64%, aproximadamente.

Padrão
não

Então no referendo que aconteceu ontem o NÃO venceu o SIM e, para minha maior surpresa, em todos os Estados do Brasil, e com larga diferença.
Mais de 20% dos eleitores NÃO VOTOU, o que atestou o nível de enfado e sentimento de perda de tempo que marcou a votação em BH, principalmente na zona sul.
Somente uma manifestação contra a proibição do comércio de armas de fogo e munição foi detectada em nossa capital. Nada de tiros, showmícios, cabos eleitorais uniformizados…
Enfim, só posso concluir que o primeiro Referendo de nosso país não foi bem visto pela população, tendo em vista o grande número de pessoas com as quais conversei e me afirmaram que iriam anular seus votos.
Optei por votar, em respeito ao instituto conquistado com grande luta pelos constituintes de 1988, mas também com a certeza de que, infelizmente, o governo não foi feliz em instaurar este questionamento, já falei e repeti que esta Lei, este referendo, são inúteis, tanto legalmente, quanto praticamente falando.
Se querem instaurar mais plebiscitos, mais referendos, no Brasil, creio que é uma iniciativa legítima fazer valer o que a nossa Constituição da República prevê e que até o momento foi tão pouco e tão mal utilizado.
Enfim, o que nos aguarda é indefinição.
Mas o que espero são mais investimentos na educação deste povo, na conscientização de nossas crianças para a não-violência e o cuidado com o nosso meio ambiente.

Abraços a todos,

Ana Letícia

Ps.1: Foi mal aí o assunto mais-do-que-batido e mais-do-que-chato, afinal de contas falar de política é um saco mesmo… Mas alguém tinha que escrever algo aqui hoje… Que seja eu então, pô! O ruim é que com a falta de inspiração que me acomete nowadays, tá foda falar sobre assuntos “mais criativos”…

Ps.2: (Caso vocês ainda NÃO tenham percebido…) Estamos de novo template!!! (De novo!) O anterior dava uns problemas de configuração de fontes, barra lateral e etc… Este é também do BloggerTemplates. As fotos, tirando a de Belo Horizonte antiga, são de meu pai, e o “design” (= paciência de decrifrar códigos) foi meu mesmo, com a ajuda (= paciência para longas conversas no MSN sobre foto, template e códigos) da Lu e da Dô. 😉

64%, aproximadamente.

Padrão
não

Então no referendo que aconteceu ontem o NÃO venceu o SIM e, para minha maior surpresa, em todos os Estados do Brasil, e com larga diferença.
Mais de 20% dos eleitores NÃO VOTOU, o que atestou o nível de enfado e sentimento de perda de tempo que marcou a votação em BH, principalmente na zona sul.
Somente uma manifestação contra a proibição do comércio de armas de fogo e munição foi detectada em nossa capital. Nada de tiros, showmícios, cabos eleitorais uniformizados…
Enfim, só posso concluir que o primeiro Referendo de nosso país não foi bem visto pela população, tendo em vista o grande número de pessoas com as quais conversei e me afirmaram que iriam anular seus votos.
Optei por votar, em respeito ao instituto conquistado com grande luta pelos constituintes de 1988, mas também com a certeza de que, infelizmente, o governo não foi feliz em instaurar este questionamento, já falei e repeti que esta Lei, este referendo, são inúteis, tanto legalmente, quanto praticamente falando.
Se querem instaurar mais plebiscitos, mais referendos, no Brasil, creio que é uma iniciativa legítima fazer valer o que a nossa Constituição da República prevê e que até o momento foi tão pouco e tão mal utilizado.
Enfim, o que nos aguarda é indefinição.
Mas o que espero são mais investimentos na educação deste povo, na conscientização de nossas crianças para a não-violência e o cuidado com o nosso meio ambiente.

Abraços a todos,

Ana Letícia

Ps.1: Foi mal aí o assunto mais-do-que-batido e mais-do-que-chato, afinal de contas falar de política é um saco mesmo… Mas alguém tinha que escrever algo aqui hoje… Que seja eu então, pô! O ruim é que com a falta de inspiração que me acomete nowadays, tá foda falar sobre assuntos “mais criativos”…

Ps.2: (Caso vocês ainda NÃO tenham percebido…) Estamos de novo template!!! (De novo!) O anterior dava uns problemas de configuração de fontes, barra lateral e etc… Este é também do BloggerTemplates. As fotos, tirando a de Belo Horizonte antiga, são de meu pai, e o “design” (= paciência de decrifrar códigos) foi meu mesmo, com a ajuda (= paciência para longas conversas no MSN sobre foto, template e códigos) da Lu e da Dô. 😉

Feels like London…

Padrão
“Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de
bater na porta do vizinho e desejar Bom Dia…”
(Salve! Zeca Baleiro!)

Tá certo que o peso da ressaca sempre fica. Mas, apesar dos pesares, ontem eu me senti realmente em Londres…

d9

Eu e a Marcinha encontramos com a Juju na escola (Covent Garden) e de lá resolvemos ir a algumas agências para prencher os famosos “aplications”.
OBJETIVO: procurar emprego.
DETALHE: objetivo não alcançado.

É que no meio do caminho resolvemos fazer um lanche no Mc Donald’s, e lá ficamos um tempinho conversando (o suficiente pra todas as agências fecharem e a gente ter que deixar pra outro dia a busca pelo trabalho).

Sem pensar muito, decidimos ir para um PUB – para trocar umas idéias sobre a vida – que segundo a Juju é súper famoso por aqui. É um pub australiano chamado O’NEILLS, que fica
em frente à China Town (Picadilly Circus).

d6

De cara, já pedimos uma jarra gigante de cerveja… a melhor do mundo…terminamos a primeira…fomos obrigadas a assistir ao jogo do Arsenal X (nao me lembro o nome, só lembro que o Arsenal ganhou
de 2 X 0). Compramos outra jarra, enquanto a bola rolava, e depois de já estarmos mais pra lá do que pra cá, decidimos ir embora… Claro que a idéia nao pegou: só mudamos de mesa!
Detalhe importantíssimo: a Juju estava com um bonezinho (por causa do cabelo… mega oleoso), sentada virada de costas pra câmera… logo, logo veio o segurança 4×4 e pediu pra ela tirar o boné, aí ela só trocou de lugar
comigo e ficou de frente pra tal câmera, de novo veio o segurança e disse que não era permitido usar nenhum tipo chapéu no pub, pois dificulta o trabalho deles. Ela ficou puta… esta cena aconteceu pelo menos umas 10 vezes…

De repente chega um inglês e pergunta pra Marcinha: “Você gosta de beber?” Ela abriu um sorriso gigante e disse: “Yes!”. Ele perguntou: “O quê?” Ela respondeu: “Yes“. (Ela estava muito bêbada… foi muito
engraçado). Nós respondemos por ela. O tal inglês me fez a mesma pergunta e pra Juju tambêm. De repente chega o idiota com três cervejas pra gente – claro que vimos ele comprar e trazer as cervejas – e não é que o otário só nos deu as cervejas e foi embora!?… Valeu né….

Nos empolgamos novamente. Fui ao banheiro mil vezes e a Marcinha (looouca, bêbada) ia atrás de mim. Tinha uma mulher muito mal humorada tomando conta dos perfuminhos, papel toalha e blá blá blá… a Márcia foi pegar dois papéis-toalha e ganhou um tapa na mão! (Só podia pegar um). Nós ficamos conversando enquanto fazíamos xixi (ela num banheiro e eu no outro), aí eu perguntei: “Porque será que essa mulher é tao mal humorada?” A Márcia: “Ah, Dô, dá um desconto, ela fica cheirando coco e xixi a noite inteira e a gente se divertindo… ela deve ficar puta, morrendo de inveja….”

Voltávamos pra mesa e sempre encontrávamos a Juju discutindo com o segurança, por causa do boné… Conhecemos dois caras, um era americano e o outro era um inglês muito gay que estava usando um cachecol
preto com umas listras amarelas, igual faixa de impedimento, e que ficava dando uma de homem e cantou nós três… Logo depois conhecemos outro cara que jurava ser o Elvis Presley (com a barriga mais gigante do mundo) e um negão cecezento, com a pele muito oleosa, os dois só riam e tomavam água com limão a noite toda…

Quando pensamos que nao iríamos beber mais, chegaram três mexicanos jogando aquele charme: um parecia com o catatau, o outro parecia Ronaldo Fraga e o outro ninguém se lembra. Aí eu sismei que sabia me comunicar em espanhol, e fiquei falando que o México era a terra da Tequila… só falei “Tequila” e o
Ronaldo Fraga nos trouxe 3 rodadas da bebida marvada e então nós enchemos a cara. Eu tomei só uma tequila e dancei a noite inteira, conheci todo mundo, brindei com todas as pessoas, sentei em todas as mesas, fiz amizade com o DJ, enchi o saco dele ate ele tocar Beatles a noite inteira. Voltava pra minha mesa e estavam a Marcinha e Juju enchendo a cara de tequila. O Ronaldo Fraga de 1,30m falava horrores comigo, o Catatau de 40 anos estava querendo a Marcinha e a Juju só brigava com o segurança…

d11

Depois de ter dançado muito, veio a Marcinha Cambaleando para o meu lado e disse: “ôôô Dôôô, vamos embora que a Juliana foi expulsa do pub pelo segurança…” Quando desci, me deparei com a Ju na chuva, do lado de fora e chamando o segurança de “filho da p. (piiiii)” e o mandando ir “tomar no c. (piiii)”… Saímos nós três. Eu estava a mais “normal” de todas… Estávamos famintas e resolvemos parar no Burger King pra comer um sanduba. Detalhe, que já estava fechando… Entramos e pedimos os sanduíches, e a Marcinha sentou num sofá com um tanto de cadeira em cima: o segurança pediu pra ela se retirar, mas ela estava tri-bêbada que saiu do sofá e sentou no chão, e ele pediu para ela se retirar… Novamente não adiantou, ela mudou de lado e sentou-se na escada… Ele xingou todo mundo e fomos expulsas do Burger King. Saímos com o sanduíche na mão e sentamos na porta, do lado de fora, é claro!!!

A Ju queria ir embora pra casa, mas, eu não queria deixar… Ela só disse: “Dô, cuida da Marcinha que ela tá muito mal”. Quando iamos pegar o ônibus, eis que a Dona Márcia (looouca) queria muito fazer xixi. Imaginem, em plena Oxford Street (centro de Londres), paramos e fizemos uma cabaninha para tentar esconder a loura… Mas até que foi tranqüilo… Só que quando ela terminou, eu e a juju saímos andando e a esquecemos pra trás, ela estava indo no sentindo contrário! Buscamos a Marcinha e fomos para os pontos diferentes do busão.
A juju foi embora (chegou bem)! Eu e a loura viemos pra nossa casa (3 horas da matina), eu carregando a minha mochila, a mochila dela e ela… Mas deu tudo certo… Foi ótimo… só não fomos à aula hj, ficamos o dia inteiro morrendo de rir…

Meu Deus, nós somos muito felizes… Por isso, hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar Bom Dia…

Dô2

Muitos Bjos da Dôdô!

"Finding Neverland"

Padrão

Mais uma da série: “Em busca da Terra do Nunca”…

DôPeter1

É, parece que desta vez nossa “sininho” encontrou sua Terra do Nunca!!! 😉

bjos

Ana

"Finding Neverland"

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Mais uma da série: “Em busca da Terra do Nunca”…

DôPeter1

É, parece que desta vez nossa “sininho” encontrou sua Terra do Nunca!!! 😉

bjos

Ana

"MULHERES E O DESARMAMENTO" – by RITA LEE

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“Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade, até porque elas são desarmadas pela própria natureza: nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas.Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem aos meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.
As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.
É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d’água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas. São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.”
Simplesmente maravilhoso…
Este também é um ponto que deve ser pensado ao votar no próximo domingo: a segurança nas ruas, a segurança das mulheres e de seus filhos.
Beijos a todos, em especial para todas as mulheres que se valorizam e sabem viver a feminilidade.

"MULHERES E O DESARMAMENTO" – by RITA LEE

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“Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade, até porque elas são desarmadas pela própria natureza: nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas.Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem aos meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.
As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.
É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d’água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas. São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.”
Simplesmente maravilhoso…
Este também é um ponto que deve ser pensado ao votar no próximo domingo: a segurança nas ruas, a segurança das mulheres e de seus filhos.
Beijos a todos, em especial para todas as mulheres que se valorizam e sabem viver a feminilidade.

Voto de Minerva

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Dia 23, domingo próximo, vamos exercer o que a Constituição Brasileira chamou de Soberania Popular.

Segundo nossos constituintes, a Soberania Popular é exercida de dois modos – pelo Sufrágio Universal e pelo Voto secreto e direto, com valor igual para todos – e em três momentos distintos: no PLEBISCITO, em que o povo é consultado para que delibere sobre matéria de acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa; REFERENDO, o povo não só é consultado, mas seu voto tem o poder de ratificar ou rejeitar o ato legislativo ou administrativo; e na INICIATIVA POPULAR, em que um projeto de lei é confeccionado pelo próprio povo e apresentado à Câmara dos Deputados para que se proceda à aprovação ou rejeição da lei.

Desta forma, decidiremos no Referendo do dia 23 sobre a aprovação ou rejeição das Disposições Finais da Lei nº 10.826/2003 (“Estatuto do Desarmamento”), que em seu artigo 35 proíbe o comércio de armas de fogo e munição no nosso país.

Caros amigos, a leitura atenta da legislação questionada se faz imprescindível a todos vocês que, assim como eu, são obrigados a votar no domingo.

Transcrevo aqui embaixo alguns artigos da Lei que merecem ser destacados.
Começemos com o fatídico art. 35:

Art. 35. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei.”

Até aí, ‘tudo bem’ (tsc), pois é justamente este dispositivo que deverá ser aprovado ou rejeitado por todos nós no dia 23. Sem entrar no mérito da questão, que todos já estamos cansados de ver todos os dias no programa eleitoral gratuito – o alegado “direito de se poder comprar uma arma” bradado aos 05 ventos pela bancada do NÃO, e o “direito de matar de de morrer”, da mesma forma alegado pela bancada do SIM – mostrarei aqui apenas os detalhes formais da referida Lei.

Vejamos agora o tal artigo 6º da Lei nº 10.826/2003, que indica quais as entidades que estão autorizadas a comercializar armas de fogo e munição, pela própria redação do artigo 35 acima transcrito:

“Art. 6º É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria e para:

I – os integrantes das Forças Armadas;

II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. 144 da Constituição Federal;

III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei;

IV – os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 250.000 (duzentos e cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, quando em serviço;

V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;

VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. 51, IV, e no art. 52, XIII, da Constituição Federal;

VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias;

VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas, nos termos desta Lei;

IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas, cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo, na forma do regulamento desta Lei, observando-se, no que couber, a legislação ambiental.”

Notem ainda os parágrafos 3º a 6º do artigo 4º da MESMA LEI, abaixo:

“Art. 4º. (…)
§ 3º A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente, como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos neste artigo.
§ 4º A empresa que comercializa armas de fogo, acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias, ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas.
§ 5º A comercialização de armas de fogo, acessórios e munições entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização do Sinarm.
§ 6º A expedição da autorização a que se refere o § 1º será concedida, ou recusada com a devida fundamentação, no prazo de 30 (trinta) dias úteis, a contar da data do requerimento do interessado.”

Uai, mas a lei não era pra PROIBIR O COMÉRCIO DE ARMAS DE FOGO E MUNIÇÃO NO BRASIL?

Como pode a mesma lei que proíbe num artigo (art. 35), autorizar em outro (art. 4º)? Como um órgão administrativo (e, obviamente, POLÍTICO) de nosso país poderá AUTORIZAR ou negar a possibilidade de uma empresa (ou pessoa física, conforme diz a própria lei) de vender armas de fogo e munição?

E as entidades autorizadas a comercializar armas de fogo e munição, de acordo com a exceção aberta pelo art. 35: forças armadas, polícia federal, polícia rodoviária federal, polícias civis, polícias militares e corpos de bombeiros militares, guardas municipais, Agência Brasileira de Inteligência e Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional do Presidente da República, órgãos policias da Câmara e do Senado Federais, guardas prisionais, empresas de segurança privada e esportistas… São elas que venderão armas de fogo para as pessoas que, pela mesma lei (Estatuto do Desarmamento) têm autorização para o porte de armas??? Não é um pouco estranho? Por que a lei não é clara quanto as reais empresas e entidades que poderão comercializar armas de fogo no país?

Será que não há nenhum interesse (político, econômico…) por trás disso tudo? E as propagandas políticas que NADA disso esclareceu para o povão que o único meio de educação e informação a que tem acesso é a TELEVISÃO e o RÁDIO???

Ora, nobres leitores, isto é, no mínimo, muito estranho, para não dizer que esta lei não faz o menor sentido, o que nos levaria ainda a concluir que o Referendo de 23 de Outubro é um esforço completamente INÚTIL de nossa parte!!!

Sinceramente, votar neste dia 23 será uma grande perda de tempo. Maior ainda para aqueles que terão de trabalhar como mesários no dia, assim como a Lú ou meu irmão Ângelo. Só lamento.

Enfim, não vou dizer a vocês para votarem nem SIM, nem NÃO. O meu objetivo não é de convencer ninguém de votar 01 (Não) ou 02 (Sim) na urna eletrônica. A única coisa que eu quero e que o Brasil precisa é que vocês que se informem, e muito bem, sobre o direito que estão prestes a exercer neste 23 de outubro, o que está em jogo. Será realmente a proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil? Ou será o interesse de determinados grupos econômicos e políticos?

Pensem nisso. NÃO VOTEM COM O CORAÇÃO. Não se deixem enganar por apêlos sentimentalóides das propagandas políticas.

VOTEM COM A RAZÃO.

*******************************************************

Este assunto foi objeto de uma discussão na 2ª feira da semana passada em diversos blogs que fazem parte do genial “Nós na Rede”. Quem quiser ler mais opiniões a este respeito, é só clicar no ícone:

Abraços a todos,

Ana Letícia.

Voto de Minerva

Padrão

Dia 23, domingo próximo, vamos exercer o que a Constituição Brasileira chamou de Soberania Popular.

Segundo nossos constituintes, a Soberania Popular é exercida de dois modos – pelo Sufrágio Universal e pelo Voto secreto e direto, com valor igual para todos – e em três momentos distintos: no PLEBISCITO, em que o povo é consultado para que delibere sobre matéria de acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa; REFERENDO, o povo não só é consultado, mas seu voto tem o poder de ratificar ou rejeitar o ato legislativo ou administrativo; e na INICIATIVA POPULAR, em que um projeto de lei é confeccionado pelo próprio povo e apresentado à Câmara dos Deputados para que se proceda à aprovação ou rejeição da lei.

Desta forma, decidiremos no Referendo do dia 23 sobre a aprovação ou rejeição das Disposições Finais da Lei nº 10.826/2003 (“Estatuto do Desarmamento”), que em seu artigo 35 proíbe o comércio de armas de fogo e munição no nosso país.

Caros amigos, a leitura atenta da legislação questionada se faz imprescindível a todos vocês que, assim como eu, são obrigados a votar no domingo.

Transcrevo aqui embaixo alguns artigos da Lei que merecem ser destacados.
Começemos com o fatídico art. 35:

Art. 35. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei.”

Até aí, ‘tudo bem’ (tsc), pois é justamente este dispositivo que deverá ser aprovado ou rejeitado por todos nós no dia 23. Sem entrar no mérito da questão, que todos já estamos cansados de ver todos os dias no programa eleitoral gratuito – o alegado “direito de se poder comprar uma arma” bradado aos 05 ventos pela bancada do NÃO, e o “direito de matar de de morrer”, da mesma forma alegado pela bancada do SIM – mostrarei aqui apenas os detalhes formais da referida Lei.

Vejamos agora o tal artigo 6º da Lei nº 10.826/2003, que indica quais as entidades que estão autorizadas a comercializar armas de fogo e munição, pela própria redação do artigo 35 acima transcrito:

“Art. 6º É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria e para:

I – os integrantes das Forças Armadas;

II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. 144 da Constituição Federal;

III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei;

IV – os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 250.000 (duzentos e cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, quando em serviço;

V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;

VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. 51, IV, e no art. 52, XIII, da Constituição Federal;

VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias;

VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas, nos termos desta Lei;

IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas, cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo, na forma do regulamento desta Lei, observando-se, no que couber, a legislação ambiental.”

Notem ainda os parágrafos 3º a 6º do artigo 4º da MESMA LEI, abaixo:

“Art. 4º. (…)
§ 3º A empresa que comercializar arma de fogo em território nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente, como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos previstos neste artigo.
§ 4º A empresa que comercializa armas de fogo, acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias, ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas.
§ 5º A comercialização de armas de fogo, acessórios e munições entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização do Sinarm.
§ 6º A expedição da autorização a que se refere o § 1º será concedida, ou recusada com a devida fundamentação, no prazo de 30 (trinta) dias úteis, a contar da data do requerimento do interessado.”

Uai, mas a lei não era pra PROIBIR O COMÉRCIO DE ARMAS DE FOGO E MUNIÇÃO NO BRASIL?

Como pode a mesma lei que proíbe num artigo (art. 35), autorizar em outro (art. 4º)? Como um órgão administrativo (e, obviamente, POLÍTICO) de nosso país poderá AUTORIZAR ou negar a possibilidade de uma empresa (ou pessoa física, conforme diz a própria lei) de vender armas de fogo e munição?

E as entidades autorizadas a comercializar armas de fogo e munição, de acordo com a exceção aberta pelo art. 35: forças armadas, polícia federal, polícia rodoviária federal, polícias civis, polícias militares e corpos de bombeiros militares, guardas municipais, Agência Brasileira de Inteligência e Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional do Presidente da República, órgãos policias da Câmara e do Senado Federais, guardas prisionais, empresas de segurança privada e esportistas… São elas que venderão armas de fogo para as pessoas que, pela mesma lei (Estatuto do Desarmamento) têm autorização para o porte de armas??? Não é um pouco estranho? Por que a lei não é clara quanto as reais empresas e entidades que poderão comercializar armas de fogo no país?

Será que não há nenhum interesse (político, econômico…) por trás disso tudo? E as propagandas políticas que NADA disso esclareceu para o povão que o único meio de educação e informação a que tem acesso é a TELEVISÃO e o RÁDIO???

Ora, nobres leitores, isto é, no mínimo, muito estranho, para não dizer que esta lei não faz o menor sentido, o que nos levaria ainda a concluir que o Referendo de 23 de Outubro é um esforço completamente INÚTIL de nossa parte!!!

Sinceramente, votar neste dia 23 será uma grande perda de tempo. Maior ainda para aqueles que terão de trabalhar como mesários no dia, assim como a Lú ou meu irmão Ângelo. Só lamento.

Enfim, não vou dizer a vocês para votarem nem SIM, nem NÃO. O meu objetivo não é de convencer ninguém de votar 01 (Não) ou 02 (Sim) na urna eletrônica. A única coisa que eu quero e que o Brasil precisa é que vocês que se informem, e muito bem, sobre o direito que estão prestes a exercer neste 23 de outubro, o que está em jogo. Será realmente a proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil? Ou será o interesse de determinados grupos econômicos e políticos?

Pensem nisso. NÃO VOTEM COM O CORAÇÃO. Não se deixem enganar por apêlos sentimentalóides das propagandas políticas.

VOTEM COM A RAZÃO.

*******************************************************

Este assunto foi objeto de uma discussão na 2ª feira da semana passada em diversos blogs que fazem parte do genial “Nós na Rede”. Quem quiser ler mais opiniões a este respeito, é só clicar no ícone:

Abraços a todos,

Ana Letícia.

O RETORNO!!!

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Amanha vai ser outro dia….
Pois é, como foi o combinado, hoje é meu dia de escrever. Preparados meus amiguinhos… pediram, então lá vai:
Depois de tanto tempo sem passar por aqui, eis que chegou o grande dia. Primeiramente, peço desculpas pelo total desaparecimento, é que estava organizando os papéis para mandar para a Embaixada inglesa para conseguir o tal “visto”. Foram meses que passei atrás de papéis e bla bla bla…
Enquanto isso, minha vida amorosa resolveu desapontar de vez. Comecei a namorar e quando estava no auge do amor, da certeza que encontrei a pessoa certa, de até fazer planos para o futuro, o bendito “visto” chega. Consegui o visto de estudante de 1 ano e 2 meses. Os planos continuam, mas, vão ter que esperar um pouquinho e o amor continua o mesmo.
Bom, embarquei (ou melhor, eu e minha amiga Marcinha looooouca looooura) para Londres. Primeira escala: Sao Paulo – 03 benditas horas de espera e apenas um pão de queijo que custou R$2,00 (o olho da cara). Eram meus últimos reais.
Proximo destino: Buenos Aires. Chegamos na terra do Maradona as 13:30 e iriamos pegar o outro vôo somente as 21:00. Enquanto isso, tinhamos que conhecer “A casa rosada” e a “Rua Florida“. Mas, teriamos que pagar 20 dólares para sairmos do aeroporto…. tudo bem… pegamos um ônibus, no qual ficamos duas horas e trinta minutos… até chegarmos no ponto de destino… andamos, ou melhor, corremos o centro inteiro de Buenos Aires, tiramos algumas fotos… valeu muito a pena… é tudo lindo… o tango na Rua Florida… a arquitetura é perfeita. Pegamos um táxi de volta, completamente mortas de cansada… mas tudo bem.
Madrid, que nos aguarde. Entrei no avião e sentei na janela. Do meu lado foi uma garotinha linda e sua mãe (espanholas). A menina era muito fofa, até chegar a noite e ela dormir e esticar todo seu corpo em cima de mim, ai foi péssimo… menininha folgada. Mas, desfarçadamente eu dava uns chega pra lá…
Chegamos em Madrid e tivemos que passar pela polícia espanhola. E a confusão tinha que acontecer comigo, né? Eu estava com uma bota gigante e que tinha uns botõezinhos. Quando eu ia passar no detector de metais, a pooorra apitava, ai eu toda ingenua mostrei que eram os benditos botões. O filadaputa do policial parou toda a fila, me fez tirar a bota passar a bota onde põe as bolsas e euzinha só de meia no detector de metais… mico em Madrid…
Enfim, destino Londres. Sentei e logo veio um americano do meu lado com uma garrafa de Jack Daniel’s enchendo a cara… Quando já era hora de apertar os cintos para aterrisar, eis que me deu uma vontade imensa de ir ao banheiro. Todo mundo voltando as cadeiras para a posicão normal e apertando os cintos e euzinha tirando o cinto pra ir ao banheiro. Outro desentendimento com a aeromoça. Será que ela era burra ou estava fazendo hora com a minha cara!!! Eu só queria fazer muito xixi… Mas consegui. Chegando no aeroporto, fui para a fila da imigracão, peguei um ga-ga-ga-gaguinho que achava que falava espanhol e português. Detalhe ele falava português, espanhol e inglês tudo misturado… era muito engraçado… Demorei uns três minutinhos e já fui logo embora (ufa, ufa, ufa).
A Juju estava nos esperando no saguão do aeroporto. Pegamos metrô com uma mochila gigante nas costas, uma mala de rodinha que não sei pra que tinha rodinha. Levei mais ou menos uns 4 tombos em cima daquela mala. Estou com uma bola rocha na perna até hoje. Depois de suarmos, enfim chegamos…
Eu já tenho mil aventuras e mil coisas pra contar… Mas, numa outra oportunidade.
Detalhe, o meu bairro só tem indiano e jamaicano… nem parece que estou em Londres… Daqui umas semanas já vou mudar…
Beijos para todos… Estou morrendo de saudade de todos vocês….
Bjoca da Do!