Coisa Macabra!

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Dante e Virgílio no Inferno. Posted by Hello

Olá pessoal!!!

Concordo plenamente com a Ana banana, quando ela diz no texto “Entre Drinks e Causos” que o final de semana foi muito bom. Nossa, saí da casa dela uns dois kilos mais gorda, tinha lanche o tempo todo….Muito bom…

Outra coisa muito importante: acho que todo ser humano (carente) deveria conhecer a mamãe da Ana Letícia, ela é muito fofa… D. Amélia é o carinho e a simpatia em pessoa. Pra quem vive em uma cidade de pedras e sem colo de mãe por perto (eu), ela é o remédio ideal… “Amélia que era a mulher de verdade”… Beijos, beijos e beijos pra você…

Aqui, bondade da Ana, dizer que o nosso drink tinha 2 doses de cachaça…quêqueisso (galera, tinha mais ou menos meio litro) Êta Ana cachaceira… Mentira… foi a Lú cabeção que media as 2 doses de cachaça (detalhe, que 2 doses pra ela é mais ou menos meio litro!! Deu pra perceber o nível, né?! Não precisa dizer mais nada!!!).



Mudando de assunto, no domingo à noite resolvi ler um pouco, depois de ter passado o dia inteiro em Macacos (São Sebastião das Águas Claras – Nova Lima – MG). Detalhe, que estou lendo o livro há uns 6 meses (nnúúúúúú!). É a “Divina Comédia” de Dante Alighieri. O livro é muito bom, um pouco difícil, também não é pra menos, ele foi escrito no século XIV. É bem poético e intrigante… (o cara “viajava na maionese”…)

Ele é dividido em três partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. Eu ainda não consegui sair do Inferno. Cada parte é dividida em vários cantos. O livro é mais ou menos assim:

“Dante encontra-se perdido numa selva, até que Virgílio (que era o guia de Dante, e eu acho que ele era meio gay, sei não, não desgrudava um instante de Dante…) aparece para tira-lo da selva, mas antes passar pelo inferno, purgatório e finalmente chegar no paraíso e encontrar com sua amada Beatriz”.


O inferno é uma espécie de funil, representado por Círculos. Exemplo: O 1º Círculo é o local onde estão as almas de crianças e adultos que não foram batizados. No 2º Círculo, estão os luxuriosos que são arrastados e atormentados pela ventania, e assim por diante. De acordo com o afunilamento, os crimes e, conseqüentemente, os castigos (Olha o Dostoiévski aí gente), vão ficando piores.

Eu estava sozinha e tranqüila em casa, por volta das 23:00h quando comecei a ler o canto XX, que fala da Terceira Vala do Oitavo Círculo, onde se encontram os “Simoníacos” (traficantes de coisas sagradas ou espirituais), que são enterrados de cabeça pra baixo em covas abertas na pedra. Apenas ficavam de fora seus pés, em chamas e parte das pernas. Comecei a ler em voz alta para prestar mais atenção. Empolguei, e lia como se estivesse recitando um poema. “Tipo assim”:

“Do pecador metido em tal vala ficava de fora a parte que vai dos pés à barriga da perna; o resto do corpo não se via. Ardiam-lhe as plantas dos pés, acesas por inteiro, e nesse sofrer tanto se estorciam que teriam podido romper laços e cordas. Do calcanhar aos dedos corriam chamas, inflamadas com se flamejassem sobre o corpo untado com gordura.”

Depois dessa, pensei que teria que parar de ler um pouco, se não iria acabar invocando o capeta pra dentro do meu apartamento… Credo, longe de mim! Até que um “filho de uma vaca preta” toca a campanhia da minha casa e desaparece. Gente, fiquei congelada por uns instantes, suando frio, morrendo de medo. Não consegui dormir direito, acordava o tempo todo….. ai, que sufoco!!! Mas, tá tudo bem, até já li um pouco hoje (durante o dia, é claro). Mas confesso que não engoli esse negócio da campainha até agora…

E lembrem-se: nada de ler ou assistir coisas macabras à noite, prá não fazer xixi na cama, falô moçada!!!



Bjoca…



Donária

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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