Madeleines perfeitas!

Padrão

Finalmente descobri a receita perfeita de Madeleine (aquele tão famoso bolinho imortalizado pelo escritor francês Marcel Proust, ao qual eu já fiz referência várias vezes aqui).

Interessante é que a receita segue uma lógica e uma sistemática análogas à obra do escritor.

Também há um segredo na confecção das Madeleines, um segredo de perfeccionista que faz toda a diferença, assim como as longas e bem construídas frases do escritor francês (calma que eu vou revelar o segredo logo aí embaixo).

Reparem que as quantidades dos ingredientes são proporcionais, e o resultado final, pura delícia: um gostinho de infância, uma mistura singela de suavidade e sofisticação.

Deguste com chá e com a leitura do capítulo 2 do volume 1 de Em Busca do Tempo Perdido (não é a parte que fala da Madeleine, mas na minha opinião, esse capítulo constitui uma obra à parte,e sintetiza todos os leitmotivos da Busca).

125 g de açúcar
125 g de farinha
125 g de manteiga
2 ovos
2 limões (só a casca, raladinha)
2 colheres (de café) de fermento

Bata os ovos com o açúcar, até formar uma mistura clara e fofa. Acrescente a farinha e o fermento peneirados, e bata até incorporar. Acrescente a manteiga derretida e as casquinhas de limão. Deixe descansar por 20 minutos (esse é o imprescindível segredo da perfeição) e despeje em forminhas untadas, preenchendo-as até 2/3. Asse por 15 minutos no forno pré-aquecido a 220 °C , e desenforme quando ainda estiverem mornas. Rende aproximadamente 16 madeleines, mas é claro que isso depende do tamanho da forma. As minhas são pequenas, menores que as de muffin, pra vocês terem uma idéia.

Bela.

* Foto by eatzycath’s.
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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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