Arquivo da categoria: Causos

EU ODEIO O LLL

Padrão

O Alexandre está “se achando”. Está não, ele SEMPRE “se achou” o gostosão da internet. Sempre com suas legendas prá chamar a atenção dos leitores masculinos em seu blog, tais como “Fotos da Sheila Carvalho pelada”, “Fotos da Playboy da Sabrina Sato”, etc, isto sem contar nas fotos de pés H-O-R-R-O-R-O-S-O-S, coisa de coroa tarado. O público feminino que se foda, né? Sei. Humpf.
Enfim, esta semana ele se superou, e assumiu sua postura de “Celebridade de mundinho de blog”, ao lançar a mais infame campanha na net, denominada por ele mesmo como “Grande Campanha ‘Eu Odeio o LLL”…
Aliás, estou falando aqui “Alexandre” prá cá, “Alexandre” prá lá, mas na verdade ele atende agora por “Alex Castro“. Sim, caros leitores, o Liberal, o Libertário, o Libertino, mudou, não é mais o Cruz Almeida, mas sim o Alex Castro. Como disse o FYI:
“Outra novidade é a mudança de nome do Alexandre. Agora é Alex Castro. Sei, sei. Agora só falta mudar o blog para “Socialista, Reacionário, Beato”.
Taí, Alexandre, ops, ALEX CASTRO, que tal mudar o nome do blog também? Quem muda de nome próprio com tanta facilidade deve também ser tranqüilo o suficiente prá mudar o nome do blog… Quem sabe Coroa, Corno e Deprimido? Ou então Tarado, Metido e Facistóide?
E sabem do que mais? Creio que ele mudou de nome prá não ficar lembrando mais da ex. Sim, porque o “Cruz Almeida” era o sobrenome da antiga esposa… hehehe… Dor de cotovelo é foda.
Mas o pior do LLL não é isso, é a decadência que este homem, um verdadeiro “facistóide” tem vivido, e, infelizmente, escancarado prá quem quer e quem não quer ver, todo santo dia, naquele blog – que até hoje eu não entendo porque insisto em ler. Primeiro separou da mulher, entrou em depressão durante meses, e só escrevia sobre isso, mó saco (como se a gente fosse analista dele, que é pago prá ouvir essas chatices). Depois ficou revoltado porque ninguém queria publicar o romance dele. Na época em que o “Mulher de um homem só” ficou pronto, então, nem se fala, era só o que ele comentava. Falta de criatividade, sô!? Como se fosse ganhar algum dinheiro com “aquilo”.
Mas a situação de uns dias prá cá piorou e muito! Encheu seus textos com expressões e pequenas frases em inglês, só prá todo mundo saber que ele sabe, e está todo prosa só porque vai fazer um mestrado nos States (logo ele, um facistóide, com o mesmo sobrenome de Fidel, na ilha do “Bucho”).
O que é mais chato do LLL é que entre cada dois ou três posts ele faz outro sobre algum livro, e indica (e pede) para que o compremos pelo link dele no submarino, só prá ele ganhar uma comissão. E não é só isso não! Se vc entrar no link do Submarino pelo blog dele, vai ver que tem uma lista de livros que ele quer ganhar e que a gente pode comprar prá dar de presente prá ele!!! É isso mesmo!!! Tô comçando a desconfiar que ele não é um facistóide, uma celebridadezinha de mundo bloguístico apenas, mas sim um louco que fugiu do Galba Veloso e esqueceu de tomar o seu Gardenal!!! Gente! Será possível que algum outro colega de leito dele lá do Galba teve a capacidade de comprar pro folgado do Alex um livro??? Ah não! O safado além da comissão pela compra, ainda leva o livro!!!
É por isso que apóio a campanha “Eu odeio o LLL”. Mas não sou tola o suficiente prá não entender que esta é uma forma de divulgar mais e mais o blog do cara, e acabar fazendo propaganda gratuita prá este adorador de pés femininos. No entanto, já há muito tempo venho andado meio “porraquí” com este “Castro e Silva” e seus textos que nem espaço prá comentários têm (porque ele já emite a sua opinião, a dos outros a favor, as contra, retruca em cima e dá a resposta, ou seja, você só pode concordar ou chover no molhado).

Sinceramente, Alexandre / Alex / Cruz Almeida / Castro e Silva / Moraes / Álex / Alê / Xande / Xandinho / Xandão / Xandelon / Alejandro, ninguém quer saber se seu cachorro morreu, se sua mulher te largou (essa vai pro céu direto de ter te aturado tanto tempo), se você está lendo o livro X ou Y, se você mudou ou deixar de mudar. Sério, I DON´T CARE! (See? I also can speak english!)

É por isso que .

*************************************************************************************

SÓ PRÁ NÃO PERDER A VIAGEM
(a Lu vai me odiar por isso)

Este vai pro Idélber Avelar:
– Ingresso para o “crássico”: R$15,00 com Mastercard;
– Cerveja e churrasco com as “coleguinhas” da torcida pó de arroz: R$30,00;
– Pay-per-view do “Campeonato Rural”: R$180,00;

VER A SELEÇÃO CELESTE USANDO SALTO ALTO, PERDER O TÍTULO DENTRO DO MINEIRÃO LOTADO PRO IPATINGA: NÃO TEM PREÇO!!!

Saudações Atleticanas,

Ana Letícia.

EU ODEIO O LLL

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O Alexandre está “se achando”. Está não, ele SEMPRE “se achou” o gostosão da internet. Sempre com suas legendas prá chamar a atenção dos leitores masculinos em seu blog, tais como “Fotos da Sheila Carvalho pelada”, “Fotos da Playboy da Sabrina Sato”, etc, isto sem contar nas fotos de pés H-O-R-R-O-R-O-S-O-S, coisa de coroa tarado. O público feminino que se foda, né? Sei. Humpf.
Enfim, esta semana ele se superou, e assumiu sua postura de “Celebridade de mundinho de blog”, ao lançar a mais infame campanha na net, denominada por ele mesmo como “Grande Campanha ‘Eu Odeio o LLL”…
Aliás, estou falando aqui “Alexandre” prá cá, “Alexandre” prá lá, mas na verdade ele atende agora por “Alex Castro“. Sim, caros leitores, o Liberal, o Libertário, o Libertino, mudou, não é mais o Cruz Almeida, mas sim o Alex Castro. Como disse o FYI:
“Outra novidade é a mudança de nome do Alexandre. Agora é Alex Castro. Sei, sei. Agora só falta mudar o blog para “Socialista, Reacionário, Beato”.
Taí, Alexandre, ops, ALEX CASTRO, que tal mudar o nome do blog também? Quem muda de nome próprio com tanta facilidade deve também ser tranqüilo o suficiente prá mudar o nome do blog… Quem sabe Coroa, Corno e Deprimido? Ou então Tarado, Metido e Facistóide?
E sabem do que mais? Creio que ele mudou de nome prá não ficar lembrando mais da ex. Sim, porque o “Cruz Almeida” era o sobrenome da antiga esposa… hehehe… Dor de cotovelo é foda.
Mas o pior do LLL não é isso, é a decadência que este homem, um verdadeiro “facistóide” tem vivido, e, infelizmente, escancarado prá quem quer e quem não quer ver, todo santo dia, naquele blog – que até hoje eu não entendo porque insisto em ler. Primeiro separou da mulher, entrou em depressão durante meses, e só escrevia sobre isso, mó saco (como se a gente fosse analista dele, que é pago prá ouvir essas chatices). Depois ficou revoltado porque ninguém queria publicar o romance dele. Na época em que o “Mulher de um homem só” ficou pronto, então, nem se fala, era só o que ele comentava. Falta de criatividade, sô!? Como se fosse ganhar algum dinheiro com “aquilo”.
Mas a situação de uns dias prá cá piorou e muito! Encheu seus textos com expressões e pequenas frases em inglês, só prá todo mundo saber que ele sabe, e está todo prosa só porque vai fazer um mestrado nos States (logo ele, um facistóide, com o mesmo sobrenome de Fidel, na ilha do “Bucho”).
O que é mais chato do LLL é que entre cada dois ou três posts ele faz outro sobre algum livro, e indica (e pede) para que o compremos pelo link dele no submarino, só prá ele ganhar uma comissão. E não é só isso não! Se vc entrar no link do Submarino pelo blog dele, vai ver que tem uma lista de livros que ele quer ganhar e que a gente pode comprar prá dar de presente prá ele!!! É isso mesmo!!! Tô comçando a desconfiar que ele não é um facistóide, uma celebridadezinha de mundo bloguístico apenas, mas sim um louco que fugiu do Galba Veloso e esqueceu de tomar o seu Gardenal!!! Gente! Será possível que algum outro colega de leito dele lá do Galba teve a capacidade de comprar pro folgado do Alex um livro??? Ah não! O safado além da comissão pela compra, ainda leva o livro!!!
É por isso que apóio a campanha “Eu odeio o LLL”. Mas não sou tola o suficiente prá não entender que esta é uma forma de divulgar mais e mais o blog do cara, e acabar fazendo propaganda gratuita prá este adorador de pés femininos. No entanto, já há muito tempo venho andado meio “porraquí” com este “Castro e Silva” e seus textos que nem espaço prá comentários têm (porque ele já emite a sua opinião, a dos outros a favor, as contra, retruca em cima e dá a resposta, ou seja, você só pode concordar ou chover no molhado).

Sinceramente, Alexandre / Alex / Cruz Almeida / Castro e Silva / Moraes / Álex / Alê / Xande / Xandinho / Xandão / Xandelon / Alejandro, ninguém quer saber se seu cachorro morreu, se sua mulher te largou (essa vai pro céu direto de ter te aturado tanto tempo), se você está lendo o livro X ou Y, se você mudou ou deixar de mudar. Sério, I DON´T CARE! (See? I also can speak english!)

É por isso que .

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SÓ PRÁ NÃO PERDER A VIAGEM
(a Lu vai me odiar por isso)

Este vai pro Idélber Avelar:
– Ingresso para o “crássico”: R$15,00 com Mastercard;
– Cerveja e churrasco com as “coleguinhas” da torcida pó de arroz: R$30,00;
– Pay-per-view do “Campeonato Rural”: R$180,00;

VER A SELEÇÃO CELESTE USANDO SALTO ALTO, PERDER O TÍTULO DENTRO DO MINEIRÃO LOTADO PRO IPATINGA: NÃO TEM PREÇO!!!

Saudações Atleticanas,

Ana Letícia.

Não se apresse, a vida simplesmente acontece

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Esta semana levei um baita susto com a notícia que tive de uma grande amiga que sofreu um acidente de carro. Fernanda, minha amiga mais recente, no último domingo, dia 10, sofreu um acidente de carro em que quase morreu.
É sério!
Ela estava no carro de um amigo que trafegava na Av. Bernardo Vasconcelos, próximo ao Minas Shopping, numa velocidade, segundo ela, de 80 km/h. Esta avenida possui um córrego no centro, estilo a Av. dos Andradas com o Ribeirão Arrudas, e em seu trajeto a sinalização marca a velocidade limite de 60km/h.
Os apressadinhos já devem estar imaginando que nem tanto a mais o amigo da Nanda estava correndo, mas isso talvez não seria problema numa estrada deserta, sem curvas ou trânsito de pessoas. E mesmo assim tenho meus receios, pois nunca se sabe quando um animal silvestre aparecerá na frente do carro, no meio de uma estrada deserta.
De repente, após uma curva e ao lado de uma rotatória, ainda na mesma velocidade, o carro em que a Nanda estava foi fechado por outro motorista imprudente, e, para não bater certeiramente no veículo, o amigo da Nanda desviou e “voou” com seu carro sobre o córrego capotando no meio da água.

Digo voou porque de onde o carro estava até onde parou, só voando mesmo.
Não sei se vocês conseguem ter noção do ocorrido, mas imaginem essa avenida com um córrego no meio e o carro ultrapassando as grades que isolam o ribeirão do passeio, e vindo a colidir com um pilar de sustentação do córrego e depois caindo dentro dele. Se não imaginaram a cena terrível ai embaixo tem uma foto do local do acidente. Olhem só.


O carro saiu da pista e foi colidir no segundo pilar de sustentação do córrego. Viram o tanto que voou?

Não era mesmo a hora da Nanda, porque pelo impacto do acidente, ela poderia ter morrido ali mesmo, no meio daquela água suja que desce do Hospital Belo Horizonte.
Na quinta-feira estive na casa dela e pude ver o estrago que o acidente causou em seu corpo: olhos inchados e com vários pontos, pois cacos de vidro entraram em seus olhos; rosto, braços e pernas com muitos hematomas, muitos mesmo, que deformaram seu corpo; duas costelas quebradas. Além disso, ela passará por tratamento para não sofrer nenhuma contaminação grave em decorrência da água poluida que adentrou em seu corpo.
O pai dela disse: – Foi um milagre ter saído viva daquele carro!
O estado do carro? Perda total!


Vejam com seus próprios olhos prá verem que eu não tô mentindo…

Sei que acidentes acontecem até com as pessoas mais prudente, mas quero dizer que às vezes a gente pode andar com mais calma para viver, e com isso evitar que desastres aconteçam. Se você está dirigindo numa velocidade mais controlada, terá mais chance de se sair bem de uma situação inesperada.

Se numa placa está escrito que determinada coisa é proibida, porque violar? Só para desrespeitar a ordem? Para afrontar alguém, ou porque ninguém respeita, você também não deve respeitar? Idiotice!
Acho que normas sociais foram criadas para o bem estar da coletividade e algumas, como velocidade para tráfego de veículos ou não avançar em cemáforos fechados, devem ser respeitadas.

Não sei se lembram, mas no ano 2001 o Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte fez uma campanha contra acidentes de trânsito, e a forma que acharam de comover as pessoas foi colocando carcaças de carros batidos em vários pontos da cidade. “Se falar não adianta, então devem ser mostradas as conseqüências para ver se alguém se toca!”

Bem, ser imprudente, andar com pressa, não está com nada, já diz o ditado que “a pressa é inimiga da perfeição”, por isso, seja prudente, ame sua vida, veja como é bom estar aqui.

Beijos, Lú.

Não se apresse, a vida simplesmente acontece

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Esta semana levei um baita susto com a notícia que tive de uma grande amiga que sofreu um acidente de carro. Fernanda, minha amiga mais recente, no último domingo, dia 10, sofreu um acidente de carro em que quase morreu.
É sério!
Ela estava no carro de um amigo que trafegava na Av. Bernardo Vasconcelos, próximo ao Minas Shopping, numa velocidade, segundo ela, de 80 km/h. Esta avenida possui um córrego no centro, estilo a Av. dos Andradas com o Ribeirão Arrudas, e em seu trajeto a sinalização marca a velocidade limite de 60km/h.
Os apressadinhos já devem estar imaginando que nem tanto a mais o amigo da Nanda estava correndo, mas isso talvez não seria problema numa estrada deserta, sem curvas ou trânsito de pessoas. E mesmo assim tenho meus receios, pois nunca se sabe quando um animal silvestre aparecerá na frente do carro, no meio de uma estrada deserta.
De repente, após uma curva e ao lado de uma rotatória, ainda na mesma velocidade, o carro em que a Nanda estava foi fechado por outro motorista imprudente, e, para não bater certeiramente no veículo, o amigo da Nanda desviou e “voou” com seu carro sobre o córrego capotando no meio da água.

Digo voou porque de onde o carro estava até onde parou, só voando mesmo.
Não sei se vocês conseguem ter noção do ocorrido, mas imaginem essa avenida com um córrego no meio e o carro ultrapassando as grades que isolam o ribeirão do passeio, e vindo a colidir com um pilar de sustentação do córrego e depois caindo dentro dele. Se não imaginaram a cena terrível ai embaixo tem uma foto do local do acidente. Olhem só.


O carro saiu da pista e foi colidir no segundo pilar de sustentação do córrego. Viram o tanto que voou?

Não era mesmo a hora da Nanda, porque pelo impacto do acidente, ela poderia ter morrido ali mesmo, no meio daquela água suja que desce do Hospital Belo Horizonte.
Na quinta-feira estive na casa dela e pude ver o estrago que o acidente causou em seu corpo: olhos inchados e com vários pontos, pois cacos de vidro entraram em seus olhos; rosto, braços e pernas com muitos hematomas, muitos mesmo, que deformaram seu corpo; duas costelas quebradas. Além disso, ela passará por tratamento para não sofrer nenhuma contaminação grave em decorrência da água poluida que adentrou em seu corpo.
O pai dela disse: – Foi um milagre ter saído viva daquele carro!
O estado do carro? Perda total!


Vejam com seus próprios olhos prá verem que eu não tô mentindo…

Sei que acidentes acontecem até com as pessoas mais prudente, mas quero dizer que às vezes a gente pode andar com mais calma para viver, e com isso evitar que desastres aconteçam. Se você está dirigindo numa velocidade mais controlada, terá mais chance de se sair bem de uma situação inesperada.

Se numa placa está escrito que determinada coisa é proibida, porque violar? Só para desrespeitar a ordem? Para afrontar alguém, ou porque ninguém respeita, você também não deve respeitar? Idiotice!
Acho que normas sociais foram criadas para o bem estar da coletividade e algumas, como velocidade para tráfego de veículos ou não avançar em cemáforos fechados, devem ser respeitadas.

Não sei se lembram, mas no ano 2001 o Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte fez uma campanha contra acidentes de trânsito, e a forma que acharam de comover as pessoas foi colocando carcaças de carros batidos em vários pontos da cidade. “Se falar não adianta, então devem ser mostradas as conseqüências para ver se alguém se toca!”

Bem, ser imprudente, andar com pressa, não está com nada, já diz o ditado que “a pressa é inimiga da perfeição”, por isso, seja prudente, ame sua vida, veja como é bom estar aqui.

Beijos, Lú.

Não se apresse, a vida simplesmente acontece

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Esta semana levei um baita susto com a notícia que tive de uma grande amiga que sofreu um acidente de carro. Fernanda, minha amiga mais recente, no último domingo, dia 10, sofreu um acidente de carro em que quase morreu.
É sério!
Ela estava no carro de um amigo que trafegava na Av. Bernardo Vasconcelos, próximo ao Minas Shopping, numa velocidade, segundo ela, de 80 km/h. Esta avenida possui um córrego no centro, estilo a Av. dos Andradas com o Ribeirão Arrudas, e em seu trajeto a sinalização marca a velocidade limite de 60km/h.
Os apressadinhos já devem estar imaginando que nem tanto a mais o amigo da Nanda estava correndo, mas isso talvez não seria problema numa estrada deserta, sem curvas ou trânsito de pessoas. E mesmo assim tenho meus receios, pois nunca se sabe quando um animal silvestre aparecerá na frente do carro, no meio de uma estrada deserta.
De repente, após uma curva e ao lado de uma rotatória, ainda na mesma velocidade, o carro em que a Nanda estava foi fechado por outro motorista imprudente, e, para não bater certeiramente no veículo, o amigo da Nanda desviou e “voou” com seu carro sobre o córrego capotando no meio da água.

Digo voou porque de onde o carro estava até onde parou, só voando mesmo.
Não sei se vocês conseguem ter noção do ocorrido, mas imaginem essa avenida com um córrego no meio e o carro ultrapassando as grades que isolam o ribeirão do passeio, e vindo a colidir com um pilar de sustentação do córrego e depois caindo dentro dele. Se não imaginaram a cena terrível ai embaixo tem uma foto do local do acidente. Olhem só.


O carro saiu da pista e foi colidir no segundo pilar de sustentação do córrego. Viram o tanto que voou?

Não era mesmo a hora da Nanda, porque pelo impacto do acidente, ela poderia ter morrido ali mesmo, no meio daquela água suja que desce do Hospital Belo Horizonte.
Na quinta-feira estive na casa dela e pude ver o estrago que o acidente causou em seu corpo: olhos inchados e com vários pontos, pois cacos de vidro entraram em seus olhos; rosto, braços e pernas com muitos hematomas, muitos mesmo, que deformaram seu corpo; duas costelas quebradas. Além disso, ela passará por tratamento para não sofrer nenhuma contaminação grave em decorrência da água poluida que adentrou em seu corpo.
O pai dela disse: – Foi um milagre ter saído viva daquele carro!
O estado do carro? Perda total!


Vejam com seus próprios olhos prá verem que eu não tô mentindo…

Sei que acidentes acontecem até com as pessoas mais prudente, mas quero dizer que às vezes a gente pode andar com mais calma para viver, e com isso evitar que desastres aconteçam. Se você está dirigindo numa velocidade mais controlada, terá mais chance de se sair bem de uma situação inesperada.

Se numa placa está escrito que determinada coisa é proibida, porque violar? Só para desrespeitar a ordem? Para afrontar alguém, ou porque ninguém respeita, você também não deve respeitar? Idiotice!
Acho que normas sociais foram criadas para o bem estar da coletividade e algumas, como velocidade para tráfego de veículos ou não avançar em cemáforos fechados, devem ser respeitadas.

Não sei se lembram, mas no ano 2001 o Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte fez uma campanha contra acidentes de trânsito, e a forma que acharam de comover as pessoas foi colocando carcaças de carros batidos em vários pontos da cidade. “Se falar não adianta, então devem ser mostradas as conseqüências para ver se alguém se toca!”

Bem, ser imprudente, andar com pressa, não está com nada, já diz o ditado que “a pressa é inimiga da perfeição”, por isso, seja prudente, ame sua vida, veja como é bom estar aqui.

Beijos, Lú.

CIDADE JARDIM

Padrão

Hoje me deu vontade de falar sobre a minha cidade. Já escrevemos um bocado sobre ela por aqui, como nos textos sobre o Mercado Central, a Feira de Artesanato da Av. Afonso Pena, o clima, alguns restaurantes legais, as mulheres mineiras, os patrimônios históricos, nosso modo de falar, entre muitos outros “causos”.

A questão é que este final de semana ocorreu um evento muito legal por aqui, o Mercado das Pulgas, que este ano foi na Casa do Conde de Santa Marinha, e estive lá no domingo pra conferir. No Café do Conde, vi uma foto que me chamou muito a atenção: a Avenida Afonso Pena, em vista aérea, em fotografia datada dos idos de 1940… Era só árvores frondosas, que ocupavam as duas margens da avenida e cobriam quase toda a pista com sua copa! Que maravilha! Lembrei-me então de como é hoje, com seu canteiro central único, com arvorezinhas fracas e mal tratadas…

E aí a minha mente viajou. Imaginei-me andando por aquela avenida, muito antes de ter sonhado em nascer, sentindo a brisa fresca das manhãs de outono, observando o céu azul e sem nuvens da minha capital… Os homens andando de chapéu e bengala, as mulheres de vestidos longos e luvas… Bondinho, charretes, os primeiros automóveis… A capital era a própria “Cidade Jardim” (elogio que comparava BH a Paris)!

Back to 2005, lembrei da Avenida Prudente de Morais, que antes (na época da Afonso Pena sombreada pelos fícus), entre Cidade Jardim e Santo Antônio, era apenas mais uma avenida residencial. Hoje em dia – saiu até uma matéria no caderno Divirta-se do Estado de Minas de umas semanas pra trás – está carregada de lojas comerciais, e muitos, muitos barzinhos com mesas e cadeiras na calçada. Um casal de amigos paulistas esteve aqui conhecendo a cidade, e fomos num desses bares com eles no sábado à noite. Sinceramente, EU NÃO RECOMENDO.

Infelizmente, uma das coisas mais tristes e chatas que existe hoje (pelo menos que eu saiba é assim desde que eu nasci) é a questão dos meninos de rua. Imagina você lá, tomando sua cerveja gelada, de 5 em 5 minutos chega alguém assim meio que por trás, te oferecendo balas, chicletes, flores, brinquedinhos, ou então te pedindo “um trocado”. Acho isso algo extremamente desagradável, e de muito mau gosto. Não volto mais lá, juro. É um absurdo, porque os donos dos bares não fazem nada, nem pra ajudar (de alguma forma) os meninos, nem pra alertar a Prefeitura (pra ela fazer alguma coisa). Eles ficam andando livremente entre as mesas, tentando vender ou ganhar alguma coisa. Sabe o que é o pior? Provavelmente seus pais estão lá nas ruas também, “guardando” os carros e “arrecadando” o dinheiro que os filhos ganham, tarde da noite, isso pra não dizer o pior.

Está aí uma coisa que não devia existir na BH da primeira metade do século XX. E está aí uma coisa que não devia existir em lugar ou época nenhuma do mundo. Lugar de criança ou é na escola, ou é em casa, brincando ou dormindo.

No entanto, é uma pena que as coisas estejam deste jeito. Queria poder fazer alguma coisa além de NÃO dar dinheiro a essas pessoas, numa tentativa infeliz de tentar acabar com essa situação. Queria que a minha cidade voltasse a ter belos jardins, como os da Praça da Liberdade, constantemente cuidados, que parassem de jogar o lixo no meio da rua, que não cortassem mais belas árvores como eram as da Afonso Pena… Enfim, queria tantas coisas pra esta cidade tão linda (que não é o Rio, mas é maravilhosa também)!

Mas a única coisa que eu posso fazer, é amá-la deste jeito, e tentar mandar uma mensagem a todos vocês, que lêem diariamente (ou não) “o Mineiras, Uai!”, para que cobrem das autoridades com mais veemência, em suas cidades, em BH, onde for.

Um grande beijo a todos,

Ana Letícia.


A Praça Sete e a Avenida Afonso Pena, em 1930. Esta foto é do Fotoblog “Belo Horizonte Antiga“, vale à pena ir lá conferir as outras fotos.

CIDADE JARDIM

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Hoje me deu vontade de falar sobre a minha cidade. Já escrevemos um bocado sobre ela por aqui, como nos textos sobre o Mercado Central, a Feira de Artesanato da Av. Afonso Pena, o clima, alguns restaurantes legais, as mulheres mineiras, os patrimônios históricos, nosso modo de falar, entre muitos outros “causos”.

A questão é que este final de semana ocorreu um evento muito legal por aqui, o Mercado das Pulgas, que este ano foi na Casa do Conde de Santa Marinha, e estive lá no domingo pra conferir. No Café do Conde, vi uma foto que me chamou muito a atenção: a Avenida Afonso Pena, em vista aérea, em fotografia datada dos idos de 1940… Era só árvores frondosas, que ocupavam as duas margens da avenida e cobriam quase toda a pista com sua copa! Que maravilha! Lembrei-me então de como é hoje, com seu canteiro central único, com arvorezinhas fracas e mal tratadas…

E aí a minha mente viajou. Imaginei-me andando por aquela avenida, muito antes de ter sonhado em nascer, sentindo a brisa fresca das manhãs de outono, observando o céu azul e sem nuvens da minha capital… Os homens andando de chapéu e bengala, as mulheres de vestidos longos e luvas… Bondinho, charretes, os primeiros automóveis… A capital era a própria “Cidade Jardim” (elogio que comparava BH a Paris)!

Back to 2005, lembrei da Avenida Prudente de Morais, que antes (na época da Afonso Pena sombreada pelos fícus), entre Cidade Jardim e Santo Antônio, era apenas mais uma avenida residencial. Hoje em dia – saiu até uma matéria no caderno Divirta-se do Estado de Minas de umas semanas pra trás – está carregada de lojas comerciais, e muitos, muitos barzinhos com mesas e cadeiras na calçada. Um casal de amigos paulistas esteve aqui conhecendo a cidade, e fomos num desses bares com eles no sábado à noite. Sinceramente, EU NÃO RECOMENDO.

Infelizmente, uma das coisas mais tristes e chatas que existe hoje (pelo menos que eu saiba é assim desde que eu nasci) é a questão dos meninos de rua. Imagina você lá, tomando sua cerveja gelada, de 5 em 5 minutos chega alguém assim meio que por trás, te oferecendo balas, chicletes, flores, brinquedinhos, ou então te pedindo “um trocado”. Acho isso algo extremamente desagradável, e de muito mau gosto. Não volto mais lá, juro. É um absurdo, porque os donos dos bares não fazem nada, nem pra ajudar (de alguma forma) os meninos, nem pra alertar a Prefeitura (pra ela fazer alguma coisa). Eles ficam andando livremente entre as mesas, tentando vender ou ganhar alguma coisa. Sabe o que é o pior? Provavelmente seus pais estão lá nas ruas também, “guardando” os carros e “arrecadando” o dinheiro que os filhos ganham, tarde da noite, isso pra não dizer o pior.

Está aí uma coisa que não devia existir na BH da primeira metade do século XX. E está aí uma coisa que não devia existir em lugar ou época nenhuma do mundo. Lugar de criança ou é na escola, ou é em casa, brincando ou dormindo.

No entanto, é uma pena que as coisas estejam deste jeito. Queria poder fazer alguma coisa além de NÃO dar dinheiro a essas pessoas, numa tentativa infeliz de tentar acabar com essa situação. Queria que a minha cidade voltasse a ter belos jardins, como os da Praça da Liberdade, constantemente cuidados, que parassem de jogar o lixo no meio da rua, que não cortassem mais belas árvores como eram as da Afonso Pena… Enfim, queria tantas coisas pra esta cidade tão linda (que não é o Rio, mas é maravilhosa também)!

Mas a única coisa que eu posso fazer, é amá-la deste jeito, e tentar mandar uma mensagem a todos vocês, que lêem diariamente (ou não) “o Mineiras, Uai!”, para que cobrem das autoridades com mais veemência, em suas cidades, em BH, onde for.

Um grande beijo a todos,

Ana Letícia.


A Praça Sete e a Avenida Afonso Pena, em 1930. Esta foto é do Fotoblog “Belo Horizonte Antiga“, vale à pena ir lá conferir as outras fotos.

CIDADE JARDIM

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Hoje me deu vontade de falar sobre a minha cidade. Já escrevemos um bocado sobre ela por aqui, como nos textos sobre o Mercado Central, a Feira de Artesanato da Av. Afonso Pena, o clima, alguns restaurantes legais, as mulheres mineiras, os patrimônios históricos, nosso modo de falar, entre muitos outros “causos”.

A questão é que este final de semana ocorreu um evento muito legal por aqui, o Mercado das Pulgas, que este ano foi na Casa do Conde de Santa Marinha, e estive lá no domingo pra conferir. No Café do Conde, vi uma foto que me chamou muito a atenção: a Avenida Afonso Pena, em vista aérea, em fotografia datada dos idos de 1940… Era só árvores frondosas, que ocupavam as duas margens da avenida e cobriam quase toda a pista com sua copa! Que maravilha! Lembrei-me então de como é hoje, com seu canteiro central único, com arvorezinhas fracas e mal tratadas…

E aí a minha mente viajou. Imaginei-me andando por aquela avenida, muito antes de ter sonhado em nascer, sentindo a brisa fresca das manhãs de outono, observando o céu azul e sem nuvens da minha capital… Os homens andando de chapéu e bengala, as mulheres de vestidos longos e luvas… Bondinho, charretes, os primeiros automóveis… A capital era a própria “Cidade Jardim” (elogio que comparava BH a Paris)!

Back to 2005, lembrei da Avenida Prudente de Morais, que antes (na época da Afonso Pena sombreada pelos fícus), entre Cidade Jardim e Santo Antônio, era apenas mais uma avenida residencial. Hoje em dia – saiu até uma matéria no caderno Divirta-se do Estado de Minas de umas semanas pra trás – está carregada de lojas comerciais, e muitos, muitos barzinhos com mesas e cadeiras na calçada. Um casal de amigos paulistas esteve aqui conhecendo a cidade, e fomos num desses bares com eles no sábado à noite. Sinceramente, EU NÃO RECOMENDO.

Infelizmente, uma das coisas mais tristes e chatas que existe hoje (pelo menos que eu saiba é assim desde que eu nasci) é a questão dos meninos de rua. Imagina você lá, tomando sua cerveja gelada, de 5 em 5 minutos chega alguém assim meio que por trás, te oferecendo balas, chicletes, flores, brinquedinhos, ou então te pedindo “um trocado”. Acho isso algo extremamente desagradável, e de muito mau gosto. Não volto mais lá, juro. É um absurdo, porque os donos dos bares não fazem nada, nem pra ajudar (de alguma forma) os meninos, nem pra alertar a Prefeitura (pra ela fazer alguma coisa). Eles ficam andando livremente entre as mesas, tentando vender ou ganhar alguma coisa. Sabe o que é o pior? Provavelmente seus pais estão lá nas ruas também, “guardando” os carros e “arrecadando” o dinheiro que os filhos ganham, tarde da noite, isso pra não dizer o pior.

Está aí uma coisa que não devia existir na BH da primeira metade do século XX. E está aí uma coisa que não devia existir em lugar ou época nenhuma do mundo. Lugar de criança ou é na escola, ou é em casa, brincando ou dormindo.

No entanto, é uma pena que as coisas estejam deste jeito. Queria poder fazer alguma coisa além de NÃO dar dinheiro a essas pessoas, numa tentativa infeliz de tentar acabar com essa situação. Queria que a minha cidade voltasse a ter belos jardins, como os da Praça da Liberdade, constantemente cuidados, que parassem de jogar o lixo no meio da rua, que não cortassem mais belas árvores como eram as da Afonso Pena… Enfim, queria tantas coisas pra esta cidade tão linda (que não é o Rio, mas é maravilhosa também)!

Mas a única coisa que eu posso fazer, é amá-la deste jeito, e tentar mandar uma mensagem a todos vocês, que lêem diariamente (ou não) “o Mineiras, Uai!”, para que cobrem das autoridades com mais veemência, em suas cidades, em BH, onde for.

Um grande beijo a todos,

Ana Letícia.


A Praça Sete e a Avenida Afonso Pena, em 1930. Esta foto é do Fotoblog “Belo Horizonte Antiga“, vale à pena ir lá conferir as outras fotos.

EU NÃO GOSTAVA DO PAPA

Padrão

Não, gente, não sou eu quem “não gostava do papa!”.
Ao contrário: eu nasci no final de 1979, e em 1980 o Papa veio ao Brasil, inclusive aqui em Belo Horizonte (temos até uma praça, lindíssima, em homenagem a ele, a “Praça do Papa” – nome muito “original”, eu sei). Foi uma comoção geral, mas eu ainda era muito novinha, ainda não entendia nada. Mas no finalzinho de 1980, a TV fez uma grande respectiva sobre o ano que terminara, e o principal assunto era a visita do João Paulo II. Eram mostradas pessoas gritando “- Viva o Papa! Viva o Papa!”. E eu, como uma neném esperta, aprendendo a falar, repetia, encantada com as imagens daquele senhor branquinho: “-Viva a Pata! Viva a Pata!”
Na verdade, o título deste post é o título de uma crônica do Arnaldo Jabor, que foi publicada no dia 05/04/2005 no Jornal O Globo. (Qualquer pessoa pode ter acesso ao jornal on-line, é só fazer um cadastro no site.) Transcrevi o texto aqui pois é imperdível, vale à pena ler.
Hoje de manhã, eu vi uma homenagem feita pela TV Italiana (RAI) ao Papa e fiquei muito emocionada, não que eu seja fã incondicional dele ou da Igreja, e não que eu seja católica praticante, mas realmente foi lindo.

Eu não gostava do Papa João Paulo II

Escrevo enquanto vejo a morte do Papa na TV. E me espanto com a imensa emoção mundial. Espanto-me também comigo mesmo: “Como eu estou sozinho!” — pensei. Percebi que tinha de saber mais sobre mim, eu, sozinho, sem fé alguma, no meio desse oceano de pessoas rezando no Ocidente e Oriente.
Meu pai, engenheiro e militar, me passou dois ensinamentos: ele era ateu e torcia pelo América Futebol Clube. Claro que segui seus passos. Fui América até os 12 anos, quando “virei casaca” para o Flamengo (mas até hoje tenho saudade da camisa vermelha, garibaldina, do time de João Cabral e Lamartine Babo) e parei de acreditar em Deus.
Sei que “de mortuis nihil nisi bonum” (“não se fala mal de morto”), mas devo confessar que nunca gostei desse Papa. Por quê? Não sei.
É que sempre achei, nos meus traumas juvenis, que Papa era uma coisa meio inútil, pois só dava opiniões genéricas sobre a insânia do mundo, condenando a “maldade” e pedindo uma “paz” impossível, no meio da sujeira política.
Quando João Paulo entrou, eu era jovem e implicava com tudo. Eu achava vigarice aquele negócio de fingir que ele falava todas as línguas. Que papo era esse do Papa? Lendo frases escritas em partituras fonéticas… Quando ele começou a beijar o chão dos países visitados, impliquei mais ainda. Que demagogia! — reinando na corte do Vaticano e bancando o humilde…
Um dia, o Papa foi alvejado no meio da Praça de São Pedro, por aquele maluco islâmico, prenúncio dos tempos atuais. Eu tenho a teoria de que aquele tiro, aquela bala terrorista despertou-o para a realidade do mundo. E o Papa sentiu no corpo a desgraça política do tempo. Acho que a bala mudou o Papa. Mas fiquei irritadíssimo quando ele, depois de curado, foi à prisão “perdoar” o cara que quis matá-lo. Não gostei de sua “infinita bondade” com um canalha boçal. Achei falso seu perdão que, na verdade, humilhava o terrorista babaca, como uma vingança doce.
E fui por aí, observando esse Papa sem muita atenção. É tão fácil desprezar alguém, ideologicamente… Quando vi que ele era “reacionário” em questões como camisinha, pílula e contra os arroubos da Igreja da Libertação, aí não pensei mais nele… Tive apenas uma admiração passageira por sua adesão ao Solidariedade do Walesa mas, como bom “materialista”, desvalorizei o movimento polonês como “idealista”, com um Walesa meio “pelego”.
E o tempo passou. Depois da euforia inicial dos anos 90, vi que aquela esperança de entendimento político no mundo, capitaneado pelo Gorbatchev, fracassaria. Entendi isso quando vi o papai Bush falando no Kremlin, humilhando o Gorba, considerando-se “vitorioso”, prenunciando as nuvens negras de hoje com seu filhinho no poder. Senti que o sonho de entendimento socialismo-capitalismo ia ser apenas o triunfo triste dos neo-conservadores. O mundo foi piorando e o Papa viajando, beijando pés, cantando com Roberto Carlos no Rio.
Uma vez, ele declarou: “A Igreja Católica não é uma democracia”. Fiquei horrorizado naquela época liberalizante e não liguei mais para o Papa “de direita”.
Depois, o Papa ficou doente, há dez anos. E eu olhava cruelmente seus tremores, sua corcova crescente e, sem compaixão alguma, pensava que o Pontífice não queria “largar o osso” e ria, como um anticristo.
Até que, nos últimos dias, João Paulo II chegou à janela do Vaticano, tentou falar… e num esgar dolorido, trágico, foi fotografado em close, com a boca aberta, desesperado. Essa foto é um marco, um símbolo forte, quase como as torres caindo em NY. Parece um prenúncio do Juízo final, um rosto do Apocalipse, a cara de nossa época. É aterrorizante ver o desespero do homem de Deus, do Infalível, do embaixador de Cristo.
Naquele momento, Deus virou homem.
E, subitamente, entendi alguma coisa maior que sempre me escapara: aquele rosto retorcido era o choro de uma criança, um rosto infantil em prantos! O Papa tinha voltado a seu nascimento e sua vida se fechava. Ali estava o menino pobre , ex-ator, ex-operário, ali estavam as vítimas da guerra, os atacados pelo terror, ali estava sua imensa solidão igual à nossa.
Então, ele morreu. E ontem, vendo os milhões chorando pelo mundo, vendo a praça cheia, entendi de repente sua obra, sua imensa importância. Vendo a cobertura da Globo, montando sua vida inteira, seus milhões de quilômetros viajados, da África às favelas do Nordeste, entendi o Papa.
Emocionado, senti minha intensíssima solidão de ateu. Eu estava fora daquelas multidões imensas, eu não tinha nem a velha ideologia esfacelada, nem uma religião para crer, eu era um filho abandonado do racionalismo francês, eu era um órfão de pai e mãe.
Aí, quem tremeu fui eu, com olhos cheios d’água. E vi que Karol Wojtyla, tachado superficialmente de “conservador”, tinha sido muito mais que isso. Ele tinha batido em dois cravos: satisfez a reacionaríssima Cúria Romana implacável e cortesã e, além disso, botou o pé no mundo, fazendo o que italiano algum faria: rezar missa para negões na África e no Nordeste, levando seu corpo vivo como símbolo de uma espiritualidade perdida.
O conjunto de sua obra foi muito além de ser contra ou a favor da camisinha. Papa não é para ficar discutindo questões episódicas. É muito mais que isso. Visitou o Chile de Pinochet e o Iraque de Saddam e, ao contrário de ser uma “adesão alienada”, foi uma crítica muito mais alta, mostrando-se acima de sórdidas políticas seculares, levando consigo o Espírito, a ideia de Transcendência acima do mercantilismo e ditaduras.
E foi tão “moderno” que usou a “mídia” sim, muito bem, como Madonna ou Pelé. E nisso, criticou a Cúria por tabela, pois nenhum cardeal sairia do conforto dos palácios para beijar pé de mendigo na América Latina.
João Paulo cumpriu seu destino de filósofo acima do mundo, que tanto precisa de grandeza e solidariedade.
Sou ateu, sozinho, condenado a não ter fé, mas vi que se há alguma coisa de que precisamos hoje é de uma nova ética, de um pensamento transcendental, de uma espiritualidade perdida.
João Paulo na verdade deu um show de bola.
(Arnaldo Jabor – O Globo – 05/04/2005)


“A bênção, João de Deus / Nosso povo te abraça / Tu vens em missão de paz / Sê bem-vindo / e abençoa este povo que te ama”. (É ou não é de arrepiar?)

Abraços a todos,

Ana Letícia.

EU NÃO GOSTAVA DO PAPA

Padrão

Não, gente, não sou eu quem “não gostava do papa!”.
Ao contrário: eu nasci no final de 1979, e em 1980 o Papa veio ao Brasil, inclusive aqui em Belo Horizonte (temos até uma praça, lindíssima, em homenagem a ele, a “Praça do Papa” – nome muito “original”, eu sei). Foi uma comoção geral, mas eu ainda era muito novinha, ainda não entendia nada. Mas no finalzinho de 1980, a TV fez uma grande respectiva sobre o ano que terminara, e o principal assunto era a visita do João Paulo II. Eram mostradas pessoas gritando “- Viva o Papa! Viva o Papa!”. E eu, como uma neném esperta, aprendendo a falar, repetia, encantada com as imagens daquele senhor branquinho: “-Viva a Pata! Viva a Pata!”
Na verdade, o título deste post é o título de uma crônica do Arnaldo Jabor, que foi publicada no dia 05/04/2005 no Jornal O Globo. (Qualquer pessoa pode ter acesso ao jornal on-line, é só fazer um cadastro no site.) Transcrevi o texto aqui pois é imperdível, vale à pena ler.
Hoje de manhã, eu vi uma homenagem feita pela TV Italiana (RAI) ao Papa e fiquei muito emocionada, não que eu seja fã incondicional dele ou da Igreja, e não que eu seja católica praticante, mas realmente foi lindo.

Eu não gostava do Papa João Paulo II

Escrevo enquanto vejo a morte do Papa na TV. E me espanto com a imensa emoção mundial. Espanto-me também comigo mesmo: “Como eu estou sozinho!” — pensei. Percebi que tinha de saber mais sobre mim, eu, sozinho, sem fé alguma, no meio desse oceano de pessoas rezando no Ocidente e Oriente.
Meu pai, engenheiro e militar, me passou dois ensinamentos: ele era ateu e torcia pelo América Futebol Clube. Claro que segui seus passos. Fui América até os 12 anos, quando “virei casaca” para o Flamengo (mas até hoje tenho saudade da camisa vermelha, garibaldina, do time de João Cabral e Lamartine Babo) e parei de acreditar em Deus.
Sei que “de mortuis nihil nisi bonum” (“não se fala mal de morto”), mas devo confessar que nunca gostei desse Papa. Por quê? Não sei.
É que sempre achei, nos meus traumas juvenis, que Papa era uma coisa meio inútil, pois só dava opiniões genéricas sobre a insânia do mundo, condenando a “maldade” e pedindo uma “paz” impossível, no meio da sujeira política.
Quando João Paulo entrou, eu era jovem e implicava com tudo. Eu achava vigarice aquele negócio de fingir que ele falava todas as línguas. Que papo era esse do Papa? Lendo frases escritas em partituras fonéticas… Quando ele começou a beijar o chão dos países visitados, impliquei mais ainda. Que demagogia! — reinando na corte do Vaticano e bancando o humilde…
Um dia, o Papa foi alvejado no meio da Praça de São Pedro, por aquele maluco islâmico, prenúncio dos tempos atuais. Eu tenho a teoria de que aquele tiro, aquela bala terrorista despertou-o para a realidade do mundo. E o Papa sentiu no corpo a desgraça política do tempo. Acho que a bala mudou o Papa. Mas fiquei irritadíssimo quando ele, depois de curado, foi à prisão “perdoar” o cara que quis matá-lo. Não gostei de sua “infinita bondade” com um canalha boçal. Achei falso seu perdão que, na verdade, humilhava o terrorista babaca, como uma vingança doce.
E fui por aí, observando esse Papa sem muita atenção. É tão fácil desprezar alguém, ideologicamente… Quando vi que ele era “reacionário” em questões como camisinha, pílula e contra os arroubos da Igreja da Libertação, aí não pensei mais nele… Tive apenas uma admiração passageira por sua adesão ao Solidariedade do Walesa mas, como bom “materialista”, desvalorizei o movimento polonês como “idealista”, com um Walesa meio “pelego”.
E o tempo passou. Depois da euforia inicial dos anos 90, vi que aquela esperança de entendimento político no mundo, capitaneado pelo Gorbatchev, fracassaria. Entendi isso quando vi o papai Bush falando no Kremlin, humilhando o Gorba, considerando-se “vitorioso”, prenunciando as nuvens negras de hoje com seu filhinho no poder. Senti que o sonho de entendimento socialismo-capitalismo ia ser apenas o triunfo triste dos neo-conservadores. O mundo foi piorando e o Papa viajando, beijando pés, cantando com Roberto Carlos no Rio.
Uma vez, ele declarou: “A Igreja Católica não é uma democracia”. Fiquei horrorizado naquela época liberalizante e não liguei mais para o Papa “de direita”.
Depois, o Papa ficou doente, há dez anos. E eu olhava cruelmente seus tremores, sua corcova crescente e, sem compaixão alguma, pensava que o Pontífice não queria “largar o osso” e ria, como um anticristo.
Até que, nos últimos dias, João Paulo II chegou à janela do Vaticano, tentou falar… e num esgar dolorido, trágico, foi fotografado em close, com a boca aberta, desesperado. Essa foto é um marco, um símbolo forte, quase como as torres caindo em NY. Parece um prenúncio do Juízo final, um rosto do Apocalipse, a cara de nossa época. É aterrorizante ver o desespero do homem de Deus, do Infalível, do embaixador de Cristo.
Naquele momento, Deus virou homem.
E, subitamente, entendi alguma coisa maior que sempre me escapara: aquele rosto retorcido era o choro de uma criança, um rosto infantil em prantos! O Papa tinha voltado a seu nascimento e sua vida se fechava. Ali estava o menino pobre , ex-ator, ex-operário, ali estavam as vítimas da guerra, os atacados pelo terror, ali estava sua imensa solidão igual à nossa.
Então, ele morreu. E ontem, vendo os milhões chorando pelo mundo, vendo a praça cheia, entendi de repente sua obra, sua imensa importância. Vendo a cobertura da Globo, montando sua vida inteira, seus milhões de quilômetros viajados, da África às favelas do Nordeste, entendi o Papa.
Emocionado, senti minha intensíssima solidão de ateu. Eu estava fora daquelas multidões imensas, eu não tinha nem a velha ideologia esfacelada, nem uma religião para crer, eu era um filho abandonado do racionalismo francês, eu era um órfão de pai e mãe.
Aí, quem tremeu fui eu, com olhos cheios d’água. E vi que Karol Wojtyla, tachado superficialmente de “conservador”, tinha sido muito mais que isso. Ele tinha batido em dois cravos: satisfez a reacionaríssima Cúria Romana implacável e cortesã e, além disso, botou o pé no mundo, fazendo o que italiano algum faria: rezar missa para negões na África e no Nordeste, levando seu corpo vivo como símbolo de uma espiritualidade perdida.
O conjunto de sua obra foi muito além de ser contra ou a favor da camisinha. Papa não é para ficar discutindo questões episódicas. É muito mais que isso. Visitou o Chile de Pinochet e o Iraque de Saddam e, ao contrário de ser uma “adesão alienada”, foi uma crítica muito mais alta, mostrando-se acima de sórdidas políticas seculares, levando consigo o Espírito, a ideia de Transcendência acima do mercantilismo e ditaduras.
E foi tão “moderno” que usou a “mídia” sim, muito bem, como Madonna ou Pelé. E nisso, criticou a Cúria por tabela, pois nenhum cardeal sairia do conforto dos palácios para beijar pé de mendigo na América Latina.
João Paulo cumpriu seu destino de filósofo acima do mundo, que tanto precisa de grandeza e solidariedade.
Sou ateu, sozinho, condenado a não ter fé, mas vi que se há alguma coisa de que precisamos hoje é de uma nova ética, de um pensamento transcendental, de uma espiritualidade perdida.
João Paulo na verdade deu um show de bola.
(Arnaldo Jabor – O Globo – 05/04/2005)


“A bênção, João de Deus / Nosso povo te abraça / Tu vens em missão de paz / Sê bem-vindo / e abençoa este povo que te ama”. (É ou não é de arrepiar?)

Abraços a todos,

Ana Letícia.