Ser mineiro: eis a questão…

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Dizem que mineiro é desconfiado, religioso, conservador, simples, prudente… No entanto, a sublime e subestimada arte de ser mineiro sobrevive em todos nós, em maior grau em alguns, e mais à flor da pele em outros. Mas não tem como negar: mesmo sem ter nascido nesse cantinho de terra sem mar, mesmo sendo capixaba, paulista, baiano, etc., um pouco de mineiridade subsiste em todos, pois ser mineiro é mais do que um local de nascimento, é uma maneira de encarar a vida, é saber valorizar as tradições, os costumes, a família, é conseguir perceber a beleza nas coisas simples do dia a dia, é encontrar felicidade no singelo ato de admirar uma flor e um pôr do sol inesquecível…

Para saber qual o seu grau de mineirismo, siga fazendo o teste abaixo. Conte um ponto para cada resposta positiva, some tudo e veja o quão mineiro todos nós podemos ser.

Você…

1) … se diverte a valer na praia, mas não troca um amanhecer com friozinho de montanha por nada?

Os mineiros não perdem uma oportunidade de ir à praia e ficar torrando no sol para perder aquela cor branquela que virou motivo de chacota nos outros Estados agraciados com um pedacinho de areia fofa e um mar azul. No entanto, mineiros não trocam por nada um pôr do sol na montanha, com o ventinho suave do entardecer e uma noite fria – que pede um cobertor e uma lareira acesa – pois valorizam as belas paisagens e têm orgulho do cantinho de terra onde vivem!

2) … não dispensa um pão de queijo com queijo?

Dentre todos os quitutes possíveis e imagináveis, o mineiro simplesmente reverencia o pão de queijo. Mas não vale aquele pão de queijo congelado, comprado nas prateleiras do supermercado, mas sim aquele pão de queijo caseiro, escaldado e sovado à mão. Se vier acompanhado de um queijo frescal novinho e um cafezinho, não há mineiro que resista! (Será que mineiro é também guloso?)

3) … não sai de casa sem agasalho, remédio para dor de barriga, camisinha, pente, dinheiro líquido, cartão telefônico e guarda-chuva?

O que os mineiros odeiam mesmo são os imprevistos… Além de ser desconfiado de que algo pode dar muito errado, o mineiro é, acima de tudo, prevenido. Por isso, os mineiros não saem de casa sem os apetrechos capazes de salvá-los tanto de uma tempestade quanto do fim da bateria do celular, pois o pior é não ter como se virar quando o imprevisto acontece…

4) … faz da cozinha o lugar mais aconchegante da sua casa?

A cozinha do mineiro é aconchegante, tem aroma de café, pão de queijo, e bolo de fubá, e, sobretudo, tem calor humano! É o lugar escolhido pela família para se reunir, para contar “causos” e novidades. É certo que as cozinhas de hoje estão cada vez menores, mas o mineiro precisa de pouco espaço para expressar a sua mineiridade!

5) … toma banho de mangueira no quintal ou toma sol na laje ou na varanda quando faz calor?

Na falta de praia ou piscina, a laje ou a varanda são muito bem vindas para pegar aquela corzinha ou dar uma refrescada. O que o mineiro não admite é passar vontade, e, para não dizer que temos inveja dos quilômetros e quilômetros de praia do nosso extenso Brasil, nos contentamos com a laje e com a mangueira mesmo…

6) … conhece e cita ditados populares (provérbios)?

Minha avó já dizia que só quem conhece ditados populares pode ser boa pessoa. E como água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, conseguiu me convencer disso. Mineiro que é mineiro não é santo de pau oco, além de conhecer usa e abusa dos ditados, se diverte com eles! Pois então, vamos colocar em prática a sabedoria mineira e começar a aprender logo, antes tarde do que nunca, pois a ignorância é o pior dos males!

7) … adora contar e ouvir “causos”?

Veja bem, “causos” não são piadas. Causos são eventos curiosos ou engraçados ocorridos com o namorado do amigo da sua vizinha, com a tia da avó da sua mãe, ou com o cachorro da prima da sogra da professora do jardim da infância. Sempre fica uma dúvida se os casos são invenções ou produto de uma mente fértil, mas não tem como não se divertir com eles! Não há mineiro que resista a contar causos ou a “rachar os bicos” quando se depara com um. De fato, quando dois mineiro se encontram, não vai faltar uma sessão de causos!

8) … faz junção ou abreviação de palavras? Usa expressões como “uai”, “trem”, “sô” , “bom demais da conta” ou tem uma expressão própria que todos seus amigos reconhecem? E ainda, inventa palavras? (Nesse último caso, acrescente mais um ponto).

Seja para economizar tempo ou saliva, todo mineiro adora abreviar palavras e até mesmo juntá-las. Desta mania saem pérolas do tipo: “pó pô pó?”, “peraí”, “tó”, “cê” e muitas outras versões impublicáveis. Agora, mineiro gosta mesmo é de inventar palavras, porque mineiro de verdade gosta de ter marca registrada! Basta lembrar do inventor de palavras Guimarães Rosa e até da nossa Lú (“sonhação”, lembram do texto IdiossincrasiasI???).

9) … sabe bordar e fazer biquinhos de crochê em panos de prato e toalhinhas? Se você for do sexo masculino, troque por “…você usa lenço de tecido”?

Mineiro tem carinho pelas tradições, e tem um capricho especial na hora de cuidar do seu interior. Por isso, as mulheres mineiras adoram dar aquele ar aconchegante à cozinha e aos banheiros decorando-os com toalhinhas e panos de prato bordados e enfeitados com biquinhos de crochê. Quanto aos homens, não dispensam seus lencinhos de tecido com monograma personalizado bordado, feito por suas mulheres, é claro, com muito carinho e dedicação.

10) … faz “pratinho” no fim da festa?

Mineiro não compactua com o desperdício, e também não recusa um docinho! Então, se no final da festa você não resiste a montar um pratinho com seus quitutes preferidos para saborear no dia seguinte, você é um legítimo mineiro, não tem como esconder!

Eu sou mineira, mas quem não é? Some os pontos e confira o seu resultado:

De 0 a 3 pontosPaulista, baiano, capixaba, fluminense, etc… Você, decididamente, não é mineiro! Tá fraco nessa mineiridade! Vale lembrar que é bom conhecer melhor o jeito de ser do pessoal de Minas, como já descrito lá em cima. Além de se surpreender com as belas coisas que você pode descobrir, pode acabar descobrindo mais mineiridade em você do que imaginava!

De 4 a 6 Mineirinho. Você sabe que é o bom nessa vida, mas, como todo bom mineiro, ainda está desconfiado demais para colocar em prática a sua sabedoria! Está certo que mineiro só arrisca quando tem certeza, mas nesse assunto, pode ficar tranqüilo e liberar o seu mineirismo à vontade, que você só tem a ganhar com isso.

De 7 a 9 – Você é mineiríssimo! Quase um mestre no assunto, quando se trata de mineiridade! Ser mineiro é com você mesmo

10 ou mais – Parabéns, você é mineiro da gema! Sabe curtir os pequenos prazeres da vida, pois acredita que neles se encontra a verdadeira felicidade!

Texto e Fotografia: Bela.

Macaquices

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Você gosta de animais? Possui bichos de estimação? Se considera um bom “dono”? Já ouviu falar em maus-tratos com os animais? …

E se eu te falasse que é possível um habeas corpus para um animal?
Habeas corpus???? Aquele que está na constituição? Um que os advogados sempre usam para soltar os presos? Cê tá louca, Ana?
– Pois é, este mesmo…
– O do artigo 5º, LXVIII da Constituição da República de 1988? Tem certeza?
– Bom, este é o único habeas corpus que eu conheço… Vamos aos fatos:
O habeas corpus é um remédio constitucional para assegurar a liberdade de locomoção de um indivíduo, quando há violência ou coação (ou ameaça de) por ilegalidade ou abuso de poder.
– E desde quando um animal é indivíduo?
– Bom, aí já é outra história, e o buraco é beeeeem mais embaixo.
Mas o fato é que na Bahia, entraram com um pedido inédito de habeas corpus para uma chimpanzé – de nome Suíça – que vivia no zoológico de Salvador! Segundo os requerentes – um grupo de promotores estaduais, estudantes de direito, veterinários, etc – a chimpanzé vivia num péssimo estado, numa jaula minúscula, com vazamento de água, toras caídas, o que a impedia de se locomover por toda a extensão do viveiro dos chimpanzés, manter contato com seus semelhantes e até se alimentar. Pretendiam que o juiz emitisse um alvará de soltura do animal, para que o mesmo fosse transferido a uma instituição no estado de São Paulo, que tratava somente de “grandes primatas” – chimpanzés – num ambiente livre, aberto, muito próximo ao habitat natural desta espécie, onde viveria com mais 35 outros chimpanzés.
O mais interessante de tudo isso, é admitir que um animal pudesse ser sujeito do direito de “ir e vir”, e ainda, a utilização do habeas corpus, e não da Ação Civil Pública (forma processual mais utilizada no que se concerne a danos ao meio ambiente)…
No entanto, quando você começa a analisar as coisas por outro ângulo, abstraindo-se de qualquer pré-conceito, você começa a ver que não só faz sentido, como também é plenamente possível! Ora, hoje em dia até “pessoas jurídicas” – que nem pessoas são, mas têm personalidade jurídica da mesma forma, podem comprar, vender, fazer negócios, etc – podem ser condenadas por crimes (ambientais); e até mesmo os que ainda nem nasceram (nascituros) têm seus direitos assegurados, da mesma forma que a massa falida (bens de empresa em falência), o espólio (patrimônio de um falecido) e os excepcionais (sem desenvolvimento mental completo), ébrios eventuais, viciados em tóxicos, deficientes mentais com discernimento reduzido, etc, são representados e possuem uma certa capacidade e personalidade jurídica.
Ao se pensar desta forma, não fica tão estranho assim, não é mesmo? Afinal de contas, os chimpanzés são os parentes mais próximos dos seres humanos, nossos genes são 94,3% iguais, e várias pesquisas já comprovaram que eles têm personalidades diferentes, fazem escolhas, se comunicam através de sons, toques e gestos, têm até raciocínio matemático, e demonstram suas emoções!

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.”

E quando o art. 225 da CR/88 fala TODOS, o que ela quer dizer com isso? Será que as plantas, os rios, os animais, não têm direito à este meio ambiente ecologicamente equilibrado?
Enfim, leitor, e assim foi lançada a semente… Creio que chamar a atenção para as transformações que estamos vivendo em nossa sociedade, no modo de pensar da humanidade, também é nossa função…
E lembrar que a terra é redonda, e gira em torno do Sol, e o sistema solar é apenas mais um, dentre os milhares de milhões que existem no universo…

Ana

Uai, bicho também é gente, sô!

Ps.: Para ler a íntegra do pedido de habeas corpus da chimpanzé “Suíça”, clique aqui.

Ps. 2: Está rolando uma votação no blog Escritos Malditos, do nosso amigo, carioca e rapper, Queiroz. O Mineiras, Uai está concorrendo como Melhor Blog, e a votação está apertada! Vote lá pra desempatar! O link é este aqui:
http://escritosmalditos.blogspot.com/2006/04/eleies-2006.html

Macaquices

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Você gosta de animais? Possui bichos de estimação? Se considera um bom “dono”? Já ouviu falar em maus-tratos com os animais? …

E se eu te falasse que é possível um habeas corpus para um animal?
Habeas corpus???? Aquele que está na constituição? Um que os advogados sempre usam para soltar os presos? Cê tá louca, Ana?
– Pois é, este mesmo…
– O do artigo 5º, LXVIII da Constituição da República de 1988? Tem certeza?
– Bom, este é o único habeas corpus que eu conheço… Vamos aos fatos:
O habeas corpus é um remédio constitucional para assegurar a liberdade de locomoção de um indivíduo, quando há violência ou coação (ou ameaça de) por ilegalidade ou abuso de poder.
– E desde quando um animal é indivíduo?
– Bom, aí já é outra história, e o buraco é beeeeem mais embaixo.
Mas o fato é que na Bahia, entraram com um pedido inédito de habeas corpus para uma chimpanzé – de nome Suíça – que vivia no zoológico de Salvador! Segundo os requerentes – um grupo de promotores estaduais, estudantes de direito, veterinários, etc – a chimpanzé vivia num péssimo estado, numa jaula minúscula, com vazamento de água, toras caídas, o que a impedia de se locomover por toda a extensão do viveiro dos chimpanzés, manter contato com seus semelhantes e até se alimentar. Pretendiam que o juiz emitisse um alvará de soltura do animal, para que o mesmo fosse transferido a uma instituição no estado de São Paulo, que tratava somente de “grandes primatas” – chimpanzés – num ambiente livre, aberto, muito próximo ao habitat natural desta espécie, onde viveria com mais 35 outros chimpanzés.
O mais interessante de tudo isso, é admitir que um animal pudesse ser sujeito do direito de “ir e vir”, e ainda, a utilização do habeas corpus, e não da Ação Civil Pública (forma processual mais utilizada no que se concerne a danos ao meio ambiente)…
No entanto, quando você começa a analisar as coisas por outro ângulo, abstraindo-se de qualquer pré-conceito, você começa a ver que não só faz sentido, como também é plenamente possível! Ora, hoje em dia até “pessoas jurídicas” – que nem pessoas são, mas têm personalidade jurídica da mesma forma, podem comprar, vender, fazer negócios, etc – podem ser condenadas por crimes (ambientais); e até mesmo os que ainda nem nasceram (nascituros) têm seus direitos assegurados, da mesma forma que a massa falida (bens de empresa em falência), o espólio (patrimônio de um falecido) e os excepcionais (sem desenvolvimento mental completo), ébrios eventuais, viciados em tóxicos, deficientes mentais com discernimento reduzido, etc, são representados e possuem uma certa capacidade e personalidade jurídica.
Ao se pensar desta forma, não fica tão estranho assim, não é mesmo? Afinal de contas, os chimpanzés são os parentes mais próximos dos seres humanos, nossos genes são 94,3% iguais, e várias pesquisas já comprovaram que eles têm personalidades diferentes, fazem escolhas, se comunicam através de sons, toques e gestos, têm até raciocínio matemático, e demonstram suas emoções!

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.”

E quando o art. 225 da CR/88 fala TODOS, o que ela quer dizer com isso? Será que as plantas, os rios, os animais, não têm direito à este meio ambiente ecologicamente equilibrado?
Enfim, leitor, e assim foi lançada a semente… Creio que chamar a atenção para as transformações que estamos vivendo em nossa sociedade, no modo de pensar da humanidade, também é nossa função…
E lembrar que a terra é redonda, e gira em torno do Sol, e o sistema solar é apenas mais um, dentre os milhares de milhões que existem no universo…

Ana

Uai, bicho também é gente, sô!

Ps.: Para ler a íntegra do pedido de habeas corpus da chimpanzé “Suíça”, clique aqui.

Ps. 2: Está rolando uma votação no blog Escritos Malditos, do nosso amigo, carioca e rapper, Queiroz. O Mineiras, Uai está concorrendo como Melhor Blog, e a votação está apertada! Vote lá pra desempatar! O link é este aqui:
http://escritosmalditos.blogspot.com/2006/04/eleies-2006.html

Macaquices

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Você gosta de animais? Possui bichos de estimação? Se considera um bom “dono”? Já ouviu falar em maus-tratos com os animais? …

E se eu te falasse que é possível um habeas corpus para um animal?
Habeas corpus???? Aquele que está na constituição? Um que os advogados sempre usam para soltar os presos? Cê tá louca, Ana?
– Pois é, este mesmo…
– O do artigo 5º, LXVIII da Constituição da República de 1988? Tem certeza?
– Bom, este é o único habeas corpus que eu conheço… Vamos aos fatos:
O habeas corpus é um remédio constitucional para assegurar a liberdade de locomoção de um indivíduo, quando há violência ou coação (ou ameaça de) por ilegalidade ou abuso de poder.
– E desde quando um animal é indivíduo?
– Bom, aí já é outra história, e o buraco é beeeeem mais embaixo.
Mas o fato é que na Bahia, entraram com um pedido inédito de habeas corpus para uma chimpanzé – de nome Suíça – que vivia no zoológico de Salvador! Segundo os requerentes – um grupo de promotores estaduais, estudantes de direito, veterinários, etc – a chimpanzé vivia num péssimo estado, numa jaula minúscula, com vazamento de água, toras caídas, o que a impedia de se locomover por toda a extensão do viveiro dos chimpanzés, manter contato com seus semelhantes e até se alimentar. Pretendiam que o juiz emitisse um alvará de soltura do animal, para que o mesmo fosse transferido a uma instituição no estado de São Paulo, que tratava somente de “grandes primatas” – chimpanzés – num ambiente livre, aberto, muito próximo ao habitat natural desta espécie, onde viveria com mais 35 outros chimpanzés.
O mais interessante de tudo isso, é admitir que um animal pudesse ser sujeito do direito de “ir e vir”, e ainda, a utilização do habeas corpus, e não da Ação Civil Pública (forma processual mais utilizada no que se concerne a danos ao meio ambiente)…
No entanto, quando você começa a analisar as coisas por outro ângulo, abstraindo-se de qualquer pré-conceito, você começa a ver que não só faz sentido, como também é plenamente possível! Ora, hoje em dia até “pessoas jurídicas” – que nem pessoas são, mas têm personalidade jurídica da mesma forma, podem comprar, vender, fazer negócios, etc – podem ser condenadas por crimes (ambientais); e até mesmo os que ainda nem nasceram (nascituros) têm seus direitos assegurados, da mesma forma que a massa falida (bens de empresa em falência), o espólio (patrimônio de um falecido) e os excepcionais (sem desenvolvimento mental completo), ébrios eventuais, viciados em tóxicos, deficientes mentais com discernimento reduzido, etc, são representados e possuem uma certa capacidade e personalidade jurídica.
Ao se pensar desta forma, não fica tão estranho assim, não é mesmo? Afinal de contas, os chimpanzés são os parentes mais próximos dos seres humanos, nossos genes são 94,3% iguais, e várias pesquisas já comprovaram que eles têm personalidades diferentes, fazem escolhas, se comunicam através de sons, toques e gestos, têm até raciocínio matemático, e demonstram suas emoções!

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.”

E quando o art. 225 da CR/88 fala TODOS, o que ela quer dizer com isso? Será que as plantas, os rios, os animais, não têm direito à este meio ambiente ecologicamente equilibrado?
Enfim, leitor, e assim foi lançada a semente… Creio que chamar a atenção para as transformações que estamos vivendo em nossa sociedade, no modo de pensar da humanidade, também é nossa função…
E lembrar que a terra é redonda, e gira em torno do Sol, e o sistema solar é apenas mais um, dentre os milhares de milhões que existem no universo…

Ana

Uai, bicho também é gente, sô!

Ps.: Para ler a íntegra do pedido de habeas corpus da chimpanzé “Suíça”, clique aqui.

Ps. 2: Está rolando uma votação no blog Escritos Malditos, do nosso amigo, carioca e rapper, Queiroz. O Mineiras, Uai está concorrendo como Melhor Blog, e a votação está apertada! Vote lá pra desempatar! O link é este aqui:
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Quando um é bom

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Por: Bela

Nós, humanos, temos uma péssima mania: a de não nos contentarmos com o que podemos ter. Já surgiram várias teorias que tentaram explicar essa síndrome do “eterno insatisfeito”, mas nenhuma chegou a uma conclusão significativa. No entanto, sempre constatamos os efeitos dessa insatisfação que nos atinge nos atos mais corriqueiros do dia a dia.

Vai tomar uma bola de sorvete? Assim que acaba, pensamos: Ah, eu quero mais! Voltou ao trabalho depois de um mês de férias? Ah, preciso de mais férias! Chegou domingo à noite e a musiquinha do fantástico teima em não desgrudar do seu cérebro? Ah, bem que o fim de semana podia ter três dias!

Não tem como fugir, sempre que uma coisa nos agrada, nos proporciona algum tipo de prazer, somos impulsionado por um sentimento de ganância que não nos deixa ficar satisfeitos e nos impulsiona a querer sempre mais.

Então, surgiu a sabedoria popular – às vezes nem tão sábia – que criou, não se sabe de onde, como, e muito menos porquê, a máxima: um é pouco, dois é bom, três é demais. Não sei se esta máxima é uma expressão de repúdio ao exagero, mas como eu tenho a mania de tentar descobrir o que tem por trás das expressões populares, e para minha alegria – já que um dos meus grandes prazeres é justamente contradizer a sabedoria popular – descobri que isso não é lá muito correto! Aliás, generalizar nunca é bom, e sempre pode nos colocar em grandes enrascadas. Não podemos, também, desprezar uma grande lição: tudo é relativo, e em toda história, tem um lado bom e um lado ruim. É assim mesmo: vivendo e aprendendo! Por isso, às vezes um é bom, dois é pouco, e três é demais, mas às vezes, um é demais, dois é bom e três é pouco. Existem até situações em que um é pouco, dois é demais e três é bom! Bom, chega dessa ladainha e acompanhe comigo, caro leitor, algumas das minhas conclusões:

Quando um é bom

Cereja no sundae. Ora, a cereja foi colocada ali para coroar a sobremesa, não teria a menor graça se fosse mais de uma!

Namorado. Se um dá trabalho, imagina dois, ou pior, três? Humanamente inviável.

Estagiário. O que você não está a fim de fazer ele está lá para resolver o problema.

Quando um é pouco

Final de semana. Deveriam vir em dupla, ou emendar de vez em quando. Só para a gente parar de ficar esperando por eles durante os outros 5 dias da semana (porque sexta e sábado são os únicos dias em que nos livramos desse pensamento).

Perfume. Tem que ter um para cada ocasião! Um pra sair à noite, um para trabalhar, um para os dias quentes, um para dias frios, um para ocasiões especiais, um para ocasiões especialíssimas. Isso não é desculpa para consumismo não, é necessidade mesmo!

Estagiário. Depois de ter um desses, nunca mais se vive sem, e sempre se quer mais.

Quando um é demais

Menudo – sei que eram quatro, mas um já era demais, não acham?

Celular. Toca na hora em que você não pode ou não quer atender, e sempre que você precisa dele, acaba a bateria.

Irmão. Não merece explicação.

Quando dois é bom

Avós. Enquanto a especialidade de uma é bolo de laranja, a da outra é geléia de goiaba. Tem melhor combinação?

Ouvidos. Um de cada lado da cabeça. Assim funciona bem demais. Agora, imagina se a gente tivesse um terceiro para limpar? Eu não dou conta!

Manicure. Enquanto uma faz as unhas do pé, a outra faz as unhas da mão. Tempo economizado em dobro.

Quando dois é pouco

Par de meia. Meias sempre deveriam vir em trio, porquê eu sempre perco um pé e a meia fica completamente inutilizável! Tenho uma gaveta cheia de meias sem par, e isso é um grande desperdício! Esta alternativa também pode ser válida para os brincos.

Estagiários. O que você não faz, um não dá conta de fazer e o outro enrola.

Quando dois é demais

Pernas. Na hora da depilação. Com cera quente. Ui!

Gêmeos.

Dupla sertaneja.

Quando três é bom

Dentes. Viveria feliz com três deles. Não sei porquê inventaram de colocar 32 aqui dentro, eu nem uso todos de uma só vez!

As meninas super poderosas. Elas dão conta de tudo.

Quando três é pouco

Ferrero Rocher. Eles vêm em trio no mesmo pacotinho, mas nunca são suficientes para saciar a nossa gula.

Estagiários. Nunca é demais. E quanto mais você tem, mais vai querer.

As mineiras uai, uai! E eu sou a maior prova disso! (brincadeirinha, gente!)

Quando três é demais

Trio Los Panchos. Essa é pleonasmo. Qualquer coisa que faça menção a música mexicana e a palavra “pancho” na mesma sentença não pode ser coisa boa, não importa se vem em dupla, trio ou sozinho.

III Reich.

Trigêmeos. Só espero não pagar língua…

Quando 1 é bom...
1 é bom, 2 é pouco e 3 é demais?

Quando um é bom

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Por: Bela

Nós, humanos, temos uma péssima mania: a de não nos contentarmos com o que podemos ter. Já surgiram várias teorias que tentaram explicar essa síndrome do “eterno insatisfeito”, mas nenhuma chegou a uma conclusão significativa. No entanto, sempre constatamos os efeitos dessa insatisfação que nos atinge nos atos mais corriqueiros do dia a dia.

Vai tomar uma bola de sorvete? Assim que acaba, pensamos: Ah, eu quero mais! Voltou ao trabalho depois de um mês de férias? Ah, preciso de mais férias! Chegou domingo à noite e a musiquinha do fantástico teima em não desgrudar do seu cérebro? Ah, bem que o fim de semana podia ter três dias!

Não tem como fugir, sempre que uma coisa nos agrada, nos proporciona algum tipo de prazer, somos impulsionado por um sentimento de ganância que não nos deixa ficar satisfeitos e nos impulsiona a querer sempre mais.

Então, surgiu a sabedoria popular – às vezes nem tão sábia – que criou, não se sabe de onde, como, e muito menos porquê, a máxima: um é pouco, dois é bom, três é demais. Não sei se esta máxima é uma expressão de repúdio ao exagero, mas como eu tenho a mania de tentar descobrir o que tem por trás das expressões populares, e para minha alegria – já que um dos meus grandes prazeres é justamente contradizer a sabedoria popular – descobri que isso não é lá muito correto! Aliás, generalizar nunca é bom, e sempre pode nos colocar em grandes enrascadas. Não podemos, também, desprezar uma grande lição: tudo é relativo, e em toda história, tem um lado bom e um lado ruim. É assim mesmo: vivendo e aprendendo! Por isso, às vezes um é bom, dois é pouco, e três é demais, mas às vezes, um é demais, dois é bom e três é pouco. Existem até situações em que um é pouco, dois é demais e três é bom! Bom, chega dessa ladainha e acompanhe comigo, caro leitor, algumas das minhas conclusões:

Quando um é bom

Cereja no sundae. Ora, a cereja foi colocada ali para coroar a sobremesa, não teria a menor graça se fosse mais de uma!

Namorado. Se um dá trabalho, imagina dois, ou pior, três? Humanamente inviável.

Estagiário. O que você não está a fim de fazer ele está lá para resolver o problema.

Quando um é pouco

Final de semana. Deveriam vir em dupla, ou emendar de vez em quando. Só para a gente parar de ficar esperando por eles durante os outros 5 dias da semana (porque sexta e sábado são os únicos dias em que nos livramos desse pensamento).

Perfume. Tem que ter um para cada ocasião! Um pra sair à noite, um para trabalhar, um para os dias quentes, um para dias frios, um para ocasiões especiais, um para ocasiões especialíssimas. Isso não é desculpa para consumismo não, é necessidade mesmo!

Estagiário. Depois de ter um desses, nunca mais se vive sem, e sempre se quer mais.

Quando um é demais

Menudo – sei que eram quatro, mas um já era demais, não acham?

Celular. Toca na hora em que você não pode ou não quer atender, e sempre que você precisa dele, acaba a bateria.

Irmão. Não merece explicação.

Quando dois é bom

Avós. Enquanto a especialidade de uma é bolo de laranja, a da outra é geléia de goiaba. Tem melhor combinação?

Ouvidos. Um de cada lado da cabeça. Assim funciona bem demais. Agora, imagina se a gente tivesse um terceiro para limpar? Eu não dou conta!

Manicure. Enquanto uma faz as unhas do pé, a outra faz as unhas da mão. Tempo economizado em dobro.

Quando dois é pouco

Par de meia. Meias sempre deveriam vir em trio, porquê eu sempre perco um pé e a meia fica completamente inutilizável! Tenho uma gaveta cheia de meias sem par, e isso é um grande desperdício! Esta alternativa também pode ser válida para os brincos.

Estagiários. O que você não faz, um não dá conta de fazer e o outro enrola.

Quando dois é demais

Pernas. Na hora da depilação. Com cera quente. Ui!

Gêmeos.

Dupla sertaneja.

Quando três é bom

Dentes. Viveria feliz com três deles. Não sei porquê inventaram de colocar 32 aqui dentro, eu nem uso todos de uma só vez!

As meninas super poderosas. Elas dão conta de tudo.

Quando três é pouco

Ferrero Rocher. Eles vêm em trio no mesmo pacotinho, mas nunca são suficientes para saciar a nossa gula.

Estagiários. Nunca é demais. E quanto mais você tem, mais vai querer.

As mineiras uai, uai! E eu sou a maior prova disso! (brincadeirinha, gente!)

Quando três é demais

Trio Los Panchos. Essa é pleonasmo. Qualquer coisa que faça menção a música mexicana e a palavra “pancho” na mesma sentença não pode ser coisa boa, não importa se vem em dupla, trio ou sozinho.

III Reich.

Trigêmeos. Só espero não pagar língua…

Quando 1 é bom...
1 é bom, 2 é pouco e 3 é demais?

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Continuando no meu espírito pascal, trago pra vocês este texto maravilhoso que foi colocado no folheto da missa de ontem. Sei que nem todas as religiões contemplam a figura de Maria, mas sem essa mãezona muita coisa no mundo ficaria a desejar.
Eu me vejo como uma Pequena Maria no mundo e acho que todas as mulheres têm um pouco dela.
Não estou querendo catequisar, mas o objetivo do nosso blog é trazer a público todos os temas e discussões. Todas as opiniões são bem vindas!
Beijos e boa semana para todos, Lú
ACELERAR O PASSO

Aceleramos o passo sempre que buscamos algo importante para nossa existência. Quem ama não se cansa facilmente nem se deixa vencer pelo desânimo. Ao contrário, enfrenta qualquer obstáculo para conseguir seu objetivo.

O evangelho de hoje nos convida a buscar a vida e tirar as pedras que a sufocam. Estas, por mais pesadas que sejam, nunca deveriam deter a marcha da vida.

Maria Madalena e tantas outras Marias, inconformadas com a dor e a morte, madrugam na esperança de conseguir a vida. São mulheres corajosas e teimosas que não ficam chorando em razão da morte, mas buscam a vida que brota até dos túmulos soterrados. São mulheres ansiosas por vida e amor.

Quem tem coragem de madrugar e arregaçar as mangas faz a vida acontecer. Esse é o exemplo de Maria Madalena e de tantas outras Marias, que se organizam e, unindo as forças, arrancam as pedras que sufocam a existência.

Essas mulheres sabem que ninguém consegue deter a força que possuem quando posta em comum. Em mutirão, partilham o pão por elas amassado, lançam a semente na terra generosa das hortas comunitárias, fazem surgir do chão pisado barracos que abrigam da chuva e do frio, brigam para que os poderes públicos construam o posto de saúde do bairro e façam a creche necessária para acolher suas crianças, mobilizam-se para que a escola prometida na campanha política se torne realidade.

A ressurreição de Jesus é como uma semente lançada no coração de cada ser humano e no chão da vida do povo – precisa ser cultivada com muito amor e carinho. Jesus ressuscitado é a certeza de que vale a pena lutar contra os sinais de morte. Vale a pena madrugar e correr em busca da vida: ela se encontra em algum lugar. Ainda hoje é possível vê-la brotando dos escombros da morte.

Nilo Luza

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Continuando no meu espírito pascal, trago pra vocês este texto maravilhoso que foi colocado no folheto da missa de ontem. Sei que nem todas as religiões contemplam a figura de Maria, mas sem essa mãezona muita coisa no mundo ficaria a desejar.
Eu me vejo como uma Pequena Maria no mundo e acho que todas as mulheres têm um pouco dela.
Não estou querendo catequisar, mas o objetivo do nosso blog é trazer a público todos os temas e discussões. Todas as opiniões são bem vindas!
Beijos e boa semana para todos, Lú
ACELERAR O PASSO

Aceleramos o passo sempre que buscamos algo importante para nossa existência. Quem ama não se cansa facilmente nem se deixa vencer pelo desânimo. Ao contrário, enfrenta qualquer obstáculo para conseguir seu objetivo.

O evangelho de hoje nos convida a buscar a vida e tirar as pedras que a sufocam. Estas, por mais pesadas que sejam, nunca deveriam deter a marcha da vida.

Maria Madalena e tantas outras Marias, inconformadas com a dor e a morte, madrugam na esperança de conseguir a vida. São mulheres corajosas e teimosas que não ficam chorando em razão da morte, mas buscam a vida que brota até dos túmulos soterrados. São mulheres ansiosas por vida e amor.

Quem tem coragem de madrugar e arregaçar as mangas faz a vida acontecer. Esse é o exemplo de Maria Madalena e de tantas outras Marias, que se organizam e, unindo as forças, arrancam as pedras que sufocam a existência.

Essas mulheres sabem que ninguém consegue deter a força que possuem quando posta em comum. Em mutirão, partilham o pão por elas amassado, lançam a semente na terra generosa das hortas comunitárias, fazem surgir do chão pisado barracos que abrigam da chuva e do frio, brigam para que os poderes públicos construam o posto de saúde do bairro e façam a creche necessária para acolher suas crianças, mobilizam-se para que a escola prometida na campanha política se torne realidade.

A ressurreição de Jesus é como uma semente lançada no coração de cada ser humano e no chão da vida do povo – precisa ser cultivada com muito amor e carinho. Jesus ressuscitado é a certeza de que vale a pena lutar contra os sinais de morte. Vale a pena madrugar e correr em busca da vida: ela se encontra em algum lugar. Ainda hoje é possível vê-la brotando dos escombros da morte.

Nilo Luza

Páscoa…

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Mais uma da série cantigas de infância


Coelhinho da Páscoa (com comentários)

De olhos vermelhos, (O bicho tava doidão)
De pêlo branquinho, (Deve ser coroa também)
De pulo bem leve, (boiola!)
Eu sou o coelhinho, (diz ser manhoso)
Sou muito assustado, (uuuuuuuuh…. nooossa!)
Porém sou guloso, (Huuun aih tem)
Por uma cenoura… (assumiu…)
Já fico manhoso (definitivamente boiola)
Eu pulo pra frente, eu pulo pra trás (versos altamente eróticos)
Dou 1000 cambalhotas (Kama Sutra)
Sou forte demais! (pit-boy)
Comi uma cenoura (assumiu messssmo)
Com casca e tudo (Com proteção pelo menos)

Tão grande ela era… (aff…)
Fiquei barrigudo!!! (Aaaaaaahhh bom… era COELHA!!!)



Feliz páscoa!


Tortura...

Mineiras, Uai!

(Com a contribuição da Elza do Blog do Beagle)

Páscoa…

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Mais uma da série cantigas de infância


Coelhinho da Páscoa (com comentários)

De olhos vermelhos, (O bicho tava doidão)
De pêlo branquinho, (Deve ser coroa também)
De pulo bem leve, (boiola!)
Eu sou o coelhinho, (diz ser manhoso)
Sou muito assustado, (uuuuuuuuh…. nooossa!)
Porém sou guloso, (Huuun aih tem)
Por uma cenoura… (assumiu…)
Já fico manhoso (definitivamente boiola)
Eu pulo pra frente, eu pulo pra trás (versos altamente eróticos)
Dou 1000 cambalhotas (Kama Sutra)
Sou forte demais! (pit-boy)
Comi uma cenoura (assumiu messssmo)
Com casca e tudo (Com proteção pelo menos)

Tão grande ela era… (aff…)
Fiquei barrigudo!!! (Aaaaaaahhh bom… era COELHA!!!)



Feliz páscoa!


Tortura...

Mineiras, Uai!

(Com a contribuição da Elza do Blog do Beagle)