Arquivo mensal: dezembro 2007

Sweet December

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Dezembro pra mim é um mês feliz. Tem cheiro de chuva, de sol, de verão, de ficar com a pele douradinha de sol, cheiro de flor (pelo resquício da primavera), cheiro de festa, de bolo de chocolate, de comida gostosa, cheiro de casa de vó, de perfume novo, de mudança de vida, de fim de ano, de planos mil (a começar onde será passada a noite do dia 24 pro dia 25, onde se festejará a passagem de ano, tirarei férias ou não, quais as metas para o ano que vem…), cheiro de pipoca e de cinema, cheiro de shopping, de roupa nova, de dama-da-noite e laranja lima…

Claro que tem a chatice do excesso de trabalho do final do ano… Parece que o mundo inteiro se esquece dos outros meses e deixa tudo para o último furo, o último instante, a última hora, o último suspiro. Quem manda pode, obedece quem se fode. E vamo que vamo!

Este ainda é o mês da engorda, pois com tanta festa por aí, haja malhação no dia seguinte… É ainda o mês da falência, pois sempre tem que dar uma lembrancinha pra fulano, outra pra ciclano… E aí, de grão em grão, o seu bolso fica vazio. E haja consumismo nesta época do ano… Espírito natalino uma ova!

É o mês dos “amigos ocultos” (ou “amigos secretos”, como preferirem). Me diz uma coisa: há algo mais constrangedor e chato que amigo oculto? Pelo menos em festa de final de ano, não há não. Claro que não sou anti-social ao ponto de não participar, quando o povo todo do trabalho está dentro, mas que é chato, isso é. Melhor estar dentro que ficar só assistindo. (Leiam mais chatices sobre o amigo oculto no blog do Nando.)

É ainda o mês das datas mais importantes do ano (juntamente com o final de Novembro, é claro), quando aniversariam as pessoas mais legais da face da Terra: OS SAGITARIANOS!!! Vejam aí se uma criatura assim não é mesmo a mais jóia de todas?

“[…] Sendo tão versáteis e possuindo tantos talentos, os sagitarianos seguem uma grande variedade de ocupações em sua busca da verdade e autoconhecimento. Mesmo quando a astrologia tenta diminuir suas tendências profissionais mais prevalecentes e preferidas, a lista é longa. […]
Não obstante, Sagitário é um daqueles signos paradoxais de dualidade, de modo que sempre existe algo de contraditório em sua natureza. […] Alguns Arqueiros são joviais e brincalhões, outros são sérios e estudiosos. Uns são quietos e reflexivos, quase tão graves quanto os capricornianos. Em sua maioria, contudo, os sagitarianos são criaturas despreocupadas, que adoram brincadeiras fortes, não demonstrando receios ou preocupações, e para quem a vida é um grande jogo ou uma droga. […]
Consiste em pesquisar uma verdade em primeiro lugar, depois reconhecê-la e, por fim, ser compelido a expressá-la sem temor, o que é válido tanto para os Arqueiros saltitantes como para os introvertidos e quietos, extremamente raros. É como querer alcançar a argola de latão e cair do cavalo no processo, formular um desejo a uma estrela cadente e cruzar os dedos das mãos e dos pés para dar sorte. Todo sagitariano é idealista e jogador ao mesmo tempo, em doses iguais. Eles gostam de cantar, desenhar e dançar, de jogar e arriscar-se. Também gostam de ler, estudar, observar, aprender, ensinar e viajar. Quando dois deles estão envolvidos em todas estas coisas (ou menos parte delas), a vida nunca é enfadonha. Pode ser exaustiva, mas de modo algum enfadonha. […]
O perdão é uma virtude que os sagitarianos partilham […]. Contudo, perdoar é uma coisa, pedir desculpas é outra. Dois arqueiros não terão facilidade para desculpar-se um com o outro, inclusive com outras pessoas. No entanto, eles sentem o arrependimento um do outro e, em vez de forçarem o assunto, simplesmente ficam dizendo coisas amáveis a torto e a direito, para indicar que não houve ressentimentos. Os Arqueiros jamais guardam ressentimentos. Eles admitem francamente que estiveram errados (quando acreditam nisso de verdade), porém o fazem com mais freqüência através de atos e não em muitas palavras, ou tornando a sorrir jovialmente, desta forma convidando a outra pessoa a esquecer o desentendimento, para que voltem a ser amigos. Sagitário encontra maneiras de expressar um “sinto muito”, sem que palavras reais sejam ditas. Isto evita que se humilhem, mantém seu orgulho intacto e permite que as pazes, após uma briga, sejam mais ou menos indolores.”
Tá bom, beleza. Muitos vão dizer que astrologia é uma merda. Mas na boa, quem me conhece, ou é sagitariano, arrepia quando lê essas coisas, pois parece que a autora me conheceu pessoalmente para escrever este livro…
Hoje é aniversário de BH, 110 aninhos. Da Marília Alvarenga também, e ainda da Fê, uma amiga de infância da época de colégio (não falarei as idades pois não quero criar controvérsias aqui, honestidade é uma coisa, sacanagem é outra!). Agora invertam a ordem dos números e encontrarão o dia do meu aniversário, que, obviamente, tinha que ser o dia do solstício do verão, o início da estação mais quente do ano… 🙂

Ana.

Ps.: O nome do livro é “Os Astros Comandam o Amor“, da Linda Goodman, Ed. Best Seller. Tem só 1064 páginas, que eu já li de trás pra frente e de frente pra trás…

Carta ao Papai Noel

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Prezado Senhor Noel,

Em primeiro lugar, nunca sei como chamar o senhor: Santa Claus, Nicolau, Papai Noel, só Noel, Bom Velhinho, Pai Natal, etc. Poderia me esclarecer esta questão, para começarmos melhor nossa conversa?

Em segundo lugar, gostaria de dizer que fui uma boa menina (mulher, garota, jovem, adulta?!) durante este ano. Trabalhei demais, estudei (de menos), namorei (um pouco), briguei menos, chorei (demais), vivi (demais), sofri (um bocado), viajei (bastante, porém menos que queria), malhei (não o suficiente), gastei (mais que deveria), poupei (menos que gostaria), fiz amigos (muitos), reencontrei pessoas queridas, reatei amizades, escrevi bastante, conheci pessoas novas de todo canto do Brasil e do mundo, brinquei, dancei, gritei, esperneei, beijei, amei, decepcionei, presenteei… enfim, vivi com plenitude!

Sendo assim, aí vai minha lista (merecida, diga-se de passagem) de presentes. Sinta-se livre para me dar o que quiser (ou puder):

– Um notebook;
– Um carro;
– Um namorido;
– Um apartamento.

Ok, ok, brincadeirinhas à parte. Na realidade, o que eu gostaria de ganhar, mesmo, é o seguinte:

– O sentimento da minha mãe;
– A inteligência do meu pai;
– O carinho do Léo;
– A garra do Ângelo;
– A sabedoria do meu chefe;
– A determinação da Gil;
– A minuciosidade da Renata;
– A folga do Fábio;
– A cara-de-pau da Elaine;
– A determinação da Adélia;
– A graça da Donária;
– A cultura da Bela;
– A simplicidade da Lú;
– O profissionalismo do Daniel;
– A paixão da Marília;
– A sagacidade do Nando;
– A capacidade do André;
– A vivência do Renato;
– A graça da Gabi;
– A transparência do João;
– A barriga sarada da menina da academia que corre 2 horas todos os dias na esteira;
– O talento de um grande escritor;
– Uma pele de pêssego;
– A ingenuidade de uma criança;
– A alegria de uma escola de samba;
– A música de um piano;
– A voz de uma soprano;
– A agilidade de uma borboleta;
– A liberdade de um passarinho;
– A beleza de uma flor;
– Arte, muita arte!

Ah é, quase me esqueci: o fim da fome no mundo!

Será que estou pedindo demais? 😉


Ana.

(Imagem retirada da internet.)

Carta ao Papai Noel

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Prezado Senhor Noel,

Em primeiro lugar, nunca sei como chamar o senhor: Santa Claus, Nicolau, Papai Noel, só Noel, Bom Velhinho, Pai Natal, etc. Poderia me esclarecer esta questão, para começarmos melhor nossa conversa?

Em segundo lugar, gostaria de dizer que fui uma boa menina (mulher, garota, jovem, adulta?!) durante este ano. Trabalhei demais, estudei (de menos), namorei (um pouco), briguei menos, chorei (demais), vivi (demais), sofri (um bocado), viajei (bastante, porém menos que queria), malhei (não o suficiente), gastei (mais que deveria), poupei (menos que gostaria), fiz amigos (muitos), reencontrei pessoas queridas, reatei amizades, escrevi bastante, conheci pessoas novas de todo canto do Brasil e do mundo, brinquei, dancei, gritei, esperneei, beijei, amei, decepcionei, presenteei… enfim, vivi com plenitude!

Sendo assim, aí vai minha lista (merecida, diga-se de passagem) de presentes. Sinta-se livre para me dar o que quiser (ou puder):

– Um notebook;
– Um carro;
– Um namorido;
– Um apartamento.

Ok, ok, brincadeirinhas à parte. Na realidade, o que eu gostaria de ganhar, mesmo, é o seguinte:

– O sentimento da minha mãe;
– A inteligência do meu pai;
– O carinho do Léo;
– A garra do Ângelo;
– A sabedoria do meu chefe;
– A determinação da Gil;
– A minuciosidade da Renata;
– A folga do Fábio;
– A cara-de-pau da Elaine;
– A determinação da Adélia;
– A graça da Donária;
– A cultura da Bela;
– A simplicidade da Lú;
– O profissionalismo do Daniel;
– A paixão da Marília;
– A sagacidade do Nando;
– A capacidade do André;
– A vivência do Renato;
– A graça da Gabi;
– A transparência do João;
– A barriga sarada da menina da academia que corre 2 horas todos os dias na esteira;
– O talento de um grande escritor;
– Uma pele de pêssego;
– A ingenuidade de uma criança;
– A alegria de uma escola de samba;
– A música de um piano;
– A voz de uma soprano;
– A agilidade de uma borboleta;
– A liberdade de um passarinho;
– A beleza de uma flor;
– Arte, muita arte!

Ah é, quase me esqueci: o fim da fome no mundo!

Será que estou pedindo demais? 😉


Ana.

(Imagem retirada da internet.)

João Lenjob: Conversa Fiada

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Excepcionalmente hoje, as atividades extra-curriculares da administradora deste espaço durante o restante da semana não permitiram que a crônica “Lenjobesca” fosse postada pela manhã, como é de praxe… Mas ‘anfan’, chega de papo pra boi dormir. Aí vai ela!

PPJL

Conversa Fiada

Ao pé da letra, conversa fiada seria um papo para um pós-pagamento. Entretanto, no vocabulário popular, conversa fiada é a formosa conversa jogada fora. De gente que não tem o que fazer? Nem sempre. Geralmente é de gente que tem o que conversar. Vai muito além do limite individual convencional. Muitas vezes o assunto é ligeiro, médio ou totalmente pilhérico e outras vezes o assunto é até muito sério, mas que pos suas eventualidades do momento ou do local, chegam a destino sem a contribuição do verídico e acaba se tornando um absurdo.

Este nosso famoso papo furado pode viajar por diversos lugares e datas… Pode ser tema carnavalesco ou notícias do cotidiano como esporte, religião, economia e cultura, mas tem papel relevante e deixa de ser furado ou fiado quando a sua fonte é política. Seria um disparate, um papo furado ou conversa fiada sobre a política brasileira? Não! É a realidade mesmo. É a única divergência desta nossa crônica.

Sobretudo, a conversa fiada torna-se muitas vezes dúvida ao receptor de uma mensagem, indiferente a coerência dela. Se o indivíduo perdeu no xadrez tendo de frente a rainha e duas torres. Ou se perde no jogo de cartas “Buraco”, com mais de mil de frente e quase no final. Ou o sobrevivente daquele acidente de carro cujo resultado, é um carro plenamente destruído. Pode-se acreditar em disco voador? Milagres e seres folclóricos e super-heróis de mentira. E o de verdade?

Observa-se também a tonalidade variante conforme o emissor. Tem indivíduo que pode se exaltar, tentar, querer, aumentar ou até extrapolar. De nada adianta. Não existe um ser capaz de acreditar que aquele foi o emitente do despautério, por se tratar de uma pessoa íntegra, séria. Por outro lado, um contador de causos, experiente no quesito “lábia”, pode de todos os possíveis meios, tentar contar algo verdadeiro, real, sincero e até necessitar de crédito caso o assunto em pauta seja urgente, mas este, coitado, não será respeitado por seus ouvintes.

Lugar onde se tem com grande freqüência a conversa fiada é o típico e famoso velório. Ao chegar a um, a primeira tolice é observada logo na porta, onde um sujeito indaga com o outro o motivo do falecimento do defunto. Comenta-se anorexia e o rebate é contaminação pelo vírus do HIV, mas na realidade foi uma pneumonia crônica.

No primeiro corredor do ambiente fúnebre também há uma senhora, dizendo a outra que a vítima estava falida e a outra senhora dizendo que não, que o pai havia combinado de quitar todas as dívidas, só que a moça acabou indo desta para melhor, mas sempre teve suas contas em dia, deixou de herança para os entes queridos duas casas, dois carros e uma série de bens.

Por fim, apareceu um camarada fazendo o maior discurso da cidade, dizendo que cicrana era uma mulher de caráter, integridade, nobreza, fineza, que era exemplar, boa filha, excelente mãe, irmã prestativa, amiga zelosa, moça prendada, trabalhadeira e tantas outras qualidades que fica até difícil de acreditar que cabe tanto numa pessoa só, mas o impertinente rapaz não conhecia a moça que falecera… Não se sabe se o camarada estava lá contratado ou se dava início ali a um grande futuro político!

Tem também o dia bom para cometer tal gafe. É só recordar do tal primeiro de abril. Neste dia, quem se esquece que ele representa o dia da mentira, acaba caindo inúmeras vezes e sempre que diz que vai pegar alguém, acaba esquecendo.

Muitos podem acreditar que esta crônica foi com verdadeiro teor, cunho relevante e sério. Mas não, foi uma tamanha conversa fiada.

João Lenjob *
* João é poeta e mineiro, e escreve neste blog toda 6ª feira. Nos outros dias da semana, adora uma conversa fiada puxada numa mesa de bar, porque este sim, João, lugar melhor não há!

Realismo Impossível

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Sabem quando você não tem nada a dizer? E acaba falando demais por não ter nada a dizer? Ou então não fala nada, e aí a situação piora? Pois é.
Sabem quando você precisa falar algo, e a pessoa precisa ouvir, mas você não tem nem sequer vontade de falar ou ligar ou escrever contando? Sabem quando fica entalado? Sabem quando a respiração engasga e a garganta aperta, e a sua vontade é de gritar ou bater ou xingar ou chorar? Pois é.
E quando você se sente vazia e gelada, após engolir um balde d’água gelada, queimando tudo por dentro, sabem? E quando a gente descobre que acreditou demais, deu muita corda e ninguém deu a mínima, sabem também? Pois é.
Então aposto que sabem quando, alguns minutos depois de um rompante de ódio e raiva você se sente mais leve, mais livre… Ou quando a gente solta um pássaro de uma gaiola e o vê voando livremente, a priori levando uns golpes do vento, meio cambaleante, mas depois flutuando no ar, planando, voando alto, para cima, sentindo a liberdade… Ou quando dá um primeiro beijo, ou quando tem um encontro interessante, ou quando se sente solteiro, mas não sozinho, já que tem a você próprio… Pois é.
Eu, passional, no sentir, no viver, no gostar, no gozar, no me jogar completamente, sofro demais. Amo demais. Mas ao menos, vivo demais. Talvez eu precise mudar. Ou não.
Pelo menos eu não bebo (muito), e estou vivendo (bem, obrigada). Tem gente que não bebe (pouco) e não está morrendo: já morreu.

(Stricto et lato sensu.)

Seja realista... Exija o impossivel.

(Seja realista… Exija o impossível.)

Texto e foto: Ana.

Meu tio é o cara!

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Então…

Só meu Tio Jaques mesmo. Diretamente de Palmeirópolis, no Tocantins, saudoso do restante da família que vive espalhada pelo Brasil, vive a fazer graça, mandando os videozinhos mais hilários pro Youtube… E não é que ele descobriu um novo “talento”?

Com vocês… MAICOW NITE! O mais recente hit ‘youtubesco’!

Ana.

Ps.: Este vídeo já foi copiado no youtube por mais 02 pessoas, confiram:

* Update: Acreditem se quiser, o vídeo do “Maicow Nite” (versão legendada) está no portal UAI!