A Nova Lei de Murphy – Parte II

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Murphy enfim me castigou… Acho que foi por causa do texto de 02/05, sobre os postulados imutáveis e irritantemente verdadeiros, que expus à coletividade neste ínfimo lugarzinho da web…
Parece até aquele filme – “Premonição” – em que a “morte” persegue os que driblaram o destino, escapando dela…
Como se não bastasse o busão lotadaço que peguei hoje – sabe quando você não fica nem em pé, nem sentada, mas sim “suspensa” entre as duas fileiras dos que estão em pé ao lado dos bancos? Pois é. Pra completar, um engarrafamento infernal, que transformou 2 quarteirões pequenos em 45 intermináveis minutos…

No trânsito

1. Você sai de casa numa bela manhã de Outono, toda linda, perfumada e feliz por estar de carro (que tinha ficado não sei quantos dias na oficina) por ainda estar cedo, e por normalmente neste horário não ter trânsito nenhum… Opa… eu disse n-o-r-m-a-l-m-e-n-t-e, porque logo neste dia, que você tem uma importante reunião, ou entrevista de emprego, ou prova de concurso, ou audiência interminável, você gasta 20 minutos pra sair do bairro, mais 25 pra atravessar a trincheira da Contorno com a Raja, outros 15 pra passar pelo Loyola até o Mercure, local onde uma infeliz Brasília Azul Calcinha está parada estragada no meio da rua… Resultado: um percurso que n-o-r-m-a-l-m-e-n-t-e você gastaria de 7 a 10 minutos… Bem, faça as contas que você já advinhará o resto.

2. Claro que, em dias de engarrafamento como este, é melhor ficar na pista da esquerda, que teoricamente é para os carros mais rápidos, emergências, etc. Nã-nã-ni-nã-não! Esta premissa básica do Código de Trânsito Brasileiro não funciona ao caso concreto… Aplicando-se a Lei de Murphy, é óbvio que parece que a pista do meio está andando mais. Você dá uma costurada básica… A pista do meio pára, e a da esquerda dispara na frente! Logo, logo, as pistas à sua esquerda e à sua direita andam muito, e você ali parada, na pista do meio. Resolve mudar de pista de novo. Desta vez, pra direita.

3. De repente, todos os carros na sua frente começam a dar seta (coisa rara aqui em BH, você até se assusta com isso!) pra esquerda. Aí que você percebe que a Brasília estragada está justamente na pista da direita, logo na sua frente! Alguns carros na sua frente e atrás se arriscam e conseguem pegar a pista do meio… Quem disse que alguém te deixa passar? Abre a janela, acena com o braço (igual você aprendeu na auto-escola – ô mico), olha pros carros à sua esquerda com cara de pobre na chuva, pedindo pra entrar, dá a seta, buzina, olha de novo…

4. Vem um motoqueiro à toda e quase bate na lateral do seu carro (que já estava meio embicado pra esquerda, tentando, últimos 10 minutos, acenando, sinalizando, buzinando, pedindo, e implorando pra passar pra pista da esquerda), esbarra no seu retrovisor, chuta sua lataria, e ainda te xinga de Dona Maria!

5. Ufa, o pior passou, depois que você deixou aquela Brasília azul calcinha estragada pra trás… Eis que você começa a ouvir um barulho: uã uã uã uã… luzes se acendendo… Lógico! Uma ambulância querendo te ultrapassar loucamente, no meio do engarrafamento! Nesta hora você se encontra na pista da direita, com a ambulância berrando atrás; ao mesmo tempo, os motoristas “educadíssimos” da pista da esquerda (que teoricamente deveriam ceder lugar para os carros de emergência), continuam dirigindo calmamente, como se nada estivesse acontecendo! O tormento volta, e ninguém deixa você – nem a ambulância – passar pra pista alguma… Neste meio tempo, você já perdeu a rua de entrada à direita para ir ao seu destino, e tem que dar uma volta monstra pra conseguir voltar, e ainda por cima tornar a pegar todo o trânsito de volta, que a essas alturas do campeonato também já está nas vias de retorno…

E depois fala que é não não é muita Lei de Murphy pruma pessoa só???

Texto: Ana

Obs.: Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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