Arquivo da categoria: Poesia

Macabelagem

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Tem Joguinho, ops, poema meu no Macabelagem
Vejo vocês por .

Ana.

Sinuca de Bico

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Sinuca!

Se você pensa que é só brincadeira
Peraí meu irmão, que tu tá errado
Entrei numa sinuca de bico de bobeira
E acabei saindo todo atazanado

Pode crer colega, fui jogar com uns caras feras
Numa maré de azar – você pode acreditar
Apostei tudo que eu tinha na carteira:
O cachorro, a mulher, a empregada

O cabra veio com o taco diamante
Me esnobou, jogou tudo e mais um pouco
Perdi a fé… Perdi a mulher amada
E no fim paguei ainda a cachaça!

E tem mais coisa, tu nem vai acreditar
Embriagado – desesperado – desorientado
Apostei a gema preciosa que sobrara

Sem as calças sem a carteira e a cabeça furada
Aqui estou:
Sem vida
Sem filha
Sem nada.

Ana.

(foto e texto)

OVO

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Sampoo pra hidratar
Gema pra dourar
Casca pra endurecer
Clara pra nevar
Ovo pra fritar
Omelete pra nutrir
Mexido pra rechear
Inteiro pra assar
Batido pra beber
Decorado pra enfeitar
Chocolate pra engordar
Chocado pra nascer
Neve pra afofar
Rabanada pra saborear
Bolo pra fazer crescer
Maduro pra fecundar
Codorna pra resolver
Assado pra suspirar
Cabeça pra aniversariar
Fazer pensar
Crescer
Nascer
Endurecer
Sofrer
Realizar
Quebrar
Exorcizar.

Ana.

Imagem retirada da internet, deste site.

Escrivinhadeira

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(Para entender – ou não – o texto que se segue, leia antes este poema do Paulo DAuria.)
Esta Aninha, tão pequenina, nem consegue escrivinhar mais…
Está cansada, tonta, ressacada, amassada, batida, moída, rouca, mas ao menos ainda respira.

Esta Aninha, tão pequenina, já não rabisca mais…
Está murcha, zonza, mole, acabada, acabando, atropelada, morrendo, matando, tentando sobreviver.

Não mete nem com um canivete!

O coração, um furacão preso entre dois pulmões, ileso não é.
Cicatrizes tomam tudo, como tatuagens que marcam para sempre a fronte que envelhece com o tempo.
E sua rala vida ainda persiste; sua saia, já não levita mais.

A alma entalhada, rasgada, cortada, parece um espantalho em forma de gente.
Traz um urubu como amigo num ombro, e no outro uma vara de pescar.
Pesca sonhos e tempestades, pesca cruzeiros no mar.

Não cansa nunca, essa Aninha!
Danada, safada, esperta a Aninha, fala o que a boca tem pra falar.
Fere e é ferida, sofre de morte morrida, noite sem estrelas e jardim enluarado.

Aninha é amiga, Aninha é demais.
Aninha, escrivinha mais?

Lá vai ela a rebolar, a soltar flechadas de verdade pelo ar.
Balas perdidas de caramelo e menta, pimenta malagueta pra temperar.
Não machucam, são de festim.
Festinha da Aninha, sempre a comemorar. Temporizar. Compreender.

Agora Aninha não quer nem mais escrivinhar.
Adeus, Aninha, vou desmaiar.

Aninha se cansou.
Aninha estafou.
Aninha mandou tudo pra puta que pariu.

À merda com essa Aninha.
Meu nome é Zé Pequeno, porra.

Ana.

Este sorriso…

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Este sorriso…
meu sorriso procura
outro sorriso
procurado
amado
mordido
largado
meu sorriso é o teu sorriso
tua aura
tua alma
e a minha, toda pura
e só minha a festejar

meu sorriso procura
um ombro a se encostar
doído
macio
armado pra me aconchegar

meu sorriso é só meu
é só teu
sou eu
sentimento a transbordar.

Ana.

(Foto: Dália Negra)

BOCA

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Rosa Colombiana

BOCA
LOUCA
BEIJA EU
SEM PARAR.
PÁRA
NÃO PÁRA
BEIJA EU
SEM PENSAR.
ASSIM:
ASSADO
QUENTE
MOLHADO!
TERRA NEGRA
NUVEM BRANCA
ÁGUA
ESPUMA
SAL.
ABRAÇA O CORPO
NO CORPO

COLADO
GEMIDO
SUADO
RUÍDO
MORDIDO
PEDIDO
PERDIDO.

Ana. (Texto e foto.)

CONGADO

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CONGADO
(Para meu primo Haroldo.)

Vem tum-tum
Tum-tum chegou
Passa tum-tum
Que eu tô aqui

Ilê tum-tum
Tum-tum lá vem
Bate tum-tum
Que eu bato também

Tum-tum é rei
Rainha também
Tum-tum é de pedra
De sal e de água
Tum-tum vem da terra
Princesa de África
Tum-tum vem do solo
De mãe, de pai

Tum-tum é de ouro
Minério de ferro
Bate tum-tum
Que eu bato também.

Texto, foto e vídeo: Ana

Página em Branco

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Me fita
Me encara
Me ameaça
Foge
Some
Desaparece no limbo.

Dedos deslizantes em toques rápidos e suaves

Prazer, barulho, idéias
Prazer
Leve pressão, mera impressão.

Paro um pouco…
Sigo em frente, o movimento não pode parar.
A dança continua, aqui, ali.

Página em branco.
Página em branco e preto.

Arquivo.
Salvar.
Sair.
Off.

Ana.

Coisinhas

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Mais uma vez, divulgamos aqui o lançamento do livro “Mulher de Minutos“, da Mônica Montone.
Dia 10/10 – 4ª feira que vem, no charmosíssimo e tudo de bom “Alexandrina Café”, à Rua Pernambuco, 797 – Savassi. (Em frente ao “Santa Fé”, ao lado do “Vila Arábia” e do “Mosteiro”.)

Começará a partir das 19h, e às 20:30h a Mônica fará uma performance artística exclusiva, “Poesia em Movimento“.

Preciso falar que é imperdível, e que é armação do “Mineiras & Alvarenga Productions Inc. Ltda.”, e com o apoio da Cachaça Âmbar e do blog Fábrica de Histórias???

Não aceitamos desculpas. Queremos ver todo mundo lá!
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Necessário é, ainda, registrar aqui e agradecer pelo carinho e o reconhecimento de:

Marília, mais uma vez, que nos certificou como “Melhores Momentos Virtuais”…
– E Erika, toda chique com selinho próprio e tudo, que nos disse que o Mineiras, Uai é, definitivamente, o lugar “pronquela” vai, ou melhor, Proncovô, ou melhor… Ah! Vejam por vocês mesmos!

*** UPDATE 05.10.2007 ***

– A Lila do “Bem Família” mandou mais este selo de presente pra nós:

Valeeeeeuuuuuu!!! 😀

Mineiras, Uai!

(No Subject)

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Vontade de me esconder do mundo
Fechar a porta e a janela
E não deixar ninguém entrar.

Apago a luz e ainda está claro.
Fecho os olhos e ainda posso te ver
Seu sorriso, seu sarcasmo

Seu poder
Seu ar de vitória e sua falsidade
Nossa… Que maldade!
Falar assim de alguém que nem tem paz?

Sim, sou má
Sim, sou triste
Sim, sou feliz
Sim, sou chata
Sim, sou orgulhosa
Sim, sou bipolar
E sim, tenho você.

E acabo por aqui
Já nem tento me esconder
Não tenho mais por quê
A janela escancarou
E a chuva molhou tudo que estava guardado
Meu coração mofou.
A porta se abriu
E você entrou.

Ana.
30/09/2007.
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E por falar em poesia…
Estão todos convidados!

A Fina Flor vem a BH, com direito a café, performance, lançamento do “Mulher de Minutos” e Savassi!

Dia: 10/10/2007 – 4ª feira
Local: Alexandrina Café – R. Pernambuco, 797 – Savassi
Horário: a partir das 19h
Poesia em Movimento: 20:30h
Apoio: Mineiras, Uai!
Alvarenga Sempre
Fábrica de Histórias
Cachaça Âmbar

Ana.