Arquivo do autor:Ana Letícia

Avatar de Desconhecido

Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

CONGADO

Padrão
CONGADO
(Para meu primo Haroldo.)

Vem tum-tum
Tum-tum chegou
Passa tum-tum
Que eu tô aqui

Ilê tum-tum
Tum-tum lá vem
Bate tum-tum
Que eu bato também

Tum-tum é rei
Rainha também
Tum-tum é de pedra
De sal e de água
Tum-tum vem da terra
Princesa de África
Tum-tum vem do solo
De mãe, de pai

Tum-tum é de ouro
Minério de ferro
Bate tum-tum
Que eu bato também.

Texto, foto e vídeo: Ana

João Lenjob: Gerundismo

Padrão

Hoje é sexta-feira, e quem “vai estar falando pra vocês” é nosso colunista semanal…

PPJL

Gerundismo
Tanto se fala hoje deste tal de Gerundismo. Muitos ainda nem conhecem tal termo, mas o importante é que ele está em super alta por diversos meios de comunicação. A expressão, ainda criança na lingüística portuguesa, nasceu nas entrelinhas usadas por operadores de Telemarketing e curiosamente se alastrou. Pensa-se até em mudar as normas da língua, pois perante elas, a expressão é aceitável. Ou seja, não erraria quem usasse o Gerundismo. Mas o que é?
Gerundismo é um tremendo excesso de verbos, cujo último o gerúndio está no presente, para uma ação de cunho futuro, descartando o tão estudado, nos níveis fundamental e médio, “futuro do pretérito”.
– Alô! Por gentileza, qual o preço do produto “xis”?
– Um momento senhor, que eu vou estar olhando.
Assim é a resposta de um atendente, usuário deste incrível molde de utilizar três verbos juntos para um único sujeito, numa única ação. É um desperdício de verbos, concordam? Se usada duplamente, a resposta seria:
– Um momento senhor que vou olhar.
E de maneira mais útil, o mesmo usuário poderia proporcionar ao receptor da mensagem a resposta, em tom simples:
– Um momento senhor que olharei.
Quem conversa neste tão citado método atual do gerundismo tem que ir, depois estar e no final agir, ou melhor, estar agindo. Incrível como foi nascer tão errônea composição! Avaliando o caso de forma técnica, seria extremamente complicada a sua criação. Importante recordar que o gerúndio simples é normal, correto, bem aceito e pertence às normas e regras da ortografia de nossa língua.
– Onde está Fulano?
Jogando bola.
Existem ainda casos elementares:
– É dando que se recebe.
As frases não poderiam ser outras… Portanto, existe sim um abuso, que não deixa de ser um engasgável estilo de conversar. No dia-a-dia da vida, pode-se relacionar o uso do gerundismo com o uso do cigarro. Um vício. É errado? Sim. É prejudicial? Pode ser. É proibido? Não.
Este termo absurdo virou polêmica depois de ter sido proibido por alguns governos. Seria o mesmo que proibir o uso do cigarro. A causa, entretanto foi que o gerundismo deixou margem à conclusões de algumas solicitações. Ou a pessoa faz, ou estará fazendo. O “estará fazendo” tornou-se inaceitável para os ouvintes. O uso está aí, virou costume e triste, está virando hábito.
E a proibição? Será se esta moda também pega?
João Lenjob *
* João escreve neste blog toda sexta-feira, o nos outros dias da semana se diverte e se estressa tentando ensinar o correto uso do gerúndio para operadores de telemarketing…

CHAPÉU PANAMÁ: Gravação do CD – Ao Vivo

Padrão

Chapéu Panamá

Em Movimento

Padrão

Olho em frente e montanhas se movem, de verde, de rocha, de ferro. Parece um cenário montado, um palco pronto para eu estrelar no precipício da vida.

Ao lado, um mar, ondas de azul, musgo esmeralda, pra lá, pra cá. Oceano pronto para um mergulho, navegação, pescaria de sonhos, cometas, quem sabe fisgar uma estrela, e fazer dela meu abatjour?

A chuva refresca minhas secas retinas geladas, ar preso no peito que aperta e cresce e dói, e se verte em berros mudos de água e sal. Vapor d’água que sobe e acaricia meus pés, brota do chão e faz cócegas nas pernas, brinca em meu corpo cansado, entregue ao calor. O mesmo corpo jogado de lado, esgotado após o encontro com o seu. O mesmo corpo que boia no céu de brigadeiro de colher, e mergulha em busca de faíscas de ouro granulado, pequenas pérolas que você larga no caminho.

Ensaio não é hora, e nem lugar. Merda pra mim, e que se acendam as luzes e se abram as cortinas. Subi no palco e vou dançar. Olhei através do vidro, vou me jogar. Quero o mar todinho… Todas as montanhas, o ar, as estrelas e o infinito são meus também. Me passa um pôr do sol? Me empresta aquela curva e o laranja pra brotar? Uma nuvem pra apagar, e a chuva a descolorir… Ao lado um riacho e uma casinha branca, com árvores e cancela, porta, janela, e um caminho de pedras. Vou correndo na frente, com um cesto de flores na mão, e já estou lá, acenando, a te esperar.

Cansei de catar coquinho. Melhor é respirar.

Ana (texto e foto).

João Lenjob: Romeu e Julieta

Padrão

Hoje é a estréia do nosso colunista semanal, de todas as sextas-feiras: com vocês… João Lenjob!

PPJL

Prezados leitores do “Mineiras Uai”,

Pintou um Mineiro na área! Sou o primo chato (*) da super talentosa (**) Ana, a mineirinha que escreve por aqui. Alguns leitores aqui já me conhecem até pessoalmente. Para os que não, sou também escritor, autor do livro “O Cavalo Livre de Tróia”, dentre outras escrituras encontradas por aí. Informo ser um enorme prazer compartilhar com esta querida prima o prazer da Literatura…

Abraços a todos!

João Lenjob
http://www.lenjob.blogspot.com/
joaolenjob@yahoo.com.br

Romeu e Julieta
Esta história começou há séculos, e até hoje está em evidência nos sentimentos das pessoas. Desde o Brasil Colônia, algumas bravas pessoas buscavam em florestas, matas, vales, cavernas, rios, riachos e córregos as mais preciosas jóias, ou seja, os diamantes. Eram os bandeirantes, figuras marcantes, com percepção aguçada, acentuada e precisa. Os diamantes, no entanto, eram minerais belos por dentro e por fora, lapidados, de brilho intenso e incomum, e raros, muito raros. Ainda hoje se procura por todos os cantos do mundo os tais diamantes.
São as damas com a mesma proporção das tais encantadoras pedras, cuja beleza externa seja simplesmente uma vertência que só existe quando há a interna, de caráter, postura, respeito. Que seja de educação abundante, infinita a ponto de ser chamada de lapidada. Que tenha o brilho incomum da simplicidade e que seja, de fato, a pessoa rara.
Buscam, sobretudo os bandeirantes, por estes diamantes, a fim de cativá-los e por eles serem cativados, tendo entre eles a conquista recíproca. Buscam aqueles que guardam carinho, cuidado, zelo, afeto e aquele extremo valor a uma jóia realmente rara.
Existem rochas de todos os gêneros por aí. Do cascalho à ametista, do quartzo à brita. Existem também, pedristas, pedreiros ou outros nem tanto especialistas em pedras, e é fácil perceber quem é quem. O pedrista procura a beleza externa para servir de vitrine e o pedreiro gosta somente de trabalhar o que não achou perfeito. Os outros nem se fala. Não sabem nada de pedra. O bom é ter alma de um corajoso bandeirante. Encontrar uma pessoa, olhar para ela e ver o que ela fala com o olhar. Sentir o que ela sente. Reparar seu modo aperfeiçoado de se expressar. Conhecer o seu coração nobre, seu pensamento puro e curiosamente também maduro e por fim, deixar a circulação aumentar e a respiração se ofegar.
Nota-se clara e evidentemente o quão raros são diamantes e bandeirantes, pois muitas pessoas nem se preocupam em conhecer a majestade da índole, e sim só reparam na majestade física. Poucos querem saber o que pensam, fazem, projetam ou querem do escolhido. Muitos outros só desejam ver as roupas ou os bens que o outro possui. Bandeirantes não procuram o que se acaba. Pelo contrário, só o que não morre, o que se eterniza no peito e se preserva no pensar.
Eventual e ocasionalmente, movidos por desprazeres da vida, alguns até aprendem a se tornar um diamante ou bandeirante. Aprendem que podem ensinar e principalmente, ensinam que podem aprender, com a gana de um e a generosidade de outro. Com a vontade de um ou humildade de outro. No entanto, pessoas não são pedras… Mas existem mulheres que carregam as características tão preciosas como a de um diamante e homens que tem a bravura de um bandeirante.
Como dito previamente, esta história é antiga. Um exemplo clássico está na própria Literatura. O valente Romeu era um como um bandeirante, e a doce Julieta, um diamante puro, e seus atos fazem prova disso. Portanto, a forma mais fácil de saber o que você quer, é sabendo antes o que você é.
Romeu e Julieta sabiam.
Notas da Editora:
(*) O João não é nem um pouco chato… É ariano, sim… Mineiro, sim… Desconfiado, meio marrento, poeta, artista… Mas ele é legal!
(**) Corei… rsrs 😉

Da dor de se amar demais

Padrão

Poderia me abstrair de tudo e dizer, e acreditar, simplesmente, que me basta um amor tolo, como o tempo de duração do filamento de uma lâmpada comum, tácito, plácido, de desejo, pura e simples, explícito em tons pastéis, lânguido e preguiçoso. Não, não posso. Não sou assim.

Não costumo economizar. Há de sobra empolgação, falta de noção. Sou moça de horas, de dias, de anos, anos-luz. Mulher da dor de se amar demais e de se entregar, de ser perfeccionista com tudo o que faço e sinto.

Não há nada pela metade. Meias-palavras, meia foda, meia-calça. Meia-luz, pode até ser. Mas nem 8, nem 80. Ou é ZERO, ou é CEM. E vou de 1 segundo a 1000 km/h (e vice-versa) de olhos fechados, na fração de um momento, na feição, na emoção, no olhar, na letra, na ponta dos pés, no pingo do i. E é aí que mora o perigo!

E de tanto querer, há tanto sofrer. Tanta responsabilidade, tanta dor. E há tanto prazer… E há o lembrar, e há o sentir, e há o cheirar, e há o gostar. Pois não há amor sem gosto, lembrança sem cheiro, música sem gozo.

E depois daquele beijo, há a quebra. Há o limite ultrapassado, e tudo se torna tão bom quanto uma fotografia perfeita, a luz que aquece e ilumina seus loiros pelos, como num quadro de um filme, como um filamento de ouro deliberadamente largado, esquecido, sobre suas vestes… E tudo fica tão engraçado quanto numa comédia de palhaços tristes, tão natural quanto deitar na relva e sentir o cheiro da chuva, acariciar seu cão, dormir abraçadinho, mesmo quando não se está com sono, comer banana com queijo e lamber o fundo do prato até não sobrar um resquício de amor sequer.

Ana.

Texto e Foto: Ipê Amarelo: by Ana Letícia.

PROJETO MACABÉA

Padrão

“Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.” (Clarice Lispector – A Hora da Estrela.)

Me chamem de louca. Mas ao menos não estou sozinha. Existe toda uma corja ao meu lado, um bando de malucos que amam, respiram, vivem, sentem, querem, respeitam, criticam, escutam, veneram, lêem, trabalham… CULTURA! (Vejam a listinha “básica” do Comitê Gestor, aí na barra lateral.)

E não é que o projeto está começando a sair do papel? O Macabéa está começando a tomar corpo, forma, cores, rostos, nomes. E tem tudo para ser um sucesso… Sabem por quê?

O Macabéa será, de início, um site/blog que tenha a capacidade de ser uma revista sem deixar de ser um simples blog. Será um portal especializado na divulgação e discussão das tendências do meio e das inovações na criação artística. Um projeto que tenha a aptidão para ser um portal cultural sem se perder em armadilhas técnicas e dificuldades operacionais. Que possa ser divulgado com facilidade e tenha a destreza de reunir pessoas afins e leitores desavisados. Que sirva para Josés e Serafins, para blogueiros viciados a poetas, literatas, artistas, estudantes e jovens em fase de inclusão digital. Acima de tudo nosso projeto deve gerar conhecimento, entretenimento, interatividade, inovação e um perfume de cidadania. (Palavras do pai da coisa: André Oliveira.)

Gostaram? Pois então aguardem as cenas dos próximos capítulos…

Ana.

Página em Branco

Padrão

Me fita
Me encara
Me ameaça
Foge
Some
Desaparece no limbo.

Dedos deslizantes em toques rápidos e suaves

Prazer, barulho, idéias
Prazer
Leve pressão, mera impressão.

Paro um pouco…
Sigo em frente, o movimento não pode parar.
A dança continua, aqui, ali.

Página em branco.
Página em branco e preto.

Arquivo.
Salvar.
Sair.
Off.

Ana.

Coisinhas

Padrão
Mais uma vez, divulgamos aqui o lançamento do livro “Mulher de Minutos“, da Mônica Montone.
Dia 10/10 – 4ª feira que vem, no charmosíssimo e tudo de bom “Alexandrina Café”, à Rua Pernambuco, 797 – Savassi. (Em frente ao “Santa Fé”, ao lado do “Vila Arábia” e do “Mosteiro”.)

Começará a partir das 19h, e às 20:30h a Mônica fará uma performance artística exclusiva, “Poesia em Movimento“.

Preciso falar que é imperdível, e que é armação do “Mineiras & Alvarenga Productions Inc. Ltda.”, e com o apoio da Cachaça Âmbar e do blog Fábrica de Histórias???

Não aceitamos desculpas. Queremos ver todo mundo lá!
*********************************************
Necessário é, ainda, registrar aqui e agradecer pelo carinho e o reconhecimento de:

Marília, mais uma vez, que nos certificou como “Melhores Momentos Virtuais”…
– E Erika, toda chique com selinho próprio e tudo, que nos disse que o Mineiras, Uai é, definitivamente, o lugar “pronquela” vai, ou melhor, Proncovô, ou melhor… Ah! Vejam por vocês mesmos!

*** UPDATE 05.10.2007 ***

– A Lila do “Bem Família” mandou mais este selo de presente pra nós:

Valeeeeeuuuuuu!!! 😀

Mineiras, Uai!

Mundo Animal

Padrão

Era uma vez uma família de peixes. Peixo-Pai (enérgico e observador, o mais temido surubim daquelas bandas do rio, mais conhecido como “Suru-Barão, o grande Chefão”), Peixa-Mãe (a primeira-dama), Peixe-filho (de sexualidade duvidosa, não gostava de comer os outros peixes, sonhava fazer faculdade de moda e virar personal stylist das celebridades, e desejava sair do armário em breve para assumir seu lado vegetariano perante a sociedade), Peixete-Filha (digamos assim: menina de vida leviana, só pensava em beijar na boca e ser feliz, baladas noite afora na Peichá – boate famosa do bairro – era com ela mesma!).Um belo dia, Suru-Barão e primeira-dama resolveram viajar, para ver de perto e participar, pela primeira vez, da pororoca do Amazonas. Eles eram muito ligados a esportes radicais, sabe como? Não deu outra: Peixe-filho e Peixete resolveram dar umas voltinhas, e ir a uma festa do povinho popular da “Faculdade de Predadores Fluviais – curso só para Surubins, Jacarés-do-papo-amarelo e Cia Ltda.”. Festa estranha, gente esquisita. O pessoal resolveu puxar um fumo feito de uma alga importada da Índia, e daí saíram a vagar pela imensidão do rio, para praticar uma de suas maiores diversões: correr atrás azucrinando cardumes de lambaris-catadores-de-lixo. Seus pais sempre disseram para que ficassem longe das drogas, e não andarem sozinhos à noite com gente estranha… Mas, filhos são filhos, não é? Nunca escutam o que os pais falam…

O que aconteceu? Perderam a turminha de vista na “viagem astral” causada pelo fumo, e daí avistaram objetos estranhos. Pensaram ser delírio, pois nunca tinham visto nada parecido com aquilo… Uma luz piscando, além da superfície, parecia uma segunda Lua… Barulho de tapas na água… Um enorme gancho com um peixinho nunca dantes comido… Foram chegando perto… Uma espécie de caixa feita com objetos compridos e ocos, cheios de ar, verdes e transparentes, enfileirados… Pareciam garrafas, sabe como? Mais perto… Peixete estava curiooooosa!!! Peixe-filho morrendo de dó do peixinho preso no gancho… Ficou parado… olhando… hipnotizado… olhos cheios d’água… Mó viagem, morou?

Até que… Zás! A última visão deles foi de um ser gigantesco com uma espécie de avental branco e galochas de plástico.

Voltando do passeio, excitadíssimos para contar suas aventuras para os filhotes, Peixo e Peixa não os encontraram. Na porta de entrada, um bilhete:

“Pô bicho, teus filhos estavam conosco na festinha da galera, e foram vistos pela última vez perto margem direita do rio, ao lado da Alameda das Vitórias-Régia. Não levem nada nem ninguém, apenas vão buscá-los, pois a localidade não é pra grã-fino que nem vocês, e ali tem que ficar de olho aberto, saca?”

Desesperados, Peixo e Peixa foram atrás de suas crias. Suru-Barão preocupadíssimo com Peixete, que devia estar de mini-saia e maquiagem… E ser sequëstrada com tais trajes não pegaria bem para o pai, que almejava um lugar na “Câmara do Topo da Cadeia Alimentar de Rio Azul”. Já Peixa, chorava copiosamente, pensando que seu filhinho deveria estar passando fome nas mãos dos raptores, pois só ela sabia fazer alga refogada do jeito que ele gostava, al dente

Chegando ao local do crime… BAAAAMMMM! Era uma vez uma família de peixes…Querem saber onde foram parar???

Perguntem à dona das fotos, ou olhem no seu álbum do flickr o resto da trajetória dos “cadáveres” da família!Conclusão: “Nem toda história tem um desfecho feliz!”

ou

“Não é só peixe que morre pela boca.”

surubim na brasa 1

Concepção original e vegetarianismo: Didt’s
Receita escrita por: Cláudio Costa.

Churrasco: Ângelo

Adaptação, criação, fotos do churrasco, viagem astral: Ana.

Ps.: A foto no topo do texto foi retirada deste link.