Arquivo do autor:Ana Letícia

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

É, cresci!

Padrão

Outro dia mesmo falei isso num comentário em outro blog: quando era criança, eu simplesmente A.M.A.V.A final de ano… Vinha chegando novembro e dezembro, eu fazia contagem regressiva, na maior empolgação. Afinal, em breve chegaria meu aniversário (21.12, hã-hã), Natal e Réveillon, sem contar que as aulas do colégio estavam acabando – na minha época o ano letivo não era absurdamente gigantesco como é hoje, e no iniciozinho de dezembro a escola entrava de férias… Aulas de novo, só em fevereiro do outro ano: Ô vida boa!

Também, ficava à toa 02 meses, com um monte de festa, presentes para ganhar, viagem para a praia (geralmente Cabo Frio ou Iriri… na pior das hipóteses, iria para casa de meus avós em Nova Era, ou, se ficasse em BH, muita bagunça na casa das primas, banhos de mangueira no sábado ensolarado, ao cinema, comer bobagem, vídeo o dia todo, etc, etc…).

E quando o ano novo chegava era ainda melhor, pois tinha a ansiedade de começar as aulas, a nova turma, “Será que o fulaninho vai estar na minha sala?”; “Será que vou ficar junto com minhas amigas de novo?”… E dá-lhe compra de estojo e canetas perfumadas e coloridas, caixa de lápis de cor novinha em folha, encapar caderno, agenda nova, quem sabe rolava uma mochila bem “transada” nova…

Hoje em dia, o as coisas mudaram ou fui eu que mudei? Ou melhor, eu cresci né? Será que estou ficando velha e rabugenta? Para mim, depois que virei “gente grande” (ah tá, com 1,58m… rsrsrs), fim de ano é sinônimo de STRESS: muita chuva, trânsito caótico, falta de dinheiro, gastos excessivos com presentes e fechamentos de contas, o 13º que não dá pra nada, correria com prazos “pra ontem” no trabalho, pois todo mundo deixa tudo para a última hora e acaba sobrando pra mim… Ixi! O ano acabou e eu nem vi…

É! Eu era feliz… e sabia!

Ana.

É, cresci!

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Outro dia mesmo falei isso num comentário em outro blog: quando era criança, eu simplesmente A.M.A.V.A final de ano… Vinha chegando novembro e dezembro, eu fazia contagem regressiva, na maior empolgação. Afinal, em breve chegaria meu aniversário (21.12, hã-hã), Natal e Réveillon, sem contar que as aulas do colégio estavam acabando – na minha época o ano letivo não era absurdamente gigantesco como é hoje, e no iniciozinho de dezembro a escola entrava de férias… Aulas de novo, só em fevereiro do outro ano: Ô vida boa!

Também, ficava à toa 02 meses, com um monte de festa, presentes para ganhar, viagem para a praia (geralmente Cabo Frio ou Iriri… na pior das hipóteses, iria para casa de meus avós em Nova Era, ou, se ficasse em BH, muita bagunça na casa das primas, banhos de mangueira no sábado ensolarado, ao cinema, comer bobagem, vídeo o dia todo, etc, etc…).

E quando o ano novo chegava era ainda melhor, pois tinha a ansiedade de começar as aulas, a nova turma, “Será que o fulaninho vai estar na minha sala?”; “Será que vou ficar junto com minhas amigas de novo?”… E dá-lhe compra de estojo e canetas perfumadas e coloridas, caixa de lápis de cor novinha em folha, encapar caderno, agenda nova, quem sabe rolava uma mochila bem “transada” nova…

Hoje em dia, o as coisas mudaram ou fui eu que mudei? Ou melhor, eu cresci né? Será que estou ficando velha e rabugenta? Para mim, depois que virei “gente grande” (ah tá, com 1,58m… rsrsrs), fim de ano é sinônimo de STRESS: muita chuva, trânsito caótico, falta de dinheiro, gastos excessivos com presentes e fechamentos de contas, o 13º que não dá pra nada, correria com prazos “pra ontem” no trabalho, pois todo mundo deixa tudo para a última hora e acaba sobrando pra mim… Ixi! O ano acabou e eu nem vi…

É! Eu era feliz… e sabia!

Ana.

Dicas (pré) natalinas

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Eu sei, ainda falta praticamente um mês para o Natal, mas nunca é cedo para nos informamos sobre como evitar gastos estratosféricos tão comuns nesta data. Além de tudo, dizem que mineiro é econômico e prevenido, e as mineiras, como boas representantes da mineirice, não costumamos perder o trem, uai!

Acontece que nessa época do ano, muitos cidadãos felizes por estarem com o décimo terceiro no bolso (o que certamente não é o meu caso) acabam torrando o que seria uma graninha bem razoável em gastos inúteis e despesas desnecessárias e começam o ano no vermelho, logo quando pipocam os abomináveis mas não adiáveis impostos (IPTU, Seguro Obrigatório, IPVA, etc.).

Por isso, economizar neste Natal pode render ótimos frutos para 2007, pois tem algo pior do que iniciar o ano novo cheio de dívidas?

Então, se prestarmos atenção, veremos que pequenos detalhes acabam por fazer muita diferença no bolso, mas quase nenhuma na alegria das festividades que imperam nessa data.

Quer ver só? Confira as dicas abaixo:

* Planejar, antes de tudo.
Sabe aquela caderneta guardada há séculos no fundo da gaveta? Pode desenterrar! Para evitar gastos desnecessários, você deve saber exatamente o que comprar, e pra isso vale usar da velha e boa listinha. Presente pra tia avó? Vai pra listinha. Cartão pro namorado? Também! E não se esqueça de acrescentar na listinha o Peru, a grande estrela onipresente do Natal. O objetivo da listinha é evitar cair na tentação de comprar coisas desnecessárias e ficar perambulando pelos corredores dos supermercados e shoppings, garantia de gastos inúteis e amargos arrependimentos.

* Pesquisar, pesquisar, pesquisar.
A dica seguinte é dar uma de Sherlock Holmes e pesquisar no maior número de lojas e supermercados possível à procura do melhor preço. Uma boa dica é pesquisar também em lojas virtuais, pois os livros, por exemplo, costumam ser até 20% mais baratos nas livrarias online, que, inclusive, costumam nem cobrar frete na época do Natal.

* O que todo mineiro sabe fazer: pechinchar!
Já decidiu a compra? Antes de pagar, não deixe de pechinchar para obter um desconto. De dez tentativas, ao menos uma terá êxito. Tente pelo menos obter um desconto para pagamento à vista, que deve ser de no mínimo 5% . Deixa disso de ter vergonha de pechinchar, pois pode fazer uma diferença enorme no final. Como a sábia vovó preguava, vergonha é roubar e não poder carregar!

* Não deixar para amanhã o que você pode (e deve) pagar hoje.
Tenha na cabeça que o objetivo final é começar o ano sem dívidas. Para isso é bom que as compras sejam feitas à vista, preferencialmente em cash (tá bom, pode ser cartão de débito). Para isso, deixe o cartão de crédito e o talão de cheques em casa para resistir às indecorosas propostas de pagamento em parcelas a perder de vista…

* Não deixar para amanhã o que você pode comprar hoje.
Você entendeu certo: o segredo é antecipar a compra. Os preços tendem a estar mais baixos no início de dezembro, quando os lojistas tentam atrair o consumidor para as compras de Natal, iniciando a campanhas publicitárias. Pode apostar, já na segunda quinzena do mês, os preços começam a subir, e atingem seu auge com a proximidade das festas, e só baixam novamente no dia 23 e 24, quando os supermercados e lojas tentam se livrar do excesso da mercadoria que não foi vendida. Mineiro (ou não) bom é aquele que não deixa nada pra última hora. Senão, tem que se contentar com os restos, o que é inadmissível!

* Prestar atenção no mercado.
Ao contrário do que todo mundo imagina, esse ano alguns produtos importados podem sair mais baratos que os nacionais. Comparados ao ano passado, os importados chegarão às prateleiras brasileiros 10% mais baratos em razão da queda do dólar. Os panetones importados, por exemplo, terão preço 6% menor que os nacionais, os vinhos e espumantes estarão 7% mais em conta. Sem falar naquele chocolatinho chique pode muito bem fazer papel de presente pra sua sogra chocólatra sem pesar na receita.

* Valorizar o Brasil.
Sempre achei que devíamos nos desprender do estereótipo europeu do Papai Noel com bota de couro até o joelho e casaco de pele rebordado em pleno verão de 42 graus. Me admira muito que as criancinhas brasileiras ainda acreditem no bom velhinho! Mas o paradigma do Natal Europeu também deve ser quebrado no que se refere à mesa natalina. Pratos gordurosos e pesados não caem bem no verão brasileiro, pois são mais adaptados ao inverno! Além disso, castanhas, nozes e avelãs são mais comuns em países europeus e, portanto, mais caros no Brasil. Assim para fugir dos gastos e tornar a ceia um pouco mais brasileira o ideal seria substituir os alimentos tipicamente europeus por frutas frescas e secas brasileiras. Que tal uma bela cesta de ameixas, pêssegos, nectarinas, pêras, e maçãs, como sobremesa?

* Pôr a mão na massa!
Cozinhe no lugar de comprar pratos prontos, que normalmente são muito mais caros! Inclusive, isso tornará a sua ceia muito mais pessoal e aconchegante, pois o sabor da comida caseira não se compara a nenhum buffet, por melhor que ele seja! E na hora de preparar a comida, não quebre a cabeça pensando em algo sofisticado ou complicado: para agradar, basta que seja preparada com carinho. Valorize sempre o seu toque pessoal na preparação do prato!

* Seguir a moda: criar, personalizar, customizar!
Quem disse que seguir a moda custa o olho da cara? Na crista da onda das maiores tendências da moda, customize o seu presente! Como assim? Criando alternativas para presentear as pessoas queridas sem gastar muito, com a vantagem de acrescentar um caráter pessoal aos seus presentes! Com certeza o presenteado se sentirá ainda mais valorizado. Nessa hora, vale tudo, quanto mais criativo melhor: crie estampas personalizadas para simples camisetas brancas (tie-die, por exemplo); aprenda a fazer trufas e monte uma linda caixinha de chocolates por um preço mínimo, etc. No meu caso, eu sempre gravo um CD para meus amigos mais próximos, com uma cartinha simpática, e tenho certeza de que todos adoram. A Ana, por sua vez, presenteia os amigos com lindos arranjos em origami! São uma beleza, vocês precisam ver!

Enfim, ainda é cedo para desejar um feliz natal para o querido leitor, mas espero que vocês tenham ótima disposição (e paciência) para preparar a festença, pois, como dizia um grande professor meu, o melhor da festa é esperar por ela!

Bela

Dicas (pré) natalinas

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Eu sei, ainda falta praticamente um mês para o Natal, mas nunca é cedo para nos informamos sobre como evitar gastos estratosféricos tão comuns nesta data. Além de tudo, dizem que mineiro é econômico e prevenido, e as mineiras, como boas representantes da mineirice, não costumamos perder o trem, uai!

Acontece que nessa época do ano, muitos cidadãos felizes por estarem com o décimo terceiro no bolso (o que certamente não é o meu caso) acabam torrando o que seria uma graninha bem razoável em gastos inúteis e despesas desnecessárias e começam o ano no vermelho, logo quando pipocam os abomináveis mas não adiáveis impostos (IPTU, Seguro Obrigatório, IPVA, etc.).

Por isso, economizar neste Natal pode render ótimos frutos para 2007, pois tem algo pior do que iniciar o ano novo cheio de dívidas?

Então, se prestarmos atenção, veremos que pequenos detalhes acabam por fazer muita diferença no bolso, mas quase nenhuma na alegria das festividades que imperam nessa data.

Quer ver só? Confira as dicas abaixo:

* Planejar, antes de tudo.
Sabe aquela caderneta guardada há séculos no fundo da gaveta? Pode desenterrar! Para evitar gastos desnecessários, você deve saber exatamente o que comprar, e pra isso vale usar da velha e boa listinha. Presente pra tia avó? Vai pra listinha. Cartão pro namorado? Também! E não se esqueça de acrescentar na listinha o Peru, a grande estrela onipresente do Natal. O objetivo da listinha é evitar cair na tentação de comprar coisas desnecessárias e ficar perambulando pelos corredores dos supermercados e shoppings, garantia de gastos inúteis e amargos arrependimentos.

* Pesquisar, pesquisar, pesquisar.
A dica seguinte é dar uma de Sherlock Holmes e pesquisar no maior número de lojas e supermercados possível à procura do melhor preço. Uma boa dica é pesquisar também em lojas virtuais, pois os livros, por exemplo, costumam ser até 20% mais baratos nas livrarias online, que, inclusive, costumam nem cobrar frete na época do Natal.

* O que todo mineiro sabe fazer: pechinchar!
Já decidiu a compra? Antes de pagar, não deixe de pechinchar para obter um desconto. De dez tentativas, ao menos uma terá êxito. Tente pelo menos obter um desconto para pagamento à vista, que deve ser de no mínimo 5% . Deixa disso de ter vergonha de pechinchar, pois pode fazer uma diferença enorme no final. Como a sábia vovó preguava, vergonha é roubar e não poder carregar!

* Não deixar para amanhã o que você pode (e deve) pagar hoje.
Tenha na cabeça que o objetivo final é começar o ano sem dívidas. Para isso é bom que as compras sejam feitas à vista, preferencialmente em cash (tá bom, pode ser cartão de débito). Para isso, deixe o cartão de crédito e o talão de cheques em casa para resistir às indecorosas propostas de pagamento em parcelas a perder de vista…

* Não deixar para amanhã o que você pode comprar hoje.
Você entendeu certo: o segredo é antecipar a compra. Os preços tendem a estar mais baixos no início de dezembro, quando os lojistas tentam atrair o consumidor para as compras de Natal, iniciando a campanhas publicitárias. Pode apostar, já na segunda quinzena do mês, os preços começam a subir, e atingem seu auge com a proximidade das festas, e só baixam novamente no dia 23 e 24, quando os supermercados e lojas tentam se livrar do excesso da mercadoria que não foi vendida. Mineiro (ou não) bom é aquele que não deixa nada pra última hora. Senão, tem que se contentar com os restos, o que é inadmissível!

* Prestar atenção no mercado.
Ao contrário do que todo mundo imagina, esse ano alguns produtos importados podem sair mais baratos que os nacionais. Comparados ao ano passado, os importados chegarão às prateleiras brasileiros 10% mais baratos em razão da queda do dólar. Os panetones importados, por exemplo, terão preço 6% menor que os nacionais, os vinhos e espumantes estarão 7% mais em conta. Sem falar naquele chocolatinho chique pode muito bem fazer papel de presente pra sua sogra chocólatra sem pesar na receita.

* Valorizar o Brasil.
Sempre achei que devíamos nos desprender do estereótipo europeu do Papai Noel com bota de couro até o joelho e casaco de pele rebordado em pleno verão de 42 graus. Me admira muito que as criancinhas brasileiras ainda acreditem no bom velhinho! Mas o paradigma do Natal Europeu também deve ser quebrado no que se refere à mesa natalina. Pratos gordurosos e pesados não caem bem no verão brasileiro, pois são mais adaptados ao inverno! Além disso, castanhas, nozes e avelãs são mais comuns em países europeus e, portanto, mais caros no Brasil. Assim para fugir dos gastos e tornar a ceia um pouco mais brasileira o ideal seria substituir os alimentos tipicamente europeus por frutas frescas e secas brasileiras. Que tal uma bela cesta de ameixas, pêssegos, nectarinas, pêras, e maçãs, como sobremesa?

* Pôr a mão na massa!
Cozinhe no lugar de comprar pratos prontos, que normalmente são muito mais caros! Inclusive, isso tornará a sua ceia muito mais pessoal e aconchegante, pois o sabor da comida caseira não se compara a nenhum buffet, por melhor que ele seja! E na hora de preparar a comida, não quebre a cabeça pensando em algo sofisticado ou complicado: para agradar, basta que seja preparada com carinho. Valorize sempre o seu toque pessoal na preparação do prato!

* Seguir a moda: criar, personalizar, customizar!
Quem disse que seguir a moda custa o olho da cara? Na crista da onda das maiores tendências da moda, customize o seu presente! Como assim? Criando alternativas para presentear as pessoas queridas sem gastar muito, com a vantagem de acrescentar um caráter pessoal aos seus presentes! Com certeza o presenteado se sentirá ainda mais valorizado. Nessa hora, vale tudo, quanto mais criativo melhor: crie estampas personalizadas para simples camisetas brancas (tie-die, por exemplo); aprenda a fazer trufas e monte uma linda caixinha de chocolates por um preço mínimo, etc. No meu caso, eu sempre gravo um CD para meus amigos mais próximos, com uma cartinha simpática, e tenho certeza de que todos adoram. A Ana, por sua vez, presenteia os amigos com lindos arranjos em origami! São uma beleza, vocês precisam ver!

Enfim, ainda é cedo para desejar um feliz natal para o querido leitor, mas espero que vocês tenham ótima disposição (e paciência) para preparar a festença, pois, como dizia um grande professor meu, o melhor da festa é esperar por ela!

Bela

Meus queridos e velhos diários

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Ontem aconteceu uma coisa muito peculiar comigo. Arrumando o meu armário (o que por si só já é uma coisa peculiar, mas esse texto não é sobre isso) eu reencontrei uma pilha enorme de agendas e de cadernos antigos de anotações, nos quais eu escrevia algumas observações sobre o dia a dia, relatava acontecimentos marcantes, idéias interessantes que surgiam do nada, fazia listas de afazeres e, claro, também registrava algumas confidências. E isso desde 1995, quando eu ainda conseguia contar a minha idade usando as duas mãos e um único pé!

Mantive esse hábito por longos anos (OK, confesso, faço isso até hoje, mesmo achando arcaico anotar coisas em pedaços de papel) e reler esses “diários” antigos sempre me marca pelas emoções que isso me desperta. Às vezes nem me lembro mais do acontecimento que motivou determinada anotação, ou sequer tenho uma vaga lembrança dos personagens de algum evento, mas na maioria das vezes os meus cadernos são hilários! Como estou boazinha hoje, resolvi compartilhar com vocês algumas das observações que me divertiram ontem.

14 de novembro de 1994
Hoje o M. me pegou brincando de barbie no quarto da minha irmã. Será que ele reparou que eu estava brincado mesmo? Disfarcei fingindo que estava só colocando uma roupinha na Cremilda para a minha irmã, mas eu tive que emprestar a MINHA barbie pra ela, o que eu ODEIO. Chato, chato, chato.

Ainda brincava de boneca mas já tinha interesse no sexo oposto. Acho que era normal, as meninas de hoje é que são precoces demais. No entanto, parece que eu estava mais preocupada com a boneca do que com o menino. Mas para o ato cruel de batizar a boneca de “Cremilda” eu não tenho desculpas

25 de fevereiro de 1995
Encontrei com o M. hoje. Ele me deu um ursinho de pelúcia (na verdade dois, porque é uma mãe panda abraçando um filhote). Pena que eu odeio esses bonecos feiosos, não servem pra nada. Vimos “Cemitério Maldito” e até que foi legal. Acho que pode até dar certo porque ele não gosta de futebol e nem arrotou depois de beber Coca-Cola.

Será que essa era a idéia que eu fazia do homem ideal? Mas eu deveria estar enganada, porque definitivamente NÃO deu certo. E eu não gostava de ursinho de pelúcia porque não ia combinar nem um pouco com meu morcego tamanho real pregado na parede do quarto (e que fazia barulho de morcego de verdade!).

05 de Abril de 1997
A partir de hoje quero começar a fazer tudo diferente. Quero ser uma nova pessoa, aquela que eu deveria ser há muito tempo. Já deveria te percebido o quanto me desviei do meu caminho!

Credo, o que eu será que eu tinha feito? Fiquei até com medo e preocupada, mas não consegui lembrar de nada específico…

12 Setembro de 1998
Saiba ter calma para decidir. Hesitar é normal. Só encontramos as respostas quando não estamos mais aqui. Agora o que vale é cumprir o seu plano, e na hora certa procurar ajuda.

Parece mensagem psicografada, mas também não lembro de ter mexido com isso em algum momento da minha vida.

16 de Abril de 1999
O fim de semana na Suissa (sic) foi legal, mas ultimamente não ando com ânimo pra essas coisas. Só fico pensando na hora de voltar pro Brasil. Será que vai ser estranho? Recebi carta da Ana hoje. Parece que ela está se divertindo na faculdade. Na verdade, todo mundo está se divertindo, só eu é que fico em casa esperando alguém escrever pra mim, o que, meu amigo, não acontece todo dia. Peguei o carteiro entregando as cartas e ele parece o Ed Harris.

Depois disso aprendi que Suíça em português é com ç. E se eu soubesse como hoje eu sinto saudade de lá, acho que teria aproveitado mais. E essa Ana que estou falando aí é a mesma do blog, viu Anita? Tenho todas as cartas que você me enviou nesse ano guardadinhas! Agora, me dirigir ao caderno como “meu amigo” é inédito! Quanto ao carteiro, ele era mesmo a cara do ator americano Ed Harris, disso eu lembro!

27 de outubro de 2000
Minhas promessas pro ano que vem são:
1) emagrecer 3 quilos
2) arrumar meu quarto (sem enfiar a bagunça toda no armário)
3) passar hidratante todo dia
4) marcar dentista
5) anotar os cheques emitidos (fazer talão!!!)
6) aprender a tocar violão
7) beber no mínimo dois litros de água por dia

Acho que vou repetir essas promessas esse ano. Até hoje a única coisa que eu fiz foi ir ao dentista!

Bela

Meus queridos e velhos diários

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Ontem aconteceu uma coisa muito peculiar comigo. Arrumando o meu armário (o que por si só já é uma coisa peculiar, mas esse texto não é sobre isso) eu reencontrei uma pilha enorme de agendas e de cadernos antigos de anotações, nos quais eu escrevia algumas observações sobre o dia a dia, relatava acontecimentos marcantes, idéias interessantes que surgiam do nada, fazia listas de afazeres e, claro, também registrava algumas confidências. E isso desde 1995, quando eu ainda conseguia contar a minha idade usando as duas mãos e um único pé!

Mantive esse hábito por longos anos (OK, confesso, faço isso até hoje, mesmo achando arcaico anotar coisas em pedaços de papel) e reler esses “diários” antigos sempre me marca pelas emoções que isso me desperta. Às vezes nem me lembro mais do acontecimento que motivou determinada anotação, ou sequer tenho uma vaga lembrança dos personagens de algum evento, mas na maioria das vezes os meus cadernos são hilários! Como estou boazinha hoje, resolvi compartilhar com vocês algumas das observações que me divertiram ontem.

14 de novembro de 1994
Hoje o M. me pegou brincando de barbie no quarto da minha irmã. Será que ele reparou que eu estava brincado mesmo? Disfarcei fingindo que estava só colocando uma roupinha na Cremilda para a minha irmã, mas eu tive que emprestar a MINHA barbie pra ela, o que eu ODEIO. Chato, chato, chato.

Ainda brincava de boneca mas já tinha interesse no sexo oposto. Acho que era normal, as meninas de hoje é que são precoces demais. No entanto, parece que eu estava mais preocupada com a boneca do que com o menino. Mas para o ato cruel de batizar a boneca de “Cremilda” eu não tenho desculpas

25 de fevereiro de 1995
Encontrei com o M. hoje. Ele me deu um ursinho de pelúcia (na verdade dois, porque é uma mãe panda abraçando um filhote). Pena que eu odeio esses bonecos feiosos, não servem pra nada. Vimos “Cemitério Maldito” e até que foi legal. Acho que pode até dar certo porque ele não gosta de futebol e nem arrotou depois de beber Coca-Cola.

Será que essa era a idéia que eu fazia do homem ideal? Mas eu deveria estar enganada, porque definitivamente NÃO deu certo. E eu não gostava de ursinho de pelúcia porque não ia combinar nem um pouco com meu morcego tamanho real pregado na parede do quarto (e que fazia barulho de morcego de verdade!).

05 de Abril de 1997
A partir de hoje quero começar a fazer tudo diferente. Quero ser uma nova pessoa, aquela que eu deveria ser há muito tempo. Já deveria te percebido o quanto me desviei do meu caminho!

Credo, o que eu será que eu tinha feito? Fiquei até com medo e preocupada, mas não consegui lembrar de nada específico…

12 Setembro de 1998
Saiba ter calma para decidir. Hesitar é normal. Só encontramos as respostas quando não estamos mais aqui. Agora o que vale é cumprir o seu plano, e na hora certa procurar ajuda.

Parece mensagem psicografada, mas também não lembro de ter mexido com isso em algum momento da minha vida.

16 de Abril de 1999
O fim de semana na Suissa (sic) foi legal, mas ultimamente não ando com ânimo pra essas coisas. Só fico pensando na hora de voltar pro Brasil. Será que vai ser estranho? Recebi carta da Ana hoje. Parece que ela está se divertindo na faculdade. Na verdade, todo mundo está se divertindo, só eu é que fico em casa esperando alguém escrever pra mim, o que, meu amigo, não acontece todo dia. Peguei o carteiro entregando as cartas e ele parece o Ed Harris.

Depois disso aprendi que Suíça em português é com ç. E se eu soubesse como hoje eu sinto saudade de lá, acho que teria aproveitado mais. E essa Ana que estou falando aí é a mesma do blog, viu Anita? Tenho todas as cartas que você me enviou nesse ano guardadinhas! Agora, me dirigir ao caderno como “meu amigo” é inédito! Quanto ao carteiro, ele era mesmo a cara do ator americano Ed Harris, disso eu lembro!

27 de outubro de 2000
Minhas promessas pro ano que vem são:
1) emagrecer 3 quilos
2) arrumar meu quarto (sem enfiar a bagunça toda no armário)
3) passar hidratante todo dia
4) marcar dentista
5) anotar os cheques emitidos (fazer talão!!!)
6) aprender a tocar violão
7) beber no mínimo dois litros de água por dia

Acho que vou repetir essas promessas esse ano. Até hoje a única coisa que eu fiz foi ir ao dentista!

Bela

Todo dia

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Stripes #Snapseed
Todo dia ela faz tudo sempre igual. Acorda às 06h00min, banha-se na sua KDT, ducha bem forte e quente, o banheiro fica envolto em nuvens de vapor – é assim que gosta. Lava suas partes com seu sabonete Dove e ao final, banha-se de óleo trifásico aroma de maracujá.

Veste suas roupas de trabalho: uma calça corsário, camiseta de liganete, sandálias. Nada muito sofisticado, pois não deseja chamar muita atenção. Na bolsa preta, de couro, sempre um kit “básico” composto de batom, espelhinho, guarda-chuva, dinheiro pro táxi e emergências, uma fruta, uma barrinha de cereais coberta com chocolate, lencinho de papel e, claro, creme para as mãos e o celular.

Já está cansada daquela rotina diária, mas tem que ganhar a vida, não é? Caso contrário, como poderia viajar para Cabo Frio todo feriado prolongado e a cada 15 dias, onde passa quase metade da semana? Tinha a sorte de seu emprego permitir estes luxos, casa própria, apartamento na praia… Também, já está na praça há muitos anos, e todos já sabem de suas necessidades e horários, nem precisa dar explicações.

É dona de seu nariz; mesmo viajando, consegue controlar seus mais de 05 funcionários. Graças a eles, aumentou em muito seu lucro, e assim conquistou uma posição confortável e criou os filhos (todos tinham carros próprios e se formaram numa universidade, e ela se orgulhava disso). Hoje cada um já constituíra família e muito raramente dava algum sinal de vida. Era compreensível: durante toda a vida deles ela trabalhara para sustentá-los, o dia todo, já que o marido morrera pouco depois do nascimento da prole.

Ingere o café-da-manhã de sempre: pão integral com queijo, iogurte natural com frutas, café preto bem forte. Come bastante para agüentar a rotina matinal. Às 07h30min sai de casa e toma o táxi com o motorista habitual.

Próximo ao trabalho, pede ao choffeur para encostar o carro junto ao meio fio 3 quarteirões antes do seu destino final. Mesmo que ele fosse de confiança, ela tinha medo que descobrissem seu empreendimento. Violência, sabe como é, né? Essa onda de seqüestro relâmpago não é brinquedo não!

Anda o primeiro quarteirão já fora do carro. Agora está sozinha e segura. Agacha-se no chão à procura de algo… Após breves instantes, encontra o que procurava: um pouco de graxa de automóvel. Espalha uma mínima quantidade em seu rosto e braços. O suficiente para ninguém reparar seu bronzeado da última temporada em Cabo Frio. Hoje é quinta-feira, e é o primeiro dia que vai ao trabalho, desde a semana anterior. Está pronta.

Mais 02 quarteirões e chega ao destino. A rua está movimentada, muitos carros luxuosos passando. O sinal fica vermelho. Pronto! Pode fazer sua cara de sofrida que a ajudara nesses anos todos. Ninguém resistia a uma idosa suja e mal vestida tão cedo pela manhã. Ganhava de tudo: de moedas de R$ 0,05 a notas de R$ 100,00, marmitex, pizza, frutas. Num só dia ganhava em média R$ 500,00, isso fora a porcentagem de 30% dos seus funcionários, cada qual em seu ponto estratégico da capital.

Almoça no restaurante popular – almoço a R$ 1,00 – afinal de contas, durante o trabalho precisa manter as aparências. Muitas vezes deixam que ela coma de graça por lá. A comida nem é tão ruim, cada dia tem um cardápio diferente e saboroso, dizem até que é preparado por nutricionistas.

A tarde passa mais devagar. 17h30min: hora de largar o batente. O dia foi bom, amanhã tem mais. Sábado e domingo não! São os dias de cuidar da casa e tomar sol na sua piscina.

Entra no banheiro público, é horrível ter que dividir aquele espaço com tantos vagabundos miseráveis… Mas, fazer o quê? São ossos do ofício. Aproveita para limpar-se da graxa.

Liga de seu celular para o motorista de costume.

Entra no táxi de volta para casa.

O dia acabou.

***

Ps.: Esta é uma obra de ficção, baseada em fatos e pessoas reais. Não se assustem, qualquer semelhança com a realidade não será mera coincidência.

Ana.

(Texto e foto: Ana Letícia.)

Madeleines perfeitas!

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Finalmente descobri a receita perfeita de Madeleine (aquele tão famoso bolinho imortalizado pelo escritor francês Marcel Proust, ao qual eu já fiz referência várias vezes aqui).

Interessante é que a receita segue uma lógica e uma sistemática análogas à obra do escritor.

Também há um segredo na confecção das Madeleines, um segredo de perfeccionista que faz toda a diferença, assim como as longas e bem construídas frases do escritor francês (calma que eu vou revelar o segredo logo aí embaixo).

Reparem que as quantidades dos ingredientes são proporcionais, e o resultado final, pura delícia: um gostinho de infância, uma mistura singela de suavidade e sofisticação.

Deguste com chá e com a leitura do capítulo 2 do volume 1 de Em Busca do Tempo Perdido (não é a parte que fala da Madeleine, mas na minha opinião, esse capítulo constitui uma obra à parte,e sintetiza todos os leitmotivos da Busca).

125 g de açúcar
125 g de farinha
125 g de manteiga
2 ovos
2 limões (só a casca, raladinha)
2 colheres (de café) de fermento

Bata os ovos com o açúcar, até formar uma mistura clara e fofa. Acrescente a farinha e o fermento peneirados, e bata até incorporar. Acrescente a manteiga derretida e as casquinhas de limão. Deixe descansar por 20 minutos (esse é o imprescindível segredo da perfeição) e despeje em forminhas untadas, preenchendo-as até 2/3. Asse por 15 minutos no forno pré-aquecido a 220 °C , e desenforme quando ainda estiverem mornas. Rende aproximadamente 16 madeleines, mas é claro que isso depende do tamanho da forma. As minhas são pequenas, menores que as de muffin, pra vocês terem uma idéia.

Bela.

* Foto by eatzycath’s.

Madeleines perfeitas!

Padrão

Finalmente descobri a receita perfeita de Madeleine (aquele tão famoso bolinho imortalizado pelo escritor francês Marcel Proust, ao qual eu já fiz referência várias vezes aqui).

Interessante é que a receita segue uma lógica e uma sistemática análogas à obra do escritor.

Também há um segredo na confecção das Madeleines, um segredo de perfeccionista que faz toda a diferença, assim como as longas e bem construídas frases do escritor francês (calma que eu vou revelar o segredo logo aí embaixo).

Reparem que as quantidades dos ingredientes são proporcionais, e o resultado final, pura delícia: um gostinho de infância, uma mistura singela de suavidade e sofisticação.

Deguste com chá e com a leitura do capítulo 2 do volume 1 de Em Busca do Tempo Perdido (não é a parte que fala da Madeleine, mas na minha opinião, esse capítulo constitui uma obra à parte,e sintetiza todos os leitmotivos da Busca).

125 g de açúcar
125 g de farinha
125 g de manteiga
2 ovos
2 limões (só a casca, raladinha)
2 colheres (de café) de fermento

Bata os ovos com o açúcar, até formar uma mistura clara e fofa. Acrescente a farinha e o fermento peneirados, e bata até incorporar. Acrescente a manteiga derretida e as casquinhas de limão. Deixe descansar por 20 minutos (esse é o imprescindível segredo da perfeição) e despeje em forminhas untadas, preenchendo-as até 2/3. Asse por 15 minutos no forno pré-aquecido a 220 °C , e desenforme quando ainda estiverem mornas. Rende aproximadamente 16 madeleines, mas é claro que isso depende do tamanho da forma. As minhas são pequenas, menores que as de muffin, pra vocês terem uma idéia.

Bela.

* Foto by eatzycath’s.

Madeleines perfeitas!

Padrão

Finalmente descobri a receita perfeita de Madeleine (aquele tão famoso bolinho imortalizado pelo escritor francês Marcel Proust, ao qual eu já fiz referência várias vezes aqui).

Interessante é que a receita segue uma lógica e uma sistemática análogas à obra do escritor.

Também há um segredo na confecção das Madeleines, um segredo de perfeccionista que faz toda a diferença, assim como as longas e bem construídas frases do escritor francês (calma que eu vou revelar o segredo logo aí embaixo).

Reparem que as quantidades dos ingredientes são proporcionais, e o resultado final, pura delícia: um gostinho de infância, uma mistura singela de suavidade e sofisticação.

Deguste com chá e com a leitura do capítulo 2 do volume 1 de Em Busca do Tempo Perdido (não é a parte que fala da Madeleine, mas na minha opinião, esse capítulo constitui uma obra à parte,e sintetiza todos os leitmotivos da Busca).

125 g de açúcar
125 g de farinha
125 g de manteiga
2 ovos
2 limões (só a casca, raladinha)
2 colheres (de café) de fermento

Bata os ovos com o açúcar, até formar uma mistura clara e fofa. Acrescente a farinha e o fermento peneirados, e bata até incorporar. Acrescente a manteiga derretida e as casquinhas de limão. Deixe descansar por 20 minutos (esse é o imprescindível segredo da perfeição) e despeje em forminhas untadas, preenchendo-as até 2/3. Asse por 15 minutos no forno pré-aquecido a 220 °C , e desenforme quando ainda estiverem mornas. Rende aproximadamente 16 madeleines, mas é claro que isso depende do tamanho da forma. As minhas são pequenas, menores que as de muffin, pra vocês terem uma idéia.

Bela.

* Foto by eatzycath’s.