Arquivo da tag: devaneios

Simples Assim

Padrão
Será que para se sentir plenamente feliz e realizada, a pessoa tem que seguir determinados padrões da sociedade? Como por exemplo: obter sucesso profissional primeiro, depois casar e ter filhos… Não basta apenas encontrar e viver um grande amor? Eu sei, ninguém se alimenta de prana, amor não enche barriga (a não ser de filhos), e o mundo é movido a dinheiro, blá, blá, blá.

Mas quem foi o idiota que determinou que, para se poder viver um grande amor, é necessário ter dinheiro antes? Quem foi que disse que só se é possível amar e se deixar ser amado quando se tem dinheiro no bolso?

Pois eu digo que dinheiro não traz felicidade. É claro que facilita muita coisa, mas eu ainda acredito MAIS no amor. Acredito que é possível ser feliz e sobreviver com pouco, mas com um grande amor do seu lado. Não quero ser rica, não tenho grandes aspirações financeiras, não quero ser Presidente da República, não quero ser famosa, pop star, não quero ser top model, e nem muito menos ser modelo de comportamento para ninguém.

Não quero ter dinheiro e não ter amor. Não quero viver a vida inteira sozinha, procurando alguém para amar. Também não quero que este alguém me venha pronto, de mão beijada, grátis dado. Tudo que vem fácil, vai fácil…

Quero que ele venha de vontade própria, que me convide a ser dele, e que não me prometa riquezas, mas sim que me proponha ter uma vida de dificuldades e pobreza, que serão superadas com o nosso trabalho, com o nosso amor.
Não quero festas, pompa e circunstância.
Quero simplicidade.
Quero amor.

Texto e foto: Ana.

Arrebatador

Padrão
Vou parar de fingir que não estou nem aí. Vou parar de fazer ironias e de dizer coisas sem sentido e de nunca falar nada que eu quero de verdade. Vou parar de fingir que estou tranquila no meu canto e que não penso em você a todo instante.

Vou parar de fingir que não quero falar contigo todos os dias, e parar de fazer o tipo “ocupada todo o tempo”. Vou admitir que fico te esperando dar um sinal de vida todos os dias, pr’eu tomar mais uma pílula que seja de sua atenção.

Não vou mais fingir que não me decepciono quando você não me liga, e que toda a minha agressividade, ironia e sarcasmo não são em decorrência da sua falta de atitude. Não que você não faça nada, claro que reconheço seus esforços, e acho lindas as coisinhas que você faz, por mais minúsculas que sejam; mas acho que fiz e tenho feito muito, talvez até demais, para te mostrar o que sinto e o que quero.

Não falarei mais com você sobre coisas corriqueiras, sobre como foi o meu dia, nem te perguntarei como foi o seu. Admitirei que já fiz planos, que já sonhei e já pensei e já programei um monte de coisas pra nós dois.

Não vou mais fingir que não me apaixonei por você. Eu sei e você sabe que coincidências assim, como as nossas, não acontecem sem um propósito, muito menos, são coisas corriqueiras, que poderiam acontecer com qualquer um. Vou parar de fingir que eu não lembro o tempo todo do seu toque, das suas palavras, e me recuso a achar que foi tudo uma viagem da minha cabeça, que errei feio, e que posso quebrar a cara, mais uma vez.

Eu quero que você fale com todas as letras, e não mais nas entrelinhas. Eu quero parar de tentar decifrar seus escritos, suas palavras faladas e suas reações. Eu quero simplesmente ouvir da sua boca que você me quer e nada mais, que quer me ver de novo, e que podemos ser felizes juntos, ou que, pelo menos, quer tentar.

Vou te falar uma coisa: eu não quero que esta seja só mais uma historinha de amor, dessas que a gente conta pros amigos, pros filhos e netos, um caso, apenas uma aventura, e que morre por aí.

Vou parar de enrolar e te dizer de uma só vez: eu quero que seja arrebatador.

Ana *

(Texto por: Ana Letícia *. Foto by LaMariposa.)

* Inspirado na maravilhosa prosa poética de Brena Brás.