Arquivo da categoria: Causos

"O CONTO DO VIGÁRIO"

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Quem nunca ouviu falar de alguém que caiu no “conto do vigário”???

Violência armada temos aos montes em todos os cantos do Brasil, mas aplicar golpes como o que eu e a Dô ouvimos ontem não é para qualquer um… ou talvez seja desde que tenha um bobo como sujeito na estória.

Ontem eu e a Dô fomos almoçar num restaurante lá perto do escritório (comida barata e boa) e de repente nos deparamos com uma mulher estacionada com seu carro na contra-mão de direção e chorando muito.

Já estranhei quando a mulher fez uma curva acelerando ao máximo e parou em sentido contrário à mão de direção numa rua de grande movimento. De repente… vimos um aglomerado de pessoas em volta do carro da mulher, e ela a soluçar de tanto chorar.

Segundo o que ouvimos, pois ainda estamos almoçando quando tudo aconteceu, um rapaz chegou perto da mulher e disse que precisava receber um dinheiro através de depósito em conta corrente. Era um dinheiro vindo de uma cidade do interior. Mas estava dando um erro na transferência do dinheiro para a conta dele, e então perguntou à tal mulher se ela não tinha conta corrente em banco e se poderia aceitar a transferência do dinheiro para ele. Depois disso deve ter acontecido mais alguma coisa que não sabemos… mas por fim, a mulher entregou o cartão bancário dela para o tal cara e ele sacou o dinheiro todo da conta dela… pode? Ela estava desesperada!

Saímos do restaurante chocadas: será que essa mulher é tão ingênua que entregaria o cartão bancário a um desconhecido? Será que ela não imaginou que poderia estar nas mãos de um ladrão?

Todos os dias escutamos falar de assaltos, fraudes em contas, e essa mulher ainda caiu nesse golpe???

Segundo a dono do restaurante, talvez o golpista tenha hipnotizado a mulher, será???

Meu pai conta um caso (meu pai é o Juvenal “dos causos”) que um vizinho nosso, há uns 20 anos atrás, caiu num “conto do vigário”. Foi assim: meu vizinho estava no centro de BH (e naquela época o centro não era essa muvuca de hoje) e chegou perto dele um sujeito que dizia ser do interior e que estaria em dificuldades de conferir um bilhete de loteria. Meu vizinho muito prestativo (mineiro é assim acolhedor, amigo…) foi com o tal sujeito na loteria e viu que o cara tinha ganhado uma grana legal. Daí o olho do meu vizinho cresceu e o sujeito, todo humilde, disse a ele que morava no interior, que tinha que ir embora para a casa naquele dia, e que não poderia ficar em BH para esperar a CEF abrir no dia seguinte e, então, pegar o dinheiro. O cara propôs ao meu vizinho que ficasse com o bilhete em troca de qualquer quantia monetária que pudesse arrumar para o sujeito voltar ao interior. Ingênuo…

Meu vizinho foi em casa e pegou as economias que tinha guardado em baixo do colchão e entregou ao sujeito. Não deu outra… era um golpista. O homem ficou com a grana, o bilhete era forjado e meu vizinho perdeu o que tinha!!!

Nossa, escrevendo estes casos já me veio outros na memória, que se fosse contar não caberia neste post.

Por fim, hoje atendi um telefonema para minha mãe de uma mulher pedindo o número da conta corrente dela, dizendo que deveria depositar um dinheiro… Ora, ora, ora. Eu fui até um pouco mal educada com a mulher, mas disse que esse tipo de informação minha mãe não dava por telefone e perguntei então onde minha mãe deveria ir para encontrar com ela. Sabe o que disse? Pode deixar, depois eu ligo. Desconfio…

Gente, existem muitas pessoas sofrendo golpes de bobeira, vamos ficar espertos, os golpistas estão por todo lado (já to lembrando do caso dos rackers que passou no último Fantástico)!

Beijos Lú

"O CONTO DO VIGÁRIO"

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Quem nunca ouviu falar de alguém que caiu no “conto do vigário”???

Violência armada temos aos montes em todos os cantos do Brasil, mas aplicar golpes como o que eu e a Dô ouvimos ontem não é para qualquer um… ou talvez seja desde que tenha um bobo como sujeito na estória.

Ontem eu e a Dô fomos almoçar num restaurante lá perto do escritório (comida barata e boa) e de repente nos deparamos com uma mulher estacionada com seu carro na contra-mão de direção e chorando muito.

Já estranhei quando a mulher fez uma curva acelerando ao máximo e parou em sentido contrário à mão de direção numa rua de grande movimento. De repente… vimos um aglomerado de pessoas em volta do carro da mulher, e ela a soluçar de tanto chorar.

Segundo o que ouvimos, pois ainda estamos almoçando quando tudo aconteceu, um rapaz chegou perto da mulher e disse que precisava receber um dinheiro através de depósito em conta corrente. Era um dinheiro vindo de uma cidade do interior. Mas estava dando um erro na transferência do dinheiro para a conta dele, e então perguntou à tal mulher se ela não tinha conta corrente em banco e se poderia aceitar a transferência do dinheiro para ele. Depois disso deve ter acontecido mais alguma coisa que não sabemos… mas por fim, a mulher entregou o cartão bancário dela para o tal cara e ele sacou o dinheiro todo da conta dela… pode? Ela estava desesperada!

Saímos do restaurante chocadas: será que essa mulher é tão ingênua que entregaria o cartão bancário a um desconhecido? Será que ela não imaginou que poderia estar nas mãos de um ladrão?

Todos os dias escutamos falar de assaltos, fraudes em contas, e essa mulher ainda caiu nesse golpe???

Segundo a dono do restaurante, talvez o golpista tenha hipnotizado a mulher, será???

Meu pai conta um caso (meu pai é o Juvenal “dos causos”) que um vizinho nosso, há uns 20 anos atrás, caiu num “conto do vigário”. Foi assim: meu vizinho estava no centro de BH (e naquela época o centro não era essa muvuca de hoje) e chegou perto dele um sujeito que dizia ser do interior e que estaria em dificuldades de conferir um bilhete de loteria. Meu vizinho muito prestativo (mineiro é assim acolhedor, amigo…) foi com o tal sujeito na loteria e viu que o cara tinha ganhado uma grana legal. Daí o olho do meu vizinho cresceu e o sujeito, todo humilde, disse a ele que morava no interior, que tinha que ir embora para a casa naquele dia, e que não poderia ficar em BH para esperar a CEF abrir no dia seguinte e, então, pegar o dinheiro. O cara propôs ao meu vizinho que ficasse com o bilhete em troca de qualquer quantia monetária que pudesse arrumar para o sujeito voltar ao interior. Ingênuo…

Meu vizinho foi em casa e pegou as economias que tinha guardado em baixo do colchão e entregou ao sujeito. Não deu outra… era um golpista. O homem ficou com a grana, o bilhete era forjado e meu vizinho perdeu o que tinha!!!

Nossa, escrevendo estes casos já me veio outros na memória, que se fosse contar não caberia neste post.

Por fim, hoje atendi um telefonema para minha mãe de uma mulher pedindo o número da conta corrente dela, dizendo que deveria depositar um dinheiro… Ora, ora, ora. Eu fui até um pouco mal educada com a mulher, mas disse que esse tipo de informação minha mãe não dava por telefone e perguntei então onde minha mãe deveria ir para encontrar com ela. Sabe o que disse? Pode deixar, depois eu ligo. Desconfio…

Gente, existem muitas pessoas sofrendo golpes de bobeira, vamos ficar espertos, os golpistas estão por todo lado (já to lembrando do caso dos rackers que passou no último Fantástico)!

Beijos Lú

Sapinho/Aranha!

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Em meio a assuntos polêmicos como: esporte e violência. Estou eu aqui de novo pra falar do bendito sapinho fdp. Bom, Deus é prova que tentei! Mas, não adianta já virou perseguição. Tinha prometido parar com a história do Sapinho, mesmo porque ele sumiu mesmo.
Ah, agora liguei o Foda-se turbinado e tô mandando ver!

Não quero papo, não o encontrei, não sei do amigo dele, muito menos se ele morreu. Mas, o xará dele tá mortinho da silva. Acho que vou escrever um livro com contos sobre: A Princesa e o sapinho, A princesa e o sapinho (o retorno) e agora : O sapinho / aranha!!! Quêqueisso….
Na sexta-feira ( 22/10/2004), fui fazer um programinha bacana demais, com pessoas que nunca vi, exceto o Dani é claro. Gente, Dani é aquele ex-amigo que hoje é meu amigo de novo. Aquele, que falou que eu estava com a calça cagada, e que devido a tanto constrangimento (dramática) peguei um carro particular pensando que era um taxi, lembram? Se não lembram, entrem: aqui.
Voltando à sexta-feira. Então, o Dani meu amigo de novo, foi me pegar na faculdade (milagre) para comer sushi na casa de um amigo do amigo dele!!! Olha que interação legal…ninguém conhece ninguém e muito menos eu… sentiu o drama. Pois é, vou tentar ser mais clara. Se bem que a minha amiga (Pê) aqui do lado diz pra eu ser mais pornográfica ao invez de ser clara.
O Velasco, dona da casa, do sushi e do site do Mr. Cú (www.patrickepenetra.com), já estava super encucado, porque o Dani me deu o endereço do site dele e eu havia entrado e deixado um comentário falando da reunião que iria aconter mais tarde na casa dele (sushi). Detalhe, que ele nunca ouviu falar o meu nome e de repente eu sabia do encontro entre amigos na casa dele????
Pois é, mas assim que cheguei, o Dani nos apresentou, aí quebrou o mistério.

A noite estava ótima, regada à comida japonesa e vinho de caixinha (ô gente, vocês acreditam que o Dani, levou um leite, ou melhor, um vinho de caixinha, igualzinho a caixinha de leite… e até que ele era bom (o vinho) êta mente!). Mais tarde, quando quase todos tinham ido embora. Sobrou eu o Dani, o Velasco, é claro, e a “amiga” dele, gente boa demais da conta. Papo vai, papo vem. Até que o cabeção do Velasco, do nada, pergunta: “Ô Dô, você conhece o “Sapinho”? Ele disse o nome certinho do Sapinho, mas a princesa aqui, é muito ética e não vai dizer o nome, né! Eu fiquei mais branca do que já sou. E o cabeção perguntou de novo. Eu fiquei quietinha no meu canto e não disse nada. Aí ele disse: “Espera aí que eu vou pegar para você ver!”
Lá vem o Velasco com uma aranha peludaça enorme dentro de um vidro com álcool. Eu fiquei abismada… Cara, o diabo sabe pra quem aparece! Eu fugindo e essa praga atrás… ninguém merece… Depois desse episódio macabro, o papo foi sobre a aranha o resto da noite, e chamando pelo nome, olha, que o nome não Pedro, José, Rafael, Geraldo… é bem incomum, as duas “coisas” que eu conheço com esse nome é o Sapinho e a Aranha…. que maravilha…. O bom é que a aranha estava realmente, mortinha da silva, mesmo! Uiuiui. Ainda bem. Agora já virou Comédia, né Dani!?
Depois disso tudo, tive que revelar o segredo, ou melhor, a catástrofe! Foi uma gozação só. Coitada da princesa. Será que acabou ou tem mais???? Ai meu Deus manda um príncipe, essa fauna tá crescendo demais, é sapo peludo, aranha peluda….credo… tô fora do veado…sai pra lá…

Bjos para todos (meus fãs), personagens, exceto Sapinho e Aranha, né!?

Dodô.

Sapinho/Aranha!

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Em meio a assuntos polêmicos como: esporte e violência. Estou eu aqui de novo pra falar do bendito sapinho fdp. Bom, Deus é prova que tentei! Mas, não adianta já virou perseguição. Tinha prometido parar com a história do Sapinho, mesmo porque ele sumiu mesmo.
Ah, agora liguei o Foda-se turbinado e tô mandando ver!

Não quero papo, não o encontrei, não sei do amigo dele, muito menos se ele morreu. Mas, o xará dele tá mortinho da silva. Acho que vou escrever um livro com contos sobre: A Princesa e o sapinho, A princesa e o sapinho (o retorno) e agora : O sapinho / aranha!!! Quêqueisso….
Na sexta-feira ( 22/10/2004), fui fazer um programinha bacana demais, com pessoas que nunca vi, exceto o Dani é claro. Gente, Dani é aquele ex-amigo que hoje é meu amigo de novo. Aquele, que falou que eu estava com a calça cagada, e que devido a tanto constrangimento (dramática) peguei um carro particular pensando que era um taxi, lembram? Se não lembram, entrem: aqui.
Voltando à sexta-feira. Então, o Dani meu amigo de novo, foi me pegar na faculdade (milagre) para comer sushi na casa de um amigo do amigo dele!!! Olha que interação legal…ninguém conhece ninguém e muito menos eu… sentiu o drama. Pois é, vou tentar ser mais clara. Se bem que a minha amiga (Pê) aqui do lado diz pra eu ser mais pornográfica ao invez de ser clara.
O Velasco, dona da casa, do sushi e do site do Mr. Cú (www.patrickepenetra.com), já estava super encucado, porque o Dani me deu o endereço do site dele e eu havia entrado e deixado um comentário falando da reunião que iria aconter mais tarde na casa dele (sushi). Detalhe, que ele nunca ouviu falar o meu nome e de repente eu sabia do encontro entre amigos na casa dele????
Pois é, mas assim que cheguei, o Dani nos apresentou, aí quebrou o mistério.

A noite estava ótima, regada à comida japonesa e vinho de caixinha (ô gente, vocês acreditam que o Dani, levou um leite, ou melhor, um vinho de caixinha, igualzinho a caixinha de leite… e até que ele era bom (o vinho) êta mente!). Mais tarde, quando quase todos tinham ido embora. Sobrou eu o Dani, o Velasco, é claro, e a “amiga” dele, gente boa demais da conta. Papo vai, papo vem. Até que o cabeção do Velasco, do nada, pergunta: “Ô Dô, você conhece o “Sapinho”? Ele disse o nome certinho do Sapinho, mas a princesa aqui, é muito ética e não vai dizer o nome, né! Eu fiquei mais branca do que já sou. E o cabeção perguntou de novo. Eu fiquei quietinha no meu canto e não disse nada. Aí ele disse: “Espera aí que eu vou pegar para você ver!”
Lá vem o Velasco com uma aranha peludaça enorme dentro de um vidro com álcool. Eu fiquei abismada… Cara, o diabo sabe pra quem aparece! Eu fugindo e essa praga atrás… ninguém merece… Depois desse episódio macabro, o papo foi sobre a aranha o resto da noite, e chamando pelo nome, olha, que o nome não Pedro, José, Rafael, Geraldo… é bem incomum, as duas “coisas” que eu conheço com esse nome é o Sapinho e a Aranha…. que maravilha…. O bom é que a aranha estava realmente, mortinha da silva, mesmo! Uiuiui. Ainda bem. Agora já virou Comédia, né Dani!?
Depois disso tudo, tive que revelar o segredo, ou melhor, a catástrofe! Foi uma gozação só. Coitada da princesa. Será que acabou ou tem mais???? Ai meu Deus manda um príncipe, essa fauna tá crescendo demais, é sapo peludo, aranha peluda….credo… tô fora do veado…sai pra lá…

Bjos para todos (meus fãs), personagens, exceto Sapinho e Aranha, né!?

Dodô.

TERROR NO EDIFÍCIO

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Um fato ocorrido na última sexta-feira no prédio em que resido, me chamou muito a atenção para duas coisas:
1. A violência está em qualquer lugar, não respeita credo, raça, lei ou idade;
2. A má distribuição de renda no nosso país gera constrastes sociais evidentes.
Vou explicar.
A filha de 14 anos de uma moradora aqui do prédio resolveu dar uma festa em nosso Salão de Festas para sua turma de colégio. Contratou D.J, fez os ingressos e vendeu para o pessoal da escola. Só se esqueceu de alguns detalhes: a) a norma de nosso condomínio é expressa quando diz que é proibido fazer festas com intuito comercial (ou seja, vendendo ingresso); b) a norma também é expressa quando diz que a reserva do salão deverá ser feita junto ao SÍNDICO do edifício, pelo PROPRIETÁRIO do apartamento, que deverá se responsabilizar por quaisquer danos e pela utilização do salão; e c) é proibido som alto após 22h no prédio, norma prevista não só em nossa Convenção, como também numa lei municipal chamada Estatuto da Cidade.
Que eu saiba, menina de 14 anos não pode ser PROPRIETÁRIA de imóvel, então a MÃE (ou pai) dela que deveria ter solicitado a reserva do salão para tais fins, etc e tal, ao SÍNDICO, que vem a ser meu querido e amado papai. É claro que não aconteceu nem uma coisa nem outra, e a menor de idade apenas “avisou” ao porteiro que iria dar uma festa naquele dia. O porteiro é tão inteligente que não repassou a mensagem prá nós, não perguntou nada de nada sobre a festa, e forneceu as chaves do salão prá “criança”. (Detalhe: na hora da festa, a mãe nem no prédio estava.)
Resultado: 22:45h, todo mundo querendo dormir, e aquela musiquinha que toca no programa Pânico na TV – no quadro da “Morte”, quando os caras fantasiados de “Morte” fazem “bunda-lêlê” pro pessoal nas ruas – tocando, na maior altura e sem parar, como se eu estivesse com o som ligado no meu quarto, “no talo”! Prá vocês terem uma idéia, nosso apartamento fica no 8º andar, e o salão, no 3º! Imaginem quem mora no 4º andar! Eu mal conseguia ouvir meus pensamentos! Papai resolveu descer até lá, prá saber o que estava ocorrendo, porque até então, a gente nem sabia se estava tendo festa, e de quem.
A menina, claro, ficou revoltada, tentando se esquivar, etc, mas a grosseria mesmo foi por parte do D.J., que não só recusava-se a abaixar o volume do som, como também desrespeitou meu pai, ameaçando-o inclusive de bater, etc, juntamente com um dos amiguinhos menores de idade bêbados (detalhe) da “dona da festa”. Onde já se viu desrespeitar um senhor (porque apesar de ter a cabeça jovem, meu pai tem mais de 50 anos, não posso negar), ameaçar de bater nele (muito mais fraco que qualquer jovem de 20 e poucos anos), só porque ele estava solicitando, na maior educação que o som da festa não atrapalhasse o sono de quem não tinha nada a ver com a balbúrdia!? Pois foi isto mesmo que aconteceu, levando meu pai a ter uma atitude mais enérgica e acabando com a festa imediatamente, sob pena de chamar a Polícia para prender o cidadão por desacato e ameaça. Choradeira, gritaria, etc, concordaram em ir embora. (Detalhe que a essas alturas, já passavam das 23:30h.)
Eis que meu pai resolve ir falar com o porteiro, e qual não é o seu susto ao encontrar, no portão de acesso ao edifício, mais de 50 pessoas tentando forçar a abertura do portão, brigando com o porteiro!? E o pior, gente: a maioria das pessoas que estavam no portão, era muito mal-encarada, mal-vestida, e aparentava marginais mesmo (deviam até estar armados) – uma vez que há uma favela perigosa não muito longe de casa. Eu e minha mãe olhando pela janela, horrorizadas, meu pai sem acreditar naquela visão dos infernos, e até a menina, que até então brigava com meu pai prá continuar a festa, calou a boca e se desesperou ao ver tantos marginais com (e sem também) o ingresso prá “Festinha” na mão!
A Polícia foi chamada através do 190 imediatamente. Vocês acham que alguém chegou? Nem um pê-emezinho montado a cavalo apareceu prá contar história, não nas próximas 3 horas que se seguiram.
Após um bom tempo, chega um carro de outra moradora do edifício, e o porteiro teve que abrir prá ela entrar, e coisa óbvia, os marginais entraram junto! Foram para o salão, eu e mamãe tremendo de nervoso, nesta hora papai já tinha subido prá falar com a gente e ligado mais umas 2 vezes prá PM, e o porteiro indefeso nada podendo fazer. Recomeçaram a festa, religaram o som, começaram a beber, etc. A menina ficou um tempão fazendo escândalo com o porteiro, mas ao ver que o pessoal estava recomeçando a gostar de sua “festinha”, retornou para o salão de festas.
Quando ela percebeu que a bagunça irira recomeçar, pediu aos presentes que fossem embora, pois a PM chegaria a qualquer momento, etc. Só que foi aí que os marginais que invadiram o prédio a ameaçaram de roubar seus tênis, e invadir o restante do edifício, pois estavam com armas, e saquear todos os apartamentos.
Não sei na verdade o que aconteceu depois. Só sei que meu pai ficou na casa do vizinho do 6º andar, tentando falar com os outros moradores do prédio que se precavessem, e ligassem também à Polícia.
Parece que os marginais previram exatamente quanto tempo a PM demoraria para chegar, e acabaram indo embora (após beber e comer tudo, claro, fazendo muita gritaria de baixo-nível), e qual não foi a nossa surpresa quando, nem bem se passaram 5 minutos que eles tinham ido embora, quando um carro de polícia estacionou ao lado do prédio…
Só sei que, no fim, continuamos todos vivos e inteiros, apesar de termos ido dormir com ajuda de calmantes mais ou menos às 2:30h da madrugada.
Olha, eu não tenho preconceito contra pessoas que moram na favela. Eu tenho MEDO de quem, além de morar na favela, se utiliza do poder da massa para fazer mal a cidadões de bem. Nós nem ricos somos, não roubamos ou sobornamos ninguém, não promovemos a corrupção, e não passamos de vítimas de um sistema capitalista que só nos torna cada dia mais pobres, e os ricos cada dia mais ricos. Eu não me acho superior a ninguém só porque moro num edifício, num bairro bom da cidade, com elevador e salão de festas. Minha superioridade é intelectual e emocional, e nisto eu posso ser superior até mesmo ao Presidente da República, ao Ministro das Telecomunicações! Não é onde vivo que me torna melhor, mas a minha contribuição para o mundo, para a minha sociedade e comunidade. Graças a Deus eu tive oportunidade de estudar numa universidade pública (uma das melhores do Brasil). E agora estou contribuindo para a sociedade, trabalhando, estudando mais e pesquisando, tentando melhorar a Justiça e aproximar as leis do nosso povo.
Mas a violência não leva a nada, não faz ninguém melhorar de vida.
Pensem nisso quando saírem de casa para ir à escola, ou à faculdade, ou quando pegarem um táxi e almoçarem no shopping…
Agora, tirem suas próprias conclusões.
Abraços,
Ana Letícia.

TERROR NO EDIFÍCIO

Padrão
Um fato ocorrido na última sexta-feira no prédio em que resido, me chamou muito a atenção para duas coisas:
1. A violência está em qualquer lugar, não respeita credo, raça, lei ou idade;
2. A má distribuição de renda no nosso país gera constrastes sociais evidentes.
Vou explicar.
A filha de 14 anos de uma moradora aqui do prédio resolveu dar uma festa em nosso Salão de Festas para sua turma de colégio. Contratou D.J, fez os ingressos e vendeu para o pessoal da escola. Só se esqueceu de alguns detalhes: a) a norma de nosso condomínio é expressa quando diz que é proibido fazer festas com intuito comercial (ou seja, vendendo ingresso); b) a norma também é expressa quando diz que a reserva do salão deverá ser feita junto ao SÍNDICO do edifício, pelo PROPRIETÁRIO do apartamento, que deverá se responsabilizar por quaisquer danos e pela utilização do salão; e c) é proibido som alto após 22h no prédio, norma prevista não só em nossa Convenção, como também numa lei municipal chamada Estatuto da Cidade.
Que eu saiba, menina de 14 anos não pode ser PROPRIETÁRIA de imóvel, então a MÃE (ou pai) dela que deveria ter solicitado a reserva do salão para tais fins, etc e tal, ao SÍNDICO, que vem a ser meu querido e amado papai. É claro que não aconteceu nem uma coisa nem outra, e a menor de idade apenas “avisou” ao porteiro que iria dar uma festa naquele dia. O porteiro é tão inteligente que não repassou a mensagem prá nós, não perguntou nada de nada sobre a festa, e forneceu as chaves do salão prá “criança”. (Detalhe: na hora da festa, a mãe nem no prédio estava.)
Resultado: 22:45h, todo mundo querendo dormir, e aquela musiquinha que toca no programa Pânico na TV – no quadro da “Morte”, quando os caras fantasiados de “Morte” fazem “bunda-lêlê” pro pessoal nas ruas – tocando, na maior altura e sem parar, como se eu estivesse com o som ligado no meu quarto, “no talo”! Prá vocês terem uma idéia, nosso apartamento fica no 8º andar, e o salão, no 3º! Imaginem quem mora no 4º andar! Eu mal conseguia ouvir meus pensamentos! Papai resolveu descer até lá, prá saber o que estava ocorrendo, porque até então, a gente nem sabia se estava tendo festa, e de quem.
A menina, claro, ficou revoltada, tentando se esquivar, etc, mas a grosseria mesmo foi por parte do D.J., que não só recusava-se a abaixar o volume do som, como também desrespeitou meu pai, ameaçando-o inclusive de bater, etc, juntamente com um dos amiguinhos menores de idade bêbados (detalhe) da “dona da festa”. Onde já se viu desrespeitar um senhor (porque apesar de ter a cabeça jovem, meu pai tem mais de 50 anos, não posso negar), ameaçar de bater nele (muito mais fraco que qualquer jovem de 20 e poucos anos), só porque ele estava solicitando, na maior educação que o som da festa não atrapalhasse o sono de quem não tinha nada a ver com a balbúrdia!? Pois foi isto mesmo que aconteceu, levando meu pai a ter uma atitude mais enérgica e acabando com a festa imediatamente, sob pena de chamar a Polícia para prender o cidadão por desacato e ameaça. Choradeira, gritaria, etc, concordaram em ir embora. (Detalhe que a essas alturas, já passavam das 23:30h.)
Eis que meu pai resolve ir falar com o porteiro, e qual não é o seu susto ao encontrar, no portão de acesso ao edifício, mais de 50 pessoas tentando forçar a abertura do portão, brigando com o porteiro!? E o pior, gente: a maioria das pessoas que estavam no portão, era muito mal-encarada, mal-vestida, e aparentava marginais mesmo (deviam até estar armados) – uma vez que há uma favela perigosa não muito longe de casa. Eu e minha mãe olhando pela janela, horrorizadas, meu pai sem acreditar naquela visão dos infernos, e até a menina, que até então brigava com meu pai prá continuar a festa, calou a boca e se desesperou ao ver tantos marginais com (e sem também) o ingresso prá “Festinha” na mão!
A Polícia foi chamada através do 190 imediatamente. Vocês acham que alguém chegou? Nem um pê-emezinho montado a cavalo apareceu prá contar história, não nas próximas 3 horas que se seguiram.
Após um bom tempo, chega um carro de outra moradora do edifício, e o porteiro teve que abrir prá ela entrar, e coisa óbvia, os marginais entraram junto! Foram para o salão, eu e mamãe tremendo de nervoso, nesta hora papai já tinha subido prá falar com a gente e ligado mais umas 2 vezes prá PM, e o porteiro indefeso nada podendo fazer. Recomeçaram a festa, religaram o som, começaram a beber, etc. A menina ficou um tempão fazendo escândalo com o porteiro, mas ao ver que o pessoal estava recomeçando a gostar de sua “festinha”, retornou para o salão de festas.
Quando ela percebeu que a bagunça irira recomeçar, pediu aos presentes que fossem embora, pois a PM chegaria a qualquer momento, etc. Só que foi aí que os marginais que invadiram o prédio a ameaçaram de roubar seus tênis, e invadir o restante do edifício, pois estavam com armas, e saquear todos os apartamentos.
Não sei na verdade o que aconteceu depois. Só sei que meu pai ficou na casa do vizinho do 6º andar, tentando falar com os outros moradores do prédio que se precavessem, e ligassem também à Polícia.
Parece que os marginais previram exatamente quanto tempo a PM demoraria para chegar, e acabaram indo embora (após beber e comer tudo, claro, fazendo muita gritaria de baixo-nível), e qual não foi a nossa surpresa quando, nem bem se passaram 5 minutos que eles tinham ido embora, quando um carro de polícia estacionou ao lado do prédio…
Só sei que, no fim, continuamos todos vivos e inteiros, apesar de termos ido dormir com ajuda de calmantes mais ou menos às 2:30h da madrugada.
Olha, eu não tenho preconceito contra pessoas que moram na favela. Eu tenho MEDO de quem, além de morar na favela, se utiliza do poder da massa para fazer mal a cidadões de bem. Nós nem ricos somos, não roubamos ou sobornamos ninguém, não promovemos a corrupção, e não passamos de vítimas de um sistema capitalista que só nos torna cada dia mais pobres, e os ricos cada dia mais ricos. Eu não me acho superior a ninguém só porque moro num edifício, num bairro bom da cidade, com elevador e salão de festas. Minha superioridade é intelectual e emocional, e nisto eu posso ser superior até mesmo ao Presidente da República, ao Ministro das Telecomunicações! Não é onde vivo que me torna melhor, mas a minha contribuição para o mundo, para a minha sociedade e comunidade. Graças a Deus eu tive oportunidade de estudar numa universidade pública (uma das melhores do Brasil). E agora estou contribuindo para a sociedade, trabalhando, estudando mais e pesquisando, tentando melhorar a Justiça e aproximar as leis do nosso povo.
Mas a violência não leva a nada, não faz ninguém melhorar de vida.
Pensem nisso quando saírem de casa para ir à escola, ou à faculdade, ou quando pegarem um táxi e almoçarem no shopping…
Agora, tirem suas próprias conclusões.
Abraços,
Ana Letícia.

Sempre atrás do alemão…

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O post de hoje não poderia deixar de destacar o esporte brasileiro, mais precisamente de nosso Rubinho Pé de Chinelo, ops, Barrichello.

Quem viu os treinos de Fórmula I, na sexta e sábado, arrepiou-se ao saber que o Rubinho (Ferrari) iria largar na pole, numa corrida final de campeonato disputada no Brasil, era o máximo!!!

Daria tudo certo se, no fundo, no fundo não soubéssemos que sempre acontece alguma coisa com o Barrichello.

“Sempre atrás do alemão… é o Rubinho;

Sempre atrás do alemão… Barrichello…”

O fim de semana parecia ser perfeito para o automobilismo brasileiro, pois até Felipe Massa (Sauber) conseguiu largar em 4º lugar.

Ah se não fosse culpa da garoa… ah se Rubinho não tivesse optado pelos pneus intermediários na largada… ah se tivesse trocado os pneus duas voltas antes… ah se não existisse o alemão… ah se também não estivesse em sua frente um colombiano chamado Juan-Pablo Montoya (Willians)…

Rubinho teve que se contentar com a terceira colocação na prova e com o segundo lugar no campeonato mundial.
Mas… pelo menos o Brasil quebrou o tabu de 12 anos sem um brasileiro no pódio de Interlagos (o último a ganhar foi Senna em 1993, quem não se lembra…). Pelo menos Barrichello quebrou o tabu de pontuações do Brasil em casa, desde 1994, quando ele mesmo foi o 4º colocado da prova…

Lamentações, lamentações…

Apesar de não ter conseguido a primeira vitória de sua carreira em casa, Rubinho considerou sua prova boa, olha o que disse:

“Saio de cabeça erguida. Não venci o GP, mas cheguei perto. Se havia algum tabu para quebrar, foi quebrado. Claro que eu esperava vencer e, neste sentido, estou um pouco desapontado, mas também estou feliz pelo pódio. Afinal de contas, são dez anos sem pontos brasileiros em nossa própria casa. Por isso, vale muito a pena comemorar”.

QUE CONSOLO!!!

Sabemos que o Rubinho não é o Senna, mas que saudades das manhãs de domingo em que já acordávamos com a vitória brasileira!

Sabemos que o que manda na Fórmula I realmente é o dinheiro… eta esporte caro… nem quero saber quanto os brasileiros pagaram pelo ingresso em Interlagos.

Mas estamos saturados de ver o Barrichello sempre atrás do alemão.

Até quando??? Nem Deus sabe.

Beijos Lú

P.S.: já que estou falando de esporte… foi um vexame a atitude dos torcedores do Atlético/MG que lançaram pedras no time do São Paulo e fizeram o galo perder o mando de campo por 3 jogos, além de serem imputados no pagamento de multa de R$ 110.000,00, por decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Nem com a vitória sobre o Cruzeiro no sábado, o vexame pode ser apagado. Horrível!!!

HQEH (homem que é homem)!

Padrão
Não pude deixar de postar esse texto do Luiz Fernando Veríssimo. Acho que ele escreve muito bem e com um humor perfeito. Quêqueisso, o cara é doidão demais, véio!!! Acho que HQEH, não deveria ficar falando esse troço de véio o tempo todo, é um saco! Divirtam-se:

“Este país foi feito por Homens que eram Homens. Os desbravadores do nosso interior bravio não tinham nem jeans, quanto mais do Pierre Cardin. O que seria deste pais se Dom Pedro I tivesse se atrasado no dia 7 em algum cabeleireiro, fazendo massagem facial e cortando o cabelo à navalha? E se tivesse gritado, em vez de “Independência ou Morte”, “Independência ou Alternativa Viável, Levando em Consideração Todas as Variáveis!”? Você pode imaginar o Rui Barbosa de sunga de crochê? O José do Patrocínio de colant? 0 Tiradentes de kaftan e brinco numa orelha só? Homens que eram Homens eram os bandeirantes. Como se sabe, antes de partir numa expedição, os bandeirantes subiam num morro em São Paulo e abriam a braguilha. Esperavam até ter uma ereção e depois seguiam na direção que o pau apontasse. Profissão para um HQEH é motorista de caminhão. Daqueles que, depois de comer um mocotó com duas Malzibier, dormem na estrada e, se sentem falta de mulher, ligam o motor e trepam com o radiador. No futebol HQEH é beque central, cabeça-de-área ou centroavante. Meio-de-campo é coisa de veado. Mulher do amigo de Homem que é Homem é homem. HQEH não tem amizade colorida, que é a sacanagem por outros meios. HQEH não tem um relacionamento adulto, de confiança mútua, cada um respeitando a liberdade do outro, numa transa, assim, extraconjugal mas assumida, entende? Que isso é papo de mulher pra dar pra todo mundo. HQEH acha que movimento gay é coisa de veado.

HQEH nunca vai a vernissage.
HQEH não está lendo a Marguerite Yourcenar, não leu a Marguerite Yourcenar e não vai ler a Marguerite Yourcenar.
HQEH diz que não tem preconceito, mas que se um dia estivesse numa mesma sala com todas as cantoras da MPB, não desencostaria da parede.
Coisas que você jamais encontrará em um HQEH: batom neutro para lábios ressequidos, pastilhas para refrescar o hálito, o telefone do Gabeira, entradas para um espetáculo de mímica.
Coisas que você jamais deve dizer a um HQEH: “Ton sur ton”, “Vamos ao balé?”, “Prove estas cebolinhas”.
Coisas que você jamais vai ouvir um HQEH dizer: “Assumir”, “Amei”, “Minha porção mulher”, “Acho que o bordeau fica melhor no sofá e a ráfia em cima do puf”.
Não convide para a mesma mesa: um HQEH e o Silvinho.HQEH acha que ainda há tempo de salvar o Brasil e já conseguiu a adesão de todos os Homens que são Homens que restam no país para uma campanha de regeneração do macho brasileiro.Os quatro só não têm se reunido muito seguidamente porque pode parecer coisa de veado.”

(Texto extraído do livro “As mentiras que os homens contam” de Luis Fernando Veríssimo, Editora Objetiva – Rio de Janeiro, 2000, pág. 89.)

É, acho que o homem que é homem deu pála, pirou… Isso não significa que ele não seja hqeh. Isso significa que ele deparou-se com uma porrada de opções e misturou tudo. Tem uns, que a gente acha que são, mas, felizmente não são, outros, a gente tem certeza que não são, e debaixo daquele cuecão… não precisa nem comentar, e aqueles, considerados normais, que são os mais anormais do mundo (experiência própria!). Penso que o mundo mudou, a sociedade mudou, as mulheres mudaram, o Sadan mudou e os homens, então, puta que pariu, isso é que é mudança radical (desculpe crianças, não resisti). Toda regra tem a sua exceção. Tem muito homem bom nesse mundo, homem que é viado, homem que gosta é de mulher mesmo, homem que é cafajeste, pilantra, sem vergonha, ordinário, mentiroso, sensível (gay), bom na cama, péssimo na cama (segundo relatos)… amável, sensível (não, gay), educado, sincero, bonzinho. Ah, de tudo quanto é jeito… Homem veado, homem macaco, homem cachorro, homem aranha, até homem sapo…hahahaha…

Mas, cá pra nós mulherada, êta bicho que faz falta… Ô trem bão sô!!!

HQEH respeita, ama, chora, tem momentos de boiolice, faz tudo que venha do coração. Às vezes não…

Espero que vocês, HQSH, sejam bonzinhos, conosco, mulheres que somos mulheres… Ok!!!

Bjos da Dodô!

HQEH (homem que é homem)!

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Não pude deixar de postar esse texto do Luiz Fernando Veríssimo. Acho que ele escreve muito bem e com um humor perfeito. Quêqueisso, o cara é doidão demais, véio!!! Acho que HQEH, não deveria ficar falando esse troço de véio o tempo todo, é um saco! Divirtam-se:

“Este país foi feito por Homens que eram Homens. Os desbravadores do nosso interior bravio não tinham nem jeans, quanto mais do Pierre Cardin. O que seria deste pais se Dom Pedro I tivesse se atrasado no dia 7 em algum cabeleireiro, fazendo massagem facial e cortando o cabelo à navalha? E se tivesse gritado, em vez de “Independência ou Morte”, “Independência ou Alternativa Viável, Levando em Consideração Todas as Variáveis!”? Você pode imaginar o Rui Barbosa de sunga de crochê? O José do Patrocínio de colant? 0 Tiradentes de kaftan e brinco numa orelha só? Homens que eram Homens eram os bandeirantes. Como se sabe, antes de partir numa expedição, os bandeirantes subiam num morro em São Paulo e abriam a braguilha. Esperavam até ter uma ereção e depois seguiam na direção que o pau apontasse. Profissão para um HQEH é motorista de caminhão. Daqueles que, depois de comer um mocotó com duas Malzibier, dormem na estrada e, se sentem falta de mulher, ligam o motor e trepam com o radiador. No futebol HQEH é beque central, cabeça-de-área ou centroavante. Meio-de-campo é coisa de veado. Mulher do amigo de Homem que é Homem é homem. HQEH não tem amizade colorida, que é a sacanagem por outros meios. HQEH não tem um relacionamento adulto, de confiança mútua, cada um respeitando a liberdade do outro, numa transa, assim, extraconjugal mas assumida, entende? Que isso é papo de mulher pra dar pra todo mundo. HQEH acha que movimento gay é coisa de veado.

HQEH nunca vai a vernissage.
HQEH não está lendo a Marguerite Yourcenar, não leu a Marguerite Yourcenar e não vai ler a Marguerite Yourcenar.
HQEH diz que não tem preconceito, mas que se um dia estivesse numa mesma sala com todas as cantoras da MPB, não desencostaria da parede.
Coisas que você jamais encontrará em um HQEH: batom neutro para lábios ressequidos, pastilhas para refrescar o hálito, o telefone do Gabeira, entradas para um espetáculo de mímica.
Coisas que você jamais deve dizer a um HQEH: “Ton sur ton”, “Vamos ao balé?”, “Prove estas cebolinhas”.
Coisas que você jamais vai ouvir um HQEH dizer: “Assumir”, “Amei”, “Minha porção mulher”, “Acho que o bordeau fica melhor no sofá e a ráfia em cima do puf”.
Não convide para a mesma mesa: um HQEH e o Silvinho.HQEH acha que ainda há tempo de salvar o Brasil e já conseguiu a adesão de todos os Homens que são Homens que restam no país para uma campanha de regeneração do macho brasileiro.Os quatro só não têm se reunido muito seguidamente porque pode parecer coisa de veado.”

(Texto extraído do livro “As mentiras que os homens contam” de Luis Fernando Veríssimo, Editora Objetiva – Rio de Janeiro, 2000, pág. 89.)

É, acho que o homem que é homem deu pála, pirou… Isso não significa que ele não seja hqeh. Isso significa que ele deparou-se com uma porrada de opções e misturou tudo. Tem uns, que a gente acha que são, mas, felizmente não são, outros, a gente tem certeza que não são, e debaixo daquele cuecão… não precisa nem comentar, e aqueles, considerados normais, que são os mais anormais do mundo (experiência própria!). Penso que o mundo mudou, a sociedade mudou, as mulheres mudaram, o Sadan mudou e os homens, então, puta que pariu, isso é que é mudança radical (desculpe crianças, não resisti). Toda regra tem a sua exceção. Tem muito homem bom nesse mundo, homem que é viado, homem que gosta é de mulher mesmo, homem que é cafajeste, pilantra, sem vergonha, ordinário, mentiroso, sensível (gay), bom na cama, péssimo na cama (segundo relatos)… amável, sensível (não, gay), educado, sincero, bonzinho. Ah, de tudo quanto é jeito… Homem veado, homem macaco, homem cachorro, homem aranha, até homem sapo…hahahaha…

Mas, cá pra nós mulherada, êta bicho que faz falta… Ô trem bão sô!!!

HQEH respeita, ama, chora, tem momentos de boiolice, faz tudo que venha do coração. Às vezes não…

Espero que vocês, HQSH, sejam bonzinhos, conosco, mulheres que somos mulheres… Ok!!!

Bjos da Dodô!

Sem condição!

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Hoje li uma matéria no EM que não entendi nada… Quer dizer, entendi, claro, mas fiquei sem saber o porquê de uma reportagem como aquela no 1º Caderno do maior jornal de Minas Gerais… Sério mesmo, parecia livro de ficção policial, ou até mesmo o Diário da Tarde num dia muito inspirado, ou ainda um Boletim de Ocorrência Policial escrito de forma um pouco mais literária. (Para quem não sabe, o DT é famoso por trazer longas páginas de crimes e prisões, acidentes, fotos sangrentas, etc.) Para vocês terem uma idéia, a reportagem sobre as eleições nos EUA teve somente a pág. 18 do “grande jornal dos mineiros”, quando, no mundo inteiro, é só o que se tem falado ultimamente… Nem uma notinha de capa foi dita sobre a briga na Bushlândia.

O título do artigo? Letras garrafais na primeira página do jornal: “PF PRENDE BANQUEIRO ESCONDIDO EM ARMÁRIO”. E logo mais adiante, na pág. 13 no Caderno de Economia (don´t ask), “A PRISÃO DO BANQUEIRO – FLAGRANTE NA MANSÃO”. Aaaaahhhh, fala sério! Dedicar quase a capa inteira do jornal, mais uma página ímpar inteirinha (para quem não sabe, as páginas ímpares são bem mais caras, pois são mais lidas, e então mais procuradas para publicidade de grande porte e assuntos de,digamos assim, interesse nacional.) descrevendo passo a passo a completa operação da Polícia Federal para prender o tal banqueiro? (Aquele que deu um cano de mais de R$ 47 milhões devido a fraudes no Banco Hércules e no Consórcio Mercantil.) Vocês não acreditam? Sem contar que, imagina só, neguinho lá no Paraná, Rio Grande do Sul ou Manaus (Amazonas), resolve ver qual a Manchete principal do jornal de maior circulação em Minas, e vê uma coisa dessas! É rir prá não chorar! Aí vai um trecho:

“9h15 de ontem. Um agente da Polícia Federal disfarçado de carteiro bate à porta da mansão da rua Josafá Belo, número 247. É o mesmo agente que, no ano passado, prendeu Tasso Assunção Costa, no mesmo horário, no mesmo local e com o mesmo disfarce de carteiro.”



E mais:

“9h16. Desta vez, o carteiro não manda chamar o dono da casa. Assim que a empregada abre a porta, avisa que é da Polícia Federal. Imediatamente, saem de dois carros estacionados na rua outros quatro agentes e delegados, estes sim vestidos com a tradicional roupa preta da PF e arma na cintura.”



Gente, além de ridículo, foi hilário! Quase morri de rir. Conferi o nome do jornal prá conferir se eu estava mesmo lendo o EM, e se aquilo ali era mesmo uma reportagem ou se algum trecho extraído de livro de ficção policial safado.

Agora, um fato que me deixou mais horrorizada, é que o tal banqueiro, foi pego quase entrando no seu esconderijo, que ficava atrás de um fundo falso no armário de sua casa. E olha que o sujeito tem, pasmem, 71 anos! Numa boa, gente, pegando um gancho no post da Lu de ontem, mas como um sujeito, pai de família, avô, sei lá, num bairro classe A de BH, IDOSO, tem a cara de pau de tentar se esconder da PF, e ainda por cima achar ruim, culpando seu advogado por ter sido “pego desavisado” sobre o mandado de prisão?

Ah, pelo amor de Deus! É muita cara de pau. O cara lesou centenas de clientes, quase 50 milhões de reais de prejuízo em pessoas inocentes como nós, que só tinham uma merreca de uma poupança no Banco, ou um consórcio prá comprar um UNO Mille! E coitadas das filhos(as) e netos(as) deste sujeito, ter o próprio pai/avô preso desta forma, fugindo, se escondendo… PQP!

Vocês acreditam que, segundo o EM, o Sr. Banqueiro fez uma cirurgia de extração de um carcinoma (tumor de pele), montando uma sala de cirurgia na sala de sua própria casa? Tudo prá não ser localizado em algum hospital, lógico. Fiquei horrorizada. Como o médico se submete a este tipo de coisa? Bem feito, agora a PF tá é atrás dele.

Nem preciso dizer que nada de dinheiro foi encontrado na casa do sujeito, apenas “jóias da família” e documentos, a bufunfa que é boa, necas.

“11h15. A PF termina o trabalho. Após relacionar os documentos encontrados na mansão e oficializar a apreensão dos mesmos, é hora de recolher o preso à Superintendência da PF, no Gutierrez. Depois de um banho, Tasso volta à sala vestindo jeans, camisa azul e sapato preto. Pega a pequena mala preparada pela mulher e pelas filhas. Não sai de casa, porém, sem reclamar, em tom baixo, da advogada que o atende no momento da prisão – conforme, aliás, já havia feito em 2003, quando foi detido na mesma mansão da Cidade Jardim. Naquela ocasião, Tasso reclamou do advogado. Disse que pagava muito dinheiro a ele para ser surpreendido com aquele mandado de prisão. Pelo visto, o ex-banqueiro continua achando a mesma coisa: que o dinheiro pode comprar a liberdade.(SERÁ QUE NÃO COMPRA MESMO NÃO? AGUARDEMOS ENTÃO…)



Fico por aqui, com um beijo a todos, e um fio de esperança de que nossa justiça um dia possa realmente melhorar, e não dependa de matérias sensacionalistas para que a população acredite nela.

Ana Letícia