Viagens e sonhos

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Desde pequena, fui acostumada a seguir meus pais em todas suas viagens: de férias na praia com a família inteira, com direito a casa e lotada e pererecas no banheiro até longas viagens de carro passando por vários países em um curto período de tempo. Corajosos, eles não tinham medo nem frescura de colocar duas crianças no banco traseiro do carro, uma barraca e um colchão no porta malas, duas garrafas de água mineral debaixo do banco do motorista (uma era exclusiva para a minha irmã, que não sabia beber direto na garrafa sem babujar tudo) e sair em busca de aventuras, explorando novas culturas e países mais distantes. A experiência dessas viagens acabou por nos tornar viajantes quase profissionais, acostumados a reconhecer de longe o que era uma furada e evitar transtornos, sem, contudo, abrir mão das peripécias que tornam cada viagem única! E quantas histórias para contar depois!

Quando viajamos, somos tomados pelo ímpeto de conhecer a maior quantidade de coisas possíveis, fazendo o dia render de uma forma inimaginável. Lembro de uma vez em que passeei por todos os pontos turísticos de Barcelona em um único dia (juro, é verdade, é possível), e à noite, quando dormi, não parava de sonhar com os prédios, parques e torres da cidade que havia desfrutado com tanta pressa… Pois essa é a melhor parte de viajar: as lembranças que guardamos dos momentos que vivemos em lugares estranhos ao nosso dia a dia, e que por isso se tornam tão especiais. Sonhar com esses lugares depois, é uma maravilha, eles deixam de fazer parte apenas do nosso imaginário, e você pode guardar experiências concretas dos lugares por onde passou. E sonhar em conhecer alguns lugares, e depois realizar o seu desejo é uma das coisas mais prazerosas do mundo, e rendem momentos de felicidade inigualáveis! Já aconteceu comigo, e espero que aconteça ainda muitas e muitas vezes!

Já realizei o sonho de conhecer:

Giverny, França

Nesta pequena cidade próxima a Paris, o pintor Monet instalou sua residência familiar. É uma casa simples, bem mobiliada e decorada sem ostentação, mas o que atrai mesmo são os jardins! Tanto que ele usava o próprio jardim como tema da grande maioria de suas telas. As vitórias-régias cor de rosa (as ninféias), o laguinho onde suas filhas andavam de canoa e a famosa ponte japonesa, está tudo lá como o Monet retratou com tanto talento!

Füssen, Alemanha

Hoje na região da Bavária na Alemanha, fazia parte do Reino da Baviera, onde governou o Rei Ludwig II no século XIX. Dizem que o Rei não batia muito bem, que vivia no mundo da lua, preocupado apenas em realizar os seus desejos pessoais. E foi dessa cabeça perturbada que saiu o projeto do Neuschwastein, um castelo magnifico e surreal, tão próximo da fantasia que foi usado pela Disney como modelo para o castelo da Cinderela. Mas não é só o exterior que impressiona, o interior do castelo é um exagero de pinturas, pedras preciosas, móveis esculpidos e pintados com ouro, mas nem por isso deixa de ser harmônico. Acredite, no terceiro andar do castelo, há uma gruta e um lago iluminados em tons azuis e rosa, e um barquinho em formato de cisne (a ave que o rei elegeu como seu alter ego)! Tudo é esplendorasamente kitsch, mas nem por isso deixa de ser bonito!

Tiradentes, Brasil
Imagine um pequeno vilarejo, perdido entre montanhas. De manhã, após a gélida madrugada, as brumas envolvem a cidade, até o sol nascer, resplandecente. Berço do inconfidente Tiradentes, esta pequena cidade em Minas Gerais tem um charme incomparável com suas calçadas de pedras irregulares, ruas bucólicas e arquitetura colonial. Um sonho para viver a dois, de preferência. Uma aventura onírica inesquecível.

Agora, não me peçam uma lista dos lugares que sonho conhecer… não caberia nesse post!

Tiradentes3

Bela.

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e foi uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o saudoso poeta João Lenjob.

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