Feels like London…

Padrão
“Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de
bater na porta do vizinho e desejar Bom Dia…”
(Salve! Zeca Baleiro!)

Tá certo que o peso da ressaca sempre fica. Mas, apesar dos pesares, ontem eu me senti realmente em Londres…

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Eu e a Marcinha encontramos com a Juju na escola (Covent Garden) e de lá resolvemos ir a algumas agências para prencher os famosos “aplications”.
OBJETIVO: procurar emprego.
DETALHE: objetivo não alcançado.

É que no meio do caminho resolvemos fazer um lanche no Mc Donald’s, e lá ficamos um tempinho conversando (o suficiente pra todas as agências fecharem e a gente ter que deixar pra outro dia a busca pelo trabalho).

Sem pensar muito, decidimos ir para um PUB – para trocar umas idéias sobre a vida – que segundo a Juju é súper famoso por aqui. É um pub australiano chamado O’NEILLS, que fica
em frente à China Town (Picadilly Circus).

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De cara, já pedimos uma jarra gigante de cerveja… a melhor do mundo…terminamos a primeira…fomos obrigadas a assistir ao jogo do Arsenal X (nao me lembro o nome, só lembro que o Arsenal ganhou
de 2 X 0). Compramos outra jarra, enquanto a bola rolava, e depois de já estarmos mais pra lá do que pra cá, decidimos ir embora… Claro que a idéia nao pegou: só mudamos de mesa!
Detalhe importantíssimo: a Juju estava com um bonezinho (por causa do cabelo… mega oleoso), sentada virada de costas pra câmera… logo, logo veio o segurança 4×4 e pediu pra ela tirar o boné, aí ela só trocou de lugar
comigo e ficou de frente pra tal câmera, de novo veio o segurança e disse que não era permitido usar nenhum tipo chapéu no pub, pois dificulta o trabalho deles. Ela ficou puta… esta cena aconteceu pelo menos umas 10 vezes…

De repente chega um inglês e pergunta pra Marcinha: “Você gosta de beber?” Ela abriu um sorriso gigante e disse: “Yes!”. Ele perguntou: “O quê?” Ela respondeu: “Yes“. (Ela estava muito bêbada… foi muito
engraçado). Nós respondemos por ela. O tal inglês me fez a mesma pergunta e pra Juju tambêm. De repente chega o idiota com três cervejas pra gente – claro que vimos ele comprar e trazer as cervejas – e não é que o otário só nos deu as cervejas e foi embora!?… Valeu né….

Nos empolgamos novamente. Fui ao banheiro mil vezes e a Marcinha (looouca, bêbada) ia atrás de mim. Tinha uma mulher muito mal humorada tomando conta dos perfuminhos, papel toalha e blá blá blá… a Márcia foi pegar dois papéis-toalha e ganhou um tapa na mão! (Só podia pegar um). Nós ficamos conversando enquanto fazíamos xixi (ela num banheiro e eu no outro), aí eu perguntei: “Porque será que essa mulher é tao mal humorada?” A Márcia: “Ah, Dô, dá um desconto, ela fica cheirando coco e xixi a noite inteira e a gente se divertindo… ela deve ficar puta, morrendo de inveja….”

Voltávamos pra mesa e sempre encontrávamos a Juju discutindo com o segurança, por causa do boné… Conhecemos dois caras, um era americano e o outro era um inglês muito gay que estava usando um cachecol
preto com umas listras amarelas, igual faixa de impedimento, e que ficava dando uma de homem e cantou nós três… Logo depois conhecemos outro cara que jurava ser o Elvis Presley (com a barriga mais gigante do mundo) e um negão cecezento, com a pele muito oleosa, os dois só riam e tomavam água com limão a noite toda…

Quando pensamos que nao iríamos beber mais, chegaram três mexicanos jogando aquele charme: um parecia com o catatau, o outro parecia Ronaldo Fraga e o outro ninguém se lembra. Aí eu sismei que sabia me comunicar em espanhol, e fiquei falando que o México era a terra da Tequila… só falei “Tequila” e o
Ronaldo Fraga nos trouxe 3 rodadas da bebida marvada e então nós enchemos a cara. Eu tomei só uma tequila e dancei a noite inteira, conheci todo mundo, brindei com todas as pessoas, sentei em todas as mesas, fiz amizade com o DJ, enchi o saco dele ate ele tocar Beatles a noite inteira. Voltava pra minha mesa e estavam a Marcinha e Juju enchendo a cara de tequila. O Ronaldo Fraga de 1,30m falava horrores comigo, o Catatau de 40 anos estava querendo a Marcinha e a Juju só brigava com o segurança…

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Depois de ter dançado muito, veio a Marcinha Cambaleando para o meu lado e disse: “ôôô Dôôô, vamos embora que a Juliana foi expulsa do pub pelo segurança…” Quando desci, me deparei com a Ju na chuva, do lado de fora e chamando o segurança de “filho da p. (piiiii)” e o mandando ir “tomar no c. (piiii)”… Saímos nós três. Eu estava a mais “normal” de todas… Estávamos famintas e resolvemos parar no Burger King pra comer um sanduba. Detalhe, que já estava fechando… Entramos e pedimos os sanduíches, e a Marcinha sentou num sofá com um tanto de cadeira em cima: o segurança pediu pra ela se retirar, mas ela estava tri-bêbada que saiu do sofá e sentou no chão, e ele pediu para ela se retirar… Novamente não adiantou, ela mudou de lado e sentou-se na escada… Ele xingou todo mundo e fomos expulsas do Burger King. Saímos com o sanduíche na mão e sentamos na porta, do lado de fora, é claro!!!

A Ju queria ir embora pra casa, mas, eu não queria deixar… Ela só disse: “Dô, cuida da Marcinha que ela tá muito mal”. Quando iamos pegar o ônibus, eis que a Dona Márcia (looouca) queria muito fazer xixi. Imaginem, em plena Oxford Street (centro de Londres), paramos e fizemos uma cabaninha para tentar esconder a loura… Mas até que foi tranqüilo… Só que quando ela terminou, eu e a juju saímos andando e a esquecemos pra trás, ela estava indo no sentindo contrário! Buscamos a Marcinha e fomos para os pontos diferentes do busão.
A juju foi embora (chegou bem)! Eu e a loura viemos pra nossa casa (3 horas da matina), eu carregando a minha mochila, a mochila dela e ela… Mas deu tudo certo… Foi ótimo… só não fomos à aula hj, ficamos o dia inteiro morrendo de rir…

Meu Deus, nós somos muito felizes… Por isso, hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar Bom Dia…

Dô2

Muitos Bjos da Dôdô!

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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