Miséria!

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“Bom dia! Meu nome é Fulano. Eu não estou aqui para roubar, estou vendendo minhas balas! Eu não tenho pai e minha mãe está desempregada e eu tenho que vender as minhas balas para comprar comida para dar para meus irmãos. Quem puder comprar, eu agradeço. Para aqueles que não puderem, agradeço a atenção. Bom trabalho, Deus te proteja.”

Quem nunca ouviu esse discurso nos ônibus de Belo Horizonte?

Todos os dias ao ver essa cena fico pensando na miséria de nosso país. Se em Minas está assim, imagina nas cidades do interior nordestino?

Corta o coração ver aquelas crianças vendendo drops nos ônibus…

Lembro-me sempre de uma menininha de mais ou menos 07 anos, que entrava todos os dias nos ônibus que circulam pela Av. Amazonas. Uma menininha de com uma voz triste, falando um texto decorado, roupa suja e chinelo velho… E o pior… sem educação escolar!

A menina era tão robótica que todos acabavam prestando atenção nela, imagino o que deveria passar na cabeça de cada pessoa do ônibus… Eu, como outras pessoas, várias vezes entreguei a ela um real ou um vale-transporte, sem esperar nada em troca. Pelo simples fato de “tentar” ajudar.

Há dias não encontro com essa menininha. Por onde anda? Só Deus sabe… Seu nome? Miséria! Sua escolaridade? A rua! Ao invés de estudar… é vendedora de balas! Triste!

Minha mensagem de hoje é um apelo ao futuro de nossos brasileiros e de nosso país, ao nosso futuro. Hoje, aquela menininha precisa vender balas para comer. Amanhã, pode ser que nem isso aconteça. Mas não só fome de comida ela sente. Sente fome de educação, de carinho, de amiguinhos, de viver uma infância…

Muitas vezes nos comovemos com situações deste tipo, mas não sabemos o que fazer, como ajudar. E para isso peço a ajuda de vocês: vamos comentar esse blog deixando sugestões de como podemos ajudar o Brasil a mudar seu quadro econômico.

Podemos começar mudando nossos políticos, este ano temos eleições!

Sozinhos não somos nada, juntos mudamos o mundo!

Beijos Lú

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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