O perigo mora ao lado!!!

Padrão
Desde criancas, aprendemos na escola e com nossos pais sobre a história da escravidão… Todo o preconceito que os negros sofreram e infelizmente ainda sofrem no Brasil e pelo mundo a fora… Aprendemos a respeitar todas as pessoas, com religiões, costumes, hábitos e cores diferentes…
Isso nem deveria ser discutido!? Tenho amigos e conhecidos negros que respeito e admiro como qualquer outra pessoa, de cores e raças diferentes. As negras brasileiras são de dar inveja, são as mais lindas, enfim, pessoas normais que merecem respeito e por consequência têm que respeitar. Seres humanos civilizados e pronto e ponto!
Acho péssimo falar sobre coisas que devemos ou não fazer e também escrever textos com temas que podemos achar todos os dias e em todos os meios de comunicacão…
Estou completamente injuriada com o que eu tenho presenciado através de relatos e fotos aqui em Londres. Se alguém vier morar em Londres, por favor não more em Willesden Junction. A casa que moro e ótima, mas, só moram aqui uns indianos fedorentos (que monopolizaram todo o comércio), jamaicanos e brasileiros que vêm estudar e pagam um absurdo pra morar aqui, “fazemos isso, porque temos que comprovar uma moradia, pelo menos de um mês, para a imigracao e pagamos por agencia e bla…” E claro, uns ingleses aqui e outro acolá.
Voltemos ao assunto central do texto. Ok! Há três semanas estou morando aqui, nessa terra de ninguém, todas as pessoas que encontrei e pedi informacão, foram mega educados e sorridentes comigo. Era completamente o contrário do que pensava. Pois, diziam que os ingleses eram super preconceituosos e nos tratavam como lixo… Pelo menos até agora não tive nenhum problema. E desde que cheguei tenho ouvido com frequência e presenciado algumas vezes o quanto os negros amedrontam as pessoas que nao tem a mesma cor.
FATOS:
-Moro com um casal de gauchos e segundo eles, já viram uns negros baterem numa garota só de zuação e porque era de cor clara.
-A garota que mora aqui teve que sair do lugar onde estava sentada no ônibus, porque uma negra queria sentar naquele lugar, sendo que havia vários lugares vagos (a negona gorda parou em frente a Morgana e gritou: Stand up, now!, ela ficou com medo e saiu. As patricinhas negras daqui ficam te encarando, só pra ter um motivo para você olhar elas procurarem confusão, ai logo dizem: “Porque você está me olhando?” Elas não conversam, elas berram.
-Semana passada, entramos eu e Marcinha no ônibus, e dentro, havia um negão que começou a empurrar as pessoas pra gente passar (ainda bem). Mas, muito mal educado com os outros. Não respeitam ninguém no ônibus, temos que fazer o que eles querem. Caso contrário você é esbofeteado ninguém faz nada.
-Outro dia fomos (eu e Márcia) ao supermercado e sentamos nos bancos traseiros. De frente pra nós havia 2 bancos vagos e mais uns zilhões no ônibus inteiro. A Marcinha colocou os pés no banco da frente, poucos minutos depois entrou um negro de mais ou menos uns quarenta anos de idade e veio sentar-se na nossa frente, quase sobre dos pés da Márcia; ela tirou o pé e colocou num degrauzinho do lado, ele berrou com ela, perguntando se ela queria colocar os pés na calca dele. Que cara seboso, encrenqueiro, nojento, escroto. Se fosse comigo, eu começaria a chorar de tão grosso que ele foi. “Odeio pessoas grossas…”
Eu tenho medo de olhar para um negro aqui e ser espancada. Eu juro que não é exagero e toda regra há excessão. Tem negros bacanas, só não os encontrei…. mas, tenho fé!
Aqui vejo os negros mais preconceituosos que já tive contato. Eles nos olham com um ódio que nos da medo. Até os segurancas dos pubs te olham com inferioridade, quando percebem que você é estrangeiro. É péssimo. Estou indignada!!!
Acho que estou sendo preconceituosa. Mas, pelo menos é um preconceito contra pessoas más, e disso nao me arrependo nem um pouco…
Bjoca da Dodo…
Anúncios

Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

COMENTE!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s