Poema fajuto

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Ganhei na exposição "Guayasamin" no Museu Nacional há mais de 1 semana e está viva até hoje!  #rosa #rose #flower

Escrevi um poema bonito
Poema ou poesia?
Texto escrito e narrado
Polido e podado
Guardei num cantinho da estante
Pra depois espiar
E quede ele?
Leinvem lá?
Escondeu atrás dum livro
Esperto que só
Não sai de jeito maneira
Tímido de dar dó
Como é que pode fugir assim de quem te criou?
Vê se toma tenência
Cresça e apareça
Poema poeminha
De bonzinho, só a cara!

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

Por onde andará?

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#descaso. Obra públuca do #gdf abandonada há MESES no #sudoeste #brasília

Por onde andará o seu sorriso, sempre tão vibrante? Hoje vem acompanhado de lágrimas, de gestos forçados, de amores partidos e abraços sem graça…

Por onde andará nossa discórdia? Está solta na vida, criou asas e voou? Tem vontade própria, a danada, berra, chora por atenção, e até consegue se separar da emoção oferecendo rosas aos que passam e pregando pregos pelas testas, na cara de quem vê.

Por onde andará seu pensamento? Colado no momento, parado ao relento, esperando a dor passar.

Por onde andará a chuva? E o cheiro de terra molhada? Por onde andará sua motivação, seu movimento, seu brilho?

Por onde andarei?

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

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A #serra de #petropolis é #azul! #rj

Minha vida é um rio
Que corre e não se vê
Invisível aos ouvidos e aos que sentem
É um descontentamento de repente
Com a dor que desatina a doer

Minha vida vai,
Sem dó
Nem piedade
Com a luz do dia e da Lua
a iluminar meus pensamentos
E se eu não quiser
Mais que bem quiser
Se deixar ferir o que já foi ferido
(Ferida aberta não cicatriza mais)
Vou guardar aqueles escritos que um dia não publiquei
Vou esconder as palavras que um dia engoli.

E se meu rio corre como o Sol
Hei de crescer no leste
Hei de morrer no oeste de todo dia
E envelhecer naufragada no meu mar particular.

Ou é a pia que pinga
Ou a marvada (pinga) que vaza
Pelos meus poros
Sonoros
Pesares.

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

Voltando…

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Flor e luz

Então voltei à caneta e caderno.
Tenho pensado o porquê de, ultimamente, estar resistindo tanto a isto. Escrever.
À mão livre. Com a tinta escorrendo pensamentos no papel branco. Coloco desculpas na falta de tempo. No trabalho. Na rotina. No sono. No vinho.
Mas a verdade é a dor. Não é nada grave. Não é nada crônico.
Mas é física essa dor.
Acho que é a dor de ter as palavras e sentimentos hermeticamente calculados entre margens, logotipos, páginas numeradas e pareceres esteticamente organizados, assim como os pensamentos juridicamente treinados.
A dor é de tanto digitar. Enquanto uma mão digita, a escrita sofre, destreinada que só ela.
A letra, antes redonda, agora se acostumou obtusa, angulosa e desleixada, só sabe rubricar páginas e assinar em linhas tênues e contínuas, acima de meu nome.
Que coisa louca é essa tal de tecnologia, que nos liberta e aprisiona, tudo ao mesmo tempo. São tantos interesses, passatempos, jogos, vídeos, que, de tão variados, se tornam dependentes de nós mesmos, de nosso tempo, da nossa boa vontade.
Que rede social é essa, em que todos se apresentam felizes?
Prefiro o contato social, fazer o social, ser social.
As socialites que me perdoem, mas não é delas que estou falando.
As socialistas que me perdoem, mas beleza é fundamental. (E o socialismo já acabou, não é mesmo?)
E, de tanto escrever assim, agora, caneta no papel, tinta e pensamento, lá vem ela. A dor. Que me fatiga os dedos e músculos das falanges da mão destra.
Enfim me despeço, entre rabiscos quase ilegíveis.
Preciso digitar.

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

Resta Um

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Morar sozinha tem dessas coisas…
– acordar na hora que quer, arrumar a cama beeeem esticadinha e se sentir uma rainha ao deitar, sujar pouquíssimas louças, não ter que conversar com ninguém na hora do mau humor, ouvir o som no volume que mais te der prazer, não ter que dividir o controle remoto da TV com ninguém, ir dormir bem tarde sem que ninguém reclame, gastar horas na internet sem ter que dividir o computador com outra pessoa, tomar café da manhã ao meio dia e almoçar depois das 17h, ter 400 livros ao mesmo tempo em cima da mesa lateral da cama sem que guardem de volta na estante sem que você peça, saber onde estão guardadas todas as coisas…
– acordar sozinha, arrumar a cama pra ninguém, não ter ingredientes necessários para cozinhar, morrer de saudades de arroz e feijão com gosto de casa, não ter com quem conversar, ninguém te esperar para dormir, tomar café da manhã sozinha, almoçar sozinha, não ter outra coisa pra fazer que não seja ficar no computador, assistir filmes sem ter um travesseiro humano para recostar, descobrir que os gêneros alimentícios perecíveis de fato perecem quando não consumidos…

Tudo na vida tem os prós e os contras, o que é bom num dia pode ser a pior coisa do mundo em outros. O jeito é continuar a sobreviver!

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

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Isso já aconteceu com você?

Então não perca a “Dica amiga” sobre como recuperar maquiagens quebradas no www.mulherzinhas.wordpress.com!

Ana Letícia.
@analeticia

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E hoje foi dia de “Dica amiga” no <Mulherzinhas.wordpress.com>…

Uma pirueta… duas piruetas… Bravo! Bravo! Ópera e Ballet no cinema, sim senhor!

Cartas achadas

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Entro em casa e parece não haver ninguém. Somente um espectro daquilo que era antes de irmos embora. Alguns cheiros, agora vazios, faziam imagens vivas de quem se fora.

Arrumo e desarrumo as malas, as roupas, meio sem saber por onde começar. Alguns papéis espalhados pela mesa, contas pagas, notas fiscais, cupons velhos que descontavam alguns centavos de compras que jamais seriam feitas.

Livros – ah, sempre eles! – fora da estante. Pelo menos uns três andaram passeando por outras bandas. Folheados, marcados, e agora, esquecidos. Minha caneta preta repousava em cima do jogo americano da mesa de jantar. Ensaiara notas musicais e outros desenhos num bloco mais ao lado. E pra lá deste, folhas soltas com sua letra me encararam.

Peguei as palavras, de supetão, coração disparado e as folhas nas mãos, estaria ele aqui ainda? Me senti estranha ao ler palavras escritas que não eram pra mim. Mas não eram pra ninguém, a não ser pra ele mesmo, o escritor que aqui sentava, antes de irmos embora.

Pareciam cartas jogadas, achadas, marcadas, um diário solto, que não tinha continuidade, mas que contava emoções e sentimentos, sonhos das noites anteriores, nada mais.

Mas este nada é muito mais que um simples nada. E somente eu seria capaz de entender as palavras, a começar pela letra, que pareço conhecer desde sempre. Somente eu saberia que, quando ele escreve, é porque está bem.

Então meu coração se acalma, e outras lembranças chegam. Lembranças de um tempo em que eu mesma escrevia e esperava cartas chegarem pelo correio.

E elas demoravam, mas chegavam. E eram pra mim.

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

E quando…

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Vida que nasce das pedras. #tiradentes #mg

E quando tudo parece perdido, e a noite demora a lembrar?

E quando as coisas mudam, as pessoas mudam, e você não quer mudar?

E quando o céu já está claro e você, pensando que é noite, fotografa a Lua? Mira o infinito? Joga pedra na ilusão?

Paga o pato, enterra o cão.

São caminhos pontudos de ladrilhos e ladeiras, cadeiras desossadas de manhãs sem sorrisos. Os dentes, pendentes, esboçam sorrisos roucos, poucos, assistindo estáticos às estátuas perambulantes.

Não levam espaços, levam barcos a vela, pavios e sonhos. Levam ondas de um mar que não existe, para um lugar que não há.

Mas me calo, espero passar. Prefiro a tolice à desilusão.

Teimosia é me entregar ao chão.

Uma pirueta e lá vou eu. Atrás do trio, elétrico, só vai quem já viveu.

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

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Espero vocês lá!

Ana Letícia.
@analeticia