Arquivo da categoria: Ana

Os Donos da Situação

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Já reparou como sempre existiram aquelas pessoas que se sentem os donos da situação? Em qualquer lugar, é impressionante…
Claro que você pode ser o dono da situação num bom sentido, e isso é muito muito, obviamente.
Quando falo dos “donos da situação” para dar título a este texto, poderia ter dito: “gostosão da bala Chita”, “poderoso chefão”, “todo poderoso”, etc, etc… Enfim, vocês entenderam.

Vejamos então:

O folgado

Este aí não está nem azul se você está com pressa e quer passar no corredor. Ele simplesmente pára bem no meio para bater papo com o seu coleguinha, e de forma que, ou você aguarda mais 5 minutos, ou pede licença educadamente – e o folgado finge não te escutar – e aí você espera os 5 minutos da mesma forma, ou você passa encostando no sujeito, o cara ainda te olha de lado e você derruba seus papéis no chão – já que precisou fazer contorcionismo pra poder se espremer no minúsculo espaço que te sobrou.

(Atenção! O sujeito acima descrito também está solto por aí no trânsito!!!)

O poderoso chefão


Vogon

Claro que ele não é chefe de nada, trata-se de um aspone ou mero burocrata de plantão, que se acha O Deus, ou melhor, se acha não, TEM CERTEZA!!! Tudo com eles é mais difícil, dá mais trabalho, sem contar no arzinho de superioridade que exala deles e que você percebe no ato!

(Atenção! O sujeito acima descrito não está adstrito só à Terra… Lembram-se dos “Vogons”?)

O Bonitão da Bala Chita

Tarzan & Chita

Não adianta o cara ser feio. Ele simplesmente não se olha no espelho! E o pior: ele se acha! Como uma metralhadora, ele dispara seu “charme” para todos os lados, e não se toca que, quando você é gentil, está apenas sendo gente boa, e não dando bola! Pra completar, o “bonitão da bala Chita” (para os leigos, a bala Chita traz na embalagem uma foto da CHITA, a macaca do TARZAN) se acha um ser superior (só se for em feiúra, mas ele não sabe!), e por isso, acha que não precisa ser educado, comprimentar, tratar bem as pessoas, etc, etc.

(Atenção! O sujeito acima identificado pode ser encontrado em qualquer camada social, no trabalho, na escola, na faculdade, no clube, etc…)

O dono da rua

Além de ter aquele que se acha o dono da rua e estaciona em frente a garagem do seu prédio, pára em fila dupla ou até tripla, conversa no meio da rua com outro motorista com o carro parado e uma fila de outros automóveis atrás sem dar a mínima, o tipo “qualificado” de dono da rua que me irrita todos os dias é outro: simplesmente, ele se acha o dono de todas as vagas do quarteirão. Para isso, pega as chaves de alguns motoristas (“donos da rua” também) e estaciona os carros de tal forma que ninguém mais pode estacionar, a não ser os “mensalistas” dele…

Haja!

Ana.

Ps.: Que os machos leitores deste blog não me levem a mal! Todos os “tipos” acima vêm em 3 padrões: Barbie, Ken ou Bonequicha!

Será que estou certa?

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Assisti ao debate entre os “presidenciáveis”(?) na 5ª à noite. Infelizmente, diga-se de passagem.
Fui no blog do D. Afonso ler o texto que a Luma falou.

Este foi o meu comentário:

“O debate foi mesmo ridículo. Aliás, estou tão desanimada com o 1º de Outubro que até hoje no final da tarde não sabia em quem ia votar, nem os números dos candidatos eu sei.
Pra vc ter uma idéia da gravidade da situação, o PT escolheu junto ao PMDB-MG para Senador pelo estado, ninguém mais, ninguém menos, que NEWTON CARDOSO!
Não dá pra ser louca ao ponto de votar no ômi pra reeleição, nem pra levar algo a sério, dá?
Tá difícil…

Mas ontem à noite gostei da Heloísa e do Cristóvam, ela deu show em todos, e ele foi muito calmo e coerente. No entanto, ambos pisaram na bola ao não atacar nem de leve o Alckmin. […]
Céus, onde vamos parar? É Afonso, acho que o seu imposto não vai ser devolvido este ano não!!!”

E aqui em Minas, que o candidato à reeleição, que está com mais de 70% das intenções de voto em todas as pesquisas – detalhe, do PSDB – também não se dignou a comparecer ao debate?
Aliás, debate não, ENTREVISTA! Pois o candidato do PT foi o único que compareceu… Isso é que é eleição de prestígio… pffff

E a esperança do Afonso, de que o seu imposto pudesse ser devolvido de alguma forma, em forma de investimentos na saúde ou serviço social ou educação?

É triste, mas até ele já constatou o papel de palhaços que nós, brasileiros, estamos desempenhando no meio deste circo todo, e terminou o seu texto de hoje, com a frase:
Infelizmente termino tendo que admitir que ela tem razão.”

E eu termino por aqui, recomendando as seguintes leituras aos cidadãos que aqui lêem minhas elucubrações:

O Caráter Geral do Brasileiro – por Cl.Costa do Pras Cabeças;

Ética na Política – por Yvonne do BlogGente.

“O Brasil não são os comensais do erário. Não são as ratazanas do Tesouro. Não são os mercadores do Parlamento. Não são as sanguessugas da riqueza pública. Não são os falsificadores de eleições. Não são os compradores de jornais. Não são os corruptores do sistema republicano … O Brasil não é essa nacionalidade fria, deliqüescente, cadaverizada, que receba na testa, sem estremecer, o carimbo de uma camarilha, como a messalina recebe no braço a tatuagem do amante, ou o calceta no dorso, a flor-de-lis do verdugo”.
Rui Barbosa, em 20 de Março de 1919, no Teatro Lírico, Rio de Janeiro.


Ana.

A Propaganda é a Alma do Negócio (ou não…)

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Este ano o blog está meio apolítico, confesso. Mas a cada dia que nos aproximamos das eleições, dá uma angústia maior no peito e um desespero, uma sensação de estar presa num labirinto…

Em quem votar? Sabemos em quem NÃO votar, mas sobra algum candidato que preste no final das contas?

O que é a ética, afinal, se tudo o que aprendi com os ensinamentos de meus pais e avós, no colégio, na faculdade, não passou de uma teoria muito bonita, e se o que vemos, na prática, é que a ética – pelo menos na política – simplesmente NÃO EXISTE?!

Juro que não assisti NENHUM horário político obrigatório, confesso que preferi me alienar com “enlatados americanos” na Warner e Sony, ou com documentários e entrevistas no GNT. Menos frustrante, sim.

Mas, para não dizer que não falei nada de eleições por aqui, transcrevo abaixo os 8 piores slogans de campanhas eleitorais, que recebi por e-mail (portanto não atesto a veracidade dos fatos, e nem sei quem foi o autor do texto)…

Afinal, rir é o melhor remédio, né?

Vejam o que um candidato não faz pra chamar a atenção…

8º lugar
Guilherme Bouças, com o slogan:
“Chega de malas, vote em Bouças”

7º lugar
Grito de guerra do candidato Lingüiça, lá de Cotia (SP):
“Lingüiça Neles!”

6º lugar
Em Descalvado (AL), tem uma candidata chamada Dinha cujo slogan é:
“Tudo Pela Dinha”

5º lugar
Em Carmo do Rio Claro, tem um candidato chamado Gê:
“Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê”

4º lugar
Em Hidrolândia (GO), tem um candidato chamado Pé:
“Não vote sentado, vote em Pé”

3º lugar
E em Piraí do Sul tem um gay chamado Lady Zu:
“Aquele que dá o que promete”

2º lugar
A cearense chamada Debora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito. Slogan:
“Vote com prazer” (E foi a vereadora mais votada de Fortaleza).

1º lugar
Candidato a prefeito de Aracati (CE):
“Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição”

Pfff! Sem comentários…

E vamos pro 1º de Outubro que não tem outro jeito, votar com o coração, pois a razão está difícil encontrar…

Ana.

A Praia de Belô

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(Atualizado 2ª Feira, 25/09/2006 – Resposta sobre o alimento, veja no final do texto…)

Huum… Cabo Frio? Não. Guarapari? Não. Vitória? Rio de Janeiro? Porto Seguro? Não, não, e… não.

A praia de BH é mesmo o SHOPPING CENTER. (Ou o botequim, é bem verdade, que está presente em 11 de cada 10 esquinas da capital.)

Mas uma pesquisa realizada em 6 capitais do Brasil – São Paulo, Rio, Brasília, Salvador, Porto Alegre e BH – comprovou o que já era um consenso entre a população mineira: Mineiro não vai à praia, vai ao Shopping!

Para se ter uma idéia, somos os campeões nos gastos com: compras (R$ 138,00 contra a média nacional de R$ 95,00), comida, ou seja, fast food – para mim, uma triste constatação e um péssimo gosto – (R$ 17,00 contra a média nacional de R$ 13,00), e no motivo de se ir ao shopping: PASSEIO! (26% contra a média nacional de 19%).

Bizarrices mineiras à parte, o novo Guiness Book Edição 2007 chegará às bancas em Outubro
E não é que os nossos hermanos do sul também são muito comilões? Ganharam destaque nos quesitos ‘porcentagem diária de alimentos consumida acima das recomendações mínimas da FAO’ e ‘consumo de carne por pessoa’: 183% e 56,3 kg, respectivamente, por pessoa, por ano!!!

Bizarro, não?

Aliás, alguém aí sabe o que é BIZARRO?

O CL já explicou… Quem quiser conferir isso, e saber de mais uns recordes tão ou mais bizarros quanto esses, é só clicar AQUI.

Ah! E qual o alimento mais consumido no mundo todo? (Segundo o Guiness 2007)
Quatro chances:

a) Arroz
b) Trigo
c) Ovo
d) Banana

–>> Pensou TRIGO? Errou! OVO ou ARROZ? Também NÃO!
NINGUÉM ACERTOU!!!
O alimento mais consumido no mundo – segundo o Guiness Book 2007 – é a BANANA!!!!!
E depois falam que não somos descendentes dos MACACOS!!! 😉


[ ]s

Ana.

PALAVRAS, APENAS PALAVRAS

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“Palavras, apenas, palavras pequenas, palavras…
Momento…
Palavra, palavras, palavras…
Ao vento…”
(Cássia Eller)

Na maior parte do tempo, a maioria das pessoas pensa que palavras são “APENAS” palavras… Mas não pensam, ou não prestam atenção no que dizem, como agem e por quê, não percebem a influência e a imensa força que as suas próprias palavras ditas, escritas ou faladas, podem ter sobre suas vidas, ou sobre as vidas daqueles que os rodeiam.

“Ex abundanctia enim cordis os loquitur” – A boca fala do que está cheio coração, já disse o antigo provérbio em latim.

Existe uma ciência chamada NEUROLINGÜÍSTICA. Alguém aí nunca ouviu falar? É um campo de estudos que se interessa de uma maneira geral pela cognição humana (o que inclui seus aspectos sócio-culturais, neuropsicológicos, afetivos, biológicos, etc.), e de maneira mais específica pela linguagem e por processos afeitos a ela.

Resumindo: as palavras ditas exprimem uma vontade, que induzem a uma ação do indivíduo, ação esta que desencadeará um determinado resultado, que por sua vez gera um sentimento (ou sobre aquele que disse, ou sobre aquele para quem foi dito), que gerará uma outra ação, etc, etc, etc… O que pode, então, se tornar um círculo vicioso, um mau hábito, ou um círculo virtuoso, que só trará benefícios ao interlocutor, e que dependerá, é claro, do teor, da carga – positiva ou negativa – que tenham essas palavras.

A cada dia que passa percebo mais o poder que as nossas palavras têm em nossa mente, em nossos sentimentos, e como elas podem afetar toda uma vida, trazer doenças, ou promover a saúde, causar deturpações neurológicas, psiquiátricas, ou levar a grandes feitos e realizações, trazer desgraça ou sucesso. Ao dizer EU NÃO CONSIGO, ou EU NÃO POSSO FAZER, lembre-se que estará programando seu cérebro a NÃO FAZER, já que ele entende como EU NÃO QUERO! Ao invés, diga POR MAIS DIFÍCIL QUE SEJA, EU VOU TENTAR, E EU VOU CONSEGUIR.

Casos concretos ao nosso redor não faltam! Basta conhecer um pouco seu amigo ou colega de trabalho e prestar mais atenção no que ele diz e faz. Querem exemplos?

– Uma pessoa que conheço que foi criada vendo o pai desmoralizar e bater na mãe, e essa mãe passou a se sentir uma incapaz, tendo tanto sofrimento psicológico com esse tipo de tratamento que desenvolveu até câncer, além de outros problemas de ordem neurológica, psicológica, etc. Enfim, esta filha tanto aprendeu errado que hoje em dia não consegue ver a mãe como uma pessoa, e acha normal tratá-la pior que a um cachorro, como também pensa ser a coisa mais normal do mundo, agora que seus pais se separaram, ser desmoralizada e maltratada fisicamente e verbalmente pelo próprio pai e pela irmã…

– Uma mãe de 5 filhos, de mal com a vida, com o marido que a traía, nervosa e deprimida, só brigava com os filhos, a ponto de falar a eles, todos os dias, que se fizessem tal e tal coisa, ela os mataria e enterraria no quintal da casa, todo dia, todo dia. Hoje, dos 05 filhos – 3 homens e 2 mulheres – já adultos, 4 estão presos por homicídio.

– Uma senhora de 80 anos com graves problemas cardíacos sofreu um enfarte. Mesmo com tudo para não operar – glicose alta, veias e artérias entupidas, idade avançada, etc – com os médicos falando que ela correria riscos demais, ela respondia que isso NÃO ACONTECERIA COM ELA, que ELA FICARIA BOA e que a CIRURGIA SERIA UM SUCESSO, pois CONFIAVA PLENAMENTE NA CAPACIDADE DOS MÉDICOS E NA SUA PLENA RECUPERAÇÃO. Hoje esta senhora já tem 85 anos e tem uma vida normal, mesmo após trocar uma válvula sua por outra de porco, e trocar parte necrosada de seu coração por parte de um coração de boi.


Moral das histórias: Vamos prestar mais atenção no que falamos e escrevemos, e até mesmo no que pensamos? Não dê desculpas para tudo, não reclame de tudo, não torne um probleminha num problemão. Não piore a sua vida. Aprenda com seus erros e com as piores situações por que passar. Qualquer situação, por pior que seja, terá um lado positivo, trará algum aprendizado.

Exercite a Pollyanna que existe em você!!! (Se nunca leu este livro, LEIA-O JÁ!!!)

Ana.

PALAVRAS, APENAS PALAVRAS

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“Palavras, apenas, palavras pequenas, palavras…
Momento…
Palavra, palavras, palavras…
Ao vento…”
(Cássia Eller)

Na maior parte do tempo, a maioria das pessoas pensa que palavras são “APENAS” palavras… Mas não pensam, ou não prestam atenção no que dizem, como agem e por quê, não percebem a influência e a imensa força que as suas próprias palavras ditas, escritas ou faladas, podem ter sobre suas vidas, ou sobre as vidas daqueles que os rodeiam.

“Ex abundanctia enim cordis os loquitur” – A boca fala do que está cheio coração, já disse o antigo provérbio em latim.

Existe uma ciência chamada NEUROLINGÜÍSTICA. Alguém aí nunca ouviu falar? É um campo de estudos que se interessa de uma maneira geral pela cognição humana (o que inclui seus aspectos sócio-culturais, neuropsicológicos, afetivos, biológicos, etc.), e de maneira mais específica pela linguagem e por processos afeitos a ela.

Resumindo: as palavras ditas exprimem uma vontade, que induzem a uma ação do indivíduo, ação esta que desencadeará um determinado resultado, que por sua vez gera um sentimento (ou sobre aquele que disse, ou sobre aquele para quem foi dito), que gerará uma outra ação, etc, etc, etc… O que pode, então, se tornar um círculo vicioso, um mau hábito, ou um círculo virtuoso, que só trará benefícios ao interlocutor, e que dependerá, é claro, do teor, da carga – positiva ou negativa – que tenham essas palavras.

A cada dia que passa percebo mais o poder que as nossas palavras têm em nossa mente, em nossos sentimentos, e como elas podem afetar toda uma vida, trazer doenças, ou promover a saúde, causar deturpações neurológicas, psiquiátricas, ou levar a grandes feitos e realizações, trazer desgraça ou sucesso. Ao dizer EU NÃO CONSIGO, ou EU NÃO POSSO FAZER, lembre-se que estará programando seu cérebro a NÃO FAZER, já que ele entende como EU NÃO QUERO! Ao invés, diga POR MAIS DIFÍCIL QUE SEJA, EU VOU TENTAR, E EU VOU CONSEGUIR.

Casos concretos ao nosso redor não faltam! Basta conhecer um pouco seu amigo ou colega de trabalho e prestar mais atenção no que ele diz e faz. Querem exemplos?

– Uma pessoa que conheço que foi criada vendo o pai desmoralizar e bater na mãe, e essa mãe passou a se sentir uma incapaz, tendo tanto sofrimento psicológico com esse tipo de tratamento que desenvolveu até câncer, além de outros problemas de ordem neurológica, psicológica, etc. Enfim, esta filha tanto aprendeu errado que hoje em dia não consegue ver a mãe como uma pessoa, e acha normal tratá-la pior que a um cachorro, como também pensa ser a coisa mais normal do mundo, agora que seus pais se separaram, ser desmoralizada e maltratada fisicamente e verbalmente pelo próprio pai e pela irmã…

– Uma mãe de 5 filhos, de mal com a vida, com o marido que a traía, nervosa e deprimida, só brigava com os filhos, a ponto de falar a eles, todos os dias, que se fizessem tal e tal coisa, ela os mataria e enterraria no quintal da casa, todo dia, todo dia. Hoje, dos 05 filhos – 3 homens e 2 mulheres – já adultos, 4 estão presos por homicídio.

– Uma senhora de 80 anos com graves problemas cardíacos sofreu um enfarte. Mesmo com tudo para não operar – glicose alta, veias e artérias entupidas, idade avançada, etc – com os médicos falando que ela correria riscos demais, ela respondia que isso NÃO ACONTECERIA COM ELA, que ELA FICARIA BOA e que a CIRURGIA SERIA UM SUCESSO, pois CONFIAVA PLENAMENTE NA CAPACIDADE DOS MÉDICOS E NA SUA PLENA RECUPERAÇÃO. Hoje esta senhora já tem 85 anos e tem uma vida normal, mesmo após trocar uma válvula sua por outra de porco, e trocar parte necrosada de seu coração por parte de um coração de boi.


Moral das histórias: Vamos prestar mais atenção no que falamos e escrevemos, e até mesmo no que pensamos? Não dê desculpas para tudo, não reclame de tudo, não torne um probleminha num problemão. Não piore a sua vida. Aprenda com seus erros e com as piores situações por que passar. Qualquer situação, por pior que seja, terá um lado positivo, trará algum aprendizado.

Exercite a Pollyanna que existe em você!!! (Se nunca leu este livro, LEIA-O JÁ!!!)

Ana.

O Futuro da Língua Portuguesa…

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(Mais uma da série: Gramáticas da Vida…)

Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo.

Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.

No primeiro ano, o “Ç” vai substituir o “S” e o “C” sibilantes, e o “Z” o “S” suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O “C” duro e o “QU” em que o “U” não é pronunçiado çerão trokados pelo “K”, já ke o çom é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.

Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko “H” mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O “CH” çera çimplifikado para “X” e o “LH” pra “LI” ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como “onra” fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe.

Da mesma forma, o “G” ço çera uzado kuando o çom for komo em “gordo”, e çem o “U” porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de “G” em “tigela”, uza-çe o “J” pra façilitar ainda mais a vida da jente.

No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.

No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.

No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.

Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti olia ço ki maravilia.

Iço s/ fala di abrevçs, q eh mto baum, a gte vai tkla rpdaum, blz?

Ps.: Recebi este texto por e-mail sem citação de fonte.
Ps.2: Tomara que isso nunca aconteça!

Ana.

Gerundiando

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Este texto foi feito especialmente para que você possa estar recortando, imprimindo e fazendo diversas cópias, para estar deixando (deixar) discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível que parece estar se disseminando na comunicação. Além disso, você pode também estar transmitindo por fax, remetendo pelo correio ou enviando pela Internet.

Não estão sabendo do que eu estou falando?

Gerúndio, eis a questão. Mas não estou me importando com isso… O mais importante é estar garantindo (garantir) que os gerundistas vão estar recebendo esta mensagem, de modo que possam estar lendo e, quem sabe, consigam até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que costumam estar falando deve estar soando um verdadeiro pavor para quem precisa estar ouvindo o que for dito.

Sinta-se livre para estar difundindo tantas vezes quantas você vá estar julgando necessárias para estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral ou escrita. É por isso que estou postando este texto no blog. Para estar alcançando todos aqueles que estiverem blogando, navegando pela internet ou apenas surfando pela web.

Mais do que estar repreendendo ou até mesmo caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha das pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo.

Temos que estar nos unindo para estar mostrando aos nossos interlocutores que, sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito.

Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo obrigados a estar migrando para algum lugar onde não vão estar nos obrigando a estar ouvindo frases aberrantes o dia inteirinho.

Sinceramente: nossa paciência tem estado a ponto de estar estourando.

Um simples “Eu vou estar transferindo a sua ligação” que eu vá estar ouvindo, poderá chegar a estar provocando alguma reação inesperada. Eu não vou estar me responsabilizando pelos meus atos. As pessoas precisam estar entendendo a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando na linguagem do dia-a-dia.

Você dispensa o verbo auxiliar e o verbo de ação no gerúndio e aplica diretamente o mesmo verbo de ação no infinitivo!

É uma construção elegante, limpa, correta, muito mais fácil e com significado claro e indubitável! Vamos despachar para bem longe do nosso belo idioma essas construções aberrantes!

A regra é clara: depois de verbo auxiliar no infinitivo NUNCA se aplica verbo de ação no gerúndio!

Ana.

Ps.: Recebi esse texto por e-mail sem citação de fonte e fiz uma adaptação ao blog.

Boas risadas no Final de Semana

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Telegrama

Ps.: É cada coisa que circula pela internet… rsrsrrs

Ana.

Mineirês

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Ouvi dizerem que o sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar das mineiras ficou de fora?

Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor. Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.

Mas, se o sotaque desarma, as expressões são capítulos à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende… Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é…

Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: “pó parar”. Não dizem: onde eu estou? dizem: “ôncôtô?”). Parece que as palavras, para os mineiros, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.

Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem – lingüisticamente falando – apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.

Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é “bom de serviço”. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro – metaforicamente falando, claro – ele é bom de serviço. Faz sentido…

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: “cê tá boa?” Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela está boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.

Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: – Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc).

O verbo “mexer”, para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você “não dá conta”. Siôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:

– Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.

Esse “aqui” é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem “apaixonado por”. Dizem, sabe-se lá por que, “apaixonado com”. Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: “Ah, eu apaixonei com ele…”. Ou: “sou doida com ele” (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas COM alguma coisa.

Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: “E aí, vão?”. Traduzo: “E aí, vamos?”. Não caia na besteira de esperar um “vamos” completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.

Na verdade, o mineiro é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O mineiro não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.

Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, o mineirês. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: – Eu preciso de ir.

Onde os mineiros arrumaram esse “de”, aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam… Você não precisa ir, você “precisa de ir”. Você não precisa viajar, você “precisa de viajar”. Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará: – Ah, mãe, eu preciso de ir?

No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra “um tanto de coisa”. O supermercado não estará lotado, ele terá “um tanto de gente”. Se a fila do caixa não anda, é porque está “agarrando lá na frente”. Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora! Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: “- Ai, gente, que dó”.

É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras. Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado.

Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro “caça confusão”. Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele “vive caçando confusão”.

Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: “Ôu, é sem noção”. Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o “Ôu” no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?

Ouço a leitora chiar: “- Capaz…” Vocês já ouviram esse “capaz”? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer “tá fácil que eu faça isso”, com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um “capaz…” como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: “ô dó dôcê”. Entendeu agora?

Não? Deixa para lá. É parecido com o “nem…”. Já ouviu o “nem…”? Completo ele fica: “- Ah, neeeeem…”

O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: “Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?”. Resposta: “neeeem…” Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?

A propósito, um mineiro não pergunta: “você não vai?”. A pergunta, mineiramente falando, seria: “cê não anima de ir”? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. “É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem…”

Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o teclado todo molhado. Vai dar curto circuito! Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.

Falando em “ei…”. As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o “ei” no lugar do “oi”. Você liga, e elas atendem lindamente: “eiiii!!!”, com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade…

Tem tantos outros… O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.

Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: – Ah, fui lá comprar umas coisas… “- Que’ s coisa?” – ela retrucará.

Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.

Ouvi de uma menina culta um “pelas metade”, no lugar de “pela metade”. E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará: – Ele pôs a culpa “ni mim”.

A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas… Ontem, uma senhora docemente me consolou: “preocupa não, bobo!”. E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras, nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: “não se preocupe”, ou algo assim. A fórmula mineira é sintética e diz tudo.

Até o tchau. em Minas. é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: “tchau pro cê”, “tchau pro cês”. É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, meu filho, é prôcê, não é pra outro, ‘tendeu?

(Recebi este texto, escrito por um paulista, por e-mail, e adaptei “um tiquim” pra por aqui no blog.)

Praça do Papa
Belzonte, uai!


Beijos procês!

Ana.