Arquivo do autor:Ana Letícia

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

Perguntinhas Básicas

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Recebi este questionário em forma de “meme”, que me foi passado pelo Queiroz, que, por sua vez, recebeu da Luma

Querem saber o que eu respondi? Leiam abaixo, please:

1. Volume total de músicas no meu computador
R: Quase 6 Gb, o que representa mais de 3.000 músicas…

2. Último cd que comprou:
R: Na verdade foram 2 ao mesmo tempo: “Johnny Cash & Willie Nelson – VH1 Storytellers“, e “LOBÃO – Acústico MTV“.

3. Música que está tocando nesse momento:
R: A que está grudada na minha cabeça: “Nem sempre se vê! Lágrimas… No escuro!” (Lobão).

4. Cinco músicas que você mais ouve ou significam muito para você:
– One – U2 – A música de amor mais linda do mundo… (ouço muito e sempre significa alguma coisa);
– Faroeste Caboclo – Legião Urbana – Simplesmente a música dos meus tempos de colégio (ouvia muito, sei cantar de cor, e me lembra dos velhos tempos);
– Wish you were here – Pink Floyd – Porque diz tudo (e lembra muuuuuuita coisa!);
– Baby – Mutantes – Porque eu amo mutantes, e amo esta música (ouço todos os dias);
– I am the walrus – The Beatles – Porque eu amo rock n’ roll (ouço todos os dias)!

E eu não passo pra frente! Quem quiser responder, use a caixa de comentários, ou publique em seus blogs!

Ana.

Então…

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Tudo bem que o Natal é a festa cristã em comemoração ao nascimento de Jesus. E tudo bem que todo mundo se esquece disso, e vira esta loucura consumista que todos falam, e blábláblá.

Mas eu ainda sou daquelas pessoas que gostam de Natal. Não só pelo o que eu já falei aí em cima, mas também por ser perto do meu aniversário e do fim do ano, por eu amar dar presentes – e ganhar também, é óbvio – pelas comidas deliciosas, frutas secas, por reencontrar minhas primas e primos, ver meus avós felizes juntando a grande família por mais um ano, a carinha dos meus priminhos mais novos quando encontram presentes embaixo da árvore de Natal na manhã do dia 25, etc, etc, etc.

Mas tem coisas no Natal que irritam até a mim, sabiam? Por exemplo: festinhas de amigo oculto, ter que desejar Feliz Natal pra todo mundo, decorações breguetésimas em tudo quanto é lugar, engarrafamento de gente nos shoppings, lojas e centro da cidade, automóveis aos montes enlouquecidos andando pelas ruas, e o pior: músicas natalinas!!!

Aaaarrrrgh! Não tem coisa mais chata, mais insuportável, que música natalina tocando sem parar no seu ouvido. Sério, se eu trabalhasse em shopping ou supermercado nesta época do ano, juro que eu surtava. Jingle Bells, Silent Night, White Christmas, We Wish You a Merry Christmas e por aí vai, simplesmente me dão nos nervos, com suas variações cada vez mais barangas em bandolins, violinos chorosos, pianos trinados, ou vozes desconhecidas.

Quem foi o “espertinho” que simplesmente decidiu que, só porque estamos próximos do Natal, todas as pessoas do universo querem ouvir músicas natalinas? E estas não ficam adstritas somente aos shoppings e supermercados… Se você for ao centro da cidade, ou até mesmo em alguma botique fina de bairro nobre, será obrigado a ouvir tais “hits” em suas versões mais irritantes, ou (pior ainda) com arranjos modernosos estilo lounge, como se isso fosse capaz de torná-las mais agradáveis…

Outra coisa que não me entra na cabeça: a decoração das casas nesta época. É um desperdício absurdo de eletricidade, e um exercício fenomenal de mau gosto! Imaginem a entrada de uma casa com quatrocentos-mil bonecos de “Papai Noel” de borracha, em forma de bóia ou balão? Pois tem uma assim aqui no bairro, acreditem se quiser. Passo em frente e me dá vontade de estourar Papai Noel por Papai Noel com uma agulha, só pra não me doer tanto mais as vistas.

E tem aquela, cujo dono é tão podre de rico que instalou uma “máquina de fazer neve” em frente ao portão, justo na estação mais quente do ano no BRASIL (que só se forçar muuuuuuito, tem uma nevezinha mixuruca, e, ainda assim, apenas na região sul, um dia ou dois por ano), com o verão prometendo ser o mais insuportavelmente calorento de todos os tempos, e, como se isso não bastasse, ainda suja de espuma (ops, “neve”) todo o jardim e calçada defronte!

E aquela outra, com lâmpadas coloridas de todas as cores cobrindo TODA a fachada da casa, piscando freneticamente, tocando adivinha o quê??? Musiquinhas de Natal… Ou seja, se você mora em frente a esta casa, imaginará estar passando suas merecidas noites de sono e descanso em frente a uma boate de péssimo gosto. Eu dava um tiro.

Bem, deixando o meu mau humor de lado, termino este texto, e vocês já devem estar dando graças a Deus por isto! A verdade é que preciso ir ao supermercado fazer compras, que fica dentro de um shopping insuportavelmente cheio, com decoração baranga e tocando Jingle Bells sem parar.

É, já sei o que vou pedir de presente de Natal, para acrescentar à listinha anteriormente feita: PACIÊNCIA DE JÓ!

Ana.

Charge retirada deste site.

É de madrugada, é de manhã

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Sinto cheiro de mar, e quero logo me afogar em tua imensidão, teus mistérios, deixá-lo me invadir, me preencher por inteira, me possuir, me dominar. Espuma clara, ondas negras, braços abertos e o vento a soprar. Vem cá…

Acho que sou flor, água marinha e amor, criancice, juventude, ansiedade. Deita aqui, vem descansar. Passeio em tuas costas, largas, vejo o teu rosto, calmo. Ataque de beijos, de mãos, pernas, cheiro de roupa lavada, camisa molhada e cabelo pintado, aço escovado, espelho no teto e ponho-me a cantar.

Pergunta-me quem sou. Quem é você?, devolvo em retórica. História que começou, livro que se acabou, desejo que se iniciou, beijo que se apegou, coisa que não quero parar, pessoa que não quero lembrar, sol, sorriso e brincadeira, me dá minha mamadeira, deixa eu brincar de ser seu bebê.

Teto iluminado, som desligado. Barulho de gente, duas pessoas já é demais. Mergulho em teu sorriso, e esqueço que é melhor nem lembrar do perigo que é amar. Não quero saber, agora eu quero você. Não dou, não empresto, não vendo, não divido. Nem adianta argumentar. Se não é assim, então prefiro parar.

Era o meu medo que não me deixava escutar a sua voz no meu ouvido, a chamar. Não, prefiro negar. É mais fácil, mais ético, mais seguro.

Dane-se tudo, já entrei no mar. Se a onda bater, vou me afogar. Virarei um peixe, uma serpente do mar. Sereia a flutuar, com algas marinhas, golfinhos e estrelas do mar. Conchas para enfeitar o jardim de um polvo instalado em corais, com pérolas e marfim, peixes ornamentais, caranguejos e um castelo de vitrais.

É de manhã, e você não está aqui. Sinto meu corpo cansado, minhas coxas doloridas, e certamente não foi de te beijar. Melhor bocejar, soltar um espirro matutino, acordar. Se foi sonho, mania de grandeza, adeus, preciso trabalhar.

Ana.

Photo by: La Mariposa.

*** Update ***
Então… A Mônika Mayer, leitora de blogs, indicou o “Mineiras Uai!” para este prêmio “Blog de Elite, assim, ó:

” porque todo mundo já percebeu que eu tenho verdadeira paixão pelo povo mineiro. Lá descobri o mundo das crônicas de João Lenjob e vira-e-mexe ando por lá tirando suas lições…”

Fiquei muito feliz com a indicação, e o João também, pela menção às suas crônicas. Mais ainda, por conhecermos mais esta leitora de blogs, no caso, do meu.

Inté!

Ana.

João Lenjob: Como Esquecer um Amor

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Hoje nosso poeta está romântico… Nos presenteou com esta belíssima crônica, publicada originariamente em 2005 no seu blog. Deliciem-se!

PPJL

Como Esquecer um Amor
Como esquecer um amor? Fácil, se ele não for carinhoso ou chegar, permanecer ou sair sem beijo, não der atenção ou não enviar carta perfumada. Vou esquecer um amor, se ele não tiver toques, demonstrando ter a pele como uma pétala macia e gostosa. Se não aparentar ter lembranças e nem me telefonar na hora mais estranha do mundo.

Como esquecer um grande amor? Talvez não imaginando em se deitar com ele no limiar noturno em busca de um lugarzinho para ver a lua sorrindo. Ou achar que dá até para tocá-la, assim, anestesiados pela paixão repentina, pela noite também estrelada ou pelos abraços sinceros que completam o romântico ambiente.

Não esquecer um amor é fazer indiferentes as grandes diferenças. É distrair do universo e se reparar pensando em estar dançando no parque, onde a única música é o assobio de um singelo e atencioso passarinho, que só está ali para testemunhar o que para muitos seria um casal de bobos dando saltos, comemorando o nada, ou como se tivessem acabado de ganhar na loteria.

Está certo, vou esquecer um grande amor já tentando deixar de escrever esta, ou tentar dormir sem travesseiro, porque o amor seria um grande conforto que lembraria do pescoço, o amigo. Também não mais irei sorrir para não recordar do sorriso, e vou fechar os olhos para não lembrar do olhar. Impossível! Se fecho os olhos a primeira coisa que poderia me aparecer seria aquele par de olhos me fitando, olhando, chamando, clamando, suplicando, torcendo para que eu fique de olhos abertos; melhor permanecer de olhos abertos.

Não esquecer um amor é contar os minutos para receber uma notícia ou até a presença desta pessoa amada e lembrada sempre. É achar os seus defeitos uma bobagem e suas qualidades as mais relevantes até então vistas ou conhecidas. É consertar um equívoco ou controvérsia com uma simples troca de palavras.

Não esquecer um amor é ver nele todo personagem cinematográfico ou achar que toda música foi feita para ele. É olhar para todos os lados e achar tudo maravilhoso. É reparar na beleza da vida e eventualmente até se esquecer dos problemas. É ficar um tempo extasiado, não reparar a conversa alheia, gostar de vento frio ou querer tomar banho na chuva, duvidar que seja verdade, excitar-se só de pensar no grande amor. Sorrir quando se deve chorar ou estar em prantos quando era para estar alegre.

Não esquecer um grande amor é bater palma para todo mundo ou se preocupar se a pessoa amada está bem ou se pelo menos ela sabe que tem alguém se preocupando com ela. É querer ser médico, dar colo, ser o ombro, ser o ouvido, tudo o que ela precisa em qualquer momento do dia e da noite. É querer ser acima de tudo companheiro. É trabalhar para chegar ao cargo máximo de companheiro, a maior promoção da vida do grande amor.

Não esquecer um amor é fazer da felicidade dele a grande responsável pela sua. Não esquecer um grande amor é difícil desde que seja fácil esquecer que ele pode ter vindo velho, novo, pobre, rico, doente, sadio, preto, branco amarelo e até verde, maduro ou não.

Eu desisto, não tem como esquecer um grande amor. Mesmo que fique a eternidade sem vê-lo ou, francamente, não ter de que esquecê-lo. Para esquecer um grande amor, o melhor mesmo seria nem pensar em arrumar um.

João Lenjob *
http://www.lenjob.blogspot.com
joaolenjob@yahoo.com.br

* João é poeta, mineiro, nunca esqueceu um grande amor, já arrumou outros grandes amores, outros menores também…

Sweet December

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Dezembro pra mim é um mês feliz. Tem cheiro de chuva, de sol, de verão, de ficar com a pele douradinha de sol, cheiro de flor (pelo resquício da primavera), cheiro de festa, de bolo de chocolate, de comida gostosa, cheiro de casa de vó, de perfume novo, de mudança de vida, de fim de ano, de planos mil (a começar onde será passada a noite do dia 24 pro dia 25, onde se festejará a passagem de ano, tirarei férias ou não, quais as metas para o ano que vem…), cheiro de pipoca e de cinema, cheiro de shopping, de roupa nova, de dama-da-noite e laranja lima…

Claro que tem a chatice do excesso de trabalho do final do ano… Parece que o mundo inteiro se esquece dos outros meses e deixa tudo para o último furo, o último instante, a última hora, o último suspiro. Quem manda pode, obedece quem se fode. E vamo que vamo!

Este ainda é o mês da engorda, pois com tanta festa por aí, haja malhação no dia seguinte… É ainda o mês da falência, pois sempre tem que dar uma lembrancinha pra fulano, outra pra ciclano… E aí, de grão em grão, o seu bolso fica vazio. E haja consumismo nesta época do ano… Espírito natalino uma ova!

É o mês dos “amigos ocultos” (ou “amigos secretos”, como preferirem). Me diz uma coisa: há algo mais constrangedor e chato que amigo oculto? Pelo menos em festa de final de ano, não há não. Claro que não sou anti-social ao ponto de não participar, quando o povo todo do trabalho está dentro, mas que é chato, isso é. Melhor estar dentro que ficar só assistindo. (Leiam mais chatices sobre o amigo oculto no blog do Nando.)

É ainda o mês das datas mais importantes do ano (juntamente com o final de Novembro, é claro), quando aniversariam as pessoas mais legais da face da Terra: OS SAGITARIANOS!!! Vejam aí se uma criatura assim não é mesmo a mais jóia de todas?

“[…] Sendo tão versáteis e possuindo tantos talentos, os sagitarianos seguem uma grande variedade de ocupações em sua busca da verdade e autoconhecimento. Mesmo quando a astrologia tenta diminuir suas tendências profissionais mais prevalecentes e preferidas, a lista é longa. […]
Não obstante, Sagitário é um daqueles signos paradoxais de dualidade, de modo que sempre existe algo de contraditório em sua natureza. […] Alguns Arqueiros são joviais e brincalhões, outros são sérios e estudiosos. Uns são quietos e reflexivos, quase tão graves quanto os capricornianos. Em sua maioria, contudo, os sagitarianos são criaturas despreocupadas, que adoram brincadeiras fortes, não demonstrando receios ou preocupações, e para quem a vida é um grande jogo ou uma droga. […]
Consiste em pesquisar uma verdade em primeiro lugar, depois reconhecê-la e, por fim, ser compelido a expressá-la sem temor, o que é válido tanto para os Arqueiros saltitantes como para os introvertidos e quietos, extremamente raros. É como querer alcançar a argola de latão e cair do cavalo no processo, formular um desejo a uma estrela cadente e cruzar os dedos das mãos e dos pés para dar sorte. Todo sagitariano é idealista e jogador ao mesmo tempo, em doses iguais. Eles gostam de cantar, desenhar e dançar, de jogar e arriscar-se. Também gostam de ler, estudar, observar, aprender, ensinar e viajar. Quando dois deles estão envolvidos em todas estas coisas (ou menos parte delas), a vida nunca é enfadonha. Pode ser exaustiva, mas de modo algum enfadonha. […]
O perdão é uma virtude que os sagitarianos partilham […]. Contudo, perdoar é uma coisa, pedir desculpas é outra. Dois arqueiros não terão facilidade para desculpar-se um com o outro, inclusive com outras pessoas. No entanto, eles sentem o arrependimento um do outro e, em vez de forçarem o assunto, simplesmente ficam dizendo coisas amáveis a torto e a direito, para indicar que não houve ressentimentos. Os Arqueiros jamais guardam ressentimentos. Eles admitem francamente que estiveram errados (quando acreditam nisso de verdade), porém o fazem com mais freqüência através de atos e não em muitas palavras, ou tornando a sorrir jovialmente, desta forma convidando a outra pessoa a esquecer o desentendimento, para que voltem a ser amigos. Sagitário encontra maneiras de expressar um “sinto muito”, sem que palavras reais sejam ditas. Isto evita que se humilhem, mantém seu orgulho intacto e permite que as pazes, após uma briga, sejam mais ou menos indolores.”
Tá bom, beleza. Muitos vão dizer que astrologia é uma merda. Mas na boa, quem me conhece, ou é sagitariano, arrepia quando lê essas coisas, pois parece que a autora me conheceu pessoalmente para escrever este livro…
Hoje é aniversário de BH, 110 aninhos. Da Marília Alvarenga também, e ainda da Fê, uma amiga de infância da época de colégio (não falarei as idades pois não quero criar controvérsias aqui, honestidade é uma coisa, sacanagem é outra!). Agora invertam a ordem dos números e encontrarão o dia do meu aniversário, que, obviamente, tinha que ser o dia do solstício do verão, o início da estação mais quente do ano… 🙂

Ana.

Ps.: O nome do livro é “Os Astros Comandam o Amor“, da Linda Goodman, Ed. Best Seller. Tem só 1064 páginas, que eu já li de trás pra frente e de frente pra trás…

Carta ao Papai Noel

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Prezado Senhor Noel,

Em primeiro lugar, nunca sei como chamar o senhor: Santa Claus, Nicolau, Papai Noel, só Noel, Bom Velhinho, Pai Natal, etc. Poderia me esclarecer esta questão, para começarmos melhor nossa conversa?

Em segundo lugar, gostaria de dizer que fui uma boa menina (mulher, garota, jovem, adulta?!) durante este ano. Trabalhei demais, estudei (de menos), namorei (um pouco), briguei menos, chorei (demais), vivi (demais), sofri (um bocado), viajei (bastante, porém menos que queria), malhei (não o suficiente), gastei (mais que deveria), poupei (menos que gostaria), fiz amigos (muitos), reencontrei pessoas queridas, reatei amizades, escrevi bastante, conheci pessoas novas de todo canto do Brasil e do mundo, brinquei, dancei, gritei, esperneei, beijei, amei, decepcionei, presenteei… enfim, vivi com plenitude!

Sendo assim, aí vai minha lista (merecida, diga-se de passagem) de presentes. Sinta-se livre para me dar o que quiser (ou puder):

– Um notebook;
– Um carro;
– Um namorido;
– Um apartamento.

Ok, ok, brincadeirinhas à parte. Na realidade, o que eu gostaria de ganhar, mesmo, é o seguinte:

– O sentimento da minha mãe;
– A inteligência do meu pai;
– O carinho do Léo;
– A garra do Ângelo;
– A sabedoria do meu chefe;
– A determinação da Gil;
– A minuciosidade da Renata;
– A folga do Fábio;
– A cara-de-pau da Elaine;
– A determinação da Adélia;
– A graça da Donária;
– A cultura da Bela;
– A simplicidade da Lú;
– O profissionalismo do Daniel;
– A paixão da Marília;
– A sagacidade do Nando;
– A capacidade do André;
– A vivência do Renato;
– A graça da Gabi;
– A transparência do João;
– A barriga sarada da menina da academia que corre 2 horas todos os dias na esteira;
– O talento de um grande escritor;
– Uma pele de pêssego;
– A ingenuidade de uma criança;
– A alegria de uma escola de samba;
– A música de um piano;
– A voz de uma soprano;
– A agilidade de uma borboleta;
– A liberdade de um passarinho;
– A beleza de uma flor;
– Arte, muita arte!

Ah é, quase me esqueci: o fim da fome no mundo!

Será que estou pedindo demais? 😉


Ana.

(Imagem retirada da internet.)

Carta ao Papai Noel

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Prezado Senhor Noel,

Em primeiro lugar, nunca sei como chamar o senhor: Santa Claus, Nicolau, Papai Noel, só Noel, Bom Velhinho, Pai Natal, etc. Poderia me esclarecer esta questão, para começarmos melhor nossa conversa?

Em segundo lugar, gostaria de dizer que fui uma boa menina (mulher, garota, jovem, adulta?!) durante este ano. Trabalhei demais, estudei (de menos), namorei (um pouco), briguei menos, chorei (demais), vivi (demais), sofri (um bocado), viajei (bastante, porém menos que queria), malhei (não o suficiente), gastei (mais que deveria), poupei (menos que gostaria), fiz amigos (muitos), reencontrei pessoas queridas, reatei amizades, escrevi bastante, conheci pessoas novas de todo canto do Brasil e do mundo, brinquei, dancei, gritei, esperneei, beijei, amei, decepcionei, presenteei… enfim, vivi com plenitude!

Sendo assim, aí vai minha lista (merecida, diga-se de passagem) de presentes. Sinta-se livre para me dar o que quiser (ou puder):

– Um notebook;
– Um carro;
– Um namorido;
– Um apartamento.

Ok, ok, brincadeirinhas à parte. Na realidade, o que eu gostaria de ganhar, mesmo, é o seguinte:

– O sentimento da minha mãe;
– A inteligência do meu pai;
– O carinho do Léo;
– A garra do Ângelo;
– A sabedoria do meu chefe;
– A determinação da Gil;
– A minuciosidade da Renata;
– A folga do Fábio;
– A cara-de-pau da Elaine;
– A determinação da Adélia;
– A graça da Donária;
– A cultura da Bela;
– A simplicidade da Lú;
– O profissionalismo do Daniel;
– A paixão da Marília;
– A sagacidade do Nando;
– A capacidade do André;
– A vivência do Renato;
– A graça da Gabi;
– A transparência do João;
– A barriga sarada da menina da academia que corre 2 horas todos os dias na esteira;
– O talento de um grande escritor;
– Uma pele de pêssego;
– A ingenuidade de uma criança;
– A alegria de uma escola de samba;
– A música de um piano;
– A voz de uma soprano;
– A agilidade de uma borboleta;
– A liberdade de um passarinho;
– A beleza de uma flor;
– Arte, muita arte!

Ah é, quase me esqueci: o fim da fome no mundo!

Será que estou pedindo demais? 😉


Ana.

(Imagem retirada da internet.)

João Lenjob: Conversa Fiada

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Excepcionalmente hoje, as atividades extra-curriculares da administradora deste espaço durante o restante da semana não permitiram que a crônica “Lenjobesca” fosse postada pela manhã, como é de praxe… Mas ‘anfan’, chega de papo pra boi dormir. Aí vai ela!

PPJL

Conversa Fiada

Ao pé da letra, conversa fiada seria um papo para um pós-pagamento. Entretanto, no vocabulário popular, conversa fiada é a formosa conversa jogada fora. De gente que não tem o que fazer? Nem sempre. Geralmente é de gente que tem o que conversar. Vai muito além do limite individual convencional. Muitas vezes o assunto é ligeiro, médio ou totalmente pilhérico e outras vezes o assunto é até muito sério, mas que pos suas eventualidades do momento ou do local, chegam a destino sem a contribuição do verídico e acaba se tornando um absurdo.

Este nosso famoso papo furado pode viajar por diversos lugares e datas… Pode ser tema carnavalesco ou notícias do cotidiano como esporte, religião, economia e cultura, mas tem papel relevante e deixa de ser furado ou fiado quando a sua fonte é política. Seria um disparate, um papo furado ou conversa fiada sobre a política brasileira? Não! É a realidade mesmo. É a única divergência desta nossa crônica.

Sobretudo, a conversa fiada torna-se muitas vezes dúvida ao receptor de uma mensagem, indiferente a coerência dela. Se o indivíduo perdeu no xadrez tendo de frente a rainha e duas torres. Ou se perde no jogo de cartas “Buraco”, com mais de mil de frente e quase no final. Ou o sobrevivente daquele acidente de carro cujo resultado, é um carro plenamente destruído. Pode-se acreditar em disco voador? Milagres e seres folclóricos e super-heróis de mentira. E o de verdade?

Observa-se também a tonalidade variante conforme o emissor. Tem indivíduo que pode se exaltar, tentar, querer, aumentar ou até extrapolar. De nada adianta. Não existe um ser capaz de acreditar que aquele foi o emitente do despautério, por se tratar de uma pessoa íntegra, séria. Por outro lado, um contador de causos, experiente no quesito “lábia”, pode de todos os possíveis meios, tentar contar algo verdadeiro, real, sincero e até necessitar de crédito caso o assunto em pauta seja urgente, mas este, coitado, não será respeitado por seus ouvintes.

Lugar onde se tem com grande freqüência a conversa fiada é o típico e famoso velório. Ao chegar a um, a primeira tolice é observada logo na porta, onde um sujeito indaga com o outro o motivo do falecimento do defunto. Comenta-se anorexia e o rebate é contaminação pelo vírus do HIV, mas na realidade foi uma pneumonia crônica.

No primeiro corredor do ambiente fúnebre também há uma senhora, dizendo a outra que a vítima estava falida e a outra senhora dizendo que não, que o pai havia combinado de quitar todas as dívidas, só que a moça acabou indo desta para melhor, mas sempre teve suas contas em dia, deixou de herança para os entes queridos duas casas, dois carros e uma série de bens.

Por fim, apareceu um camarada fazendo o maior discurso da cidade, dizendo que cicrana era uma mulher de caráter, integridade, nobreza, fineza, que era exemplar, boa filha, excelente mãe, irmã prestativa, amiga zelosa, moça prendada, trabalhadeira e tantas outras qualidades que fica até difícil de acreditar que cabe tanto numa pessoa só, mas o impertinente rapaz não conhecia a moça que falecera… Não se sabe se o camarada estava lá contratado ou se dava início ali a um grande futuro político!

Tem também o dia bom para cometer tal gafe. É só recordar do tal primeiro de abril. Neste dia, quem se esquece que ele representa o dia da mentira, acaba caindo inúmeras vezes e sempre que diz que vai pegar alguém, acaba esquecendo.

Muitos podem acreditar que esta crônica foi com verdadeiro teor, cunho relevante e sério. Mas não, foi uma tamanha conversa fiada.

João Lenjob *
* João é poeta e mineiro, e escreve neste blog toda 6ª feira. Nos outros dias da semana, adora uma conversa fiada puxada numa mesa de bar, porque este sim, João, lugar melhor não há!

Realismo Impossível

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Sabem quando você não tem nada a dizer? E acaba falando demais por não ter nada a dizer? Ou então não fala nada, e aí a situação piora? Pois é.
Sabem quando você precisa falar algo, e a pessoa precisa ouvir, mas você não tem nem sequer vontade de falar ou ligar ou escrever contando? Sabem quando fica entalado? Sabem quando a respiração engasga e a garganta aperta, e a sua vontade é de gritar ou bater ou xingar ou chorar? Pois é.
E quando você se sente vazia e gelada, após engolir um balde d’água gelada, queimando tudo por dentro, sabem? E quando a gente descobre que acreditou demais, deu muita corda e ninguém deu a mínima, sabem também? Pois é.
Então aposto que sabem quando, alguns minutos depois de um rompante de ódio e raiva você se sente mais leve, mais livre… Ou quando a gente solta um pássaro de uma gaiola e o vê voando livremente, a priori levando uns golpes do vento, meio cambaleante, mas depois flutuando no ar, planando, voando alto, para cima, sentindo a liberdade… Ou quando dá um primeiro beijo, ou quando tem um encontro interessante, ou quando se sente solteiro, mas não sozinho, já que tem a você próprio… Pois é.
Eu, passional, no sentir, no viver, no gostar, no gozar, no me jogar completamente, sofro demais. Amo demais. Mas ao menos, vivo demais. Talvez eu precise mudar. Ou não.
Pelo menos eu não bebo (muito), e estou vivendo (bem, obrigada). Tem gente que não bebe (pouco) e não está morrendo: já morreu.

(Stricto et lato sensu.)

Seja realista... Exija o impossivel.

(Seja realista… Exija o impossível.)

Texto e foto: Ana.

Meu tio é o cara!

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Então…

Só meu Tio Jaques mesmo. Diretamente de Palmeirópolis, no Tocantins, saudoso do restante da família que vive espalhada pelo Brasil, vive a fazer graça, mandando os videozinhos mais hilários pro Youtube… E não é que ele descobriu um novo “talento”?

Com vocês… MAICOW NITE! O mais recente hit ‘youtubesco’!

Ana.

Ps.: Este vídeo já foi copiado no youtube por mais 02 pessoas, confiram:

* Update: Acreditem se quiser, o vídeo do “Maicow Nite” (versão legendada) está no portal UAI!