguém sabe! Uns dizem que deu pane no sistema geral de semáforos de Belo Horizonte, outros dizem que foi a própria chuva, mas vai saber?
Cheguei em casa morta, como se um trator tivesse passado por cima de mim, só tomei um banho e dormi. Todos os meus planos de assistir ao show do César Menotti e Fabiano na Floricultura (lugar super legal!) foram modificados. Não tinha forças para nada! Só queria dormir! E até agora me pergunto:
O que aconteceu em BH na última sexta-feira?
Beijos Lú

O que aconteceu em BH na última sexta-feira?

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Não era uma “sexta-feira 13”, mas a bruxa estava solta em BH…

Já não bastasse a chuva de dois dias consecutivos, sem parar, sem parar mesmo, na última sexta-feira o trânsito de Belo Horizonte estava caótico, um horror, que tédio!
Feliz e sorridente, depois de sair do escritório em que trabalho (agora sem minhas companheiras Ana e Dô) fui ao IBGE, local em que trabalhei por 02 anos. Revi minha turma, conversei pra caramba, foi muito bom reencontrar velhos e grandes amigos. Fiquei lá das 15 às 17 horas, não foi muito tempo para quem estava sumida uns 04 anos…
Sai do IBGE às 17hs e desci até a Savassi com um amigo, o Thiago, que mora perto da minha casa. Resolvemos descer até lá porque o Thiago iria para a casa do irmão dele, no Palmares, e então, o ônibus 8106, que também passa perto de onde moro, serveria para nós dois.

Apesar da chuva constante, fomos conversando e rindo de várias coisas. O Thiago é um baianinho super legal, choro de rir com ele.
Pegamos o bus às 17:20hs e já na Av. João Pinheiro, em frente ao DETRAN/MG, o trânsito começou a engarrafar… até rimos, pois se em frente ao DETRAN o trânsito era ruim, imagina no resto da cidade… e como estava pior…
O trajeto na Av. João Pinheiro não era muito, uns 05 quarteirões, mas ficamos nada mais, nada menos do que 40 minutos num engarrafamento!
18hs e ainda no congestionamento… o pior ainda estava por vir…
Para o bus entrar na Av. Afonso Pena, gastamos em torno de 30 minutos… haja paciência… já estávamos fazendo aposta de quanto tempo chegaríamos em casa. Para o Thiago umas 19hs, mas eu achava que antes disso. Ledo engano!
Ao sair da Av. Afonso Pena, entramos no viaduto Santa Tereza. Então tudo parou… o motorista abriu as portas, muita gente desceu, ficamos parados lá até as 19horas sem andar nada. Por fim, alguns carros sumiram da pista e o bus chegou até a Av. do Contorno, na Floresta.
Como ali já era bem perto de casa, achei que seria mais rápido. Que nada! O bus não arredou o pé/o pneu. Nenhum carro tinha para onde andar, nem as motos, que disputavam espaço nos passeios com os pedestres que optaram por ir embora para casa à pé.
Eu e o Thiago ainda rindo… mas agora com um riso sarcástico… apreensivo… cansados do calor, da chuva, de ficar sentados naquele banco duro, sentindo fome… também resolvemos descer do bus… já não era sem tempo! Mais de 02 horas dentro do bus fechado (com esse tempo dava para eu sair de BH e chegar na minha querida cidade Curvelo).
Descemos. E a primeira coisa a fazer foi tomar uma cerveja estupidamente gelada no primeiro “butequim” que apareceu na frente. Neste momento, tivemos a noção de todo o congestionamento. Ao longe víamos os faróis ligados, motoristas sem paciência, uma buzinação infernal! Mas fazer o quê, não tinha para onde andar, o que teria acontecido em BH?
Nunca vi engarrafamento igual, já ouvi na TV algumas cenas de São Paulo e imaginei o que milhares de pessoas passam todos os dias. Deixa qualquer um maluco!
Depois de estar de barriga cheia e mais tranqüilos, eu e Thiago resolvemos nos juntar aos inúmeros belorizontinos que andavam pelas ruas e descer à pé o restante do caminho que faltava até em casa (neste momento o Thiago já tinha desistido de ir para a casa do irmão e só queria um banho).
Dei uma ligadinha para casa para avisar onde estava e minha irmã logo disse: “ – Lú, a Carol está presa no trânsito ai perto de você. Encontra com ela e pega carona.”
Beleza! Foi um alívio! Despedi-me do Thiago, que ainda tinha uma boa caminhada pela frente e fui me encontrar com a Carol.
Encontrar? Quase a perco… bem na hora que os agentes da BH Trans liberaram uma parte do trânsito, vi o Crizão namorado da Carol arrancando o carro. Tive que correr pra alcançá-los, mas consegui.
Agora estava tranqüila e segura. Confesso que sou um pouco nervosa e me estresso numa situação caótica como essa. Mas quem não se cansou neste trânsito?
Viemos conversando até em casa, tentando arrumar um jeito de sair do engarrafamento, mas todas as ruas que olhávamos estavam lotadas de carros… e ainda tinham aqueles que, desprevenidos, tiveram a gasolina esgotada. Não foi o nosso caso, graças a Deus, mas o Crizão ficou bem apreensivo quanto a isso.
Exatamente 21horas chegamos em casa.
Nossa, que dia, que trânsito! Quase 04 horas num engarrafamento monstro, gigante!
Nunca imaginei passar por coisa igual!
Explicação para o fato? Ninguém sabe! Uns dizem que deu pane no sistema geral de semáforos de Belo Horizonte, outros dizem que foi a própria chuva, mas vai saber?
Cheguei em casa morta, como se um trator tivesse passado por cima de mim, só tomei um banho e dormi. Todos os meus planos de assistir ao show do César Menotti e Fabiano na Floricultura (lugar super legal!) foram modificados. Não tinha forças para nada! Só queria dormir! E até agora me pergunto:
O que aconteceu em BH na última sexta-feira?
Beijos Lú

Mulheres e Mineiras

Padrão

Pessoas,

Ontem teria sido meu dia de publicar algum texto por aqui. Mas isso não vem ao caso, pois sexta-feira era dia da Donária e a mesma se esquivou de seus afazeres também (mais uma vez…). A verdade é que lembrei-me do dia de hoje – 08 de Março – e achei melhor escrever algo no Dia Internacional da Mulher, uma vez que representamos toda uma “classe” de mulheres e mineiras no mundo “bloguístico”. (Mentira, é que ontem não tive tempo mesmo!)

Pra variar, falta-me inspiração… Mas não é preciso apenas 10% de inspiração e 90% de transpiração??? Vai ver que estou é preguiçosa mesmo…. Ah, mas hoje é meu dia, então posso, certo?

Recebi este texto lindo do Iunes Salomão, amigo e ex-colega da turma de faculdade, e tomei a liberdade de publicá-lo aqui, ainda que sem o consentimento dele (por favor, Iunes, não venha me cobrar direitos autorais, heim?).

Mulheres

Em quantas faces se enconde,
a beleza da mulher?
Esta pergunta não se responde,
nem o mais sábio sequer.

A mulher é ímpar,
em qualquer condição.
Faz do grotesco seu par,
e das “tripas, coração”.

Procura sempre o caminho,
mesmo estando na pobreza.
Com equilíbrio e carinho,
na alegria e na tristeza.

Carrega o filho no ventre,
depois o carrega nos braços.
Nos seios ela o nutre,
ensina-lhe os primeiros passos.

Ninguém no mundo é tão hábil,
em amar com tanta entrega.
A mulher, sexo frágil,
o mundo inteiro carrega.

Dona de casa e profissional,
procurando o sustento dos seus.
Força e raça excepcional,
Dom dado por Deus.

Há sempre aqueles que desprezam,
tamanha dedicação.
Na verdade eles invejam,
tanta aptidão.

Reflexos da Virgem Maria,
anjos, na terra encarnados.
Dos homens, amiga e guia,
herdeira de Sacros legados.

Parabéns, Mulheres pelo seu dia!

Iunes Salomão
08/Março/2005

Em compensação, Alessandro Franco, outro membro de nossa comunidade de ex-colegas da Fac. Direito da UFMG, me mandou isso:

“Prezados,

Hoje, dia internacional da mulher, resolvemos tecer algumas considerações sobre as causas de existir o dia internacional da mulher, enquanto todos os demais são os dias internacionais dos homens.

Vocês acham que é fácil ser homem?

1) Quem é obrigado a erguer os pés quando ela está fazendo faxina?
R: O prestativo homem!

2) Quem se veste como pingüim no dia do matrimônio?
R: O humilde homem!

3) Quem é que, apesar do cansaço e do stress, jamais poderá fingir um orgasmo?
R: O sincero homem!

4) Quem é obrigado a sustentar a amante esbanjadora?
R: O abnegado homem!

5) Quem se expõe ao stress por chegar em casa e não encontrar a comida quentinha, as crianças com o banho tomado, a roupa lavada, a cozinha limpa e o drink já posto sobre a mesa?
R: O doce homem!

6) Quem corre o risco de ser assaltado e morto na saída da boate, cada vez que participa dessas reuniões noturnas com os amigos, enquanto a mulher está bem segura em casa na sua caminha?
R: O desprotegido homem!

7) Quem é o encarregado de matar as baratas da casa?
R: O valente homem!

8) Quem segura a ´´cauda do rojão´´ quando chega em casa com marca de batom na camisa e é obrigado a dar explicações que nunca são aceitas?
R: O incompreendido homem!

9) Quem é que toma banho e se veste em menos de vinte minutos?
R: O ágil homem!

10) Quem é que tem de gastar consideráveis somas em dinheiro comprando presentes para o dia das mães, da esposa, da secretária e outras festas inventadas pelo homem para satisfazer à mulher?
R: O dadivoso homem!

11) Quem jamais conta uma mentira?
R: O ético homem!

12) Quem é obrigado a ver a mulher com os rolinhos nos cabelos e a cara cheia de cremes?
R: O compreensivo homem!

13) Quem tem que passar por uma TPM calado todo mês?
R: O calmo homem!”

Brincadeiras de parte, fica aqui a homenagem de 3 mulheres, mineiras, a todas as mulheres do mundo, lembrando de nosso importante papel na sociedade de hoje, como profissionais, mães, irmãs, donas-de-casa, namoradas, esposas… E quem é que disse que não dá pra “chupar cana e assoviar” ao mesmo tempo?

Ana Letícia