HOJE EU QUERO FALAR E TRANSMITIR PAZ…

Padrão

Às vezes fico pensando na vida… uma vida sem sentido, uma vida corre-corre onde o tempo é bem precioso, vale dinheiro e não rende nada…

Nem sempre temos tempo para pensar em nós mesmos, em nossas atitudes… o trabalho, a família, os amigos e as saídas costumam ter mais importância do que nosso interior…


Quero falar de paz!

Quero aderir a campanha do meu amigo Esdras pelo amor de Deus LARGA o MSN e do Orkut e vai LER um LIVRO!! Porque essa vida de ficar só vasculhando a vida das pessoas na internet e não se preocupar com você mesmo, não leva a nada!

São nos livros e nas aulas de Yôga que encontro a minha paz… não é bobeira, não é frescura, não é deixar de viver em grupo… é buscar um pouco de mim e encontrar tudo para viver…
Precisamos de ser centro para enfrentar desafios, ser alicerces para a batalha da vida e não conseguiremos nada com uma mente tumultuada. Às vezes cinco minutos de silêncio valem mais do que mil conversas em grupo…

Esta semana terminei de ler um livro que se chama O caminho do Mago: vinte lições espirituais para você criar a vida que deseja, de Deepak Chopra. Não é um livro ligado a religião do espiritismo (até porque sou muito católica), mas fala de coisas óbvias da vida, que deixamos passar despercebidas ou que não fazemos por medo de ser diferentes… mas nos pequenos detalhes podemos encontrar a felicidade. Tentar não julgar as pessoas, mas aceitar suas opiniões, é um dos caminhos para uma vida realizada… e quanto mais corremos atrás de um desejo, mais ele escapa… o que tem que acontecer, acontecerá independente de nossas forças…

“Saia de uma vida dominada pelo ego e repleta de lutas para uma vida mais livre, que deixa espaço para o milagroso”, porque viver é um milagre. O mais belo milagre de Deus é ter feito o homem à sua semelhança.

Por falar em Deus… Nele também encontro a paz. E quando penso que Deus está dentro de mim, sei que ali a paz reina. A paz não está num lugar tranqüilo, está em nosso coração.

Cante, sorria, dia um bom dia a todos, respire suave e profundo e agora dê um abraço em si mesmo… bem forte… deseje-se paz, amor, carinho, tranqüilidade, proteção, fé para seu coração.

Seja feliz! Tenha paz na vida!
Beijos e bom final de semana, Lú

P.S.: Estou cansada de sair nas ruas ou ligar a TV e ver cenas de violência, corrupção, falta de respeito, desamor. Quero paz pra viver! E para mudar temos que começar de dentro de nosso coração.

Modos de FalaRRR

Padrão

O texto que vou postar hoje, mais uma vez, não é “meu”. Encontrei-o no espetacular Balaio de Minas, um site muito completo sobre coisas que rolam em Minas Gerais, publicado pelo jornal “Revelação”, do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba, Minas Gerais, Brasil.

O título original do texto é “O linguajar uberabense”, mas não posso deixar de lembrar daqueles nossos vizinhos mineiros não só de ‘BeRaba, mas também de ‘BeRRRRRlândia, ARaguaRi, VaRRRRginha, Nova Era (leia-se Nóvah Érah) além, é claro, dos nossos caríssimos amigos paulistas de AmeRicana, São BeRRRRnardo do Campo, PiRacicaba, LimeiRa… etc e etc… Foi por isto que tomei a liberdade de modificar um pouco o texto, inclusive acrescentando algumas expressões e modos de falar…

Muitos podem até não saber, mas o “idioma” falado em BH é um misto de todos os “dialetos” falados no interior de Minas… Herança de uma capital nova (cento e poucos anos apenas), que se formou com o povo de todo canto que por aqui veio se instalar em busca de mais riqueza, emprego, etc. Sendo assim, muitos dos leitores “belorizontinos” que lêem este blog identificarão de imediato as mais diversas expressões que constam neste texto. Bem como os leitores “estrangeiros” (de outros estados, países) se surpreenderão ao encontrarem, aqui, a explicação para várias expressões que já se alastraram pelo país!

O MINEIRÊS

O idioma falado em Minas, principalmente em “Belzonte”, “Beraba” e “Berlândia”, é um misto de português e dialetos paulistas, goianos, mineiros, baianos e candangos (o nome por que são conhecidos os imigrantes pobres oriundos do Nordeste do Brasil). O turista que precisa iniciar um primeiro contato deve ficar atento às expressões peculiares desta salada linguística, pois corre o risco de não entender nada! Mineiros nativos, habituados a este curioso linguajar, normalmente não percebem as inusitadas e interessantíssimas combinações vocabulares.


Eis, então, algumas dessas curiosas expressões bastante populares usadas por estudantes e habitantes deste estado brasileiro… “atípico” do ponto de vista lingüístico (ou não seria “típico”, tendo em vista que cada estado tem uma maneira peculiar de falar o nosso bom e velho português?):


«De jeito maneira!»


Mais que “de jeito nenhum!” ou “de maneira nenhuma!”, há o superlativo “de jeito maneira!”. Nessa expressão está embutida uma negativa irreversível. De jeito maneira! é pior do que nunca, jamais; é uma hipótese fora de qualquer rascunho de possibilidade; nem em delírios, nem em sonhos é admissível o que foi condenado ao de jeito maneira! É uma negativa do estilo “necas de pitibiribas”.

Exemplo:
– Vem cá chuchuzinho, cê é gatinha demais! Me dá um beijo!

– De jeito maneira!


A expressão “De jeito maneira!” equivale à “Nem que a vaca tussa!”. Como qualquer mineirim sabe, apesar de existirem muitos fenômenos inexplicáveis neste mundo, é muito raro a ocorrência de tosses em vacas. Não podemos dizer que a vaca não tosse “de jeito maneira” (nunca se sabe), mas que é difícil, isso é. Quando se deseja reforçar ainda mais a negativa, é possível dizer, ainda, “Nem que a vaca tussa e o boi espirre!”.


Outra expressão equivalente é “você está é besta!”, normalmente expressada da maneira condensada “Cê tá é besta!”, ou da forma ultra-reduzida “Cê besta!”.


Exemplo:
– Vamos chuchuzinho, só um beijinho!

– Cê besta!


«Aí eu peguei e falei»


A expressão “Aí eu peguei e falei” é uma tentativa de materialização do verbo, busca a tangibilidade do conceito. Indivíduos que têm dificuldade no trato com símbolos abstratos – como a palavra –, tentam concretizá-las para pegá-las com as mãos e, aí sim, ter certa segurança sobre o assunto em questão. A abstração verbal parece insuficiente, o sujeito não é capaz de provar a veracidade da informação através de argumentação lógica, imaterial. Em vista disso, transforma a idéia em objeto – única maneira encontrada para dar consistência à elaboração intelectual.


Exemplo:
– Aí ele me falou que não ia me dar um presente. Aí eu peguei e falei, então tá, eu não queria mesmo!


«Virgem Maria e Nossa Senhora!»


Desde a pregação dos jesuítas, somos um povo que adquiriu muito do linguajar católico. Quando ocorre um infortúnio qualquer, é quase instintivo apelarmos para santos, anjos, o próprio Deus, etc. Uma das santas mais requisitadas é Maria, mãe do Homem, considerada virgem. Daí o apelo à “Virgem Maria!”. Essa invocação é feita há séculos, mas foi se desconstruindo com as corruptelas naturais da língua, até chegar ao ponto em que chegou. Se um sujeito perde um ônibus e diz “xíííí”, ou “ííííííí”, na verdade está clamando por Virgem Maria. Acompanhe as sucessivas desconstruções que levaram à versão mínima da expressão da Santa:

«Virgem Maria!» – «Virgem!» – «Virgi!» – «Vígi!» – «Víxi!» – «Íxi!» – «Xi!» – «Iíííí» – «Chhhh». (Este último trata-se de um ruído bucal, imitando um sal de fruta fervendo num copo d’água)


Exemplos:

– Ai ai ai, meu marido está chegando!

– Íííííííí…


– Acho que esqueci sua cueca na sala!

– Xiiiii…


Construções mistas também são usuais, como «Vixi Maria» ou «Íxi Maria». Curiosamente, não se usa «Íiii Maria», mas é normal o «Íííí Jesus», ou «Íiiii meu Deus do céu». Trata-se de dupla proteção.

(Também são encontradas interjeições com funções análogas, mas que foram tão modificadas que é difícil identificar sua procedência. Ex: «Vapo!» – «Vúti!» – «Vasco!». A expressão «Vaaapo!», assim como a «Hêêêênfo», podem ter origem em palavrões populares.)


*** Eu heim? Nunca ouvi falar nestes dois… Alguém aí que é de ‘Beraba ou ‘Berlândia poderia me explicar?


Da mesma forma, a invocação a «Nossa Senhora!» sofreu suas corruptelas. Acompanhe: «Nossa Senhora» – «Nossa!» – «Nó!» – «Nú!».


Exemplos:
– Você viu? Ele foi pular a cerca e quebrou o braço!

– Nóóó!

– E aí o boi deu uma chifrada nas costas dele!

– Nú!

(Aqui também encontram-se expressões com o sentido similar. Ex: «Nusga!» – «Nííí!»)


Saudações

Há um variadíssimo cardápio de expressões que, curiosamente, podem ser utilizadas como saudações em qualquer contexto social. Contentemo-nos com a descrição de alguns.
Saudações que indicam agradável surpresa:

«Êpa!» – «Ôpa!» – «Ôua» – «Ôp!» – «Ó o cara aí!» – «Ó o cara!» – «Úa!» – «Iôôôu!» – “Ê aê?”

Saudações que indicam cordial preocupação com o bem-estar alheio:


«Bão?» – «Certim?» – «Beleza?» – «Belê?» – «Firme?» – «Firme e forte?» – «Chique?» – «Chique no úrtimo?» – «Que cê conta?» – «Que tá pegando?».


Saudações que indicam satisfação por ver o amigo tranqüilo:


«Só de boa?» – «Ê beleza, hein?» – «Só na maciota?»


Saudações de duplo sentido:


«Pega na minha!» – «Segura e balança!».


(Evidentemente, a maior parte destas expressões não quer dizer nada: cumprem também a função fática da linguagem).


Expressões diversas

Há ainda aquelas expressões utilizadas pelos mineirins que têm a função de economizar palavras, e é claro, o tempo gasto para se falar, como, por exemplo:

“bádacama” = embaixo da cama

“dendapia” = dentro da pia

“oncotô?” = Onde é que eu estou?

“oncêvai?” = Onde é que você vai?

“ondé” – Onde é?

– “Ó pucê vê?”

Bem, por hoje é só! Se alguém tiver alguma sugestão para completar ainda mais esta lista, esteja à vontade em nossos comentários!


Abraços a todos,


Ana Letícia.

Modos de FalaRRR

Padrão

O texto que vou postar hoje, mais uma vez, não é “meu”. Encontrei-o no espetacular Balaio de Minas, um site muito completo sobre coisas que rolam em Minas Gerais, publicado pelo jornal “Revelação”, do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba, Minas Gerais, Brasil.

O título original do texto é “O linguajar uberabense”, mas não posso deixar de lembrar daqueles nossos vizinhos mineiros não só de ‘BeRaba, mas também de ‘BeRRRRRlândia, ARaguaRi, VaRRRRginha, Nova Era (leia-se Nóvah Érah) além, é claro, dos nossos caríssimos amigos paulistas de AmeRicana, São BeRRRRnardo do Campo, PiRacicaba, LimeiRa… etc e etc… Foi por isto que tomei a liberdade de modificar um pouco o texto, inclusive acrescentando algumas expressões e modos de falar…

Muitos podem até não saber, mas o “idioma” falado em BH é um misto de todos os “dialetos” falados no interior de Minas… Herança de uma capital nova (cento e poucos anos apenas), que se formou com o povo de todo canto que por aqui veio se instalar em busca de mais riqueza, emprego, etc. Sendo assim, muitos dos leitores “belorizontinos” que lêem este blog identificarão de imediato as mais diversas expressões que constam neste texto. Bem como os leitores “estrangeiros” (de outros estados, países) se surpreenderão ao encontrarem, aqui, a explicação para várias expressões que já se alastraram pelo país!

O MINEIRÊS

O idioma falado em Minas, principalmente em “Belzonte”, “Beraba” e “Berlândia”, é um misto de português e dialetos paulistas, goianos, mineiros, baianos e candangos (o nome por que são conhecidos os imigrantes pobres oriundos do Nordeste do Brasil). O turista que precisa iniciar um primeiro contato deve ficar atento às expressões peculiares desta salada linguística, pois corre o risco de não entender nada! Mineiros nativos, habituados a este curioso linguajar, normalmente não percebem as inusitadas e interessantíssimas combinações vocabulares.


Eis, então, algumas dessas curiosas expressões bastante populares usadas por estudantes e habitantes deste estado brasileiro… “atípico” do ponto de vista lingüístico (ou não seria “típico”, tendo em vista que cada estado tem uma maneira peculiar de falar o nosso bom e velho português?):


«De jeito maneira!»


Mais que “de jeito nenhum!” ou “de maneira nenhuma!”, há o superlativo “de jeito maneira!”. Nessa expressão está embutida uma negativa irreversível. De jeito maneira! é pior do que nunca, jamais; é uma hipótese fora de qualquer rascunho de possibilidade; nem em delírios, nem em sonhos é admissível o que foi condenado ao de jeito maneira! É uma negativa do estilo “necas de pitibiribas”.

Exemplo:
– Vem cá chuchuzinho, cê é gatinha demais! Me dá um beijo!

– De jeito maneira!


A expressão “De jeito maneira!” equivale à “Nem que a vaca tussa!”. Como qualquer mineirim sabe, apesar de existirem muitos fenômenos inexplicáveis neste mundo, é muito raro a ocorrência de tosses em vacas. Não podemos dizer que a vaca não tosse “de jeito maneira” (nunca se sabe), mas que é difícil, isso é. Quando se deseja reforçar ainda mais a negativa, é possível dizer, ainda, “Nem que a vaca tussa e o boi espirre!”.


Outra expressão equivalente é “você está é besta!”, normalmente expressada da maneira condensada “Cê tá é besta!”, ou da forma ultra-reduzida “Cê besta!”.


Exemplo:
– Vamos chuchuzinho, só um beijinho!

– Cê besta!


«Aí eu peguei e falei»


A expressão “Aí eu peguei e falei” é uma tentativa de materialização do verbo, busca a tangibilidade do conceito. Indivíduos que têm dificuldade no trato com símbolos abstratos – como a palavra –, tentam concretizá-las para pegá-las com as mãos e, aí sim, ter certa segurança sobre o assunto em questão. A abstração verbal parece insuficiente, o sujeito não é capaz de provar a veracidade da informação através de argumentação lógica, imaterial. Em vista disso, transforma a idéia em objeto – única maneira encontrada para dar consistência à elaboração intelectual.


Exemplo:
– Aí ele me falou que não ia me dar um presente. Aí eu peguei e falei, então tá, eu não queria mesmo!


«Virgem Maria e Nossa Senhora!»


Desde a pregação dos jesuítas, somos um povo que adquiriu muito do linguajar católico. Quando ocorre um infortúnio qualquer, é quase instintivo apelarmos para santos, anjos, o próprio Deus, etc. Uma das santas mais requisitadas é Maria, mãe do Homem, considerada virgem. Daí o apelo à “Virgem Maria!”. Essa invocação é feita há séculos, mas foi se desconstruindo com as corruptelas naturais da língua, até chegar ao ponto em que chegou. Se um sujeito perde um ônibus e diz “xíííí”, ou “ííííííí”, na verdade está clamando por Virgem Maria. Acompanhe as sucessivas desconstruções que levaram à versão mínima da expressão da Santa:

«Virgem Maria!» – «Virgem!» – «Virgi!» – «Vígi!» – «Víxi!» – «Íxi!» – «Xi!» – «Iíííí» – «Chhhh». (Este último trata-se de um ruído bucal, imitando um sal de fruta fervendo num copo d’água)


Exemplos:

– Ai ai ai, meu marido está chegando!

– Íííííííí…


– Acho que esqueci sua cueca na sala!

– Xiiiii…


Construções mistas também são usuais, como «Vixi Maria» ou «Íxi Maria». Curiosamente, não se usa «Íiii Maria», mas é normal o «Íííí Jesus», ou «Íiiii meu Deus do céu». Trata-se de dupla proteção.

(Também são encontradas interjeições com funções análogas, mas que foram tão modificadas que é difícil identificar sua procedência. Ex: «Vapo!» – «Vúti!» – «Vasco!». A expressão «Vaaapo!», assim como a «Hêêêênfo», podem ter origem em palavrões populares.)


*** Eu heim? Nunca ouvi falar nestes dois… Alguém aí que é de ‘Beraba ou ‘Berlândia poderia me explicar?


Da mesma forma, a invocação a «Nossa Senhora!» sofreu suas corruptelas. Acompanhe: «Nossa Senhora» – «Nossa!» – «Nó!» – «Nú!».


Exemplos:
– Você viu? Ele foi pular a cerca e quebrou o braço!

– Nóóó!

– E aí o boi deu uma chifrada nas costas dele!

– Nú!

(Aqui também encontram-se expressões com o sentido similar. Ex: «Nusga!» – «Nííí!»)


Saudações

Há um variadíssimo cardápio de expressões que, curiosamente, podem ser utilizadas como saudações em qualquer contexto social. Contentemo-nos com a descrição de alguns.
Saudações que indicam agradável surpresa:

«Êpa!» – «Ôpa!» – «Ôua» – «Ôp!» – «Ó o cara aí!» – «Ó o cara!» – «Úa!» – «Iôôôu!» – “Ê aê?”

Saudações que indicam cordial preocupação com o bem-estar alheio:


«Bão?» – «Certim?» – «Beleza?» – «Belê?» – «Firme?» – «Firme e forte?» – «Chique?» – «Chique no úrtimo?» – «Que cê conta?» – «Que tá pegando?».


Saudações que indicam satisfação por ver o amigo tranqüilo:


«Só de boa?» – «Ê beleza, hein?» – «Só na maciota?»


Saudações de duplo sentido:


«Pega na minha!» – «Segura e balança!».


(Evidentemente, a maior parte destas expressões não quer dizer nada: cumprem também a função fática da linguagem).


Expressões diversas

Há ainda aquelas expressões utilizadas pelos mineirins que têm a função de economizar palavras, e é claro, o tempo gasto para se falar, como, por exemplo:

“bádacama” = embaixo da cama

“dendapia” = dentro da pia

“oncotô?” = Onde é que eu estou?

“oncêvai?” = Onde é que você vai?

“ondé” – Onde é?

– “Ó pucê vê?”

Bem, por hoje é só! Se alguém tiver alguma sugestão para completar ainda mais esta lista, esteja à vontade em nossos comentários!


Abraços a todos,


Ana Letícia.

Modos de FalaRRR

Padrão

O texto que vou postar hoje, mais uma vez, não é “meu”. Encontrei-o no espetacular Balaio de Minas, um site muito completo sobre coisas que rolam em Minas Gerais, publicado pelo jornal “Revelação”, do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba, Minas Gerais, Brasil.

O título original do texto é “O linguajar uberabense”, mas não posso deixar de lembrar daqueles nossos vizinhos mineiros não só de ‘BeRaba, mas também de ‘BeRRRRRlândia, ARaguaRi, VaRRRRginha, Nova Era (leia-se Nóvah Érah) além, é claro, dos nossos caríssimos amigos paulistas de AmeRicana, São BeRRRRnardo do Campo, PiRacicaba, LimeiRa… etc e etc… Foi por isto que tomei a liberdade de modificar um pouco o texto, inclusive acrescentando algumas expressões e modos de falar…

Muitos podem até não saber, mas o “idioma” falado em BH é um misto de todos os “dialetos” falados no interior de Minas… Herança de uma capital nova (cento e poucos anos apenas), que se formou com o povo de todo canto que por aqui veio se instalar em busca de mais riqueza, emprego, etc. Sendo assim, muitos dos leitores “belorizontinos” que lêem este blog identificarão de imediato as mais diversas expressões que constam neste texto. Bem como os leitores “estrangeiros” (de outros estados, países) se surpreenderão ao encontrarem, aqui, a explicação para várias expressões que já se alastraram pelo país!

O MINEIRÊS

O idioma falado em Minas, principalmente em “Belzonte”, “Beraba” e “Berlândia”, é um misto de português e dialetos paulistas, goianos, mineiros, baianos e candangos (o nome por que são conhecidos os imigrantes pobres oriundos do Nordeste do Brasil). O turista que precisa iniciar um primeiro contato deve ficar atento às expressões peculiares desta salada linguística, pois corre o risco de não entender nada! Mineiros nativos, habituados a este curioso linguajar, normalmente não percebem as inusitadas e interessantíssimas combinações vocabulares.


Eis, então, algumas dessas curiosas expressões bastante populares usadas por estudantes e habitantes deste estado brasileiro… “atípico” do ponto de vista lingüístico (ou não seria “típico”, tendo em vista que cada estado tem uma maneira peculiar de falar o nosso bom e velho português?):


«De jeito maneira!»


Mais que “de jeito nenhum!” ou “de maneira nenhuma!”, há o superlativo “de jeito maneira!”. Nessa expressão está embutida uma negativa irreversível. De jeito maneira! é pior do que nunca, jamais; é uma hipótese fora de qualquer rascunho de possibilidade; nem em delírios, nem em sonhos é admissível o que foi condenado ao de jeito maneira! É uma negativa do estilo “necas de pitibiribas”.

Exemplo:
– Vem cá chuchuzinho, cê é gatinha demais! Me dá um beijo!

– De jeito maneira!


A expressão “De jeito maneira!” equivale à “Nem que a vaca tussa!”. Como qualquer mineirim sabe, apesar de existirem muitos fenômenos inexplicáveis neste mundo, é muito raro a ocorrência de tosses em vacas. Não podemos dizer que a vaca não tosse “de jeito maneira” (nunca se sabe), mas que é difícil, isso é. Quando se deseja reforçar ainda mais a negativa, é possível dizer, ainda, “Nem que a vaca tussa e o boi espirre!”.


Outra expressão equivalente é “você está é besta!”, normalmente expressada da maneira condensada “Cê tá é besta!”, ou da forma ultra-reduzida “Cê besta!”.


Exemplo:
– Vamos chuchuzinho, só um beijinho!

– Cê besta!


«Aí eu peguei e falei»


A expressão “Aí eu peguei e falei” é uma tentativa de materialização do verbo, busca a tangibilidade do conceito. Indivíduos que têm dificuldade no trato com símbolos abstratos – como a palavra –, tentam concretizá-las para pegá-las com as mãos e, aí sim, ter certa segurança sobre o assunto em questão. A abstração verbal parece insuficiente, o sujeito não é capaz de provar a veracidade da informação através de argumentação lógica, imaterial. Em vista disso, transforma a idéia em objeto – única maneira encontrada para dar consistência à elaboração intelectual.


Exemplo:
– Aí ele me falou que não ia me dar um presente. Aí eu peguei e falei, então tá, eu não queria mesmo!


«Virgem Maria e Nossa Senhora!»


Desde a pregação dos jesuítas, somos um povo que adquiriu muito do linguajar católico. Quando ocorre um infortúnio qualquer, é quase instintivo apelarmos para santos, anjos, o próprio Deus, etc. Uma das santas mais requisitadas é Maria, mãe do Homem, considerada virgem. Daí o apelo à “Virgem Maria!”. Essa invocação é feita há séculos, mas foi se desconstruindo com as corruptelas naturais da língua, até chegar ao ponto em que chegou. Se um sujeito perde um ônibus e diz “xíííí”, ou “ííííííí”, na verdade está clamando por Virgem Maria. Acompanhe as sucessivas desconstruções que levaram à versão mínima da expressão da Santa:

«Virgem Maria!» – «Virgem!» – «Virgi!» – «Vígi!» – «Víxi!» – «Íxi!» – «Xi!» – «Iíííí» – «Chhhh». (Este último trata-se de um ruído bucal, imitando um sal de fruta fervendo num copo d’água)


Exemplos:

– Ai ai ai, meu marido está chegando!

– Íííííííí…


– Acho que esqueci sua cueca na sala!

– Xiiiii…


Construções mistas também são usuais, como «Vixi Maria» ou «Íxi Maria». Curiosamente, não se usa «Íiii Maria», mas é normal o «Íííí Jesus», ou «Íiiii meu Deus do céu». Trata-se de dupla proteção.

(Também são encontradas interjeições com funções análogas, mas que foram tão modificadas que é difícil identificar sua procedência. Ex: «Vapo!» – «Vúti!» – «Vasco!». A expressão «Vaaapo!», assim como a «Hêêêênfo», podem ter origem em palavrões populares.)


*** Eu heim? Nunca ouvi falar nestes dois… Alguém aí que é de ‘Beraba ou ‘Berlândia poderia me explicar?


Da mesma forma, a invocação a «Nossa Senhora!» sofreu suas corruptelas. Acompanhe: «Nossa Senhora» – «Nossa!» – «Nó!» – «Nú!».


Exemplos:
– Você viu? Ele foi pular a cerca e quebrou o braço!

– Nóóó!

– E aí o boi deu uma chifrada nas costas dele!

– Nú!

(Aqui também encontram-se expressões com o sentido similar. Ex: «Nusga!» – «Nííí!»)


Saudações

Há um variadíssimo cardápio de expressões que, curiosamente, podem ser utilizadas como saudações em qualquer contexto social. Contentemo-nos com a descrição de alguns.
Saudações que indicam agradável surpresa:

«Êpa!» – «Ôpa!» – «Ôua» – «Ôp!» – «Ó o cara aí!» – «Ó o cara!» – «Úa!» – «Iôôôu!» – “Ê aê?”

Saudações que indicam cordial preocupação com o bem-estar alheio:


«Bão?» – «Certim?» – «Beleza?» – «Belê?» – «Firme?» – «Firme e forte?» – «Chique?» – «Chique no úrtimo?» – «Que cê conta?» – «Que tá pegando?».


Saudações que indicam satisfação por ver o amigo tranqüilo:


«Só de boa?» – «Ê beleza, hein?» – «Só na maciota?»


Saudações de duplo sentido:


«Pega na minha!» – «Segura e balança!».


(Evidentemente, a maior parte destas expressões não quer dizer nada: cumprem também a função fática da linguagem).


Expressões diversas

Há ainda aquelas expressões utilizadas pelos mineirins que têm a função de economizar palavras, e é claro, o tempo gasto para se falar, como, por exemplo:

“bádacama” = embaixo da cama

“dendapia” = dentro da pia

“oncotô?” = Onde é que eu estou?

“oncêvai?” = Onde é que você vai?

“ondé” – Onde é?

– “Ó pucê vê?”

Bem, por hoje é só! Se alguém tiver alguma sugestão para completar ainda mais esta lista, esteja à vontade em nossos comentários!


Abraços a todos,


Ana Letícia.

A.N.I.V.E.R.S.Á.R.I.O – Parte III

Padrão

Continuando nosso mês de comemoração… hoje temos um texto da Ana que é hilário, dentre as suas várias histórias acontecidas entre Minas e sua praia (Cabo Frio), essa da “Chapa Éguia” é uma das mais legais.

Deixo aqui ainda um beijão para todos os pais do mundo, que fazem de tudo para ver seus filhos bem, que se doam mais do que vivem para si. Feliz Dia dos Pais, sempre!

Beijos, boa leitura!


PS: e para aqueles que estão curtindo o feriadão da segunda, bons passeios e vivam intensamente!

“Chapa Éguia” – Diários de uma viagem

Roupas na mala, protetor solar na bolsa, “comida no papinho e pé no caminho”…
Partimos para uma viagem para Cabo Frio, prá variar.
O Uno “Milho” é valente, subiu e desceu Serras, ultrapassando caminhões, ônibus, respondendo bem ao ser acionado, economizando a “gasosa” prá nós.
Na baixada fluminense, eis que surge o Jolivan. Amigo, calmo, inesperado. Nos acompanhou um bom tempo na estrada reta e quente, margeada por fazendas com vacas, garças, urubus, mato, muito mato… enfim, os latifúndios de um Brasil que não cumpre a sua função social.
Jolivan era um caminhão, e por incrível que pareça, sua presença quase constante durante toda a estrada da baixada nos divertiu. Primeiro pelo nome, nada convencional. Pensamos inclusive em sugerí-lo a um amigo, cuja mulher está grávida, para dar nome ao bebê (sacanagem!)… Segundo, pelo tamanho da coisa: mais de 18m de comprimento. E terceiro, porque nos protegeu de alguns motoristas apressadinhos (pois foi graças ao Joliva´s que não nos colidimos), e um carro de polícia (isso mesmo!) que insistiu em ultrapassar-nos (ó Uno “Milho” e o Jolivan) na faixa contínua! (Temos foto para comprovar, é verdade!). Jolivan, amigo, nos deixou, ao passarmos por Magé. Ficou num engarrafamento monstro, graças ao péssimo planejamento da pista que colocou um ponto de ônibus bem na saída do trevo…. Vai entender. Melhor prá nós, porque pudemos acelerar até os 100 km/h, ao invés dos 60 km/h “seguros” que o Jô-jô nos deixava fazer, e assim chegamos mais rápido ao nosso destino: Região dos Lagos.
Durante toda a estrada, além das paisagens e dos animais que enfeitavam os terrenos às margens, várias placas com os mesmos dizeres nos intrigaram: “AQUI – CHAPA ÉGUIA”
Mas que diabos era aquilo? “Chapa éguia”? Não seria “chapa égüa”? Mas o que era “chapa égüa”, se fosse mesmo isso que as placas queriam dizer? Pensamos logo numa expressão mineiresca: “chapar os melão” = tomar todas, beber tudo que eu conseguir e mais um pouco, beber até cair, etc e etc. Vai ver que lá naquelas bandas cariocas “chapa égüa” (ou éguia) era o mesmo que “chapar os melão”, e que tinha um buteco na beira da estrada dos bons prá tomar daquela “água que passarinho não bebe”… Vai entender, né?
Foi aí que nos veio a luz: outra placa, desta vez industrializada, e não escrita à mão como as outras: “AQUI – CHAPA E GUIA”. Uai, mas não era “Chapa éguia”? Não minha gente, a pessoa que “cuidadosamente” manufaturou toscamente as outras placas esqueceu de dar um espaço entre o “e” e o “guia”, fazendo com que nós, exímios conhecedores da língua portuguesa (hã-hã, tá bom…), deduzíssemos de cara que ali haveria um acento agudo no “e”!!! Sacaram? Ligando ao fato de que haviam 10 caminhões para cada carro no local, CHAPA e GUIA são as pessoas que ajudam a fazer o carregamento do caminhão e que guiam os caminhoneiros, muitas vezes de outros estados longínqüos aos seus destinos… Aaaaaaahhhhhh booooooommmmm!
Acho que depois desta aula de português despedir-me-ei de vocês, mas semana que vem estarei de volta, ok?



Beijos,

Ana Letícia.

Para ler o texto em seu contexto original, clique aqui!
Você gostou deste texto? Ele teve uma continuação. Para saber o que mais aconteceu com a Ana naquela viagem, clique aqui!

A.N.I.V.E.R.S.Á.R.I.O – Parte III

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Continuando nosso mês de comemoração… hoje temos um texto da Ana que é hilário, dentre as suas várias histórias acontecidas entre Minas e sua praia (Cabo Frio), essa da “Chapa Éguia” é uma das mais legais.

Deixo aqui ainda um beijão para todos os pais do mundo, que fazem de tudo para ver seus filhos bem, que se doam mais do que vivem para si. Feliz Dia dos Pais, sempre!

Beijos, boa leitura!


PS: e para aqueles que estão curtindo o feriadão da segunda, bons passeios e vivam intensamente!

“Chapa Éguia” – Diários de uma viagem

Roupas na mala, protetor solar na bolsa, “comida no papinho e pé no caminho”…
Partimos para uma viagem para Cabo Frio, prá variar.
O Uno “Milho” é valente, subiu e desceu Serras, ultrapassando caminhões, ônibus, respondendo bem ao ser acionado, economizando a “gasosa” prá nós.
Na baixada fluminense, eis que surge o Jolivan. Amigo, calmo, inesperado. Nos acompanhou um bom tempo na estrada reta e quente, margeada por fazendas com vacas, garças, urubus, mato, muito mato… enfim, os latifúndios de um Brasil que não cumpre a sua função social.
Jolivan era um caminhão, e por incrível que pareça, sua presença quase constante durante toda a estrada da baixada nos divertiu. Primeiro pelo nome, nada convencional. Pensamos inclusive em sugerí-lo a um amigo, cuja mulher está grávida, para dar nome ao bebê (sacanagem!)… Segundo, pelo tamanho da coisa: mais de 18m de comprimento. E terceiro, porque nos protegeu de alguns motoristas apressadinhos (pois foi graças ao Joliva´s que não nos colidimos), e um carro de polícia (isso mesmo!) que insistiu em ultrapassar-nos (ó Uno “Milho” e o Jolivan) na faixa contínua! (Temos foto para comprovar, é verdade!). Jolivan, amigo, nos deixou, ao passarmos por Magé. Ficou num engarrafamento monstro, graças ao péssimo planejamento da pista que colocou um ponto de ônibus bem na saída do trevo…. Vai entender. Melhor prá nós, porque pudemos acelerar até os 100 km/h, ao invés dos 60 km/h “seguros” que o Jô-jô nos deixava fazer, e assim chegamos mais rápido ao nosso destino: Região dos Lagos.
Durante toda a estrada, além das paisagens e dos animais que enfeitavam os terrenos às margens, várias placas com os mesmos dizeres nos intrigaram: “AQUI – CHAPA ÉGUIA”
Mas que diabos era aquilo? “Chapa éguia”? Não seria “chapa égüa”? Mas o que era “chapa égüa”, se fosse mesmo isso que as placas queriam dizer? Pensamos logo numa expressão mineiresca: “chapar os melão” = tomar todas, beber tudo que eu conseguir e mais um pouco, beber até cair, etc e etc. Vai ver que lá naquelas bandas cariocas “chapa égüa” (ou éguia) era o mesmo que “chapar os melão”, e que tinha um buteco na beira da estrada dos bons prá tomar daquela “água que passarinho não bebe”… Vai entender, né?
Foi aí que nos veio a luz: outra placa, desta vez industrializada, e não escrita à mão como as outras: “AQUI – CHAPA E GUIA”. Uai, mas não era “Chapa éguia”? Não minha gente, a pessoa que “cuidadosamente” manufaturou toscamente as outras placas esqueceu de dar um espaço entre o “e” e o “guia”, fazendo com que nós, exímios conhecedores da língua portuguesa (hã-hã, tá bom…), deduzíssemos de cara que ali haveria um acento agudo no “e”!!! Sacaram? Ligando ao fato de que haviam 10 caminhões para cada carro no local, CHAPA e GUIA são as pessoas que ajudam a fazer o carregamento do caminhão e que guiam os caminhoneiros, muitas vezes de outros estados longínqüos aos seus destinos… Aaaaaaahhhhhh booooooommmmm!
Acho que depois desta aula de português despedir-me-ei de vocês, mas semana que vem estarei de volta, ok?



Beijos,

Ana Letícia.

Para ler o texto em seu contexto original, clique aqui!
Você gostou deste texto? Ele teve uma continuação. Para saber o que mais aconteceu com a Ana naquela viagem, clique aqui!

A.N.I.V.E.R.S.Á.R.I.O – Parte III

Padrão

Continuando nosso mês de comemoração… hoje temos um texto da Ana que é hilário, dentre as suas várias histórias acontecidas entre Minas e sua praia (Cabo Frio), essa da “Chapa Éguia” é uma das mais legais.

Deixo aqui ainda um beijão para todos os pais do mundo, que fazem de tudo para ver seus filhos bem, que se doam mais do que vivem para si. Feliz Dia dos Pais, sempre!

Beijos, boa leitura!


PS: e para aqueles que estão curtindo o feriadão da segunda, bons passeios e vivam intensamente!

“Chapa Éguia” – Diários de uma viagem

Roupas na mala, protetor solar na bolsa, “comida no papinho e pé no caminho”…
Partimos para uma viagem para Cabo Frio, prá variar.
O Uno “Milho” é valente, subiu e desceu Serras, ultrapassando caminhões, ônibus, respondendo bem ao ser acionado, economizando a “gasosa” prá nós.
Na baixada fluminense, eis que surge o Jolivan. Amigo, calmo, inesperado. Nos acompanhou um bom tempo na estrada reta e quente, margeada por fazendas com vacas, garças, urubus, mato, muito mato… enfim, os latifúndios de um Brasil que não cumpre a sua função social.
Jolivan era um caminhão, e por incrível que pareça, sua presença quase constante durante toda a estrada da baixada nos divertiu. Primeiro pelo nome, nada convencional. Pensamos inclusive em sugerí-lo a um amigo, cuja mulher está grávida, para dar nome ao bebê (sacanagem!)… Segundo, pelo tamanho da coisa: mais de 18m de comprimento. E terceiro, porque nos protegeu de alguns motoristas apressadinhos (pois foi graças ao Joliva´s que não nos colidimos), e um carro de polícia (isso mesmo!) que insistiu em ultrapassar-nos (ó Uno “Milho” e o Jolivan) na faixa contínua! (Temos foto para comprovar, é verdade!). Jolivan, amigo, nos deixou, ao passarmos por Magé. Ficou num engarrafamento monstro, graças ao péssimo planejamento da pista que colocou um ponto de ônibus bem na saída do trevo…. Vai entender. Melhor prá nós, porque pudemos acelerar até os 100 km/h, ao invés dos 60 km/h “seguros” que o Jô-jô nos deixava fazer, e assim chegamos mais rápido ao nosso destino: Região dos Lagos.
Durante toda a estrada, além das paisagens e dos animais que enfeitavam os terrenos às margens, várias placas com os mesmos dizeres nos intrigaram: “AQUI – CHAPA ÉGUIA”
Mas que diabos era aquilo? “Chapa éguia”? Não seria “chapa égüa”? Mas o que era “chapa égüa”, se fosse mesmo isso que as placas queriam dizer? Pensamos logo numa expressão mineiresca: “chapar os melão” = tomar todas, beber tudo que eu conseguir e mais um pouco, beber até cair, etc e etc. Vai ver que lá naquelas bandas cariocas “chapa égüa” (ou éguia) era o mesmo que “chapar os melão”, e que tinha um buteco na beira da estrada dos bons prá tomar daquela “água que passarinho não bebe”… Vai entender, né?
Foi aí que nos veio a luz: outra placa, desta vez industrializada, e não escrita à mão como as outras: “AQUI – CHAPA E GUIA”. Uai, mas não era “Chapa éguia”? Não minha gente, a pessoa que “cuidadosamente” manufaturou toscamente as outras placas esqueceu de dar um espaço entre o “e” e o “guia”, fazendo com que nós, exímios conhecedores da língua portuguesa (hã-hã, tá bom…), deduzíssemos de cara que ali haveria um acento agudo no “e”!!! Sacaram? Ligando ao fato de que haviam 10 caminhões para cada carro no local, CHAPA e GUIA são as pessoas que ajudam a fazer o carregamento do caminhão e que guiam os caminhoneiros, muitas vezes de outros estados longínqüos aos seus destinos… Aaaaaaahhhhhh booooooommmmm!
Acho que depois desta aula de português despedir-me-ei de vocês, mas semana que vem estarei de volta, ok?



Beijos,

Ana Letícia.

Para ler o texto em seu contexto original, clique aqui!
Você gostou deste texto? Ele teve uma continuação. Para saber o que mais aconteceu com a Ana naquela viagem, clique aqui!

A.N.I.V.E.R.S.Á.R.I.O – Parte II

Padrão

Mais uma semana se inicia, e a nossa votação continua. Afinal, AGOSTO é mês de cachorro louco, de incêndios em Portugal, tem dia do Advogado, depoimento de Marcos Valério, mas, principalmente, é ANIVERSÁRIO DO MINEIRAS, UAI!
Sendo assim, segue transcrito abaixo um texto primoroso da nossa Lú, uma verdadeira fábula que já teve até continuação…
O texto é recente, foi publicado em Junho deste ano… Confesso que foi difícil selecionar um texto da Lú pra colocar aqui, pois ao longo deste 1º ano tivemos diversos escritos muito dignos de serem relembrados. Sendo assim, se alguém quiser fazer alguma sugestão, sinta-se à vontade nos comentários.

Os Cravos e as Rosas

Pintura de Celia Lacayo

Poderia ser mais uma daquelas histórias da nossa amiga Dô, contando os casos da Princesa e o Sapinho… mas prefiro chamar essa “fábula” de “O CRAVO E A ROSA”, mas no final vão ver que tem mais rosas e cravos por aí do que se pensa… e quantas vezes passamos por isso…


No carnaval deste ano, a Rosa conheceu o Cravo, e no meio daquele agito todo de folia não deu tanta importância a sua presença e carinho despendidos. A Rosa queria mais curtir com a turma e as pessoas que conheceu por lá… gente nova, tudo festa!

Aí o tempo passou… o carnaval acabou, a rotina voltou ao normal. Rosa cuidava da casa, do jardim, das outras amigas flores, Margarida e Azaléia (novata no jardim). O Cravo, com toda sua pose de galã de novela, claro que não se conformou com o NÃO da Rosa no carnaval, e deu um jeitinho de se infiltrar em seu jardim encantado. Para que não parecesse tão abusado, o Cravo veio acompanhado de outros dois cravinhos, que logo-logo se aproximaram de Margarida e a Azaléia.

Hummm… nada mal três cravos e três flores… mas o destino começou a unir e desunir estes trios. A Rosa descobriu que uma flor estrangeira, que viera do outro lado do Ocidente, dona do coração do Cravo, voltou a frequentar o jardim onde ele era o rei. Murcha, a Rosa resolveu cuidar apenas de suas companheiras e deixou que o acaso desse um jeitinho em tudo…

Até que não demorou muito… a flor estrangeira não quis mais namorar o Cravo, na certa conheceu um cravo mais robusto do outro lado do Pacífico ou pensa em curtir com outras flores a juventude que tem. O certo é que o Cravo estava com o caminho livre para prosseguir em sua conquista à Rosa, e esta, apesar de decepcionada com o incidente e de aconselhada por muitos, resolveu dar uma nova chance ao Cravo.

Quando se pensava que a história iria dar certo, tudo se complicou. E desandou não só para a Rosa, mas para Margarida e Azaléia que já tinham entrado na paquera com os cravinhos… confusão no jardim!

Apesar de não estarem comprometidos com outras flores, descobriu-se que o cravinho que paquerava a Margarida ainda guardava em seu coração as flores antigas que nele habitavam. Só o tempo cura um amor perdido? Ou o tempo e outra paixão? Rosa e Margarida apostavam nessa segunda opção, mas ainda não conseguiram conquistar seus cravos…

De todas, a história da Azaléia é a menos complicada. O cravinho dela não está comprometido com ninguém, e disposto a entregar seu coração a ela. Só que no caso, a Azaléia é que queria ir com mais calma, para não levar uma rasteira do jardim. Então vinha apenas conversando com o cravinho e analisando se daria certo ou não. Até que resolveu entregar seu coração a ele. Ai que lindo!

Mas nunca se entende cabeça de cravo ou de rosa… Depois disso, vinham as três flores dando sempre um jeitinho de freqüentar o jardim dos cravos, nem que fosse de passagem. Mas eles começaram um joguinho de se fazer de difíceis, sabe-se lá para quê! Um dia eles amavam, no outro faziam de durões. Se um quer e o outro também, entreguem-se! Quem não arrisca não sabe o que vai acontecer!

A história ainda não uniu os pares… está tudo inacabado… esperando que o destino una esses corações amantes, estas flores perfumadas e estes cravos galãs.

Rosa, Margarida e Azaléia esperam um final bom para estas histórias, mas não têm como prever o que vai acontecer!


Beijos, Lú.

****************************************************

Para saber o que aconteceu, clique aqui!
Para ler o texto acima em seu contexto original, clique aqui!
Novos links, tem blogs e sites para todos os gostos!
Taxi Tramas: Causos de taxistas, narrados pelo próprio Mauro Castro;
Tudo que a Boca Come: escritos do Ricardo, que tem gosto musical e literário impecáveis!
Guga Alayon: Fotos e comentários sobre projetos arquitetônicos m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o-s!
Contando Causos: Blog da escritora Sônia Sant’Anna (não preciso dizer mais nada, né?)
Ontem, Hoje: Notícias de Arouca, em Portugal, por uma portuguesa muito bem-humorada e simpática!

Nâo deixem de visitar e comentar!

Um abraço a todos,

Ana Letícia

A.N.I.V.E.R.S.Á.R.I.O – Parte II

Padrão

Mais uma semana se inicia, e a nossa votação continua. Afinal, AGOSTO é mês de cachorro louco, de incêndios em Portugal, tem dia do Advogado, depoimento de Marcos Valério, mas, principalmente, é ANIVERSÁRIO DO MINEIRAS, UAI!
Sendo assim, segue transcrito abaixo um texto primoroso da nossa Lú, uma verdadeira fábula que já teve até continuação…
O texto é recente, foi publicado em Junho deste ano… Confesso que foi difícil selecionar um texto da Lú pra colocar aqui, pois ao longo deste 1º ano tivemos diversos escritos muito dignos de serem relembrados. Sendo assim, se alguém quiser fazer alguma sugestão, sinta-se à vontade nos comentários.

Os Cravos e as Rosas

Pintura de Celia Lacayo

Poderia ser mais uma daquelas histórias da nossa amiga Dô, contando os casos da Princesa e o Sapinho… mas prefiro chamar essa “fábula” de “O CRAVO E A ROSA”, mas no final vão ver que tem mais rosas e cravos por aí do que se pensa… e quantas vezes passamos por isso…


No carnaval deste ano, a Rosa conheceu o Cravo, e no meio daquele agito todo de folia não deu tanta importância a sua presença e carinho despendidos. A Rosa queria mais curtir com a turma e as pessoas que conheceu por lá… gente nova, tudo festa!

Aí o tempo passou… o carnaval acabou, a rotina voltou ao normal. Rosa cuidava da casa, do jardim, das outras amigas flores, Margarida e Azaléia (novata no jardim). O Cravo, com toda sua pose de galã de novela, claro que não se conformou com o NÃO da Rosa no carnaval, e deu um jeitinho de se infiltrar em seu jardim encantado. Para que não parecesse tão abusado, o Cravo veio acompanhado de outros dois cravinhos, que logo-logo se aproximaram de Margarida e a Azaléia.

Hummm… nada mal três cravos e três flores… mas o destino começou a unir e desunir estes trios. A Rosa descobriu que uma flor estrangeira, que viera do outro lado do Ocidente, dona do coração do Cravo, voltou a frequentar o jardim onde ele era o rei. Murcha, a Rosa resolveu cuidar apenas de suas companheiras e deixou que o acaso desse um jeitinho em tudo…

Até que não demorou muito… a flor estrangeira não quis mais namorar o Cravo, na certa conheceu um cravo mais robusto do outro lado do Pacífico ou pensa em curtir com outras flores a juventude que tem. O certo é que o Cravo estava com o caminho livre para prosseguir em sua conquista à Rosa, e esta, apesar de decepcionada com o incidente e de aconselhada por muitos, resolveu dar uma nova chance ao Cravo.

Quando se pensava que a história iria dar certo, tudo se complicou. E desandou não só para a Rosa, mas para Margarida e Azaléia que já tinham entrado na paquera com os cravinhos… confusão no jardim!

Apesar de não estarem comprometidos com outras flores, descobriu-se que o cravinho que paquerava a Margarida ainda guardava em seu coração as flores antigas que nele habitavam. Só o tempo cura um amor perdido? Ou o tempo e outra paixão? Rosa e Margarida apostavam nessa segunda opção, mas ainda não conseguiram conquistar seus cravos…

De todas, a história da Azaléia é a menos complicada. O cravinho dela não está comprometido com ninguém, e disposto a entregar seu coração a ela. Só que no caso, a Azaléia é que queria ir com mais calma, para não levar uma rasteira do jardim. Então vinha apenas conversando com o cravinho e analisando se daria certo ou não. Até que resolveu entregar seu coração a ele. Ai que lindo!

Mas nunca se entende cabeça de cravo ou de rosa… Depois disso, vinham as três flores dando sempre um jeitinho de freqüentar o jardim dos cravos, nem que fosse de passagem. Mas eles começaram um joguinho de se fazer de difíceis, sabe-se lá para quê! Um dia eles amavam, no outro faziam de durões. Se um quer e o outro também, entreguem-se! Quem não arrisca não sabe o que vai acontecer!

A história ainda não uniu os pares… está tudo inacabado… esperando que o destino una esses corações amantes, estas flores perfumadas e estes cravos galãs.

Rosa, Margarida e Azaléia esperam um final bom para estas histórias, mas não têm como prever o que vai acontecer!


Beijos, Lú.

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Taxi Tramas: Causos de taxistas, narrados pelo próprio Mauro Castro;
Tudo que a Boca Come: escritos do Ricardo, que tem gosto musical e literário impecáveis!
Guga Alayon: Fotos e comentários sobre projetos arquitetônicos m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o-s!
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Ana Letícia

A.N.I.V.E.R.S.Á.R.I.O – Parte II

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Mais uma semana se inicia, e a nossa votação continua. Afinal, AGOSTO é mês de cachorro louco, de incêndios em Portugal, tem dia do Advogado, depoimento de Marcos Valério, mas, principalmente, é ANIVERSÁRIO DO MINEIRAS, UAI!
Sendo assim, segue transcrito abaixo um texto primoroso da nossa Lú, uma verdadeira fábula que já teve até continuação…
O texto é recente, foi publicado em Junho deste ano… Confesso que foi difícil selecionar um texto da Lú pra colocar aqui, pois ao longo deste 1º ano tivemos diversos escritos muito dignos de serem relembrados. Sendo assim, se alguém quiser fazer alguma sugestão, sinta-se à vontade nos comentários.

Os Cravos e as Rosas

Pintura de Celia Lacayo

Poderia ser mais uma daquelas histórias da nossa amiga Dô, contando os casos da Princesa e o Sapinho… mas prefiro chamar essa “fábula” de “O CRAVO E A ROSA”, mas no final vão ver que tem mais rosas e cravos por aí do que se pensa… e quantas vezes passamos por isso…


No carnaval deste ano, a Rosa conheceu o Cravo, e no meio daquele agito todo de folia não deu tanta importância a sua presença e carinho despendidos. A Rosa queria mais curtir com a turma e as pessoas que conheceu por lá… gente nova, tudo festa!

Aí o tempo passou… o carnaval acabou, a rotina voltou ao normal. Rosa cuidava da casa, do jardim, das outras amigas flores, Margarida e Azaléia (novata no jardim). O Cravo, com toda sua pose de galã de novela, claro que não se conformou com o NÃO da Rosa no carnaval, e deu um jeitinho de se infiltrar em seu jardim encantado. Para que não parecesse tão abusado, o Cravo veio acompanhado de outros dois cravinhos, que logo-logo se aproximaram de Margarida e a Azaléia.

Hummm… nada mal três cravos e três flores… mas o destino começou a unir e desunir estes trios. A Rosa descobriu que uma flor estrangeira, que viera do outro lado do Ocidente, dona do coração do Cravo, voltou a frequentar o jardim onde ele era o rei. Murcha, a Rosa resolveu cuidar apenas de suas companheiras e deixou que o acaso desse um jeitinho em tudo…

Até que não demorou muito… a flor estrangeira não quis mais namorar o Cravo, na certa conheceu um cravo mais robusto do outro lado do Pacífico ou pensa em curtir com outras flores a juventude que tem. O certo é que o Cravo estava com o caminho livre para prosseguir em sua conquista à Rosa, e esta, apesar de decepcionada com o incidente e de aconselhada por muitos, resolveu dar uma nova chance ao Cravo.

Quando se pensava que a história iria dar certo, tudo se complicou. E desandou não só para a Rosa, mas para Margarida e Azaléia que já tinham entrado na paquera com os cravinhos… confusão no jardim!

Apesar de não estarem comprometidos com outras flores, descobriu-se que o cravinho que paquerava a Margarida ainda guardava em seu coração as flores antigas que nele habitavam. Só o tempo cura um amor perdido? Ou o tempo e outra paixão? Rosa e Margarida apostavam nessa segunda opção, mas ainda não conseguiram conquistar seus cravos…

De todas, a história da Azaléia é a menos complicada. O cravinho dela não está comprometido com ninguém, e disposto a entregar seu coração a ela. Só que no caso, a Azaléia é que queria ir com mais calma, para não levar uma rasteira do jardim. Então vinha apenas conversando com o cravinho e analisando se daria certo ou não. Até que resolveu entregar seu coração a ele. Ai que lindo!

Mas nunca se entende cabeça de cravo ou de rosa… Depois disso, vinham as três flores dando sempre um jeitinho de freqüentar o jardim dos cravos, nem que fosse de passagem. Mas eles começaram um joguinho de se fazer de difíceis, sabe-se lá para quê! Um dia eles amavam, no outro faziam de durões. Se um quer e o outro também, entreguem-se! Quem não arrisca não sabe o que vai acontecer!

A história ainda não uniu os pares… está tudo inacabado… esperando que o destino una esses corações amantes, estas flores perfumadas e estes cravos galãs.

Rosa, Margarida e Azaléia esperam um final bom para estas histórias, mas não têm como prever o que vai acontecer!


Beijos, Lú.

****************************************************

Para saber o que aconteceu, clique aqui!
Para ler o texto acima em seu contexto original, clique aqui!
Novos links, tem blogs e sites para todos os gostos!
Taxi Tramas: Causos de taxistas, narrados pelo próprio Mauro Castro;
Tudo que a Boca Come: escritos do Ricardo, que tem gosto musical e literário impecáveis!
Guga Alayon: Fotos e comentários sobre projetos arquitetônicos m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o-s!
Contando Causos: Blog da escritora Sônia Sant’Anna (não preciso dizer mais nada, né?)
Ontem, Hoje: Notícias de Arouca, em Portugal, por uma portuguesa muito bem-humorada e simpática!

Nâo deixem de visitar e comentar!

Um abraço a todos,

Ana Letícia