Arquivo do autor:Ana Letícia

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

Das mentiras que contaram para mim

Padrão

Enganar crianças sempre foi muito fácil, e os adultos sempre se utilizaram desse artifício para evitar responder perguntas embaraçosas, revelar verdades ainda “não apropriadas” à idade de seus rebentos, ou simplesmente para induzí-los a fazer sua vontade sem perder tempo em longas explicações.

Minha avó, por exemplo, me dizia que eu devia comer bastante verduras para que meus olhos ficassem verdes. E tudo isso para não ter que me explicar que as verduras são ricas em vitamina A e C, ferro, potássio, e que isso faria um bem danado para minha saúde… Ela também dizia que dormir de cabelo molhado fazia o nariz apodrecer, mas não me perguntem de onde ela tirou isso, eu só sei que eu acreditava piamente em tudo o que ela dizia.

Meus pais também já me enganaram de uma maneira bem sarcástica: aproveitaram-se da minha ignorância para se livrar de um pequeno problema e ainda rir às minhas costas.

Aos quatro anos de idade eu já manifestava sinais evidentes de hipocondria precoce. Era só me pedir para cantar uma música numa hora em que eu não estava afim que eu logo respondia: “ah, não, tô com febre” e sempre que eu era compelida a fazer algo que eu não queria (como ir à escolinha, por exemplo), eu aparecia com uma misteriosa dor de cabeça.

Então, meus pais me apresentaram ao Placebo, segundo eles, o melhor remédio do mundo. Assim que eu começava a reclamar de dor de cabeça, lá vinha o Placebo: um grande copo de um líquido esbranquiçado, ligeiramente adocicado, e que curava qualquer dor e febre quase que instantaneamente.

Quando tive idade suficiente para descobrir o significado da palavra “placebo”(muito antes de me empolgar com a banda batizada com este nome), meus pais confessaram que o remédio milagroso era apenas água com açúcar. Me vinguei dos anos de enganação apresentando o Placebo à minha irmã, só que para ela era água com sal! Doce vingança…ou melhor, salgada!

Outra enganação na qual eu acreditei foi que meu pai já foi um dos Menudo. Na época da febre dos garotos, ele me contou que já fez parte do grupo de adolescentes, e que teve de sair quando ficou mais velho. E eu, inocentemente, ainda contava essa fábula às minhas amiguinhas!

Hoje, já passei da idade em que posso ser passada pra trás facilmente, e chegou a minha vez de poder enganar as criancinhas. Mas, ao contrário do que eu imaginei quando comprovei empíricamente que comer quilos de alface não tornaria meus olhos verdes, cheguei à conclusão de que os adultos não fazem isso por maldade ou simplesmente para manipular as crianças.

Descobri isso quando meu priminho me perguntou:

Por que é assim: fica de dia, depois fica de noite?

Eu respondi: porque a gente tem que dormir, ué! Imagina se você ia conseguir dormir com o sol na sua cara???

Pode não ser a melhor explicação, mas pelo menos é a mais conveniente…

Bela.

Das mentiras que contaram para mim

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Enganar crianças sempre foi muito fácil, e os adultos sempre se utilizaram desse artifício para evitar responder perguntas embaraçosas, revelar verdades ainda “não apropriadas” à idade de seus rebentos, ou simplesmente para induzí-los a fazer sua vontade sem perder tempo em longas explicações.

Minha avó, por exemplo, me dizia que eu devia comer bastante verduras para que meus olhos ficassem verdes. E tudo isso para não ter que me explicar que as verduras são ricas em vitamina A e C, ferro, potássio, e que isso faria um bem danado para minha saúde… Ela também dizia que dormir de cabelo molhado fazia o nariz apodrecer, mas não me perguntem de onde ela tirou isso, eu só sei que eu acreditava piamente em tudo o que ela dizia.

Meus pais também já me enganaram de uma maneira bem sarcástica: aproveitaram-se da minha ignorância para se livrar de um pequeno problema e ainda rir às minhas costas.

Aos quatro anos de idade eu já manifestava sinais evidentes de hipocondria precoce. Era só me pedir para cantar uma música numa hora em que eu não estava afim que eu logo respondia: “ah, não, tô com febre” e sempre que eu era compelida a fazer algo que eu não queria (como ir à escolinha, por exemplo), eu aparecia com uma misteriosa dor de cabeça.

Então, meus pais me apresentaram ao Placebo, segundo eles, o melhor remédio do mundo. Assim que eu começava a reclamar de dor de cabeça, lá vinha o Placebo: um grande copo de um líquido esbranquiçado, ligeiramente adocicado, e que curava qualquer dor e febre quase que instantaneamente.

Quando tive idade suficiente para descobrir o significado da palavra “placebo”(muito antes de me empolgar com a banda batizada com este nome), meus pais confessaram que o remédio milagroso era apenas água com açúcar. Me vinguei dos anos de enganação apresentando o Placebo à minha irmã, só que para ela era água com sal! Doce vingança…ou melhor, salgada!

Outra enganação na qual eu acreditei foi que meu pai já foi um dos Menudo. Na época da febre dos garotos, ele me contou que já fez parte do grupo de adolescentes, e que teve de sair quando ficou mais velho. E eu, inocentemente, ainda contava essa fábula às minhas amiguinhas!

Hoje, já passei da idade em que posso ser passada pra trás facilmente, e chegou a minha vez de poder enganar as criancinhas. Mas, ao contrário do que eu imaginei quando comprovei empíricamente que comer quilos de alface não tornaria meus olhos verdes, cheguei à conclusão de que os adultos não fazem isso por maldade ou simplesmente para manipular as crianças.

Descobri isso quando meu priminho me perguntou:

Por que é assim: fica de dia, depois fica de noite?

Eu respondi: porque a gente tem que dormir, ué! Imagina se você ia conseguir dormir com o sol na sua cara???

Pode não ser a melhor explicação, mas pelo menos é a mais conveniente…

Bela.

Modernidades…

Padrão

O texto que vocês vão ler logo abaixo eu recebi por e-mail (sem qualquer citação de fonte)
Mas tendo em vista o festival de “velharias” que rolou por aqui no último post, achei por bem brincarmos com as possibilidades futurísticas numa situação que poderá ser considerada corriqueira daqui a alguns anos….

Nos vemos em 2015!!!

Ana.

Pedindo Pizza em 2015…
Telefonista : Pizza Hot, boa noite!
Cliente : Boa noite, quero encomendar pizzas…
Telefonista: Pode me dar o seu NIDN?
Cliente : Sim, o meu número de identificação nacional é 610204791993-8456-54632107.
Telefonista : Obrigada, Sr. Lewis. Seu endereço é 1742 Meadowland Drive, e o número de seu telefone é 494-2366, certo? O telefone do se escritório da Lincoln Insurance é o 745-2302 e o seu celular é 266-2566. De que número o Sr. ligou?
Cliente : Bem, estou em casa. Como você conseguiu essas informações todas?
Telefonista : Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
Cliente : Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma quatro queijos e outra calabresa…
Telefonista : Talvez não seja uma boa idéia…
Cliente : O quê?
Telefonista : Consta na sua ficha médica que o Sr. sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.
Cliente : É, você tem razão! O que você sugere?
Telefonista : Porquê que o Sr. não experimenta a nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes? O Sr. vai adorar!
Cliente : Como é que você sabe que vou adorar?
Telefonista : O Sr. consultou o site “Recettes Gourmandes au Soja” da Biblioteca Municipal, dia 15 de janeiro, às 14:27h, onde permaneceu ligado à rede durante 36 minutos. Daí a minha sugestão…
Cliente : OK, está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!
Telefonista : É a escolha certa para o Sr., sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza.
Cliente : Quanto é?
Telefonista : São $49,99.
Cliente : Você quer o número do meu cartão de crédito?
Telefonista : Lamento, mas o Sr. vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito já foi ultrapassado.
Cliente : Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco sacar dinheiro antes que chegue a pizza.
Telefonista : Duvido que consiga, o Sr. está com o saldo negativo.
Cliente : Meta-se com a sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
Telefonista : Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos. Se o Sr. estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de ser perigoso…
Cliente : Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de moto?
Telefonista : Peço desculpas, apenas reparei que o Sr. não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.
Cliente : @#%/§@&?#§/%#!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Telefonista : Gostaria de pedir ao Sr. para não me insultar… não se esqueça de que o Sr. já foi condenado em julho de 2009 por desacato em público a um Agente Regional.
Cliente : (Silêncio)
Telefonista : Mais alguma coisa?
Cliente : Não, é só isso… não, espere… não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
Telefonista : Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 3095423/12, nos proíbe de vender bebidas com açúcar a pessoas diabéticas…
Cliente : Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou me atirar pela janela!!!!!!!!!!!!!!!
Telefonista : E machucar o joelho? O Sr. mora no andar térreo…

Vai uma “pizzinha” aí?

Modernidades…

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Mas tendo em vista o festival de “velharias” que rolou por aqui no último post, achei por bem brincarmos com as possibilidades futurísticas numa situação que poderá ser considerada corriqueira daqui a alguns anos….

Nos vemos em 2015!!!

Ana.

Pedindo Pizza em 2015…
Telefonista : Pizza Hot, boa noite!
Cliente : Boa noite, quero encomendar pizzas…
Telefonista: Pode me dar o seu NIDN?
Cliente : Sim, o meu número de identificação nacional é 610204791993-8456-54632107.
Telefonista : Obrigada, Sr. Lewis. Seu endereço é 1742 Meadowland Drive, e o número de seu telefone é 494-2366, certo? O telefone do se escritório da Lincoln Insurance é o 745-2302 e o seu celular é 266-2566. De que número o Sr. ligou?
Cliente : Bem, estou em casa. Como você conseguiu essas informações todas?
Telefonista : Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
Cliente : Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma quatro queijos e outra calabresa…
Telefonista : Talvez não seja uma boa idéia…
Cliente : O quê?
Telefonista : Consta na sua ficha médica que o Sr. sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.
Cliente : É, você tem razão! O que você sugere?
Telefonista : Porquê que o Sr. não experimenta a nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes? O Sr. vai adorar!
Cliente : Como é que você sabe que vou adorar?
Telefonista : O Sr. consultou o site “Recettes Gourmandes au Soja” da Biblioteca Municipal, dia 15 de janeiro, às 14:27h, onde permaneceu ligado à rede durante 36 minutos. Daí a minha sugestão…
Cliente : OK, está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!
Telefonista : É a escolha certa para o Sr., sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza.
Cliente : Quanto é?
Telefonista : São $49,99.
Cliente : Você quer o número do meu cartão de crédito?
Telefonista : Lamento, mas o Sr. vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito já foi ultrapassado.
Cliente : Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco sacar dinheiro antes que chegue a pizza.
Telefonista : Duvido que consiga, o Sr. está com o saldo negativo.
Cliente : Meta-se com a sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
Telefonista : Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos. Se o Sr. estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de ser perigoso…
Cliente : Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de moto?
Telefonista : Peço desculpas, apenas reparei que o Sr. não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.
Cliente : @#%/§@&?#§/%#!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Telefonista : Gostaria de pedir ao Sr. para não me insultar… não se esqueça de que o Sr. já foi condenado em julho de 2009 por desacato em público a um Agente Regional.
Cliente : (Silêncio)
Telefonista : Mais alguma coisa?
Cliente : Não, é só isso… não, espere… não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
Telefonista : Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 3095423/12, nos proíbe de vender bebidas com açúcar a pessoas diabéticas…
Cliente : Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou me atirar pela janela!!!!!!!!!!!!!!!
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Vai uma “pizzinha” aí?

Modernidades…

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O texto que vocês vão ler logo abaixo eu recebi por e-mail (sem qualquer citação de fonte)
Mas tendo em vista o festival de “velharias” que rolou por aqui no último post, achei por bem brincarmos com as possibilidades futurísticas numa situação que poderá ser considerada corriqueira daqui a alguns anos….

Nos vemos em 2015!!!

Ana.

Pedindo Pizza em 2015…
Telefonista : Pizza Hot, boa noite!
Cliente : Boa noite, quero encomendar pizzas…
Telefonista: Pode me dar o seu NIDN?
Cliente : Sim, o meu número de identificação nacional é 610204791993-8456-54632107.
Telefonista : Obrigada, Sr. Lewis. Seu endereço é 1742 Meadowland Drive, e o número de seu telefone é 494-2366, certo? O telefone do se escritório da Lincoln Insurance é o 745-2302 e o seu celular é 266-2566. De que número o Sr. ligou?
Cliente : Bem, estou em casa. Como você conseguiu essas informações todas?
Telefonista : Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
Cliente : Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma quatro queijos e outra calabresa…
Telefonista : Talvez não seja uma boa idéia…
Cliente : O quê?
Telefonista : Consta na sua ficha médica que o Sr. sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.
Cliente : É, você tem razão! O que você sugere?
Telefonista : Porquê que o Sr. não experimenta a nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes? O Sr. vai adorar!
Cliente : Como é que você sabe que vou adorar?
Telefonista : O Sr. consultou o site “Recettes Gourmandes au Soja” da Biblioteca Municipal, dia 15 de janeiro, às 14:27h, onde permaneceu ligado à rede durante 36 minutos. Daí a minha sugestão…
Cliente : OK, está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!
Telefonista : É a escolha certa para o Sr., sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza.
Cliente : Quanto é?
Telefonista : São $49,99.
Cliente : Você quer o número do meu cartão de crédito?
Telefonista : Lamento, mas o Sr. vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito já foi ultrapassado.
Cliente : Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco sacar dinheiro antes que chegue a pizza.
Telefonista : Duvido que consiga, o Sr. está com o saldo negativo.
Cliente : Meta-se com a sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
Telefonista : Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos. Se o Sr. estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de ser perigoso…
Cliente : Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de moto?
Telefonista : Peço desculpas, apenas reparei que o Sr. não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.
Cliente : @#%/§@&?#§/%#!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Telefonista : Gostaria de pedir ao Sr. para não me insultar… não se esqueça de que o Sr. já foi condenado em julho de 2009 por desacato em público a um Agente Regional.
Cliente : (Silêncio)
Telefonista : Mais alguma coisa?
Cliente : Não, é só isso… não, espere… não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
Telefonista : Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 3095423/12, nos proíbe de vender bebidas com açúcar a pessoas diabéticas…
Cliente : Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou me atirar pela janela!!!!!!!!!!!!!!!
Telefonista : E machucar o joelho? O Sr. mora no andar térreo…

Vai uma “pizzinha” aí?

1900 e Guaraná de Rolha!

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Bom, não sabemos se é verdade mesmo se houve uma época em que as garrafas de guaraná eram fechadas com rolhas… O que sabemos mesmo é que tem coisas por aí, que nem são tãããão antigas assim, ao menos parecem ser, pra nós, do “arco-da-velha” (seja lá o quê esta expressão queira dizer)!

É engraçado pois o que pensamos ser “antigo”, “fora-de-moda” ou em “desuso” pode parecer extremamente novo para pessoas com um pouco mais de idade, como nossos pais, avós, etc.

Senão vejamos:

– Engradado de Refrigerante: já se foi a época em que comprávamos as garrafas de vidro e tínhamos que retornar os “cascos” de vidro à padaria para poder comprar mais refri…

– Suspensórios: pode parecer mentira, mas já teve uma época em que o auge para os garotos era usar suspensórios para ir às festinhas e arrasar com a mulherada… (mas quem fez cursinho no pré-vestibular Pitágoras há uns 5 anos atrás também teve o prazer de conhecer um professor de Biologia que gostava do acessório…)

– Topete: tanto para meninos quanto para meninas, jovens ou velhos, à la Chitãozinho e Xororó ou estilo Fran Fine (The Nanny), a enorme escultura no alto da cabeça era o ápice do penteado, só não podia chover que todos saiam correndo…

– Ombreiras: ombros desproporcionais já foram moda nos anos oitenta. E as pragas das ombreiras vinham até embutidas em sutiãs! Azar dos que não conseguiram se esconder atrás de alguém nas fotos dessa época…

– Aeróbica: esta modalidade de ginástica já teve seu lugar de honra em toda e qualquer academia que se preze. Hoje, perdeu espaço para os “Body-mil e uma opções”, depois de ser recriminada pelos especialistas como grande responsável por lesões nas articulações devido ao alto impacto dos movimentos. E as roupinhas fosforescentes próprias para a aeróbica? Merecem um capítulo à parte!

– Gravata borboleta: aposto que tem gente que nunca viu uma, mas já foi uniforme de intelectuais, acadêmicos, dândis, etc. Talvez pela dificuldade em atar o seu nó, acabou sumindo do planeta…

– Cigarrinhos de chocolate: na luta antitabagista da atualidade, acabaram se tornando politicamente incorretos. Mas que eram gostosos, isso eram… (O mesmo vale para o Goudan-Garan, o famoso cigarro de “Bali”: quem nunca o fumou, que atire a primeira pedra!)

– Combinação: era uma roupa de baixo, tipo uma camisola bem mimosa, que tinha por objetivo evitar transparências e revelar demais os contornos dos corpos femininos. Como é de se esperar, na atual sociedade de super exposição e do culto ao corpo, quanto mais aparecer melhor. E as mulheres perderam um pouco de seu charme…

Biotônico Fontoura: era usado para prevenir anemia nas crianças, ativar o apetite, e, supostamente, tinha a fama de estimular a atividade intelectual. Não sabemos quando perdeu seu posto de destaque com as mães de plantão, mas que há séculos não o vemos mais, é verdade…

– Vídeo-Game: a própria expressão já é meio antiga… Atualmente se fala apenas “game”, é mais curto. Antes, quem tinha um ATARI é considerado o fodão da bala chita, uma vez que era chique ter muitos “cartuchos” de jogos, para poder trocar com os amigos. Hoje em dia os joguinhos eletrônicos não são nem mais exclusividade do “vídeo”, uma vez que se joga on-line pela internet, no computador, pelo celular, no iPod, etc… (e quem aproveitou as últimas promoções pós-Natal se atualizou mais ainda com o tal “playstation”!)

– Fecho Éclair: Sabe o que é isso? Não? É porque o nome é antigo mesmo… Ninguém mais fala Fecho Éclair. rsrsrs Trata-se do famoso zíper, que hoje em dia já é muitas vezes substituído pelo velcro…

– Fusca: o famoso carrinho da Volkswagen já virou relíquia, e hoje quem possui um é constantemente abordado nas ruas por aficcionados pelo carro interessados, em comprar. Foi até ressuscitado pelo Itamar (sim, o do topete), mas não é fabricado mais…

– Conga ou Kichute: era o calçado uniforme de todas as escolas, Conga (mais carinhosamente chamada de Conguinha) para as meninas, e Kichute (uma espécie de chuteira de futebol) para os meninos…

– Rolinhos ou bobes: esses eram motivos de risadas pela criançada nas ruas, para as mulheres quem tinham a ousadia de sair com os canos na cabeça. Hoje em dia, quanto mais esticado o cabelo, melhor. Os secadores e as chapinhas cada vez mais modernas embelezam as mulheres…

– Banheira de cerâmica: essa é boa. Era um sonho tomar banho numa banheira dessas que tinha na casa da vovó, mas nunca podia encher de água porque gastava demais. Hoje as banheiras de hidromassagem, com seus vários estilos, relaxam e dão um toque de luxo a qualquer banheiro…

– E por falar em banheira, quem se lembra das piscinas “regan”? Aquelas de fundo de quintal, que cabiam várias crianças e furavam poucos dias depois de cheias. Mas era diversão garantida…

– Vitrola ou radiola: eihn? Vitrola, vitrola, vitrola, vitrola, ops arranhou… As vitrolas já foram as estrelas de muitas festas, todo mundo tinha um LP ou vinil para rodar e embalar as pessoas. Alguém ai não entendeu? Vamos lá: som, cd, dvd, mp3, iPod, alguma semelhança?

– Máquina de escrever: eu, Lu, apesar de ter uma idade razoável (vinte seis aninhos) confesso que fiz curso de datilografia quando tinha 17 anos. Isso porque, para meu pai, a gente precisava aprender e fiz o curso paralelo ao de computação. Engraçado que na época ainda não era moda ter um ou dois computadores em casa, como hoje em dia. Sofri: “Os dedos doíam, a seqüência das letras era exaustiva, a prova final contava tempo e rapidez.” Ufa! Ainda bem que podemos digitar, modificar e apagar no computador!

Alguém aí se lembra de mais alguma coisa? É só escrever nos comentários…

Bom, essas e outras são várias lembranças apagadas pela modernidade. Coisas de sucesso e moda, que hoje perderam espaço para o mundo eletrônico e digital. O que mais falta inventar? Para onde o mundo vai?

Conguinha

Beijos,

Ana, Bela e Lú.

Presente de Blogueiro

Padrão

PoiZé,

Conhecer gente pela net afora é legal, juro! Claro que nada substitui o contato face a face, mas a gente acaba tendo gratas surpresas por aí…

Como o Thiago, por exemplo. Ele é do RJ, mas lembrou de um caso bem estranho de um colega dele mineiro, e isso o rememorou ao nosso mineiro blog, uai, e resolveu compartilhar conosco, em primeira mão!

Bem, chega de falar. Abaixo, leiam o que ele nos mandou:

“Oi Lú, Dô, Ana e Bela!
Escrevi uma croniquinha e gostaria que vocês lessem antes que fosse publicado no Canis Familiares!
É essa aí embaixo.

Beijos de um fã de do blog de vcs!

Thiago Quintella de Mattos

GRANDES MENTECAPTOS

Um amigo meu de Belo Horizonte, formado em Medicina pela Faculdade de Petrópolis, me contou um fato que lhe deixou abalado:

Fazia ele a última viagem de ônibus para Petrópolis como estudante quando voltava de um feriado em novembro de 2004. Era o ônibus que saía no começo da noite, umas seis e meia, se não me engano. Estava estafado física que emocionalmente, pois encerraria uma etapa de sua vida em menos de um mês. Em dado momento da viagem, sob chuva constante e pista escura, ele acordou com dois pulos do ônibus e um barulho esquisito. Achou se tratar de uma lombada física, ou ondulação transversal, ou saliência na pista (nomes variados do famoso e agressivo quebra-mola). Entretanto, o ônibus parou e o motorista saiu em disparada na pista, Todos se levantaram assustados. O motorista volta com a triste informação que atropelara alguém. Usou o celular para chamar as autoridades que lá estavam minutos depois dos curiosos. Se não me engano é entre Conselheiro Lafaiete e Cristiano Otoni, na BR-040, ou Rodovia JK.

O caráter excelente e a então futura profissão de meu amigo lhe obrigou a ir ver o atropelado antes da ambulância; vã ambulância. Um atropelamento sem freada, cadáver irreconhecível senão para um dos curiosos, que pode identificá-lo pela roupa do desavisado pedestre de rodovias. Era de um doido que chegara à região havia umas semanas e que costumava fazer esse tipo de “travessura” conforme sua loucura.

– Um dia isso ia acontecer, uai.

Quase duas horas de registro de ocorrência e recolhimento do corpo, o ônibus seguiu viagem. Meu amigo me contou isso, como disse, bem estupefato, as imagens não lhe saíam da cabeça. Dentro de minha condição de não ter passado por isso, fui acalmando-o ao comentar sobre o livro O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino, de quem somos fãs e que havia morrido um mês antes.

O livro trata de um andarilho de Minas Gerais que busca aventuras pelo mundo mineiro, Geraldo Viramundo, ou todos os nomes que Sabino lhe deu. É considerado o Dom Quixote de nossa literatura. E aos poucos fomos conversando sobre outras coisas para nos distrair.

No fim de 2006, não vi um mas vários andarilhos pelas estradas de Minas e Goiás. Comentava com meu primo sobre os andarilhos e ríamos de suas coragens, das sanas loucuras desses cavaleiros andantes. Pelo visto, não é de hoje que Minas e o Brasil podem motivar obras como o Grande Mentecapto, na qual Sabino nos mostrou com competência e brilhantismo.

Desse modo, tenho a certeza: Geraldo Viramundo existiu, e deve ter passado somente uma vez por Sabino, mas ele conseguiu nos mostrar suas aventuras e desventuras. Uma boa sugestão de leitura!

Goiânia, 30 de dezembro de 2006.”

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Presente de Blogueiro

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PoiZé,

Conhecer gente pela net afora é legal, juro! Claro que nada substitui o contato face a face, mas a gente acaba tendo gratas surpresas por aí…

Como o Thiago, por exemplo. Ele é do RJ, mas lembrou de um caso bem estranho de um colega dele mineiro, e isso o rememorou ao nosso mineiro blog, uai, e resolveu compartilhar conosco, em primeira mão!

Bem, chega de falar. Abaixo, leiam o que ele nos mandou:

“Oi Lú, Dô, Ana e Bela!
Escrevi uma croniquinha e gostaria que vocês lessem antes que fosse publicado no Canis Familiares!
É essa aí embaixo.

Beijos de um fã de do blog de vcs!

Thiago Quintella de Mattos

GRANDES MENTECAPTOS

Um amigo meu de Belo Horizonte, formado em Medicina pela Faculdade de Petrópolis, me contou um fato que lhe deixou abalado:

Fazia ele a última viagem de ônibus para Petrópolis como estudante quando voltava de um feriado em novembro de 2004. Era o ônibus que saía no começo da noite, umas seis e meia, se não me engano. Estava estafado física que emocionalmente, pois encerraria uma etapa de sua vida em menos de um mês. Em dado momento da viagem, sob chuva constante e pista escura, ele acordou com dois pulos do ônibus e um barulho esquisito. Achou se tratar de uma lombada física, ou ondulação transversal, ou saliência na pista (nomes variados do famoso e agressivo quebra-mola). Entretanto, o ônibus parou e o motorista saiu em disparada na pista, Todos se levantaram assustados. O motorista volta com a triste informação que atropelara alguém. Usou o celular para chamar as autoridades que lá estavam minutos depois dos curiosos. Se não me engano é entre Conselheiro Lafaiete e Cristiano Otoni, na BR-040, ou Rodovia JK.

O caráter excelente e a então futura profissão de meu amigo lhe obrigou a ir ver o atropelado antes da ambulância; vã ambulância. Um atropelamento sem freada, cadáver irreconhecível senão para um dos curiosos, que pode identificá-lo pela roupa do desavisado pedestre de rodovias. Era de um doido que chegara à região havia umas semanas e que costumava fazer esse tipo de “travessura” conforme sua loucura.

– Um dia isso ia acontecer, uai.

Quase duas horas de registro de ocorrência e recolhimento do corpo, o ônibus seguiu viagem. Meu amigo me contou isso, como disse, bem estupefato, as imagens não lhe saíam da cabeça. Dentro de minha condição de não ter passado por isso, fui acalmando-o ao comentar sobre o livro O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino, de quem somos fãs e que havia morrido um mês antes.

O livro trata de um andarilho de Minas Gerais que busca aventuras pelo mundo mineiro, Geraldo Viramundo, ou todos os nomes que Sabino lhe deu. É considerado o Dom Quixote de nossa literatura. E aos poucos fomos conversando sobre outras coisas para nos distrair.

No fim de 2006, não vi um mas vários andarilhos pelas estradas de Minas e Goiás. Comentava com meu primo sobre os andarilhos e ríamos de suas coragens, das sanas loucuras desses cavaleiros andantes. Pelo visto, não é de hoje que Minas e o Brasil podem motivar obras como o Grande Mentecapto, na qual Sabino nos mostrou com competência e brilhantismo.

Desse modo, tenho a certeza: Geraldo Viramundo existiu, e deve ter passado somente uma vez por Sabino, mas ele conseguiu nos mostrar suas aventuras e desventuras. Uma boa sugestão de leitura!

Goiânia, 30 de dezembro de 2006.”

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Presente de Blogueiro

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PoiZé,

Conhecer gente pela net afora é legal, juro! Claro que nada substitui o contato face a face, mas a gente acaba tendo gratas surpresas por aí…

Como o Thiago, por exemplo. Ele é do RJ, mas lembrou de um caso bem estranho de um colega dele mineiro, e isso o rememorou ao nosso mineiro blog, uai, e resolveu compartilhar conosco, em primeira mão!

Bem, chega de falar. Abaixo, leiam o que ele nos mandou:

“Oi Lú, Dô, Ana e Bela!
Escrevi uma croniquinha e gostaria que vocês lessem antes que fosse publicado no Canis Familiares!
É essa aí embaixo.

Beijos de um fã de do blog de vcs!

Thiago Quintella de Mattos

GRANDES MENTECAPTOS

Um amigo meu de Belo Horizonte, formado em Medicina pela Faculdade de Petrópolis, me contou um fato que lhe deixou abalado:

Fazia ele a última viagem de ônibus para Petrópolis como estudante quando voltava de um feriado em novembro de 2004. Era o ônibus que saía no começo da noite, umas seis e meia, se não me engano. Estava estafado física que emocionalmente, pois encerraria uma etapa de sua vida em menos de um mês. Em dado momento da viagem, sob chuva constante e pista escura, ele acordou com dois pulos do ônibus e um barulho esquisito. Achou se tratar de uma lombada física, ou ondulação transversal, ou saliência na pista (nomes variados do famoso e agressivo quebra-mola). Entretanto, o ônibus parou e o motorista saiu em disparada na pista, Todos se levantaram assustados. O motorista volta com a triste informação que atropelara alguém. Usou o celular para chamar as autoridades que lá estavam minutos depois dos curiosos. Se não me engano é entre Conselheiro Lafaiete e Cristiano Otoni, na BR-040, ou Rodovia JK.

O caráter excelente e a então futura profissão de meu amigo lhe obrigou a ir ver o atropelado antes da ambulância; vã ambulância. Um atropelamento sem freada, cadáver irreconhecível senão para um dos curiosos, que pode identificá-lo pela roupa do desavisado pedestre de rodovias. Era de um doido que chegara à região havia umas semanas e que costumava fazer esse tipo de “travessura” conforme sua loucura.

– Um dia isso ia acontecer, uai.

Quase duas horas de registro de ocorrência e recolhimento do corpo, o ônibus seguiu viagem. Meu amigo me contou isso, como disse, bem estupefato, as imagens não lhe saíam da cabeça. Dentro de minha condição de não ter passado por isso, fui acalmando-o ao comentar sobre o livro O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino, de quem somos fãs e que havia morrido um mês antes.

O livro trata de um andarilho de Minas Gerais que busca aventuras pelo mundo mineiro, Geraldo Viramundo, ou todos os nomes que Sabino lhe deu. É considerado o Dom Quixote de nossa literatura. E aos poucos fomos conversando sobre outras coisas para nos distrair.

No fim de 2006, não vi um mas vários andarilhos pelas estradas de Minas e Goiás. Comentava com meu primo sobre os andarilhos e ríamos de suas coragens, das sanas loucuras desses cavaleiros andantes. Pelo visto, não é de hoje que Minas e o Brasil podem motivar obras como o Grande Mentecapto, na qual Sabino nos mostrou com competência e brilhantismo.

Desse modo, tenho a certeza: Geraldo Viramundo existiu, e deve ter passado somente uma vez por Sabino, mas ele conseguiu nos mostrar suas aventuras e desventuras. Uma boa sugestão de leitura!

Goiânia, 30 de dezembro de 2006.”

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adeus ano velho: FELIZ 2007!

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Aos nossos leitores e amigos queridos,

Que em 2007 vocês realizem seus novos desejos (e também os antigos),
que transformem suas vidas (e também a de outras pessoas),
que se aprimorem sempre como seres humanos melhores,
e que ampliem seus horizontes…

Pampulha

Beijos cheios de energias positivas,

Mineiras, Uai!