Espetáculo

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Sobrevivi aos saltos, joelhos roxos, ansiedade da estreia, aos olhares da plateia.
A dança me comove e me move, me mantém viva, me suspende no ar, segura o meu salto.
Flutuo sem direção, giro num dos pés, escolho meu ponto para fixar, calço as pontas, esqueço da dor, me cego com as luzes, fito a platéia – uma massa inerte que observa – procuro suas reações, prendo a respiração, e a dança vem e me mostra o chão, me traz para a realidade, me inspira, expiração, me domina.
Conto os tempos e compassos, ouço a música, e o sentimento de simplesmente estar toma conta, uma hora se transformasse em um minuto, e nada mais importa.
Ao soarem os aplausos, ao se acenderem as luzes, ao abrir os olhos, não há corpo cansado, apenas a noite, a maquiagem para tirar, alguma purpurina e sapatilhas usadas…
Encosto a fantasia de um lado, e num lapso volto à outra realidade de ser estar fazer…
O espetáculo acabou, mas a dança não saiu de mim.

Ana.

Texto e foto: Ana Letícia.
*Todos os direitos reservados.*

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