Arquivo da categoria: Bela

Olha quem está miando…

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Eu não entendo os humanos! Venho me esforçando há alguns anos, e ainda não consegui tirar nenhuma conclusão sobre seu comportamento bizarro.

Antes de tudo, os humanos se dividem em duas categorias: os que gostam de gatos e os que nos detestam. Sim, porque nesse caso não existe meio termo: ninguém é indiferente a um felino.

Mas, como eu ia dizendo, foi um humano que me jogou na rua, me separando dos meus irmãozinhos. Mas também foi um humano que me recolheu lá no meio da trincheira cheia de carros, molhado de chuva e esfomeado. Ele cuidou de mim com carinho, mas como na casa dele tinha um cachorro (eca!) que não gostou de mim, não pude ficar com ele.

Os humanos se acham muito espertos, mas esse, apesar de muito bonzinho, achou que eu era fêmea e me chamava de Bel. Até que um dia chegaram duas moças lá na casa dele, me pegaram no colo e me levaram embora numa caixa. Achei que elas eram simpáticas, mas elas me entregaram para um humano grande e sem pêlos na cabeça que me espetou com uma injeção, mexeu dentro das minhas orelhas e da minha boca, levantou o meu rabo para olhar o que tinha embaixo. Detestei, mas pelo menos ele descobriu que eu sou macho, pois isso já estava começando a me incomodar. Depois disso, as duas moças me levaram para a casa delas, me deram um pote com água e outro pote com ração. Nesse lugar também tinha outros dois humanos. Gostei deles de cara, até deitei no colo deles no mesmo dia! Nesse dia eu também ganhei um nome decente: Miró!

É, as duas moças até que eram legais…

Alguns humanos dizem que os gatos não gostam de pessoas, que são traiçoeiros, mas estão redondamente enganados! Falam isso porque nunca conviveram com gatos, e não sabem como podemos ser carinhosos, meigos e companheiros. Por coincidência, são esses mesmos humanos que falam que odeiam gatos. Por que será?

Mas, voltando a falar dos humanos, eu reparei que eles são cheios de manias.

Por exemplo, eles gostam de entrar na água! Não dá pra entender… Água é bom pra beber, pra brincar, mas entrar debaixo daquele jato uma vez por dia ultrapassa a minha felina compreensão! Não sei porquê eles não aprendem comigo a usar a língua para se limpar, é muito mais divertido e econômico.

Também não sei como eles conseguem passar tantas horas na frente daquela caixa barulhenta que fica lá na sala. Eu só acho interessante dormir em cima porque é quentinho. Mas quando meu rabo passa na frente, sei que vou ser xingado. Ah, mas é tão divertido ver a cara de raiva dos humanos! Eles também têm acessos de raiva quando eu deito em cima do livro que eles estão lendo, afio as unhas nas cadeiras da sala de visitas ou tento andar no parapeito das janelas!

Outra coisa que eu não entendo é por que eles passam o dia todo fora de casa quando é muito mais legal ficar cochilando na cama ou no sofá! Mas os humanos, pelo menos os meus, saem cedo e só voltam de noite pra casa. São uns bobos.

Olha, para terminar, só quero deixar bem claro que apesar de eu achar vocês um tanto esquisitinhos, adoro receber carinho e deitar em um colo, e sou muito grato por isso. E para aqueles que dizem não gostar de gatos, vocês não sabem o que estão perdendo!

Esses humanos…

Me dão carinho, comida, ratinhos de pelúcia…

Acho que eu sou um Deus!
Texto por: BELA

Livros: Índia, Alemanha e Afeganistão

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Ao abrir um livro, adentramos num mundo desconhecido, no qual podemos nos identificar com personagens e situações, ou apenas fantasiar, aproveitando para fugir um pouco da realizadade. Enfim, isto é o que um bom livro promete…
Hoje resolvi dar uma de crítica literária fazendo breves observações sobre alguns livros que eu li recentemente, ambientados em locais bem distintos: Índia, Alemanha e Afeganistão.
O primeiro dos livros da lista chegou às minhas mãos por meios tortuosos: minha irmã o deu de presente de aniversário para minha mãe, e eu, sorrateiramente, o peguei para dar uma folheada e não consegui desgrudar até terminar (durou quatro dias)! O segundo, eu estava aguardando a tradução para o português para ler, pois já tinha ficado sabendo dos prêmios literários que recebeu no exterior. E o terceiro, peguei emprestado, após muita insistência e recomendações.
Paixão Índia (Javier Moro)
Editora Planeta
Anita, filha mais velha de uma humilde família de Málaga, Espanha, começou a trabalhar aos 14 anos como dançarina em um teatro boêmio. Até que um poderoso rajá indiano se apaixonou por sua graça e beleza e decidiu transformar a sua vida e a de sua família para sempre.
Este livro conta a história verídica de Anita Delgado, a mulher espanhola do último rajá de Kapurthala. O excelente trabalho de pesquisa do autor tornou essa romântica história ainda mais envolvente, acrescentando importantes dados biográficos dos personagens e da época em que se passam os acontecimentos, os últimos dias da esplendorosa e exótica índia dos rajás. Interessantíssimas as fotos acrescentadas nesta edição, pois nos mostram mais uma vez que nenhum detalhe do livro foi inventado, que seus personagens existiram de fato, com seus dramas, caprichos, decepções e momentos de felicidade. Além de muito bem traduzida, esta obra traz uma visão européia da índia do fim do século XIX e início do século XX e da influência do ocidente na vida e nos costumes orientais, culminando com sua independência e o desaparecimento dos fastos e excentricidades dos rajás. Uma leitura imperdível!

A menina que roubava livros (Markus Zusak)
Editora Intríseca/Edição 2007

A mais recente obra do jovem autor australiano que acaba de ser traduzida para o português. Este livro nos conta a história de Liesel, uma pequena órfã da Alemanha nazista adotada por uma família pobre às vésperas da eclosão da segunda guerra mundial. Para superar seus traumas de infância, Liesel conta com a compreensão e o carinho do pai adotivo, um pintor e acordeonista que não se filiou ao partido nazista, seu colega e vizinho Rudy e um inesperado amigo, Max, um misterioso judeu escondido num porão. E, claro, também há o papel desempenhado pelos livros e pelas palavras na vida de Liesel, fonte de conforto e poesia em todos os momentos de sua trajetória. Uma história humana e calorosa, contada com muita originalidade, a começar pela narradora, a prória Morte.
O caçador de pipas ( Khaled Hossein)
Editora Nova Fronteira
Este livro é a grande vedete das listas das publicações mais vendidas desde o ano passado, e fui conferir após inúmeras recomendações de amigos. Decepção. Como não gosto de largar um livro pela metade, terminei de ler a duras penas. No início, até que é interessante, mas logo cansa, pois os personagens principais são enfadonhos, covardes, desprovidos de caráter e carisma, totalmente sem interesse. O autor simplesmente não consegue dar vida aos personagens e traduzir seus sentimentos, não consegue construir um liame, uma identificação entre leitor e personagem. Ademais, há um outro defeito insuperável no livro: a falta de harmonia da narrativa. O livro começa lento, arrastado, sem muita ação, durante a infância e início da adolescência do narrador, e, de repente, flui com uma tremenda rapidez. Passam-se anos e anos em poucas linhas, em total desacordo com o tom inicial da narrativa. Outra coisa que engana é o título: não pense que por trás da inocente capa laranja-avermelhada se encontra uma história bucólica e água com açúcar. Decidamente não. Há cenas de violência sexual, tentativa de suicídio infantil e outros temas indigestos e mal explorados pelo autor. Agora, resta o mistério de sua relutante presença nas listas de best-sellers. Acho que está vendendo muito porque o Afeganistão está na moda, pelo menos em se tratando de literatura de varejo, pois encontramos atualmente os seguintes títulos com destque de vendas: O livreiro de Cabul, Eu sou o livreiro de Cabul, Mulheres de Cabul, As andorinhas de Cabul, Cabul no Inverno, além da insossa edição ilustrada do Caçador de Pipas (difícil acreditar que isto está vendendo bem. Livros adultos com ilustração? Uma tremenda furada!) Eu ainda continuo achando que a maioria dos best-sellers só marca presença nas listas dos livros mais vendidos devido à propaganda, e não necessariamente por sua qualidade.
***
Para quem se animar, ficam aqui essas idéias.

Bela

Pequeno dicionário da feminilidade para rapazes desavisados – R-Z

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Caros leitores,

Só para não dizerem que não terminamos, aí vai, acreditem se puderem, a ÚLTIMA PARTE!!!

Pequeno dicionário da feminilidade para rapazes desavisados – R-Z
R

Rímel: espécie de maquiagem para os cílios, também chamada de “máscara”. Sim, as mulheres passam esta tinta grossa e preta nos cílios para se embelezar. E não reclamem se elas demorarem a se aprontar para uma festa, pois aqueles olhos de tigresa não são assim à toa… 😉
Rosas: A maioria das mulheres gosta de flores… Se forem rosas vermelhas colombianas então… Nunca é demais levar um bouquet de vez em quando, uma florzinha do campo que catou na rua, um vasinho de violetas do supermercado, um bonzai, etc, etc…
Ronco: Ok, sabemos que as mulheres roncam às vezes, mas é bem baixinho e totalmente suportável, ao contrário dos homens, né??? Em todo caso, dizer a uma mulher que ela ronca é o equivalente a uma sentença de condenação à morte.
Roliça: é uma mulher de formas generosas. Mas como essa palavra lembra “rolha” não gostamos muito de ouví-la aplicada à nossa própria pessoa.
Rolo de macarrão: não serve apenas para abrir massa não, é uma ótima arma para aplicar na cabeça de homens assanhados. Melhor tirar da lista de casamento.
Razão: nunca discuta com uma mulher se ela tem razão ou não, pois isso é totalmente irrelevante. O que importa é que a mulher é a SUA razão de existir.
Romantismo: não está fora de moda não! Gostamos de homens que mandam flores e nos convidam para jantar à luz de velas, que querem conversar sobre nossos problemas, são pacientes e compreensivos. No fundo, o romantismo é o que faz uma relação durar, pois aproxima as pessoas e as tornam cúmplices, unidas pelo sentimento de tornar a vida do outro mais agradável.
Regata: são aquelas camisetas sem manga, ou seja, uma peça totalmente dispensável e altamente indesejável em qualquer guarda roupa masculino. Abrimos uma exceção para praia, piscina e churrascos informais, mas pense bem, ninguém é obrigado a suportar a visão dos pêlos das suas axilas.

S

Sexo: ok, todo homem é um maníaco sexual em potencial, que pensa em sexo em todos os 60 minutos de cada hora das 24 do dia… As mulheres bem resolvidas também gostam muito de séquiço, mas convenhamos, não é só o que importa. Nessas horas, vale também ser atencioso, gentil, cavalheiro… Virar para o canto e roncar após? Nem pensar! E trate de se concentrar, pois nós sempre estamos prontas para um repeteco!
Secador (de cabelos): nem adianta reclamar, abaixe o som, e aguarde, já que a maioria das mulheres não consegue viver sem esta invenção, que, segundo a classificação do INMETRO, trata-se de um “aparelho portátil previsto para ser segurado à mão durante a utilização normal e cujo motor, se existente, é parte integrante do aparelho”.
(Obs.: O mesmo vale para a “chapinha”, também conhecida como “prancha”, mas neste caso é só esperar mesmo, pois esta é silenciosa!)
Salto alto: base dos sapatos com estatura de um à doze centímetros dependendo do tamanho da mulher (às vezes passa disso!). Algumas preferem o salto plataforma, que adere a toda a sola do sapato. Quase toda mulher curte andar de salto, então, se ela ficar mais alta que você, paciência, e curta ter um mulherão ao seu lado!
Saia: branca, preta, colorida, jeans… de tamanhos variados, mini, longas, mides. Caem bem se as pernas forem mais grossinhas, e o bumbum arrebitado chama a atenção dos homens. Para as mais salientes é a peça mais fácil de tirar, ou não! Mas não vale é olhar pra outras mulheres de saia, e atenção: nunca, nunca mesmo, pegue na perna de uma mulher vestida de saia que não seja sua namorada, pois sua integridade física estará correndo sérios riscos, sem falar que poderá ser mal interpretado…
Sandálias: Sei que temos os pezinhos mais lindos do mundo, adoramos massagens nos pés, adoramos ser elogiadas, pela unha “megalo” bem feita e que temos um super bom gosto pra sandálias de salto. Mas, por favor, não se empolguem porque estamos com os pezinhos semi nus e cismem de fazer massagem depois de uma balada… é super desconfortável… o pé tem estar muito limpinho…. Quando estamos com as nossas sandalinhas… queremos só elogios o tempo todo e não meta a mão insistindo até a morte… É, literalmente, um saco!!!!!
Sorvetes: Meus caros amigos do sexo masculino, mulher adora dar uma lambidinha disfarçada em um sorvete…..Hummm … é bom demais…. Mas, tem que ser disfarçado porque vocês adoram nos deixar constrangidas, dando aquela olhada, alguns chegam a falar: “Bela chupada” … que horror… Nunca, nunquinha faça isso, animal…
Sentar: Como assim? Vocês homens, acham mesmo, que namorar é sinônimo de arrumar logo um banquinho e sentar a bunda lá com sua namorada, enquanto todas as outras pessoas dançam loucamente? Ninguém merece… Será que você consegue pensar só um pouquinho na sua linda??? Mas, se você não souber dançar, não inventa… Pelo menos balançar o corpo você sabe, né… Então, só fica no balanço da redinha… É tão fácil…Você consegue!

T

Tapa: na cara não vale, é baixaria! Mas um tapinha de amor não dói… Mas muita calma nesta hora: nem é toda mulher que gosta, meu caro, então não se empolgue demais. Converse com sua musa sobre suas preferências, sobre as dela, e aí a satisfação é garantida (ou não entre mais neste blog!).
Tarado: o famoso maníaco sexual. Mal você o beija, o cara já vira um polvo e arranja mão e braço em tudo quanto é lugar do seu corpo. Sinceramente, caro leitor, mulher nenhuma gosta disso, assim, de cara. A não ser que seja umazinha da vida, ou esteja tão trêbada que nem saiba o que está fazendo. Se você gostar da menina, segure seus instintos um pouco e dê a ela o tempo necessário para se sentir à vontade com você. Mas não seja “santinho” demais, pois corre o risco de ela pensar que você não está interessado!
TPM (Tensão pré-menstrual): essas vocês conhecem de cor e salteado, não é? Mulheres temperamentais, á beira de um ataque de nervos… Peraí, não é bem assim… Existem muitas outras peculiaridades… Mas isso é papo para um texto inteiro! (Que prometemos, virá dar o ar da graça neste espaço muito em breve!) Portanto, curiosos de plantão… Aguardem!
Trabalho: adoramos homens trabalhadores e honestos, claro. Mas por favor, falar e pensar só em trabalho só empobrece a relação, sem contar que é falta de delicadeza e semancol sentar com sua musa inspiradora num restaurante e só falar de trabalho o tempo todo…
Tesão: uma mulher neste estado pode até fazer tudo o que você quiser, bebê, mas tente se segurar o máximo que puder! Muitas vezes só queremos sentir, provocar… E se você ficar tentando ir direto aos finalmente pode ser fatal para o clima!


U

Unha:
a maioria das mulheres gosta de colorir as unhas com esmalte, e usá-las longas. Se você ODEIA esmalte vermelho e unha grande, que tal negociar com a sua namorada e/ou mulher para que ela as adote rosinhas e curtinhas? Tudo pode ser conversado e negociado, se isso for feito com calma.
Umbigo: muitos homens só conseguem enxergar o próprio umbigo, o que é totalmente condenável, pois só traz problemas para um relacionamento (qualquer um, até amizade). Hoje as coisas são diferentes: homens egocêntricos não têm a mínima chance com mulheres independentes e interessantes!
Uga-Uga: Ah, por favor, não seja um Uga-Uga a la novela das 19h… É péssimo aquele homem que adora tirar a camisa o tempo todo, ainda mais se for peludo a la Tony Ramos…. Coloca a camisa, lindo! É tão melhor! (Atenção, você poderá tirar sua camisa só em praias, piscinas e coisa e tal. Mas, preste atenção cabeção, quando dizemos SÓ é porque é SÓ mesmo… Ok!?)

V

Viagem:
mesmo se for para passar um fim de semana fora de casa, há apetrechos indispensáveis dos quais as mulheres não podem abrir mão um diazinho sequer. Ou você acha que a pele de pêssego foi um dom divino que recebemos ao nascer? Além disso, não gostamos de decidir com antecedência que roupa vestir no dia tal, precisamos ter muitas opções para o caso daquela saia não cair bem naquele dia. Por isso, não se zangue se ela aparecer com muitas malas no dia da viagem, abarrotando o porta malas. Este é um transtorno que pode ser compensado e recompensado.
Válvula: o quê? como??? Pois é, não sabemos o que são válvulas, pistões, sonda lâmbida, e outras peças de veículos ou máquinas. É querer saber demais, não é? Sabemos outras tantas coisas interessantes…
Vampiro: caro rapaz desavisado, não seja um “homem-morcego”, por favor! Odiamos ficar marcadas por mordidas muito fortes, marcas e chupões no nosso lindo pescocinho! Isso é coisa de “menino sem-noção”, e nunca estivemos nesta fase, ok??? (Atenção, atenção! o mesmo vale para “beijo-ventosa”, aquele que gruda, e na hora de desgrudar arranca metade do seu lábio; e também para o “beijo-Gilmar”, aquele que lambe sua cara toda, e com o qual você tem que sair a la Alborghetti, com uma toalhinha de rosto a tira-colo, pronta para limpar toda a baba que o cara deixou em seus poros faciais!)

X

Xixi: apenas com a tampa da privada levantada, viu? E por favor, abaixe-a depois. Ah, e com a porta fechada, please!
(O Xis está meio osso… Só lembramos disso… Se lembrarem de mais alguma coisa, fiquem à vontade para usar a caixa de comentários!)
Xaveco: flerte, paquera, cantada, daquelas horripilantemente ridículas que levam as meninas ao ódio tepeêmico automático e instantâneo. Definitivamente, tenha por certo que você não vai encantar uma mocinha pedindo o telefone do cachorrinho dela… (Verbete devidamente lembrado pelo Anderson! Isso é que é leitor atento e rapaz não-desavisado, minha gente!)

Z

Zacarias: você pode até ser engraçado, aliás, adoramos quem nos faça rir, mas nunca você será tão peça-rara como ele! Please, não tente imitá-lo, pois correrá o risco de se tornar igual ao cara do verbete abaixo…
Zé: Zé Mané, Zé Ruela, e similares… Sentimos muito, mas nestes casos está osso! Se você é um Zé, vale a máxima da musiquinha do “Tianastácia“: se um cara nasce mané, cresce mané, e morre mané! Sai dessa, só depende de você, amigo… Se seguir os verbetes do nosso “Pequeno Dicionário da Feminilidade para Rapazes Desavisados”, acreditamos que ainda pode haver uma luz no fim do túnel para você…
Zum-zum-zum: este é só pra descontrair! 😀

****

Observações:

1) O fato de alguns verbetes não se encontrarem dispostos em ordem alfabética é proposital, nós não faltamos à aula no dia desta lição: apresentamos os verbetes na ordem que propicia o melhor entendimento do “dicionário” como um todo.

2) Aceitamos sugestões de novos verbetes… A caixa de comentários é de vocês!

3) Para ler a Primeira Parte, de A a E, clique aqui. Para ler a Segunda Parte, de F a L, clique aqui. A Terceira Parte, de M a Q, aqui.

Esperamos que tenham gostado do “Dicionário”, e por favor, ponham-no em prática, e façam bom proveito!

Beijos,

Ana, Bela, Dô e Lú – Mineiras, Uai!

Hoje é dia de quê?

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Alguém aí sabe que dia é hoje?

– Penúltimo dia do mês de Março… 6ª feira… dia 30!

Neste mesmo dia do ano passado, fizemos um levantamento de alguns fatos e pessoas polêmicas relacionados ao dia 30 de Março. Mas como águas passadas não movem moinhos, vamos ao que interessa…

Explicaremos (para quem não sabe, não se lembra, ou teve preguiça de ler o texto linkado acima até o fim) :

HOJE, 30 DE MARÇO, É ANIVERSÁRIO DA DÔDÔ!!!

Essa mineirinha de Cipotânea, chamada D.O.N.Á.R.I.A (sim, Donária, não é “Doriana”, nem “Tô na área”, nem “Dona Maria”, não), aquela, muito engraçada, doidinha e sonhadora, sabem? Pois é, ela mesma, completa algumas primaveras hoje!

Claro que não poderíamos deixar de registrar aqui tão notória data, mesmo porque, se o fizéssemos, era encrenca na certa, posto que a Dods não perdoa!!! Além do mais, ela passou tanto tempo fora, viajou, conheceu a Europa, realizou o sonho dela de aprender inglês, teve até bolo de aniversário em Paris, olha que chique!?… E agora, FELIZMENTE, voltou para nos fazer rir e polemizar um tiquim!

É isso aí, Dô, queremos você sempre aqui, pertim da gente, iluminando todos por onde passa, sempre arrancando um sorriso ou um ponto de interrogação na cara de uns e de outros, entre baladas, rocks, livros de estudos, cinemas… E onde mais sua energia durar!

Felicidades, dinheiro, beijos na boca, e sucesso!!!!!
Ah, e seja logo mais uma funcionária pública feliz!!!

Niver da Dô em Paris... Mar/2006

Beijos,

Ana, Bela e Lú.

Ps.: Dods, esta música é pra você!!!

Pequeno dicionário da feminilidade para rapazes desavisados – VERSÃO INTEGRAL

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As Mineiras Uai, orgulhosamente, apresentam um dicionário feito especialmente para você, caro leitor. Você que está cansado de histeria feminina, TPM e tudo mais, já vamos logo te avisando: não se trata de histeria, mas apenas de entender o maravilhoso (e horripilante) mundo das mulheres…

(Em tempo: Amigas leitoras, não se acanhem e incluam seus verbetes nos comentários. Assim estarão contribuindo com o blog e com o público masculino… Quem sabe seus namorados e/ou maridos são nossos leitores e vocês nem desconfiam? Depois vocês vão nos agradecer!)

Enjoy!

Pequeno dicionário da feminilidade para rapazes desavisados

A

Amiga: adjetivo utilizado para caracterizar pessoa do sexo feminino com a qual possuímos um certo grau de intimidade e com quem mantemos um relacionamento baseado estritamente no companheirismo, afinidade intelectual e psicológica. Qualquer interesse de cunho sexual deve ser banido deste relacionamento, razão pela qual, de preferência, os homens não deverão ter amigas. Se a “amiga” vier entre aspas então, desista.
Anca: o mesmo que culote, pode também ser usado para designar uma mulher com o traseiro grande. Melhor não arriscar sua vida e nunca dizer que sua mulher é “ancuda”, ou tem ancas lindas.
Anéis: o que seriam de nossas mãos sem eles. Dourados, prateados, foscos… Pode ser um anel de formatura, básico para o dia-a-dia, ou a tão esperada aliança.
Artrópode: filo animal que contém a absoluta maioria dos bichos mais nojentos e asquerosos do Mundo, que merecem ser eliminados sem piedade. Nunca deixe que um desses se aproxime de uma mulher, e será amplamente recompensado. (Esta regra não é válida para camarão e lagosta, a não ser que sua namorada/esposa seja alérgica. Esses bichinhos são deliciosos quando cozidos! – Como bem chamou a atenção o Gravata.)

B

Batom: pigmento utilizado para colorir os lábios, imprescindível para qualquer mulher se sentir bonita. Por isso não vale pedir para a namorada/esposa deixar de usar para não “melecar”.Também é muito usado como detector de infidelidade quando presente em leves (ou não) traços em camisa masculina.
Bijouterias: essas não faltam nos guarda-roupas femininos. Combinando com todas as roupas, podem ser encontrados na versões, brincos, anéis, pulseiras, colares, baratinhas, e o que mais as habilidosas mulheres inventarem.
Blush: acessório indispensável que deixa sua mulher com um ar mais jovial e com cara de saúde, maquiagem usada para passar nas maçãs do rosto. É indispensável, e nunca frescura. Entenderam?
Bola: objeto arredondado alvo da ira feminina quando da marcação da pelada no sábado à tarde. Também pode ser usado como adjetivo pejorativo para mulheres de formas mais generosas. Atenção! Nunca falem isso com sua namorada/esposa! Risco de ficar sem suas bolas (sabem do que estamos falando, não é?) .
Bolo: no sentido denotativo, significa aquela sobremesa que sua mãe é craque para fazer, pode ser com ou sem recheio, cobertura, etc. É algo que a maioria das mulheres passa longe para não engordar. Cuidado com o sentido conotativo: mulher nenhuma gosta de levar um bolo, ficar esperando muito, etc.

C

Cabeleireiro: é o melhor amigo das mulheres.
Cachorra: é aquela sua ex que não pára de te ligar.
Cachorro: é o melhor amigo do homem. Do homem! Quando sua mulher/namorada está cheirosa, poderosa, com aquela meia-calça finíssima para ir a uma festa de arromba, acredite, um cachorro é a última coisa que ela quer ver.
Caloria: unidade do poder engordativo dos gêneros alimentares, que devem ser calculados a cada refeição sob pena de surgirem manchas e bolhas no corpo, tontura e suores excessivos. Melhor deixá-la calcular em paz do que ter que ouvir no fim do dia a lista de tudo o que ela comeu.
Chocolate: é o melhor amigo das mulheres. (Principalmente nos dias de TPM!)
Cólica: dor absolutamente insuportável que se manifesta uma vez por mês nas fêmeas púberes durante o período menstrual. Não, não dá para sair de casa nesses dias, no máximo sentar no sofá pra assistir um DVD. Na ocasião, uma bolsa de água quente é sempre bem vinda, assim como um remedinho carinhosamente apresentado com um copo d´água. Esta atenção será muito bem recebida por sua namorada/esposa, e com certeza isso contará pontos a seu favor.
Culote: espécie de calça de extremo mau-gosto, hoje já em desuso (felizmente); gordura localizada nas laterais externas superiores das coxas, abominadas por toda e qualquer mulher que se preze; o mesmo que “anca”. É para se livrar dele que elas fazem “quatro apoios”, “adutor” e “abdutor”. (Aproveitamos para dizer que um homem jamais deve ficar olhando uma mulher fazendo esses exercícios na academia. Caso contrário, o espécime será inevitavelemente taxado como “tarado” e, na melhor das hipóteses, “inconveniente”. Ou seja, será imediatamente descartado da lista de possível pretendente ou amigo).
Curvex: utensílio de maquiagem para realçar os cílios. Não confundir com alguma ferramenta ou objeto de engraxar sapatos sob pena de irritar profundamente uma mulher.

D

Day-after: é o famoso “dia-após”. É o dia em que você deve ligar, ser carinhoso e fofo, dizer que já está com saudades, e que a noite foi espetacular!
Dieta: é a melhor amiga da mulher, companheira inseparável de todas as refeições. De todas as horas, e todos os dias. Pode vir sob a forma de várias espécies: “da Lua”, “da Sopa”, “de South Beach”, “do Dr. Atkins” e por aí vai.
Dor: acredite numa mulher quando ela disser que está com dor, e leve-a já para um hospital! As mulheres têm enorme resistência a ela, então quando reclamam, é porque já não dá mais para agüentar.

E

Esqueleto: conjunto do sistema ósseo que dá sustenção e forma ao corpo humano. Também pode ser um adjetivo utilizado para caracterizar uma mulher magra demais. Esteja sempre ciente de que o sentido de “magra demais” significa”mais magra que sua namorada/esposa”. Vale a pena anotar que, a não ser ela se enquadre na categoria “esqueleto”, toda mulher ama o homem que detesta mulher-esqueleto e diz isso, entenderam?
Ex-: nunca diga esta palavra em voz alta perto da sua namorada/esposa. Nunca. Por mais que ela insista em saber do seu passado, acredite, é tudo da boca para fora, e ela nunca vai querer saber de outras mulheres enconstando em você, das que já encostaram em você ou que já quiseram encostar em você. Nunca mesmo.

F

Família: são os parentes da sua mulher, os quais você deve considerar como a sua própria. Mesmo aquela tia chata que dá beijos molhados na sua bochecha ou a avó gorducha para a qual você tem que dar carona toda vez que ela aparece. Não dá para falar mal da “famiília”, nem dar muito palpite. Tente ser o mais simpático possível, pois conquistar a “família” é algo decisivo para o sucesso do seu relacionamento: os alvos preferidos das fofocas familiares sempre foram os namorado e maridos que não se enturmam. Ok, ficou parecendo coisa de mafioso, mas é assim que funciona.
Festa: reunião entre amigos e pessoas queridas cujo objetivo é comemorar algum evento, ou apenas conhecer pessoas novas, curtir um som, etc. Em se tratando de festas, a primeira coisa para a qual ele deve atentar é para a companhia. Está solteiro? Então é mais simples, pode conversar com quem quiser e o tempo que quiser, quem sabe até dar uns beijinhos ou encher a cara e sair carregado da festa. Agora, se está acompanhado, as regras são as seguintes: não beber demais, não bater altos papos com o desafeto da sua acompanhante, não sumir quando diz que vai ao banheiro, não ficar olhando as mulheres que passam (sobretudo as partes baixas), enfim, “maneirar“. Mas “maneirar” não quer dizer que a diversão acabou, só que a partir do momento que você decidiu comparecer acompanhado a alguma festa, respeito é bom e todo mundo gosta.
Festa de família: essa merece um capítulo à parte, pois o seu comportamento na festa de família pode ter uma influência decisiva na percepção da “família” sobre a sua pessoa. Comparecer à festa de família já conta pontos a seu favor (é, sabemos que muitos namorados/maridos nem se dão ao trabalho de comparecer). Depois de adentrar na festa, não esqueça de oferecer bebidas às tias chatas, conversar com todos de forma simpática. Saiba que beber além da conta vai fazer o seu conceito diminuir vertiginosamente, assim como dar em cima da prima bonita e solteira. (Atenção: comer demais pode ser visto de forma positiva ou negativa, dependendo do espírito da “família”. Se tiverem ascendência italiana ou portuguesa, pode comer à vontade que é até bem visto). Conclusão: acredite, essas festas são tão chatas para sua mulher como são para você, mas fazer média às vezes é necessário. Sobretudo com a família dela.
Fidelidade: sobre isso é difícil de falar, pois tem muita mulher que não é fiel (e são execradas pelos homens por isso… Mas por que só comete crime a mulher que pula a cerca? Pois sabemos muito bem que alguns homens se vangloriam de seus “casos” nas rodinhas de amigos, e são até admirados por isso). Mas a questão aqui não é o que é certo e o que é errado, pois o que é importante é que ninguém gosta de ser passado pra trás. Então, se você não vai conseguir ser fiel, pelo menos combina isso antes isso, né? O que é combinado não custa caro.
Fofoca
: falatório maldoso, nem sempre baseado em fatos reais. A fofoca se alastra com a mesma rapidez dos piolhos em jardim de infância e, assim como os piolhos, ninguém sabe de onde surgiu. O interessante sobre a fofoca é que as mulheres levam a fama por propagá-la, mas tem muito homem fofoqueiro por aí. Por isso mesmo, a melhor forma de se proteger dela é fechar a boca (e o s ouvidos).
Frescura: é assim que todo homem define o que não entende em uma mulher. Só que não é bem assim que as coisas funcionam… Pelo menos tente fingir que entendeu, e lembre-se que você também tem lá suas manias estranhas… Enfim, esse é o objetivo do “dicionário”!
Fuxico: para algumas mulheres essa palavra ainda tem o velho significado de “coser ligeiramente com grandes pontos” (coser é costurar). Mas para outras é a uma forma de fazer intrigas, fofocas, saber da vida alheia. E tem gente que toma tanta conta da vida dos outros, que esquece da sua própria vida. Resumindo, assim como a Fofoca, use com moderação (ou seja, NÃO USE!)

G

Gatinho: hummm essa é boa! Homem bonito, físico perfeito, carinha de que quer ser levado pra casa… Quando passa, nem as casadas ficam ilesas de dar um certo olhar e suspirar… Mas não pensem que é o fim do mundo. Nessas horas é bom confiar no seu taco e não dar xiliques por bobagem!
Gay: nem todos os amigos da sua mulher/namorada são gays, que isso fique bem claro. Mas é bem provável que ela tenha alguns bem afetadinhos… Mas não é nada bonito ficar se referindo a ele como “aquele seu amigo/a gay”. Respeito e tolerância é bom e todo mundo gosta… Além do mais, ele/a tem nome, pô.
Gentileza: pois é, caro leitor, gentileza para com as donzelas não está fora de moda não, viu? Elas adoram pequenas coisinhas, e não acham machismo algum que vocês paguem a conta do restaurante (de vez em quando, em ocasiões especiais. Ninguém aqui acha que o homem DEVE pagar a conta), abram a porta do carro, mandem flores, etc…
Gravata: olha, está para nascer uma mulher que não goste de um homem com um terno bonito e uma gravata bem estilosa e que dê todo um toque no visual. E esse troço de tirar a gravata em festa é um horror, o colarinho fica todo amarrotado e fica deselegante (amarrar a gravatinha na testa? Nem pensar, já caiu de moda há mais de 20 anos!). E por favor, nada de aparecer com gravata de Mickey, Garfield, Taz, e outros temas infantis, que isso também é bem BREGA.

H

Hálito: desculpem-nos os que têm o mau hálito como doença, mas nenhuma mulher suporta uma boca com cheiro de “almoço de ontem”, eca! O bom mesmo são os hálitos de hortelã, canela etc, que conseguimos com as pastas de dentes ou os Tridents da vida…
Higiene: medidas necessárias à boa apresentação e, claro, à saúde. Traduz-se como simples ato de manter-se limpo, assim como todos os seus pertences. Como o cabelo, o seu carro também deve estar limpo (por dentro e por fora). E isso para evitar que sua namorada/esposa se suje ao entrar ou sair do veículo, ou você vai querer que ela ande toda empoeirada (e, por conseqüência, mal humurada) por aí?
Homem
: para alcançar o status de homem, não basta atingir uma determinada idade nem agregar uma certa quantia de pêlos no corpo. É tudo uma questão de maturidade. Há os caras de 50 que sempre serão garotos, e os de 20 que já podem ser considerados homens. Entenderam? Pois tratem de entender, pois isso faz TODA a diferença.

I

Ignorância: não relacionamos a ignorância com a falta de estudo, mas sim à pessoa que não interage com os acontecimentos ou com o mundo ao redor. Tudo bem que nós, mulheres, até fingimos de bobas em certos assuntos, mas não ignoramos nada! Ah, também costumamos classificar como “ignorante” aquele cara que não sabe como tratar uma mulher, ou seja, como uma princesa. Ou, à escolha, como uma rainha.

J

Jantar: refeição noturna. No entanto, pode atingir altos níveis de romantismo se preparado com muito carinho! De preferência com velinhas! É satisfação garantida se seu objetivo for conquistar uma mulher. Mas nada de comer demais ou oferecer refeições muito pesadas, pois se a digestão falhar… Pode esquecer daquela esticadinha no Motel!

K

(Alguém lembrou de algo relevante com a letra K? A gente não. Por favor, não hesite em contribuir.)

Kant: filósofo alemão que tratou dos limites da razão, inclusive a feminina. Enrolou duas noivas. Morreu solteiro. (Contribuição do Anderson)
Kierkegaard: filósofo dinamarquês que escreveu um livro chamado “O Diário de um Sedutor”. Enrolou uma noiva. Morreu solteiro. (Contribuição do Anderson)
KY – Dispensa maiores explicações, né rapazes? (Contribuição do André Gonçalves)

L

Lama: mistura asquerosa de água e terra, que deve sempre ficar bem longe dos nossos sapatinhos. Nunca espere que uma mulher desça do carro com o pé direto na lama, ou pior, atravesse uma poça de lama sem reclamar! A não ser que ela esteja usando bota de caminhada, claro!
Lua: é o astro (ok, Satélite) que mexe com o comportamento das marés e pasmem, das mulheres também, em geral. Com certeza nós a admiramos mais que os homens, principalmente se estiver na fase cheia. A Lua inspira o amor e faz reviravoltas nos relacionamentos.

M

Mandar: verbo transitivo direto, que dentre outros significados, tem o de “ordenar imperativamente como senhor ou superior”. Sim, meus caros, as mulheres adoram mandar, ou pelo menos achar que estão no comando da situação! Para não desgastar o relacionamento, às vezes coloque o rabinho entre as pernas, e deixe-a achar que está mandando… Não faça isso sempre, pois ninguém gosta de homem sem atitude!
Mão: as mulheres adoram carinhos nas mãos, e feitos com as mãos. Pode ser uma massagem, simples toques profundos e leves entre seus dedos, cafuné no cabelo, andar de mãos dadas…
Medo: terror, susto ou receio. A pior forma num relacionamento a dois é o medo de se envolver ou de assumir um compromisso. Nesses casos, vale repensar se a pessoa que está ao seu lado é mesmo especial, ou se você apenas se acostumou a ser um galinha, ou melhor, um franguinho assustado. Cresça e vire Homem, pô!
Melancolia: O que sentimos nos dias de TPM… Às vezes sentimos também nos dias de carência, querendo cafuné do namorado, colo de mãe, ser paparicadas. Não que seja doença, mas é um estado de espírito carente. Tem gente que faz de charminho também.Misticismo: Com certeza as mulheres são mais místicas do que os homens. Voltamos para a espiritualidade a fim de equilibrar mente e corpo sãos. Religiões, bênçãos, astrologia e para as mais curiosas até uma mesa de cartas para adivinhar o futuro são bem vindos.

N

Nada: esta é muito simples. Para uma mulher, NADA é TUDO. Isso mesmo, você não leu errado. Sendo assim, ao perceber sua namorada meio estranha, perguntar o que ela tem de errado, e ela te responder “Não é nada”, não se iluda, esta mulher está com TODOS os problemas e escaraminholas na cachola, e prepare-se, pois se insistir muito para que ela diga o que é, vai levar um D.R. nas fuças…
(D.R = discutir a relação)
Nariz: Aqui vale a regra geral da Higiene. Cabelinhos saindo para fora da narina cortam o tesão de qualquer uma! Existem uns aparelhinhos mais finos que uma caneta Bic que parecem ser ótimos e super práticos. Compre logo o seu (e não o empreste pra ninguém, faz favor)! Quanto aos beijinhos no nariz, vale a regrinha de trânsito: na dúvida, não ultrapasse. Ou seja, nem pense em dar uma de Cicarelli na Espanha pra cima do narizinho da sua mulher, a não ser que tenha certeza absoluta de que ela quer e gosta deste tipo de coisa.
Não: ao contrário do “Não sei”, o NÃO de uma mulher só tem um significado: NÃO! Portanto, nem adianta insistir, ou tentar convencer de todas as maneiras, pois quando uma mulher fala NÃO, é porque realmente o que você quer não tem a menor chance de acontecer naquele momento.
Não sei: Muitas vezes, quando uma mulher fala “Não sei…”, ela pode estar querendo dizer “Acho que sim…”. Ou seja, ela quer, mas está com vergonha de admitir com todas as letras. Mas a diferença entre o “Não sei…” e o “Não sei!”, é que desta vez ela quis dizer “Não, de jeito nenhum, tá doido?” Muita calma nesta hora, concentração, respiração, pois confundir um com o outro pode colocar tudo a perder!

O

Obrigado(a): assim como a gentileza e higiene, não custa quase nada agradecer quando oportuno, e toda mulher gosta de ter um homem educado, gentil, limpo e cheiroso ao seu lado.
Olhar:
Muitos homens são tímidos ou têm medo de olhar nos olhos, para não deixarem transparecer seus sentimentos. Pois eu digo basta! Respire fundo e crie auto-confiança, e passe a encarar sua mulher nos olhos, com sinceridade e charme. Ela não vai resistir…
(Prestenção, olhar é totalmente diferente de encarar!).

P

Panaca: o famoso Palerma. Não tem atitude, se mostra um verdadeiro bocó e não tem opinião própria. Não seja um deles: leia livros interessantes, revistas, e procure se atualizar com o mundo ao seu redor. Quem sabe assim seu papo melhora?
Piada: ah, isso vocês sabem muito bem o é. Qual o homem que não curte uma piada bem cabeluda? Pois vamos te contar uma novidade: as mulheres odeiam piadas sobre elas mesmas, pornográficas demais, ou cheias de palavrões. Sendo assim, ao invés de ser visto como um cara engraçado, será mais conhecido como aquele, o do filme “carbonizado”…
Puta: é aquelazinha que te dá bola e te deixa babando em toda festinha. Está com os dias contados e nunca, nunquinha mesmo, ficará amiga da sua namorada.

Q

Quase:
cuidado com ele. Se perguntar à sua namorada se ela já está pronta para sair, e ela te responder “Quase”, saiba que terá que aguardar, no mínimo, mais meia hora, pois é provável que ela nem tenha tomado banho ainda, e depois ainda tem de fazer a maquiagem, secar o cabelo, escolher qual roupa vestir, etc… Mas não vale atrasar por conta disso, homem que é homem tem que chegar antes e esperar!

R

Razão: nunca discuta com uma mulher se ela tem razão ou não, pois isso é totalmente irrelevante. O que importa é que a mulher é a SUA razão de existir.
Regata: são aquelas camisetas sem manga, ou seja, uma peça totalmente dispensável e altamente indesejável em qualquer guarda roupa masculino. Abrimos uma exceção para praia, piscina e churrascos informais, mas pense bem, ninguém é obrigado a suportar a visão dos pêlos das suas axilas.
Rímel: espécie de maquiagem para os cílios, também chamada de “máscara”. Sim, as mulheres passam esta tinta grossa e preta nos cílios para se embelezar. E não reclamem se elas demorarem a se aprontar para uma festa, pois aqueles olhos de tigresa não são assim à toa… 😉
Ronco: Ok, sabemos que as mulheres roncam às vezes, mas é bem baixinho e totalmente suportável, ao contrário dos homens, né??? Em todo caso, dizer a uma mulher que ela ronca é o equivalente a uma sentença de condenação à morte.
Roliça: é uma mulher de formas generosas. Mas como essa palavra lembra “rolha” não gostamos muito de ouví-la aplicada à nossa própria pessoa.
Rolo de macarrão: não serve apenas para abrir massa não, é uma ótima arma para aplicar na cabeça de homens assanhados. Melhor tirar da lista de casamento.
Romantismo: não está fora de moda não! Gostamos de homens que mandam flores e nos convidam para jantar à luz de velas, que querem conversar sobre nossos problemas, são pacientes e compreensivos. No fundo, o romantismo é o que faz uma relação durar, pois aproxima as pessoas e as tornam cúmplices, unidas pelo sentimento de tornar a vida do outro mais agradável.
Rosas: A maioria das mulheres gosta de flores… Se forem rosas vermelhas colombianas então… Nunca é demais levar um bouquet de vez em quando, uma florzinha do campo que catou na rua, um vasinho de violetas do supermercado, um bonzai, etc, etc…

S

Saia: branca, preta, colorida, jeans… de tamanhos variados, mini, longas, mides. Caem bem se as pernas forem mais grossinhas, e o bumbum arrebitado chama a atenção dos homens. Para as mais salientes é a peça mais fácil de tirar, ou não! Mas não vale é olhar pra outras mulheres de saia, e atenção: nunca, nunca mesmo, pegue na perna de uma mulher vestida de saia que não seja sua namorada, pois sua integridade física estará correndo sérios riscos, sem falar que poderá ser mal interpretado…
Salto alto: base dos sapatos com estatura de um à doze centímetros dependendo do tamanho da mulher (às vezes passa disso!). Algumas preferem o salto plataforma, que adere a toda a sola do sapato. Quase toda mulher curte andar de salto, então, se ela ficar mais alta que você, paciência, e curta ter um mulherão ao seu lado!
Sandálias: Sei que temos os pezinhos mais lindos do mundo, adoramos massagens nos pés, adoramos ser elogiadas, pela unha “megalo” bem feita e que temos um super bom gosto pra sandálias de salto. Mas, por favor, não se empolguem porque estamos com os pezinhos semi nus e cismem de fazer massagem depois de uma balada… é super desconfortável… o pé tem estar muito limpinho…. Quando estamos com as nossas sandalinhas… queremos só elogios o tempo todo e não meta a mão insistindo até a morte… É, literalmente, um saco!!!!!
Sentar: Como assim? Vocês homens, acham mesmo, que namorar é sinônimo de arrumar logo um banquinho e sentar a bunda lá com sua namorada, enquanto todas as outras pessoas dançam loucamente? Ninguém merece… Será que você consegue pensar só um pouquinho na sua linda??? Mas, se você não souber dançar, não inventa… Pelo menos balançar o corpo você sabe, né… Então, só fica no balanço da redinha… É tão fácil…Você consegue!

Sexo: ok, todo homem é um maníaco sexual em potencial, que pensa em sexo em todos os 60 minutos de cada hora das 24 do dia… As mulheres bem resolvidas também gostam muito de séquiço, mas convenhamos, não é só o que importa. Nessas horas, vale também ser atencioso, gentil, cavalheiro… Virar para o canto e roncar após? Nem pensar! E trate de se concentrar, pois nós sempre estamos prontas para um repeteco!
Sorvetes: Meus caros amigos do sexo masculino, mulher adora dar uma lambidinha disfarçada em um sorvete…..Hummm … é bom demais…. Mas, tem que ser disfarçado porque vocês adoram nos deixar constrangidas, dando aquela olhada, alguns chegam a falar: “Bela chupada” … que horror… Nunca, nunquinha faça isso, animal…

T

Tapa: na cara não vale, é baixaria! Mas um tapinha de amor não dói… Mas muita calma nesta hora: nem é toda mulher que gosta, meu caro, então não se empolgue demais. Converse com sua musa sobre suas preferências, sobre as dela, e aí a satisfação é garantida (ou não entre mais neste blog!).
Tarado: o famoso maníaco sexual. Mal você o beija, o cara já vira um polvo e arranja mão e braço em tudo quanto é lugar do seu corpo. Sinceramente, caro leitor, mulher nenhuma gosta disso, assim, de cara. A não ser que seja umazinha da vida, ou esteja tão trêbada que nem saiba o que está fazendo. Se você gostar da menina, segure seus instintos um pouco e dê a ela o tempo necessário para se sentir à vontade com você. Mas não seja “santinho” demais, pois corre o risco de ela pensar que você não está interessado!
Tesão: uma mulher neste estado pode até fazer tudo o que você quiser, bebê, mas tente se segurar o máximo que puder! Muitas vezes só queremos sentir, provocar… E se você ficar tentando ir direto aos finalmente pode ser fatal para o clima!
TPM (Tensão pré-menstrual): essas vocês conhecem de cor e salteado, não é? Mulheres temperamentais, á beira de um ataque de nervos… Peraí, não é bem assim… Existem muitas outras peculiaridades… Mas isso é papo para um texto inteiro! (Que prometemos, virá dar o ar da graça neste espaço muito em breve!) Portanto, curiosos de plantão… Aguardem!
Trabalho: adoramos homens trabalhadores e honestos, claro. Mas por favor, falar e pensar só em trabalho só empobrece a relação, sem contar que é falta de delicadeza e semancol sentar com sua musa inspiradora num restaurante e só falar de trabalho o tempo todo…

U

Uga-Uga: Ah, por favor, não seja um Uga-Uga a la novela das 19h… É péssimo aquele homem que adora tirar a camisa o tempo todo, ainda mais se for peludo a la Tony Ramos…. Coloca a camisa, lindo! É tão melhor! (Atenção, você poderá tirar sua camisa só em praias, piscinas e coisa e tal. Mas, preste atenção cabeção, quando dizemos SÓ é porque é SÓ mesmo… Ok!?)
Umbigo: muitos homens só conseguem enxergar o próprio umbigo, o que é totalmente condenável, pois só traz problemas para um relacionamento (qualquer um, até amizade). Hoje as coisas são diferentes: homens egocêntricos não têm a mínima chance com mulheres independentes e interessantes!
Unha: a maioria das mulheres gosta de colorir as unhas com esmalte, e usá-las longas. Se você ODEIA esmalte vermelho e unha grande, que tal negociar com a sua namorada e/ou mulher para que ela as adote rosinhas e curtinhas? Tudo pode ser conversado e negociado, se isso for feito com calma.

V

Válvula: o quê? como??? Pois é, não sabemos o que são válvulas, pistões, sonda lâmbida, e outras peças de veículos ou máquinas. É querer saber demais, não é? Sabemos outras tantas coisas interessantes…
Vampiro: caro rapaz desavisado, não seja um “homem-morcego”, por favor! Odiamos ficar marcadas por mordidas muito fortes, marcas e chupões no nosso lindo pescocinho! Isso é coisa de “menino sem-noção”, e nunca estivemos nesta fase, ok??? (Atenção, atenção! o mesmo vale para “beijo-ventosa”, aquele que gruda, e na hora de desgrudar arranca metade do seu lábio; e também para o “beijo-Gilmar”, aquele que lambe sua cara toda, e com o qual você tem que sair a la Alborghetti, com uma toalhinha de rosto a tira-colo, pronta para limpar toda a baba que o cara deixou em seus poros faciais!)
Viagem: mesmo se for para passar um fim de semana fora de casa, há apetrechos indispensáveis dos quais as mulheres não podem abrir mão um diazinho sequer. Ou você acha que a pele de pêssego foi um dom divino que recebemos ao nascer? Além disso, não gostamos de decidir com antecedência que roupa vestir no dia tal, precisamos ter muitas opções para o caso daquela saia não cair bem naquele dia. Por isso, não se zangue se ela aparecer com muitas malas no dia da viagem, abarrotando o porta malas. Este é um transtorno que pode ser compensado e recompensado.
X

Xaveco: flerte, paquera, cantada, daquelas horripilantemente ridículas que levam as meninas ao ódio tepeêmico automático e instantâneo. Definitivamente, tenha por certo que você não vai encantar uma mocinha pedindo o telefone do cachorrinho dela… (Verbete devidamente lembrado pelo Anderson! Isso é que é leitor atento e rapaz não-desavisado, minha gente!)
Xixi: apenas com a tampa da privada levantada, viu? E por favor, abaixe-a depois. Ah, e com a porta fechada, please!

Z

Zacarias: você pode até ser engraçado, aliás, adoramos quem nos faça rir, mas nunca você será tão peça-rara como ele! Please, não tente imitá-lo, pois correrá o risco de se tornar igual ao cara do verbete abaixo…
Zé: Zé Mané, Zé Ruela, e similares… Sentimos muito, mas nestes casos está osso! Se você é um Zé, vale a máxima da musiquinha do “Tianastácia“: se um cara nasce mané, cresce mané, e morre mané! Sai dessa, só depende de você, amigo… Se seguir os verbetes do nosso “Pequeno Dicionário da Feminilidade para Rapazes Desavisados”, acreditamos que ainda pode haver uma luz no fim do túnel para você…
Zum-zum-zum: este é só pra descontrair! 😀

***************

Esperamos que tenham gostado do “Dicionário”, e por favor, ponham-no em prática, e façam bom proveito!

Beijos,

Ana, Bela, Dô e Lú – Mineiras, Uai!

Ps.: O presente “Dicionário” foi publicado em partes, nos textos de 29/01, 07/02, 05/03 e 01/04 de 2007.

Que atire a primeira pedra…

Padrão
Diz-se que lá pelos idos de 380 anos depois de Cristo o teológo e monge grego Evagrius de Pontus fez uma lista de oito crimes e “paixões” humanas: gula, luxúria, avareza, melancolia, ira, acedia (preguiça espiritual), vaidade e orgulho, os quais acreditava ficavam piores à medida que se tornavam mais egocêntricos.
Após vários papados que discutiram sobre o tema e a atuação de vários teológos como São Tomás de Aquino, os sete pecados capitais hoje são: gula, avareza, orgulho, luxúria, preguiça, ira e inveja.

Mas minha intenção aqui não é discutir teologia, e sim pensar no conceito de “pecado”, que me parece desatualizadíssimo, para não dizer obsoleto. Inclusive, hoje em dia parece que ficou mais difícil resistir a eles, e, com certeza, a mídia exerce um papel fundamental quando se trata de exaltar as características tão humanas que deram origem aos denominados “pecados”. De fato, comerciais, propagandas publicitárias, filmes, novelas e até mesmo os livros os mostram como algo aceitável! De acordo com eles, parece até normal ter inveja do carro novo do vizinho, escolher seu par com base única e exclusivamente na beleza física, ter como objetivo de vida a aquisição de bens materiais, por vezes supérfluos e inúteis, apenas a título de ostentação.

Pessoalmente, eu não me apego à definição clássica de “pecado”, incondicionalmente ligada à religiosidade. Acredito sim, que há atitudes condenáveis, mas a gravidade destas deve passar apenas pela nossa consciência, que é a única medida do nosso conhecimento e dos nossos valores. Apenas quando agimos em desacordo às nossas próprias convicções é que poderemos nos sentir culpados e angustiados, e assim já sofremos os efeitos do “pecado”, que nada mais é do que a “consciência pesada”.

Não há como negar que a natureza humana é dúbia, capaz de atos louváveis e outros deploráveis. Por isso mesmo os sentimentos ruins, as atitudes lamentáveis, os erros e os equívocos são comuns no dia a dia, e fazem sim, parte necessária do nosso engrandecimento e maturidade pessoal.

Que atire a primeira pedra quem nunca cometou os seguintes “pecados”:

Gula
Comprou o pipoca grande no cinema só porque a diferença de preço entre a média e a grande é mínima… e comeu o pacote inteiro!
Acredita que comer a caixa inteira de bombons de uma vez só é menos prejudicial para o regime do que comer um bombom por dia…
Pegou escondido um pedação do ovo de páscoa do seu irmão só pra não abrir um dos seus.

Avareza
Re-utilizou uma folhinha de faixa azul.
Pagou meia no cinema fingindo ser estudante.
Tentou “raspar” o verso do cartão telefônico porque diziam que ele daria mais crédito (Não sei se todo mundo vai lembrar dessa, mas foi uma lenda urbana que circulou em BH nos anos 90).
Cobiça
Nem achou o carro novo do seu vizinho “tão bonito assim”.
Pensou que ficaria bem melhor do que a sua amiga no vestido novo que ela comprou.
Ira
Esmurrou o computador quando ele travou. Almaldiçoou o seu provedor de Internet pela lentidão da conexão, a TV a cabo por estar fora do ar, a companhia telefônica pela falta de sinal, o Banco pelo seu saldo em vermelho, etc.

Luxúria
Ficou o dia todo deitado(a) com seu amor, com a desculpa de que a vista da janela era linda…
Se encantou com um belo par de olhos verdes.

Orgulho
Tentou colocar a culpa no seu colega ou estagiário pelo prazo que não foi cumprido, pelo trabalho que não foi entregue, pelo serviço que ficou malfeito.
Não deu o braço a torcer quando achou no meio das suas coisas o CD que você acusou sua irmã de não devolver. E escondeu-o no meio das coisas dela.
Preguiça
Jantou danoninho para não ter que lavar louça.
Jogou papel na rua porque não tinha lixo perto.
Ficou pendurado nos programas de mensagens instantâneas(msn, orkut), jogos interativos e eventos de esportes ao vivo no ambiente de trabalho, fugindo das suas obrigações.

E por aí vai…

Mas não são esses “pecados” quase inocentes, ínfimos, no meio das atrocidades que vemos por aí? Podemos ser julgados por eles, que não prejudicaram ninguém(direta e gravemente), quando no máximo, nós mesmos?

Será mesmo a consciência a medida de todas nossas ações? Porque eu também não acredito que a consciência de alguns criminosos deva doer muito… Mas aí estou fugindo um pouco do assunto.

Enfim, prezado leitor, se você não é culpado por nenhum “pecado”, não se aflija, pois, como diz um sábio amigo meu: todo Santo tem um grande passado, e todo pecador, um grande futuro.

Afinal, somos humanos, e apenas isso, HUMANOS…

Bela

Fome & pão de queijo

Padrão

Hoje é quinta-feira e foi o primeiro dia de aula de Amanda na sétima série. Ela estuda em um tradicional colégio de Belo Horizonte, um daqueles que ostentam os maiores índices de aprovação no vestibular. Ela tem apenas treze anos, mas já se preocupa com a faculdade, porque quer se tornar uma brilhante advogada, e trabalhar com o pai no escritório.

Assim que chegou da aula, Amanda encontrou a mesa pronta para o almoço, pois Maria, a empregada, já sabe a hora em que a garota chega da escola e que os patrões nunca almoçam em casa por causa do trabalho.

Mas Amanda não reclama do almoço solitário. Isso lhe permite simplesmente “fingir” ter almoçado. A adolescente tem apenas trezes anos, mas já se preocupa com a boa forma, e pretende emagrecer bastante para ficar parecida com as modelos magras e elegantes das revistas de moda.

Como todas as tardes, depois do almoço, Amanda ligou a televisão e deitou no sofá, onde acabou adormecendo, num sono tranqüilo e despreocupado.

***

Weder mora com a mãe e cinco irmãos em um barraco no subúrbio de Belo Horizonte. Seus irmãos têm entre sete e treze anos, e a família de sete pessoas vive com a aposentadoria de um salário mínimo que a mãe recebe.

O rapaz tem vinte anos e estudou apenas até a quarta série, e até hoje não conseguiu se estabelecer em nenhuma atividade fixa que lhe permita ganhar algum dinheiro para ajudar a família, por isso passa o dia em andanças pela cidade, vigiando carros, procurando comida e pedindo esmolas na porta de bares e restaurante.

Essa é a vida que Weder vem levando desde que deixou a escola, até o dia de hoje, quinta-feira, quando teve seu nome citado nas páginas policiais.

***

Poucos minutos depois de cair no sono, Amanda despertou, acordada por um cheiro estranho, um cheiro de queimado. Entrou correndo na cozinha, assustada.

-“Maria, o que aconteceu? Você queimou alguma coisa?”

-“Uai, não, menina! Mas tô sentindo cheiro de queimado mesmo! O que será?”

Amanda olhou pela janela e viu uma fumacinha escura saindo da casa ao lado. Gritou, mas ninguém respondeu. Preocupada, resolveu sair e tocar a campainha da casa para avisar que algo estava queimando lá dentro.

Chegou na porta da casa, tocou a campainha, e nada. Foi quando percebeu que a porta estava arrombada, praticamente quebrada, e o cheiro de queimado persistia, quase que insuportável àquela altura.

Abriu a porta devagarinho e foi entrando na casa, até chegar à cozinha, de onde vinham o cheiro e a fumaça.

No fogão, encontrou uma fornada de pães de queijo torrados, carbonizados, e no sofá da sala estava Weder, adormecido, segurando uma chave de fenda e uma faca, seus chinelos gastos cuidadosamente encostados lado a lado.
***
Quando a polícia chegou, Weder ainda dormia, e sonhava com lindos e cheirosos pães de queijo para saciar sua fome.

Acordou com a violenta sacudida do policial, foi algemado e levado para a sede do 1º Batalhão.

Weder chorou em silêncio, e enquanto observava o monte de carvão no qual se transformaram os apetitosos pães de queijo, confessou ter usado maconha pouco antes de arromabar a casa e tentou justificar seu crime reclamando que as pessoas lhe negam um prato de comida:

– “os boyzinhos que passam pela rua só me oferecem maconha. Quando passo perto de um bar, as pessoas pagam cachaça para mim, mas comida mesmo ninguém dá”.

E Weder tinha fome.

***

Depois da prisão de Weder, Amanda voltou para casa e agora sonha em ser juíza para condenar todos os bandidos espalhados pela cidade.

Weder foi solto na noite daquela mesma quinta-feira, mas “o dorminhoco”, como passou a ser conhecido pelos ouvintes da Rádio Patrulha, foi preso novamente quatro dias depois, após invadir um restaurante fechado e surrupiar quinze filés e algumas caixas de lasanha.

***

Amanda não passa de uma personagem inventada por mim, mas sei da existência de várias como ela por aí.

Já a história de Weder é real, e você pode trombar hoje mesmo com “o dorminhoco” nas ruas de Belo Horizonte. E também sei da existência de vários como ele por aí.

Bela

Das mentiras que contaram para mim

Padrão

Enganar crianças sempre foi muito fácil, e os adultos sempre se utilizaram desse artifício para evitar responder perguntas embaraçosas, revelar verdades ainda “não apropriadas” à idade de seus rebentos, ou simplesmente para induzí-los a fazer sua vontade sem perder tempo em longas explicações.

Minha avó, por exemplo, me dizia que eu devia comer bastante verduras para que meus olhos ficassem verdes. E tudo isso para não ter que me explicar que as verduras são ricas em vitamina A e C, ferro, potássio, e que isso faria um bem danado para minha saúde… Ela também dizia que dormir de cabelo molhado fazia o nariz apodrecer, mas não me perguntem de onde ela tirou isso, eu só sei que eu acreditava piamente em tudo o que ela dizia.

Meus pais também já me enganaram de uma maneira bem sarcástica: aproveitaram-se da minha ignorância para se livrar de um pequeno problema e ainda rir às minhas costas.

Aos quatro anos de idade eu já manifestava sinais evidentes de hipocondria precoce. Era só me pedir para cantar uma música numa hora em que eu não estava afim que eu logo respondia: “ah, não, tô com febre” e sempre que eu era compelida a fazer algo que eu não queria (como ir à escolinha, por exemplo), eu aparecia com uma misteriosa dor de cabeça.

Então, meus pais me apresentaram ao Placebo, segundo eles, o melhor remédio do mundo. Assim que eu começava a reclamar de dor de cabeça, lá vinha o Placebo: um grande copo de um líquido esbranquiçado, ligeiramente adocicado, e que curava qualquer dor e febre quase que instantaneamente.

Quando tive idade suficiente para descobrir o significado da palavra “placebo”(muito antes de me empolgar com a banda batizada com este nome), meus pais confessaram que o remédio milagroso era apenas água com açúcar. Me vinguei dos anos de enganação apresentando o Placebo à minha irmã, só que para ela era água com sal! Doce vingança…ou melhor, salgada!

Outra enganação na qual eu acreditei foi que meu pai já foi um dos Menudo. Na época da febre dos garotos, ele me contou que já fez parte do grupo de adolescentes, e que teve de sair quando ficou mais velho. E eu, inocentemente, ainda contava essa fábula às minhas amiguinhas!

Hoje, já passei da idade em que posso ser passada pra trás facilmente, e chegou a minha vez de poder enganar as criancinhas. Mas, ao contrário do que eu imaginei quando comprovei empíricamente que comer quilos de alface não tornaria meus olhos verdes, cheguei à conclusão de que os adultos não fazem isso por maldade ou simplesmente para manipular as crianças.

Descobri isso quando meu priminho me perguntou:

Por que é assim: fica de dia, depois fica de noite?

Eu respondi: porque a gente tem que dormir, ué! Imagina se você ia conseguir dormir com o sol na sua cara???

Pode não ser a melhor explicação, mas pelo menos é a mais conveniente…

Bela.

Das mentiras que contaram para mim

Padrão

Enganar crianças sempre foi muito fácil, e os adultos sempre se utilizaram desse artifício para evitar responder perguntas embaraçosas, revelar verdades ainda “não apropriadas” à idade de seus rebentos, ou simplesmente para induzí-los a fazer sua vontade sem perder tempo em longas explicações.

Minha avó, por exemplo, me dizia que eu devia comer bastante verduras para que meus olhos ficassem verdes. E tudo isso para não ter que me explicar que as verduras são ricas em vitamina A e C, ferro, potássio, e que isso faria um bem danado para minha saúde… Ela também dizia que dormir de cabelo molhado fazia o nariz apodrecer, mas não me perguntem de onde ela tirou isso, eu só sei que eu acreditava piamente em tudo o que ela dizia.

Meus pais também já me enganaram de uma maneira bem sarcástica: aproveitaram-se da minha ignorância para se livrar de um pequeno problema e ainda rir às minhas costas.

Aos quatro anos de idade eu já manifestava sinais evidentes de hipocondria precoce. Era só me pedir para cantar uma música numa hora em que eu não estava afim que eu logo respondia: “ah, não, tô com febre” e sempre que eu era compelida a fazer algo que eu não queria (como ir à escolinha, por exemplo), eu aparecia com uma misteriosa dor de cabeça.

Então, meus pais me apresentaram ao Placebo, segundo eles, o melhor remédio do mundo. Assim que eu começava a reclamar de dor de cabeça, lá vinha o Placebo: um grande copo de um líquido esbranquiçado, ligeiramente adocicado, e que curava qualquer dor e febre quase que instantaneamente.

Quando tive idade suficiente para descobrir o significado da palavra “placebo”(muito antes de me empolgar com a banda batizada com este nome), meus pais confessaram que o remédio milagroso era apenas água com açúcar. Me vinguei dos anos de enganação apresentando o Placebo à minha irmã, só que para ela era água com sal! Doce vingança…ou melhor, salgada!

Outra enganação na qual eu acreditei foi que meu pai já foi um dos Menudo. Na época da febre dos garotos, ele me contou que já fez parte do grupo de adolescentes, e que teve de sair quando ficou mais velho. E eu, inocentemente, ainda contava essa fábula às minhas amiguinhas!

Hoje, já passei da idade em que posso ser passada pra trás facilmente, e chegou a minha vez de poder enganar as criancinhas. Mas, ao contrário do que eu imaginei quando comprovei empíricamente que comer quilos de alface não tornaria meus olhos verdes, cheguei à conclusão de que os adultos não fazem isso por maldade ou simplesmente para manipular as crianças.

Descobri isso quando meu priminho me perguntou:

Por que é assim: fica de dia, depois fica de noite?

Eu respondi: porque a gente tem que dormir, ué! Imagina se você ia conseguir dormir com o sol na sua cara???

Pode não ser a melhor explicação, mas pelo menos é a mais conveniente…

Bela.

A sementinha do espírito natalino

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A minha mais antiga lembrança de Natal remonta às ceias organizadas em família, na qual eu e meus priminhos disputávamos as asas do Peru a tapas enquanto esperávamos, inquietos, a chegada do Papai Noel à meia noite. Acontece que tudo isso perdeu muito o charme quando descobrimos que o esperado bom velhinho era ninguém menos que o tio Zé, que, apesar de um tanto magrela para a fantasia, só foi descoberto quando sua barba de algodão caiu estatelada em cima do sofá.
Depois disso, o Natal perdeu um pouco de sua alegria. Algumas pessoas queridas se foram, deixando no ar a saudade de suas risadas; o Papai Noel, após perder sua dignidade, nunca mais nos visitou; e, enfim, e eu meus priminhos crescemos, o que culminou numa ceia sem crianças para alegrar o ambiente.
Hoje em dia a ceia de Natal se resume a um jantar caprichado entre adultos prontos para se empanzinar, e um amigo-oculto sem graça de presentes esperados e obsoletos.
Enfim, encontro-me no “limbo” do Natal: grande demais para esperar o Papai Noel, mas ainda não tão “grande” para ser o Papai Noel de alguém.
Por isso não me desespero se ainda não consegui fazer germinar novamente a pequena semente de espírito natalino que teima em permanecer infértil dentro de mim. Eu sei que ela existe e está escondida em algum cantinho por aqui, mesmo que eu ainda não a tenha encontrado…
Bela