João Lenjob: Romeu e Julieta

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Hoje é a estréia do nosso colunista semanal, de todas as sextas-feiras: com vocês… João Lenjob!

PPJL

Prezados leitores do “Mineiras Uai”,

Pintou um Mineiro na área! Sou o primo chato (*) da super talentosa (**) Ana, a mineirinha que escreve por aqui. Alguns leitores aqui já me conhecem até pessoalmente. Para os que não, sou também escritor, autor do livro “O Cavalo Livre de Tróia”, dentre outras escrituras encontradas por aí. Informo ser um enorme prazer compartilhar com esta querida prima o prazer da Literatura…

Abraços a todos!

João Lenjob
http://www.lenjob.blogspot.com/
joaolenjob@yahoo.com.br

Romeu e Julieta
Esta história começou há séculos, e até hoje está em evidência nos sentimentos das pessoas. Desde o Brasil Colônia, algumas bravas pessoas buscavam em florestas, matas, vales, cavernas, rios, riachos e córregos as mais preciosas jóias, ou seja, os diamantes. Eram os bandeirantes, figuras marcantes, com percepção aguçada, acentuada e precisa. Os diamantes, no entanto, eram minerais belos por dentro e por fora, lapidados, de brilho intenso e incomum, e raros, muito raros. Ainda hoje se procura por todos os cantos do mundo os tais diamantes.
São as damas com a mesma proporção das tais encantadoras pedras, cuja beleza externa seja simplesmente uma vertência que só existe quando há a interna, de caráter, postura, respeito. Que seja de educação abundante, infinita a ponto de ser chamada de lapidada. Que tenha o brilho incomum da simplicidade e que seja, de fato, a pessoa rara.
Buscam, sobretudo os bandeirantes, por estes diamantes, a fim de cativá-los e por eles serem cativados, tendo entre eles a conquista recíproca. Buscam aqueles que guardam carinho, cuidado, zelo, afeto e aquele extremo valor a uma jóia realmente rara.
Existem rochas de todos os gêneros por aí. Do cascalho à ametista, do quartzo à brita. Existem também, pedristas, pedreiros ou outros nem tanto especialistas em pedras, e é fácil perceber quem é quem. O pedrista procura a beleza externa para servir de vitrine e o pedreiro gosta somente de trabalhar o que não achou perfeito. Os outros nem se fala. Não sabem nada de pedra. O bom é ter alma de um corajoso bandeirante. Encontrar uma pessoa, olhar para ela e ver o que ela fala com o olhar. Sentir o que ela sente. Reparar seu modo aperfeiçoado de se expressar. Conhecer o seu coração nobre, seu pensamento puro e curiosamente também maduro e por fim, deixar a circulação aumentar e a respiração se ofegar.
Nota-se clara e evidentemente o quão raros são diamantes e bandeirantes, pois muitas pessoas nem se preocupam em conhecer a majestade da índole, e sim só reparam na majestade física. Poucos querem saber o que pensam, fazem, projetam ou querem do escolhido. Muitos outros só desejam ver as roupas ou os bens que o outro possui. Bandeirantes não procuram o que se acaba. Pelo contrário, só o que não morre, o que se eterniza no peito e se preserva no pensar.
Eventual e ocasionalmente, movidos por desprazeres da vida, alguns até aprendem a se tornar um diamante ou bandeirante. Aprendem que podem ensinar e principalmente, ensinam que podem aprender, com a gana de um e a generosidade de outro. Com a vontade de um ou humildade de outro. No entanto, pessoas não são pedras… Mas existem mulheres que carregam as características tão preciosas como a de um diamante e homens que tem a bravura de um bandeirante.
Como dito previamente, esta história é antiga. Um exemplo clássico está na própria Literatura. O valente Romeu era um como um bandeirante, e a doce Julieta, um diamante puro, e seus atos fazem prova disso. Portanto, a forma mais fácil de saber o que você quer, é sabendo antes o que você é.
Romeu e Julieta sabiam.
Notas da Editora:
(*) O João não é nem um pouco chato… É ariano, sim… Mineiro, sim… Desconfiado, meio marrento, poeta, artista… Mas ele é legal!
(**) Corei… rsrs 😉
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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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