EXPECTATIVA, REALIZAÇÃO E EXAUSTÃO

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Desde novembro estava com meu quartinho reservado numa república feminina em Diamantina, para passar os dias de carnaval. Foi meu 5º ano naquela cidade, delirando com as músicas e coreografias da Bartucada e Batcaverna, além das turmas típicas: os contonetes, os pererecas, os índios, os cariocas do Titi, etc…

Minhas companheiras: Lets, Claudinha, Line, Camila e Marcela
Claro que já estava previsto um engarrafamento na saída de BH para Diamantina, blitz na estrada e tráfego lento, mas não imaginávamos que seria tanto: longo após Paraopeba, antes da tal ponte que caiu, o congestionamento já estava gigante. Gigante não, MONSTRO!
Nunca gastei tanto tempo para ir de BH a Curvelo (minha cidade do coração): foram exatamente 05 horas de viagem, isso significa que no congestionamento gastamos aproximadamente 03 horas.
Mas tudo estava valendo, afinal iríamos para o melhor carnaval de Minas: “Em Diamantina, tudo é diferente, a galera é boa, a galera é nossa, a galera é quente”.
Chegamos em Curvelo com fome e cansadas, ainda bem que meus pais estavam lá. Resolvemos dar uma parada e dormir em camas firmes (porque durante o carnaval é só colchonete heheh)
6h da matina de sábado, continuamos o caminho. Antes das 8h já estávamos em Diamantina, escutando a vibração da Bartucada, que sempre termina de tocar após as 8h. Arrumamos tudo em casa, e fomos pra rua nos divertir!
Nossa república foi ótima porque não acabou água nenhum dia, e conseguimos colocar ordem no banheiro (não é Claudinha!)


Um contratempo fez nossa primeira companheira desistir da viagem.
No domingo a Marcela veio embora pra BH, mas curtirmos pra nós e pra ela! A única dificuldade foi voltar pra casa, porque já não tinha mais ônibus direto pra BH nem na terça, nem na quarta-feira. Mas demos um jeitinho indo para Curvelo e de lá pra cá, com a boa vontade e disposição do tio Wagner (tio da Claudinha).

Durante todas as tardes, o point era a casa dos Pererecas “é só amor, é só alegria, pere, pere, pere, é perereca noite e dia…”
À tardinha concentração no palco da Batcaverna, bandanas, coreografias, pulação, cerveja e alegria! De noite a esperada Bartucada! Não há como ficar parado! É uma energia que só sente quem está lá!
Nestes 05 carnavais em Diamantina, a música chave da Bartucada sempre foi Eu sou o Sol, ela é a Lua, quando eu chego em casa, ela já foi pra rua… vagabunda!” (tanto que o símbolo da Bartucada é o sol unido à lua). Mas este ano confesso que uma música marcou mais (vamos lá Lets, Claudinha, Line e Camila): “Nega! Óculos escuros! Na parede, na parede, na parede dos meus sonhos. Por essa nega eu ponho roupa nova, uso óculos escuro! Desço do muro! Ela sabe me fazer feliz!”
E pra vocês a foto está ai: (mas só serve de óculos virado, né meninas??)


Rimos muito, divertimos pra caramba, fomos felizes!
A única coisa que me deixou triste foi ver a imundice da cidade. Realmente eu estava com nojo de andar nas ruas e sentir aquela água suja espirrando nas pernas. Sem tênis não dava pra sair.
De manhã cedo a gente sentia aquele cheiro horrível de mijo com “não sei o quê” subindo quando o sol começava a esquentar. E logo depois que a Bartucada parava de tocar (entre 8 e 10 da manhã) a cidade era lavada com água e sabão, mas o cheiro não diminuía.
Tem muito folião porco! Muita gente de Minas e fora daqui que não dá valor ao lugar que está. Não têm educação!
Tirando esses incidentes, o carnaval foi ótimo, adorei a companhia das minhas amigas e ano que vem vamos tomar outro rumo, mas o coração é sempre bartuqueiro!


Se Deus é brasileiro, a vida é um grande carnaval;
Se Deus é bartuqueiro, a vida é sempre carnaval!

Beijos,

Lú.

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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