Lú.
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Uma rainha
Há meses eu aguardava a estréia do filme Maria Antonieta da Sofia Coppola, e finalmente consegui assistí-lo semana passada.
Não decepcionou, pelo contrário, mas deixou um gostinho de quero mais no final, pois termina exatamente na melhor parte da história da rainha francesa, quando a família real é expulsa de Versallhes e fica à mercê dos revolucionários. É verdade que o filme deixa apenas entrever que a rainha foi uma personagem de um dos fatos históricos mais importantes da humanidade, e isso é imperdoável.
Maria Antonieta sempre foi uma personalidade controvertida. Desde que chegou à corte de Versalhes para se casar com o herdeiro do trono foi alvo das críticas e sátiras do povo francês, por simbolizar o luxo, a extravagância e a arrogância da aristocracia, tudo isso aliado ao fato de ser estrangeira, proveniente de uma das famílias mais poderosas da Europa, os Habsburgo.
A controvérsia começou ainda na época de sua morte, no fim do século XVIII: de um lado, tida como símbolo da arrogância da monarquia francesa e das falidas instituições do antigo regime, e de outro, admirada como uma mártir, sacrificada por fanáticos que se voltaram contra a ordem das coisas. Esse foi o objetivo dos biográfos de Maria Antonieta, resgatar a sua imagem como monarca, como representante de uma classe, e como mulher, com as limitações prórias de seu sexo na realidade histórica e cultural em que viveu.
O filme foi um pouco menos realista do que eu imaginava, sobretudo no que se refere às roupas, penteados e maquiagem usados na corte francesa na época. Talvez pela provável rejeição dos expectadores com o excesso de cabelos empoados (exigência imprescindível para frequentar a corte) e maquiagem carregada… Mas a produção também surpreende positivamente pelos toques de atualidade com músicas modernas e a incrível cena que foca um par de All Star no meio dos vários sapatos cheios de firulas da Rainha.
Mas acredito que o objetivo do filme tenha sido mostrar a rainha como mulher, em sua vida privada e íntima, ilustrando a máxima de que toda pessoa é o fruto de seu meio.
Maria Antonieta foi educada desde criança para ser um símbolo do poder das famílias reais, um ventre que traria ao mundo um herdeiro do trono francês, dando continuidade às linhagens e aos privilégios das classes dominantes. Com a perda de seu trono, Maria Antonieta pedeu tudo. Sua posição, sua fortuna, sua família e o respeito de seus súditos. E foi com muita coragem que ela viveu seus últimos anos de vida, suportando as humilhações dos revolucionários e as privações diárias a que era submetida, assim como a separação de sua família, a execução de seu marido, e seu próprio julgamento. E foi essa parte que o filme não mostrou…
Enfim, nos últimos anos, historiadores têm se esforçado para trazer à tona uma imagem mais equilibrada da rainha, nos mostrando que Maria Antonieta não foi uma mulher fútil e ingênua, como se imaginava, mas uma mestra em usar o glamour como arma para se firmar numa corte estranha e hostil, e uma mulher que lutou enquanto pôde por sua realização pessoal.
Virar ícone de uma época é destino para poucos, e assim aconteceu com Maria Antonieta. Por isso, conhecer um pouco da triste história de uma mulher que não soube reinar, mas que a tragédia conseguiu tornar uma grande mártir merece uma ida ao cinema (ou à locadora, em breve) e, obviamente, às livrarias.
***
As biografias mais completas e interessantes são as seguintes:
Maria Antonieta, Evelyne Lever – Especialista na análise e compilação da correspondência de Maria Antonieta, a historiadora francesa traça um perfil da rainha baseado nas cartas enviadas a familiares e documentos oficiais.
Maria Antonieta, Stefan Zweig – É um trabalho mais conservador, que foca mais a rainha como personalidade pública, deixando em segundo plano sua vida íntima. É uma biografia que deve ser valorizada pelo rigor e exatidão históricos do período.
Texto por Bela.
Música para os olhos
O que dizer sobre esse cara? Posso parecer desrespeitosa, mas este aí ao lado, o Cartola, (vulgo “Angenor de Oliveira”), sempre foi tão presente em minha vida, enquanto estudante de piano, amante de música brasileira e filha de pai músico (blogueiro / psiquiatra / psicanalista / filósofo nas horas vagas), que quando o escuto sinto como que se ele sempre esteve aqui ao lado, naturalmente desfiando seu violão, com aquelas mãos de pedreiro e a destreza de uma fada!
As músicas, sempre melodiosas, trazem letras ricas, elaboradas, em um bom Português… Mas Cartola não era semi-analfabeto? Sim, dentre outras coisas também, que fizeram de sua vida um filme pronto para ser filmado, entrecortado de dramas, sucessos, tragédias, doenças, álcool e lirismo…
Para se ter uma idéia, sua primeira esposa ele conheceu num prostíbulo, quando ele tinha só 17 anos de idade. Além disso, ela era casada, e bem mais velha que ele. E só após muitos anos de ter ficado viúvo foi que Cartola reencontrou D. Zica, também viúva, sua amiga e namoradinha de infância. Daí vieram muitos filhos adotivos, o famoso bar Zicartola, por onde tocaram e cantaram tantos grandes nomes do samba e da MPB… Entre eles o Paulo Cesar. Quem? Paulinho da Viola!
“Ouça-me bem amor, preste atenção, o mundo é moinho, vai triturar seus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões ao pó…”
O filme “Cartola“, que tive o prazer de assistir nesta segunda-feira última, em companhia de ninguém mais, ninguém menos, que a nossa querida Dôdô, é um documentário que mistura ficção (pois ele é interpretado, quando criança, pelo ator Marcos Paulo Simião – que diga-se de passagem, ficou IDÊNTICO ao Angenor menino, pelas fotos antigas que são mostradas na película) e realidade, contando toda sua história de vida, desde o início, sua descoberta, seu sumiço, o retorno, a gravação do primeiro disco – quando ele já tinha 66 anos – etc, etc.
“Queixo-me às rosas, mas que bobagem, as rosas não falam, simplesmente as rosas exalam, o perfume que roubam de ti… Ah!”
Além da própria história de vida do mestre, é contada também um pouco da história do Rio de Janeiro, todas aquelas paisagens que nós, mineiros apaixonados pelo Rio, conhecemos hoje em dia, são mostradas no filme nos anos 30, 40… A história do samba, a criação das primeiras escolas-de-samba, os primeiros desfiles, os sambas-enredo, as rodas-de-samba genuínas… Tudo isto, para quem é um amante de música, e, lógico, do samba, é de se maravilhar, é de deixar a gente num verdadeiro “estado de graça”, vontade de flutuar e sair dançando e cantando pela rua afora, na chuva! (Né, Dô? rsrs)
Enfim, Cartola é música para os olhos… Você sai da sala de projeção com a alma elevada… Todos cantam juntos suas músicas dentro do cinema, não tem como não se emocionar e querer bater palmas ao fim…
“A sorrir eu pretendo levar a vida, pois chorando eu vi a mocidade perdida!”
Bom, esta foi a minha dica cultural… Para quem curte cinema, documentários e samba, vale à pena assistir! Em BH, “Cartola” está em cartaz apenas no “Cine Belas Artes“, na Rua Gonçalves Dias, próximo à Praça da Liberdade.
Beijos,
Ana.
Livros: Índia, Alemanha e Afeganistão
Editora Planeta
Este livro conta a história verídica de Anita Delgado, a mulher espanhola do último rajá de Kapurthala. O excelente trabalho de pesquisa do autor tornou essa romântica história ainda mais envolvente, acrescentando importantes dados biográficos dos personagens e da época em que se passam os acontecimentos, os últimos dias da esplendorosa e exótica índia dos rajás. Interessantíssimas as fotos acrescentadas nesta edição, pois nos mostram mais uma vez que nenhum detalhe do livro foi inventado, que seus personagens existiram de fato, com seus dramas, caprichos, decepções e momentos de felicidade. Além de muito bem traduzida, esta obra traz uma visão européia da índia do fim do século XIX e início do século XX e da influência do ocidente na vida e nos costumes orientais, culminando com sua independência e o desaparecimento dos fastos e excentricidades dos rajás. Uma leitura imperdível!
A menina que roubava livros (Markus Zusak)
Editora Intríseca/Edição 2007
Bela
DICA CULTURAL
Alguns dias dá o maior tédio ficar em casa sem fazer nada! Nem sempre os programas da TV aberta ou fechada são atrativos… E se falta companhia então, piora tudo!
Mas agora nossos problemas acabaram!
Foi lançado essa semana um portal com todas as programações de cinemas em Minas. Além disso tem sugestões de filmes que podemos locar e ver em casa, acabando de vez com nossa dúvida na locadora: “qual filme levar?”
O site está muito bom, bem melhor do que ficar esperando atualizar as páginas do guiabh (que me perdoem seus construtores).
Acessem e adicionem em seu favorito: http://www.cineminas.com.br/ Esse eu recomendo!
Beijão,
Lú.
O Cavalo Livre de Tróia
o “filho” do meu amigo, primo (e, após muita insistência, bloggeiro) JOÃO LENJOB finalmente, e após tanta promessa, vai nascer!
O parto de “O Cavalo Livre de Tróia”, livro de poemas do “Joãozinho de Nova Era”, já tem data e local marcados:
08 de Dezembro de 2006, às 20h, no Teatro Casanova
Av. Afonso Pena, nº 1.500, 18º andar.
Ana.
João Lenjob
Em cada esquina
Uma bela menina
Me beija
Em cada beijo
Uma bela cerveja
Me ensina
Posso subir a Bahia
Brincar na Pampulha
Conhecer o Mineirão
Fazer a arte e querer ser bom
Ir ao Mangabeiras, o parque
Talvez Municipal
E correr Floresta, Lourdes, Santa Teresa
Belo Horizonte real, minha nossa, sua.
O Cavalo Livre de Tróia
o “filho” do meu amigo, primo (e, após muita insistência, bloggeiro) JOÃO LENJOB finalmente, e após tanta promessa, vai nascer!
O parto de “O Cavalo Livre de Tróia”, livro de poemas do “Joãozinho de Nova Era”, já tem data e local marcados:
08 de Dezembro de 2006, às 20h, no Teatro Casanova
Av. Afonso Pena, nº 1.500, 18º andar.
Ana.
João Lenjob
Em cada esquina
Uma bela menina
Me beija
Em cada beijo
Uma bela cerveja
Me ensina
Posso subir a Bahia
Brincar na Pampulha
Conhecer o Mineirão
Fazer a arte e querer ser bom
Ir ao Mangabeiras, o parque
Talvez Municipal
E correr Floresta, Lourdes, Santa Teresa
Belo Horizonte real, minha nossa, sua.
O Cavalo Livre de Tróia
o “filho” do meu amigo, primo (e, após muita insistência, bloggeiro) JOÃO LENJOB finalmente, e após tanta promessa, vai nascer!
O parto de “O Cavalo Livre de Tróia”, livro de poemas do “Joãozinho de Nova Era”, já tem data e local marcados:
08 de Dezembro de 2006, às 20h, no Teatro Casanova
Av. Afonso Pena, nº 1.500, 18º andar.
Ana.
João Lenjob
Em cada esquina
Uma bela menina
Me beija
Em cada beijo
Uma bela cerveja
Me ensina
Posso subir a Bahia
Brincar na Pampulha
Conhecer o Mineirão
Fazer a arte e querer ser bom
Ir ao Mangabeiras, o parque
Talvez Municipal
E correr Floresta, Lourdes, Santa Teresa
Belo Horizonte real, minha nossa, sua.



