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Mulher Mineira

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Pessoal, esta semana que passou foi atípica… Chegando do feriado, muita coisa para arrumar aqui em casa até o retorno dos meus pais, retornar os estudos pros Concursos, etc e etc. Resultado: 6ª feira faltou tempo e inspiração para postar algo de interessante para vocês (minha mente simplesmente não funcionava!).

Hoje eu recebi este texto por e-mail, da minha Tia Sheila, que achei fantástico, por isso resolvi fugir à regra de sempre escrever textos originais e resolvi compartilhar aqui para que todos pudessem ler.

O comentário da Tia Sheila:

“Olá, Ana, recebi, li, lembrei-me do blog de vocês, não de quem é, mas é interessante. Inté. Sheila”

MULHER MINEIRA

“Gostaria muito de poder encontrar palavras para poder dizer do orgulho que sinto de ser mineiro. Meus pais não poderiam me dar um presente melhor. Se existir uma outra vida, quero nascer mineiro de novo. Mas tem uma coisa melhor que eu gosto mais do que ser mineiro: é namorar as mineiras.

Mineira não usa perfume e cheira gostoso demais. O jeito irresistível que a mineira tem para conversar no portão, sem encarar nos olhos e mexendo com os botões da nossa camisa é que nos conquista. Essa sabedoria não se aprende em nenhuma universidade.

Joaquim da Mata, o Velho Quincas, filósofo dos cafundós de Minas, quando compara o jeito de ser de uma mineira com o de outra mulher, afirma que a ‘deferença’ está no preparo. O ‘caldinho’ que envolve a mineira e dá a ela este jeitinho tão gostoso foi preparado em panela de ferro num fogão à lenha.

Mineira não mente, conta lorota. Não menstrua, fica úmida. Não paquera, espia. Não fica bonita, já nasce formosa. Mineira não curte um som, ouve música. Não fala, proseia. Mineira não come estrogonofe, mas adora um picadinho de carne. Não faz crediário, compra fiado. Mineira não transa, faz amor. Não fica pelada, mostra as ‘vergonhas’. Não erra, comete engano. Mineira não chupa cana, toma garapa na beira do engenho. Não liga pra ninguém, mas telefona pra todo mundo. Mineira não trai marido, escorrega na rua.

Mineira ama diferente. Flerta de longe, promete com o olhar e cumpre tudo o que não precisou esclarecer com palavras. Ela sabe que amor não é para discursar, é pra fazer. Ama com os olhos, com as mãos, com o sorriso, com os gestos. Mineira ama com o corpo inteiro e com toda a sofreguidão da alma.

Conheci muitos tipos de brasileiras. Faceiras, trigueiras, formosas, irresistíveis, loiras, morenas, mulatas, cafuzas, todas bonitas, mas só as mineiras têm essa brejeirice, essa paciência de construir sem pressa uma teia de aconchegos e mimos e lembranças e sorrisos, que nós das Gerais tanto apreciamos.

Existem coisas que já nascem com a mulher e muitas destas coisas estão diretamente ligadas ao lugar. Mineira faz doce como ninguém neste país. Quem já provou doce de cidra ou de leite feito por mineira, sabe o que é bom. Goiabada e marmelada, nem se fala. Queijo então é até pecado comparar.

Mineira estuda menos e ensina mais porque o que há de melhor ela já nasceu sabendo. Isso se deve à simplicidade das mineiras que se embelezam com bijuterias e ofuscam o brilho de jóias raras. Mineira se veste de chita e fica bonita, porque mineira não segue, mas faz moda. Mineira não usa tênis, enfeita as alpercatas. Mineira vai à igreja, assiste missa, comunga, mas por via das dúvidas toma um passe de candomblé e joga rosas vermelhas pra Iemanjá. Assim descobre caminhos que levam à Deus.

Também faz política, porque sempre sabe distinguir o certo do errado. Escondida por trás da simplicidade de toda mineira está uma guerreira pronta pra lutar pelo Brasil.

Dizem mesmo nas Gerais que é a mulher quem ensina o homem a ficar rico. Mineira não é feminista: é feminina. Pra que lutar contra os homens, se todo o poder está mesmo em suas mãos? Mulher, quando casa com homem rico, vira madame. Mineira vira esposa.”

Espero que tenham gostado tanto quanto eu… Realmente, tudo a ver com o nosso blog!

Ana Letícia.

Entre Drinks e Causos…

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Drink “Mineiras, uai!”

Ingredientes:

– 1 lata de leite condensado
– 150g de morangos lavados e picados
– 3 doses (mais ou menos) de cachaça (utilizamos a “Rainha das Gerais”, deliciosa!)
– Muuuuuito Gelo picado

Bata todos os ingredientes no liqüidificador, reservando alguns moranguinhos pequenos e inteiros para enfeitar as taças, e voilá! (Para enfeitar as taças com os morangos, parta-os ao meio, até mais ou menos 1/3, a partir da base – sem as folhinhas – e encaixe na borda da taça.)



Torta Alemã

Ingredientes:
– 1 lata de doce de leite
(prefira o “Viçosa” ou “Xamêgo Bom”)
– 2 latas de creme de leite (ou 3 caixinhas)
– Cacau em Pó peneirado (a gosto)
– 2 pacotes de Biscoito de Maisena
– Conhaque (a gosto)
– Essência de baunilha (a gosto)
– Leite
– Nozes e castanhas picadas (opcional)

Misture o doce de leite, com o creme de leite e o cacau em pó. (Eu vou peneirando o cacau aos poucos e misturando tudo, até ficar bem preto, e com gosto de chocolate).
Despeje mais ou menos 1 dose de conhaque e 1 tampinha de essência de baunilha no creme, misturando bem. Gosto de usar um misturador (parece um batedor de ovo, sabem?), pois deixa a mistura bem lisa e encorpada. Você pode também incorporar a este creme as nozes e castanhas picadas (ou qualquer outra fruta seca/cristalizada), fica muito bom.
Numa outra vasilha (tipo pirex), vá molhando os biscoitos com um pouco de leite misturado a pouquinho de conhaque. Não os deixe amolecer muito menos desmanchar! Apenas umedeça o suficiente e transporte-os ao vasilhame final. (Que pode ser qualquer um, mas eu prefiro uma forma de aro removível.)
Por fim, forre um outro pirex com os biscoitos já molhados (1 camada). Despeje um pouco do creme por cima e espalhe para ficar uma superfície mais ou menos uniforme. E vá fazendo camadas de biscoito e creme, até finalizar com o creme.
Para enfeitar, você pode peneirar um pouco de cacau em pó por cima (fica parecendo trufa, sabe?), espalhar morangos, cerejas, nozes e castanhas picadas.
Leve à geladeira por algumas horas e pode servir!
Se fizer numa forma de aro removível, depois da torta já gelada, é só remover o aro que ela não vai desmontar, e assim ficará parecida com um bolo em camadas. Além de esta torta ser muito bonita visualmente, é bem apetitosa!


Ana Letícia.

"Cipotânea", Eis a questão!!!

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Feriadão do “bão”, hein galera?! Acho que toda semana (trabalho, estudo, responsabilidades…) deveria começar na quarta-feira… Seria ótimo!
Viajei para Cipotânea, cidade onde nasci e vivi até os meus 17 anos. Fui visitar meus pais, que moram lá, e encontrar meus amigos (Fernanda, Lucieni, Aline, Fá e uma galerinha de Juiz de Fora: Gordo, Pet, Frozó e Samuel). Minha rotina foi, basicamente, cachoeira-churrasco e vice-versa (churrasco-cachoeira)… Ou seja, só animação!
Cipotânea fica na Zona da Mata mineira (perto de Barbacena), é uma cidade que nunca ouviu falar em asfalto (muita poeira…), ou melhor, lá só ouvimos falar, mas o asfalto nunca chega! Possui 7.000 habitantes, logo, é uma cidade “pacata”. Mas, nesse feriadão, Cipotânea estremeceu, devido à galera e, claro, o motivo principal: “política”. É isso mesmo, estamos chegando perto das eleições, e lá também tem votação! (Tá pensando o quê, cara pálida?! Lá tem prefeito também!). Fato histórico: desta vez são 3 candidatos à Prefeitura Cipotanense(geralmente são dois). Inclusive meu tio José Antônio, nº 40, é um deles (olha a propaganda eleitoral!!!), concorrendo pela 1º vez.
É por este fato (de meu tio ser candidato), que tive a oportunidade de saber o quanto existe gente pobre neste mundo, até em Cipotânea. Vê se pode! Tem gente que nunca foi à praça e nem à Igreja (que ficam no Centro da cidade) e nem no trailler do Gelim. (rs) Falando sério, ele relatou fatos de dar até depressão, e de agradecermos todos os dias à Deus, pela saúde, alimento, moradia, e inúmeras outras coisas que possuímos, e que às vezes nos revoltamos por nada. Ele contou um caso de um cara de + ou – uns 50 anos (louco) que vive nú, no quintal da casa onde mora o resto da família… Isso é só o início, pois, tem muita gente sofredora lá em Cipó… quêqueisso….
Na maioria das vezes, essas pessoas moram muito longe (na roça da roça) e não temos nem contato, eu mesma não sabia!!! Mas creio que esta situação pode e vai melhorar!!! Por outro lado, Cipotânea tem um povo muito hospitaleiro, simples e feliz. Na minha casa, tem direito a fogão à lenha, quintal, galinhas e até uma gatinha muito chata que chama-se Nena (segundo minha irmã). Ô gata chata… ela é um purgante… credo… Já viram gato se esquentar no fogo do fogão à lenha? Só pode ser a Nena mesmo… ninguém merece…
A cidade é “famosa” (modesta eu , né?!) pelo tanto de padre e freira que nasce lá e também pelo tanto de doido que tem… Todo 2º final de semana do mês de Julho é comemorado a Festa do Milho (sexta-feira, sábado e domingo). Vocês acreditam que inventaram a tal da Festa do Sabuco? (não é sabugo não, é sabuCo mesmo)… onde só tem doido fazendo o show em plena segunda-feira, e quem comanda a festa é o Joaquim da Semente, junto com o Itamar Changonha… êta maravilha…. é muito engraçado… vale à pena conferir…
Ah! A cachaça de lá é supimpa (Cachaça do Zé Rezende).
Desse jeito, acho que vou escrever um livro sobre Cipotânea!!! Mas já tem. Foi o Dr. Geraldo Barroso quem escreveu…. Pois é, conheço todo mundo de lá, com exceção de umas pessoas que moram beeeeemmmm lá na roça mesmo… Nossa, da próxima vez conto mais – já sei, nas eleições! É claro que eu voto lá, né?!

Donária

Vista da bucólica Cipotânea – MG! Posted by Hello

"Cipotânea", Eis a questão!!!

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Feriadão do “bão”, hein galera?! Acho que toda semana (trabalho, estudo, responsabilidades…) deveria começar na quarta-feira… Seria ótimo!
Viajei para Cipotânea, cidade onde nasci e vivi até os meus 17 anos. Fui visitar meus pais, que moram lá, e encontrar meus amigos (Fernanda, Lucieni, Aline, Fá e uma galerinha de Juiz de Fora: Gordo, Pet, Frozó e Samuel). Minha rotina foi, basicamente, cachoeira-churrasco e vice-versa (churrasco-cachoeira)… Ou seja, só animação!
Cipotânea fica na Zona da Mata mineira (perto de Barbacena), é uma cidade que nunca ouviu falar em asfalto (muita poeira…), ou melhor, lá só ouvimos falar, mas o asfalto nunca chega! Possui 7.000 habitantes, logo, é uma cidade “pacata”. Mas, nesse feriadão, Cipotânea estremeceu, devido à galera e, claro, o motivo principal: “política”. É isso mesmo, estamos chegando perto das eleições, e lá também tem votação! (Tá pensando o quê, cara pálida?! Lá tem prefeito também!). Fato histórico: desta vez são 3 candidatos à Prefeitura Cipotanense(geralmente são dois). Inclusive meu tio José Antônio, nº 40, é um deles (olha a propaganda eleitoral!!!), concorrendo pela 1º vez.
É por este fato (de meu tio ser candidato), que tive a oportunidade de saber o quanto existe gente pobre neste mundo, até em Cipotânea. Vê se pode! Tem gente que nunca foi à praça e nem à Igreja (que ficam no Centro da cidade) e nem no trailler do Gelim. (rs) Falando sério, ele relatou fatos de dar até depressão, e de agradecermos todos os dias à Deus, pela saúde, alimento, moradia, e inúmeras outras coisas que possuímos, e que às vezes nos revoltamos por nada. Ele contou um caso de um cara de + ou – uns 50 anos (louco) que vive nú, no quintal da casa onde mora o resto da família… Isso é só o início, pois, tem muita gente sofredora lá em Cipó… quêqueisso….
Na maioria das vezes, essas pessoas moram muito longe (na roça da roça) e não temos nem contato, eu mesma não sabia!!! Mas creio que esta situação pode e vai melhorar!!! Por outro lado, Cipotânea tem um povo muito hospitaleiro, simples e feliz. Na minha casa, tem direito a fogão à lenha, quintal, galinhas e até uma gatinha muito chata que chama-se Nena (segundo minha irmã). Ô gata chata… ela é um purgante… credo… Já viram gato se esquentar no fogo do fogão à lenha? Só pode ser a Nena mesmo… ninguém merece…
A cidade é “famosa” (modesta eu , né?!) pelo tanto de padre e freira que nasce lá e também pelo tanto de doido que tem… Todo 2º final de semana do mês de Julho é comemorado a Festa do Milho (sexta-feira, sábado e domingo). Vocês acreditam que inventaram a tal da Festa do Sabuco? (não é sabugo não, é sabuCo mesmo)… onde só tem doido fazendo o show em plena segunda-feira, e quem comanda a festa é o Joaquim da Semente, junto com o Itamar Changonha… êta maravilha…. é muito engraçado… vale à pena conferir…
Ah! A cachaça de lá é supimpa (Cachaça do Zé Rezende).
Desse jeito, acho que vou escrever um livro sobre Cipotânea!!! Mas já tem. Foi o Dr. Geraldo Barroso quem escreveu…. Pois é, conheço todo mundo de lá, com exceção de umas pessoas que moram beeeeemmmm lá na roça mesmo… Nossa, da próxima vez conto mais – já sei, nas eleições! É claro que eu voto lá, né?!

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"Cipotânea", Eis a questão!!!

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Feriadão do “bão”, hein galera?! Acho que toda semana (trabalho, estudo, responsabilidades…) deveria começar na quarta-feira… Seria ótimo!
Viajei para Cipotânea, cidade onde nasci e vivi até os meus 17 anos. Fui visitar meus pais, que moram lá, e encontrar meus amigos (Fernanda, Lucieni, Aline, Fá e uma galerinha de Juiz de Fora: Gordo, Pet, Frozó e Samuel). Minha rotina foi, basicamente, cachoeira-churrasco e vice-versa (churrasco-cachoeira)… Ou seja, só animação!
Cipotânea fica na Zona da Mata mineira (perto de Barbacena), é uma cidade que nunca ouviu falar em asfalto (muita poeira…), ou melhor, lá só ouvimos falar, mas o asfalto nunca chega! Possui 7.000 habitantes, logo, é uma cidade “pacata”. Mas, nesse feriadão, Cipotânea estremeceu, devido à galera e, claro, o motivo principal: “política”. É isso mesmo, estamos chegando perto das eleições, e lá também tem votação! (Tá pensando o quê, cara pálida?! Lá tem prefeito também!). Fato histórico: desta vez são 3 candidatos à Prefeitura Cipotanense(geralmente são dois). Inclusive meu tio José Antônio, nº 40, é um deles (olha a propaganda eleitoral!!!), concorrendo pela 1º vez.
É por este fato (de meu tio ser candidato), que tive a oportunidade de saber o quanto existe gente pobre neste mundo, até em Cipotânea. Vê se pode! Tem gente que nunca foi à praça e nem à Igreja (que ficam no Centro da cidade) e nem no trailler do Gelim. (rs) Falando sério, ele relatou fatos de dar até depressão, e de agradecermos todos os dias à Deus, pela saúde, alimento, moradia, e inúmeras outras coisas que possuímos, e que às vezes nos revoltamos por nada. Ele contou um caso de um cara de + ou – uns 50 anos (louco) que vive nú, no quintal da casa onde mora o resto da família… Isso é só o início, pois, tem muita gente sofredora lá em Cipó… quêqueisso….
Na maioria das vezes, essas pessoas moram muito longe (na roça da roça) e não temos nem contato, eu mesma não sabia!!! Mas creio que esta situação pode e vai melhorar!!! Por outro lado, Cipotânea tem um povo muito hospitaleiro, simples e feliz. Na minha casa, tem direito a fogão à lenha, quintal, galinhas e até uma gatinha muito chata que chama-se Nena (segundo minha irmã). Ô gata chata… ela é um purgante… credo… Já viram gato se esquentar no fogo do fogão à lenha? Só pode ser a Nena mesmo… ninguém merece…
A cidade é “famosa” (modesta eu , né?!) pelo tanto de padre e freira que nasce lá e também pelo tanto de doido que tem… Todo 2º final de semana do mês de Julho é comemorado a Festa do Milho (sexta-feira, sábado e domingo). Vocês acreditam que inventaram a tal da Festa do Sabuco? (não é sabugo não, é sabuCo mesmo)… onde só tem doido fazendo o show em plena segunda-feira, e quem comanda a festa é o Joaquim da Semente, junto com o Itamar Changonha… êta maravilha…. é muito engraçado… vale à pena conferir…
Ah! A cachaça de lá é supimpa (Cachaça do Zé Rezende).
Desse jeito, acho que vou escrever um livro sobre Cipotânea!!! Mas já tem. Foi o Dr. Geraldo Barroso quem escreveu…. Pois é, conheço todo mundo de lá, com exceção de umas pessoas que moram beeeeemmmm lá na roça mesmo… Nossa, da próxima vez conto mais – já sei, nas eleições! É claro que eu voto lá, né?!

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Só prá não perder o costume…

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Banca de frutas do Mercado Central, Basílica de Lourdes, Centro Cultural (antigo museu de Mineralogia), Museu Histórico Abílio Barreto e Parque Municipal.

E por falar em costume bem mineiro, que tal um passeio pelo Mercado Central?

Para quem não conhece BH, vou resumir aqui o que é o nosso MC: imaginem um imenso galpão (que ocupa uma quadra todinha), com gente de todo tipo, e lojinhas que vendem de tudo. Imaginaram? Não, eu acho que vocês não entenderam: quando eu digo “de tudo”, é T-U-D-O meeeeessssmoooo! De filhotes de animais a pedras semi-preciosas, de temperos e ervas de todo canto do mundo a fumo de rolo, de restaurantes típicos e cafeterias a botequinhos com cerveja geladíssima, de comida para peixe a chocolates e especiarias, rolhas e garrafas, vidros e latarias, colher de pau e pau de canela…. Ah! Agora sim deu pra sacar, né? Mais ou menos? (Não vou continuar, senão encho a página inteira com tudo que pode se achar no Mercado…)

Mas eu ia dizendo sobre o passeio ao Mercado Central. Hoje eu fui lá com meus pais, que vão todos os domingos comprar temperos, acepipes, e fazer um “lanchinho”. Após comprarmos alguns vidrinhos de temperos e queijo canastra meia-cura (delícia de Minas!), resolvemos comer um lombinho na chapa com jiló. (É jiló mesmo, viu? Daquele que você dá pra passarinho comer.)

O botequim lá do MC é uma piada. Não tem mesas nem cadeiras, fica num corredor e todo mundo grita: do freguês que faz seu pedido ao atendente, que solicita ao outro atendente o pedido feito. Resumindo: são dois balcões, um do lado, outro do outro. O povo conversa alto, feliz pelo curioso atendimento, pela cerveja gelada, pela comidinha deliciosa, ou mesmo para se fazer escutar em meio a tanta gritaria. Detalhe: é tudo muito barato, mas super bem feito. Os pratos são preparados na sua frente, numa chapa devidamente engordurada e quente. É um local tradicional de encontro dos mineiros, bem como dos turistas que visitam a cidade.

Hoje, enquanto esperávamos nosso lombinho com jiló, um senhor que estava ao nosso lado puxou papo: uma “figuráça”, de chapéu de boiadeiro, porta óculos no cinto, um semblante muito sofrido de gente “da roça”. Ele disse que era da Bahia, do interior, que a gente podia se servir do prato dele (contrafilé acebolado com jiló) e que deveríamos pedir ao rapaz da chapa para fazer nosso lombo beeemmm passado.

_“É um périgo comer carne de porco mal passada! O dotô me disse notro día, quando fui fázê uma consulta, num sabe? Póde dá bicho!” (Tentem ler com sotaque bem nordestino).

Respondemos cordialmente, concordando com o senhor.

_“Esse povo daqui du mercado num passa muitcho bem passadim não, a rente pede, mar eles num faz direitcho.”

Papai concordou, devolvendo o prato ao atendente e pedindo que fosse passado novamente na chapa. E pegou um pedaço de carne do prato do senhor nordestino. E ele continuou, dizendo que tinha 4 filhas que moravam aqui em BH, que ele gostava muito daqui, mas não de prédio de apartamento, pois se sentia muito preso. Perguntou se a gente era daqui mesmo, pois ele só conhecia uma pessoa que era “nascida e criada” aqui, que vinha a ser o seu genro. Se espantou quando dissemos que sim, éramos daqui sim. Achou o máximo! Quando chegou nosso prato já bem passado, serviu-se de nossa carne bem rapidamente, e comentou que “Agora sim, ta muitcho boa!”. É impressionante, cada figura que a gente vê naquele mercado!

E para que vocês não fiquem pensando o contrário: é muito bem freqüentado, viu? Artistas, jogadores de futebol, “gente da alta”, todo mundo vai ao mercado, junto com gente simples, gente da roça, gente como a gente. Mas ainda assim, tudo é vendido com preços excelentes, muito barato!

Bem, fico por aqui com a minha dica de BH, só pra não perder o costume de contar um pouquinho mais dessa nossa cidade, que é uma verdadeira miscelânea de raças e culturas.

Ah! Querem mais dicas sobre BH? Tentem no Idas Brasil!
Espero que tenham gostado! Beijos!