Os grandes mistérios da humanidade: perguntas que não querem calar

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“Existem mais coisas entre o céu e a terra do que pode supor nossa vã Filosofia”.

Com esta frase, hoje já tão repetida, Shakespeare, o consagrado gênio da literatura, não poderia exprimir verdade mais absoluta.

A humanidade está cercada de mistérios, de grandes enigmas, que alimentam nossa sede por saber, por novas descobertas. O que seria de nós, pobres humanos, se não houvesse mais nada a desvendar, se não houvesse mais nada para descobrir? O que faríamos com nossa curiosidade, essa incessante e inesgotável força motriz do nosso intelecto?

Felizmente, o saber é infinito, e nunca é demais…

Perguntas? Existem até demais. Respostas? Provavelmente só chegaremos a algumas delas daqui alguns séculos, e até mesmo milênios…ou, quem sabe, nunca cheguemos a encontrar tais respostas…

Enfim, selecionei algumas das minhas dúvidas mais profundas, na tentativa de acalmar a minha busca desesperada por respostas satisfatórias. Mas, calma, prezado leitor, não espere que eu revele aqui o nome do ladrão da Taça Jules Rimet, do cúmplice do Lee Harvey Oswald, a função de Stonehenge nem a fórmula da Coca-Cola, pois as indagações a seguir são puramente pessoais e dizem respeito apenas à minha perspectiva e vivência individual. Algumas, inclusive, não passam de meras teorias!

Por que mães sempre têm razão?
Quando ela te diz para pôr um agasalho antes de sair de casa, acredite, mesmo em pleno verão, uma corrente de ar frio vai se instalar bem em cima do seu pescoço e você vai se arrepender de não ter seguido o conselho da sua mãezinha. Se ela implicar com um amigo, namorado(a), vizinho(a), carteiro, pode saber que, no mínimo, eles escondem um esqueleto dentro do armário. Não sei se é um super poder que se desenvolve devido à descarga de hormônios na gravidez, mas que toda mãe tem um sexto sentido, isso tem!

Quem inicia correntes de emails?
Eles chegam assim, sem alarde, sem avisos, disfarçados de simpáticos emails de bichinhos, orações, mensagens de otimismo…Mas quando você os abre, surpresa! Uma corrente! “Envie para dez pessoas e o amor da sua vida vai te ligar hoje; se não enviar, sete anos de azar te esperam, meu amigo! ” Quando minha caixa de entrada está abarrotada de emails desse tipo, eu, que me recuso terminantemente a repassar uma mísera corrente, me pergunto quem é a criatura assombrosamente abissal que se deixa intimidar por essas baboseiras, e, pior, repassa todo esse lixo virtual aos seus futuros ex-amigos? Afinal, quem é o responsável pelo envio do primeiro email de uma corrente? Quem souber, me avise, que eu enviarei ao infeliz a apresentação de Power Point com fotos e fundo musical da banda Calcinha Preta que eu recebi semana passada.

Por que concha faz barulho de mar?
Sempre que tenho a oportunidade de ver uma concha razoavelmente avantajada não resisto em encostá-la no ouvido para escutar o barulhinho do mar que vem lá de dentro. Mas como é que ele vai parar lá? Meu pai, com o anti-romantismo típico do gênero masculino, já me garantiu que isso não acontece, que é apenas uma “impressão”. É que com seu interior semelhante a um labirinto em espiral, a concha funciona como uma caixa de ressonância, que concentra e amplifica os sons residuais do ambiente produzindo um barulho parecido com o do mar. Eu não acredito nisso não.

De quê são feitas as salsichas?
Será que se soubéssemos a verdadeira origem da salsicha continuaríamos a achar aquele pedaço de ”alguma coisa indefinida” dentro de um pão uma delícia? Já dizia o general francês Charles de Gaulle que preferia não saber como eram feitas a política e as salsichas. Por isso, é melhor acreditar que tudo é feito de quadrúpedes mesmo (a política e as salsichas).

Capitu traiu ou não Bentinho?
Essa é a dúvida que não quer calar para todo mundo que leu Dom Casmurro. Mas também é uma pergunta que permanecerá sem resposta, pois nem mesmo o Machado pode ter certeza disso. No entanto, eu acredito piamente no adultério de Capitu! Está certo que naquela época ainda não era possível exigir um exame de DNA do pimpolho, mas o filho dela era a cara do Escobar, gente, não tem como duvidar da genética! E mais, como confiar numa mulher com “olhos de ressaca”?

Para onde vão as gominhas e os guarda-chuvas?
Nesse caso, suspeito a existência de um universo paralelo para onde se teletransportam as gominhas e os guarda-chuvas quando conseguem se subtrair à vigilância humana. Afinal, já ouvi mais de mil casos de guarda-chuvas e/ou gominhas perdidos, mas nunca de guarda-chuvas e/ou gominhas encontrados! Meu cunhado é adepto da teoria de que os guarda-chuvas perdidos se transformam em moedas de um centavo, que são as únicas coisas que ele já achou na vida. E você?

Quem foi Murphy?
Conheço as Leis de Newton, a Lei de Lavoisier, etc., mas, quem diabos foi esse tal de Murphy? Quem foi o responsável pela malfadada teoria pessimista que teima em demonstrar sua infalibilidade em todas as situações do dia a dia? A teoria do “simpático” sujeito, todo mundo conhece e já experimentou na própria pele, mas é só isso que conhecemos! Quero a biografia do Murphy agora mesmo! Aposto com você que o dito cujo morreu virgem, como o Newton, aliás.

Por que ninguém reconhece os super heróis sem disfarces, mesmo eles sendo tão óbvios?
De Clark Kent a Super Homem, só se tira os óculos fundo de garrafa, acrescenta-se uma sedutora mecha de cabelos sobre a testa, colã azul e sunga vermelha. Mas ninguém reparou na semelhança… E foi a mesma coisa lá em Gothan City. Será que qualquer cidadão com um mínimo de senso crítico não poderia chegar à conclusão de que o sombrio Batman era ninguém menos do que o Bruce Wayne que, diga-se de passagem, só morcegava na cidade? Mas tem pior: nem a namoradinha do Peter Parker descobriu que ele e o Homem-Aranha são na verdade a mesma pessoa, mesmo tendo beijado os dois! Ou melhor, beijou o mesmo achando que fossem dois! Ah, vai ser tapada assim lá nas HQ mesmo! Não sou expert em super heróis, mas pensando bem, até que o El Kabong do Pepe Legal não faz feio nesse meio!

Por que em todo lugar do mundo, em qualquer época do ano, tem um monte de turistas japoneses?
Não importa se é Paris, Nova York, Ilhas Cayman, ou Monte Everest. Qualquer lugar que tenha um mínimo de atrativo turístico é automaticamente tomado por turistas japoneses, que, armados de máquina fotográfica e filmadora, aparecem em bandos gigantescos e ocupam todos os ângulos da SUAS fotos! A única explicação plausível que encontrei para elucidar o fenômeno da invasão de turistas nipônicos é que o tamanho do arquipélago deles é totalmente incompatível com o crescimento percentual da população, e por isso é necessário revezar a permanência dos habitantes nas ilhas para que elas não afundem.

Como a pasta de dente sai listradinha do tubo?
Como é que as linhas coloridas das pastas de dente não se misturam dentro do tubo? Já tentei de tudo: amassar o tubo, sentar em cima, espremer em todas as direções, mas, em todos os casos, o dentifrício continua saindo listrado. Essa dúvida já deve ter passado pela cabeça de muita gente, e, para o deleite dos leitores, esta foi a única pergunta para a qual consegui uma resposta: o segredo está na forma de rechear os tubos e na presença de um acessório especial que dá aquele efeito listrado e divertido. Próximo à boca do tubo, se situa um anel com dois ou quatro orifícios. É este o acessório responsável pelas listras. Na parte dianteira do tubo, fica o gel colorido, armazenado em pequenos compartimentos; enquanto na parte traseira, coloca-se a pasta branca. Ao pressionar o tubo, a massa branca empurra o gel colorido que, ao passar pelos orifícios, sai em forma de listras. Vou abrir um para conferir e conto pra vocês se é verdade mesmo.

Para concluir, como diz o meu chefe, o sábio só é sábio porque sabe o que ignora. Assim fico mais tranqüila em não ter essas respostas… Será que me tornei mais sábia por isso?

Bela

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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