Arquivo da categoria: Causos

APRENDENDO A VIVER!

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Em mais um dos meus dias zennnnn recebi esta mensagem chamada “Aprendendo a viver” da minha tia Mércia e resolvi comentá-la com vocês, porque, simplesmente, o texto é lindo…

Aprendendo a viver
O título já é sugestivo, porque tem muita gente que passa pela vida, levando tudo “nas coxas”. Viver é uma arte, a gente precisa fazer de cada dia um momento de sabedoria, transformando cada momento em paz para nosso coração.

Aprendi que se aprende errando
Que crescer não significa fazer aniversário
Que o silêncio é a melhor resposta,
quando se ouve uma bobagem
As pessoas amadurecem à medida que levam cabeçadas, umas fracas outras mais fortes. A vida mostra muitos caminhos, mas a gente só cresce quando escolhe o que é melhor de acordo com nossa consciência humana.

Que trabalhar significa
não só ganhar dinheiro
Que amigos a gente conquista
mostrando o que somos
Que os verdadeiros amigos sempre
ficam com você até o fim
A amizade é o melhor remédio para tudo, para ajudar a rir nas alegrias e para “segurar a onda” nas horas mais tristes. Lembrando que nossos melhores amigos são nossos pais que, chova ou faça sol, nos amam como somos!

Que a maldade se esconde
atrás de uma bela face
Que não se espera a felicidade chegar,
mas se procura por ela
Ah felicidade!!! A gente vive procurando ela, esperando ansiosamente até que cansamos… mas quando a gente menos espera, ela está ali, nas pequenas coisas, num sorriso aberto, num abraço apertado, numa palavra de carinho e sinceridade… é só ter paciência, que a gente enxerga a felicidade!!!

Que quando penso saber de tudo
ainda não aprendi nada
A vida é um constante aprendizado, um dia a gente ganha no outro a gente apanha. E é assim… não teria graça se tudo viesse quando desejássemos. A gente tem que conquistar as coisas aos poucos, cada dia um tijolo da vida, e no final depois de tudo pronto, que a gente ainda tenha o que aprender, o que viver!

Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida
Que amar significa se dar por inteiro
Que um só dia pode ser mais
importante que muitos anos
Um dia bem vivido, vale mais do que anos de existência. Uma experiência de vida, vale mais do que páginas e páginas de estudo. Sempre escutei isso, e cada vez mais acredito nestas palavras.

Que se pode conversar com estrelas
Que se pode confessar com a Lua
Que se pode viajar além do infinito
Que ouvir uma palavra de carinho
faz bem à saúde
Que dar um carinho também faz…
Você já parou e pensou que a natureza é perfeita? Senão, olha a estrela mais longe que puder… veja uma nuvem ao infinito… Não é perfeito? Deus colocou lá para você poder olhar e viajar para um mundo distante ou para o mundo que se esconde em seu coração…

Que sonhar é preciso
Que se deve ser criança a vida toda
Que nosso ser é livre
Que Deus não proíbe nada em nome do amor
Que o julgamento alheio não é importante
Que o que realmente importa é a Paz interior
E finalmente, aprendi que não se pode morrer,
pra se aprender a viver…
Em muitos momentos da minha vida queria ser uma criança sem maldade, despreocupada com o mundo ao meu redor, mas Deus quis que eu crescesse… e nem por isso perdi o encanto… amo estar com crianças e viver seu mundo “cor de rosa”… Talvez a liberdade esteja ai… no amor que um pequeno ser transmite. É o amor de Deus!

E o que realmente importa nessa vida???
É viver bem, em paz com você e com o outro. Amar e ser feliz!!!
Beijos Lú

APRENDENDO A VIVER!

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Em mais um dos meus dias zennnnn recebi esta mensagem chamada “Aprendendo a viver” da minha tia Mércia e resolvi comentá-la com vocês, porque, simplesmente, o texto é lindo…

Aprendendo a viver
O título já é sugestivo, porque tem muita gente que passa pela vida, levando tudo “nas coxas”. Viver é uma arte, a gente precisa fazer de cada dia um momento de sabedoria, transformando cada momento em paz para nosso coração.

Aprendi que se aprende errando
Que crescer não significa fazer aniversário
Que o silêncio é a melhor resposta,
quando se ouve uma bobagem
As pessoas amadurecem à medida que levam cabeçadas, umas fracas outras mais fortes. A vida mostra muitos caminhos, mas a gente só cresce quando escolhe o que é melhor de acordo com nossa consciência humana.

Que trabalhar significa
não só ganhar dinheiro
Que amigos a gente conquista
mostrando o que somos
Que os verdadeiros amigos sempre
ficam com você até o fim
A amizade é o melhor remédio para tudo, para ajudar a rir nas alegrias e para “segurar a onda” nas horas mais tristes. Lembrando que nossos melhores amigos são nossos pais que, chova ou faça sol, nos amam como somos!

Que a maldade se esconde
atrás de uma bela face
Que não se espera a felicidade chegar,
mas se procura por ela
Ah felicidade!!! A gente vive procurando ela, esperando ansiosamente até que cansamos… mas quando a gente menos espera, ela está ali, nas pequenas coisas, num sorriso aberto, num abraço apertado, numa palavra de carinho e sinceridade… é só ter paciência, que a gente enxerga a felicidade!!!

Que quando penso saber de tudo
ainda não aprendi nada
A vida é um constante aprendizado, um dia a gente ganha no outro a gente apanha. E é assim… não teria graça se tudo viesse quando desejássemos. A gente tem que conquistar as coisas aos poucos, cada dia um tijolo da vida, e no final depois de tudo pronto, que a gente ainda tenha o que aprender, o que viver!

Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida
Que amar significa se dar por inteiro
Que um só dia pode ser mais
importante que muitos anos
Um dia bem vivido, vale mais do que anos de existência. Uma experiência de vida, vale mais do que páginas e páginas de estudo. Sempre escutei isso, e cada vez mais acredito nestas palavras.

Que se pode conversar com estrelas
Que se pode confessar com a Lua
Que se pode viajar além do infinito
Que ouvir uma palavra de carinho
faz bem à saúde
Que dar um carinho também faz…
Você já parou e pensou que a natureza é perfeita? Senão, olha a estrela mais longe que puder… veja uma nuvem ao infinito… Não é perfeito? Deus colocou lá para você poder olhar e viajar para um mundo distante ou para o mundo que se esconde em seu coração…

Que sonhar é preciso
Que se deve ser criança a vida toda
Que nosso ser é livre
Que Deus não proíbe nada em nome do amor
Que o julgamento alheio não é importante
Que o que realmente importa é a Paz interior
E finalmente, aprendi que não se pode morrer,
pra se aprender a viver…
Em muitos momentos da minha vida queria ser uma criança sem maldade, despreocupada com o mundo ao meu redor, mas Deus quis que eu crescesse… e nem por isso perdi o encanto… amo estar com crianças e viver seu mundo “cor de rosa”… Talvez a liberdade esteja ai… no amor que um pequeno ser transmite. É o amor de Deus!

E o que realmente importa nessa vida???
É viver bem, em paz com você e com o outro. Amar e ser feliz!!!
Beijos Lú

Receita para um bom final de semana

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Junte um punhado de saudades com muito amor, misture bem e reserve durante, aproximadamente, 20 dias.
Passado o tempo, junte a esta mistura um pouquinho de cansaço, dias surreais de tã oestrnahos, micos relembrados e expectativa de um feriado. Bata bem e coloque para assar em forno bem quente! Para fazer a calda, acrescente morangos, chocolates e beijos bem saudosos numa panela e mexa sem parar.
Eu “agarantcho”!

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Comida Caseira

Agora é sério, aí vai uma receitinha básica de comidinha caseira que eu faço, e que é o maior sucesso por essas bandas de cá, aos sábados ou domingos:

Fusilli ao molho de manjericão

Para a massa:
– 1 pacote de macarrão tipo fusilli (ou parafuso) – de boa marca, eu prefiro a Barilla, italiana.
Cozinhe o macarrão como de costume, no caldeirão com bastante água, o suficiente para encobrir toda a massa. Não se esqueça de colocar uma pitada de sal na água (lembre-se: óleo na água do macarrão não dá certo). Quando a massa estiver “al dente”, escorra bem – guarde um pouco da água do cozimento, não desperdice – e deixe alguns minutos sob a água corrente (fria) para parar o cozimento. Se você não fizer isto, a massa vai continuar quente e grudar, fica horrível.
Para o molho:
– 1/2 molho de manjericão fresco lavado e picado
– 5 tomates bem maduros picados em cubos, grosseiramente
– 2 colheres de sopa cheias de extrato de tomate (ou meia caixa “longa vida” de purê/poupa de tomate)
– 1 cebola pequena picadinha
– 1/2 cabeça de alho picadinho
– 1 colher de sopa de azeite de oliva
– sal e pimenta do reino a gosto
Numa panela grande, refogue a cebola picada no azeite, quando ela começar a murchar junte o alho picado (além disso, eu acrescento também uma pitada de massa de alho e sal, para apurar o sabor) mexendo até dourar. Junte os tomates picados, espere que murchem um pouco, acrescente o extrato de tomate e 1/2 copo da água que cozinhou o macarrão, misturando bem. Deixe o fogo no médio baixo, tampe a panela por uns 5 minutos. Destampe e verifique a consistência do molho. Ele não deve ficar nem muito aguado nem muito seco. Se achar necessário, acrescente mais um pouco da água do cozimento do macarrão. Prove para ver a acidez. Se o molho estiver muito ácido, acrescente uma colher de café de açúcar, e depois, corrija o sal. Mantenha a fervura, regulando o fogo.
Finalização:
Na mesma panela em que cozinhou o macarrão, aqueça 3 colheres de sopa de azeite e 1/2 cabeça de alho picado mais uma pitada de sal ou massa de alho e sal. Junte o macarrão cozido, mexendo sempre, com cuidado para não queimar, somente até esquentar, acrescentando o azeite sempre que julgar necessário.
Antes de levar para a mesa, acrescente ao molho de tomate o manjericão picado.
Sirva o molho bem quente sobre a massa ao alho e óleo!

********************

Dica de cineminha para alegrar qualquer final de semana:

1) Star Wars – Episódio III: é muuuuuuuito bom, o melhor dos 6 filmes, sem sombras de dúvidas. Qualquer pessoa gosta, sendo fã ou não do gênero ficção científica + ação. Absolutamente imperdível. De preferência no Cinemark, que é a melhor sala de exibição.
2) Os Incríveis: tá bom, eu sei que é animação, mas é legal demais! Agrada a adultos e crianças, é engraçado, os efeitos especiais são impressionantes e divertidos, tem muita ação o tempo todo e o som é magnífico! O DVD já está nas locadoras há um tempão.
3) 13 going on 30 (De repente 30): filmezinho água com açúcar, também está nas locadoras, mas pra quem curte se lembrar do tempo bom, que não volta nunca mais (ANOS 80), é o máximo e rende umas boas risadas!

Beijos a todos,

Ana Letícia.

"Boletim Extraordinário de Curvelo" – Por Luciana Miranda

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Oi gente,
não sei o que aconteceu nesse blog, mas o post da Ana de quarta-feira, só apareceu hoje no site… muito estranho…
Como a maioria de vocês ainda não deve ter lido, deixo como sugestão passar o final de semana rindo deste texto hilário…
Acontece cada coisa com essa minha amiga…
Beijos a todos, bom final de semana!
Espero que tenham aproveitado o feriadão, eu pra variar estou na minha cidadezinha querida: CURVELO, aproveitando demais com a turma mais animada do pedaço. Semana que vem, conto as histórias do nosso novo amigo da cidade, Diogo. Um montes-clarense que tem mais histórias do que o Chicó do “Alto da Compadecida”.

"Boletim Extraordinário de Curvelo" – Por Luciana Miranda

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Oi gente,
não sei o que aconteceu nesse blog, mas o post da Ana de quarta-feira, só apareceu hoje no site… muito estranho…
Como a maioria de vocês ainda não deve ter lido, deixo como sugestão passar o final de semana rindo deste texto hilário…
Acontece cada coisa com essa minha amiga…
Beijos a todos, bom final de semana!
Espero que tenham aproveitado o feriadão, eu pra variar estou na minha cidadezinha querida: CURVELO, aproveitando demais com a turma mais animada do pedaço. Semana que vem, conto as histórias do nosso novo amigo da cidade, Diogo. Um montes-clarense que tem mais histórias do que o Chicó do “Alto da Compadecida”.

Coisas que só acontecem comigo

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Tem coisas que só acontecem comigo, é algo assim, simplesmente, inexplicável… Sem contar a quantidade invejável de micos e situações constrangedoras que já passei, tem certos fatos que, quando eu conto, ningém acredita…
Por exemplo, perder dois ônibus no mesmo dia: isso já é situação rotineira pra mim… Parece que a “Lei de Murphy” está estampada na minha cara… Já aconteceu de 2 vezes por semana isto ocorrer comigo. Aqui em casa o acesso é meio complicado, apesar de o bairro ser súper bem localizado, próximo do Centro, e tal, a minha ladeira é que f. as coisas. Então, aqui é fisicamente impossível passar ônibus. Pra pegar o bus pra ir ao trabalho, tenho que descer a rua (1 quarteirão “ladeiresco”) e andar mais 1 quarteirão (plano, a pé). Detalhe é que o ônibus só passa mais ou menos de 20 em 20 minutos, e me deixa distante do escritório mais uns 7 quarteirões… É pernas pra que te quero!!! (Pelo menos eu me mantenho em forma, obrigatoriamente).
No entanto, tem um outro ônibus que me deixa praticamente na porta do escritório, só que tenho que andar uns 08 quarteirões aqui dentro do bairro – entre descidas e subidas um tanto quanto íngremes – para chegar na tal avenida em que o dito passa. Quando estou empolgada, vou até lá, mesmo porque eu prefiro andar no meu bairro que no Barro Preto (bem mais centrão, onde fica o escritório). O problema é que ocorre freqüentemente de eu estar descendo a minha ladeira e o ônibus estar passando lá embaixo – e não dá pra descer correndo nem a pau, a não ser que eu queira chegar lá embaixo rolando. Aí é que eu penso: “tudo bem, lá na avenida passa o outro ônibus que me deixa bem na porta do escritório, e até melhor que eu faço uma caminhada”. Só que ocorre de eu estar chegando na esquina da avenida e o tal estar passando lá do outro lado… E é aí que você tem que fazer uma escolha entre chegar cedo no serviço – e correr risco de vida travessando uma avenida movimentada – OU chegar uns 15 minutinhos mais tarde, mas viva, com certeza. Eu fico com a segunda opção.
O problema é que o pessoal do escritório tem uma certa resistência em aceitar isso, e já aconteceu de eu chegar lá e nem receber um “Bom dia”… Fazer o quê, né? O transporte “ridicoletivo” daqui de BH não coopera!!! E assim a gente vai levando a nossa vida…
Hoje de manhã a cena presenciada foi meio surreal… Estava eu na tal avenida, esperando o busão, quando começo a ouvir uns apitos, uma gritaria… Só me faltava essa: PROTESTO! MANIFESTAÇÃO POPULAR! ESTUDANTES! Ninguém merece… quase 09 da manhã, não era pra esse povo estar estudando??? E olha que o ponto de ônibus fica muuuuuito longe da prefeitura e tudo, uns 10 quarteirões de distância da Assembléia Legislativa, nada a ver protestarem ali, e o pior, ocupando 2 pistas e 1/2 das 3 que a avenida possui. Resultado: 25 minutos de atraso no serviço, engarrafamento daqui até lá. Agora, vai contar isso pro chefe!? Quem vai acreditar? É por isso que eu digo, tem coisas que só acontecem comigo…
Hoje a chuva não deu trégua… Desde às 14h que está chovendo, sem parar. BH quando chove é uma merda. (Desculpem o palavreado de hoje, mas como podem ver, estou “um pouco” estressada.) Parece que fica todo mundo desesperado e, ao invés de terem mais cuidado, acabam dirigindo pior que aluno de auto-escola. O trânsito fica um caos, e hoje a coisa ficou preta por ser véspera de feriado… O pobre coitado do meu irmão, todo solícito, se ofereceu pra me buscar no serviço, já que a inteligência única aqui esqueceu o guarda-chuva em casa logo no único dia da semana que resolveu chover quase o dia inteiro. Tadinho, levou uns 45 minutos pra chegar no meu trabalho, sendo que em dias e horários “normais” o tempo que gastamos é 15 minutos, no máximo. A volta foi o pior, 1 hora e meia no trânsito, que não saía do lugar. Enfim, morar na capital é isso aí: muito stress, trâsito, buzinas, pessoas irritadas. Tem dias que me dá vontade de sumir e me enfiar numa grota, num lugar onde ninguém pudesse me achar e o único barulho existente fossem os pássaros cantando e o vento batendo nas folhas das árvores. Eu só teria um problema: não poderia viver sem internet.. Então, por enquanto, fico por aqui mesmo, tentando fazer a minha vida.
Como se não bastasse o engarrafamento de arrancar os cabelos, fui chegando em casa e dou de cara com minha mãe, desesperada, com cara de enterro. Pensei logo que alguém tivesse sofrido um acidente, meu coração até disparou. Adivinhem? Esqueceu a gaiolinha do hamster aberta, acabou cochilando, e quando foi ver, ele tinha fugido (o Adamastor mesmo, aquele que ela pensou que tinha morrido, no início deste ano). O pior é que ela estava sozinha em casa, a lâmpada do quarto queimou, e ela não pega nestes bichinhos nem se pagarem! Ainda bem que ele me ouviu chegar e saiu rapidinho do esconderijo, doido pra ganhar umas sementinhas e um colinho quentinho…
Pois é, se eu contar, fica difícil de acreditar, né não?
Êta diazinho estressante, sô!

E vocês? Também têm causos pra contar?

Beijos,

Ana Letícia.

Coisas que só acontecem comigo

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Tem coisas que só acontecem comigo, é algo assim, simplesmente, inexplicável… Sem contar a quantidade invejável de micos e situações constrangedoras que já passei, tem certos fatos que, quando eu conto, ningém acredita…
Por exemplo, perder dois ônibus no mesmo dia: isso já é situação rotineira pra mim… Parece que a “Lei de Murphy” está estampada na minha cara… Já aconteceu de 2 vezes por semana isto ocorrer comigo. Aqui em casa o acesso é meio complicado, apesar de o bairro ser súper bem localizado, próximo do Centro, e tal, a minha ladeira é que f. as coisas. Então, aqui é fisicamente impossível passar ônibus. Pra pegar o bus pra ir ao trabalho, tenho que descer a rua (1 quarteirão “ladeiresco”) e andar mais 1 quarteirão (plano, a pé). Detalhe é que o ônibus só passa mais ou menos de 20 em 20 minutos, e me deixa distante do escritório mais uns 7 quarteirões… É pernas pra que te quero!!! (Pelo menos eu me mantenho em forma, obrigatoriamente).
No entanto, tem um outro ônibus que me deixa praticamente na porta do escritório, só que tenho que andar uns 08 quarteirões aqui dentro do bairro – entre descidas e subidas um tanto quanto íngremes – para chegar na tal avenida em que o dito passa. Quando estou empolgada, vou até lá, mesmo porque eu prefiro andar no meu bairro que no Barro Preto (bem mais centrão, onde fica o escritório). O problema é que ocorre freqüentemente de eu estar descendo a minha ladeira e o ônibus estar passando lá embaixo – e não dá pra descer correndo nem a pau, a não ser que eu queira chegar lá embaixo rolando. Aí é que eu penso: “tudo bem, lá na avenida passa o outro ônibus que me deixa bem na porta do escritório, e até melhor que eu faço uma caminhada”. Só que ocorre de eu estar chegando na esquina da avenida e o tal estar passando lá do outro lado… E é aí que você tem que fazer uma escolha entre chegar cedo no serviço – e correr risco de vida travessando uma avenida movimentada – OU chegar uns 15 minutinhos mais tarde, mas viva, com certeza. Eu fico com a segunda opção.
O problema é que o pessoal do escritório tem uma certa resistência em aceitar isso, e já aconteceu de eu chegar lá e nem receber um “Bom dia”… Fazer o quê, né? O transporte “ridicoletivo” daqui de BH não coopera!!! E assim a gente vai levando a nossa vida…
Hoje de manhã a cena presenciada foi meio surreal… Estava eu na tal avenida, esperando o busão, quando começo a ouvir uns apitos, uma gritaria… Só me faltava essa: PROTESTO! MANIFESTAÇÃO POPULAR! ESTUDANTES! Ninguém merece… quase 09 da manhã, não era pra esse povo estar estudando??? E olha que o ponto de ônibus fica muuuuuito longe da prefeitura e tudo, uns 10 quarteirões de distância da Assembléia Legislativa, nada a ver protestarem ali, e o pior, ocupando 2 pistas e 1/2 das 3 que a avenida possui. Resultado: 25 minutos de atraso no serviço, engarrafamento daqui até lá. Agora, vai contar isso pro chefe!? Quem vai acreditar? É por isso que eu digo, tem coisas que só acontecem comigo…
Hoje a chuva não deu trégua… Desde às 14h que está chovendo, sem parar. BH quando chove é uma merda. (Desculpem o palavreado de hoje, mas como podem ver, estou “um pouco” estressada.) Parece que fica todo mundo desesperado e, ao invés de terem mais cuidado, acabam dirigindo pior que aluno de auto-escola. O trânsito fica um caos, e hoje a coisa ficou preta por ser véspera de feriado… O pobre coitado do meu irmão, todo solícito, se ofereceu pra me buscar no serviço, já que a inteligência única aqui esqueceu o guarda-chuva em casa logo no único dia da semana que resolveu chover quase o dia inteiro. Tadinho, levou uns 45 minutos pra chegar no meu trabalho, sendo que em dias e horários “normais” o tempo que gastamos é 15 minutos, no máximo. A volta foi o pior, 1 hora e meia no trânsito, que não saía do lugar. Enfim, morar na capital é isso aí: muito stress, trâsito, buzinas, pessoas irritadas. Tem dias que me dá vontade de sumir e me enfiar numa grota, num lugar onde ninguém pudesse me achar e o único barulho existente fossem os pássaros cantando e o vento batendo nas folhas das árvores. Eu só teria um problema: não poderia viver sem internet.. Então, por enquanto, fico por aqui mesmo, tentando fazer a minha vida.
Como se não bastasse o engarrafamento de arrancar os cabelos, fui chegando em casa e dou de cara com minha mãe, desesperada, com cara de enterro. Pensei logo que alguém tivesse sofrido um acidente, meu coração até disparou. Adivinhem? Esqueceu a gaiolinha do hamster aberta, acabou cochilando, e quando foi ver, ele tinha fugido (o Adamastor mesmo, aquele que ela pensou que tinha morrido, no início deste ano). O pior é que ela estava sozinha em casa, a lâmpada do quarto queimou, e ela não pega nestes bichinhos nem se pagarem! Ainda bem que ele me ouviu chegar e saiu rapidinho do esconderijo, doido pra ganhar umas sementinhas e um colinho quentinho…
Pois é, se eu contar, fica difícil de acreditar, né não?
Êta diazinho estressante, sô!

E vocês? Também têm causos pra contar?

Beijos,

Ana Letícia.

Coisas que só acontecem comigo

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Tem coisas que só acontecem comigo, é algo assim, simplesmente, inexplicável… Sem contar a quantidade invejável de micos e situações constrangedoras que já passei, tem certos fatos que, quando eu conto, ningém acredita…
Por exemplo, perder dois ônibus no mesmo dia: isso já é situação rotineira pra mim… Parece que a “Lei de Murphy” está estampada na minha cara… Já aconteceu de 2 vezes por semana isto ocorrer comigo. Aqui em casa o acesso é meio complicado, apesar de o bairro ser súper bem localizado, próximo do Centro, e tal, a minha ladeira é que f. as coisas. Então, aqui é fisicamente impossível passar ônibus. Pra pegar o bus pra ir ao trabalho, tenho que descer a rua (1 quarteirão “ladeiresco”) e andar mais 1 quarteirão (plano, a pé). Detalhe é que o ônibus só passa mais ou menos de 20 em 20 minutos, e me deixa distante do escritório mais uns 7 quarteirões… É pernas pra que te quero!!! (Pelo menos eu me mantenho em forma, obrigatoriamente).
No entanto, tem um outro ônibus que me deixa praticamente na porta do escritório, só que tenho que andar uns 08 quarteirões aqui dentro do bairro – entre descidas e subidas um tanto quanto íngremes – para chegar na tal avenida em que o dito passa. Quando estou empolgada, vou até lá, mesmo porque eu prefiro andar no meu bairro que no Barro Preto (bem mais centrão, onde fica o escritório). O problema é que ocorre freqüentemente de eu estar descendo a minha ladeira e o ônibus estar passando lá embaixo – e não dá pra descer correndo nem a pau, a não ser que eu queira chegar lá embaixo rolando. Aí é que eu penso: “tudo bem, lá na avenida passa o outro ônibus que me deixa bem na porta do escritório, e até melhor que eu faço uma caminhada”. Só que ocorre de eu estar chegando na esquina da avenida e o tal estar passando lá do outro lado… E é aí que você tem que fazer uma escolha entre chegar cedo no serviço – e correr risco de vida travessando uma avenida movimentada – OU chegar uns 15 minutinhos mais tarde, mas viva, com certeza. Eu fico com a segunda opção.
O problema é que o pessoal do escritório tem uma certa resistência em aceitar isso, e já aconteceu de eu chegar lá e nem receber um “Bom dia”… Fazer o quê, né? O transporte “ridicoletivo” daqui de BH não coopera!!! E assim a gente vai levando a nossa vida…
Hoje de manhã a cena presenciada foi meio surreal… Estava eu na tal avenida, esperando o busão, quando começo a ouvir uns apitos, uma gritaria… Só me faltava essa: PROTESTO! MANIFESTAÇÃO POPULAR! ESTUDANTES! Ninguém merece… quase 09 da manhã, não era pra esse povo estar estudando??? E olha que o ponto de ônibus fica muuuuuito longe da prefeitura e tudo, uns 10 quarteirões de distância da Assembléia Legislativa, nada a ver protestarem ali, e o pior, ocupando 2 pistas e 1/2 das 3 que a avenida possui. Resultado: 25 minutos de atraso no serviço, engarrafamento daqui até lá. Agora, vai contar isso pro chefe!? Quem vai acreditar? É por isso que eu digo, tem coisas que só acontecem comigo…
Hoje a chuva não deu trégua… Desde às 14h que está chovendo, sem parar. BH quando chove é uma merda. (Desculpem o palavreado de hoje, mas como podem ver, estou “um pouco” estressada.) Parece que fica todo mundo desesperado e, ao invés de terem mais cuidado, acabam dirigindo pior que aluno de auto-escola. O trânsito fica um caos, e hoje a coisa ficou preta por ser véspera de feriado… O pobre coitado do meu irmão, todo solícito, se ofereceu pra me buscar no serviço, já que a inteligência única aqui esqueceu o guarda-chuva em casa logo no único dia da semana que resolveu chover quase o dia inteiro. Tadinho, levou uns 45 minutos pra chegar no meu trabalho, sendo que em dias e horários “normais” o tempo que gastamos é 15 minutos, no máximo. A volta foi o pior, 1 hora e meia no trânsito, que não saía do lugar. Enfim, morar na capital é isso aí: muito stress, trâsito, buzinas, pessoas irritadas. Tem dias que me dá vontade de sumir e me enfiar numa grota, num lugar onde ninguém pudesse me achar e o único barulho existente fossem os pássaros cantando e o vento batendo nas folhas das árvores. Eu só teria um problema: não poderia viver sem internet.. Então, por enquanto, fico por aqui mesmo, tentando fazer a minha vida.
Como se não bastasse o engarrafamento de arrancar os cabelos, fui chegando em casa e dou de cara com minha mãe, desesperada, com cara de enterro. Pensei logo que alguém tivesse sofrido um acidente, meu coração até disparou. Adivinhem? Esqueceu a gaiolinha do hamster aberta, acabou cochilando, e quando foi ver, ele tinha fugido (o Adamastor mesmo, aquele que ela pensou que tinha morrido, no início deste ano). O pior é que ela estava sozinha em casa, a lâmpada do quarto queimou, e ela não pega nestes bichinhos nem se pagarem! Ainda bem que ele me ouviu chegar e saiu rapidinho do esconderijo, doido pra ganhar umas sementinhas e um colinho quentinho…
Pois é, se eu contar, fica difícil de acreditar, né não?
Êta diazinho estressante, sô!

E vocês? Também têm causos pra contar?

Beijos,

Ana Letícia.

Ô Mico!

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E por falar em situações inusitadas, muitas vezes eu acho que sou a rainha dos micos! Se bem que, pelo menos aqui no blog já tenho a Donária como minha forte concorrente… (aquela do taxi que não era taxi pra mim foi o cúmulo!) Tem uma amiga da época do Colégio, então, que era “palosa” demais, até a gente que não tinha nada a ver com a “pála” acabava entrando no meio da história, eu mesma já fui vítima das pálas antológicas da Fê.
Teve um dia em que descíamos juntas as escadas do Loyola, conversando, a Fê gesticulando as mãos e os braços para todas as direções (coisa de italiano, né – a família dela tem raízes na “bota”). Lá de baixo, vinha subindo um garoto uns 2 anos mais velho que a gente – nós devíamos ser do 1º ano e ele do 3º – ao qual chamávamos de “Luquinhas” (apesar de ele nunca ter notado a nossa existência, até aquele dia pelo menos, nós sabíamos o seu nome), achávamos gatinho e coisa e tal. Fernanda se empolgou, e contava o caso cada vez mais de forma mais enfática e, é claro, gesticulando mais.
No exato momento em que cruzamos com ele na escadaria, a Fê, de tanto gesticular, acabou batendo a mão na bunda do menino (e eu prefiro pensar que realmente foi sem querer). Só que já estávamos mais pro final das escadas, e na portaria do Colégio tinha uma grande multidão, querendo ir embora. Pois não é que a Fernanda me bate a mão no bumbum do dito cujo, sai correndo e se enfia no meio da multidão, e eu lá, parada, sem entender nada do disparo da dona Fernanda, e o menino olhando prá mim com uma cara… pensando que eu é que tinha “passado a mão” nele, quase me batendo. Só quando eu consegui me enfiar na multidão e sair para a calçada do lado de fora, foi que eu dei de frente com a Fê, com a cara mais vermelha deste mundo, passando mal de tanto rir de mim, me explicando o ocorrido. Vocação para pagar micos, é comigo mesmo!
Há alguns anos antes do fato acima, estava eu, minha mãe e meu pai fazendo caminhada na Praça da Liberdade numa fim de tarde de um agradável domingo. Meu pai, piadista que é, resolveu dar a volta pela ‘contra-mão’ na praça, no intuito de “ver se achava alguém conhecido’ – pois andando na ‘contra-mão’ a gente vê os rostos das pessoas, né.
Eu e mamãe continuamos na mesma direção, prá marcar o tempo que íamos demorar prá reencontrar com o papai na praça. Demos uma volta e nada. Duas, nada. Três, nada de Cláudio Costa. Na quarta volta, resolvemos ficar paradas no mesmo lugar, tentando localizá-lo no meio do povo. Olhei para a minha direita e vi o papai, lá na frente, caminhando conversando com uma mulher, loura.
– “Olha o papai ali, mãe!” E saí correndo na direção, no intuito de “dar um flagrante” nele, que muito animadamente conversava com aquela mulher, que nunca tínhamos visto antes.
Tomei distância e saí em disparada, e chegando perto, de um pulo só agarrei o papai pelas costas. Momento slow motion: eu no ar, pulando pra alcançar as costas do meu pai, pensando ” nossa, o papai tá mais alto, mais cabeludo, com as costas mais largas!” Falei, agarrada às costas como se fosse um macaquinho:
– “Ê pai, te peguei no flagra, heim? Quem é essa aí?”
Foi quando os dois pararam (o “meu pai” e a loura) e fui tirada das costas, o homem tentando se explicar prá mulher, que eu não era filha dele, e eu olhando prá cara do homem, assustada “Uai, você não é o meu pai”!
Na mesma velocidade em que corri em direção do homem, virei e corri em direção da mamãe, e foi quando eu vi, ela e meu pai, dando gargalhadas de tanto rir de mim confundindo meu pai com outro homem. Todos me olhando, sem exceção. Ai, que vergonha, que mico!!!
E o Chevete do meu pai? Teve uma época que tínhamos um Chevete branco, muito arrumadinho, era o xodó da casa, até meu pai comprar o Monza (que está conosco desde 1987 – já é peça de museu!). O Chevete, meio enciumado, começou a dar problema atrás de problema, vivia na oficina. Num belo dia, resolveu disparar a buzina, e por onde a gente passava era:
– Pan-pan-paaaaaaannnnnn! Pan-pan-paaaaaaaannnnn! (Detalhe que a gente nem encostava na buzina, ela tinha vontade própria!)
Eu, no auge da minha aborrecência (lá pros 13, 14 anos), fazia todas as ginásticas e esgotava todos os argumentos possíveis para que meu pai me levasse no colégio de Monza, e não de Chevete. Mesmo assim, eu descia do carro no quarteirão de cima, prá ninguém me ver chegando no Colégio de carona com o “papai”.
Só que, como sempre, naquele dia em específico, o Monza é que foi parar na oficina, e meu pai foi me levar de Chevete com a buzina disparada no Colégio. Obviamente que eu pedi prá descer antes, mas parece que meu pai queria me ver com vergonha, e insistiu prá me deixar na porta!
O pior: era dia de Olimpíadas do Colégio, e estava todo mundo na porta, fazendo torcida, concentração, etc, e a minha chegada sendo anunciada:
– Pan-pan-paaaaaaannnnnnnnnn! Pan-pan-paaaaaaannnnnnnn! Tchau, filhinha, dá um beijo no pai!
O que eu queria era dar um soco nele e desaparecer!
Pois é, pessoal, com esse histórico aí, nem precisa de diploma de bacharel em pagar micos, né não?

Beijos

Ana Letícia

Ô Mico!

Padrão
E por falar em situações inusitadas, muitas vezes eu acho que sou a rainha dos micos! Se bem que, pelo menos aqui no blog já tenho a Donária como minha forte concorrente… (aquela do taxi que não era taxi pra mim foi o cúmulo!) Tem uma amiga da época do Colégio, então, que era “palosa” demais, até a gente que não tinha nada a ver com a “pála” acabava entrando no meio da história, eu mesma já fui vítima das pálas antológicas da Fê.
Teve um dia em que descíamos juntas as escadas do Loyola, conversando, a Fê gesticulando as mãos e os braços para todas as direções (coisa de italiano, né – a família dela tem raízes na “bota”). Lá de baixo, vinha subindo um garoto uns 2 anos mais velho que a gente – nós devíamos ser do 1º ano e ele do 3º – ao qual chamávamos de “Luquinhas” (apesar de ele nunca ter notado a nossa existência, até aquele dia pelo menos, nós sabíamos o seu nome), achávamos gatinho e coisa e tal. Fernanda se empolgou, e contava o caso cada vez mais de forma mais enfática e, é claro, gesticulando mais.
No exato momento em que cruzamos com ele na escadaria, a Fê, de tanto gesticular, acabou batendo a mão na bunda do menino (e eu prefiro pensar que realmente foi sem querer). Só que já estávamos mais pro final das escadas, e na portaria do Colégio tinha uma grande multidão, querendo ir embora. Pois não é que a Fernanda me bate a mão no bumbum do dito cujo, sai correndo e se enfia no meio da multidão, e eu lá, parada, sem entender nada do disparo da dona Fernanda, e o menino olhando prá mim com uma cara… pensando que eu é que tinha “passado a mão” nele, quase me batendo. Só quando eu consegui me enfiar na multidão e sair para a calçada do lado de fora, foi que eu dei de frente com a Fê, com a cara mais vermelha deste mundo, passando mal de tanto rir de mim, me explicando o ocorrido. Vocação para pagar micos, é comigo mesmo!
Há alguns anos antes do fato acima, estava eu, minha mãe e meu pai fazendo caminhada na Praça da Liberdade numa fim de tarde de um agradável domingo. Meu pai, piadista que é, resolveu dar a volta pela ‘contra-mão’ na praça, no intuito de “ver se achava alguém conhecido’ – pois andando na ‘contra-mão’ a gente vê os rostos das pessoas, né.
Eu e mamãe continuamos na mesma direção, prá marcar o tempo que íamos demorar prá reencontrar com o papai na praça. Demos uma volta e nada. Duas, nada. Três, nada de Cláudio Costa. Na quarta volta, resolvemos ficar paradas no mesmo lugar, tentando localizá-lo no meio do povo. Olhei para a minha direita e vi o papai, lá na frente, caminhando conversando com uma mulher, loura.
– “Olha o papai ali, mãe!” E saí correndo na direção, no intuito de “dar um flagrante” nele, que muito animadamente conversava com aquela mulher, que nunca tínhamos visto antes.
Tomei distância e saí em disparada, e chegando perto, de um pulo só agarrei o papai pelas costas. Momento slow motion: eu no ar, pulando pra alcançar as costas do meu pai, pensando ” nossa, o papai tá mais alto, mais cabeludo, com as costas mais largas!” Falei, agarrada às costas como se fosse um macaquinho:
– “Ê pai, te peguei no flagra, heim? Quem é essa aí?”
Foi quando os dois pararam (o “meu pai” e a loura) e fui tirada das costas, o homem tentando se explicar prá mulher, que eu não era filha dele, e eu olhando prá cara do homem, assustada “Uai, você não é o meu pai”!
Na mesma velocidade em que corri em direção do homem, virei e corri em direção da mamãe, e foi quando eu vi, ela e meu pai, dando gargalhadas de tanto rir de mim confundindo meu pai com outro homem. Todos me olhando, sem exceção. Ai, que vergonha, que mico!!!
E o Chevete do meu pai? Teve uma época que tínhamos um Chevete branco, muito arrumadinho, era o xodó da casa, até meu pai comprar o Monza (que está conosco desde 1987 – já é peça de museu!). O Chevete, meio enciumado, começou a dar problema atrás de problema, vivia na oficina. Num belo dia, resolveu disparar a buzina, e por onde a gente passava era:
– Pan-pan-paaaaaaannnnnn! Pan-pan-paaaaaaaannnnn! (Detalhe que a gente nem encostava na buzina, ela tinha vontade própria!)
Eu, no auge da minha aborrecência (lá pros 13, 14 anos), fazia todas as ginásticas e esgotava todos os argumentos possíveis para que meu pai me levasse no colégio de Monza, e não de Chevete. Mesmo assim, eu descia do carro no quarteirão de cima, prá ninguém me ver chegando no Colégio de carona com o “papai”.
Só que, como sempre, naquele dia em específico, o Monza é que foi parar na oficina, e meu pai foi me levar de Chevete com a buzina disparada no Colégio. Obviamente que eu pedi prá descer antes, mas parece que meu pai queria me ver com vergonha, e insistiu prá me deixar na porta!
O pior: era dia de Olimpíadas do Colégio, e estava todo mundo na porta, fazendo torcida, concentração, etc, e a minha chegada sendo anunciada:
– Pan-pan-paaaaaaannnnnnnnnn! Pan-pan-paaaaaaannnnnnnn! Tchau, filhinha, dá um beijo no pai!
O que eu queria era dar um soco nele e desaparecer!
Pois é, pessoal, com esse histórico aí, nem precisa de diploma de bacharel em pagar micos, né não?

Beijos

Ana Letícia