Cinema e Milk Shakes

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Assuntinho batido (e atrasado, né): OSCAR.

Escolhas estranhas deste ano, não? Mas tenho de confessar, não assisti a todos que concorreram não… Na verdade, só dois deles:

– O programa de hoje foi “Jogos do Poder” (Charlie Wilson’s War”). Digamos que foi um entretenimento. Mas sinceramente, não consigo entender o porquê de se fazer um filme como esses, já que a maioria do “povão” não consegue ligar o cu com as calças. Traduzindo: acha lindo o filme, e vê os isteites como salvadores da pátria afegã, e não faz a ligação disso com a chamada “guerra contra o terrorismo” bushiana. E aí o cara que é o maior bon-vivant e cheirador de pó, sem contar seus outros atributos (mulherengo, alcoólatra e promíscuo) vira um herói nacional. Aff. Sabe o que valeu à pena? A atuação do Philip Seymour Hoffman (ator protagonista de “Capote”). Muito muito boa. E o Coffee Shake que tomei antes do filme no Café do Ponto.

– Domingo passado foi a vez de “Juno“. Filminho de seção da tarde, se não fosse pelo tema de gravidez na adolescência, o aparente fácil acesso ao aborto (como se isso fosse a coisa mais normal do mundo), os estapafúrdios anúncios de “pais adotivos” nos Classificados do jornal, a reação inverossímil dos pais da garota, etc. Mas quer saber? Apesar de todo o criticismo, eu gostei do filme. Achei delicado sem ser apelativo, a trilha sonora é ótima e a Ellen Page (que é a protagonista do filme) é excelente. E podem me crucificar, mas achei a Jennifer Garner super forçada (será que é só neste filme ou ela é sempre assim e só agora reparei?).

– Já adianto que não verei o ganhador do Oscar deste ano: “Onde os fracos não têm vez” (“No Country for Old Men”). Como um filme com uma sinopse dessas pode ser o Oscar de Melhor Filme?
Texas, década de 80. Um traficante de drogas é encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), que pega uma valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém para alcançar Moss ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).”
Na boa, né…

O negócio é que ando muito de saco cheio com o cinema americano, e por incrível que possa parecer, tenho amado os filmes brasileiros que vi nos últimos tempos. Depois que tive o prazer de ver “O Estômago” no Festival de Cinema Brasileiro Contemporâneo em Tiradentes, no início deste ano, fui correndo alugar “Cinema, Aspirinas e Urubus“. Tudo bem que este é um filme meio lentinho, mas a beleza do Peter Ketnath e a graça do João Miguel valem à pena. Isso sem contar na estapafúrdia história de um vendedor de Aspirina em pleno sertão nordestino, quando ninguém nunca tinha ouvido falar nas tais “pílulas milagrosas”, a “cura para todos os males”, tão corriqueiras pra nós atualmente.

Nem mencionarei por aqui “Meu nome não é Johnny“, que é simplesmente fantástico. Adorei. Todo mundo já sabe que é bom, assim como “Tropa de Elite“, que até já encheu o saco de tanto que caiu no gosto do público, de tanto que ficou igual bunda – todo mundo tem a sua (no caso, a cópia pirata).

Mas leiam o post no Pras Cabeças e sintam um gostinho do que é “O Estômago“, simplesmente um dos melhores filmes que vi ultimamente, sem exageros. “Uma fábula nada infantil sobre sexo, poder e gastronomia”, era o que dizia o pôster espalhado por Tiradentes. Só falo mais uma coisinha: marquem dia 11 de abril em suas agendas e ASSISTAM a este filme! É imperdível.

E antes que eu me esqueça de contar: assisti ao filme na cadeira ao lado da Cláudia Natividade, produtora e do Babu Santana – outro ator do filme. Ao final tirei foto com ele e com o João Miguel (que é uma gracinha, por sinal)… Tiete pouco, né?

Ana.

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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