João Lenjob: O Planeta Doente

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Nesta sexta-feira, nosso cronista convidado deste blog nos fala de um assunto incômodo e indigesto… Afinal de contas, é tão difícil pensar no futuro com tanto consumismo, não é mesmo?

PPJL

O Planeta Doente

O mundo pede por socorro de forma desesperada. Seria por acaso, conseqüência do destino, relacionada à velha idade do planeta e será que ele já está assim idoso? Estaria o planeta sofrendo de infecção generalizada ou outra doença qualquer ou o ser humano está realmente assassinando o seu nobre e único lar? Há algum tempo ouviu-se por aí dos raios ultra-violeta e camada de ozônio, mais câncer de pele e até punição divina. O que acontece é que os grandes governos são os maiores responsáveis por este desaforo e falta de respeito com a natureza, fauna, flora e companhia limitada, pelas inúmeras empresas sem controle de poluentes químicos e em muitas vezes, localizadas em países pobres, como o Brasil.

Outra causa é a falta de esclarecimento das pessoas referentes aos acontecimentos que vêm acontecendo com enorme freqüência e com a prevenção das graves feridas que o nosso chão vem sofrendo. O ser humano, animal mais racional dentre todos os seres vivos, ainda não se inteirou de que a Terra é a nossa casa. Não existe a consciência de que cuidar dela é zelar pelo patrimônio pelo qual se foi arrendado todo e qualquer tipo de vida. Que se a natureza teve afeto infinito da perfeição, da beleza majestosa e expressiva e do cuidado intenso e preciso para com as pessoas que neste chão pisam, deveríamos agir de forma igual ou superior com esta preciosidade. No entanto, notamos cada dia mais espécies diferentes de animais em extinção.

Estamos desmatando todos os cantos, poluímos ar e água e chegou o momento infeliz do grito de dor do meio ambiente. Com tamanho descontrole, a camada de ozônio, nossa cobertura contra os fortes raios solares, começou a ceder, aumentando significativamente a temperatura do planeta, fazendo com que os blocos de gelo polar, num prazo curto, se liquefizessem, ameaçando a inundação de estruturas urbanas, como também de áreas onde a natureza mais aplicou sua criatividade, como a Mata Atlântica, ou outros locais fantásticos em todo o mundo.

Fenômeno semelhante aconteceu na Indonésia há alguns anos – país mais conhecido como “paraíso”, e visitado por turistas e esportistas de todo o mundo – quando foi cruelmente atingido por uma revolta natural provocada pelo descontrole ambiental. Um gigantesco maremoto invadiu, de surpresa, as mais belas praias, assassinando milhares de pessoas, residentes ou não. Ambientes não propícios à incoerências ambientais como esta têm recebido os mesmos tratamentos: furacões, terremotos, tornados… E têm feito do olhar humano um acúmulo de medo e, enfim, a idéia de cuidado.

Infelizmente este afeto humano pela natureza, a ponto até de gerar consenso entre fronteiras que nunca foram “amistosas”, ainda não foi capaz de focalizar a Terra como doente em fase terminal. Lutar para e por ela e, principalmente, pesquisar, coletar dados importantes, informar, orientar e ensinar todas as classes sociais, punir e dar as mãos quando necessário, a fim de salvar este maravilhoso planeta.

Houve um tempo em que a tuberculose matava o homem infectando os pulmões. Problema sanado. A ciência não vai demorar, para descobrir a cura do câncer, que é criado em células do próprio organismo, e até o HIV, que é vertente de relações entre os seres, já pode ser seguramente estabilizado. E a Terra? Está com os pulmões infectados, suas próprias células, o seres humanos, a destroem, e as relações entre seus seres, fauna, flora e humanos não andam bem. Isso tem cura?

João Lenjob *

* João é poeta e mineiro, e escreve neste blog toda 6ª feira. Nos outros dias da semana, procura por um lugar menos poluído pra se viver, e ainda não encontrou…
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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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