Arquivo do autor:Ana Letícia

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

adeus ano velho: FELIZ 2007!

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Aos nossos leitores e amigos queridos,

Que em 2007 vocês realizem seus novos desejos (e também os antigos),
que transformem suas vidas (e também a de outras pessoas),
que se aprimorem sempre como seres humanos melhores,
e que ampliem seus horizontes…

Pampulha

Beijos cheios de energias positivas,

Mineiras, Uai!

adeus ano velho: FELIZ 2007!

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Aos nossos leitores e amigos queridos,

Que em 2007 vocês realizem seus novos desejos (e também os antigos),
que transformem suas vidas (e também a de outras pessoas),
que se aprimorem sempre como seres humanos melhores,
e que ampliem seus horizontes…

Pampulha

Beijos cheios de energias positivas,

Mineiras, Uai!

RETROSPECTIVA 2006: ACERTOS E TROPEÇOS

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Então é isso, gente, mais um ano chegando ao fim! E podem ter certeza de que temos muito o que comemorar e agradecer neste ano que passou!
2006 foi um ano cheio de novidades aqui no blog, que começou com força total em janeiro, com novo template, impressões das férias, relatos de viagens à cidade maravilhosa, praias e mais praias, e, claro, à Europa né, porquê as mineiras também são internacionais, uai!

Depois chegou o carnaval e as aventuras do feriado mais popular do Brasil com um toque mineiro, seguido da chegada de uma nova integrante pro blog, a Bela, antes leitora e amiga, que publicou o seu primeiro texto aqui em 15 de março.

Para fazer jus à Páscoa, Abril foi um mês de muitas delícias no Mineiras, uai, com apetitosas receitas e fotos de chocolates, e também notícias fresquinhas da Dô lá na Europa! Nesse mês também revelamos segredos até então guardados a sete chaves por nós, em texto sugerido por Jerico e Elayne, como um desafio entre vários blogueiros para ver quem tinha as manias mais estranhas! Será que ganhamos?

Em maio, a Lu conseguiu se livrar de trabalhar como mesária nas eleições, esclarecendo para quem teve a sorte de nunca ser convocado como é dura essa jornada! O aniversário da Bela passou despercebido, mas no próximo ano, as meninas já prometeram não repetir isso (só não poderão revelar quantos anos ela está fazendo, porque isso é muito feio). E a Ana se inspirou bastante no Murphy para explicar como a sua lei sem pé nem cabeça teima em estar presente na sua vida e na da maioria dos mortais. Mas quem foi esse tal de Murphy, heim? Ainda não conseguimos descobrir, e esse permanece um dos grandes mistérios da humanidade…

Em junho, como todo brasileiro, vestimos as cores verde e amarelo para torcer na copa, e nos viramos para concentrar os textos no tema futebol! Pena que não pudemos comemorar o título, mas ainda assim nos divertimos bastante.

Em Julho, a Lu se desdobrou no trabalho para curtir uns dias de férias, mas acabou um pouco chateada porque esquecemos o aniversário dela! Mas depois compensamos com texto lindinho só pra ela, e ela acabou perdoando. Mas o ano que vem isso não vai se repetir, prometido!

Em agosto, o blog fez aniversário de 02 aninhos, mas estávamos todas tão ocupadas que não publicamos o texto na época, que ficou pra ser retocado, mas gostaríamos de deixar registrado agora que o texto foi ao ar, e está publicado lá na página de Agosto, ou então é só clicar aqui! (Photo by Bright Tal.)

Em setembro, a Lu foi surpreendida com uma boa notícia, e hoje segue carreira em um cargo público! A Ana se empolgou com as eleições e com a neurolinguística, enquanto a Bela preferiu temas mais introspectivos.

Outubro demos uma de conselheiras: publicamos dicas de como se livrar de chatos e encrenquinhas, e como aproveitar da vida o que ela tem de melhor. Também nesse mês tivemos um texto nosso citado numa coluna (ixi esse tropeço vai ficar gravado, help, não lembro o nome da coluna, sorry…), que colocou um link do nosso blog, nos trazendo vários leitores novos, que esperamos continuem por aqui nos visitando!

Em novembro, nos divertimos com situações do dia a dia, enquanto a Ana comemorou com seu time de futebol…

Dezembro foi o mês Especial de Natal, com template comemorativo e textos temáticos, nos quais a grande atração foi o Papai Noel. Comemoramos devidamente o aniversário da Ana, que se empolgou com o gorrinho do bom velhinho! Publicamos também, pela primeira vez, um conto de Natal a seis mãos no dia 24, para fechar com chave de ouro esse ano especial!

Entre acertos e tropeços, uma breve retrospectiva. Um agradecimento especial aos nossos frequentes leitores e ano que vem prometemos muito mais textos para vocês!

Abraços a todos, uma excelente noite de virada e começem 2007 com o pé direito! (Só não levem em conta a tentativa da Ana de virar Astróloga e prever o ano de todos os signos…) 😉

Recadinho da Lu: Ana e Bela, não se esqueçam de pular três ondinhas na praia. Eu não terei essa oportunidade, então pulem seis ondinhas (3 para mim).

Texto by

Lu, Ana e Bela.

(Im) Previsões para 2007

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Alexandre Vaz, do Uai, trouxe aos leitores uma previsão um tanto quanto otimista para o ano de 2007:

O ano de 2007 começa com uma boa notícia para as pessoas. Júpiter, o planeta regente do ano, traz um período de expansão, prosperidade, fé, justiça e religiosidade às pessoas. Boas influências para os profissionais das áreas de Justiça, turismo, esportes e comércio e para os nascidos sob os signos de Sagitário, Câncer e Peixes.

Mas, se você não está encaixado em nenhuma das categorias acima, não esquente a cabeça. A astrologia garante que as vibrações positivas de Júpiter vão beneficiar todas as pessoas.

Ok ok, eu já me encaixei nas duas categorias acima… quer dizer então que o meu ano promete, heim? Rsrsrsrs… 😉

Mas se você não é foda como eu, não desanime (ainda). De acordo com as previsões de Sônia Scott, trazida pelo jornalista no texto em referência, haverá coisa boa pra todo mundo ano que vem, dá uma lida . Mas enquanto essas coisas boas todas não acontecem, um pouquinho de “pé-no-chãosismo” (ou mal-humor crônico de fim-de-ano) não faz mal a ninguém, certo?

Vejamos então as minhas previsões (hã-hã) para todos os signos em 2007:

Áries: Você reencontrará velhos conhecidos durante o ano todo. Poderá até achar que algo mais profundo irá rolar, mas não se engane: as pessoas não mudam, todos continuarão sendo os mesmos pés-no-saco de sempre. Fuja enquanto pode!

Touro: muitas coisas inesperadas acontecerão na sua vida, quer você goste, quer não. Fazer o quê? Vc tem que conviver com isso e pronto! Os problemas familiares não acabarão, não se engane, pois a tendência é só piorar, todos sabem disso…

Gêmeos: Não se engane, sua vida este ano será estudar, estudar e estudar. Sem querer te desanimar, mas já desanimando, Plutão, que vem te influenciando desde 1996, nem planeta é mais. Ou seja, seu ano vai ser uma merda. Ou não.

Câncer: Tente não ser tão mal-humorado como é normalmente, você terá que lidar com muito stress e situações inesperadas (afinal, a vida não é previsível) em 2007, ainda que Júpiter, o planeta regente do ano, esteja do seu lado. Acredite: ele é só um planeta e não vai mudar seu jeito mala de ser por causa disso.

Leão: Lembra que desde 2005 você vem tentando se organizar? Esqueça. Em 2007 você vai cair na real e ver que isto é impossível! O jeito vai ser apelar para a criatividade: vender bijoux na feira, pintar quadros, fazer malabares nos sinais… Quer que eu te indique o que fazer? Aí já é com você, meu amigo, ta pensando que eu sou o quê? Se vira!

Virgem: você é chato e sistemático por natureza. E isto não mudará em 2007. Ponto. Cuidado com seu Inferno Astral, época do ano em que fica particularmente mais insuportável. (Dica para os familiares e companheiros: fujam enquanto podem, geralmente o Inferno Astral se inicia 1 mês antes do dia do aniversário e só termina 1 mês após.

Libra: Aproveite que você terá mais vontade nos meses de janeiro a dezembro para mudar seu jeito e mude, pois ninguém suporta mais suas chatices. Viaje bastante também, para dar uma folga à patroa e à família.

Escorpião: Este é um ano de grandes transformações para os escorpianos, pois passarão por uma profunda metamorfose em que virarão borboletas. (Ai que meigo!) Mas daquelas beeeeeem egoístas e com mania de mandar nas outras pobres companheiras de panapaná.

Sagitário: Você é espirituoso, bem-humorado mas… está sempre duro… o que continuará em 2007. Sorry. Em fevereiro poderá até ganhar algum dinheirinho a mais, mas não se anime tanto, pois logo, logo o gastará, como de costume.

Capricórnio: Em 2007, os capricornianos podem descobrir que o mundo não está contra eles. Ou não. Provavelmente continuarão sendo teimosos e cabeças-duras, como sempre. Você terá saúde, mas poderá ficar gripado.

Aquário: Otimista de plantão, você acha que todas as soluções para todos os seus problemas aparecerão em 2007. Pare de pensar que tudo só pode ser feito do seu jeito e escute os outros. A vida a dois terá altos e baixos, assim como a vida social, amigos novos chegando e velhos saindo. Assim como sempre foi a sua vida, desde quando você nasceu.

Peixes: Você tem até vontade de ser menos lerdo, e de viajar menos na maionese, mas isso é tão difícil! A probabilidade de isto ocorrer em 2007 é de 1 para 187.456.780.007.545.000.

Ana.

Obs: As (im) previsões acima são fictícias e não foram baseadas em qualquer estudo científico ou sequer conhecimento profundo em astrologia, portanto, qualquer semelhança com a sua vida ou com o desenrolar do ano de 2007 TERÁ SIDO mera coincidência. Juro!

Um Presente de Natal

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Desde que se entendia por gente, Antonino morava na casa de pau a pique construída por seu avô em uma terrinha no meio do sertão. Minúscula gleba de terra que foi passando de pai para filho e da qual saía o sustento de toda a família. Foi com muito orgulho que o pai de Antonino lhe legou a casinha e o pequeno terreno que a cercava no dia de seu casamento com Jacinta, dizendo que com seu trabalho ele seria capaz de cuidar de sua mulher e filhos.

Assim, passaram-se alguns anos de trabalho duro, malgrado a seca que teimava em roubar os preciosos litros de água que nutriam os míseros legumes da horta de Jacinta e cavava profundas entalhas onde Rosinha, a vaca ancuda e magricela deveria ter o seu pasto.

Mesmo trabalhando duro sob o sol inclemente do sertão, Antonino não reclamava da dificuldade da vida e do suor que impregnava o seu corpo no final do dia, pois à noite ele recebia um beijo de Jacinta e um abraço apertado do filho Francisco.

Mas esse ano tinha sido diferente: a seca deu uma trégua a Antonino, o que lhe permitiu conseguir trabalho em uma propriedade nas redondezas e amainar a miséria que reinava na casa de pau a pique. E por isso, com algumas notas no bolso, Antonino resolveu que este ano a família comemoraria o Natal, não apenas com orações à meia noite como sua mãe havia lhe ensinado, mas também com presentes. Suspeitava de que Francisco sequer saberia o que significava o Natal, mas ele iria proporcionar ao filho uma surpresa especial.

Chegou em casa pensando no tecido florido que viu na vendinha da cidade mais próxima, e com o qual Jacinta poderia fazer um belo vestido. Sorriu ao imaginar a felicidade da mulher. Pôs-se, então, a pensar no filho. O que poderia agradar Francisco?

Francisco estava sentado na porta da casa, a camiseta suja de terra e os joelhos ralados, como qualquer garoto de sua idade. Correu para o pai quando o viu se aproximar e o abraçou, pulando em seus braços.

Isso encorajou Antonino a perguntar:
-Filho, o que você quer ganhar de presente de Natal?

Francisco o olhou com um inconfundível brilho de alegria nos olhinhos e disse entusiasmadamente:
– Pai, eu sei o que eu quero. Eu quero NEVE!!!

Assustou-se Antonino com tal resposta, e em seguida questionou ao filho de onde viera ousado pedido. A resposta foi rápida:
– Ouvi a professora Matilde dizer que na Europa as crianças brincam na neve no Natal. Então eu quero brincar com neve também!

Matilde era uma das poucas professoras da “Escola Felicidade” que se preocupava com o futuro das crianças, sem perder a esperança de que dias melhores estavam por vir. Assim, numa de suas aulas de contos, a professora Matilde leu aos alunos histórias sobre o Natal na Europa, e Francisco ficou curioso e encantando com a tal “neve”.

No entanto, este seria um presente quase impossível de Antonino dar a seu filho querido. O dinheiro que havia ganhado mal dava para comprar presentes e fazer uma cesta de comidas. Pensou que a solução seria viajar com o filho, mas para onde? Como?

Com sua pouca escolaridade, Antonino mal sabia qual era a cidade mais próxima que nevava. Havia viajado poucas vezes de barco e nunca de avião, como realizaria o sonho do filho?

Antonino informou-se com as pessoas mais ricas do sertão e descobriu que pouco abaixo da divisa do Brasil, a caminho do Uruguai, estava a primeira cidade que nevava. Mas sair do sertão e chegar até lá, como seria, quanto tempo demandaria… Teria que deixar de construir um Natal feliz para toda a família e apenas realizar o sonho de Francisco.

O coração de Antonino apertou. Jacinta, com seu amor incondicional, acalmou Antonino e disse para rezarem à Divina Providência, que com certeza uma solução apareceria.

Até que na véspera do dia de Natal um anjo tocou em Antonino, e o levou para bem longe da vida. A família inteira ficou alvoroçada, desnorteada, até esqueceu que era o dia do nascimento do menino Jesus. Esqueceu também de Papai Noel, esqueceu seus sonhos e planos. Francisco, da noite para o dia deixou de ser criança, e sentiu o peso do mundo em suas costas infantis, o peso que antes o pai carregava.

Dez anos se passaram e as coisas mudaram muito. Pouco tempo depois da morte de Antonino, Jacinta se juntou a ele, e Francisco se viu sozinho. Agora já era adulto, e cuidava de si com determinação. Casou-se com uma moça da cidade grande, Maria Lúcia, uma menina linda e sonhadora. Logo juntaram dinheiro para poder viajar, e foram tentar ganhar a vida nos Estados Unidos. A América era um sonho, uma chance de ganhar um dinheiro mais valorizado.

Chegaram a Nova York em Março, não estava nem quente nem frio. Chiquinho agora era “Frrranciscow”, como os americanos o chamavam. Fazia de tudo: pintava paredes, lavava pratos, latrinas e andava com os cachorros dos gringos. Impressionante como aqueles animais eram cheios de luxos que ele mesmo nunca tivera, nem sonhara existir.

Maria Lúcia cuidava da casinha que conseguiram alugar, bem longe do centro, e também trabalhava em casa de famílias abastadas, cuidando de crianças e fazendo de tudo um pouco. A vida não era nada fácil, aprender uma língua diferente e aparentemente difícil. As pessoas eram frias, distantes, mas achavam graça do jeito diferente dos brasileiros, do modo como falavam, e das coisas que comiam. Sentiam-se estranhos àquele local, meio excluídos, discriminados, mas levavam a vida assim mesmo.

O Natal ia se aproximando, Chiquinho e Marilú (como ele a chamava carinhosamente) não faziam idéia do frio que viria pela frente. Pela primeira vez viram que realmente uma pessoa poderia morrer de frio, pois até então, só tinham medo da fome e da sede que matava tantas crianças no sertão de onde vieram. Muita chuva e um vento cortante e gelado, e o dia parecia nunca chegar, pois a noite caiu sobre a agitada cidade daquele país estranho, e parecia que nunca mais iria terminar. A vida ficou cinza e sem graça.

Desde que seu pai morreu Francisco não se lembrava do que era o Natal. A Escola Felicidade ficara para trás há muito tempo, assim como a professora Matilde, e as lembranças daqueles poucos anos que vivera na roça em companhia de seus pais, Antonino e Jacinta. Há muito tempo não pensava neles, embora sentisse que sempre tinha uma mão por perto o amparando, nos momentos mais difíceis. Na verdade, Francisco não tinha tempo para pensar nessas coisas. Sua rotina era trabalhar, trabalhar, trabalhar. Muitas vezes dormia menos de 4 horas por noite, pois sua jornada de trabalho era longa penosa.

Não nevou nenhum dia desde que estava na América, de fato, o inverno estava atípico, bem mais ameno, diziam os “new yorkers”. Francisco nem se importou, afinal seus sonhos de criança já tinham se perdido, e nem mesmo do pedido de neve de presente que fizera ao pai anos atrás, ele se recordava. Até que na véspera de Natal, o que todos os americanos entendem como bom presságio para a noite do nascimento de Cristo, e para o ano que se aproxima, aconteceu… da forma mais inesperada e estranha que todos os habitantes do planeta já tiveram notícias…

Naquela mesma noite, Francisco e Marilú estavam de folga no alpendre de casa, e juntos bebiam “Cidra Cereser” que compraram numa venda de brasileiros num bairro próximo. De olhos fechados e de mãos dadas, Francisco sentiu um toque leve e gelado em seu nariz. Assustou-se com aquela nova sensação, e abriu os olhos. Os mais belos flocos de neve desciam do céu, e ele ficou cego de lembranças, de emoções, e de tudo aquilo que ficou tão bem guardado em seu coração há tantos anos. Lembrou-se de quando era uma criança, e de tudo o que já vivera: do pedido de Natal, de seu terno pai e da carinhosa mãe.

Por um momento, poderia jurar tê-los visto no céu lá do hemisfério norte, sorrindo e lançando confeitos de gelo. Imediatamente percebeu, como que por mágica, que em nenhuma outra casa da Big Apple caía um só floco de neve! Era como se Antonino finalmente realizasse o sonho do curioso menino, o presente de Natal de conhecer de perto da brancura e a leveza do gelo que caía do céu, e ao mesmo tempo acordasse o adulto Francisco da rotina e da dura vida que levava, para ser feliz com as pequenas coisas e sensações.
Naquela hora, Maria Lúcia anunciou que esperava um filho de Francisco, e a alegria tomou conta daqueles seres embevecidos pela beleza e pelo frescor do presente enviado dos céus.

Cantaram, gargalharam, dançaram, como nunca haviam feito antes.

A partir de então, Francisco entendeu o verdadeiro sentido do Natal: o que a neve trouxe foi a certeza de que seriam felizes, pois a felicidade estava nas menores coisas, e onde quer que ele fosse, nunca mais se esqueceria do amor por seus pais, por Maria Lúcia e o filho que iriam ter, e acima de tudo, do amor que o fazia seguir em frente, apaixonado pela vida, pelos sonhos, e pela magia do Natal.

BERRIES

FELIZ NATAL, NÃO SE ESQUEÇAM DE SONHAR, SEJAM SEMPRE CRIANÇAS E CARPE DIEM!
São os votos das Mineiras, Uai!

Obs.: Conto escrito a 6 mãos, por Bela, Lú e Ana.
Obs. 2: Foto por Edson Martins.

Um Presente de Natal

Padrão
Desde que se entendia por gente, Antonino morava na casa de pau a pique construída por seu avô em uma terrinha no meio do sertão. Minúscula gleba de terra que foi passando de pai para filho e da qual saía o sustento de toda a família. Foi com muito orgulho que o pai de Antonino lhe legou a casinha e o pequeno terreno que a cercava no dia de seu casamento com Jacinta, dizendo que com seu trabalho ele seria capaz de cuidar de sua mulher e filhos.

Assim, passaram-se alguns anos de trabalho duro, malgrado a seca que teimava em roubar os preciosos litros de água que nutriam os míseros legumes da horta de Jacinta e cavava profundas entalhas onde Rosinha, a vaca ancuda e magricela deveria ter o seu pasto.

Mesmo trabalhando duro sob o sol inclemente do sertão, Antonino não reclamava da dificuldade da vida e do suor que impregnava o seu corpo no final do dia, pois à noite ele recebia um beijo de Jacinta e um abraço apertado do filho Francisco.

Mas esse ano tinha sido diferente: a seca deu uma trégua a Antonino, o que lhe permitiu conseguir trabalho em uma propriedade nas redondezas e amainar a miséria que reinava na casa de pau a pique. E por isso, com algumas notas no bolso, Antonino resolveu que este ano a família comemoraria o Natal, não apenas com orações à meia noite como sua mãe havia lhe ensinado, mas também com presentes. Suspeitava de que Francisco sequer saberia o que significava o Natal, mas ele iria proporcionar ao filho uma surpresa especial.

Chegou em casa pensando no tecido florido que viu na vendinha da cidade mais próxima, e com o qual Jacinta poderia fazer um belo vestido. Sorriu ao imaginar a felicidade da mulher. Pôs-se, então, a pensar no filho. O que poderia agradar Francisco?

Francisco estava sentado na porta da casa, a camiseta suja de terra e os joelhos ralados, como qualquer garoto de sua idade. Correu para o pai quando o viu se aproximar e o abraçou, pulando em seus braços.

Isso encorajou Antonino a perguntar:
-Filho, o que você quer ganhar de presente de Natal?

Francisco o olhou com um inconfundível brilho de alegria nos olhinhos e disse entusiasmadamente:
– Pai, eu sei o que eu quero. Eu quero NEVE!!!

Assustou-se Antonino com tal resposta, e em seguida questionou ao filho de onde viera ousado pedido. A resposta foi rápida:
– Ouvi a professora Matilde dizer que na Europa as crianças brincam na neve no Natal. Então eu quero brincar com neve também!

Matilde era uma das poucas professoras da “Escola Felicidade” que se preocupava com o futuro das crianças, sem perder a esperança de que dias melhores estavam por vir. Assim, numa de suas aulas de contos, a professora Matilde leu aos alunos histórias sobre o Natal na Europa, e Francisco ficou curioso e encantando com a tal “neve”.

No entanto, este seria um presente quase impossível de Antonino dar a seu filho querido. O dinheiro que havia ganhado mal dava para comprar presentes e fazer uma cesta de comidas. Pensou que a solução seria viajar com o filho, mas para onde? Como?

Com sua pouca escolaridade, Antonino mal sabia qual era a cidade mais próxima que nevava. Havia viajado poucas vezes de barco e nunca de avião, como realizaria o sonho do filho?

Antonino informou-se com as pessoas mais ricas do sertão e descobriu que pouco abaixo da divisa do Brasil, a caminho do Uruguai, estava a primeira cidade que nevava. Mas sair do sertão e chegar até lá, como seria, quanto tempo demandaria… Teria que deixar de construir um Natal feliz para toda a família e apenas realizar o sonho de Francisco.

O coração de Antonino apertou. Jacinta, com seu amor incondicional, acalmou Antonino e disse para rezarem à Divina Providência, que com certeza uma solução apareceria.

Até que na véspera do dia de Natal um anjo tocou em Antonino, e o levou para bem longe da vida. A família inteira ficou alvoroçada, desnorteada, até esqueceu que era o dia do nascimento do menino Jesus. Esqueceu também de Papai Noel, esqueceu seus sonhos e planos. Francisco, da noite para o dia deixou de ser criança, e sentiu o peso do mundo em suas costas infantis, o peso que antes o pai carregava.

Dez anos se passaram e as coisas mudaram muito. Pouco tempo depois da morte de Antonino, Jacinta se juntou a ele, e Francisco se viu sozinho. Agora já era adulto, e cuidava de si com determinação. Casou-se com uma moça da cidade grande, Maria Lúcia, uma menina linda e sonhadora. Logo juntaram dinheiro para poder viajar, e foram tentar ganhar a vida nos Estados Unidos. A América era um sonho, uma chance de ganhar um dinheiro mais valorizado.

Chegaram a Nova York em Março, não estava nem quente nem frio. Chiquinho agora era “Frrranciscow”, como os americanos o chamavam. Fazia de tudo: pintava paredes, lavava pratos, latrinas e andava com os cachorros dos gringos. Impressionante como aqueles animais eram cheios de luxos que ele mesmo nunca tivera, nem sonhara existir.

Maria Lúcia cuidava da casinha que conseguiram alugar, bem longe do centro, e também trabalhava em casa de famílias abastadas, cuidando de crianças e fazendo de tudo um pouco. A vida não era nada fácil, aprender uma língua diferente e aparentemente difícil. As pessoas eram frias, distantes, mas achavam graça do jeito diferente dos brasileiros, do modo como falavam, e das coisas que comiam. Sentiam-se estranhos àquele local, meio excluídos, discriminados, mas levavam a vida assim mesmo.

O Natal ia se aproximando, Chiquinho e Marilú (como ele a chamava carinhosamente) não faziam idéia do frio que viria pela frente. Pela primeira vez viram que realmente uma pessoa poderia morrer de frio, pois até então, só tinham medo da fome e da sede que matava tantas crianças no sertão de onde vieram. Muita chuva e um vento cortante e gelado, e o dia parecia nunca chegar, pois a noite caiu sobre a agitada cidade daquele país estranho, e parecia que nunca mais iria terminar. A vida ficou cinza e sem graça.

Desde que seu pai morreu Francisco não se lembrava do que era o Natal. A Escola Felicidade ficara para trás há muito tempo, assim como a professora Matilde, e as lembranças daqueles poucos anos que vivera na roça em companhia de seus pais, Antonino e Jacinta. Há muito tempo não pensava neles, embora sentisse que sempre tinha uma mão por perto o amparando, nos momentos mais difíceis. Na verdade, Francisco não tinha tempo para pensar nessas coisas. Sua rotina era trabalhar, trabalhar, trabalhar. Muitas vezes dormia menos de 4 horas por noite, pois sua jornada de trabalho era longa penosa.

Não nevou nenhum dia desde que estava na América, de fato, o inverno estava atípico, bem mais ameno, diziam os “new yorkers”. Francisco nem se importou, afinal seus sonhos de criança já tinham se perdido, e nem mesmo do pedido de neve de presente que fizera ao pai anos atrás, ele se recordava. Até que na véspera de Natal, o que todos os americanos entendem como bom presságio para a noite do nascimento de Cristo, e para o ano que se aproxima, aconteceu… da forma mais inesperada e estranha que todos os habitantes do planeta já tiveram notícias…

Naquela mesma noite, Francisco e Marilú estavam de folga no alpendre de casa, e juntos bebiam “Cidra Cereser” que compraram numa venda de brasileiros num bairro próximo. De olhos fechados e de mãos dadas, Francisco sentiu um toque leve e gelado em seu nariz. Assustou-se com aquela nova sensação, e abriu os olhos. Os mais belos flocos de neve desciam do céu, e ele ficou cego de lembranças, de emoções, e de tudo aquilo que ficou tão bem guardado em seu coração há tantos anos. Lembrou-se de quando era uma criança, e de tudo o que já vivera: do pedido de Natal, de seu terno pai e da carinhosa mãe.

Por um momento, poderia jurar tê-los visto no céu lá do hemisfério norte, sorrindo e lançando confeitos de gelo. Imediatamente percebeu, como que por mágica, que em nenhuma outra casa da Big Apple caía um só floco de neve! Era como se Antonino finalmente realizasse o sonho do curioso menino, o presente de Natal de conhecer de perto da brancura e a leveza do gelo que caía do céu, e ao mesmo tempo acordasse o adulto Francisco da rotina e da dura vida que levava, para ser feliz com as pequenas coisas e sensações.
Naquela hora, Maria Lúcia anunciou que esperava um filho de Francisco, e a alegria tomou conta daqueles seres embevecidos pela beleza e pelo frescor do presente enviado dos céus.

Cantaram, gargalharam, dançaram, como nunca haviam feito antes.

A partir de então, Francisco entendeu o verdadeiro sentido do Natal: o que a neve trouxe foi a certeza de que seriam felizes, pois a felicidade estava nas menores coisas, e onde quer que ele fosse, nunca mais se esqueceria do amor por seus pais, por Maria Lúcia e o filho que iriam ter, e acima de tudo, do amor que o fazia seguir em frente, apaixonado pela vida, pelos sonhos, e pela magia do Natal.

BERRIES

FELIZ NATAL, NÃO SE ESQUEÇAM DE SONHAR, SEJAM SEMPRE CRIANÇAS E CARPE DIEM!
São os votos das Mineiras, Uai!

Obs.: Conto escrito a 6 mãos, por Bela, Lú e Ana.
Obs. 2: Foto por Edson Martins.

Eu já vi o Papai Noel

Padrão

Eu era bem criança (não vou falar “pequena”, pois isso eu ainda sou… rsrs), devia ter uns 04 ou 05 anos. O nosso Natal sempre foi ou em Nova Era, casa dos meus avós, ou com a família da minha mãe, em BH ou Santa Maria de Itabira. Este ano 1984 (ou 1985) estávamos em Nova Era.
Sou a neta mais velha de Soié e D. Aparecida, ao lado do Clóvis Fabrício, que é o neto mais velho, nascido quase 02 anos antes de mim. Éramos muito amigos – ainda o somos, mas o dia-a-dia não nos permite encontrar tanto – e aprontávamos todas pra cima dos meus tios ou dos priminhos mais novos. Naquele ano, o Fabrício estava desconfiando que Papai Noel não existia, tentava me convencer a todo custo, e eu argumentava contra, já gastando todo o meu raciocínio lógico-jurídico que eu nem sabia possuir desde então. Algumas vezes cheguei quase a convencê-lo de que estava errado, mas sua teimosia era grande, e o menino prodígio dos computadores (sim, ele ganhou o primeiro quando tinha 04 anos) não se deixava abater, tudo era muito simples e matematicamente certo.
Naquela noite de Natal, a missão da patota toda era ficar de plantão na sala da vovó, embaixo da árvore de Natal, e com a janela fechada, pra ver se o bom velhinho nos chamaria para deixá-lo entrar e trazer os tão esperados presentes.
Meu pai, preocupado com a nossa saúde (pois não aceitamos sequer um lençol ou travesseiro, tudo tinha que ser bem desconfortável pra não corrermos o risco de cair no sono), tentou nos levar para o quarto, para o quentinho das camas, mas a briga foi grande, e tudo ficou como estava.
Meninos, eu vi! Juro que vi! Eu vi o Papai Noel na janela, que eu abri para ele entrar, conversei com ele, sentei em seu colo, e ele me pediu para ir dormir no quarto e só abrir os presentes na manhã seguinte, para ser uma boa menina e obedecer e respeitar meus pais e avós.
Se foi sonho, eu não sei, só sei que acordei no dia seguinte no quarto, e tudo estava conforme o Papai Noel tinha deixado antes de ir embora!
É por isso que prefiro até hoje acreditar que o mundo pode ser melhor, que a vida pode ser light, sem stress, com mais sorrisos e mais magia… Prefiro acreditar que ainda sou criança e posso brincar e sonhar e dançar e girar até o fim dos meus dias!
Feliz Natal a todos!
Ana.

Eu já vi o Papai Noel

Padrão

Eu era bem criança (não vou falar “pequena”, pois isso eu ainda sou… rsrs), devia ter uns 04 ou 05 anos. O nosso Natal sempre foi ou em Nova Era, casa dos meus avós, ou com a família da minha mãe, em BH ou Santa Maria de Itabira. Este ano 1984 (ou 1985) estávamos em Nova Era.
Sou a neta mais velha de Soié e D. Aparecida, ao lado do Clóvis Fabrício, que é o neto mais velho, nascido quase 02 anos antes de mim. Éramos muito amigos – ainda o somos, mas o dia-a-dia não nos permite encontrar tanto – e aprontávamos todas pra cima dos meus tios ou dos priminhos mais novos. Naquele ano, o Fabrício estava desconfiando que Papai Noel não existia, tentava me convencer a todo custo, e eu argumentava contra, já gastando todo o meu raciocínio lógico-jurídico que eu nem sabia possuir desde então. Algumas vezes cheguei quase a convencê-lo de que estava errado, mas sua teimosia era grande, e o menino prodígio dos computadores (sim, ele ganhou o primeiro quando tinha 04 anos) não se deixava abater, tudo era muito simples e matematicamente certo.
Naquela noite de Natal, a missão da patota toda era ficar de plantão na sala da vovó, embaixo da árvore de Natal, e com a janela fechada, pra ver se o bom velhinho nos chamaria para deixá-lo entrar e trazer os tão esperados presentes.
Meu pai, preocupado com a nossa saúde (pois não aceitamos sequer um lençol ou travesseiro, tudo tinha que ser bem desconfortável pra não corrermos o risco de cair no sono), tentou nos levar para o quarto, para o quentinho das camas, mas a briga foi grande, e tudo ficou como estava.
Meninos, eu vi! Juro que vi! Eu vi o Papai Noel na janela, que eu abri para ele entrar, conversei com ele, sentei em seu colo, e ele me pediu para ir dormir no quarto e só abrir os presentes na manhã seguinte, para ser uma boa menina e obedecer e respeitar meus pais e avós.
Se foi sonho, eu não sei, só sei que acordei no dia seguinte no quarto, e tudo estava conforme o Papai Noel tinha deixado antes de ir embora!
É por isso que prefiro até hoje acreditar que o mundo pode ser melhor, que a vida pode ser light, sem stress, com mais sorrisos e mais magia… Prefiro acreditar que ainda sou criança e posso brincar e sonhar e dançar e girar até o fim dos meus dias!
Feliz Natal a todos!
Ana.

Eu já vi o Papai Noel

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Eu era bem criança (não vou falar “pequena”, pois isso eu ainda sou… rsrs), devia ter uns 04 ou 05 anos. O nosso Natal sempre foi ou em Nova Era, casa dos meus avós, ou com a família da minha mãe, em BH ou Santa Maria de Itabira. Este ano 1984 (ou 1985) estávamos em Nova Era.
Sou a neta mais velha de Soié e D. Aparecida, ao lado do Clóvis Fabrício, que é o neto mais velho, nascido quase 02 anos antes de mim. Éramos muito amigos – ainda o somos, mas o dia-a-dia não nos permite encontrar tanto – e aprontávamos todas pra cima dos meus tios ou dos priminhos mais novos. Naquele ano, o Fabrício estava desconfiando que Papai Noel não existia, tentava me convencer a todo custo, e eu argumentava contra, já gastando todo o meu raciocínio lógico-jurídico que eu nem sabia possuir desde então. Algumas vezes cheguei quase a convencê-lo de que estava errado, mas sua teimosia era grande, e o menino prodígio dos computadores (sim, ele ganhou o primeiro quando tinha 04 anos) não se deixava abater, tudo era muito simples e matematicamente certo.
Naquela noite de Natal, a missão da patota toda era ficar de plantão na sala da vovó, embaixo da árvore de Natal, e com a janela fechada, pra ver se o bom velhinho nos chamaria para deixá-lo entrar e trazer os tão esperados presentes.
Meu pai, preocupado com a nossa saúde (pois não aceitamos sequer um lençol ou travesseiro, tudo tinha que ser bem desconfortável pra não corrermos o risco de cair no sono), tentou nos levar para o quarto, para o quentinho das camas, mas a briga foi grande, e tudo ficou como estava.
Meninos, eu vi! Juro que vi! Eu vi o Papai Noel na janela, que eu abri para ele entrar, conversei com ele, sentei em seu colo, e ele me pediu para ir dormir no quarto e só abrir os presentes na manhã seguinte, para ser uma boa menina e obedecer e respeitar meus pais e avós.
Se foi sonho, eu não sei, só sei que acordei no dia seguinte no quarto, e tudo estava conforme o Papai Noel tinha deixado antes de ir embora!
É por isso que prefiro até hoje acreditar que o mundo pode ser melhor, que a vida pode ser light, sem stress, com mais sorrisos e mais magia… Prefiro acreditar que ainda sou criança e posso brincar e sonhar e dançar e girar até o fim dos meus dias!
Feliz Natal a todos!
Ana.

HOJE É DIA DE COMEMORAR!

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Hoje é dia de comemorar o nascimento de uma pessoa muito especial e querida, nossa amiga ANA LETÍCIA, que faz aniversário em 21 de dezembro.
E não é à toa que ela nasceu assim tão pertinho do Natal: Ana Letícia combina perfeitamente com essa época de festas, alegria, enfeites, luzes, sorrisos e abraços apertados, pois contagia a todos com sua simpatia, animação, inteligência, compreensão, sinceridade e outras mil e uma qualidades maravilhosas.
Por tudo isso, Ana, suas amigas e companheiras de blog oferecem hoje essa singela homenagem à pessoa única que você é, sempre alegre, disposta, bem humorada, que nos presenteia a cada dia com o privilégio de fazer parte de seu círculo de amizades!
Também desejamos muito sucesso, saúde e felicidade para você nesta data tão especial.
Parabéns, parabéns, parabéns!
Muitos beijos com todo o carinho das amigas Lu e Bela.