Arquivo da categoria: Causos

A.N.I.V.E.R.S.Á.R.I.O – Parte III

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Continuando nosso mês de comemoração… hoje temos um texto da Ana que é hilário, dentre as suas várias histórias acontecidas entre Minas e sua praia (Cabo Frio), essa da “Chapa Éguia” é uma das mais legais.

Deixo aqui ainda um beijão para todos os pais do mundo, que fazem de tudo para ver seus filhos bem, que se doam mais do que vivem para si. Feliz Dia dos Pais, sempre!

Beijos, boa leitura!


PS: e para aqueles que estão curtindo o feriadão da segunda, bons passeios e vivam intensamente!

“Chapa Éguia” – Diários de uma viagem

Roupas na mala, protetor solar na bolsa, “comida no papinho e pé no caminho”…
Partimos para uma viagem para Cabo Frio, prá variar.
O Uno “Milho” é valente, subiu e desceu Serras, ultrapassando caminhões, ônibus, respondendo bem ao ser acionado, economizando a “gasosa” prá nós.
Na baixada fluminense, eis que surge o Jolivan. Amigo, calmo, inesperado. Nos acompanhou um bom tempo na estrada reta e quente, margeada por fazendas com vacas, garças, urubus, mato, muito mato… enfim, os latifúndios de um Brasil que não cumpre a sua função social.
Jolivan era um caminhão, e por incrível que pareça, sua presença quase constante durante toda a estrada da baixada nos divertiu. Primeiro pelo nome, nada convencional. Pensamos inclusive em sugerí-lo a um amigo, cuja mulher está grávida, para dar nome ao bebê (sacanagem!)… Segundo, pelo tamanho da coisa: mais de 18m de comprimento. E terceiro, porque nos protegeu de alguns motoristas apressadinhos (pois foi graças ao Joliva´s que não nos colidimos), e um carro de polícia (isso mesmo!) que insistiu em ultrapassar-nos (ó Uno “Milho” e o Jolivan) na faixa contínua! (Temos foto para comprovar, é verdade!). Jolivan, amigo, nos deixou, ao passarmos por Magé. Ficou num engarrafamento monstro, graças ao péssimo planejamento da pista que colocou um ponto de ônibus bem na saída do trevo…. Vai entender. Melhor prá nós, porque pudemos acelerar até os 100 km/h, ao invés dos 60 km/h “seguros” que o Jô-jô nos deixava fazer, e assim chegamos mais rápido ao nosso destino: Região dos Lagos.
Durante toda a estrada, além das paisagens e dos animais que enfeitavam os terrenos às margens, várias placas com os mesmos dizeres nos intrigaram: “AQUI – CHAPA ÉGUIA”
Mas que diabos era aquilo? “Chapa éguia”? Não seria “chapa égüa”? Mas o que era “chapa égüa”, se fosse mesmo isso que as placas queriam dizer? Pensamos logo numa expressão mineiresca: “chapar os melão” = tomar todas, beber tudo que eu conseguir e mais um pouco, beber até cair, etc e etc. Vai ver que lá naquelas bandas cariocas “chapa égüa” (ou éguia) era o mesmo que “chapar os melão”, e que tinha um buteco na beira da estrada dos bons prá tomar daquela “água que passarinho não bebe”… Vai entender, né?
Foi aí que nos veio a luz: outra placa, desta vez industrializada, e não escrita à mão como as outras: “AQUI – CHAPA E GUIA”. Uai, mas não era “Chapa éguia”? Não minha gente, a pessoa que “cuidadosamente” manufaturou toscamente as outras placas esqueceu de dar um espaço entre o “e” e o “guia”, fazendo com que nós, exímios conhecedores da língua portuguesa (hã-hã, tá bom…), deduzíssemos de cara que ali haveria um acento agudo no “e”!!! Sacaram? Ligando ao fato de que haviam 10 caminhões para cada carro no local, CHAPA e GUIA são as pessoas que ajudam a fazer o carregamento do caminhão e que guiam os caminhoneiros, muitas vezes de outros estados longínqüos aos seus destinos… Aaaaaaahhhhhh booooooommmmm!
Acho que depois desta aula de português despedir-me-ei de vocês, mas semana que vem estarei de volta, ok?



Beijos,

Ana Letícia.

Para ler o texto em seu contexto original, clique aqui!
Você gostou deste texto? Ele teve uma continuação. Para saber o que mais aconteceu com a Ana naquela viagem, clique aqui!

A.N.I.V.E.R.S.Á.R.I.O – Parte III

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Continuando nosso mês de comemoração… hoje temos um texto da Ana que é hilário, dentre as suas várias histórias acontecidas entre Minas e sua praia (Cabo Frio), essa da “Chapa Éguia” é uma das mais legais.

Deixo aqui ainda um beijão para todos os pais do mundo, que fazem de tudo para ver seus filhos bem, que se doam mais do que vivem para si. Feliz Dia dos Pais, sempre!

Beijos, boa leitura!


PS: e para aqueles que estão curtindo o feriadão da segunda, bons passeios e vivam intensamente!

“Chapa Éguia” – Diários de uma viagem

Roupas na mala, protetor solar na bolsa, “comida no papinho e pé no caminho”…
Partimos para uma viagem para Cabo Frio, prá variar.
O Uno “Milho” é valente, subiu e desceu Serras, ultrapassando caminhões, ônibus, respondendo bem ao ser acionado, economizando a “gasosa” prá nós.
Na baixada fluminense, eis que surge o Jolivan. Amigo, calmo, inesperado. Nos acompanhou um bom tempo na estrada reta e quente, margeada por fazendas com vacas, garças, urubus, mato, muito mato… enfim, os latifúndios de um Brasil que não cumpre a sua função social.
Jolivan era um caminhão, e por incrível que pareça, sua presença quase constante durante toda a estrada da baixada nos divertiu. Primeiro pelo nome, nada convencional. Pensamos inclusive em sugerí-lo a um amigo, cuja mulher está grávida, para dar nome ao bebê (sacanagem!)… Segundo, pelo tamanho da coisa: mais de 18m de comprimento. E terceiro, porque nos protegeu de alguns motoristas apressadinhos (pois foi graças ao Joliva´s que não nos colidimos), e um carro de polícia (isso mesmo!) que insistiu em ultrapassar-nos (ó Uno “Milho” e o Jolivan) na faixa contínua! (Temos foto para comprovar, é verdade!). Jolivan, amigo, nos deixou, ao passarmos por Magé. Ficou num engarrafamento monstro, graças ao péssimo planejamento da pista que colocou um ponto de ônibus bem na saída do trevo…. Vai entender. Melhor prá nós, porque pudemos acelerar até os 100 km/h, ao invés dos 60 km/h “seguros” que o Jô-jô nos deixava fazer, e assim chegamos mais rápido ao nosso destino: Região dos Lagos.
Durante toda a estrada, além das paisagens e dos animais que enfeitavam os terrenos às margens, várias placas com os mesmos dizeres nos intrigaram: “AQUI – CHAPA ÉGUIA”
Mas que diabos era aquilo? “Chapa éguia”? Não seria “chapa égüa”? Mas o que era “chapa égüa”, se fosse mesmo isso que as placas queriam dizer? Pensamos logo numa expressão mineiresca: “chapar os melão” = tomar todas, beber tudo que eu conseguir e mais um pouco, beber até cair, etc e etc. Vai ver que lá naquelas bandas cariocas “chapa égüa” (ou éguia) era o mesmo que “chapar os melão”, e que tinha um buteco na beira da estrada dos bons prá tomar daquela “água que passarinho não bebe”… Vai entender, né?
Foi aí que nos veio a luz: outra placa, desta vez industrializada, e não escrita à mão como as outras: “AQUI – CHAPA E GUIA”. Uai, mas não era “Chapa éguia”? Não minha gente, a pessoa que “cuidadosamente” manufaturou toscamente as outras placas esqueceu de dar um espaço entre o “e” e o “guia”, fazendo com que nós, exímios conhecedores da língua portuguesa (hã-hã, tá bom…), deduzíssemos de cara que ali haveria um acento agudo no “e”!!! Sacaram? Ligando ao fato de que haviam 10 caminhões para cada carro no local, CHAPA e GUIA são as pessoas que ajudam a fazer o carregamento do caminhão e que guiam os caminhoneiros, muitas vezes de outros estados longínqüos aos seus destinos… Aaaaaaahhhhhh booooooommmmm!
Acho que depois desta aula de português despedir-me-ei de vocês, mas semana que vem estarei de volta, ok?



Beijos,

Ana Letícia.

Para ler o texto em seu contexto original, clique aqui!
Você gostou deste texto? Ele teve uma continuação. Para saber o que mais aconteceu com a Ana naquela viagem, clique aqui!

A.N.I.V.E.R.S.Á.R.I.O – Parte II

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Mais uma semana se inicia, e a nossa votação continua. Afinal, AGOSTO é mês de cachorro louco, de incêndios em Portugal, tem dia do Advogado, depoimento de Marcos Valério, mas, principalmente, é ANIVERSÁRIO DO MINEIRAS, UAI!
Sendo assim, segue transcrito abaixo um texto primoroso da nossa Lú, uma verdadeira fábula que já teve até continuação…
O texto é recente, foi publicado em Junho deste ano… Confesso que foi difícil selecionar um texto da Lú pra colocar aqui, pois ao longo deste 1º ano tivemos diversos escritos muito dignos de serem relembrados. Sendo assim, se alguém quiser fazer alguma sugestão, sinta-se à vontade nos comentários.

Os Cravos e as Rosas

Pintura de Celia Lacayo

Poderia ser mais uma daquelas histórias da nossa amiga Dô, contando os casos da Princesa e o Sapinho… mas prefiro chamar essa “fábula” de “O CRAVO E A ROSA”, mas no final vão ver que tem mais rosas e cravos por aí do que se pensa… e quantas vezes passamos por isso…


No carnaval deste ano, a Rosa conheceu o Cravo, e no meio daquele agito todo de folia não deu tanta importância a sua presença e carinho despendidos. A Rosa queria mais curtir com a turma e as pessoas que conheceu por lá… gente nova, tudo festa!

Aí o tempo passou… o carnaval acabou, a rotina voltou ao normal. Rosa cuidava da casa, do jardim, das outras amigas flores, Margarida e Azaléia (novata no jardim). O Cravo, com toda sua pose de galã de novela, claro que não se conformou com o NÃO da Rosa no carnaval, e deu um jeitinho de se infiltrar em seu jardim encantado. Para que não parecesse tão abusado, o Cravo veio acompanhado de outros dois cravinhos, que logo-logo se aproximaram de Margarida e a Azaléia.

Hummm… nada mal três cravos e três flores… mas o destino começou a unir e desunir estes trios. A Rosa descobriu que uma flor estrangeira, que viera do outro lado do Ocidente, dona do coração do Cravo, voltou a frequentar o jardim onde ele era o rei. Murcha, a Rosa resolveu cuidar apenas de suas companheiras e deixou que o acaso desse um jeitinho em tudo…

Até que não demorou muito… a flor estrangeira não quis mais namorar o Cravo, na certa conheceu um cravo mais robusto do outro lado do Pacífico ou pensa em curtir com outras flores a juventude que tem. O certo é que o Cravo estava com o caminho livre para prosseguir em sua conquista à Rosa, e esta, apesar de decepcionada com o incidente e de aconselhada por muitos, resolveu dar uma nova chance ao Cravo.

Quando se pensava que a história iria dar certo, tudo se complicou. E desandou não só para a Rosa, mas para Margarida e Azaléia que já tinham entrado na paquera com os cravinhos… confusão no jardim!

Apesar de não estarem comprometidos com outras flores, descobriu-se que o cravinho que paquerava a Margarida ainda guardava em seu coração as flores antigas que nele habitavam. Só o tempo cura um amor perdido? Ou o tempo e outra paixão? Rosa e Margarida apostavam nessa segunda opção, mas ainda não conseguiram conquistar seus cravos…

De todas, a história da Azaléia é a menos complicada. O cravinho dela não está comprometido com ninguém, e disposto a entregar seu coração a ela. Só que no caso, a Azaléia é que queria ir com mais calma, para não levar uma rasteira do jardim. Então vinha apenas conversando com o cravinho e analisando se daria certo ou não. Até que resolveu entregar seu coração a ele. Ai que lindo!

Mas nunca se entende cabeça de cravo ou de rosa… Depois disso, vinham as três flores dando sempre um jeitinho de freqüentar o jardim dos cravos, nem que fosse de passagem. Mas eles começaram um joguinho de se fazer de difíceis, sabe-se lá para quê! Um dia eles amavam, no outro faziam de durões. Se um quer e o outro também, entreguem-se! Quem não arrisca não sabe o que vai acontecer!

A história ainda não uniu os pares… está tudo inacabado… esperando que o destino una esses corações amantes, estas flores perfumadas e estes cravos galãs.

Rosa, Margarida e Azaléia esperam um final bom para estas histórias, mas não têm como prever o que vai acontecer!


Beijos, Lú.

****************************************************

Para saber o que aconteceu, clique aqui!
Para ler o texto acima em seu contexto original, clique aqui!
Novos links, tem blogs e sites para todos os gostos!
Taxi Tramas: Causos de taxistas, narrados pelo próprio Mauro Castro;
Tudo que a Boca Come: escritos do Ricardo, que tem gosto musical e literário impecáveis!
Guga Alayon: Fotos e comentários sobre projetos arquitetônicos m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o-s!
Contando Causos: Blog da escritora Sônia Sant’Anna (não preciso dizer mais nada, né?)
Ontem, Hoje: Notícias de Arouca, em Portugal, por uma portuguesa muito bem-humorada e simpática!

Nâo deixem de visitar e comentar!

Um abraço a todos,

Ana Letícia

A.N.I.V.E.R.S.Á.R.I.O – Parte II

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Mais uma semana se inicia, e a nossa votação continua. Afinal, AGOSTO é mês de cachorro louco, de incêndios em Portugal, tem dia do Advogado, depoimento de Marcos Valério, mas, principalmente, é ANIVERSÁRIO DO MINEIRAS, UAI!
Sendo assim, segue transcrito abaixo um texto primoroso da nossa Lú, uma verdadeira fábula que já teve até continuação…
O texto é recente, foi publicado em Junho deste ano… Confesso que foi difícil selecionar um texto da Lú pra colocar aqui, pois ao longo deste 1º ano tivemos diversos escritos muito dignos de serem relembrados. Sendo assim, se alguém quiser fazer alguma sugestão, sinta-se à vontade nos comentários.

Os Cravos e as Rosas

Pintura de Celia Lacayo

Poderia ser mais uma daquelas histórias da nossa amiga Dô, contando os casos da Princesa e o Sapinho… mas prefiro chamar essa “fábula” de “O CRAVO E A ROSA”, mas no final vão ver que tem mais rosas e cravos por aí do que se pensa… e quantas vezes passamos por isso…


No carnaval deste ano, a Rosa conheceu o Cravo, e no meio daquele agito todo de folia não deu tanta importância a sua presença e carinho despendidos. A Rosa queria mais curtir com a turma e as pessoas que conheceu por lá… gente nova, tudo festa!

Aí o tempo passou… o carnaval acabou, a rotina voltou ao normal. Rosa cuidava da casa, do jardim, das outras amigas flores, Margarida e Azaléia (novata no jardim). O Cravo, com toda sua pose de galã de novela, claro que não se conformou com o NÃO da Rosa no carnaval, e deu um jeitinho de se infiltrar em seu jardim encantado. Para que não parecesse tão abusado, o Cravo veio acompanhado de outros dois cravinhos, que logo-logo se aproximaram de Margarida e a Azaléia.

Hummm… nada mal três cravos e três flores… mas o destino começou a unir e desunir estes trios. A Rosa descobriu que uma flor estrangeira, que viera do outro lado do Ocidente, dona do coração do Cravo, voltou a frequentar o jardim onde ele era o rei. Murcha, a Rosa resolveu cuidar apenas de suas companheiras e deixou que o acaso desse um jeitinho em tudo…

Até que não demorou muito… a flor estrangeira não quis mais namorar o Cravo, na certa conheceu um cravo mais robusto do outro lado do Pacífico ou pensa em curtir com outras flores a juventude que tem. O certo é que o Cravo estava com o caminho livre para prosseguir em sua conquista à Rosa, e esta, apesar de decepcionada com o incidente e de aconselhada por muitos, resolveu dar uma nova chance ao Cravo.

Quando se pensava que a história iria dar certo, tudo se complicou. E desandou não só para a Rosa, mas para Margarida e Azaléia que já tinham entrado na paquera com os cravinhos… confusão no jardim!

Apesar de não estarem comprometidos com outras flores, descobriu-se que o cravinho que paquerava a Margarida ainda guardava em seu coração as flores antigas que nele habitavam. Só o tempo cura um amor perdido? Ou o tempo e outra paixão? Rosa e Margarida apostavam nessa segunda opção, mas ainda não conseguiram conquistar seus cravos…

De todas, a história da Azaléia é a menos complicada. O cravinho dela não está comprometido com ninguém, e disposto a entregar seu coração a ela. Só que no caso, a Azaléia é que queria ir com mais calma, para não levar uma rasteira do jardim. Então vinha apenas conversando com o cravinho e analisando se daria certo ou não. Até que resolveu entregar seu coração a ele. Ai que lindo!

Mas nunca se entende cabeça de cravo ou de rosa… Depois disso, vinham as três flores dando sempre um jeitinho de freqüentar o jardim dos cravos, nem que fosse de passagem. Mas eles começaram um joguinho de se fazer de difíceis, sabe-se lá para quê! Um dia eles amavam, no outro faziam de durões. Se um quer e o outro também, entreguem-se! Quem não arrisca não sabe o que vai acontecer!

A história ainda não uniu os pares… está tudo inacabado… esperando que o destino una esses corações amantes, estas flores perfumadas e estes cravos galãs.

Rosa, Margarida e Azaléia esperam um final bom para estas histórias, mas não têm como prever o que vai acontecer!


Beijos, Lú.

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Um abraço a todos,

Ana Letícia

A.N.I.V.E.R.S.Á.R.I.O – Parte II

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Mais uma semana se inicia, e a nossa votação continua. Afinal, AGOSTO é mês de cachorro louco, de incêndios em Portugal, tem dia do Advogado, depoimento de Marcos Valério, mas, principalmente, é ANIVERSÁRIO DO MINEIRAS, UAI!
Sendo assim, segue transcrito abaixo um texto primoroso da nossa Lú, uma verdadeira fábula que já teve até continuação…
O texto é recente, foi publicado em Junho deste ano… Confesso que foi difícil selecionar um texto da Lú pra colocar aqui, pois ao longo deste 1º ano tivemos diversos escritos muito dignos de serem relembrados. Sendo assim, se alguém quiser fazer alguma sugestão, sinta-se à vontade nos comentários.

Os Cravos e as Rosas

Pintura de Celia Lacayo

Poderia ser mais uma daquelas histórias da nossa amiga Dô, contando os casos da Princesa e o Sapinho… mas prefiro chamar essa “fábula” de “O CRAVO E A ROSA”, mas no final vão ver que tem mais rosas e cravos por aí do que se pensa… e quantas vezes passamos por isso…


No carnaval deste ano, a Rosa conheceu o Cravo, e no meio daquele agito todo de folia não deu tanta importância a sua presença e carinho despendidos. A Rosa queria mais curtir com a turma e as pessoas que conheceu por lá… gente nova, tudo festa!

Aí o tempo passou… o carnaval acabou, a rotina voltou ao normal. Rosa cuidava da casa, do jardim, das outras amigas flores, Margarida e Azaléia (novata no jardim). O Cravo, com toda sua pose de galã de novela, claro que não se conformou com o NÃO da Rosa no carnaval, e deu um jeitinho de se infiltrar em seu jardim encantado. Para que não parecesse tão abusado, o Cravo veio acompanhado de outros dois cravinhos, que logo-logo se aproximaram de Margarida e a Azaléia.

Hummm… nada mal três cravos e três flores… mas o destino começou a unir e desunir estes trios. A Rosa descobriu que uma flor estrangeira, que viera do outro lado do Ocidente, dona do coração do Cravo, voltou a frequentar o jardim onde ele era o rei. Murcha, a Rosa resolveu cuidar apenas de suas companheiras e deixou que o acaso desse um jeitinho em tudo…

Até que não demorou muito… a flor estrangeira não quis mais namorar o Cravo, na certa conheceu um cravo mais robusto do outro lado do Pacífico ou pensa em curtir com outras flores a juventude que tem. O certo é que o Cravo estava com o caminho livre para prosseguir em sua conquista à Rosa, e esta, apesar de decepcionada com o incidente e de aconselhada por muitos, resolveu dar uma nova chance ao Cravo.

Quando se pensava que a história iria dar certo, tudo se complicou. E desandou não só para a Rosa, mas para Margarida e Azaléia que já tinham entrado na paquera com os cravinhos… confusão no jardim!

Apesar de não estarem comprometidos com outras flores, descobriu-se que o cravinho que paquerava a Margarida ainda guardava em seu coração as flores antigas que nele habitavam. Só o tempo cura um amor perdido? Ou o tempo e outra paixão? Rosa e Margarida apostavam nessa segunda opção, mas ainda não conseguiram conquistar seus cravos…

De todas, a história da Azaléia é a menos complicada. O cravinho dela não está comprometido com ninguém, e disposto a entregar seu coração a ela. Só que no caso, a Azaléia é que queria ir com mais calma, para não levar uma rasteira do jardim. Então vinha apenas conversando com o cravinho e analisando se daria certo ou não. Até que resolveu entregar seu coração a ele. Ai que lindo!

Mas nunca se entende cabeça de cravo ou de rosa… Depois disso, vinham as três flores dando sempre um jeitinho de freqüentar o jardim dos cravos, nem que fosse de passagem. Mas eles começaram um joguinho de se fazer de difíceis, sabe-se lá para quê! Um dia eles amavam, no outro faziam de durões. Se um quer e o outro também, entreguem-se! Quem não arrisca não sabe o que vai acontecer!

A história ainda não uniu os pares… está tudo inacabado… esperando que o destino una esses corações amantes, estas flores perfumadas e estes cravos galãs.

Rosa, Margarida e Azaléia esperam um final bom para estas histórias, mas não têm como prever o que vai acontecer!


Beijos, Lú.

****************************************************

Para saber o que aconteceu, clique aqui!
Para ler o texto acima em seu contexto original, clique aqui!
Novos links, tem blogs e sites para todos os gostos!
Taxi Tramas: Causos de taxistas, narrados pelo próprio Mauro Castro;
Tudo que a Boca Come: escritos do Ricardo, que tem gosto musical e literário impecáveis!
Guga Alayon: Fotos e comentários sobre projetos arquitetônicos m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o-s!
Contando Causos: Blog da escritora Sônia Sant’Anna (não preciso dizer mais nada, né?)
Ontem, Hoje: Notícias de Arouca, em Portugal, por uma portuguesa muito bem-humorada e simpática!

Nâo deixem de visitar e comentar!

Um abraço a todos,

Ana Letícia

August

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Milhares e milhares de pessoas tabulam o mês de Agosto como o mês do azar! E não só os supersticiosos, mesmo os mais religiosos acreditam que neste mês acontecem coisas inusitadas.

Quando se aproxima agosto, as pessoas mais velhas já começam a prever coisas ruins que poderão acontecer… Uma vela acesa para Nossa Senhora guarda a casa e a família. Pelo menos este ano não temos uma sexta-feira 13 em Agosto!

Lembro da vovó falando que neste mês a gente tinha que evitar ver um gato preto, quebrar um espelho, passar por debaixo de uma escada… Até andar descanso poderia dar azar, cruzes!

Quarta-feira conversei com uma senhora cliente do escritório, Dona Francisca, que fica olhando tanto pras coisas passadas que sofre demais. Ela me disse que este mês Deus não está do lado dela. É o mal de August. Mas pelo contrário, Deus não quer nada de ruim para nós. Às vezes vem uma onda de má sorte e todo mundo, injustamente, logo põe a culpa em Deus…

Os mais jovens não têm tanta superstição assim. Ter uma sexta-feira 13 no mês é até bom, porque rola festas à fantasia. E passar debaixo de escada não diminui o crescimento, nem traz má sorte. A escada não tem culpa de ter sido colocada ali, alguém precisava trabalhar.

Outro fato que lembro e sempre fico rindo foi a notícia do fim do mundo. Lembram que marcaram dia e ano? Eu me lembro muito bem, diziam que o fim do mundo seria no dia 11 de agosto de 2000. Ai ai ai…
Dormi na noite anterior pensando se realmente alguém teria acreditado na história… de qualquer forma rezei para Deus iluminar a todos. Na manhã seguinte, o sol brilhante… (estou lembrando agora daquela minisérie “Família Dinossauros” episódio “Fim do Mundo” onde o Baby dizia amanheceu… é um novo dia… o mundo não acabou…)
Fui trabalhar tranqüila e a noite aula na faculdade. A professora Carmem Lúcia (atual Procuradora Geral do Estado de Minas Gerais) lecionava Direito Constitucional e começou a aula dizendo: só podia coincidir o fim do mundo com o Dia do Advogado, e quem acredita nessa história? E disparou a falar sobre várias coincidências…

Terço na roseira, alho e crucifixo nas portas de casa, vela acessa para Nossa Senhora, água benta no armário, comigo-ninguém-pode no jardim, tudo isso para evitar os maus olhados do mês de Agosto. Ainda tem gente que acredita nisso??? Talvez seja até melhor rezar para que nada de ruim aconteça neste mês ehehehehe.

Beijos Lú

August

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Milhares e milhares de pessoas tabulam o mês de Agosto como o mês do azar! E não só os supersticiosos, mesmo os mais religiosos acreditam que neste mês acontecem coisas inusitadas.

Quando se aproxima agosto, as pessoas mais velhas já começam a prever coisas ruins que poderão acontecer… Uma vela acesa para Nossa Senhora guarda a casa e a família. Pelo menos este ano não temos uma sexta-feira 13 em Agosto!

Lembro da vovó falando que neste mês a gente tinha que evitar ver um gato preto, quebrar um espelho, passar por debaixo de uma escada… Até andar descanso poderia dar azar, cruzes!

Quarta-feira conversei com uma senhora cliente do escritório, Dona Francisca, que fica olhando tanto pras coisas passadas que sofre demais. Ela me disse que este mês Deus não está do lado dela. É o mal de August. Mas pelo contrário, Deus não quer nada de ruim para nós. Às vezes vem uma onda de má sorte e todo mundo, injustamente, logo põe a culpa em Deus…

Os mais jovens não têm tanta superstição assim. Ter uma sexta-feira 13 no mês é até bom, porque rola festas à fantasia. E passar debaixo de escada não diminui o crescimento, nem traz má sorte. A escada não tem culpa de ter sido colocada ali, alguém precisava trabalhar.

Outro fato que lembro e sempre fico rindo foi a notícia do fim do mundo. Lembram que marcaram dia e ano? Eu me lembro muito bem, diziam que o fim do mundo seria no dia 11 de agosto de 2000. Ai ai ai…
Dormi na noite anterior pensando se realmente alguém teria acreditado na história… de qualquer forma rezei para Deus iluminar a todos. Na manhã seguinte, o sol brilhante… (estou lembrando agora daquela minisérie “Família Dinossauros” episódio “Fim do Mundo” onde o Baby dizia amanheceu… é um novo dia… o mundo não acabou…)
Fui trabalhar tranqüila e a noite aula na faculdade. A professora Carmem Lúcia (atual Procuradora Geral do Estado de Minas Gerais) lecionava Direito Constitucional e começou a aula dizendo: só podia coincidir o fim do mundo com o Dia do Advogado, e quem acredita nessa história? E disparou a falar sobre várias coincidências…

Terço na roseira, alho e crucifixo nas portas de casa, vela acessa para Nossa Senhora, água benta no armário, comigo-ninguém-pode no jardim, tudo isso para evitar os maus olhados do mês de Agosto. Ainda tem gente que acredita nisso??? Talvez seja até melhor rezar para que nada de ruim aconteça neste mês ehehehehe.

Beijos Lú

Prezado Emprego de Nove às Seis:

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Não se engane com o cumprimento cordial. Você bem sabe que nosso relacionamento já terminou. Mas a mágoa não cessa. Por isso eu, que nem sou de guardar rancor, decidi colocar tudo nesta carta para exorcizar o mal que me causaste – e causa ainda, agora através dos meus entes queridos. Não, não se manifeste, é minha vez de falar tudo! Para começar, esqueça o “prezado”. Eu acho mesmo que você é um tipinho muito do desprezível.

Lembra quando nos conhecemos? Tudo era uma festa. Eu era só uma menina pobre e você veio com aquelas promessas de dinheiro fácil, pouco esforço, reconhecimento e honorários… Todo fim de mês eu juntava as mãozinhas e agradecia por ter meu próprio e querido Emprego de Nove às Seis. Rá! Como fui ingênua. Não demorou nada para você fazer de mim uma garota oprimida e estressada.

Primeiro, me obrigava a usar as roupas que você queria. Vinha com aquela história de vetar o uso das calças jeans e camisetas de desenho animado. Fez com que passasse a comprar terninhos atrás de terninhos, camisa branca de botão e sapato, tirou minha individualidade. Só porque todos os homens advogados que andavam contigo eram assim? Precisava ser tão hermético?

Arrancando a criatividade das pessoas você se sente feliz. Depois fica indignado porque todos ao seu redor preferem jogar Paciência no computador… Pudera! Neste seu ambiente, a moçada perde a garra, a vontade. Mesas iguais, cadeiras iguais, baias minúsculas. Não podia grudar uma foto do meu namorado na parede e lá vinha você, ciumento, dizendo “isso não é comportamento profissional”.

No começo, confesso, caí na sua lábia. Prometias de tudo, lembra? Viagem de férias, décimo-terceiro, plano de saúde e até convênio odontológico. Suas armas de sedução funcionaram comigo e larguei o Mercado Informal, o rival de longa data, para cair em seus braços. Quanto arrependimento… Promessas, só promessas… Parecia mais político em campanha eleitoral. Temo nunca me recuperar de você, Emprego.

Vivi esperando que notasse minha dedicação e assumisse nosso compromisso. Que enxergasse a minha capacidade e o bom trabalho que estava fazendo. Que custava assinar os papéis? Colocar seu nome na minha Carteira de Trabalho seria um sacrifício tão grande? Tudo bem nunca ter enviado um panetone aos meus pais, mas nós estávamos firmes, você disse que tudo ficaria bem e que me daria até aumento! Canalha!

Já não posso sequer ouvir o seu nome. “Emprego de Nove às Seis”. Bah! Quero distância. Vejo muito bem o que você anda fazendo com a Fê minha amiga, viu? Não bastasse dominar a vida dela nos dias de semana, ainda faz questão de possuí-la aos sábados! Ela tem família, você não tem coração? Não tem vergonha de usar essa moça e depois descartá-la?

Como fez comigo, por sinal. Mal sabia eu que você só gosta mesmo é de variar de funcionários. Troca a equipe como quem troca de cueca!

Felizmente acordei daquele pesadelo. Deletei os arquivos que fiz para você, apanhei minha caneca de café e bati a porta sem olhar para trás. Nem precisa tentar me segurar, oferecendo mentiras como “carro da firma” e “seguro de vida”. Não caio mais. Já chega ter acreditado naquela promessa de “divisão de honorários”. Dividimos mesmo: você ficou com a grana, eu com a dor na coluna por conta da cadeira velha, e com a LER de tanto fazer suas preciosas peças naquela mesa totalmente não-ergonômica.

Saiba que estou agora muito feliz com seu primo, o Trabalho em Casa. Vivemos de modo humilde e precisamos ralar muito para quitar as contas. Mas estamos bem. Ele me dá liberdade e nem liga se coloco os pés na mesa enquanto faço as petições ou falo no telefone. Pretendemos inclusive gerar filhotes, sabe? Projeto de Vida e Sonho de Infância devem vir ao mundo daqui poucos anos. Serão lindos – e mal posso esperar para esfregar a foto deles nessa sua cara-de-pau.

Não que eu seja vingativa, ou já teria tomado medidas contra as suas comadres. Elas ficam me apontando, pensa que eu não sei? Onde passo, perguntam “trabalha em qual escritório?”. E quando respondo “nenhum específico, eu sou autônoma”, me vêm com aquele olhar. Assim que afasto, percebo os comentários: “autônoma, sei… Na minha terra isso tem outro nome… É aquela palavra com D… De-sem-pre-ga-da! Aposto que fica borboleteando o dia inteiro, essa aí”. Que ódio tenho disso, cara! Como se só fosse respeitável quem joga no seu time!

Mas olha, Senhor Emprego de Nove às Seis, todos merecem ser felizes de uma maneira ou outra. Se fosse mais esperto, saberia que está cercado de gente que precisa de ti, mas não te ama. Não custava ser mais flexível, permitir uma folga aqui e outra ali. Com essa postura rígida de cem anos atrás, só o que você consegue são mentiras. Sim, porque quando aquele garoto diz “preciso ir ao dentista” ou “minha avó faleceu”, ele cai mesmo é na farra! Vai ao cinema, viu? Não pense que você pode vigiar a todos por todo o tempo.

A mim, não engana mais. Um dia podemos nos encontrar de novo, porque… você sabe, eu gostava do pessoal. Das conversas durante o cafezinho, daquela dinâmica. Não, de você não! De você não tenho saudades. Te risquei da minha vida. E só escrevi para isso mesmo: dizer que você está demitido.

Passar bem.

*******************************************************************

Este texto é uma obra-prima da “Flá Wonka“, ou Flávia Pegorin, jornalista freelancer que se cansou da vida de empregada de Nove às Seis, e escreve no “Garotas que Dizem Ni“, o qual tomei a liberdade de fazer algumas adaptações…
Para ler o texto original sem adaptações, publicado em 01/08/2005, clique aqui.

Qualquer semelhança com a realidade será mera coincidência…
(ou não!)

Beijos a todos,

Ana Letícia.

Prezado Emprego de Nove às Seis:

Padrão

Não se engane com o cumprimento cordial. Você bem sabe que nosso relacionamento já terminou. Mas a mágoa não cessa. Por isso eu, que nem sou de guardar rancor, decidi colocar tudo nesta carta para exorcizar o mal que me causaste – e causa ainda, agora através dos meus entes queridos. Não, não se manifeste, é minha vez de falar tudo! Para começar, esqueça o “prezado”. Eu acho mesmo que você é um tipinho muito do desprezível.

Lembra quando nos conhecemos? Tudo era uma festa. Eu era só uma menina pobre e você veio com aquelas promessas de dinheiro fácil, pouco esforço, reconhecimento e honorários… Todo fim de mês eu juntava as mãozinhas e agradecia por ter meu próprio e querido Emprego de Nove às Seis. Rá! Como fui ingênua. Não demorou nada para você fazer de mim uma garota oprimida e estressada.

Primeiro, me obrigava a usar as roupas que você queria. Vinha com aquela história de vetar o uso das calças jeans e camisetas de desenho animado. Fez com que passasse a comprar terninhos atrás de terninhos, camisa branca de botão e sapato, tirou minha individualidade. Só porque todos os homens advogados que andavam contigo eram assim? Precisava ser tão hermético?

Arrancando a criatividade das pessoas você se sente feliz. Depois fica indignado porque todos ao seu redor preferem jogar Paciência no computador… Pudera! Neste seu ambiente, a moçada perde a garra, a vontade. Mesas iguais, cadeiras iguais, baias minúsculas. Não podia grudar uma foto do meu namorado na parede e lá vinha você, ciumento, dizendo “isso não é comportamento profissional”.

No começo, confesso, caí na sua lábia. Prometias de tudo, lembra? Viagem de férias, décimo-terceiro, plano de saúde e até convênio odontológico. Suas armas de sedução funcionaram comigo e larguei o Mercado Informal, o rival de longa data, para cair em seus braços. Quanto arrependimento… Promessas, só promessas… Parecia mais político em campanha eleitoral. Temo nunca me recuperar de você, Emprego.

Vivi esperando que notasse minha dedicação e assumisse nosso compromisso. Que enxergasse a minha capacidade e o bom trabalho que estava fazendo. Que custava assinar os papéis? Colocar seu nome na minha Carteira de Trabalho seria um sacrifício tão grande? Tudo bem nunca ter enviado um panetone aos meus pais, mas nós estávamos firmes, você disse que tudo ficaria bem e que me daria até aumento! Canalha!

Já não posso sequer ouvir o seu nome. “Emprego de Nove às Seis”. Bah! Quero distância. Vejo muito bem o que você anda fazendo com a Fê minha amiga, viu? Não bastasse dominar a vida dela nos dias de semana, ainda faz questão de possuí-la aos sábados! Ela tem família, você não tem coração? Não tem vergonha de usar essa moça e depois descartá-la?

Como fez comigo, por sinal. Mal sabia eu que você só gosta mesmo é de variar de funcionários. Troca a equipe como quem troca de cueca!

Felizmente acordei daquele pesadelo. Deletei os arquivos que fiz para você, apanhei minha caneca de café e bati a porta sem olhar para trás. Nem precisa tentar me segurar, oferecendo mentiras como “carro da firma” e “seguro de vida”. Não caio mais. Já chega ter acreditado naquela promessa de “divisão de honorários”. Dividimos mesmo: você ficou com a grana, eu com a dor na coluna por conta da cadeira velha, e com a LER de tanto fazer suas preciosas peças naquela mesa totalmente não-ergonômica.

Saiba que estou agora muito feliz com seu primo, o Trabalho em Casa. Vivemos de modo humilde e precisamos ralar muito para quitar as contas. Mas estamos bem. Ele me dá liberdade e nem liga se coloco os pés na mesa enquanto faço as petições ou falo no telefone. Pretendemos inclusive gerar filhotes, sabe? Projeto de Vida e Sonho de Infância devem vir ao mundo daqui poucos anos. Serão lindos – e mal posso esperar para esfregar a foto deles nessa sua cara-de-pau.

Não que eu seja vingativa, ou já teria tomado medidas contra as suas comadres. Elas ficam me apontando, pensa que eu não sei? Onde passo, perguntam “trabalha em qual escritório?”. E quando respondo “nenhum específico, eu sou autônoma”, me vêm com aquele olhar. Assim que afasto, percebo os comentários: “autônoma, sei… Na minha terra isso tem outro nome… É aquela palavra com D… De-sem-pre-ga-da! Aposto que fica borboleteando o dia inteiro, essa aí”. Que ódio tenho disso, cara! Como se só fosse respeitável quem joga no seu time!

Mas olha, Senhor Emprego de Nove às Seis, todos merecem ser felizes de uma maneira ou outra. Se fosse mais esperto, saberia que está cercado de gente que precisa de ti, mas não te ama. Não custava ser mais flexível, permitir uma folga aqui e outra ali. Com essa postura rígida de cem anos atrás, só o que você consegue são mentiras. Sim, porque quando aquele garoto diz “preciso ir ao dentista” ou “minha avó faleceu”, ele cai mesmo é na farra! Vai ao cinema, viu? Não pense que você pode vigiar a todos por todo o tempo.

A mim, não engana mais. Um dia podemos nos encontrar de novo, porque… você sabe, eu gostava do pessoal. Das conversas durante o cafezinho, daquela dinâmica. Não, de você não! De você não tenho saudades. Te risquei da minha vida. E só escrevi para isso mesmo: dizer que você está demitido.

Passar bem.

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Este texto é uma obra-prima da “Flá Wonka“, ou Flávia Pegorin, jornalista freelancer que se cansou da vida de empregada de Nove às Seis, e escreve no “Garotas que Dizem Ni“, o qual tomei a liberdade de fazer algumas adaptações…
Para ler o texto original sem adaptações, publicado em 01/08/2005, clique aqui.

Qualquer semelhança com a realidade será mera coincidência…
(ou não!)

Beijos a todos,

Ana Letícia.

A.N.I.V.E.R.S.Á.R.I.O!!!

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Nossa! Parece que foi ontem… o “Mineiras, Uai!” comemorando seu primeiro aniversário!!!

01 aninho, caminhando tranqüilo, graças aos acessos e comentários de todos os internautas. E olha que não temos acesso só do Brasil não: EUA, Uruguai, Estados Unidos, Itália, França, Portugal, Japão, Espanha, França… Estamos na lista 100 blogs brasileios mais acessados do ranking do Nedstat em Entretenimento Geral. Recebemos diversos comentários diários, e uma média de 80 acessos por dia. São as mineiras na parada!

E já que é mês de aniversário, traremos a cada semana alguns dos textos mais lidos durante o nosso primeiro ano de existência na blogosfera e faremos uma enquete: qual a melhor história? Ixi a parada vai ser dura…

Contamos com o participação de todos vocês e não esqueçam de deixar os comentários, porque “Mineiras, Uai!” tá dando pano pra manga!”

Abaixo já está o primeiro texto da disputa, escrito pela Dô. Foi também um dos primeiros e hilários textos que povoaram nosso blog, escrito pela Dô (a mineirinha mais sumida deste canto) na primeira semana de existência do “Mineiras”. Trata-se da história de uma calça cagada, um amigo ex-amigo que já virou amigo de novo e, claro, ela, a “Súper Dodô”!

Lá vem ela… “Super Dodô”!

Olá pessoal! Estava com saudade de escrever pra vocês!! (Olha, que mentira!!)rsrs. Vocês devem estar imaginando, porque eu não escrevo nada sério, tipo a Lê, que escreveu sobre Olimpíadas e cultura..”que menina chique”. E a Lú então, que falou sobre política, “nossa, que meninas comportadas e intelectualizadas, ai que meda que dá… rsrsrs!”. Não escrevo coisa tão importante, porque não gosto de ficar séria e o único momento de distração é quando eu estou escrevendo, (trabalhando, estudando e às vezes até nos sonhos) e também porque tem gente demais dando opiniões sobre esses assuntos polêmicos. Prefiro economizar….”metida eu, né”!!! E “às vezes” (sempre) me acho muito atrapalhada, e acho que minhas trapalhadas merecem ser compartilhadas. E não é que paguei o maior mico da minha vida outro dia ( uns 4 meses atrás)!?

Por favor não riam, pois foi traumático… tenho problemas até hoje depois do acontecido (brincadeirinhaaa).

Um amigo, ou melhor, hoje ele é um ex-amigo, num belo dia de sol me fez um convite para almoçarmos juntos. E eu aceitei. Nos encontramos e logo, logo começamos a discutir… o porquê eu não sei…(ah, ele é muito implicante e chato e ridículo, ele é uma “coisa”). Acho que sei sim! Tudo começou porque ele perguntou se eu tinha cagado na minha calça, “olha que antipático”! (Gente, eu tenho uma calça jeans manchada de marron na frente e atrás, ela é legal, juro que não é baranga…só é manchada)… Eu fiquei nervosa e foi uma discussão feia dentro do carro, até chegar no restaurante. A discussão virou uma bola de neve…

Quando descemos do carro, ele continuou resmungando de um lado e eu do outro, então, ele começou a andar rápido na minha frente, eeuuu odééééio isso, com todas as minhas forças. Íamos atravessar a rua (ele na frente) nem deu tempo dele sentir a minha falta, pois, tinha um carro branco do outro lado e um motorista dentro, (logo, o carro era um táxi) fiquei tão nervosa que já fui logo entrando.
Eu: Por favor, o senhor pode seguir para a Praça da Assembléia?
Motorista: Mas, e o moço alí?
Eu: Pode ir, ele já sabe! (pensei que ele tivesse visto a briga e resolvi não render conversa)

No final do percurso….

Eu: Posso pagar com cheque?
O motorista, com uma cara de maníaco, olhou pra mim pelo retrovisor e disse:
“ Sua louca, eu não sou taxista” (eu fiquei assustada, pensando que ele fosse um estuprador, ou sei lá, um palhaço fantasiado de motorista de táxi), e ele continuou falando: “Eu perguntei se você tinha falado com o moço lá dentro, você disse que tinha, era o meu chefe que estava almoçando…. e agora sua doida, vou perder o meu emprego!” Pedi mil desculpas….mas, acho que não adiandou, ele saiu furioso!!!

Pessoal, “dei pala” de tanto rir. O motorista todo nervoso e eu lá todo bonitona de motorista particular prá baixo e prá cima… Eu morrendo de rir e ele querendo acabar comigo…Coitado!!!
Alegria de pobre dura pouco. Pelo menos uma vez, tive o privilégio de ter um motorista particular por alguns minutos, sem ser o motorista do ônibus…

Ah, trem chique…

Bjocas da Donária.

(clique aqui para ler o texto no arquivo de Agosto/2004.)

Divirtam-se, comentem, deixem o seu recado e aguardem os próximos textos para votação, que serão postados aqui sempre às segundas-feiras do mês de Agosto!

Beijos, beijos, das Mineiras, Uai!

Ana, Lú, Dô.