Cotidiano

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“Todo dia eu só penso em poder parar
Meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão”

(Trecho de “Quotidiano” – Chico Buarque)


A cada dia, deparo-me com coisas que me tiram do sério, coisas que não podemos evitar, e creio que, com a idade (tsc), vou me tornando mais e mais intolerante…

Outro dia, uma 4ª feira, ligou um senhor aqui em casa: E*, do convênio odontológico que precisava ser renovado. Ele precisava falar com meu pai, mas ligou aqui num horário em que ele ainda não tinha chegado do consultório. Minha mãe que atendeu o telefone, e pediu que E* ligasse no dia seguinte, por volta das 14 horas, que era certo de encontrar o titular do convênio em casa.

No dia seguinte, às 10h da manhã, toca o telefone insistentemente. Atendo o telefone: era E* novamente. Repito a orientação da minha mãe, para que ele ligasse novamente a partir das 14h.

No meio do almoço, 12h30, toca telefone! Adivinhem? Era o E*, mais uma vez. Minha mãe atendeu e, pela TERCEIRA vez pediu educadamente que retornasse a partir das 14h (pois meu pai nem tinha chegado em casa para o almoço ainda, e 14h era um horário certo de encontrá-lo).

13:40h. Ring-ring. (Claro que era o E* no telefone.)

Eu: – Alô!
E*: – Olá, poderia falar com o Dr.?
Eu: – Não, E*! Sabe por que? Porque são ainda 13h 40, e não 14h, e como minha mãe já disse e repetiu 03 vezes no mínimo para o senhor, o Dr. só chega em casa a partir das 14h!

Tá bom, tudo bem. Não falei isso, mas deu vontade! E nem fui eu que atendi o telefone, foi minha mãe quem atendeu, de novo, repetindo, de novo, as mesmas palavras do telefonema anterior!

Querem saber se o sujeito repetiu a ligação às 14h???

O pior é que NÃO! Ligou novamente pra cá já eram 16h!!! Vai ser incompetente assim lá no Turcomenistão! Gastou 5 telefonemas pra não resolver o problema dele… Se tivesse ligado 1 vez no celular do meu pai, como foi oferecido a ele na primeira ligação…

Oh céus! Oh dia! Oh vida!


Texto: Ana

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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