1900 e Guaraná de Rolha!

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Bom, não sabemos se é verdade mesmo se houve uma época em que as garrafas de guaraná eram fechadas com rolhas… O que sabemos mesmo é que tem coisas por aí, que nem são tãããão antigas assim, ao menos parecem ser, pra nós, do “arco-da-velha” (seja lá o quê esta expressão queira dizer)!

É engraçado pois o que pensamos ser “antigo”, “fora-de-moda” ou em “desuso” pode parecer extremamente novo para pessoas com um pouco mais de idade, como nossos pais, avós, etc.

Senão vejamos:

– Engradado de Refrigerante: já se foi a época em que comprávamos as garrafas de vidro e tínhamos que retornar os “cascos” de vidro à padaria para poder comprar mais refri…

– Suspensórios: pode parecer mentira, mas já teve uma época em que o auge para os garotos era usar suspensórios para ir às festinhas e arrasar com a mulherada… (mas quem fez cursinho no pré-vestibular Pitágoras há uns 5 anos atrás também teve o prazer de conhecer um professor de Biologia que gostava do acessório…)

– Topete: tanto para meninos quanto para meninas, jovens ou velhos, à la Chitãozinho e Xororó ou estilo Fran Fine (The Nanny), a enorme escultura no alto da cabeça era o ápice do penteado, só não podia chover que todos saiam correndo…

– Ombreiras: ombros desproporcionais já foram moda nos anos oitenta. E as pragas das ombreiras vinham até embutidas em sutiãs! Azar dos que não conseguiram se esconder atrás de alguém nas fotos dessa época…

– Aeróbica: esta modalidade de ginástica já teve seu lugar de honra em toda e qualquer academia que se preze. Hoje, perdeu espaço para os “Body-mil e uma opções”, depois de ser recriminada pelos especialistas como grande responsável por lesões nas articulações devido ao alto impacto dos movimentos. E as roupinhas fosforescentes próprias para a aeróbica? Merecem um capítulo à parte!

– Gravata borboleta: aposto que tem gente que nunca viu uma, mas já foi uniforme de intelectuais, acadêmicos, dândis, etc. Talvez pela dificuldade em atar o seu nó, acabou sumindo do planeta…

– Cigarrinhos de chocolate: na luta antitabagista da atualidade, acabaram se tornando politicamente incorretos. Mas que eram gostosos, isso eram… (O mesmo vale para o Goudan-Garan, o famoso cigarro de “Bali”: quem nunca o fumou, que atire a primeira pedra!)

– Combinação: era uma roupa de baixo, tipo uma camisola bem mimosa, que tinha por objetivo evitar transparências e revelar demais os contornos dos corpos femininos. Como é de se esperar, na atual sociedade de super exposição e do culto ao corpo, quanto mais aparecer melhor. E as mulheres perderam um pouco de seu charme…

Biotônico Fontoura: era usado para prevenir anemia nas crianças, ativar o apetite, e, supostamente, tinha a fama de estimular a atividade intelectual. Não sabemos quando perdeu seu posto de destaque com as mães de plantão, mas que há séculos não o vemos mais, é verdade…

– Vídeo-Game: a própria expressão já é meio antiga… Atualmente se fala apenas “game”, é mais curto. Antes, quem tinha um ATARI é considerado o fodão da bala chita, uma vez que era chique ter muitos “cartuchos” de jogos, para poder trocar com os amigos. Hoje em dia os joguinhos eletrônicos não são nem mais exclusividade do “vídeo”, uma vez que se joga on-line pela internet, no computador, pelo celular, no iPod, etc… (e quem aproveitou as últimas promoções pós-Natal se atualizou mais ainda com o tal “playstation”!)

– Fecho Éclair: Sabe o que é isso? Não? É porque o nome é antigo mesmo… Ninguém mais fala Fecho Éclair. rsrsrs Trata-se do famoso zíper, que hoje em dia já é muitas vezes substituído pelo velcro…

– Fusca: o famoso carrinho da Volkswagen já virou relíquia, e hoje quem possui um é constantemente abordado nas ruas por aficcionados pelo carro interessados, em comprar. Foi até ressuscitado pelo Itamar (sim, o do topete), mas não é fabricado mais…

– Conga ou Kichute: era o calçado uniforme de todas as escolas, Conga (mais carinhosamente chamada de Conguinha) para as meninas, e Kichute (uma espécie de chuteira de futebol) para os meninos…

– Rolinhos ou bobes: esses eram motivos de risadas pela criançada nas ruas, para as mulheres quem tinham a ousadia de sair com os canos na cabeça. Hoje em dia, quanto mais esticado o cabelo, melhor. Os secadores e as chapinhas cada vez mais modernas embelezam as mulheres…

– Banheira de cerâmica: essa é boa. Era um sonho tomar banho numa banheira dessas que tinha na casa da vovó, mas nunca podia encher de água porque gastava demais. Hoje as banheiras de hidromassagem, com seus vários estilos, relaxam e dão um toque de luxo a qualquer banheiro…

– E por falar em banheira, quem se lembra das piscinas “regan”? Aquelas de fundo de quintal, que cabiam várias crianças e furavam poucos dias depois de cheias. Mas era diversão garantida…

– Vitrola ou radiola: eihn? Vitrola, vitrola, vitrola, vitrola, ops arranhou… As vitrolas já foram as estrelas de muitas festas, todo mundo tinha um LP ou vinil para rodar e embalar as pessoas. Alguém ai não entendeu? Vamos lá: som, cd, dvd, mp3, iPod, alguma semelhança?

– Máquina de escrever: eu, Lu, apesar de ter uma idade razoável (vinte seis aninhos) confesso que fiz curso de datilografia quando tinha 17 anos. Isso porque, para meu pai, a gente precisava aprender e fiz o curso paralelo ao de computação. Engraçado que na época ainda não era moda ter um ou dois computadores em casa, como hoje em dia. Sofri: “Os dedos doíam, a seqüência das letras era exaustiva, a prova final contava tempo e rapidez.” Ufa! Ainda bem que podemos digitar, modificar e apagar no computador!

Alguém aí se lembra de mais alguma coisa? É só escrever nos comentários…

Bom, essas e outras são várias lembranças apagadas pela modernidade. Coisas de sucesso e moda, que hoje perderam espaço para o mundo eletrônico e digital. O que mais falta inventar? Para onde o mundo vai?

Conguinha

Beijos,

Ana, Bela e Lú.

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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