Arquivo da tag: So this is Christmas

Eu já vi o Papai Noel

Padrão

Eu era bem criança (não vou falar “pequena”, pois isso eu ainda sou… rsrs), devia ter uns 04 ou 05 anos. O nosso Natal sempre foi ou em Nova Era, casa dos meus avós, ou com a família da minha mãe, em BH ou Santa Maria de Itabira. Este ano 1984 (ou 1985) estávamos em Nova Era.
Sou a neta mais velha de Soié e D. Aparecida, ao lado do Clóvis Fabrício, que é o neto mais velho, nascido quase 02 anos antes de mim. Éramos muito amigos – ainda o somos, mas o dia-a-dia não nos permite encontrar tanto – e aprontávamos todas pra cima dos meus tios ou dos priminhos mais novos. Naquele ano, o Fabrício estava desconfiando que Papai Noel não existia, tentava me convencer a todo custo, e eu argumentava contra, já gastando todo o meu raciocínio lógico-jurídico que eu nem sabia possuir desde então. Algumas vezes cheguei quase a convencê-lo de que estava errado, mas sua teimosia era grande, e o menino prodígio dos computadores (sim, ele ganhou o primeiro quando tinha 04 anos) não se deixava abater, tudo era muito simples e matematicamente certo.
Naquela noite de Natal, a missão da patota toda era ficar de plantão na sala da vovó, embaixo da árvore de Natal, e com a janela fechada, pra ver se o bom velhinho nos chamaria para deixá-lo entrar e trazer os tão esperados presentes.
Meu pai, preocupado com a nossa saúde (pois não aceitamos sequer um lençol ou travesseiro, tudo tinha que ser bem desconfortável pra não corrermos o risco de cair no sono), tentou nos levar para o quarto, para o quentinho das camas, mas a briga foi grande, e tudo ficou como estava.
Meninos, eu vi! Juro que vi! Eu vi o Papai Noel na janela, que eu abri para ele entrar, conversei com ele, sentei em seu colo, e ele me pediu para ir dormir no quarto e só abrir os presentes na manhã seguinte, para ser uma boa menina e obedecer e respeitar meus pais e avós.
Se foi sonho, eu não sei, só sei que acordei no dia seguinte no quarto, e tudo estava conforme o Papai Noel tinha deixado antes de ir embora!
É por isso que prefiro até hoje acreditar que o mundo pode ser melhor, que a vida pode ser light, sem stress, com mais sorrisos e mais magia… Prefiro acreditar que ainda sou criança e posso brincar e sonhar e dançar e girar até o fim dos meus dias!
Feliz Natal a todos!
Ana.

A sementinha do espírito natalino

Padrão

A minha mais antiga lembrança de Natal remonta às ceias organizadas em família, na qual eu e meus priminhos disputávamos as asas do Peru a tapas enquanto esperávamos, inquietos, a chegada do Papai Noel à meia noite. Acontece que tudo isso perdeu muito o charme quando descobrimos que o esperado bom velhinho era ninguém menos que o tio Zé, que, apesar de um tanto magrela para a fantasia, só foi descoberto quando sua barba de algodão caiu estatelada em cima do sofá.
Depois disso, o Natal perdeu um pouco de sua alegria. Algumas pessoas queridas se foram, deixando no ar a saudade de suas risadas; o Papai Noel, após perder sua dignidade, nunca mais nos visitou; e, enfim, e eu meus priminhos crescemos, o que culminou numa ceia sem crianças para alegrar o ambiente.
Hoje em dia a ceia de Natal se resume a um jantar caprichado entre adultos prontos para se empanzinar, e um amigo-oculto sem graça de presentes esperados e obsoletos.
Enfim, encontro-me no “limbo” do Natal: grande demais para esperar o Papai Noel, mas ainda não tão “grande” para ser o Papai Noel de alguém.
Por isso não me desespero se ainda não consegui fazer germinar novamente a pequena semente de espírito natalino que teima em permanecer infértil dentro de mim. Eu sei que ela existe e está escondida em algum cantinho por aqui, mesmo que eu ainda não a tenha encontrado…
Bela

Meu Papai Noel

Padrão
Eu devia ter uns oito anos quando decidi que o bom velhinho de roupa vermelha e barba branca não existia.
Renato, meu amigo e vizinho da mesma idade, alegava já saber desse segredo desde o ano passado, pois no dia do Natal, seu primo, um verdadeiro e abominável pestinha, ganhou uma linda bicicleta, enquanto ele, que tinha se comportado bem o ano todo, teve de se contentar com uma mísera caixinha de Lego.
Não que o Lego não seja um presente genial“, disse Renato, tentando disfarçar sua decepção, mas, decididamente o carrinho do primo era algo muito mais desejável, o sonho de qualquer garoto dessa idade. “Se Papai Noel existisse de verdade, não daria um carrinho daquele ao meu primo” concluiu (e devia estar certo, pois o menino o quebrou no mesmo dia).
Mas uma determinada hora, cansado de esconder sua decepção, Renato procurou sua mãe, chorando, para saber a razão do descaso do Papai Noel e dela recebeu a notícia de que ele não existia de verdade, que quem comprova os presentes de Natal eram os próprios pais das crianças, e que, por isso estes eram dados de acordo com as possibilidades financeiras de cada um.
A boa notícia é que Renato ficou feliz com esta explicação, pois assim ficou comprovado que ele não tinha sido mal julgado pelo Papai Noel, e curtiu sua caixa de Lego como deveria ter feito desde o início, sem perder sua fama de bom menino.
Mas eu não acreditei nessa versão dos fatos apresentada por Renato, e queria comprovar pessoalmente que o velhinho barbudo e barrigudo não existia. Assim, me preparei para dormir debaixo do pinheiro na noite de Natal, e conferir quem é que deixava os presentes lá.
Minha mãe arrumou minha cama no sofá, naquela noite, e eu me deitei, acreditando que conseguiria me manter acordada até a hora em que os presentes deveriam “aparecer”. Mas o inesperado aconteceu, e eu dormi…
Abri os olhos de mansinho, e eles estavam lá, embrulhados em papel brilhante e fitas coloridas, debaixo das luzinhas pisca-pisca do pinheiro.
Levantei com um pulo e fui tirar minha irmã da cama.
Na maior algazarra, estávamos as duas abrindo os presentes, rasgando furiosamente os embrulhos e espalhando as fitas e os papéis pelo chão, admirando ruidosamente nossas Barbies, walkmans, etc. quando ouvimos um murmúrio vindo do quarto dos nossos pais.
No minuto seguinte, meu pai entrou na sala, de pijama amassado e com uma inconfundível cara de sono, e, com a voz que normalmente era reservada para as broncas, disse:

-“Olhem que horas são!

Me virei para o relógio na parede e constatei, espantada, que eram apenas três horas da manhã.

Papai sorriu e nos abraçou.

E eu descobri que Papai Noel existe sim, mesmo que ele não use roupas e gorro vermelho e não ostente longas barbas brancas.
Bela

A sementinha do espírito natalino

Padrão

A minha mais antiga lembrança de Natal remonta às ceias organizadas em família, na qual eu e meus priminhos disputávamos as asas do Peru a tapas enquanto esperávamos, inquietos, a chegada do Papai Noel à meia noite. Acontece que tudo isso perdeu muito o charme quando descobrimos que o esperado bom velhinho era ninguém menos que o tio Zé, que, apesar de um tanto magrela para a fantasia, só foi descoberto quando sua barba de algodão caiu estatelada em cima do sofá.
Depois disso, o Natal perdeu um pouco de sua alegria. Algumas pessoas queridas se foram, deixando no ar a saudade de suas risadas; o Papai Noel, após perder sua dignidade, nunca mais nos visitou; e, enfim, e eu meus priminhos crescemos, o que culminou numa ceia sem crianças para alegrar o ambiente.
Hoje em dia a ceia de Natal se resume a um jantar caprichado entre adultos prontos para se empanzinar, e um amigo-oculto sem graça de presentes esperados e obsoletos.
Enfim, encontro-me no “limbo” do Natal: grande demais para esperar o Papai Noel, mas ainda não tão “grande” para ser o Papai Noel de alguém.
Por isso não me desespero se ainda não consegui fazer germinar novamente a pequena semente de espírito natalino que teima em permanecer infértil dentro de mim. Eu sei que ela existe e está escondida em algum cantinho por aqui, mesmo que eu ainda não a tenha encontrado…
Bela

A sementinha do espírito natalino

Padrão

A minha mais antiga lembrança de Natal remonta às ceias organizadas em família, na qual eu e meus priminhos disputávamos as asas do Peru a tapas enquanto esperávamos, inquietos, a chegada do Papai Noel à meia noite. Acontece que tudo isso perdeu muito o charme quando descobrimos que o esperado bom velhinho era ninguém menos que o tio Zé, que, apesar de um tanto magrela para a fantasia, só foi descoberto quando sua barba de algodão caiu estatelada em cima do sofá.
Depois disso, o Natal perdeu um pouco de sua alegria. Algumas pessoas queridas se foram, deixando no ar a saudade de suas risadas; o Papai Noel, após perder sua dignidade, nunca mais nos visitou; e, enfim, e eu meus priminhos crescemos, o que culminou numa ceia sem crianças para alegrar o ambiente.
Hoje em dia a ceia de Natal se resume a um jantar caprichado entre adultos prontos para se empanzinar, e um amigo-oculto sem graça de presentes esperados e obsoletos.
Enfim, encontro-me no “limbo” do Natal: grande demais para esperar o Papai Noel, mas ainda não tão “grande” para ser o Papai Noel de alguém.
Por isso não me desespero se ainda não consegui fazer germinar novamente a pequena semente de espírito natalino que teima em permanecer infértil dentro de mim. Eu sei que ela existe e está escondida em algum cantinho por aqui, mesmo que eu ainda não a tenha encontrado…
Bela

Meu Papai Noel

Padrão
Eu devia ter uns oito anos quando decidi que o bom velhinho de roupa vermelha e barba branca não existia.
Renato, meu amigo e vizinho da mesma idade, alegava já saber desse segredo desde o ano passado, pois no dia do Natal, seu primo, um verdadeiro e abominável pestinha, ganhou uma linda bicicleta, enquanto ele, que tinha se comportado bem o ano todo, teve de se contentar com uma mísera caixinha de Lego.
Não que o Lego não seja um presente genial“, disse Renato, tentando disfarçar sua decepção, mas, decididamente o carrinho do primo era algo muito mais desejável, o sonho de qualquer garoto dessa idade. “Se Papai Noel existisse de verdade, não daria um carrinho daquele ao meu primo” concluiu (e devia estar certo, pois o menino o quebrou no mesmo dia).
Mas uma determinada hora, cansado de esconder sua decepção, Renato procurou sua mãe, chorando, para saber a razão do descaso do Papai Noel e dela recebeu a notícia de que ele não existia de verdade, que quem comprova os presentes de Natal eram os próprios pais das crianças, e que, por isso estes eram dados de acordo com as possibilidades financeiras de cada um.
A boa notícia é que Renato ficou feliz com esta explicação, pois assim ficou comprovado que ele não tinha sido mal julgado pelo Papai Noel, e curtiu sua caixa de Lego como deveria ter feito desde o início, sem perder sua fama de bom menino.
Mas eu não acreditei nessa versão dos fatos apresentada por Renato, e queria comprovar pessoalmente que o velhinho barbudo e barrigudo não existia. Assim, me preparei para dormir debaixo do pinheiro na noite de Natal, e conferir quem é que deixava os presentes lá.
Minha mãe arrumou minha cama no sofá, naquela noite, e eu me deitei, acreditando que conseguiria me manter acordada até a hora em que os presentes deveriam “aparecer”. Mas o inesperado aconteceu, e eu dormi…
Abri os olhos de mansinho, e eles estavam lá, embrulhados em papel brilhante e fitas coloridas, debaixo das luzinhas pisca-pisca do pinheiro.
Levantei com um pulo e fui tirar minha irmã da cama.
Na maior algazarra, estávamos as duas abrindo os presentes, rasgando furiosamente os embrulhos e espalhando as fitas e os papéis pelo chão, admirando ruidosamente nossas Barbies, walkmans, etc. quando ouvimos um murmúrio vindo do quarto dos nossos pais.
No minuto seguinte, meu pai entrou na sala, de pijama amassado e com uma inconfundível cara de sono, e, com a voz que normalmente era reservada para as broncas, disse:

-“Olhem que horas são!

Me virei para o relógio na parede e constatei, espantada, que eram apenas três horas da manhã.

Papai sorriu e nos abraçou.

E eu descobri que Papai Noel existe sim, mesmo que ele não use roupas e gorro vermelho e não ostente longas barbas brancas.
Bela

Padrão

Você já ficou extasiado diante da beleza de uma criança?
Você já contemplou, maravilhado, um céu em noite de estrelas?
Você já teve medo de uma noite de tempestade?
Você já se entusiasmou diante da enormidade de uma montanha?
Você já se emocionou ao ver um trabalhador realizando o seu trabalho?
Você já amou?
Você já sentiu saudades?
Você já refletiu sobre o que é Paz, Serenidade, Alegria, Amor?
Você já sentiu que Paz, Serenidade, Alegria e Amor vieram para ficar?
Você já notou que depois de Alegrias e Tristezas tudo dentro de você se aquietou?
Você já entendeu que a vida interior e a vida exterior não podem se separar?
Você já se lembrou que antes de você outros já viram isso tudo e sentiram essas emoções?
Você já parou e pensou, hoje?
Você já percebeu que é NATAL?

Eu particularmente amo o Natal!!!
Ao contrário de muitos, como você Bela, que não gostam desta época do ano, acho que pelo menos nesse período as pessoas se sensibilizam mais, despertam para o lado social, para os enlaces familiares, para o amor!
O mundo vive um caos com a falta de muitos sentimentos durante o ano, e se a solidariedade e o amor ainda faltassem na época do Natal, tudo pioraria mais!
Por isso, que brinco como criança, rezo para o Menino Jesus abençoar, amo minha família de montão e quero vê-la unida, por mais que contratempos aconteçam no dia-a-dia.

Quero continuar a ter sonho de menina… um friozinho de neve no ar… um cheirinho de bolo de chocolate assado… alguns presentes arrumados… um sapatinho na janela com o desejo que, de presente, o papai noel mande paz e saúde aos homens…
Este é o meu NATAL!

Beijos, Lú

Padrão

Você já ficou extasiado diante da beleza de uma criança?
Você já contemplou, maravilhado, um céu em noite de estrelas?
Você já teve medo de uma noite de tempestade?
Você já se entusiasmou diante da enormidade de uma montanha?
Você já se emocionou ao ver um trabalhador realizando o seu trabalho?
Você já amou?
Você já sentiu saudades?
Você já refletiu sobre o que é Paz, Serenidade, Alegria, Amor?
Você já sentiu que Paz, Serenidade, Alegria e Amor vieram para ficar?
Você já notou que depois de Alegrias e Tristezas tudo dentro de você se aquietou?
Você já entendeu que a vida interior e a vida exterior não podem se separar?
Você já se lembrou que antes de você outros já viram isso tudo e sentiram essas emoções?
Você já parou e pensou, hoje?
Você já percebeu que é NATAL?

Eu particularmente amo o Natal!!!
Ao contrário de muitos, como você Bela, que não gostam desta época do ano, acho que pelo menos nesse período as pessoas se sensibilizam mais, despertam para o lado social, para os enlaces familiares, para o amor!
O mundo vive um caos com a falta de muitos sentimentos durante o ano, e se a solidariedade e o amor ainda faltassem na época do Natal, tudo pioraria mais!
Por isso, que brinco como criança, rezo para o Menino Jesus abençoar, amo minha família de montão e quero vê-la unida, por mais que contratempos aconteçam no dia-a-dia.

Quero continuar a ter sonho de menina… um friozinho de neve no ar… um cheirinho de bolo de chocolate assado… alguns presentes arrumados… um sapatinho na janela com o desejo que, de presente, o papai noel mande paz e saúde aos homens…
Este é o meu NATAL!

Beijos, Lú

É, cresci!

Padrão

Outro dia mesmo falei isso num comentário em outro blog: quando era criança, eu simplesmente A.M.A.V.A final de ano… Vinha chegando novembro e dezembro, eu fazia contagem regressiva, na maior empolgação. Afinal, em breve chegaria meu aniversário (21.12, hã-hã), Natal e Réveillon, sem contar que as aulas do colégio estavam acabando – na minha época o ano letivo não era absurdamente gigantesco como é hoje, e no iniciozinho de dezembro a escola entrava de férias… Aulas de novo, só em fevereiro do outro ano: Ô vida boa!

Também, ficava à toa 02 meses, com um monte de festa, presentes para ganhar, viagem para a praia (geralmente Cabo Frio ou Iriri… na pior das hipóteses, iria para casa de meus avós em Nova Era, ou, se ficasse em BH, muita bagunça na casa das primas, banhos de mangueira no sábado ensolarado, ao cinema, comer bobagem, vídeo o dia todo, etc, etc…).

E quando o ano novo chegava era ainda melhor, pois tinha a ansiedade de começar as aulas, a nova turma, “Será que o fulaninho vai estar na minha sala?”; “Será que vou ficar junto com minhas amigas de novo?”… E dá-lhe compra de estojo e canetas perfumadas e coloridas, caixa de lápis de cor novinha em folha, encapar caderno, agenda nova, quem sabe rolava uma mochila bem “transada” nova…

Hoje em dia, o as coisas mudaram ou fui eu que mudei? Ou melhor, eu cresci né? Será que estou ficando velha e rabugenta? Para mim, depois que virei “gente grande” (ah tá, com 1,58m… rsrsrs), fim de ano é sinônimo de STRESS: muita chuva, trânsito caótico, falta de dinheiro, gastos excessivos com presentes e fechamentos de contas, o 13º que não dá pra nada, correria com prazos “pra ontem” no trabalho, pois todo mundo deixa tudo para a última hora e acaba sobrando pra mim… Ixi! O ano acabou e eu nem vi…

É! Eu era feliz… e sabia!

Ana.

É, cresci!

Padrão

Outro dia mesmo falei isso num comentário em outro blog: quando era criança, eu simplesmente A.M.A.V.A final de ano… Vinha chegando novembro e dezembro, eu fazia contagem regressiva, na maior empolgação. Afinal, em breve chegaria meu aniversário (21.12, hã-hã), Natal e Réveillon, sem contar que as aulas do colégio estavam acabando – na minha época o ano letivo não era absurdamente gigantesco como é hoje, e no iniciozinho de dezembro a escola entrava de férias… Aulas de novo, só em fevereiro do outro ano: Ô vida boa!

Também, ficava à toa 02 meses, com um monte de festa, presentes para ganhar, viagem para a praia (geralmente Cabo Frio ou Iriri… na pior das hipóteses, iria para casa de meus avós em Nova Era, ou, se ficasse em BH, muita bagunça na casa das primas, banhos de mangueira no sábado ensolarado, ao cinema, comer bobagem, vídeo o dia todo, etc, etc…).

E quando o ano novo chegava era ainda melhor, pois tinha a ansiedade de começar as aulas, a nova turma, “Será que o fulaninho vai estar na minha sala?”; “Será que vou ficar junto com minhas amigas de novo?”… E dá-lhe compra de estojo e canetas perfumadas e coloridas, caixa de lápis de cor novinha em folha, encapar caderno, agenda nova, quem sabe rolava uma mochila bem “transada” nova…

Hoje em dia, o as coisas mudaram ou fui eu que mudei? Ou melhor, eu cresci né? Será que estou ficando velha e rabugenta? Para mim, depois que virei “gente grande” (ah tá, com 1,58m… rsrsrs), fim de ano é sinônimo de STRESS: muita chuva, trânsito caótico, falta de dinheiro, gastos excessivos com presentes e fechamentos de contas, o 13º que não dá pra nada, correria com prazos “pra ontem” no trabalho, pois todo mundo deixa tudo para a última hora e acaba sobrando pra mim… Ixi! O ano acabou e eu nem vi…

É! Eu era feliz… e sabia!

Ana.